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  • Análise: CD Às margens do Teu Rio – Davi Sacer

    Análise: CD Às margens do Teu Rio – Davi Sacer

    Ex-integrante dos grupos Toque no Altar e Trazendo a Arca, e há três anos em carreira exclusivamente solo, Davi Sacer chega ao seu quarto trabalho, intitulado Às Margens do Teu Rio. Com produção de Kleyton Martins, o mesmo músico responsável por produzir os dois últimos discos do cantor, a obra reuniu quinze faixas escritas por vários músicos, como Anderson Freire, Davi Fernandes e Luiz Arcanjo. O projeto gráfico, em digipack foi produzido pela Quartel Design, e é de bom gosto.

    Quando se referencia no nome de Sacer, logo nos remete a um cantor de uma voz admirável e de canções extremamente congregacionais e populares, porém preso no modismo antropocêntrico, com algumas músicas polêmicas e fracas letristicamente falando. Esta mesma impressão se tem ao ouvir Às Margens do Teu Rio: Arranjos e produção musical acima da média apresentando alta qualidade, porém um repertório fraco, repetitivo e clichê. O que o músico pareceu ter superado em suas primeiras obras, elogiadas pelo público e mídia especializada – Deus não Falhará e Confio em Ti – perde-se neste novo álbum.

    Os pontos altos do disco estão nas canções “Essa Noite que Passou” e “Fiel até o Fim”, sendo a primeira a amostra de que a parceria entre Sacer e Luiz Arcanjo deu muito certo enquanto durou, e a segunda mostrando a capacidade vocal de Davi com uma letra de entrega com back vocais muito bem interpretados. A faixa-título possui características comuns no gospel nacional atual: letra de redenção no início, e prosperidade no refrão; “Decido Crer”, “Decreto de Vitória”, “Palavra Final” e “Superar Limites” tratam, no geral os temas milagre e prosperidade, tendo versos, em sua maioria fracos em termos de conteúdo. Tecnicamente, Palavra Final possui um peso interessante, assim como Decreto de Vitória que mescla momentos lentos com acelerados usando muito violão, bateria e guitarra.

    Uma canção que enriquece o projeto é “Razão de Tudo”, uma das mais bem articuladas do repertório, trazendo em versos uma realidade diária para muitos cristãos confrontados por sua fé. “Para Onde ir”, um solo de piano lembra o estilo do cantor contido em trabalhos anteriores no Toque no Altar, versando sobre entrega e dependência de Deus. A interpretação vocal de Sacer também se destaca. Nos arranjos, muito bem colocadas as cordas nas canções mais lentas, e a presença da guitarra estão cada vez maiores, gerando o clima pop rock, como em “Ninguém pode Apagar”, em que há uma mistura bem sucedida de pop rock e sertanejo, algo não muito comum nos álbuns do cantor, e que ficou de bom gosto com a participação de Verônica nos vocais, que cada vez mais tem ganhado espaço em seus álbuns. “Totalmente Livre” é uma canção morna, embora a temática seja distinta da maior parte do repertório.

    Agora, trago minhas considerações gerais acerca do álbum. Às Margens do Teu Rio é um disco sem conceito, em que as canções não se ligam de forma coesa a uma temática específica, o que indica um erro crasso em sua produção, o que faz lembrar por ser um disco para encerramento de contrato com a Art Gospel – ou seja, provavelmente não foi projetado como deveria num prazo razoável. Também nota-se um desequilíbrio nas composições, trazendo faixas cansativas e manjadas com canções boas, considerando o histórico musical de Sacer.

    No que se refere a produção musical, está de parabéns. O produtor Kleyton Martins soube muito bem manter o estilo musical de Davi Sacer, porém trazendo novas tendências as quais o mercado gospel tem pedido. Um pop rock mais forte ali, uma influência sertaneja leve e tímida aqui, um congregacional a lá Trazendo a Arca faz com que, tecnicamente o disco esteja muito bom, dentro do esperado.

