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  • Vanilda Bordieri perde bebê

    “Prefiro adorar do que questionar” publica Vanilda Bordieri em sua fanpage no Facebook.

    Em fevereiro a cantora Vanilda Bordieri surpreendeu o público ao informar que estava grávida. Segundo a cantora, ter um outro filho era um sonho, mas que estava nas mãos de Deus. “Fiz exames há dois meses o médico disse que pra minha idade seria muito difícil. Eu até tinha desistido“. Além disso, a cantora não tem um dos ovários, o que tornou a gravidez algo muito especial, tanto para a cantora quanto para o público.

    Hoje (13), Vanilda Bordieri trouxe a notícia da perda do bebê. “Com muita tristeza, mas crendo que o melhor Deus tem, que tudo ocorre para o bem daqueles que amam a Deus, e que adorar sempre será o melhor em qualquer situação eu agradeço a Deus em meio às lágrimas do dia. Por me provar que o milagre é possível independente de quanto tempo dure. infelizmente perdi meu bebê. Orem por mim eu prefiro adorar que questionar. Mesmo com dores na alma. Deixando claro que nada teve a ver com o tombo, foi má formação.”

    Vanilda BordieriO tombo a que Vanilda se refere aconteceu quando a cantora pregava em uma igreja no dia 11 de março. Segundo Vanilda Bordieri, enquanto pregava a cantora convidou a irmã para dar um abraço, na empolgação a irmã tentou pegar Vanilda no colo e o tombo foi inevitável. “Eu á chamei pra dar um abraço, ela só se empolgou. Mas o tombo não impediu a unção de Deus no culto, São pequenos acidentes, acabamos o culto debaixo da Glória”.

    Assista o vídeo do momento em que irmã derruba Vanilda Bordieri na igreja.

    Com a notícia da perda do bebê, fãs de todo o Brasil conhecedores do quanto a cantora almejava esse filho, tem deixado mensagens de conforto para Vanilda nas redes sociais. Confira aqui o post de Vanilda Bordieri no Facebook.

    Leia também: Vanilda Bordieri lança clipe com participação de Mães da Sé.

  • Rocklogia – O rock vintage do Resgate

    O Resgate tinha alcançado um posto respeitável no rock cristão nacional através de On The Rock, e graças à Paulo Anhaia o som da banda evoluiu muito. Dois anos daquele lançamento se passaram, e o quarteto propôs fazer um disco mais ousado que o anterior, principalmente nas letras. Daí surgiria um de seus trabalhos mais incompreendidos, Resgate.

    Nesta época, a banda gostaria de obter um som diferente do disco anterior. Ao invés de estar fortemente pautado no hard rock e no heavy metal, o Resgate gostaria de produzir uma musicalidade vintage e crua. Anhaia abraçou a ideia que, como produtor mais experiente do que em On The Rock, realizou experimentações junto ao grupo que culminou na sonoridade encontrada no álbum.

    O disco, como um todo tem timbres de guitarra mais característicos, mas o destaque vai para a bateria de Jorge Bruno. Sem reverbs e poucos overdubs, o som é bastante orgânico. As letras, em maioria extremamente complexas, talvez as mais bem construídas no repertório da banda. Um dos grandes exemplos é a canção de abertura, “Liberdade” e “E Daí?”. Eu particularmente gosto muito de “No One” e sua simplicidade, embora a pegada da intro de “Antes” seja memorável.

    Na prática, o álbum não foi masterizado. Paulo Anhaia, juntamente com o vocalista Zé Bruno apenas checaram os níveis de áudio no computador do produtor, que estava na cozinha da casa de sua mãe. Apesar da intensa seriedade do disco, não faltou humor nos créditos do encarte, com a seguinte citação: “Masterização: Mother’s Kitchen”.

    No geral, Resgate transmite uma sonoridade envolvente, simples e letras que abordam a questões internas do ser humano e pontos fundamentais do cristianismo (como a transformação de vida do indivíduo). É de certo que sua posição na discografia da banda é ingrata, afinal está dentre dois divisores de águas do Resgate (On The Rock e Praise), o que de certa forma sempre o ofuscou dos demais álbuns.

  • Fernando Cester lança clipe da canção inédita “Estreito ou largo”

    Projeto teve imagens gravadas no presídio José Parada Neto, em Guarulhos, São Paulo

    Com uma carreira sólida que já acumula mais de dez anos de estrada, o roqueiro Fernando Cester acaba de lançar o clipe da canção Estreito ou Largo, single que fará parte do seu próximo disco ainda sem título definido. Acostumado a filmar em lugares inusitados como o Teatro Municipal de São Paulo e até uma fragata da Marinha do Brasil, dessa vez o local escolhido para as filmagens foi o presídio José Parada Neto, em Guarulhos, São Paulo, para contar uma difícil história de transformação humana.

    O projeto levou seis meses para ficar totalmente pronto e traz o depoimento real de um preso e retrata bem a consequência das escolhas que as pessoas fazem na vida mostrando de perto as lutas de um preso na cadeia que, depois de se converter, vai viver momentos intensos.

    Durante as filmagens em outubro do ano passado, cerca de 600 detentos que acompanhavam tudo de suas celas, aplaudiram causou comoção em toda a equipe de Fernando Cester que prometeu voltar no fim do ano para se apresentar.

