Tag: Rebanhão

  • Dia do rock: Live Aid, movimento e 2014

    Da esquerda para a direita: John Deacon, Brian May e Freddie Mercury, três dos quatro integrantes do Queen

    Um gênero musical inicialmente com pequeno prazo de validade transformou-se num dos maiores, se não o maior movimento musical do último século. Em várias décadas, várias vertentes, que demonstraram várias exposições de ideias e valores deram corpo ao rock tão multifacetado que temos hoje.

    Se hoje temos uma visão abrangente do que tudo isso representou para a cultura mundial, gostaria de pensar em 1985, no dia 13 de julho, quando Bob Geldof organizou o evento em prol da fome na Etiópia, contando com a participação de vários artistas e bandas da música popular. O evento prometia bastante, com a reunião do Led Zeppelin (que tinha acabado em 1980 com a morte do baterista John Bonham), a volta de Paul McCartney aos palcos depois do susto e lamento causado pelo assassinato de seu ex-companheiro de Beatles John Lennon, e também a participação do The Who, que estava em hiato.

    Cada artista tinha exatos vinte minutos para apresentação, e de todos, quem roubou a cena foi o Queen. O quarteto, formado por John Deacon, Brian May, Freddie Mercury e Roger Taylor embalou o público, de 82 mil pessoas com canções como “Bohemian Rhapsody”, “Radio Ga Ga” e “Hammer to Fall”. A icônica presença de palco de Mercury tornou-se uma prova de que o cantor e compositor era uma lenda viva, e sua performance foi considerada a melhor apresentação de uma banda de rock na história.

    O Live Aid foi uma prova de que as questões sociais sempre estiveram, de certa forma paralelo ao rock como gênero musical. A expressão fora do conservadorismo da juventude da época era talvez uma busca pela contracultura do movimento hippie dos anos 60. O evento foi tão importante que em 2005 Bob organizou o Live 8, com intenções distintas, mas com um impacto enorme. A reunião da formação clássica do Pink Floyd (dividida desde meados de 1981) marcou o evento. Foi a única reunião da banda em sua história, já que em 2008 o tecladista Richard Wright morreu de câncer.


    No ambiente cristão

    O rock fez lembrar, através de uma juventude cristã influenciada pelo gênero muitas questões esquecidas e ignoradas pela “bolha religiosa”. Se por um lado, ainda, em pleno século XXI há um enorme preconceito ao rock feito por cristãos por parte de antirreligiosos, podemos considerar que o rock fez um belo serviço ao mundo cristão.

    Em 2014, recolhemos algumas lembranças e comemorações no cenário nacional. A banda Resgate, que já gravou quase dez álbuns em vinte e cinco anos de carreira soma uma discografia admirável, mantendo a mesma formação de seu início. Sem dúvida, um quarto de século merecido que gerará uma gravação este ano. Dando mais surpresas ainda, o Rebanhão se reunirá após quase quinze anos inativo para gravar um DVD no Rio de Janeiro, previsto para novembro e com turnê no país em 2015, comemorando os 35 anos da banda fundada em 1979. Ambos os grupos quebraram paradigmas em seu tempo, na luta por uma expressão de fé mais livre e mais preocupada com o contexto atual.

    Parte das bandas novas da cena independente tentam um caminho mais ousado, o chamado novo movimento, também conhecido popularmente como “crossover” (leia o artigo sobre o assunto) que tenta, de uma vez por todas expressar a fé sem o uso do “evangeliquês” ou conceitos que muitas vezes não fazem sentido para quem nunca teve contato mais profundo com temas do ambiente cristão. Destas bandas, temos como destaques Tanlan, Quarto Fechado, a extinta e precursora Aeroilis, Hibernia, Memora, Palavrantiga e muitas outras.

    Que venham mais dias mundiais do rock!

  • Rocklogia – A conversão de Janires

    É extremamente difícil fazer uma linha do tempo quando os fatos entrelaçam-se. A conversão de Janires ocorre na mesma época de fatos já mencionados em outras postagens (leia a reflexão sobre as igrejas da década de 70 e a história da banda Êxodos).

    Pouco se sabe da vida pessoal do músico durante a época de conversão e início da vida cristã, e mais ainda a respeito da infância. Janires era capixaba, não conheceu o pai (que abandonou a mãe ainda pequeno) e, por motivos ainda não muito bem esclarecidos envolveu-se na criminalidade e uso de drogas (creio que por uma moda da época). Nenhum destes problemas, entretanto afetou negativamente a clara proficiência do músico em compor, e sua visão de mundo. Talvez, apenas enriqueceu.

    Tendo contato com realidades as quais a maioria dos cristãos não possuem, Janires tinha liberdade e cacique para falar das coisas da vida, suas frustrações, alegrias e tristezas. Por conta de um milagre, ao invés de ser condenado por um crime que cometeu, foi confundido com outro detento e parou numa casa de recuperação duas vezes. Foi ali que ele e sua mãe conheceram a Cristo. Mas, como a realidade é nua e crua, Janires ainda não conseguiu manter-se completamente limpo após a conversão. Teve recaídas, todavia se levantou. Frequentou a Igreja Cristo Salva, em São Paulo e realizou algumas atividades musicais, dentre elas um cassete amador chamado “Rebanhão”, com dez músicas autorais. Rebanhão, mais tarde se tornaria o nome da banda que fundaria. Muitos consideram o Rebanhão como este grupo que Janires gravara na igreja do tio Cássio, entretanto o curso da história evidencia que o grupo propriamente dito começaria no Rio de Janeiro.

    E a ida para o Rio de Janeiro, segundo Janires era uma direção de Deus. Ele queria que aquele projeto começasse lá. Passou a frequentar a igreja Presbiteriana de Copacabana, e sua aparência surpreendia a todos: era extremamente simples. Não ajuntava riquezas, não tinha vaidades, mas possuía palavras e visão de mundo que poucos apresentavam. Eis aí, um gênio, a frente de seu tempo.

