Um Brinde – Protótipo corriqueiro dividindo a teoria e a prática

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O conceito de “estar certo” ou “estar intuitivamente correto” não me agrada.

“Nem mesmo o tédio me surpreende mais” – trecho da música “Déjà Vú” da banda Pitty. Adaptando, nem mesmo a teologia me surpreende mais. É fato que de qualquer modo que eu viva, haverá uma teoria que irá suster a minha ação. Não dá para fugir da teoria, por mais que seja a mais alta das irrelevâncias. Minha vivência não condiz com nada que seja linearmente teórico. O próprio nome já diz tudo: vivência! Mas é inegável que sou um cara teórico, só não entendo o porquê optei cursar o nível técnico de administração e agora curso licenciatura em música. Disciplinas práticas para um teórico! E aí quando o celular vibra com uma mensagem de uma de suas melhores amigas pedindo sua ajuda querendo desabafar? O que fazer? Usar a teoria ou dizer que tudo vai passar? Calma, termine de ouvir a música, leia melhor seu livro sobre teologia reformada, pense na sua vivência, faça seu trabalho da faculdade e aí você pensa no que vai falar pra sua amiga. São indecifráveis ações sem pretensões!

Costumo ouvir sempre a frase “eu estou certo” de pessoas que volta e meia se veem em situações em que seus princípios são testados. Alguma coisa errada nisso? Aparentemente não. O lance é saber o intuito, o porquê de querer estar certo. Terá alguma boa finalidade isso?

“Tu, porém, tens observado a minha doutrina, procedimento, intenção, fé, longanimidade, amor, perseverança” (II Timóteo 3:10)

Minha intuição pode ser uma das melhores possíveis, mas se não tiver um fim benevolente de amor, não servirá em nada. “De boas intenções o inferno está cheio”. Ser teórico ou prático nessa questão não significa muita coisa. O que observo nos mais distintos padrões filosóficos e teológicos é a ânsia pela certeza absoluta ou em questão, algo que induza um ideal que convença. Mas, por hora, é necessário eu ser o mínimo tolerante e entender que todo ideal precisa ou se sente na necessidade de convencer, pois caso fosse o contrário, qual seria a finalidade do ideal? Certo, mas o meu raciocínio vai muito além, porém, não está tão longe assim de ser entendido. Leve em consideração que estou tratando de cristãos, pessoas que possuem princípios e procuram viver e pregar a sã doutrina. O que te leva a fazer o que você faz? Freud explicaria que são instintos e características próprias do indivíduo que fazem com que cada um faça o que faz. Ou não? Entendo que o que eu faço (e o que você faz) agrada uns e ridiculariza outros e isso é o que nos leva ao suprassumo da imperfeição.

Se a minha teoria não condiz com minha prática, eu sou um hipócrita/farsante/mentiroso. Se minha prática não condiz com minha teoria, talvez eu seja um ignorante/burro/ingênuo. De um modo ou outro, estaria incoerentemente errado. Quando se trata de evangelho, não basta ter vivência edificante. Acredito que é necessário estudar. Sim, estudar! Ler a bíblia por ler é incoerente e nada produtivo. Orar por orar é perca de tempo. Pregar por pregar é agir como um ativista religioso. Faça as coisas com uma finalidade biblicamente correta. Tenha uma vivência prática com conceitos bíblicos teóricos edificantes. Viva Cristo!

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