  • Para refletir – Ei, Amigo

    Perdão é uma palavra literalmente simples. Porém, mesmo com suas seis letras compõe uma ação das quais, hoje em dia creio que seja a mais difícil de praticar. O próprio Senhor Jesus mostrou que, mais difícil que curar era perdoar pecados (Mt 9. 5-6). E Ele perdoou pecados, e até ofensas e blasfêmias na cruz.

    No livro de Mateus, no capítulo 6 e os versículos 14 e 15 Jesus diz: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; Se, porém não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas”. Declaração forte, mas que faz toda a diferença em nossas relações com as pessoas. Não podemos perdoar pecados, mas ofensas não só podemos como devemos.

    Voltando ao que centra a canção do Para refletir, o perdão nos dias de hoje é tão limitado e restrito que, muitas vezes nem a um amigo ele é liberado. Situação complicada e lastimante. E, quando é dito amigo, não se deve levar em conta qualquer indivíduo, é aquela pessoa que faz toda a diferença na vida de alguém. Aquele, que muitas vezes se divide situações boas e ruins da vida, e que principalmente contribui de maneira fundamental para os nossos dias sobre a Terra.

    Estamos vivendo um contexto econômico, social e até religioso extremamente individualista. É cada um por si, cada um faz o seu caminho, ser o vencedor é o lema, companheirismo é em baixa. Pense em quantas vezes seus ideais, conceitos e muitas vezes o ego exagerado sufocou uma amizade. E sabe por que essas mínimas questões, muitas vezes despercebidas fazem tanta diferença negativa numa amizade? Por conta do companheirismo. Quando se é amigo, não é cada um por si. É necessário caminhar junto, pensar junto, agir junto, e ter uma preocupação mútua. Ajudar no levantar ao que caiu, ouvir, aconselhar, alegrar-se, mas também chorar junto quando é preciso. É fácil? De forma alguma. Sempre terá um preço a pagar, um sentimento ou desejo pessoal que deve morrer em benefício do outro, uma linha tênue entre o que é de nós e o desejo de Deus, porém não é maior que a própria vida. Essa renúncia é diretamente ligada ao amor, amor que levou ao ato mais insano, belo e valoroso que move o cristianismo: o sacrifício de Cristo por nós.

    Voltando ao perdão, o trecho da música de hoje, “Ei, amigo” de Brother Simion traz um argumento importante e que, se comparado ao versículo citado neste texto faz todo o sentido. O perdão traz a cura. Se você não se livra de um sentimento ruim, não lança o perdão, automaticamente o Senhor não pode fazer o mesmo por você. Já parou para pensar o quanto seria triste não ser perdoado por Deus? Não adianta de nada dizer que ama a Deus se este amor não é vivido com os seus na face desta Terra. A Palavra de Deus também diz, pelas palavras de Jesus que devemos amar a Deus acima de todas as coisas, e também amar ao nosso próximo como a nós mesmos. Como amar o nosso próximo sem sentir sua dor, sem compartilhar todos os momentos, não somente os bons como os ruins também com ele?

    Pense nisso. Juntos, aprendemos a caminhar, a superar os pontos mais negativos de nossa natureza, praticar o companheirismo e o amor que Jesus deixou claro em Sua palavra para que vivêssemos em relação às coisas dele e com os demais.

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=OF2ddGuETV4]

  • Para refletir – Diferente dos Anjos

    Basta andar pelas ruas, pensar em familiares, parentes e note o quão é notável a quantidade de pessoas enganadas por seus corações e convicções afetivas. Indivíduos que confiaram em amores não correspondidos, pessoas que aparentavam ser amigos verdadeiros, mas que os abandonaram em certo momento, e principalmente paixões vãs, fúteis e passageiras que, em muitos momentos parecem amor. Noto e fico chocado, por exemplo, com a quantidade de jovens homens e mulheres que cometem suicídio pelo fim de um relacionamento amoroso. E o motivo? O mesmo ao qual disse anteriormente: colocando a vida e suas expectativas em alguém que uma hora ou outra não se mostrará essencial para você.

    E num momento em que o engano se revela ao indivíduo, o que lhe acontece? Geralmente a frustração. Ela corrói o ser humano, porque o mostra que suas expectativas nem sempre se concretizam, que as pessoas falham, a imperfeição, e também falsidade existe. Mas, em contrapartida, conhecemos alguém que nos livra de nossas frustrações e angústias, um amor incondicional. É Deus.