    Após ser ajudado por irmãos na fé, era tempo de Janires fazer o mesmo por neófitos. O primeiro foi Pedro Braconnot. Tecladista e compositor, vindo de família católica, era desinteressado pelo cristianismo. Acreditava que Deus não existia, e se existisse estava bem alheio de sua vida, e não compreendia os protestantes. Pedro participou de um acampamento em Juiz de Fora, e se converteu. Tentou largar as drogas e bebidas, mas teve dificuldade. Foi Janires, que teve experiências semelhantes a Pedro que o ajudou a se levantar, num processo de altos e baixos. Juntos, foram os primeiros integrantes do que se tornaria o Rebanhão (mesmo que em São Paulo Janires tenha feito algo semelhante). E, curiosamente ambos compuseram a maioria das melhores músicas já gravadas pelo grupo. Diante disto, será que podemos afirmar que as múltiplas experiências (incluindo as negativas) nos dão ampla visão de nossos objetivos como cristãos, também enriquecendo a criatividade?

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=KUb4s_L24fs]

    “Etc e tal”, uma das canções do cassete do Janires. A crítica de Janires, no final da década de 70, soa atual por conta da popularidade da teologia da prosperidade.

  • TOP 10 – canções para filhos pródigos

    Como no TOP 10 angústia, é evidente que independente de ser cristão ou não, todo ser humano possui suas crises. Crises de ânimo, desilusão com o ambiente ao qual vive, e claro, com as suas crenças. Às vezes, o que fazia tanto sentido antigamente perde o valor. E é com base nisso que alguns cristãos deixam de frequentar uma igreja. Porém, sempre existem múltiplos casos, e a cada particularmente existe um motivo e contexto específico.

    Trazemos aqui dez canções sobre o assunto. Algumas, de imensa importância ficaram de fora, mas gostaríamos de citar: “Livre Arbítrio”, da banda Fruto Sagrado e “Sabe”, de Rayssa e Ravel.

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    Ovelha Ferida – Rebanhão

    “Ovelha Ferida” é um registro da melhor fase do Rebanhão pós-Janires. Musicalmente, é do álbum Pé na Estrada, a despedida de Carlinhos Felix e Paulo Marotta, ou seja, também o fim da formação clássica. A canção, de autoria e interpretação do tecladista Pedro Braconnot é um registro até autobiográfico, já que o músico veio de uma família católica e tinha aversão total a tudo o que envolvia Deus e o cristianismo. Afundou-se nas drogas e bebidas na adolescência, até conhecer a Cristo verdadeiramente aos dezoito anos.

    A canção também faz alusão à parábola da ovelha perdida, e é uma boa balada de rock progressivo (1991).

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=nfsekehKmN0]

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    Volta – Voices

    O Voices, que podemos considerar como um supergrupo encerrou suas atividades oficialmente em 2012. Provavelmente foi o grupo vocal mais conhecido da última década e deixou músicas que marcaram época. Dentre seu repertório, temos “Volta”, ao qual o eu lírico é Deus, em direção ao seu filho afastado, relembrando alguns momentos que ficaram para trás. A composição de Marcelo Alves foi registrada no álbum Por Toda Vida (1997).

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    Correndo pros Teus Braços – Toque no Altar

    Integrante de um dos álbuns mais conhecidos e elogiados da última década, Olha pra Mim, “Correndo pros Teus Braços” é uma das canções mais esquecidas e subestimadas do Toque no Altar. De Luiz Arcanjo em parceria com Davi Sacer e Deco Rodrigues apresenta, de forma poética a volta do filho pródigo. O ponto alto da música está no seu refrão, com a frase: “Prefiro Tua presença, mais do que todos os bens que Tu possas me dar” (2006).

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=BDWtAoj2lRc]

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    Visita ao Desviado – Lauriete

    Regravada no seu álbum comemorativo Tô na mão de Deus, “Visita ao Desviado” foi gravada, inicialmente no álbum O Grito. Tornou-se um hit em sua carreira, ao destaque da letra, com seu toque de sensibilidade. (1989)

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    De D-s – Daniela Araújo

    A canção mais recente deste TOP10. Integrante do álbum homônimo de Daniela Araújo, “De Deus”, ou “De D-s” vai de encontro à ingratidão contida em muitas pessoas. E por que não a respeito da imensa confusão de identidade na qual temos hoje? Com um cristianismo fortemente criticado, e num mundo com tantos questionamentos, muitos perdem suas bases de fé em Deus. (2011).

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    Filho Pródigo – Kadoshi

    Kadoshi sempre foi um “liquidificador” musical. Desde o seu início, com o nome Actos 2, essas características são perceptíveis. E “Filho Pródigo” é um de seus clássicos. Do álbum Encontro, a canção contextualiza, no âmbito atual a parábola do filho pródigo. (1992)

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    O Amor que Cura – Fernanda Brum

    Do clássico Quebrantado Coração, “O Amor que Cura” tenta, com certo êxito tratar de um tema sério informalmente.

    Quando muitos se afastam do ambiente congregacional, o contato com as demais pessoas não acontecem, seja por vergonha ou desinteresse. Convém a quem está firme que ajude seu irmão a se levantar (2002).

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=i2eWB_Kzq1Y]

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    Volta – Leonardo Gonçalves

    De seu álbum de estreia, Poemas e Canções, “Volta” é dotada de enorme simplicidade, ao retratar, em linhas gerais a situação de vários cristãos de ‘berço’, e mais tarde partem para o caminho da independência. A independência é um caminho árduo, no qual a solidão é a principal companhia. (2002)

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    Casa do Pai – Thalles

    Thalles, assim como vários cristãos um dia esteve em comunhão, mas iludiu-se com as coisas deste mundo. Seu testemunho cantado pode ser encontrado em várias músicas do álbum Na Sala do Pai.

