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  • Aline Barros seleciona repertório para próximo álbum inédito pela MK Music

    Vencedora do Grammy Latino com seu último disco adulto, “Extraordinário Amor de Deus”, Aline Barros prepara mais um projeto de canções inéditas pela gravadora MK Music, a qual faz assinou contrato ainda em 2004, ano que produziu “Som de Adoradores”, até hoje o seu maior sucesso comercial.

    Segundo Yvelise de Oliveira, presidente da gravadora, nesta sexta-feira (2 de agosto) Aline estará na sede da MK para selecionar o repertório definitivo da obra. Foram várias composições por vários autores, vindos de todo o Brasil. Tais canções já foram pré-selecionadas para compor o futuro álbum, porém a escolha final será ainda nesta semana.

    Repertório pré escolhido para o novo CD da Aline Barros. Fonte: Yvelise de Oliveira
    Repertório pré escolhido para o novo CD da Aline Barros.
    Fonte: Yvelise de Oliveira

    “Vem coisa muito boa por aí. Músicas tão lindas que vocês nem imaginam! A Aline é muito abençoada e vieram canções maravilhosas para ela. Só Jesus para ajudar a escolher”, disse Yvelise de Oliveira. O trabalho será lançado ainda este ano, e Aline Barros prepara também a gravação do DVD Extraordinário Amor de Deus, sem informações maiores divulgadas pela gravadora.

    Fonte: MK Music / Yvelise de Oliveira

  • Tu Reinas: saiba como foi a gravação do 16 projeto do Diante do Trono

    A partir das 8 horas da manhã, os portões do Parque de Eventos Padre Cícero começou a receber os primeiros coristas. Entusiasmados, incansáveis, divertidos e prontos para fazer novas amizades, eles sabiam que as entradas só seriam liberadas à partir das 13 horas, mas a vontade de ficar bem próximo ao palco era muito maior do que qualquer outro desejo. Quando os portões se abriram, uma multidão correu para a beirada do palco, um dos mais simples de todos os eventos de gravações do Diante do Trono. Uma casinha feita de barro, coberta de palha, cercada por várias estacas, bambus e com vários utensílios no quintal foi o destaque da estrutura. Simples, mas bem perto da realidade de muitos sertanejos que estão esquecidos no nordeste, assolados pela seca e falta de alimentos.

    Tu Reinas - Diante do TronoA tarde do dia foi bem alegre, a área reservada para o coral lotou com mais de 3 mil coristas que adoravam a Deus ao som de vários sucessos do Diante do Trono e nos intervalos, foram abençoados com ministrações dos Pastores Ezenete, Márcio e André Valadão. Mas o evento estava apenas começando!

    Ana Paula Valadão e os demais componentes subiram ao palco e deram início ao momento principal, as músicas entoadas ganharam arranjos mais próximos do forró, ritmo que predomina no nordeste do Brasil. O grande coral ensinou alguns passos de forró para Ana Paula Valadão, arrancando risos e aplausos dos presentes na festa. O dueto com Juliano Son foi emocionante, Ana Paula, André e Mariana Valadão cantaram juntos a canção “Brasil”, à partir desse momento o clima de entrega e adoração tomou conta de todos.

    A multidão com mais de 50 mil pessoas recebeu ministrações de libertação, profecias e clamaram pelo Brasil. Foi o momento de “se alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram”!

    Foto: Thallyson Borba
    A inédita “Deus do recomeço” finalizou a gravação em grande estilo, pela surpreendente potência vocal de Israel Salazar. Podemos dizer que evento de adoração ao verdadeiro Deus foi “simplesmente espetacular”!  Quem participou teve todas as expectativas superadas.

    Foto: Thallyson BorbaEm parceria com a instituição “SESC” de Juazeiro do Norte, no evento foram arrecadados alimentos que serão distribuídos à famílias carentes através do programa Mesa Brasil. ( Ainda não se sabe quantas toneladas foram arrecadadas.)

    A gravação teve mais de 30.000 pessoas e 2.200 vozes no coral. (Fonte: HotSite “Tu Reinas”)

    Thallyson BorbaA cidade de Juazeiro do Norte ficou bem dividida quanto à gravação. Parte dos moradores estavam gostando da ideia de uma gravação de cd e dvd, e parte era contra isso. Pelo fato de acharem que estavam ali para pregarem outra religião ou até mesmo afrontando o catolicismo. Em uma das pousadas tinha uma placa com essa descrição: Se você veio pregar outra religião, não é bem vindo aqui.

    A abertura da gravação foi em ritmo de forró.  Tocada por uma zabumba, triangulo, sanfona e a banda, na melodia de “Tua Chuva”. Exaltando a cultura nordestina do forró. Ainda continuando nesse ritmo, a Ana Paula entra no palco e canta a música “Só o Senhor é Deus”, proclamando que o Senhor é poderoso para mudar a história do sertão.

    Nas músicas Vestes de Louvor/Isaías 40 e Águas Purificadoras o coral fez uma coreografia com fitas presas nas mãos, e assim, dando aparência melhor nos gestos.