    Talvez você chegue neste dia dos namorados triste e frustrado(a) por estar só, ou então lembrando um relacionamento belo, mas que acabou mal. Uma pessoa te feriu, te magoou com aquilo, que parecia ser tão sólido, tão verdadeiro na verdade era um mero castelo de areia. É aí que vemos, em situação prática que nada neste mundo, nem ninguém pode ser nossa “base”, realmente forte além de Deus. A Palavra de Deus diz em Isaías 51, no versículo 12: “Eu sou aquele que vos consola; quem pois és tu, para que temas o homem, que é mortal, ou o filho do homm que se tornará em feno?”. Apesar de um pouco não claro, este versículo transmite verdades poderosos. Não se firme em algo mortal, passageiro. Tanto o “amor” de alguém quanto a própria pessoa. E no mais, quem maior que o Senhor para você confiar e ser consolado? Ele é a sua base forte!

    Este amor verdadeiro e sólido, em versos é demonstrado na canção “Diferente dos Anjos”, da banda de rock Fruto Sagrado. A faixa faz parte do disco O que na Verdade Somos, lançado em janeiro de 2003 pela gravadora MK Music. Esta música cita sobre uma frustração amorosa, e como o amor de Deus levanta e nos livra desta situação. Um amor que nos livra de todos os espinhos, desentorta nossos caminhos, tirando as pedras e os tropeços e nos leva ao paraíso. Temos a possibilidade de amar, o que nos faz diferente dos anjos. Então ame-o mais, e saiba que o mais Ele fará! Ele conhece o seu coração e sabe o melhor para você.

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  • Análise: CD A Canção do Amor – Diante do Trono

    Análise: CD A Canção do Amor – Diante do Trono

    NOTA: Este texto era parte integrante da coluna Destrinchando, do antigo portal Gospel Músikas, hoje parte do O Propagador. Pela fusão dos portais, todos os textos do Destrinchando estão na coluna de análises/resenhas de discos.

    Sempre ouço discos buscando me apoiar em um novo alicerce. Claro que aceito o propósito original do artista e o teor da mensagem, mas eu, contornado pela decisão de suspender um pouco a lógica e encarar uma nova faceta para a interpretação da música, busco tirar do obscurantismo as milhares de interpretações que se pode ter na música e sua composição, além daquela que o “artista” nos dá. Quando escuto qualquer álbum, atribuo um novo valor, e destrincho ponto-por-ponto aquilo que não está ao olho nu. Não avalio voz, instrumentalidade, solos, arranjos. Enxergo cacos, e alguns cacos bem colocados só ajudam. Esta é a nova coluna do O Propagador: Destrinchando.

    Em especial, vou falar sobre o CD A Canção do Amor. O 11º trabalho do Diante do Trono que aborda de forma muito mais explícita, aquilo que o 6º disco, Quero Me Apaixonar, visto na sua formula mais básica, nos trouxe.

    “Leva me ao lugar de te amar”

    O foco principal ali e que todos percebem, ouvem, absorvem, disposto por todo o trabalho, é a renovação do amor ao Senhor Jesus. É o que vem do “baque”, a primeira coisa que se percebe. Quando, no decorrer das canções, se aumenta a martelada com placas de amor e aceitação. Uma dose tripla de afronta a integridade, que o ministério deveria ser indicado não pela qualidade, mas, pela relevância. Inundados de sensatez, levanta prontamente mais questionamentos do que réplicas. Entra em uma montanha russa de questionamentos e sentimentos para os falhos e perdidos.