    “Casa do Pai” é, sem dúvida um dos grandes sucessos de sua carreira e da obra. A canção, folk com pegada intimista traz uma oração na qual muitos sentem a vontade de fazer. (2009)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=g_8zCujLsuc]

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    Cem Ovelhas – Ozéias de Paula

    O álbum homônimo de “Cem Ovelhas” é, com total certeza o mais conhecido e notório no campo cristão nacional da década de 70. E a canção, em si é um clássico. É praticamente impossível encontrar um cristão que nunca tenha ouvido tal música.

    Sua letra aborda de forma excelente a parábola da ovelha perdida. (1973)

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  • Rocklogia – As igrejas da década de 70

    Prosseguiremos nossa linha do tempo a respeito da história do rock cristão no Brasil, na qual anteriormente abordamos a história da banda Êxodos (se não leu, clique aqui).

    Durante a década de 70, além dos múltiplos movimentos culturais no Brasil e no mundo, grande parte deles consequências do movimento hippie nos anos 60, começavam a se formar algumas propostas diferenciadas de culto e evangelismo pelo país. Destas ideias, destacam-se o nome de quatro igrejas.

    Uma destas instituições é a Igreja Presbiteriana de Copacabana, que como o nome afirma, localiza-se na cidade do Rio de Janeiro. Em 1972, iniciou-se o Culto Jovem, no qual era realizado as 18hs, um pouco antes do culto principal de domingo, com o objetivo de alcançar a juventude que não frequentava, e dificilmente se adaptaria a liturgia do outro horário. O músico Elmar Gueiros foi um dos principais participantes destes cultos, e o resultado foi positivo, pois a igreja ficava lotada de jovens, muitos destes não cristãos. Durante o culto, eram utilizados vários instrumentos até então demonizados na maioria das igrejas, como a bateria, guitarra, baixo e teclado/sintetizadores. O culto jovem durou muito tempo, graças ao apoio dos pastores Benjamin Morais, Jonas Rezende e Nehemias Marien (este último conhecido por sua personalidade polêmica). Destes frutos, destaque para a banda Sinal Verde (na liderança do conceituado compositor Lucas Ribeiro), o surgimento do Rebanhão (com Janires, Carlinhos Felix, Paulo Marotta e outros), e várias conversões de pessoas que tinham aversão ao cristianismo, como o tecladista Pedro Braconnot.

    Entretanto, a mais conhecida desta época é, sem dúvida a Igreja Cristo Salva, também conhecida como igreja do Tio Cássio, localizada em São Paulo. A igreja surgiu através do casal Noeli Colombo e Cássio, no qual eram empresários. Entretanto, com o surgimento de problemas, provavelmente financeiros, procuravam ajuda em vários locais, porém não encontraram. Conhecer a Cristo foi a solução para os dois, que passaram a evangelizar por onde iam. Com a crescente quantidade de jovens que abraçaram a causa, e participavam de ‘reuniões’ na casa de Cassio, surgiu a Cristo Salva, em meados de 1975. Foi nesta igreja em que Janires, futuro líder e vocalista do Rebanhão iniciou sua vida cristã, também sendo o local onde surgiu a banda Oficina G3, na época com sua formação inicial, na qual, atualmente apenas Juninho Afram está. O casal Estevam e Sônia Hernandes, antes das corrupções nos anos 2000 frequentaram cultos desta igreja e desempenharam grande função evangelística nos anos 90 através dos eventos públicos da Renascer, tema que trataremos em posts futuros. O conhecido piloto Alex Dias Ribeiro também esteve por lá.

    No Rio de Janeiro, também temos a Igreja de Nova Vida no bairro da Tijuca, que gerou a Banda Fé (futura Banda & Voz). Esta, fundada em 1982 (embora o movimento tenha ganhado força na década anterior) seguiu a linha dos demais templos existentes com seu teor mais pentecostal, ou seja, não tão tradicionalista quanto as outras igrejas de sua época, investindo também na mídia, como rádio, e consequentemente atraindo a juventude.

    A última destas é a Comunidade S8, que, apesar de não ser uma igreja com todas as letras, desempenhou um papel importante na música cristã. É uma associação civil, com fins não lucrativos, fundada em 1971. Seu grande trabalho é de atuar na recuperação de dependentes químicos. Com a chegada de vários jovens, a comunidade também gravou álbuns, com forte característica do rock progressivo. Foi da S8 em que alguns membros do Fruto Sagrado vieram. Um de seus influenciados foi o guitarrista e produtor musical Toney Fontes, que é responsável pela masterização de grande parte dos lançamentos do gospel nacional há vários anos. Seu pai, Geremias Fontes é o fundador da instituição.

    [youtube http://www.youtube.com/watch?v=zLhYM3DJ_3g?feature=player_detailpage&w=640&h=360]

    Uma das canções da Comunidade S8

  • Entrevista: Pedro Braconnot

    Pedro Braconnot é cantor, compositor, multi-instrumentista, produtor musical e pastor. Atravessou várias décadas influenciando a história da música cristã nacional como integrante e, posteriormente, líder da banda Rebanhão. Já produziu grandes nomes da música cristã nacional, como Cristina Mel, Ozéias de Paula, Denise Cerqueira, João Alexandre e outros. Confira nossa entrevista com o músico.

    O PROPAGADOR – Seu encontro com Jesus Cristo foi na juventude. Em sua conversão e, logo após amizade com Janires, quais foram os maiores desafios nos quais você vivenciou em sua caminhada de neófito?