    Fernando Cester

    Responsável pelo roteiro do clipe, Cester trabalhou intensamente com a equipe nas fases de produção e edição. “Quis que fosse real. A ideia do clipe é mostrar que a vida é preciosa demais para você tomar decisões que vão te fazer andar pra trás e que as consequências podem ser pesadas. Agora que está tudo registrado, a expectativa está a mil”, comentou o cantor que tem um irmão preso no lugar e, por isso, a emoção vista nos takes será bem real.

    Gravado pelos profissionais da Agência Indahouse, foram utilizadas câmeras Canon Mak III e Blag Magic Pocket com alta definição e qualidade nas imagens captadas que alternam entre a história do preso e da banda no pátio do local. “Nada foi feito em estúdio. Quisemos fidelidade nas cenas para mostrar que existe mudança de caráter”, comentou a renomada diretora Anna Penteado que possui mais de dez anos de experiência atuando na área de publicidade, cinema, conteúdo e música com trabalhos desenvolvidos no Brasil e no exterior.

    Com uma mensagem que pretende atingir os corações de quem assistir com um retrato de uma parcela da sociedade muitas vezes esquecida no país e que precisa de força, Fernando Cester espera que as pessoas tenham mais consciência das escolhas que tomarem daqui para frente. “Nunca é tarde para se encontrar e viver uma vida digna quando você entende que existe um caminho de paz e alegria se entregando ao criador de tudo, Deus”.

    Assista:

  • Melhores discos de rock cristão nacionais: Década de 70

    O portal O Propagador estreia uma nova série aqui, chamada “Melhores Discos Cristãos”, procurando compilar os melhores álbuns na história da música cristã nacional e internacional. Para introduzir as listas, nossa equipe, juntamente com alguns leitores que, selecionados, conhecem e muito acerca do tema, preparamos várias listas individuais com discos e através de votação, compilamos uma seleção final, que você vê aqui.

    Nossa primeira lista é acerca dos discos de rock cristão nacionais da década de 70. Época cheia de propostas evangelísticas e, ao mesmo tempo, forte repressão religiosa, dava indícios à explosão que ocorreria nos anos 80. Com isso, escolhemos cinco álbuns que devem ser de audição obrigatória para quem deseja conhecer esta fase. Confira:

    [infobox title=’5º: Quem deseja ser criança?’]Artista: Comunidade S8
    Ano de lançamento: 1979
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Comunidade S8 - Quem Deseja ser Criança - 1979João: Como o ressoar de um clarim celestial chamando a todos para se voltar à velha infância de uma fé simples, a faixa-título e várias outras desse álbum como “Quando as Flores Não Mais Existirem” e “Quando Vejo os Céus!” fazem qualquer um voltarem aos tempos do “Primeiro Amor”. As letras desse segundo disco da S8 me remetem aos trabalhos d’Os Meninos de Deus, com aquele ideal hippie de ‘voltar ao jardim’, ‘retorno ao paraíso’, ‘jardins floridos’ e etc, só que aqui esse ideal é remetido aos céus, com passagens bíblicas muito bem repassadas e poesias geniais, mostra que toda a sociedade sem Deus pode procurar em várias formas de escape, mas é totalmente inútil, pois continuam sendo ‘escravos do erro’; e que a vida é passageira e um dia as flores não mais existirão e o tempo parará de contar, dando lugar à certeza da companhia eterna no verdadeiro paraíso, ao lado do Pai. A sonoridade é muito na linha de bandas como Yes, Genesis e Os Mutantes, sendo portanto uma das bandas mais contemporâneas na sonoridade dos anos 70 a lançar material, e esse disco é muito superior ao antecessor ‘O Rio das Águas que Saram’, e o mais legal é que a S8 nos dois álbuns seguintes, já nos anos 80, até onde ouvi, fizeram trabalhos ainda mais esplêndidos e com uma poesia singela sobre a sociedade de sua época, e o mais impressionante, ‘Quem Deseja Ser Criança’ ainda parece uma canção feita ontem, basta olharmos pros lados e vemos que ‘os dias reclamam por transformação e os fatos imploram reformulação’ até hoje.

    Phil: Um trabalho com cara bem brasileira! Não que os outros não tivessem, mas pude notar mais elementos de música brasileira nas canções. Na instrumentação, nos ritmos, mas nem tanto na forma de cantar; por outro lado temos um vocal feminino bem ajustado e bem presente. É um álbum feliz, daqueles que pra sorrir e cantar junto. Achei mais jovem que o trabalho do Jovens da Verdade (trocadilho não intencional, rs), no senso comum de dizer que isso ou aquilo “é pra jovem”. Acho que vocês entenderam, né? Para este álbum, destaque nas canções “Quem deseja ser criança?”, “Ó Senhor, livra a minha alma” e “O rio vivo”.

    Thiago: A Comunidade S8 surgiu do objetivo de ajudar dependentes químicos. O grupo não girava só em torno da música, mas em volta de vários projetos de cunho social. Havia colocado outro álbum da banda na lista final, o qual o mesmo não havia tido um grande interesse. Com músicas em rock progressivo, o que vale ressaltar no projeto é o que fizeram com suas canções, que era contra a religiosidade da época. Poderia ter merecido o máximo a posição de quinto lugar. A faixa “Ó Senhor, Livra a Minha Alma!” lembrou-me a canção “Babe I’m Gonna Leave You” do Led Zeppelin.

    Tiago: Embora temos um enxurrado de bandas que mantinham os pés na Jovem Guarda, a Comunidade S8 produziu um disco basicamente de rock progressivo, com os aspectos que esperamos de um disco deste gênero. Já no final da década, me parece que é mais tranquilo falar de temas que aos poucos deixariam de ser tabus na música cristã com bastante seriedade, mas sem deixar de soarem juvenis.

