Autor: Jhonata Fernandes

  • Um Brinde – “Algo pra justificar uma vida morna”

    Um Brinde – “Algo pra justificar uma vida morna”

    O que te faz viver? Um iPhone? um pendrive? um amigo? namorado(a)? esposo(a)? igreja? Deus? redes sociais? mãe? pai? dinheiro? viagens? profissão? sucesso? fama? luxo? faculdade? O que te faz viver? Foi essa pergunta que a banda Tanlan fez com a música “Um dia a mais”. Mas em um desses dias comuns que a gente costuma ter, parei para prestar atenção na letra da músicaDançandodo Agridoce (projeto paralelo folk da Pitty e o guitarrista da banda Martin). E uma frase me chamou muito atanção: “Algo pra justificar uma vida morna”. Calma, não vou falar de como viver uma vidinha melhor, ser um ser humano mais tolerante e uma pessoa amável. Este texto, por mais que tenha uma ou duas características, não é de autoajuda. Quem sou eu pra te dar conselhos? Quem sou eu pra dizer a você o que é certo ou errado a fazer? Quem sou pra que você tirasse um tempinho para ler um texto meu? Não sou ninguém importante. Sabe o que é isso? Sentimento. Sem ladainhas, sem caô, sem lero-lero, isto é sentimento do coração direto para as páginas de caderno e agora na tela do seu computador.

    Não quero que responda nenhuma das perguntas que fiz logo acima. Não são perguntas que vão ou não contribuir para o bem deste texto. Há duas semanas venho tentado sair de um quadrado comum. Venho tentado sair de uma coisa morna. O período de festas foram embora, e agora inicia-se um novo ano de realizações que cobram bastante de nós. Quando ouço esta música, não ouço só uma música, eu sinto tudo o que a música reflete, entende? Não. Você não entende. “O mundo acaba hoje eu estarei dançando!”: os problemas estão a mil, mas estou sorrindo ao invés de chorar. Tenho quem ouça meus lamentos interiores. E Ele me pediu para que eu tivesse bom ânimo. Sabe o que é isso? Vida! Vida, cara. Vida, moça. Vida, jovem. Vida, homem. Vida, mulher. Vida, galera. Consegue entender por que você chora? Sabe por que a tua vida as vezes é um desastre? Tudo parece desmoronar e nada mais fazer sentido? E se eu te disser que escrevo este texto chorando agora? As lágrimas ainda não caíram, mas meu interior nada em prantos, e ao mesmo tempo se alegra com todo o desastre que rola no mundo. Sabe o que é você abrir uma página em um site jornalístico e ver tantas mortes? Isto é vida! Vida que se foi. Talvez sem nunca ter a oportunidade de dançar. Nunca ter a oportunidade de ter ouvido um “eu te amo” de verdade. Sabe o que é você perder uma mãe ou um pai? Pois é, essas tantas pessoas que morreram tinham família. Por mais que erradas, mas eram família. Um pai, uma mãe, um filho, uma irmã, um irmão. Gente que nunca mais vai poder saber o significado de um abraço. E você aí? O que vai fazer agora que leu este texto?

    Vai sorrir e zombar do autor dizendo que sou muito sentimental e não consegui mexer nenhum pouquinho com os seus sentimentos? Ou vai dizer que durante todas essas linhas rabiscadas eu só fiz perguntas e mais perguntas idiotas que não ajudam em nada? Isso! Eu só fiz perguntas idiotas! Pois hoje te convido a fazer uma das coisas mais perigosas do mundo: VIVER! Dance, mesmo sendo todo desengonçado. Cante, mesmo sendo um desastre vocal. Pule, mesmo que isso pareça patético. Saia nas ruas agora pedindo um abraço para qualquer estranho que você ver! Seja estranho! Pegue aquele vestido que você não usa mais, e der juntamente com uma carta bem bonita para a pessoa que você mais ama! Rapazes, pegue aquela sua blusa que já está pequena em você, e der para aquela criança que você só conhece de longe, juntamente com algo que a faça feliz! Sabe o que é isso? VIDA! Nada vai conseguir justificar uma vida morna, pois ela é o nível mais alto do clichê. Todos que não vivem, são existentes que partilham de uma vida morna. Sem sentido, sem inovação, sem amor! Um brinde à vida!

  • Análise: CD End Of Silence – RED

    É comum encontrarmos pessoas que gostem apenas de alguns álbuns da banda, ou, só de algumas músicas. A banda tem um som que lembra de longe a sonoridade do Link Park. Lançado no dia 6 de Junho de 2006, End of Silence é o álbum de estreia da banda, que para maiores consequências positivas, atingiu o número 194 do Top 200 segundo a revista Billboard. RED neste disco usou uma sonoridade que mescla o lírico ao metal, com Michael Bornes no vocal e nos pianos, Anthony Armstrong na guitarra e vocal de apoio, Randy Armstrong no baixo, piano e também vocal de apoio e Hayden Lamb no violoncelo e bateria.