    Tive uma experiência com Jesus aos meus 19 anos. Exatamente no final de uma adolescência intensa como geralmente é com todo mundo né? Nesta época conheci o Janires que foi o meu primeiro discipulador. Andamos juntos e comecei a tocar com ele ainda novo na fé. Minha experiência com Deus foi muito forte e percebi que havia acontecido algo que seria para a minha vida toda. Eu passei por vários desafios, tendo sido exposto ao palco ainda muito novo na fé. Isto trouxe também desafios no meu amadurecimento espiritual, mas no final das contas o que havia acontecido comigo era para sempre e em meio às lutas de um jovem cristão eu sempre optei em lutar por minha fé. Hoje fazem 33 anos de caminhada, a vida com Deus é maravilhosa porque quanto mais perto dele mais nos conhecemos a nós mesmos e o realce nos ajuda a vencer tanto os obstáculos pessoais quanto os externos. Sem dúvida os maiores desafios são os que rolam dentro de nós mesmos. A maturidade é ganha pela luta consigo mesmo, ou seja, a reação que aprendemos a ter diante de cada passo que damos frente aos desafios da vida.


    OP – Como lhe surgiu o interesse pelo teclado e o piano? Quais os músicos nos quais mais se inspirou?

    Minha mãe estudou piano por anos e sempre tinha um piano em casa. Quando a ouvia tocar me dava vontade de aprender. Com 13 anos entrei finalmente numa aula particular de piano clássico no Rio de Janeiro, mas foi o Rebanhão que me ligou para sempre com a música me dando asas para continuar fazendo música a minha vida toda.


    O PROPAGADOR – Sua primeira composição gravada foi “Refúgio”, um rock progressivo que permaneceu um bom tempo no repertório dos shows do Rebanhão. Como essa canção surgiu?

    Foi realmente a primeira música que fiz. Simplesmente brotou falando um pouco da minha realidade de andar distante de Deus e ter recebido o brilho de sua luz sobre a minha vida que me fez mudar a direção radicalmente. Quando descobri o amor de Deus, mesmo que ainda jovem e sem um entendimento tão profundo, pois o amor de Deus é como um oceano insondável de tão profundo e imenso, pude ver que era isso que eu queria para sempre em minha vida. Essa música marcou o início da minha experiência com Deus.


    OP – O senhor, conciliando a carreira no Rebanhão, também trabalhou como produtor musical, arranjador e músico convidado, tendo gravado com grandes nomes da música cristã, como Cristina Mel, Ozéias de Paula, Denise Cerqueira, Sinal de Alerta, Carlinhos Felix, João Alexandre, Altos Louvores e muitos outros. Emerson Pinheiro também já lhe indicou como grande influência. Qual a importância dessa multi utilidade musical na construção de sua carreira musical? Como é ser parte viva da história da música cristã nacional e referência para quem segue nos caminhos musicais que o senhor ajudou a abrir?

    Me sinto muito feliz pelo trabalho que tive a oportunidade de realizar junto a tantos nomes da música cristã brasileira. Tudo começou porque eu era o tecladista do Rebanhão e começaram a me chamar para gravar. Eu sempre tive uma atração pela tecnologia e meu pai me deu um computador Apple em 1987, antes mesmo de a internet ser febre no Brasil eu me dedicava à gravação em computadores o que veio a ser o caminho nos estúdios do mundo inteiro. Cada vez que eu entrava em um estúdio de gravação queria aprender tudo e então parti para esta profissão como um meio de apoiar o ministério do Rebanhão financeiramente. Conheci muita gente boa neste tempo e fiz muitos amigos, mas também pude ver o lado frio e comercial que invadiu a música cristã que a meu ver em muitos casos deixou de ter uma mensagem forte e profética para se contentar com letras que agradassem a maioria. Uma mensagem mais lugar comum em prol do sucesso comercial.


    OP – A importância do Rebanhão para a música cristã é inegável e inquestionável. Mas qual a importância da banda e dos integrantes na sua vida? Em algum momento, naquela época, o senhor seria capaz de supor a importância que o que faziam teria para o futuro da nossa música?

    Quando comecei no Rebanhão não tinha ideia do que iria acontecer. Para mim, como novo convertido, era muito normal cantar músicas em uma linguagem textual e musical jovem e divertida, mas para muitos se tratava de algo inaceitável para os padrões religiosos da época. No entanto, com certeza, o Rebanhão foi e continua sendo um fato marcante em minha vida. Tanto o trabalho do grupo, quanto as amizades que fizemos. Além disso, hoje posso ver tantos testemunhos de pessoas que foram tocadas através deste trabalho que não tenho dúvida de que foi um instrumento de benção, um vaso de honra. Sou muito feliz pelo que Deus fez com o Rebanhão durante todos estes anos.


    O PROPAGADOR – Após o fim do Rebanhão, o senhor decidiu dedicar-se ao ministério pastoral, sendo consagrado pastor. Hoje está à frente da IHOP (International House of Prayer) em Caratinga. Fale-nos um pouco deste projeto, sua experiência com o movimento das casas de oração e sua visão a respeito da igreja brasileira.

    Quando parei de viajar com o Rebanhão no ano 2000, senti que precisava de um tempo maior para a família e me preparar para uma nova fase que estaria por vir. Eu e minha amada esposa Anya Braconnot fomos ordenados pastores em 2002 e hoje temos cinco filhos e nossa família é simplesmente a maior benção de todas que Deus já nos deu! Depois que nasceu nossa última filha chamada Victoria em 2006 nos Estados unidos, nos alistamos de corpo alma e espírito neste mover de oração que o Espírito está promovendo ao redor do mundo. Deus tem levado centenas de milhares de pessoas ao redor do mundo a orar e adorar coletivamente em uma onda de avivamento que tem se espalhado cada vez mais. Como no modelo do tabernáculo de Davi a música era de vital importância, eu me sinto em casa quando passamos horas adorando e intercedendo no que chamamos de harpa e Taça (Ap 5:8). Voltamos para o Brasil e estamos liderando uma casa de oração em Caratinga, Minas Gerais. Durante a copa do mundo 2014 estaremos apoiando um ministério do IHOP-KC que vai levantar salas de oração nas doze capitais onde haverá jogos da copa. 32 dias de oração: 24 horas contra o tráfico humano, turismo sexual, pedofilia e tudo que tenha a ver com a injustiça social sobre o Brasil. Vai ser um tempo intenso, eu sou apaixonado pela oração da igreja, a noiva de Cristo precisa saber mais de sua autoridade como intercessora.