    [infobox title=’4º: Bonança’]Artista: Os Cantores de Cristo
    Ano de lançamento: 1975
    Número de faixas: 12[/infobox]

    Bonança - Os Cantores de CristoJoão: Muitos grupos na época investiram em Jovem Guarda, como os Embaixadores de Sião, Cades-Barneia, Triumpho, Os Atuantes, Os Ligados, mas Os Cantores de Cristo foram além, porque fizeram isso colocando pitadas do rock psicodélico e do progressivo (os Embaixadores de Sião fariam isso no seu segundo disco, já nos anos 80, mas aí é outra história). Desde Olhando o Infinito Os CDC já vinham surpreendendo, mas em Bonança eles investiram numa produção mais limpa e letras bem mais coloquiais do que no seu antecessor, como o verso da faixa-título: “Jatos de luz vêm colorir, dando beleza, nos fazendo sorrir”, e você ter na sua mente que esses jatos são emitidos pelo Sol da Justiça abrindo os céus em bonança é algo muito belo de se imaginar. Infelizmente foi o último disco deles com uma sonoridade mais juvenil, e logo eles se poriam a fazer canções mais suaves, mas sem perder o enfoque evangelístico.

    Phil: Letras muito boas, sendo aqui não tão loucas quanto Rebanhão ou mesmo Jovens da Verdade, mas um pouco mais diretas. Arranjos mais uma vez bem ajustados para quem curte um baile de jovem guarda, mas bem animadinho em algumas faixas, e com guitarra mais presente no som. Ah, não tem como não agradecer aos céus pelo solinho na introdução de “O Caminho”, afinal é um sonzinho distorcido, finalmente! Haha. (E não duvido que alguns dos outros analisadores leram a faixa dois como “O mundo está por um Phil”. Estou de olho nessa zoeira, hein, colegas!) Aqui destaco a curtinha “Achei”, “O Caminho” e “Eli”.

    Thiago: Havia listado dois álbuns do Os Cantores de Cristo na minha seleção dos melhores. Coloquei esse álbum como o primeiro lugar na minha classificação. Tiveram muita repercussão na época, com o som predominantemente rock progressivo, e uma qualidade musical que se assemelhava com bandas de grande porte. A qualidade musical do álbum é um avanço para época, e as guitarras foram o seu melhor aspecto. No resto, repetiram as ideias musicais da época, como o órgão, e as interpretações vocais em conjunto. “Bonança”, “Eli”, “O Mundo Está por um Fio” são as melhores músicas. O impacto do grupo foi bem grande, influenciando bandas e cantores como Novo Som, e no Janires e Amigos, do Rebanhão, a banda é citada, mostrando a importância do Os Cantores de Cristo.

    Tiago: Confesso que a música dos Cantores de Cristo não despertou minha atenção, mas é inegável que o trabalho deles estava acima da maioria de seus contemporâneos. É o segundo trabalho, mais ousado que Olhando o Infinito, seu antecessor, e talvez o último lançamento que valha a pena ser mencionado.

    [infobox title=’3º: Viagem’]Artista: Jovens da Verdade
    Ano de lançamento: 1973
    Número de faixas: 12[/infobox]

    Viagens - Jovens da VerdadeJoão: Um dos primeiros álbuns revolucionários da história da música cristã brasileira, tem uma pegada bem tropicalista, com letras bem na linha Movimento de Jesus, mesmo que possivelmente o pessoal do projeto JV nem conhecesse o que tava rolando nos EUA nessa época, pra mim é um disco que mexe ainda pra caramba com minha mente, em especial a faixa-título, que usa de um vocabulário extremamente cabuloso pra época, como a palavra ‘transas’, que devia horrorizar muito crente da época (e acho que até hoje, rsrs), letras que falam muito sobre a juventude como “Desligado”, “Um Jovem Triste”, “Jovens Vamos Lutar”, “Pra Viver Sorrindo”, e claro, a faixa-título, que vai bem no meio do assunto que de certo modo foi abordado de maneira mais direta e pesada no disco anterior, Drogas Matam. A capa também é um primor, a sacada do avião foi muito bem feita na minha opinião. Quando ouvi pela primeira vez esse disco, fiquei sem palavras, tentando me colocar, como historiador, na década de 70 e dizer ‘meu, esses caras eram doidos!’ (risos). Muito relevante e impossível não ser citado por alguém que pesquise sobre essa década.

    Phil: “Jesus, amigão, quero fazer uma viagem com você”. Assim canta a primeira faixa do “Viagens”. É um LP bem classudo, com vocais bem trabalhados (como tudo na época, pois, se estou certo, as canções cristãs tinham mais um formato de “coral”, não necessariamente com 20 integrantes, mas raramente havia muito solo vocal). Se existisse uma espécie de “baile de jovem guarda” gospel na época (mamãe me contou que o baile se chamava “assustado”, porque era de uma hora pra outra, no susto, que se ficava sabendo dele), muito provavelmente teríamos o Jovens da Verdade tocando lá, até porque o Viagens é o terceiro registro deles (até onde sei), então eles já teriam bastante material pra palco, não acham? Em destaque, “Viagens” e “Não mais eu”. O curioso foi que comecei a ouvi-los num dia chuvoso, e caiu perfeito, a atmosfera tranquila do álbum com a reflexão que sentar à janela e olhar a chuva traz. É simples e belo assim.