    A música Ao Cheiro das Águas teve uma ministração muito forte de cura interior, sobre as famílias, sobre a vida profissional e intelectual dos jovens e sua sexualidade. Inclusive, deixando bem claro a visão da Ana Paula com relação à homossexualidade, quando ela ministra pedindo para o Senhor libertar os jovens da homossexualidade.

    Thallyson BorbaApós a música “Brasil”, trio interpretado por Ana Paula, André e Mariana Valadão, o André Valadão conduziu um cântico espontâneo profetizando a cura sobre a nossa nação. E então a Ana Paula chama a pastora Ezenete Rodrigues – Líder de Intercessão da Lagoinha- e toda a sua família para um momento de intercessão pela nação. A oração é conduzida pela pastora Ezenete, logo após o momento de oração, a pastora libera umas palavras proféticas sobre a nação Brasileira e faz um momento de quebra de maldições sobre a vida de cada participante da gravação.

    O Israel Salazar após fazer um dueto com a Ana Paula na música “Deus do Recomeço”, toma a frente e coloca o público pra dançar e celebrar cantando: Olê! Olê! Olê! Jesus! Jesus!


    Terminado esse momento, todos vêm à frente do palco para despedir-se e alguns avisos são dados.

     Colaboração Gesson Nunes

  • Para refletir – Desperta-me

    Alguma vez você já se sentiu espiritualmente sonolento? Você já sentiu que deveria fazer mais do que está fazendo? Já sentiu que precisa orar mais, jejuar mais, meditar mais, amar mais? Se sim, a palavra pra você é: DESPERTE!

    Quem está dormindo não tem consciência da passagem do tempo. O relógio está correndo, o fim está próximo. Desperte!

    Quem dorme à luz da candeia não percebe que, sem reposição, o seu azeite vai acabando e corre o sério risco de ficar irremediavelmente no escuro. Desperte!

    Quem dorme não se dá conta da chegada do noivo. Desperte!

    É tempo de despertar para um verdadeiro compromisso com Deus. Acordar antes que o azeite se acabe, antes que a chama se apague, antes que a noite chegue, antes que a escuridão domine, antes que o noivo se vá e, em seu lugar, reste apenas a saudade do tempo em que caminhavam juntos.

    Hoje ainda é tempo oportuno. Ainda dá tempo de despertar e voltar ao caminho do qual você nunca deveria ter saído. Não deixe que sua chama seja definitivamente extinta, antes, reavive-a, renove seu amor por Cristo, restaure seu compromisso, renove sua aliança, fortaleça seus pés e continue trilhando o caminho para o céu.

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=E8TKTD2t1Sk]

  • Análise: CD Pra Tocar no Manto – Trazendo a Arca

    Análise: CD Pra Tocar no Manto – Trazendo a Arca

    NOTA: Este texto era parte integrante da coluna Destrinchando, do antigo portal Gospel Músikas, hoje parte do O Propagador. Pela fusão dos portais, todos os textos do Destrinchando estão na coluna de análises/resenhas de discos.

    Em 6 de junho de 2009, o grupo Trazendo a Arca lançava o segundo álbum de inéditas de sua carreira, e, somando com os discos lançados pelo Toque no Altar este era o sexto.

    É importante nos situarmos ao contexto histórico em que o disco foi lançado – mesmo que este seja um tanto quanto recente. No gospel nacional, o mercado estava vivendo uma fase pós-estouro de Regis Danese, Lázaro e Damares, principalmente com suas canções “Faz um Milagre em Mim”, “Meu Mestre” e “Sabor de Mel”, respectivamente. À exceção de Lázaro, todas as demais canções possuem uma tendência letrística muito forte pela horizontalidade, em palavras mais informais, trazem o homem como foco de sua temática, embora todas elas falem de Deus. Em 2009, Fernandinho chegara com seu trabalho Uma Nova História, com a música-título apresentando uma letra altamente positivista. Coincidência ou não, o mercado estava colhendo uma gama de discos e canções frutificadas a partir de uma tendência a qual o Toque no Altar (grupo ao qual o Trazendo a Arca se dividiu) plantou, de deixar a verticalidade para apresentar uma horizontalidade, em assuntos, as vezes altamente ligados à vertentes neopentecostais, como prosperidade e milagres.

    Não querendo debater aqui a validade de tais canções, o fato é que, Pra Tocar no Manto é um disco que rompe de maneira forte toda essa tendência dentro e fora da carreira do Trazendo a Arca. E, o natural era que isso mesmo acontecesse, principalmente pelo desligamento com o Toque no Altar, e consequentemente o Ministério Apascentar em Nova Iguaçu. Não faria o menor sentido o grupo dissidente continuar a compor e produzir canções que colocassem em contradição sua nova vibe.

    O que me deixa fascinado, a princípio, não é a mensagem confrontadora e reflexiva que molda as faixas – mas sim, o ineditismo de Luiz Arcanjo, vocalista como principal compositor e, consequentemente frontman na concepção e produção deste projeto. No disco anterior, Marca da Promessa, a maior parte das faixas são assinadas por Luiz, Davi Sacer, Ronald Fonseca e Deco Rodrigues, ou seja, uma contribuição em grupo. Das 12 canções do álbum, Arcanjo contribui em todas como compositor, sendo que assina sozinho 5 delas, incluindo a faixa-título, single do CD. A explicação para isto é fácil. No ano anterior, Davi Sacer lançou Deus não falhará, seu primeiro trabalho solo, escrito em maioria pelo próprio em parceria com Ronald Fonseca, e Ronald trabalhou como compositor em várias canções do álbum Separados do Ministério Unção de Deus.