    O PROPAGADOR – Janires, em suas canções apresentava um cristianismo que transcendia as clássicas quatro paredes que muitas vezes são impostas. Como compositor, várias de suas canções mantiveram essa característica, como as canções “Palácios” e “Elo Perdido”. Em sua opinião, qual é a importância da música cristã na abordagem social e de questões do cotidiano?

    Às vezes o cristão é taxado de ignorante e alheio à sociedade porque evita tratar temas que transcendem o linguajar bíblico. É muito fácil não “errar” quando se canta os salmos de Davi e por assim em diante. Mais creio que como Davi falava do Egito e de seus cavaleiros nos seus salmos, porque não falar de realidades atuais em nossas músicas? Creio que precisamos manter nosso foco na Palavra, mas não podemos nos esquecer de fazer músicas que possam se comunicar com o mundo em uma linguagem mais atual. O trabalho do Rebanhão ficou conhecido por causa desta visão e isso é um objetivo que não pode ser esquecido. Fazíamos uma música para alcançar almas que não tinham nem coragem de entrar em uma igreja, mas conseguiam ouvir um “Baião”, por exemplo.


    O PROPAGADOR – Uma de suas mais recentes composições de destaque no cenário nacional é “Ame mesmo Assim”, gravada por Cristina Mel e escrita em parceria com Anderson Freire. Em um dos trechos da canção, a letra diz: “Se você marcar uma geração com o seu canto / Com o passar do tempo esquecerão a sua voz / Então, tente lembrar que o mundo não te dará honras”.  A canção, e principalmente este trecho tem algo autobiográfico? Considerando a vida, na qual passamos por várias fases, qual é a sua visão a respeito do sucesso já vivenciado?

    Na verdade tudo passa nesta vida, mas podemos fazer coisas que tenham valor eterno. Essas coisas são as mais importantes. O sucesso dos homens é passageiro, por isso ser conhecido no céu é o que mais quero na minha vida. A única coisa que sobe com a gente depois desta vida são as almas que apresentamos diante do Senhor. Não por mérito nosso, mas por causa dEle. Precisamos fazer amigos eternos.


    O PROPAGADOR – No final de 2013, foi lançado no iTunes a canção “Mais que Palavras” com a participação de sua filha, Lídia, nos vocais. Em março, foi divulgada no Soundcloud “Nada Mais”, dedicada a sua esposa Ayna Braconnot e mais recentemente “Amado da Minh’alma”. Essas canções podem se tornar um álbum solo?

    Podem e devem (risos). Tem muito mais para ser gravado se Deus quiser.


    O PROPAGADOR – No aniversário de Carlinhos Felix em janeiro de 2013, o senhor cantou ao lado dele canções do Rebanhão. O guitarrista Pablo Chies também estava presente. Como é a sua relação com os demais ex-integrantes do Rebanhão, especialmente Paulo Marotta e Carlinhos Felix?

    Graças a Deus somos amigos e contamos com a presença dos dois em uma reunião para gravar um DVD Rebanhão 35 anos.


    O PROPAGADOR – Em dezembro, completam 30 anos da gravação de Janires e Amigos, o primeiro álbum da música cristã nacional gravado ao vivo. O senhor possui alguma lembrança em especial desta gravação? Como foi encarar a saída de Janires, visto que além de “mentor” e líder, era grande amigo da banda?

    O Janires foi um cara único, ele saiu talvez porque nós não conseguíamos seguir no ritmo dele. Deus o usou de maneira especial e o levou. No entanto tinha outros planos para o resto de nós. Foi um desafio quando ele disse que ia sair, mas conseguimos seguir em frente com a graça e misericórdia de Deus.


    O PROPAGADOR – Agradecemos pela entrevista. Gostaria de deixar alguma mensagem para nossos leitores?

    Agradeço a oportunidade e quero convidar os leitores a participar deste movimento Rebanhão 35 anos na nossa página do Facebook e em breve no site www.rebanhao.com

  • Entrevista: Fernando Augusto (Tutuca)

    Fernando Augusto, também conhecido como Tutuca foi baterista durante a fase clássica do Rebanhão, juntamente com Pedro Braconnot, Carlinhos Felix e Paulo Marotta. Permanecendo no grupo durante seis anos, mas com vastas experiências, o músico baterista nos conta um pouco do que viveu e experimentou durante e fora deste tempo, além do projeto de 35 anos do grupo.

    O PROPAGADOR – Como se deu sua conversão e início da vida cristã?

    Eu me converti através de um convite feito pelo grupo jovem da Igreja Episcopal do Rio de Janeiro na Tijuca, bairro onde nasci e cresci.


    O PROPAGADOR – Como lhe surgiu o interesse pela música e a bateria?

    Me interessei por bateria desde meus 5 anos de idade e ganhei uns tambores de ritmos percussivos. Participei de bandas escolares, e depois comecei a tocar em bandas de amigos da minha rua. Logo depois ingressei na escola de música Vila Lobos, onde fiz o curso em canto, percussão e bateria. Após o curso, participei de festivais musicais de escolas e bandas de covers. Daí passei a tocar em casas noturnas do Rio de Janeiro como o Peplo, na zona sul e existe um lugar na Barra da Tijuca. Porém quando me converti aí sim me dediquei apenas à música cristã.


