O valor da mulher de fato na nossa sociedade contemporânea tem sido dobrado a estética e a beleza exterior. Ela é atraída pelo que ouve, e o homem pelo que vê, assim a boa aparência de uma garota é tida como base de um bom relacionamento. Uma das maiores hipocrisias da parte dos homens é dizerem que não valorizam a estética, mas o carinho, companheirismo, etc., e tentarem serem vistos como homens perfeitos que amam a mulher não pelos seus dotes físicos (se é que podemos chamar de desejo por sensualidade de amor), mas no final, consideram como pretendentes mulheres que os atraem exteriormente.
Nessa realidade da relação da feminilidade e masculinidade, os dois ingredientes máximos de atração têm trazido terríveis consequências para o nosso mundo, já que a família é a base de uma boa sociedade. A cultura do “pegar geral”, proveniente da ideia do consumismo, é um sinônimo da valorização da beleza exterior, pois ela que acentua aquele fogo de atração que queima duas pessoas. Logo, quanto mais mulheres ou homens alguém pegar, mais terá aproveitado. Mas, a estética é só uma máscara de um terrível horror de nosso ser.
“Como anel de ouro em focinho de porco, assim é a mulher bonita, mas indiscreta.” Provérbios 11:22
A sociedade atual é um conjunto de falsidades das mais pesadas. Por um lado, lindas mulheres atravessam as passarelas carregando nas costas um mundo de caos e destruição, por outro há mulheres que se acham belas interiormente, mas caíram no engodo do próprio ego. Todas são como vaidosas que foram ao espelho, mas vendo a terrível aparência de seus rostos, ignoraram os defeitos e saíram pelo mundo exibindo suas caras cheias de vazios internos.
“A beleza de vocês não deve estar nos enfeites exteriores, como cabelos trançados e joias de ouro ou roupas finas. Ao contrário, esteja no ser interior, que não perece, beleza demonstrada num espírito dócil e tranquilo, o que é de grande valor para Deus.” 1 Pedro 3:3-4
Uma mulher com dotes como carinho, docilidade, ternura e tranquilidade, são qualidades que talvez estejam sendo jogadas nas latas de lixo. Um homem em um restaurante observa uma bela e atraente jovem. Seus olhos se despertam pela beleza da moça e num jogo de sedução, descobre que a sua beleza era apenas uma roupa que escondia uma alma rancorosa, dura e orgulhosa. Talvez nem descubra e acabe se casando com ela por casa de um namoro superficial, tratando apenas no campo das aparências, e anos depois se separe dela por não suportar seus defeitos e trazendo mais decepções e problemas para seus filhos, para a burocracia da separação. Talvez ainda descubra, mas no final une-se aquela mulher pelo puro instinto sexual, que um dia passará com a flor da primavera.
Mas antes mesmo desses valores como doçura, intelectualidade, força, há uma qualidade que é a mestra de todas essas: o relacionamento com Deus. Todos os atributos femininos se dobram a esse grande regente da vida humana. Uma mulher santa vale mais que tudo na vida, é o melhor dessa terra, e supera todas as suas qualidades físicas e internas.
Primeiro lugar, a santidade é único e o melhor ingrediente de uma boa feminilidade. O segundo é beleza interior, que só vive em equilíbrio em contato com a primeira. A beleza exterior, que é sempre a mais valorizada, deveria ocupar o último lugar dessa lista, pois no final, passará com os dias.
Cito “Concrete Girl” do Switchfoot para lembrar a todas garotas concretas desse mundo: não viva de acordo com o vazio desse mundo, viva para ser, não para ter.
Nada de correr para trás
É pior do que algo
E todos seus medos
Por nada
E estão nadando ao redor
Outra vez, outra vez
E estão nadando ao redor
A menina concreta
Menina concreta
Não caia
Neste mundo despedaçado
Em torno de você
Menina concreta
Não caia
Não caia para baixo
Minha menina concreta
Não pare de pensar
Não pare de sentir
“Concrete Girl” – Switchfoot
Parabéns a todas as mulheres do mundo, sem elas o mundo seria sem a “melhor ideia de Deus”.
https://www.youtube.com/watch?v=cAhqOu0FhrE
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