    A respeito do conceito do álbum, esta mostra a capacidade criativa do Trazendo a Arca, que não se limitou a continuar a apresentar as mesmas temáticas, já manjadas. Enquanto “Marca da Promessa” declarava forte: “eu sei que chegará minha vez!”, “Serás Sempre Deus” diz em baixo e reflexivo tom em uma das canções que melhor representa o disco: “e ainda que a dor me diga que não, sei que é por amor, estás me ensinando que sempre És Deus”. A parte mais confrontante e forte está reservada para o final do repertório, com a seguinte pergunta: “quem é você, quando ninguém vê?”. Nota-se, que no ambiente religioso cristão sempre fomos acostumados a negar nossa verdade e a valorizar uma vida de aparências. Perdemos a nossa integridade enquanto somos corroídos por dentro em nossa realidade. E isso também entra na questão de nossos interesses. Temos nos esquecido de sermos francos e sinceros com Deus em relação à nossa vida espiritual para alcançar objetivos terrenos, que no final somente inflam nossa carne.

    Imagem: Agência Excellence Fonte: Trazendo a Arca
    Imagem: Agência Excellence
    Fonte: Trazendo a Arca

    Mas não é só de reflexão que o álbum vive. “Yeshua” é um bom exemplo de celebração, sem se prender a frases pobres, somente para entretenimento ou aprendizagem fácil nas igrejas, mostrando, com clareza o nível do amor e soberania de Deus, que, abrindo mão de toda a Sua glória, se fez menor que nós. Isso que fez Pra Tocar no Manto um álbum difícil de consumo para as igrejas, pois sua mensagem não é óbvia, tampouco superficial. “Semeando com Lágrimas” mostra a capacidade de Luiz Arcanjo em adaptar poeticamente um Salmo em uma canção bem estruturada, o que mais tarde renderia ao conceito de Salmos e Cânticos Espirituais, um sonho antigo da banda. “Dono das Estrelas” revela uma adoração a Deus não pelo o que Ele pode dar, porém, enfatizando o que Ele é e por Sua soberania. Outro ponto positivo! O trabalho, no geral, exalta a Cristo, mesmo em nossas fraquezas, relevando, em versos o quão dependentes somos dEle e do Seu amor, embora nossos sentimentos e experiências e convicções pessoais tentam nos afastar de Sua vontade.

    No geral, Pra Tocar no Manto é um disco confrontador, dissertando e provocando reflexões sobre nossa identidade como filhos de Deus e Igreja de Cristo. É um projeto que, convence o seu ouvinte das suas maiores fraquezas pessoais, mas ao mesmo tempo mostra a quem devemos e como sempre recorrer. Que o ser humano, mesmo fazendo parte de uma igreja, de aparentemente servir a Deus corretamente não é blindado de fraquezas, tristezas, e dificuldades. Deus não dá somente “sim”. Pelo nosso bem, e pelos caminhos dEle que são maiores que os nossos, podemos compreender que em muitos momentos o não é necessário. Em “Perdoa”, por exemplo, retrata muito bem o lado antropocêntrico dos cristãos atuais, a arrogância, a vaidade que atinge tanto pela natureza do ser humano quanto pelo tipo de “evangelho” que muitas vezes é pregado hoje. Necessitamos ser livrados, isolados de nós mesmos. Mensagem forte demais para um trabalho congregacional, não? Eu particularmente acredito que seja, mas é necessário, completamente, principalmente no contexto atual que vivemos.

    Quando Pra Tocar no Manto estava próximo de ser lançado, Arcanjo disse ao portal Casa Gospel: “As pessoas que ouvirem esse CD vão sentir uma diferença tanto na produção musical quanto nas letras. É um CD reflexivo, embora tenha muitas celebrações, é mais maduro; há canções que vão confrontar.” E realmente, hoje, após vários anos do lançamento do projeto, Luiz continua certo. Pra Tocar no Manto foi, e até hoje é o álbum liricamente mais maduro do Trazendo a Arca. O que reflete como uma pena é o fato de que na música em geral, principalmente no gospel nacional letras confrontantes, reflexivas, complexas e pouco comerciais não sejam bem aceitas, ainda mais no congregacional. Isso não é um reflexo de fracasso do disco, porém muito pelo contrário. O público da banda não estava – e ainda creio que não esteja preparado para digerir esta mensagem. Na verdade, até músicos envolvidos na produção do disco, como o ex-vocalista Davi Sacer não demonstram uma compreensão da proposta de Pra Tocar no Manto. Segundo afirmações do cantor em um vídeo divulgado em 2011, ele “percebia que depois do CD Marca da Promessa a gente começou a compor outras canções, mas que eram canções que já não estavam tão conectadas à igreja como eram as canções do Marca da Promessa pra trás”. Davi não está errado em sua afirmação. É claramente notável que foi um risco do Trazendo a Arca apresentar canções sobre verdades que a igreja brasileira, no geral não vivia e nem vive nos dias de hoje, porém nunca, liricamente são inferiores aos trabalhos anteriores do conjunto.