    Thiago: Os Jovens da Verdade não haviam entrado na minha lista pessoal. Um disco de qualidade baixa, não me chamou a atenção. O grupo é muito ligado a missões e obras como a Comunidade S8, e tem participação ativa na sociedade. Musicalmente, o álbum de modo pessoal, merecia o quinto ou quarto lugar nessa lista, mas ainda assim seu som era um tanto polêmico pelas regras religiosas da época.

    Tiago: A capa do álbum é, de fato, antológica. Um disco bem mais maduro que seu anterior, Drogas Matam, Viagem apresenta um JV calcado na Jovem Guarda, porém um pouco mais ousado. É claro, as composições aqui e acolá são até ousadas, mas nada que se compare a alguns músicos dos anos seguintes.

    [infobox title=’2º: Rebanhão’]Artista: Janires
    Ano de lançamento: 1979
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Rebanhão - Janires - Fita Cassete - 1979João: A demo que mais intriga tanta gente até hoje. As letras contidas nessa demo até hoje não vi iguais, Janires era muito inteligente, conseguiu colocar influências da psicodelia, tropicalismo, rock progressivo, até um samba, tudo num cadinho só que me remete aos clássicos trabalhos de Raul Seixas dos anos 70, principalmente o obscuro e estranho Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10. As letras, obviamente, são fora de tudo que já se viu. Cada letra merecia um review próprio, acho que mereciam é um livro (risos), “Castelo de Areia” como uma nova versão e genial da parábola dos homens que constroem suas casas na rocha ou na areia, “Aleluia” começa naquela pegada de músicas da Tropicália, mas depois fica piano, quase um canto congregacional, “General” é uma balada que fala da volta de Cristo, muito tocante, “Disco Voador (Bebê de Proveta)” é a primeira a mandar uma letra completamente pirada pra época, com menções à comerciais de cremes dentais, viagens espaciais, OVNIs (muito em moda na época a crença nisso, vide “Ouro de Tolo” de Raul Seixas) e a revolução da inseminação artificial e do bebê de proveta, ‘Taças de Cristais” eu gostei mais da versão dos anos 80, mas enfim, é uma letra muito boa, “Discoteca”… ah, se Janires soubesse que a turma dos anos 2000 ia fazer essa tal de discoteca gospel (risos), mas é uma ótima letra e que chegou a ser usados alguns dos seus versos pela banda Louvor Art e Cia na música “Milagres” do seu único álbum Criação de 1994, “Eu Tenho uma Casa no Céu” é uma das minhas prediletas, até de seriados e filmes da época ele fala, como Flash Gordon e King Kong, “Ponte” é uma polêmica e inacreditavelmente atual crítica aos usos e costumes de muitas igrejas, somado à falta de amor às pessoas e amor capitalista às coisas, “Cara a Cara” deve ter chocado na época igual se hoje em dia decidíssemos falar de programas da ‘satânica’ Rede Globo em uma música, e “Arco-Íris” fecha com uma beleza indescritível esse K7, com a temática predileta do Janires: A volta do Senhor. Pra mim essa fita merecia é ser colocada acima até do primeiro lugar, pq é incomparável demais.

    Phil: Cheio de atitude, como um bom rock deve ter! Como não ficar encantado? Caraca! Tanta criatividade e loucura, vivacidade e cultura. E olha que era apenas uma demo mas mesmo assim merece demais entrar na lista. Confesso que só tinha ouvido poucas canções, soltas, do Rebanhão antes dessa empreitada auditiva e agora que dei atenção a um álbum inteiro eu captei uma boa parte do que a galera vive dizendo sobre a banda. Impressiona a atualidade, pois certas afirmações cabem muito bem nas situações de hoje, 30 e tantos anos depois! Como diria Paulo Bonfá, é totalmente excelente. Fico imaginando a polaridade na época, uns dizendo “que loucura é essa? por Deus, não dá pra mim, tô fora disso!” e outros exclamando “que loucura é essa? por Deus, que maravilha, era isso o que eu tava procurando!”. Quebrando paradigmas, encantando meus ouvidos! Destaco aqui as boas zoeiras de “Eu Tenho uma Casa no Céu” e “Disco Voador (Bebê de Proveta)”.

    Thiago: Janires é um distinto compositor e notoriamente conhecido por ter fundado a banda Rebanhão. Apesar de ter colocado em quinto lugar na minha lista pessoal, esse álbum tem um dos melhores arranjos da época. O que o disco perde demais é na questão técnica, com uma gravação claramente amadora, cheia de falhas, o que poderia ser normal para época. Mas apesar dos defeitos, o cassete em comparação ao rock cristão setentista apresenta uma das melhores sonoridades, e os arranjos de teclados foram os melhores até aqui. “Disco Voador (Bebê de Proveta)” e “Eu Tenho uma Casa no Céu” com suas influências de blues, “Cara a Cara” com seu solo de guitarra distorcida (o que poderia ser quase um absurdo), “Ponte” com sua bela letra de crítica a ingratidão e religiosidade dos cristãos, são as melhores músicas do registro.