    “Veste-te de força […] Desperta, sacode o pó, levanta e toma o teu lugar”

    E a partir desse principio, esmiucei o disco por inteiro, nas repetidas ouvidas e “safe play” pra ver se achava pra mim uma razão além da mensagem principal. E achei. Apreciei no CD, o livro de Esdras. Esse livro foi escrito para comprovar a providência, onipotência e fidelidade de Deus, que pregava um avivamento espiritual na adoração ao Senhor, no apego à palavra divina e na compunção por causa da infidelidade do povo a Deus. Em dado momento, ele pede para o que todos os ministros devam sentir ao verem o povo de Deus conformar-se com costumes ímpios. Ele ficou envergonhado e entristecido por causa do pecado e erros do povo. Ele não pôde aceitar, e sendo assim, identificou-se com aqueles por quem ele orava (nas expressões “nossas iniquidades”, “nossas culpas”). Esdras sentia a culpa da nação. Sabia que a graça de Deus demonstrava para o povo que retornava, reavivando a sua esperança e visão! Ele se doou ao serviço de Deus com coração disposto. Mas, um coração disposto precisa ser sobreposto com toda reverência e respeito por Deus.

    “Eu não quero estar aqui por obrigação. Eu só quero estar aqui porque te amo”

    O disco nos mostra que não devemos estar servindo por obrigação. Interessante ver uma compilação de pessoas (ali mesmo, no Diante do Trono) que ativamente demonstram ser aliados, fiéis ao compromisso. Não estavam displicentes, eram apenas militantes da causa. Todos atribuídos a um único lugar de reclusão, para algumas coisas serem modificadas ou certos caminhos serem escolhidos, de forma que isso não atrapalhe a condução de suas últimas historias e gravações. Faz a gente tomar tento de que o buraco é maior, e que não é embaixo… é no meio. Pois quando você reúne culpas num lugar onde deveria corrigir, você apenas amplia a capacidade de gente culpada.

    “Só quero ter a Cristo, e ser achada n’Ele”

    Mas a blogosfera e a biosfera estão cheias de gente que parece ter orgulho de ter nascido ontem no evangelho. Não busca com afinco uma intimidade com o Senhor, nem deseja estar anelado, servindo, assim como Esdras. Têm cristãos que costumam aproveitar de suas acomodações, fechando-se em suas conchas, sem eficácia na vida, em que se perde qualquer sensação de ser ou existir. Eu temo muito.

    O Diante do Trono lapidou um trabalho de sangue. Pavimentou o caminho para diversos outros, empurrando os limites de vários tabus, simbolizando conceitos que mesmo nos atraindo, temos medo. Só que de alguma forma tal mudança vai abrir e ser base para outras tantas mudanças que devem ser feitas. Deve dar uma janela absurda, para dar um jeito em suas próprias arestas. Mas rápido! Pois, o mundo anseia por ver Cristo em nós!

  • Análise: CD Mais um dia (Ao Vivo) – Livres para Adorar

    Análise: CD Mais um dia (Ao Vivo) – Livres para Adorar

    Lançado na Conferência Livres, o novo projeto do Livres para Adorar (hoje, também chamado de Livres ou somente Juliano Son) é, sem dúvida, um dos discos mais esperados do ano por parte do público, principalmente pelo sucesso que o grupo tem alcançado nos dias atuais.

    Produzido pelo tecladista Ruben di Souza, Mais um dia – ao vivo, em sua versão CD é um trabalho de alta qualidade técnica, porém não faz muita diferença comparada a sua versão de estúdio sem as imagens do DVD. A primeira diferença grandemente notável é o arranjo acústico da faixa-título, e a voz do público ao fundo. Excelente.

    A grande falta neste trabalho é a canção “Um Lugar para Descansar”. É claramente um ato insano remover do repertório a faixa que melhor representa, tanto em clareza quanto em beleza poética o conceito de Mais um dia. Ainda, totalmente desnecessária a gravação, tanto quanto a nova roupagem, mais acelerada de “Vai Valer a Pena”. Além do mais, tal música foge do tema do projeto. “Leva-me” poderia fechar muito bem o disco, assim como no trabalho de estúdio.

    O ponto alto da gravação está em algumas das participações especiais, com destaque a de Ana Paula Valadão em “Santo”. A artista faz uma interpretação que agrega um valor enorme a uma das canções menos lembradas em Mais um dia, que garante o melhor momento do CD. Em contraste, os vocais de Leonardo Gonçalves não foram suficientes para tirar o clima morno e monótono de “Fez um Caminho”. Fernandinho recebeu uma canção que combina muito bem com seu estilo para interpretar, e conta como ponto positivo. O mesmo ocorre com Pregador Luo.