  • Artistas da Som Livre participam da FIC – Feira Internacional Cristã

    Durante os 4 dias da Feira Internacional Cristã, realizada pela Geo Eventos, a gravadora Som Livre esteve com seu stand, com vários artistas e atrações para o público geral. No primeiro dia, a grande novidade ficou por conta da contratação do cantor Bruno Branco, que foi finalista na categoria “Pra curtir” no Troféu Promessas 2012. O músico destaca-se por suas poesias, seu som folk atrelado a sua voz rouca. Seu álbum de estreia, Lado a Lado, lançado no final de 2011 se destaca pela jovialidade e na qualidade das canções. A obra como um todo, principalmente a canção “Simples”, que ganhou versão em videoclipe aborda várias questões do meio cristão atual, como a divisão de arte e louvor, e a relação do homem com Deus. Ainda houve a participação de Israela Claro, filha de Cláudio Claro, que apresentou algumas de suas canções ao vivo.

    Na quinta-feira, segundo dia da FIC, estiveram no stand Ana Nóbrega, Palavrantiga, Maurício Paes e Dan e Daniel. Ex-vocalista do Diante do Trono, a cearense Ana Nóbrega esteve durante cerca de cinco anos como integrante do grupo. A medida de cada ano, sua relevância para o grupo cresceu, e, com uma identidade musical própria e formada, investiu na carreira solo, lançando o disco “Nada Temerei”, que mescla canções congregacionais em melodias, na maioria influenciadas pelo pop. A versão playback foi disponibilizada para download digital. Maurício Paes é ex-integrante da primeira formação do Toque no Altar (liderada por Luiz Arcanjo e Davi Sacer), iniciando sua carreira solo em 2007, por motivos pessoais. Em 2011, gravado ao vivo em Nova Lima (Minas Gerais), o cantor produziu o CD “Aba Pai”, que foi lançado na FIC.

    Na sexta, foi a vez de David Quinlan e Alda Célia participarem. O cantor irlandês, em carreira no Brasil há mais de dez anos soma vários sucessos do congregacional nacional, seja solo ou com o Paixão, Fogo e Glória. Fogo e Glória Curitiba, lançado em 2000 é um clássico no congregacional brasileiro, contendo canções cantadas até hoje. Abraça-me, Águas Profundas são dois discos de relevância em sua discografia. Em 2012, agora pela Som Livre, o cantor lançou “Um Lugar para 2”. A obra tem como proposta a adoração intimista, tendo a participação de vários cantores, como Nívea Soares. Seu destaque é a produção musical bem elaborada, e os arranjos usando instrumentos irlandeses. Alda, por sua vez cantou vários de seus sucessos, incluindo faixas do álbum Escolhi Adorar, produzido ano passado. Escolhi Adorar, distribuído em CD e DVD contém as participações de seus filhos, e Bené Gomes, Ana Paula Valadão, Ludmila Ferber e Asaph Borba. A cantora foi indicada ao Troféu Promessas, na categoria “Melhor cantora”. Mais tarde, o público teve a oportunidade de interagir com os cantores e mídias, com fotos e autógrafos.

    David Quinlan na FIC. Crédito: Roberto Azevedo (Super Gospel)
    David Quinlan na FIC.
    Crédito: Roberto Azevedo (Super Gospel)

    No sábado, foi a vez de André Valadão, Israela Claro, Chris Durán, Renato Vianna e Jonas Villar participarem. Villar lançou seu recente disco, “Te Amo mais que Tudo”. André Valadão vem com “Fortaleza”, após o decepcionante “Aliança”. Gravado ao vivo na Praia de Iracema, em Fortaleza – CE, o projeto respira jovialidade e uma sonoridade pop rock até então não encontrada em seus trabalhos antigos. O álbum já encontrava-se a venda em formato físico e digital anteriormente, porém seu lançamento oficial em CD foi na FIC. Renato Vianna estreia pela gravadora com seu recente lançamento, “Estrangeiro”: “estou vivendo os sonhos que Deus reservou para mim, estou muito feliz de fazer parte da Som Livre e poder levar essa mensagem do amor de Deus a todos”. Chris Durán apresentou sucessos antigos, incluindo canções do disco “Entrega”. Encerrando o evento, o músico declarou que pretende gravar um DVD ano que vem pela gravadora.

  • Para refletir – Errando e Aprendendo

    Quantas vezes um ser humano comum, como eu e você erramos na busca de um acerto? Quantas vezes pensamos estar preparados para algo, e no grande momento notamos que estivemos enganados? Quantas vezes, pensamos que estamos puros diante de Deus, e Ele nos convence que não é esta a nossa realidade? Perguntas francas, diretas, e que, para a maioria de nós tem uma resposta incalculável diante de tantas situações vividas.

