Perdão é uma palavra literalmente simples. Porém, mesmo com suas seis letras compõe uma ação das quais, hoje em dia creio que seja a mais difícil de praticar. O próprio Senhor Jesus mostrou que, mais difícil que curar era perdoar pecados (Mt 9. 5-6). E Ele perdoou pecados, e até ofensas e blasfêmias na cruz.
No livro de Mateus, no capítulo 6 e os versículos 14 e 15 Jesus diz: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; Se, porém não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas”. Declaração forte, mas que faz toda a diferença em nossas relações com as pessoas. Não podemos perdoar pecados, mas ofensas não só podemos como devemos.
Voltando ao que centra a canção do Para refletir, o perdão nos dias de hoje é tão limitado e restrito que, muitas vezes nem a um amigo ele é liberado. Situação complicada e lastimante. E, quando é dito amigo, não se deve levar em conta qualquer indivíduo, é aquela pessoa que faz toda a diferença na vida de alguém. Aquele, que muitas vezes se divide situações boas e ruins da vida, e que principalmente contribui de maneira fundamental para os nossos dias sobre a Terra.
Estamos vivendo um contexto econômico, social e até religioso extremamente individualista. É cada um por si, cada um faz o seu caminho, ser o vencedor é o lema, companheirismo é em baixa. Pense em quantas vezes seus ideais, conceitos e muitas vezes o ego exagerado sufocou uma amizade. E sabe por que essas mínimas questões, muitas vezes despercebidas fazem tanta diferença negativa numa amizade? Por conta do companheirismo. Quando se é amigo, não é cada um por si. É necessário caminhar junto, pensar junto, agir junto, e ter uma preocupação mútua. Ajudar no levantar ao que caiu, ouvir, aconselhar, alegrar-se, mas também chorar junto quando é preciso. É fácil? De forma alguma. Sempre terá um preço a pagar, um sentimento ou desejo pessoal que deve morrer em benefício do outro, uma linha tênue entre o que é de nós e o desejo de Deus, porém não é maior que a própria vida. Essa renúncia é diretamente ligada ao amor, amor que levou ao ato mais insano, belo e valoroso que move o cristianismo: o sacrifício de Cristo por nós.
Voltando ao perdão, o trecho da música de hoje, “Ei, amigo” de Brother Simion traz um argumento importante e que, se comparado ao versículo citado neste texto faz todo o sentido. O perdão traz a cura. Se você não se livra de um sentimento ruim, não lança o perdão, automaticamente o Senhor não pode fazer o mesmo por você. Já parou para pensar o quanto seria triste não ser perdoado por Deus? Não adianta de nada dizer que ama a Deus se este amor não é vivido com os seus na face desta Terra. A Palavra de Deus também diz, pelas palavras de Jesus que devemos amar a Deus acima de todas as coisas, e também amar ao nosso próximo como a nós mesmos. Como amar o nosso próximo sem sentir sua dor, sem compartilhar todos os momentos, não somente os bons como os ruins também com ele?
Pense nisso. Juntos, aprendemos a caminhar, a superar os pontos mais negativos de nossa natureza, praticar o companheirismo e o amor que Jesus deixou claro em Sua palavra para que vivêssemos em relação às coisas dele e com os demais.
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