    O PROPAGADOR – Você entrou no Rebanhão numa época de mudanças, com a saída de Kandell e Janires. Como se deu a sua entrada no grupo, e quais as referências que a banda tinha naquela época?

    Após a minha saída da Igreja Episcopal, fui convidado pelo amigo Marcos Brito, guitarrista da Banda & Voz a conhecer a Igreja de Nova Vida da Tijuca, onde conheci o Carlinhos Felix (pois tocávamos juntos na banda da igreja) e aí, num certo dia ele me convidou para entrar na banda. Nossas referências musicais era um som pop de bom gosto.


    O PROPAGADOR – O primeiro álbum do grupo com sua participação, “Semeador”, assim como o sucessor “Novo Dia” foram lançados por uma gravadora multinacional. “Novo Dia” também foi produzido por Paulo Debétio, que trabalhou bastante com a cantora Alcione. Como era para vocês ver que o trabalho do Rebanhão alcançou um patamar alto para os padrões da época?

    Ficamos muito felizes por ter tido esta oportunidade e pelo reconhecimento da gravadora aprendemos muito com estes grandes profissionais.


    O PROPAGADOR – O Rebanhão também foi pioneiro em fazer shows em casas em que a participação de músicos cristãos era nula, como o Canecão. Quais são as maiores lembranças que você tem destes feitos? Em algum momento, naquela época, o senhor seria capaz de supor a importância que o faziam teria para o futuro da nossa música?

    As lembranças… eram muitas!!! Mas um fato engraçado é que logo após o último ensaio na estreia desse show ficamos com muita fome e fomos comer pizza no shopping do Rio Sul. E outra: quando recebemos no palco do Canecão tivemos a visita do Abram Laboriel e do Alex Acunha, que eram músicos consagrados da época. Tínhamos uma relação de família. Sempre estivemos juntos, éramos amigos dos familiares, frequentávamos as casas de cada um. Enfim, uma relação de afetividade e alegrias. Não imaginávamos que teria grande impacto futuro.


    O PROPAGADOR – Após os trabalhos pela PolyGram, a banda lançou Princípio pela Gospel Records, e hoje é considerado o clássico da banda pós-Janires. Em relação ao sucesso de canções como “Palácios” e “Selo do Perdão”, como foi a turnê de divulgação deste trabalho? Após Princípio, você deixou o grupo. Quais atividades musicais tem desempenhado de lá pra cá?

    A divulgação foi ótima. Viajamos muito por todo o Brasil, e éramos muito bem recebidos pelas capitais onde passávamos. Eu iniciei um ministério junto a minha esposa chamada Andréa, que já louvava a Deus antes de nos conhecermos. Gravamos 2 CDs e 1 DVD. Continuo gravando em estúdios.


    O PROPAGADOR – Qual a sua visão sobre a música cristã nacional atual?

    Sobre a música atual, acredito que tenha trabalhos de valores, estúdios e tecnologia de ponta. Eu prefiro ter uma visão pelo ângulo positivo.


    O PROPAGADOR – Recentemente, Pedro Braconnot anunciou a reunião do grupo. Desde 2000, são quase 15 anos inativos, e são quase 25 contados após sua saída. Como se deu essa reunião? Qual a expectativa de vocês para este trabalho? Tem alguma novidade a adiantar?

    Olha, a expectativa é muito grande! Eu, inclusive falei com o Paulinho Marotta, também com o Pedro e fiz exatamente esta pergunta e o Paulo me respondeu que estava muito animado e feliz, assim como eu. Acredito que este projeto seja do coração de Deus. Com certeza é uma forma de devolvermos ao Senhor através da música tudo que ele tem feito de bom na vida de cada um de nós, ao longo destes 35 anos. Com certeza em breve nos reuniremos.


    O PROPAGADOR – Agradecemos pela entrevista. Gostaria de deixar alguma mensagem para nossos leitores?

    Deixo um grande abraço a todos os amados irmãos leitores do portal O Propagador, e espero ter contribuído. Que Deus abençoe a todos.

  • TOP 10 – Músicas gospel sobre mães

    O segundo domingo do mês de maio é o dia das mães! Para comemorar essa data tão importante, o portal O Propagador apresenta um TOP 10 especial com músicas marcantes sobre essas mulheres tão especiais.

    Listamos músicas para homenagear e lembrar todos os tipos de mãe: aquela que está longe, a que está perto, a que ora, a que batalha, a que perdeu seu filho e mesmo aquela que já partiu para a eternidade. Na lista temos Bruna Karla, Aline Barros, Ana Paula Valadão entre outros.

    Confira!

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    Coração de Mãe – Aline Barros

    Iniciando nossa contagem, nada melhor do que falar sobre aquilo que figura o melhor de cada mãe, seu coração. “Coração de Mãe” é sinônimo de amor imensurável e inexplicável. Essa é a conclusão a qual o compositor Cezar Elbert chega na linda canção interpretada por Aline Barros no disco MãeEuTeAmo.com vol. 3, lançado pela MK Music. “Um oceano de afeto, quanto mais ama mais tem amor, quanto mais serve mais tem pra dar” (…) “Fonte de amor que é sem fim, Deus te fez assim pra cuidar de mim”. Assim é o coração de uma mãe. (2012)

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    A Carta – Alex Gonzaga

    Um filho que vive longe, pouco antes de ir visitar a mãe no seu dia, escreve uma carta contando sobre a saudade que sente dela. Ao longo de “A Carta”, Alex Gonzaga vai descrevendo o que mais sente falta em sua antiga casa, chegando à conclusão que o que mais lhe dá saudade é justamente a Mãe. “O que eu mais quero é te encontrar neste dia especial, Mãe, tô indo ver você, vou correndo para te encontrar”. A canção faz parte do álbum MãeEuTeAmo.com vol. 2, lançado pela MK Music. (2010)