    A incoerência dos nossos pensamentos e ações certamente nos levam, na maioria das situações a resultados equivocados, afinal, o erro é algo comum neste ambiente humano. E é através de nossos erros que aprendemos a acertar, ou muitas vezes reconhecer que necessitamos ser dependentes de Deus, afinal, o nosso orgulho e soberba impedem que viermos a alcançar a vida que Deus deseja pra nós através do arrependimento dos nossos pecados. Em Provérbios, capítulo 16 verso 18 diz: “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda”. Ou seja, devemos sempre estar abertos a analisar nossas ações e decisões, e reconhecer que precisamos rever muitos conceitos para vivermos a vontade de Deus.

    Existem pessoas que oram tanto na busca de se verem blindadas contra erros, mas nunca pararam para perceber que eles nos moldam e nos levam a aperfeiçoar em nossos atos. O medo de errar, muitas vezes causa um receio enorme de, ao menos tentar. A Palavra de Deus diz, por exemplo que foi posto um espinho na carne de Paulo, uma fraqueza a qual ele não pode se livrar. E o mesmo cita as palavras de Deus, em 2ª Coríntios, 2:9: “E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade pois me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo”. Este versículo é claro e direto ao assunto. Não interessa a fraqueza, dificuldade mas sim a forma com a qual nos encaramos. É necessário sabermos que o Mestre nos ensina com nossas fraquezas, e que tudo é usado em nossas vivências para estes propósitos.

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  • Análise: CD Quebrantado Coração – Fernanda Brum

    Análise: CD Quebrantado Coração – Fernanda Brum

    NOTA: Este texto era parte integrante da coluna Destrinchando, do antigo portal Gospel Músikas, hoje parte do O Propagador. Pela fusão dos portais, todos os textos do Destrinchando estão na coluna de análises/resenhas de discos.


    Qual é o órgão mais importante do corpo humano? Certa vez Hipócrates (grande médico e figura importante na história da saúde) disse: “Os homens devem saber que do cérebro, e só do cérebro, derivam prazer, alegria, riso e divertimento, assim como tristeza, pena, dor e medo”. De fato, o cérebro é o centro diretor de toda a atividade humana, mas na bíblia, o coração é descrito como esse centro que envolve todo o nosso intelecto e emoção, e a sua conotação ao ser sempre ligado a nobres sentimentos, não é por menos: ele tem uma grande importância para nós.

    Em 2002, Fernanda Brum juntamente com Emerson Pinheiro, resolveram pulsar e discorrer sobre a maior fonte dos desejos e das decisões – de acordo com a Bíblia – no CD Quebrantado Coração – que em 2013 recebeu disco de platina pelas 350 mil cópias vendidas.

    O disco segue fielmente as escrituras bíblicas, colocando o “coração” como o centro das emoções e da vontade humana. Salomão, no livro de Provérbios o descreveu como “dele procedem as saídas da vida”. Biblicamente, em 13 canções, com destreza de palavras e agilidade no raciocínio, o disco enumera as principais funções de atividades do coração que ocorrem na vontade humana, contrariando Hipócrates.

     “Amo o Senhor, meu Salvador, anelo tê-lo bem junto a mim”

    Iniciando com “Amo Senhor, que nos traz referências de um coração amoroso. No livro de Deuteronômio, em que Moisés exorta a Israel que Deus anela comunhão com o seu povo e lhe dá o único e indispensável mandamento que é: “Amarás, pois o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma”. Em seguida, temos a canção-tema “Um Quebrantado coração”, que nos leva a uma passagem de Isaías mencionando um coração avivado e ardente pela palavra do Senhor. Para os humildes e arrependidos, Deus tinha uma promessa magnífica: Mesmo morando no Alto e sublime trono, ele habitaria com os “contritos e abatidos de espírito”, referindo-se aos quebrantados de coração, para vivificar-lhes o espírito, dar um novo vigor e um consolo de sua presença.

     “Não faz mal, eu sei que a dor no peito cega a gente […] Tudo bem, eu sei em quem tenho crido”

    Um coração angustiado, perturbado, pesaroso, que clama por paz e conforto são descrito nas faixas “Ele é Por Mim, Marcas” e “Lembranças de Jesus. Uma vida cheia de inquietação é resultado de perseguição, injustiça, tristeza e mágoas de acordo com Jó no capítulo 14. No livro de Jeremias, em determinado momento ele sentiu a agonia que Deus sentia por Judá, e pela desolação que sofreriam, e sentiu essa agonia aonde? “Estou ferido no meu coração!”. Paulo, no livro de Romanos, por causa da incredulidade de Israel, afirmou ter “grande tristeza e contínua dor no coração”. Mas em todos os momentos, sabemos quem é por nós e quem nunca nos desampara. Deus anseia que todos os seus filhos que sofrem saibam que a vitória está perto. O dia em que Ele estará junto aos seus, na glória, para sempre. Pois as aflições deste tempo presente não se comparam com a glória que nos será revelada (Rm 8:18).