    As melhores interpretações nesta versão ao vivo estão nas primeiras faixas do repertório, as quais a banda deu o máximo de qualidade técnica de si. Destaque para a voz de Juliano Son, muito parecida com a do disco em estúdio. Sendo coincidência ou não, este é o único ponto negativo para o músico, que acabou por ficar com os vocais altamente artificiais notadamente, principalmente em “Em Outro Lugar”. “Mais Forte que a Morte”, com sua sonoridade mais alternativa que anteriormente é contagiante com a participação do público presente, assim como “Quando o Mundo cai ao meu redor” e “Ele me Ama”.

    A capa do disco ficou devendo – e muito. A diagramação das fontes, a posição em si deixou-a muito parecida com a do último disco ao vivo, Pra que outros possam viver. O repertório no geral é muito bom, porém, sem maiores novidades quando o assunto é arranjos, exceto na faixa-título.

  • Ana Paula Valadão anuncia título do DT16 – Tu Reinas

    O disco que exalava mistério teve todas as suas perguntas primordiais sanadas em um único texto. A cantora, pastora e líder do grupo Diante do Trono no fim desta sexta-feira, através do site oficial da banda anunciou o título e o conceito deste novo projeto, que será gravado em julho na cidade de Juazeiro do Norte.

    Segundo o texto, Ana deixou claro que, inicialmente tinha outra direção para o disco. Canções inéditas prontas, e as colocou debaixo de oração. Porém, por uma direção de Deus ela pôs tudo de lado e voltou-se a faixas já gravadas anteriormente pelo grupo, deixando claro no texto que Ele disse: “Tudo está pronto”. Ana ainda citou que, por exemplo o álbum Por Amor a Ti, Oh Brasil possui uma essência profética muito forte. O título, “Tu Reinas” remete a uma das canções deste projeto.

    “Enquanto orava sobre as canções o Senhor me disse claramente: “Tudo já está pronto”. Senti que devíamos voltar àquilo que Ele já nos entregou. Aliás, outra palavra que Ele nos deu durante o Congresso de Louvor foi: “Dou ao Brasil uma segunda chance”. Minha lista de canções estava diante de Deus, mas eu tinha algumas dúvidas e precisava de respostas. Numa noite em que eu estava em oração em minha casa recebi uma mensagem da pastora Ezenete. Ela estava orando junto a alguns intercessores e as músicas que ouviam eram do CD “Por amor de Ti, ó Brasil”. Ela me escreveu sobre como aquele CD era profético e as palavras liberadas sobre a nação eram poderosas. Aquela foi a confirmação de que eu precisava.

    Cantaremos várias canções que o Senhor me deu ao longo dos anos e que falam sobre a Chuva, o Rio, sobre as Águas do Senhor que curam a terra seca. O repertório desta gravação nos conduzirá a momentos distintos. Começaremos com uma homenagem aos sons do Sertão e com alegria exaltaremos ao Senhor, declarando que Ele reina. Depois entraremos em adoração profunda, contemplando o Senhor. Isso nos levará a um quebrantamento. Então clamaremos pela nossa Terra e profetizaremos que as águas do Senhor serão derramadas sobre nós e nos sararão.”

    Finalmente, nota-se que o novo álbum do Diante do Trono segue totalmente contra a uma tendência comercial que o grupo estava trazendo nos trabalhos anteriores. Um disco que provavelmente promete agradar, em parte aos fãs mais antigos com uma adoração intensa e sincera, porém com o ponto negativo de usar um repertório antigo, o que pode ser um tiro no pé para o conjunto. A gravação de Tu Reinas será realizada no dia 6 de julho, com as participações confirmadas de Juliano Son, André e Mariana Valadão.

    Fonte: http://www.diantedotrono.com/sertaodiantedotrono/

  • MK Music lançará coletânea em homenagem aos pais – Pai, você é 10

    A MK Music estreia a coletânea inédita Pai, Você é 10. O CD, que já foi enviado para a fábrica, reúne 10 faixas nas vozes de Bruna Karla, Marina de Oliveira, Fernanda Brum, Wilian Nascimento, Cristina Mel, Beatriz, Léa Mendonça, Anderson Freire, Flordelis e Regis Danese.