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    Mamãe – Rebanhão

    Janires, um dos grandes poetas da nossa música, é o compositor de “Mamãe”, gravada em dezembro de 1984 no álbum Janires e Amigos, da banda Rebanhão. A propósito, esse foi o primeiro álbum ao vivo gravado na música cristã brasileira. A canção é o relato do filho que cresceu, mas sente falta do tempo que passava perto de sua mãe. “Há quanto tempo eu não tenho um tempo pra deixar você pentear meus cabelos e contar histórias do livro da sua vida em que eu sou um dos capítulos que, modéstia a parte, você gosta mais”. O filho ainda conta que, embora a mãe tivesse grandes sonhos para ele, o mundo quase o destruiu, mas o amor de Jesus o salvou e permitiu que ele pudesse estar vivo para agradecer pelo cuidado de sua mamãe. Quem não conhece nenhuma história assim… (1985)

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    Lágrimas de Mãe – Cristina Mel e Jairo Bonfim

    Ser mãe não é apenas festa e alegria, também pode ser sinônimo de tristeza. A dor de perder um filho é certamente a pior que uma mãe pode passar. O filho pode ter partido, mas aquela que um dia gerou, será mãe para sempre. A emocionante canção de Cristina Mel, composta pela cantora em parceria com Adelso Freire é um relato das lembranças do filhinho querido, da imensa saudade, da dor esmagadora. A música, no entanto, também é o consolo de Deus. O Eterno lembra que Ele entende essa dor, pois um dia também perdeu seu Filho amado. É justamente por causa de Cristo que o Pai consola a mãe chorosa, trazendo à sua memória que a vida não termina aqui. O diálogo entre Deus e a mulher, ou simplesmente entre um Pai e uma mãe, lindamente interpretado por Mel e Jairo Bonfim, está presente no disco Som de Amor. (2011)

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    Mãe, me Lembro – Anderson Freire e Banda Giom

    Anderson Freire e seus irmãos, integrantes da banda Giom são responsáveis pela linda “Mãe, me Lembro”, canção integrante do disco MãeEuTeAmo.com vol. 3. A música é um testemunho de uma infância sofrida e cheia de restrições, mas marcada pela presença de uma mãe de oração. Da fidelidade daquela mãe, Deus honrou toda a família. “Por quantas vezes eu brincava e estavas a orar, por quantas vezes eu sorria e seu choro estava lá subindo em direção ao céu, movendo o coração de Deus”. Uma canção tocante que certamente retrata a realidade não apenas dos interpretes, mas de muitos outros filhos que tiveram suas vidas transformadas e guardadas sob os joelhos de uma mãe fiel. (2012)

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    Quero retribuir – Ana Paula Valadão

    Dia das mães é dia de homenagear e principalmente agradecer por todo amor e dedicação das nossas progenitoras. Como filhos, por vezes somos relapsos e não reconhecemos tudo o que elas fizeram e fazem por nós, mas nunca é tarde reconhecer e lhe dar o devido crédito pelas nossas conquistas. É isso que Ana Paula Valadão faz em “Quero Retribuir”, música integrante de As Fontes do Amor, disco solo da líder do Diante do Trono. “Mamãe, eu não teria chegado aqui; Mamãe, sem o seu amor por mim; Perdão pelas vezes em que não reconheci; Mamãe quero retribuir”. (2009)

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    Na Eternidade – Bruna Karla

    Já falamos lá na 7ª colocada que dia das mães é data de emoção para aquelas que perderam seus filhos, mas também é dia dos filhos que perderam suas mãezinhas se recordarem delas com muito amor. A cantora Bruna Karla, que perdeu sua mãe aos 13 anos é a emotiva interprete de “Na Eternidade”, bela composição de Eyshila, presente no primeiro volume da coletânea MãeAmoVocê.com. A música fala sobre o arrependimento de não tê-la abraço mais, beijado mais e ouvido mais seus conselhos. “Se eu pudesse eu voltaria atrás e te beijaria muito mais, Mãe ouviria mais os teus conselhos, sinto tanta falta do teu cheiro e de acariciar os teus cabelos”. Mas a canção fala especialmente da esperança do reencontro no céu, no lugar onde não haverá mais saudade e a felicidade será eterna. “Na eternidade, sem sentir saudade, vamos adorar a Deus; Na eternidade com os meus amados, do jeito que eu sempre quis”. (2008)

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    Mãe – Sergio Saas

    É comum, embora não seja bom, que as responsabilidades da vida adulta afaste os filhos de seus pais. Tão comum também é o arrependimento que sempre bate no coração ao se lembrar de que poderia ter feito mais, ter amado mais. “Perdão, por está sempre ocupado e não ter visto o tempo passar; a saudade faz um homem chorar”. Enquanto houver tempo, corra e não deixe de dizer e demonstrar para sua mãe o quanto a ama e o quanto a existência dela é vital para a sua. “Mãe quero te encontrar e te abraçar; Mãe tenho tanta coisa pra falar; Não quero mais de ti me separar; Mãe, eu te amo!”. Essa é a temática de “Mãe”, linda canção de Sergio Saas integrante do disco És meu Herói, gravado e distribuído de forma independente. (2004)

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    Mãe – Voices

    Essa semana, comemoraremos o dia das mães, mas o Voices está aqui para nos lembrar que essa data não tem fim. “Mãe, todo dia é seu dia”. O segundo domingo de maio é o momento oficial de prestar homenagens àquelas que dedicaram suas vidas a cuidar das nossas. É justamente disso que se trata “Mãe”, composição de Eyshila integrante do disco Aliança. “Nunca alguém me olhou assim com tanta emoção, quando ouço a sua voz escuto a mesma canção que você cantava quando eu chorava sem querer dormir; E com lágrimas você orava por mim”. Dia das mães é dia de agradecer a Deus pela benção que elas são nas nossas vidas. “Quero dedicar este momento ao Senhor e bendito aquele dia em que eu nasci de você; Louvado seja Deus porque você é minha mãe”. (2002)