     “Adorar a Deus, vai além das emoções. É o Santo Espírito tocando e transformando os corações”

    As canções “Vaso de Alabastro”, “Tempo de Crescer” e “Espírito Santo” intensificam e fortalece o preceito do disco, nos apresentando um coração de adorador. Que se regozija em Deus, e não se limita em palavras. A adoração tem que ser precisa e autêntica, quando o Espírito Santo intervém e responde a Deus. Enquanto o homem apenas vê a aparência, quando adoramos ao Senhor em espírito e em verdade, Ele vai além de nossas palavras e emoções para reparar na postura de nosso coração. Precisamos nos apresentar perante a Deus como servos que conferem as coisas, meditam e oram no coração. Davi, no livro de Salmos, ressalta que a única maneira de reconhecermos a obra da salvação, é “orando para que Deus mantenha nosso coração, palavras e vida livres de pecados e agradáveis a Ele.” A nossa reflexão deve ser aceitável diante de Deus

     “Se tua vida está em Cristo, o mal não pode te tocar […] Ninguém jamais vai me deter”

    De acordo com a bíblia, no coração os humanos sabem coisas, oram, pensam e também maquinam males, como é decorrida na faixa “A Palavra Tem poder”. Mas o salmista Davi no capítulo 27 pediu para que animássemos no Senhor, que assim, Ele fortaleceria o nosso coração, dando-nos um coração corajoso e alegre. As canções “Ninguém Vai me Deter” e “Canaã” com um refrão instantaneamente identificável e feito para cantar junto, retrata esse coração. Paulo no livro de Efésios escreveu que o cântico espiritual é uma expressão de alegria, e que cantar hinos e louvores é uma edificação, graças e oração de um coração disposto e alegre.

     “Volta pra casa. Volta pra igreja. Rasga do peito a vergonha e a dor”

    A música “O Amor que cura” nos remete ao caráter da natureza do coração distante de Deus, arrependido e humilde. No livro de Mateus, Jesus expôs a gravidade do pecado no coração, quando se arrefece, e o único jeito que Ele achou para o coração pecaminoso é a regeneração. Um coração regenerado, que se arrepende dos seus pecados, volta-se para Deus, e pela fé aceita a Jesus como seu Salvador. A regeneração está ligada ao coração, pois, de acordo com o livro de Romanos, “aquele que de todo coração se arrepende e confessa que Jesus é Senhor, nasce de novo, e recebe da parte de Deus um novo coração”. Isso resume toda a lei de Deus.

    “Não espero perfeição, quero o teu amor. Não abro mão de você”

    Por fim, a última faixa “Você Merece” retrata o coração apaixonado, responsável pelo fenômeno neurobiológico que envolve duas pessoas em apenas um laço, que unidos, inunda o cérebro de amor. No livro de Cantares, há uma passagem a respeito do amor inalterável do esposo para com a esposa, em que na espécie humana, não há nada que seja mais poderoso e bonito do que o amor mútuo entre um homem e uma mulher, desde que, na união, estejam realmente comprometidos um com o outro.

    Fugindo de visões deturpadas e unidirecionais, o CD se tornou uma jóia melódica peculiar e inteligente, justamente por trazer todas essas referências de “coração” disposto na Bíblia e imprimir cada aspecto em diferentes canções. Todo o disco se torna uma oração para que possamos seguir a Deus e conhecer os seus caminhos, sem nos desviarmos dele. E se isso acontecer, que tenhamos capacidade para reavaliar nossas prioridades e orarmos por uma renovação genuína de amor e compromisso ao Senhor, com toda diligência. Que possamos ter sempre – independente do que Hipócrates diz – um coração quebrantado.

  • Análise: CD Vai Ficar Tudo Bem – Célia Sakamoto

    Análise: CD Vai Ficar Tudo Bem – Célia Sakamoto

    Em 2012 a cantora Célia Sakamoto lançou pela Aliança, o CD “Vai ficar tudo bem”. Com um projeto gráfico impecável assinado pela Souto Crescimento de Marca, o disco traz 13 canções de diversos compositores de renome, inclusive uma da própria cantora. Na faixa 13 do álbum, “Meu diário” Célia Sakamoto conta com a participação especial de sua filha Laura Sakamoto.

    Através do álbum “Vai ficar tudo bem”, Célia Sakamoto prova que tem potencial para ser referência na música pentecostal, mesmo não tendo uma grande extensão vocal, Célia sabe compensar isso na escolha certa do repertório. Sem muitas firulas, gritos e excessos, a cantora cumpre o propósito de um bom disco pentecostal.

    A abertura do álbum é feita com a canção “Sacrifício de Louvor” de autoria de Célia Sakamoto. Simples, poucos versos, mas tem uma carga emotiva interessante ao revelar o pensamento da cantora, oração em forma de música.

    Dentre as 13 canções, sete merecem ser destacadas. Não que as outras estejam num nível inferior, mas por que essas se destacam por alguns diferenciais. A primeira delas é “Vai ficar tudo bem”, composição de Anderson Freire. A canção versa sobre a importância da confiança em Deus mesmo nas maiores dificuldades.

    “Vai ficar tudo bem, deixa Deus no controle que a vitória vem […]. Vai ficar tudo bem, cada luta é um nível a mais, um degrau pra chegar naquilo que Deus tem”. Já é a queridinha de muitos grupos de louvor de senhoras, pois a mensagem é linda e não impõe grande dificuldade para ser cantada.

    “Erga os muros” de Leandro Borges é outra que já entrou para o repertório dos grupos de senhoras. A canção aborda a preocupação com a família, pois este é o alvo do diabo. E isso é realidade, vemos diariamente as investidas do mal para acabar com as famílias. É preciso erguer muros de oração em volta das nossas casas, de nossas famílias, pois o ladrão está de olho, e só precisa de uma brecha para atacar. Leandro Borges foi muito feliz nesta composição e Célia Sakamoto conseguiu transmitir a mensagem através de sua interpretação. Excelente.