    Tiago: As vezes soa estranho uma fita demo, de produção amadora tomando o lugar de vinis. Mas é isso mesmo. O trabalho de Janires estava muito acima do que seus contemporâneos poderiam alcançar (e até hoje muitos ainda não conseguem entender a genialidade deste capixaba). Este trabalho, gravado em São Paulo e que, mais tarde tornaria-se a banda que o cantor fundaria no Rio de Janeiro é talvez o primeiro registro de um rock cristão que consegue fugir das rimas previsíveis “Jesus-luz-Jesus-conduz” e apresenta um repertório contextualizado com sua época. Com faixas que são um verdadeiro tapa na cara dos cristãos, como “Ponte”, e faixas dançantes como “Aleluia”, o que não falta no disco é espontaneidade.

    [infobox title=’1º: O que a Lua não pôde, não pode e não poderá’]Artista: Wolô
    Ano de lançamento: 1975
    Número de faixas: 12[/infobox]

    O que a Lua não pôde, não pode, nem poderá - WolôJoão: Tecnicamente nem é um disco de rock, tendo uma ou outra música realmente nessa pegada, como “Cara” e “Amor Amor de Cristo”, mas é um disco muito bom, de uma produção soberba, rara de se ouvir de lançamentos dessa época, especialmente nos meios cristãos, e com uma das capas mais legais, e Wolô é um poeta, né, véi, conseguiu imprimir muitas das pirações da era hippie (o misticismo de venerar a natureza, a lua e o sol, etc), as gírias (“Cara”), e as viagens filosóficas e parciais sobre Jesus da época (“Duas Fáceis e Duas Difíceis”) numa visão cristocêntrica e com uma linha que lembra Ronnie Von, que conseguiu misturar a Jovem Guarda com a psicodélica da época, muito criativo, sem sombras de dúvidas. Por isso merece o primeiro lugar, por ser um corajoso precursor.

    Phil: De toda a lista que obtivemos para audição, eu corri logo para esse. Fui pego pelo nome do cara. “Wolô? Que maluco é esse, em plenos anos 70?” Uma rápida busca na internet e entendi: trata-se de Wolodymir Boruszewski, ucraniano que é enraizado em terra brasileira desde que Renato Russo era um bebê (e talvez até antes disso). Bem, à medida que eu ia escutando outros álbuns, a liderança do belo “O que a lua não pôde, não pode e não poderá” foi muito ameaçada, mas não saiu do topo. Curti demais! Me cativou, me prendeu a atenção. Quando se fala de rock pensa-se em jovialidade, energia, animação, mas esquece-se que há vertentes e originalidades e particularidades, e o Wolô não fez um álbum loucão. Fez um álbum consistente! Destaco as faixas “Cara” e “Pai Nosso”, esta última provavelmente você já ouviu por aí.

    Thiago: Ao contrário da dificuldade de gravações de muitos na época, a falta de tecnologia, as vozes extenuantes e bregas da maioria das bandas e cantores brasileiros da década de 70, Wolô consegue se superar na maior parte desses quesitos. Wolodymir Boruszbwski, conhecido como Wolô, é descendente de sérvios, cientista (geólogo), mestre em Meteorologia pelo INPE, doutor em Engenharia Aeronáutica na área de Estruturas e Mecânica dos Sólidos, pelo ITA. Com um extenso currículo na área cientista, suas músicas mostram o outro lado do compositor. O vinil O que Lua não pôde, não pode, nem Poderá possui letras com um jogo de palavras poéticas, que brincam com as palavras, e canções de rock bem características da época, principalmente o progressivo. O que poderia ser classificado como um escândalo na época, o uso de guitarras, bateria para acompanhar o órgão que era costume nas canções evangélicas da época, a parte lírica vence nesse álbum. Canções como “Cara”, “O Olhar Sorrir” pela influência da bossa nova, se destacam como as melhores canções do conjunto.

    Tiago: Já deu para notar que a maioria das bandas e cantores desta época ainda eram fortemente influenciados pela música da Jovem Guarda. Mas Wolô foi mais longe. Mesclando vários gêneros musicais, como o samba, o disco é ousado também nas composições. Com um título instigante e uma capa conceitual (o que é raro para a época), o disco de Wolô era uma escolha óbvia para os primeiros lugares desta lista.


    A lista foi compilada através de votos dos participantes, além de Jhonata Fernandes e Maycom Franklin, que não puderam comentar desta vez. Para saber, com maiores detalhes o processo de escolha dos álbuns, acesse esta página.

  • Catedral se apresenta no Teatro Rival Petrobras

    A banda Catedral faz sua apresentação no Teatro Rival Petrobras dia 12/3 para mostrar seu recente trabalho, o CD –MIM – Maior Idade Musical.
    Musicalmente, este trabalho reflete a maioridade artística que o grupo alcançou em quase 25 anos de carreira, a segurança como músicos, intérpretes e compositores. Puxado pela música “Fale Mal de Mim”, lançada em primeira mão no Myspace, Maior Idade Musical traz todas as vertentes de estilo que formam o som da Catedral, como o rock progressivo, hard rock, baladas, folk, MPB e outras levadas características do trio. A primeira música de trabalho foi a balada pop/rock romântica, “Dona do meu coração” que teve grande aceitação, mas a música que mais conquistou o público em geral foi a balada “Estações”.
    Em 2013, MIM ganhou uma versão nova de capa, (a capa branca) e foi lançado nacionalmente pela Sony Music Brasil. Além das canções do MIM, faixas do Epílogo, EP lançado em 2014 também estarão no setlist do show, que conterá também hits que marcaram a carreira da banda, como “Eu Amo Mais Você”, “Quem Disse Que o Amor Pode Acabar?”, “Tchau”, entre outros, reunindo, assim, faixas mais recentes com sucessos anteriores.