    Um dos destaques é a gravação de Regis Danese ao lado de sua filha Brendinha na canção “Amor de Pai”. Ela venceu um câncer e agora canta ao lado do pai no disco. Cristina Mel interpreta a única regravação do CD, “O Prêmio é Meu”.

    A capa da coletânea foi divulgada na fan page da gravadora nesta terça-feira (04/06), e foi alvo de críticas negativas pelo seu conteúdo.

    O disco será lançado em breve.

    Fonte: MK Music

  • Análise: CD Românticos – vários artistas

    Análise: CD Românticos – vários artistas

    Lançado em junho de 2011, Românticos foi a primeira coletânea romântica da Graça Music, que resolveu fazer o mesmo que outras gravadoras do segmento gospel, que investem em álbuns românticos no mês dos namorados. E o resultado foi sem dúvida satisfatório para um trabalho de estreia.

    O título da coletânea foi escolhida por um internauta durante um concurso que a Graça Music realizou, que em seguida contribuiu para a criação do encarte, por Lincoln Baena. A capa é simples, porém perfeita, não peca em exageros que geralmente outras coletâneas do nicho trazem. Mesmo com a tendência dos vermelhos, o álbum possui uma capa branca, com um versículo, o título da coletânea e os seus intérpretes, tudo na medida certa.

    A produção musical ficou por conta do músico Emerson Pinheiro em todas as faixas, contribuindo para a sonoridade pop notável nos arranjos.

    “Canção pra Você”, interpretada por Bruna Olly é uma canção pop rock contendo muitas guitarras e violões, o que deixou a música um tanto quanto pesada. O que soaria como negativo acabou por abrilhantar a faixa, contribuindo com a interpretação de Bruna.

    A segunda canção, “Na Fila do Banco” é composição de Anderson Freire. É mais uma daquelas faixas românticas que contam a história de um início de relacionamento. A participação do Ministério Unção de Deus acabou surpreendendo, principalmente por fugir bastante do estilo da banda, todavia Rafael Novarine soube fazer com excelência sua parte nos vocais.

    Composta e interpretada por David Fantazzini, “Por Toda a Vida” tem as mesmas características das músicas românticas gospel da atualidade, porém, para fugir do mais-do-mesmo possui um arranjo belo e leve. Próximo ao refrão, a faixa vai ganhando o peso gradativo necessário.

    Composta por R. R. Soares e interpretada por Rafael Araújo, uma das revelações da gravadora em 2010, “Verdadeiro Amor” tem uma temática diferente das anteriores. Fala sobre um casal que não conhecia a palavra de Deus e após conhecerem acabaram-se os problemas no casamento.

    “Um Sonho”, interpretada pelo grupo DiscoPraise possui uma tendência mais próxima ao pop rock, estilo da banda. A letra informal, e os vocais de apoio foram bem idealizados.

    Dany Grace é a intérprete da sexta música, “Você”. A cantora, que é professora de canto fez uma das melhores interpretações do álbum. Assim como a anterior, dispensa comentários em relação a letra.

    “Amada, Amiga, Amor” é, em minha opinião a melhor música do álbum. A composição e interpretação de Luiz Arcanjo, tenta quebrar os clichês românticos da música gospel nacional. A canção faz uma comparação de fatos da bíblia com o amor do intérprete, embora os arranjos sejam bem simplistas. “Apaixonadamente como Salomão, te escrevi poesias, saí pela noite, pra cantar meus versos pra você, meu amor…

    Interpretada pelo Ministério Nova Jerusalém, “Resumo de Amor” traz o casamento como temática, e caiu como uma luva para o casal de pastores Samuel e Denise, vocalistas do ministério.

    Banda & Voz interpreta “Amo Você”, música que também faz parte das melhores. Fala sobre agir debaixo da vontade de Deus na vida sentimental, um assunto que considero em baixa no meio de músicas românticas e até na vida do cristão atual.

    “Do Princípio ao Fim”, interpretada por Fabiano Motta segue a tendência pop das produções musicais de Emerson Pinheiro, enquanto a letra segue a tendência de várias das anteriores.