    A faixa cinco, “Guerreiras de Jeová” é aquela clássica canção para festas de círculo de oração. Composição de sua irmã Vanilda Bordieri, a música convoca todas as mulheres para guerrear, trazendo exemplos de mulheres que tiveram destaque na Bíblia como Débora, Ester, Miriam e Abigail.

    A próxima canção é “Maior que tudo” composta por Denner de Souza e Adriano Barreto. Traz uma mensagem impactante para a reflexão. Mostra que nada se compara ao poder de Deus. Nada do que temos, possuímos é maior que Ele, que perto dEle “somos como grão de areia perdido no deserto”. Mais uma vez Sakamoto se sai muito bem interpretando essa canção.

    A faixa 08, também de Denner de Souza e Adriano Barreto “Simplesmente” fala das provas que o cristão passa, dos problemas que enfrenta e que muitas vezes podem abalar a fé. Muitos podem dizer “Será que esse aí está em falta com seu Deus?” Mas quando o Senhor abrir as portas, “você vai ter pra emprestar”. Canção simples e com mensagem emocionante. Vale a pena ouvir e refletir.

    A faixa seguinte, “Evidências”, composição de Tony Ricardo, traz de forma interessante o tema do arrebatamento, a partir das evidências que estão acontecendo no mundo. As evidências estão aí e quando esse dia chegar não vai adiantar correr ou se esconder. Mais uma canção impactante.

    Merece destaque também “Insubstituível” de Dill (Os Nazireus). Aqui a participação do back é brilhante e fundamental para que a canção tomasse a proporção emotiva adequada. Fala que Jesus é insubstituível, não há outro como Ele. Deus ontem, hoje e eternamente! Show.

    Por fim, é preciso mencionar a grandiosa “Batalha de Josafá”, uma canção-narrativa que, como o nome diz, narra a batalha de Josafá, fazendo-nos imaginar as cenas da batalha. Mesclando narração e canção, com apoio do back-vocal, a canção certamente é a mais elaborada do álbum. Com um refrão empolgante, a canção mostra o poder do louvor, pois foi através do louvor a Deus que Josafá venceu a batalha. A Composição é de Samuel Mariano.

    Claro que o álbum possui outras belas canções que merecem igual destaque, mas essas vão de encontro ao público das irmãs de igrejas pentecostais que encontram dificuldades para conseguir um repertório adequado para seus grupos. Seja por conta das letras extremamente elaboradas e de difícil assimilação arranjos muito rebuscados ou tons altíssimos como vemos em CDs de outras cantoras pentecostais. Tudo isso dificulta que essas músicas sejam entoadas nesses grupos que querendo ou não, são uma das principais formas de divulgação da música pentecostal. Esse é o grande ponto positivo do álbum “Vai ficar tudo bem”.

    Vale destacar também o trabalho do maestro Melk Carvalhedo produção do disco, dosando de forma adequada os arranjos em cada canção, as entradas do back, enfim todo processo de produção.

    Não se trata de mostrar potência vocal, de trazer músicas rebuscadas ou cheias de arranjos, mas de trazer canções que possam ser cantadas pelo público-alvo. Vanilda Bordieri já conseguiu este espaço e é raro não ver pelo menos uma canção sua sendo entoada em festividades de senhoras. Célia Sakamoto está no mesmo caminho e tem tudo pra conquistar esse espaço também.

  • Para refletir – Mais um dia

    A vida corrida e conturbada do mundo moderno leva muitos, na verdade a grande maioria das pessoas numa situação de rotina. Acordamos cada manhã como se fosse mais um comum dia, uma jornada triste, massacrante, clichê, forçada, porém necessária. Nossos olhos não conseguem mais enxergar beleza em nossas ações, e o coração não sente paz. Com isto, o viver perde o sentido aos poucos.

    E pra que viver sem sentido? Esta é uma pergunta feita por várias pessoas atualmente, e em busca de uma resposta muitos mergulham na desilusão, chegando a caminhos sem volta, como a morte. Porém, é neste momento que percebemos que Aquele que rege este mundo, que nos acompanha nos momentos bons e ruins deve ser o sentido da nossa vida. Viver sem objetivo, viver e lutar sem pensar que em um dia Ele poderá estar face a face contigo não é viver.

    Às vezes necessitamos de algo novo, mas a nossa passividade em meio  a toda esta situação nos impede de enxergarmos. De nada adianta querer e não tomar ações para que isto se torne realidade e saia das bases teóricas. Assim é da mesma forma com Deus. É necessário que nos acheguemos a Ele para que Sua presença venha nos renovar e preencher todo o vazio. Estamos rodeados de pessoas vazias, que querem estar satisfeitas, mas não fazem por onde.

    Procure viver por outro alguém. Não um mero indivíduo, mas viva pelo Senhor da sua vida. Amá-lo mais, buscá-lo com mais intensidade, como se não houvesse amanhã. Desta forma, então valerá a pena acordar cada dia e ver que cada segundo não é um momento comum. Procurando viver assim, tudo terá um real sentido, que, finalmente mostra ser muito mais que religião, mas a compreensão de que Ele precisa fazer-se presente constantemente em nossa vida.