    Serviço: Show da Catedral

    Data:12 de março

    Local: Teatro Rival Petrobras – Endereço:Rua Alvaro Alvim, 33/37 – Subsolo, Centro, Rio de Janeiro – RJ

    Horário: 19h30

    Fonte: Assessoria

  • Um Brinde – Protótipo corriqueiro dividindo a teoria e a prática

    Um Brinde – Protótipo corriqueiro dividindo a teoria e a prática

    O conceito de “estar certo” ou “estar intuitivamente correto” não me agrada.

    “Nem mesmo o tédio me surpreende mais” – trecho da música “Déjà Vú” da banda Pitty. Adaptando, nem mesmo a teologia me surpreende mais. É fato que de qualquer modo que eu viva, haverá uma teoria que irá suster a minha ação. Não dá para fugir da teoria, por mais que seja a mais alta das irrelevâncias. Minha vivência não condiz com nada que seja linearmente teórico. O próprio nome já diz tudo: vivência! Mas é inegável que sou um cara teórico, só não entendo o porquê optei cursar o nível técnico de administração e agora curso licenciatura em música. Disciplinas práticas para um teórico! E aí quando o celular vibra com uma mensagem de uma de suas melhores amigas pedindo sua ajuda querendo desabafar? O que fazer? Usar a teoria ou dizer que tudo vai passar? Calma, termine de ouvir a música, leia melhor seu livro sobre teologia reformada, pense na sua vivência, faça seu trabalho da faculdade e aí você pensa no que vai falar pra sua amiga. São indecifráveis ações sem pretensões!

    Costumo ouvir sempre a frase “eu estou certo” de pessoas que volta e meia se veem em situações em que seus princípios são testados. Alguma coisa errada nisso? Aparentemente não. O lance é saber o intuito, o porquê de querer estar certo. Terá alguma boa finalidade isso?

    “Tu, porém, tens observado a minha doutrina, procedimento, intenção, fé, longanimidade, amor, perseverança” (II Timóteo 3:10)

    Minha intuição pode ser uma das melhores possíveis, mas se não tiver um fim benevolente de amor, não servirá em nada. “De boas intenções o inferno está cheio”. Ser teórico ou prático nessa questão não significa muita coisa. O que observo nos mais distintos padrões filosóficos e teológicos é a ânsia pela certeza absoluta ou em questão, algo que induza um ideal que convença. Mas, por hora, é necessário eu ser o mínimo tolerante e entender que todo ideal precisa ou se sente na necessidade de convencer, pois caso fosse o contrário, qual seria a finalidade do ideal? Certo, mas o meu raciocínio vai muito além, porém, não está tão longe assim de ser entendido. Leve em consideração que estou tratando de cristãos, pessoas que possuem princípios e procuram viver e pregar a sã doutrina. O que te leva a fazer o que você faz? Freud explicaria que são instintos e características próprias do indivíduo que fazem com que cada um faça o que faz. Ou não? Entendo que o que eu faço (e o que você faz) agrada uns e ridiculariza outros e isso é o que nos leva ao suprassumo da imperfeição.

    Se a minha teoria não condiz com minha prática, eu sou um hipócrita/farsante/mentiroso. Se minha prática não condiz com minha teoria, talvez eu seja um ignorante/burro/ingênuo. De um modo ou outro, estaria incoerentemente errado. Quando se trata de evangelho, não basta ter vivência edificante. Acredito que é necessário estudar. Sim, estudar! Ler a bíblia por ler é incoerente e nada produtivo. Orar por orar é perca de tempo. Pregar por pregar é agir como um ativista religioso. Faça as coisas com uma finalidade biblicamente correta. Tenha uma vivência prática com conceitos bíblicos teóricos edificantes. Viva Cristo!

  • Damares sofre acidente após show

    A cantora pentecostal Damares, neste domingo (8/3) sofreu um acidente automobilístico juntamente com seu marido, Pr. Aldori. Segundo a assessoria de imprensa da intérprete, o casal seguia numa rodovia federal para a residência enquanto um motorista bêbado colidiu no carro em que a artista estava.

    De acordo com o comunicado, após a batida, o automóvel de Damares capotou três vezes e parou próximo a um barranco. Mesmo assim, segundo a assessoria, o casal sofreu ferimentos leves e passam bem. O acontecimento foi declarado como um “livramento de Deus” e foi divulgado nas redes sociais da cantora, com uma fotografia do acidente.

  • Conectados no Amor – Feliz dia das mulheres

    O valor da mulher de fato na nossa sociedade contemporânea tem sido dobrado a estética e a beleza exterior. Ela é atraída pelo que ouve, e o homem pelo que vê, assim a boa aparência de uma garota é tida como base de um bom relacionamento. Uma das maiores hipocrisias da parte dos homens é dizerem que não valorizam a estética, mas o carinho, companheirismo, etc., e tentarem serem vistos como homens perfeitos que amam a mulher não pelos seus dotes físicos (se é que podemos chamar de desejo por sensualidade de amor), mas no final, consideram como pretendentes mulheres que os atraem exteriormente.

    Nessa realidade da relação da feminilidade e masculinidade, os dois ingredientes máximos de atração têm trazido terríveis consequências para o nosso mundo, já que a família é a base de uma boa sociedade. A cultura do “pegar geral”, proveniente da ideia do consumismo, é um sinônimo da valorização da beleza exterior, pois ela que acentua aquele fogo de atração que queima duas pessoas. Logo, quanto mais mulheres ou homens alguém pegar, mais terá aproveitado. Mas, a estética é só uma máscara de um terrível horror de nosso ser.