    As duas últimas canções são “Quatro segundos” e “Nosso Casamento”. A primeira, cita de uma forma diferente um encontro com declaração de amor, que recebeu uma versão em videoclipe. A segunda é uma interpretação de Dayane Damasceno e, como o título sugere traz o casamento como tema.

    No geral, o disco cumpre bem o seu papel. Não há como avaliar a parte clichê das canções, já que o estilo letrista do disco é limitado, e o álbum atende de forma muito satisfatória o que o mercado e o público pede, que são canções românticas, com bons arranjos e letras com conteúdo que agradem ao ouvinte.

  • Para refletir – Confio em Teu amor

    Confio em Teu amor que não mudará, nem mesmo a morte pode me separar/ Do Teu cuidado e proteção/ Mesmo quando não Te vejo sei que a Tua mão/ Me sustenta…

    No dia 02 de junho de 2009 o Espírito cantou esse refrão pra mim enquanto eu estava dentro do ônibus indo em direção ao necrotério ver o corpo do meu pai, depois de ter recebido a notícia do falecimento dele. Dentro daquele ônibus, eu brigava com Deus, jogava toda a culpa da morte do meu pai Nele, fazia várias perguntas. Afinal de contas, eu queria entender o motivo real de tal permissividade. Meu pai era jovem, tinha 43 anos, aparentemente saudável; por que morreu então? Eu não queria saber mais de nada, só queria entender os motivos de tal feita. E no meio de tantas indagações, dúvidas, lágrimas rolando no rosto, eu ouço aquela doce voz bradando dentro de mim em forma de consolo e paz, cantando uma verdade que eu tinha declarado há um ano na gravação do 11º cd do Diante do Trono aqui em Recife.
    Lembro-me que nos ensaios do coral para essa gravação a música “Confio em Teu amor” me marcou de forma profunda, em todos os aspectos dela. E mal sabia eu que um ano depois eu a cantaria pra Deus em meio ao luto. Depois de passar um mês certinho de internação, volta pra casa e novamente outra internação, Deus na Sua infinita Sabedoria e Soberania resolveu levar meu “painho” e deixar uma lacuna aberta dentro de mim.

    Como todo ser humano que não está preparado para a morte e não foi criado por Deus pra ela, mas por causa do pecado gerado lá em Adão, a morte é a única certeza vindoura para o ser humano aqui na terra. Ali estava eu, cheio de dores, sem chão, esvaziado de mim; então o Espírito começa a cantar essa tão bela canção dentro do meu ser. E a minha única reação no momento era chorar e arrepender-me pelas tantas indagações, logo eu que sempre falei pro Senhor que o adoraria em qualquer circunstância de minha vida, e ainda que Ele me matasse; Nele eu esperaria (Jó 13.15). E agora em contrição e arrependimento e com uma fé que eu nunca tinha sentido em toda a minha vida, até aquele exato momento. Criando a cena em minha mente que eu poderia chegar ao necrotério e encontra-lo ressuscitado, por saber que o Deus a quem eu sirvo tem o poder de fazer isso. Eu comecei a cantar dentro de mim, pro Senhor: “Mesmo quando eu não posso entender/ Minhas lágrimas me impedem de Te ver/ Teus caminhos são mais altos que os meus…”. E assim eu fui cantando ao Senhor até chegar ao hospital o qual ele estava internado e tinha falecido. Chegando ali eu me deparo com a esposa dele e sua cunhada, e de imediato eu olho pra dentro daquela sala e vejo o meu amado pai deitado no lugar que chamamos de “pedra” sem vida, as lágrimas rolam e mais uma vez o Espírito me convence falando dentro de mim: Não se preocupe, ele morreu salvo.

    Essa certeza imediatamente consolou parte do meu coração, já que ele tinha retornado ao Caminho do Pai, enquanto esteve internado por 25 dias num outro hospital antes desse onde ele faleceu. Mas a dor de saber que nunca mais eu ouviria a campainha da minha casa tocar logo cedo de manhã, ouvir seus conselhos, suas broncas, sentir o seu cheiro, seu abraço, suas brincadeiras; assolavam o meu coração. E mesmo assim, eu só sabia descansar e cantar: “Não temerei más notícias/ Mesmo no vale da sombra da morte/ Comigo Tu estás.” E assim eu passei o dia todo, e com uma fé inabalável dentro de mim, pulsando com as batidas do meu coração. Crendo no poder sobrenatural de Deus, que meu pai poderia levantar do caixão.