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    Nossa Mãe – Marcos Antonio

    Nossa música medalha de ouro é um clássico sobre tema. Antes da popularização de coletâneas, como MãeEuTeAmo.com, antes de ser comum que cantores, especialmente pentecostais, falassem sobre sentimentos humanos, o cantor pernambucano Marcos Antonio conseguiu fazer sucesso com o famoso refrão “Mãe sou teu fruto, do coração o amor; Sou teu sorriso, Tu és meu abrigo na hora da dor”. A música “Nossa Mãe” integrou o disco Quem dá Mais, álbum de grande sucesso na carreira desse que já foi um dos grandes nomes da música cristã nacional. (1995)

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    Que mais músicas sobre mães vocês conhecem? Comentem!

  • Rebanhão se reunirá para gravação de DVD

    A banda Rebanhão, uma das primeiras bandas cristãs de rock e pop do Brasil pode se reunir para uma gravação especial, em cidade a ser escolhida através de uma enquete para o público.

    Pedro Braconnot, tecladista, vocalista, co-fundador e líder do grupo divulgou a enquete em sua página no Facebook, e Carlinhos Felix deu apoio no Twitter, afirmando que participará da gravação. Carlinhos foi guitarrista e vocalista durante muito tempo na banda, até decidir seguir carreira solo.

    Impulsionando o projeto, Pedro divulgou o novo Twitter oficial da banda, e convidando a todos os fãs para curtirem a página e participarem da votação. Até o presente momento, a capital do Rio de Janeiro e a cidade de Brasília são as mais cotadas para receberem o show do grupo carioca.

    Os demais integrantes da formação clássica, Paulo Marotta (baixo) e Fernando Augusto (bateria) também participarão. Paulo Marotta, um dos primeiros integrantes do grupo atualmente mora no interior do Pará, onde trabalha como engenheiro na Vale.

    Neste ano, Carlinhos Felix lançou o single inédito “Não Posso me Calar” pela Sony Music, e Pedro Braconnot três canções inéditas. O Rebanhão encerrou as atividades em 2000, com vinte anos de carreira ininterrupta.

  • Para refletir – Castelos de areia

    Há pouco tempo, os mais belos tornaram-se feios, e outros novos belos tomaram seus lugares. Hoje, aquela mulher linda está no outdoor, amanhã… ah, o amanhã é sempre incerto. O tempo castiga, em todos os aspectos, maltratando e amedrontando aquele que está preso a ele.

    Em questão de segundos uma vida chega sobre a Terra, e em outro instante se vai. As coisas que construirmos não poderemos levar. Para nós que cremos em Deus, temos a esperança de salvação e vida eterna em Cristo. E que obras permanecerão? E o quanto estamos com a nossa vida concentrada para o grande dia?

    A Palavra mostra, em Mateus 6 que os maiores tesouros desta Terra não são materiais, nem financeiros. Nosso coração estará no mesmo lugar em que estarão nossos tesouros. Se tivermos nossa família em primeiro lugar, lá estará o nosso coração. Se as posses e nosso trabalho for prioridade, ali o coração estará. Mas, todos estes tesouros ajuntados pela Terra se esvairão pelo cruel tempo. Mas o tesouro ajuntado no céu, em almas, investido na nossa espiritualidade com o criador não se perderá!

    Nossa vida é como a flor do campo, como as árvores e as ervas. Como os demais animais. Um dia, fortes e novos. Mais tarde, desaparecemos como pó, como chuva de verão. Necessitamos crer e dedicarmo-nos a Deus, na esperança de que tudo o que fizermos seja para Ele, com todo o nosso coração.

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  • Para refletir – Elo Perdido

    A guerra maior, hoje, não é entre nações e pessoas, todavia em si mesmo. O mundo mudou extremamente a partir do século XX. Após o capitalismo, o fortalecimento da indústria, iluminismo, humanismo e neste atual contexto pós-moderno a sociedade passou por várias transformações, dentre elas um gradual rompimento entre o que pode ser chamado de “tradições”, infiltrando um conceito raso e egocêntrico de liberdade e fuga de todo e qualquer padrão acrescido pela desilusão com o mundo.

    Com isto, a forma racional de pensar, contra a religião, até hoje enfraquecida levou, automaticamente, principalmente no viés cristão na desilusão no amor. O elo entre Deus e o homem, em nossa contemporaneidade é considerado como utópico. Em contrapartida, existe outro elo, ao qual, cientificamente é constantemente procurado: a espécie em comum do homem com outros primatas.

    Ainda, em nosso século XX, a primeira e segunda guerra mundial, e finalmente com a guerra fria criaram um contexto de angústia, pessimismo e descrédito no mundo. Uma tensão constante, agora inflamada pela nossa frustração. O triunfo sobre os mais fracos nas guerras não deu sequer motivação de sorriso em meio as nossas lágrimas interiores. Vencemos por fora, mas por dentro continuamos em ruínas. Lembro-me do velho ditado: por fora, bela viola, por dentro, pão bolorento.

    Como podemos ser felizes vivendo uma vida egoísta, remontando, em novos contextos e épocas os mesmos erros? Há uma estagnação em meio ao aparente progresso. A vaidade do coração humano prossegue intacta, embora aparentemente tudo tenha mudado. Não existem formas concretas e duradouras de ser amado sem amar.

    Enquanto isso, muitos, até mesmo cristãos praticantes vivem consumidos pela insatisfação e frustração pessoal. Na busca do antídoto, esquecemo-nos do elo perdido entre o homem e Deus desde o Éden, recuperado na morte de Jesus. E, enquanto não aprendermos a destruir esta guerra interior nEle, constantemente teremos o nosso coração de pedra ferido.

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