    Como anel de ouro em focinho de porco, assim é a mulher bonita, mas indiscreta.” Provérbios 11:22

    A sociedade atual é um conjunto de falsidades das mais pesadas. Por um lado, lindas mulheres atravessam as passarelas carregando nas costas um mundo de caos e destruição, por outro há mulheres que se acham belas interiormente, mas caíram no engodo do próprio ego. Todas são como vaidosas que foram ao espelho, mas vendo a terrível aparência de seus rostos, ignoraram os defeitos e saíram pelo mundo exibindo suas caras cheias de vazios internos.

    A beleza de vocês não deve estar nos enfeites exteriores, como cabelos trançados e joias de ouro ou roupas finas. Ao contrário, esteja no ser interior, que não perece, beleza demonstrada num espírito dócil e tranquilo, o que é de grande valor para Deus.” 1 Pedro 3:3-4

    Uma mulher com dotes como carinho, docilidade, ternura e tranquilidade, são qualidades que talvez estejam sendo jogadas nas latas de lixo. Um homem em um restaurante observa uma bela e atraente jovem. Seus olhos se despertam pela beleza da moça e num jogo de sedução, descobre que a sua beleza era apenas uma roupa que escondia uma alma rancorosa, dura e orgulhosa. Talvez nem descubra e acabe se casando com ela por casa de um namoro superficial, tratando apenas no campo das aparências, e anos depois se separe dela por não suportar seus defeitos e trazendo mais decepções e problemas para seus filhos, para a burocracia da separação. Talvez ainda descubra, mas no final une-se aquela mulher pelo puro instinto sexual, que um dia passará com a flor da primavera.

    Mas antes mesmo desses valores como doçura, intelectualidade, força, há uma qualidade que é a mestra de todas essas: o relacionamento com Deus. Todos os atributos femininos se dobram a esse grande regente da vida humana. Uma mulher santa vale mais que tudo na vida, é o melhor dessa terra, e supera todas as suas qualidades físicas e internas.

    Primeiro lugar, a santidade é único e o melhor ingrediente de uma boa feminilidade. O segundo é beleza interior, que só vive em equilíbrio em contato com a primeira. A beleza exterior, que é sempre a mais valorizada, deveria ocupar o último lugar dessa lista, pois no final, passará com os dias.

    Cito “Concrete Girl” do Switchfoot para lembrar a todas garotas concretas desse mundo: não viva de acordo com o vazio desse mundo, viva para ser, não para ter.

    Nada de correr para trás
    É pior do que algo
    E todos seus medos
    Por nada
    E estão nadando ao redor
    Outra vez, outra vez
    E estão nadando ao redor
    A menina concreta

    Menina concreta
    Não caia
    Neste mundo despedaçado
    Em torno de você
    Menina concreta
    Não caia
    Não caia para baixo
    Minha menina concreta

    Não pare de pensar
    Não pare de sentir

    “Concrete Girl” – Switchfoot

    Parabéns a todas as mulheres do mundo, sem elas o mundo seria sem a “melhor ideia de Deus”.

    https://www.youtube.com/watch?v=cAhqOu0FhrE

  • Aline Barros – discografia e obra

    Uma das mais famosas e bem sucedidas cantoras do segmento gospel nos últimos anos, Aline Barros soma mais de vinte anos de carreira com uma longa discografia de discos inéditos e coletâneas, que registram um pouco da história recente da música cristã brasileira.


    Guia discográfico*

    Sem Limites (AB Records/1995): Com a boa produção dos integrantes do Roupa Nova, Aline Barros aparece no segmento como um bom pop atrelado à interpretações vocais agradáveis com um bom time de compositores, como Alda Célia (autora do clássico “Para Sempre Te Adorarei”, a melhor faixa do disco), Marquinhos Gomes, Josué Teodoro, além de algumas versões. (Nota: [usr 4.5])

    Voz do Coração (AB Records/1998): Sequela natural de Sem Limites, contém algumas canções mais ousadas, como “Corra para os Braços do Pai”, embora o repertório seja inferior ao projeto de estreia. (Nota: [usr 3.5])

    O Poder do Teu Amor (AB Records/2001): Utilizando registros vocais mais complexos, o destaque de O Poder do Teu Amor está em “Guarda a Tua Fé” e “Recomeçar”, que mantém a proposta pop dos trabalhos mais antigos. (Nota: [usr 4.5])

    Jesus Vida Verão (AB Records/2002): Um registro simples, e pouco claro se realmente foi um registro planejado ou não, destaca-se pela presença de palco com Aline, e a presença vívida do público. (Nota: [usr 3.5])

    Fruto de Amor (AB Records/2003): Com um repertório mais bem estruturado que os anteriores, o álbum é parte de uma fase difícil para Aline Barros, devido ao seu problema nas cordas vocais mas que, de nenhuma forma afetou a qualidade final do álbum. Com músicas como “Você é de Deus”, “Nossos Planos” e até mesmo “Cantarei Desse Amor” com a participação de PG, é basicamente um disco pop como o que se espera de Aline. (Nota: [usr 4.5])