    Então é chegada a hora do sepultamento, o momento de lacrar o caixão dando o último adeus, aquele que sempre me amou. Mesmo quando eu o neguei, por não aceitar o fato de ele sair de casa, separando-se da minha mãe. Enquanto caminhávamos para o túmulo, meu coração palpitava mais forte e de dor, mas crendo que Deus poderia ressuscita-lo. O caixão então começa a descer, ouve-se a voz da minha irmã falando: “Eu vou sempre te amar, painho.” E em seguida, ela junto com a minha tia irmã da minha mãe e uma prima postiça; começam a entoar: “Mais perto quero estar meu Deus de Ti/ Ainda que seja a dor que me una a Ti/ Sempre hei de suplicar/ Mais perto quero estar/ Mais perto quero estar/ Meu Deus de Ti”. Como foi difícil aquele momento, saber que Deus na Sua santa Soberania não o quis ressuscita-lo. Como seria a nossa situação pós-sepultamento? Eu não imaginava como seria tão difícil o luto, como seria tão difícil fazer-me de forte e chorar escondido da minha mãe e irmã, para vê-las bem.

    Passados quatro anos do falecimento do meu “painho”, apenas um sentimento inunda o meu coração: Gratidão. Gratidão pelos amigos me sustentou e me consolaram em meio à dor, gratidão por Deus me ensinar como adora-Lo em meio aquilo tudo, pelo doce Espírito e tão Fiel amigo que não me abandonou quando eu mais precisei e me ensinou que eu nunca estaria só. E quando as dores vierem apertar o meu pobre coração, que eu possa ter a certeza que o Senhor estará comigo até a consumação dos séculos (Mt 28.20).

    Eu não sei pelo que você tem passado, mas eu sei que se você apenas confiar no amor do Pai e descansar Nele, e ainda que isso não aconteça. Tenha a certeza que o bom Consolador Espírito Santo estará do seu lado e não te deixará só. Eu ainda não tenho todas as respostas, mas mesmo assim eu descanso em Deus. Ele é Soberano, e vê além do que os meus olhos podem ver. O meu trabalho é apenas descansar Nele e crer que ainda que seja forte demais a dor, todas as coisas cooperam pro meu bem (Rm 8.28) e que a vontade Dele é sempre boa, perfeita e agradável. Descanse no Senhor, creia que Ele sempre terá o melhor pra você, ainda que não entendas.

    Que Deus, em Jesus, nos bendiga na caminhada de fé, amor e renúncia que Cristo nos propõe diariamente.

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=WAG_SexZHMo]

  • Os Arrais lançam CD com participação de Daniela Araújo – Mais

    Nesta última quarta-feira, 29 de maio foi lançado o álbum “Mais”, da dupla Os Arrais. Recém-contratados pela Sony Music, os irmãos apresentam um projeto temático com a participação especial de Daniela Araújo em duas canções.

    Segundo os próprios, o trabalho, que é o segundo da dupla traz como temática a nossa identidade em Cristo. As faixas são assinadas por Tiago e Fred Arrais, exceto “Saudades”, uma regravação. O álbum tem como texto base Romanos 8:37 que diz “mas em todas as coisas somos mais por meio Daquele que nos amou.” É através deste texto que Os Arrais constroem as canções do novo álbum lidando com o que significa ser “mais” em Cristo. Dentro da questão do que significa ser “mais em Cristo,” os irmãos introduzem temas como: o relacionamento do ser humano com a Palavra; o conceito do Reino, e na última parte do trabalho, o elemento do sofrimento na vida cristã.

    O disco foi gravado, produzido, mixado e masterizado em Nashville, Estados Unidos. O single “Não Fale” está sendo divulgado nas rádios do Brasil, e em breve a canção “17 de janeiro” receberá versão em videoclipe.

    Fonte e adaptação: Sony Music