    Para completar nossa reflexão, ouça:

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=cO2QVjlAIIM]

  • Análise: CD Por Amor de Ti, oh Brasil – Diante do Trono

    Análise: CD Por Amor de Ti, oh Brasil – Diante do Trono

    NOTA: Este texto era parte integrante da coluna Destrinchando, do antigo portal Gospel Músikas, hoje parte do O Propagador. Pela fusão dos portais, todos os textos do Destrinchando estão na coluna de análises/resenhas de discos.

    Julho de 2006, a cidade de Belém recebia o tradicional ministério de louvor Diante do Trono, para a gravação do seu 9º trabalho intitulado de Por Amor de Ti, oh Brasil, fazendo uma profunda referência ao livro de Isaías. Ganhou uma densidade profética, dando continuidade ao seu antecessor Ainda Existe uma Cruz.

    O ouro da gravação está nos espontâneos. Eles despedaçam a nossa nação, e recriam uma fortaleza. A política é explicada com maior proximidade, ao mesmo tempo em que começam a apresentar a cadência que vai do começo dramático até a função política/social e o final, ganha destaque de qualquer ato que fez em CDs anteriores. Ao assistir o trabalho – por completo -, você se compadece e ganha resposta sobre o porquê da criação, do lugar onde você nasce, cresce, aprende e da sociedade que você é criado. Então quando menos percebe, já está enraizado. Tecendo juntamente com as canções, vira um emaranhado de diálogos em que eles conseguem manter bem e dá até certo foco.

    A inclinação a aceitação é considerável, e no fim se percebe que desde o inicio o intuito era esse: não se calar. E é o Senhor quem não cala, não descansa, e não se rende. O objetivo era escancarar a situação buscando por justiça, mas não nós por nós mesmos, porque a nação (igreja), assim como Sião no texto bíblico, estava em ruínas. Nós somos os abatidos, afligidos e quebrantados a quem o livro de Isaías se refere. E então, por um clamor de Isaías, o Senhor propôs reedificar essas ruínas, a curar e perdoar, por amor… a nós!

    Ao contrário do que muitos pensam, não é um disco missionário. Não tem a ver com o dever do cristão. Não é um bê-a-bá como o CD anterior, nem tiveram que reler uma cartilha. Trata-se da amplitude para aqueles que aceitam a causa, mas nem sempre são combatentes. Uma tarefa muito árdua, para se pregar, destinada ao fracasso já na concepção de alguns evangélicos e fãs do grupo, certamente porque não é comercial.

    Mas (afastado de qualquer menção pública) como podemos ignorar as boas novas de redenção que o Senhor nos trás, com esse álbum que mostra e nos conforta que o Senhor nos enamora, e que as suas chagas nos falam de amor?! Foi unicamente por amor. A restauração de nossa igreja e nação, os guardas em nossos muros, é só pelo motivo de que Ele quer encontrar um deleite em nós, e para isso é preciso que Ele remova os escombros e sujeiras de nossos corações.

    Em julho de 2013, em meio a tantas manifestações que tivemos, e gritos para uma nova construção do nosso país, a nossa batalha, como cristãos, deve ser feita internamente, como o Senhor nos orientou: Orando. Buscando a Ele para que sare a nossa Terra, e nos ponha com um objetivo.  Devemos ir às ruas? Claro. Usando a mesma referência que o disco nos dá, no livro de Isaías podemos ver que uma das preocupações básicas do profeta é a corrupção moral que existia no Reino do Sul, em Judá. No paralelo dessa passagem do livro de Isaías, temos também o livro de Amós, em que ele também anuncia a opressão do invasor, a respeito da corrupção generalizada. Não se pode acomodar diante de tantas atrocidades, tem que haver protestos para que algo mude, mas é importante salientar que A JUSTIÇA SOMENTE VEM DE DEUS. Em Isaías Ele declara: “Eu tomo vingança de ti: Ninguém se oporá a isto.” Ele nos fará lidar com todas as dificuldades que teremos que lidar, enquanto percorremos esse caminho penoso, como nação, em busca de melhorias, para que no fim possamos ouvir o Senhor dizer que a nossa justiça brilhará.

    Obstáculo por obstáculo, Ana Paula veio desenhando e compondo o sermão a partir de 2005, e o resultado foi satisfatório, porque a mensagem dada surtiu efeito. Nessa linha de meio-tempo, o DT preparou o terreno de vestes de louvor ao invés de espírito angustiado, aonde às vezes não importa o que foi dito ou feito, mas se repercutiu para levar ao ouvido da maioria de pessoas sobre a verdade, não sobre a necessidade. O suor daqueles que renunciaram e perceberam que ainda existia uma cruz, se torna em coroa de glória, pois o Senhor quer os fazer ser um objeto de louvor na Terra. É por isso que há a necessidade de não se calar.

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    “Por amor de Sião não me calarei, e por amor de Jerusalém não me aquietarei, até que saia a sua justiça como um resplendor, e a sua salvação como uma tocha acesa.” Isaías 62:1″