    Som de Adoradores (MK Music/2004): Incorporando o congregacional com competência, o sucesso do álbum se deve, de certa forma à dupla Kleber Lucas e Rogério Vieira. É claro, alguns arranjos de teclado são simplórios, e até mesmo toscos (num olhar contemporâneo), mas é exatamente o que as músicas pediam em sua época. “Sonda-me, usa-me”, “Rei meu”, “Apaixonado”, “Casa de Deus” e a maior parte do disco é parte marcante da carreira de Aline. (Nota: [usr 4.5])

    Som de Adoradores [vídeo] (MK Music/2005): Conduzido de forma responsável, Som de Adoradores, ao vivo chega a ser quase tão bom quanto sua versão em CD, com o acréscimo de ministrações interessantes e medleys. (Nota: [usr 4])

    Caminho de Milagres (MK Music/2007): Alcançando ao extremo dos exageros, Caminho de Milagres é o resultado de uma produção musical fraca, interpretações vocais equivocadas e um repertório extenso demais. (Nota: [usr 2])

    Aline Barros no Maracanãzinho: Caminho de Milagres (MK Music/2009): Reflexo do pouco êxito de sua versão em CD, é mais aceitável pelas imagens feitas no ginásio do Maracanãzinho. No entanto, o registro não chega a empolgar. (Nota: [usr 3])

    Aline Barros na Estrada (MK Music/2010): (sem avaliações)

    Extraordinário Amor de Deus (MK Music/2011): Com produção musical de Ricardo Feghali e Cleberson Horsth, Extraordinário Amor de Deus é um álbum polido e corrige o excesso dos anteriores, além de fazer uma mescla razoável entre o congregacional e o pop de Aline. (Nota: [usr 4])

    20 Anos (Sony Music/2012): Apesar de serem vinte anos de carreira, apenas metade desta história está registrada aqui – o que não faz muito sentido para um álbum comemorativo. (Nota: [usr 3])

    Graça (MK Music/2013): Com um repertório razoável, mas uma produção musical que relativamente deixou a desejar, Aline Barros apresenta um álbum sustentado por algumas composições de Anderson Freire. No entanto, a novidade se centra em Pr. Lucas, que, todavia, não escreve canções de grande impacto. (Nota: [usr 3])

    * coletâneas e álbuns infantis não foram inclusos, por serem muitos na carreira da cantora.

    Notícias e matérias sobre a Aline Barros

    Para ver todo o conteúdo sobre ou relacionado a Aline Barros no O Propagador, clique aqui.

  • Rocklogia – Catedral na MK Music

    Com certeza, muitos dos leitores já devem ter sentido a impressão de que o rock cristão nacional sempre esteve uns dez anos atrasado dos acontecimentos do rock nacional do ciclo não-religioso. Pode notar. Os Mutantes, no final dos anos 60 faria uma revolução estética. A revolução estética no Brock cristão ocorreu no final dos anos 70/início dos anos 80 com Janires, juntamente com o Rebanhão. No início dos anos 8o surgiriam várias bandas de rock icônicas, como os Titãs, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Ira! e outros. No rock cristão as bandas mais longevas começaram a surgir no final deste mesmo período.

    Os anos 90 foram tempos difíceis, ao contrário do auge ocorrido anteriormente. A música sertaneja começava a se destacar no mainstream, e os grupos de rock mais conhecidos passaram por situações que ameaçaram sua existência. O cantor Cazuza, ex-Barão Vermelho morreria vítima de AIDS, mesma doença que matou Renato Russo em 1996. Uma suposta guerra de egos faria Arnaldo Antunes sair dos Titãs em 92. Em contrapartida, o rock cristão tupiniquim estava a todo o vapor. Com grandes eventos abertos para conjuntos do gênero, como o destacado SOS da Vida, muitos artistas de rock figuravam espaço nas grandes gravadoras (o que não se vê muito atualmente, mas isso é assunto para outro post…).

    A MK Music, em seus primeiros anos, investiu num cast bastante diversificado. Isso implicou em contratações de cantores e bandas de rock. Em 1992, a banda Complexo J foi provavelmente a primeira, lançando dois discos, no qual o primeiro é excelente. Em 1993, Carlinhos Felix, agora em carreira solo lançava o sucesso Basta Querer, com uma proposta bem mais pop do que o rock do Rebanhão. Outros grupos, como o Semeando e o Contato Vital também lançariam obras pela MK.

    No mesmo ano em que o Complexo J trocava a MK pela Gospel Records, o Catedral adentrava à gravadora com o lançamento Contra Todo Mal, que definitivamente demonstrou muitas mudanças na música da banda. Podem até negar, mas ao passar dos anos investiram bem mais em canções mais simples, com propostas mais comerciais. As associações com o Legião Urbana tornaram-se cada vez mais frequentes. Até hoje, todas as ligações são desencorajadas pelo grupo, mas são inquestionavelmente pertinentes. Talvez o ápice disso foi alcançado no álbum A Revolução, cuja faixa-título pode muito bem ser comparada à textura de algumas faixas de O Descobrimento do Brasil. Coincidência ou influência? Prefiro deixar na visão dos leitores.

    O sucesso do Catedral no mercado evangélico é inquestionável. Quando a MK Music, no fim dos anos 90 consolidou-se como a principal gravadora do mercado evangélico, a Catedral gozava o título de artista recordista de vendas do selo. Neste momento, gravadora e banda entrelaçavam-se muito bem em seus alvos, uma parceria de êxito. Mas como nem tudo são flores, sabemos que o fim disso não foi positivo, e é o que veremos nas próximas semanas…

    https://www.youtube.com/watch?v=lez4Hpnoo3M