    Acredito que o desafio não é gostar ou não da banda, mas reter o que a banda oferece de bom no instrumental e suas letras. “End of Silence” (Fim do Silêncio) é um grito – literalmente – de sentimentos e isso já é caracterizado no disco pela música “Breathe Into Me” (Respire em Mim), primeira faixa após o intro de 57 segundos que demarca uma confissão meio pessoal sobre o fim de seu silêncio. O que me intriga é o fato do vocalista Michael Barnes compor tão pouco e interpretar tão bem as canções que não são de sua autoria. Isso acontece com a romântica “Pieces” (Pedaços) composta por Rob Graves que também assinou “Breath Into Me” e assina boa parte do álbum.

    As letras são sentimentalmente fortes e em sua maioria, complexas. Em “Break Me Down” (Destrua-me) há um grito de sofrimento e desejo de mudança. Diferente de “Wasting Time” (Perdendo Tempo), que aparentemente é um aviso ao opressor, dizendo que ele não tem mais poder sobre o autor. A aposta da banda foi mostrar um rock pesado em tudo, e particularmente, conseguiu. Das poucas baladas do disco, “Already Over” (Já Acabou) e “Lost” (Perdido) – que contém uma versão acústica encerrando o trabalho em grande estilo – são as que mais me agradam.

    Portanto, o disco é muito bom, e merece uma atenção privilegiada!

  • Um Brinde – Um simples adeus ao erro!

    Um Brinde – Um simples adeus ao erro!

    Não sei se você já percebeu, mas diariamente somos sujeitos ao erro. Erramos as vezes por muito pouco. Até poderíamos ter evitado, mas a preciptação foi maior. Um dia desses percebi isto na prática: após passar dias e mais dias focado, um simples discuido me fez tropeçar e perder todo o controle da situação (que já não era grandes coisas). Este é o meu último post de 2014 no O Propagador. Entrei para este time ainda neste ano, e sei o quanto ainda preciso aprender com essas pessoas brilhantes que compõem o site. E eu havia prometido para mim mesmo que, neste fim de ano não iria escrever nada relacionado ao tema, porém, como luto todos os dias contra mim para ser um cristão mais tolerante e um homem segundo a vontade de Deus, resolvi colocar minha visão inversa que tenho sobre o fim do ano.

    A famosa e conceituada emissora de TV Rede Globo, costuma repetir em todos os dezembros, uma musiquinha mais ou menos assim:

    Hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou, nesses novos dias, as alegrias, serão de todos, é só querer, todos os nossos sonhos serão verdade, o futuro já começou“.

    Através deste trecho, faço 2 análises sobre o fim do ano:

    1º) Como Cazuza já dizia: “o tempo não para”, e esta música cela isto, pois diz “de um novo tempo que começou”, o que me leva a entender é que o tempo passa muito rápido e as vezes nem dá tempo para tentarmos consertar algo aqui, outro ali. Assim, o fim de ano é apenas um fim de ano, pois um novo tempo já começou, assim como começa todas as zero horas de cada dia;

    2º) “as alegrias, serão de todos, é só querer”. Daqui acho que já dá para o caro leitor deixar a paranoia de querer fazer “milagrosas” promessas para um novo ano pois acredita que será melhor que o ano que está findando. As alegrias serão de todos, basta você querer. Então deduzo que, o espaço-tempo não determina felicidade-tristeza, pois somos nós que fazemos as escolhas.

    E por que estou falando tudo isto? Qual o fundamento e objetivo?

    Em Provérbios 12, temos uma pequena aula de como deixarmos de querermos ser “donos do próprio nariz”, de como abandonarmos nossas tolices e de como podemos ser sábios. Estou escrevendo tudo isto para tentar ser útil a sua vida o mais básico, porém eficiente. E o fundamento de tudo isto é unicamente a graça de Deus a qual me permitiu escrever isto e permitiu você ler. Que tal neste fim de ano, ao invés de prometermos parar de dar dor de cabeça para as mães, por que não nos esforçamos para ser motivos de orgulho? Por que ao invés de comprar o presente mais caro para a família toda, não damos um abraço a todos eles e fazemos uma fogueira e viramos a noite conversando? Por que ao invés de um bom vinho, não brindamos o adeus do nosso erro? É isto que o Um Brinde te proporciona hoje: que você repense o seu natal e fim de ano, em um jeito de mandar todos os teus vícios e defeitos banais irem embora. E proponho também cantarmos uma música diferente neste período… até breve!

  • Um Brinde – Você sabe o que é religião?

    Um Brinde – Você sabe o que é religião?

    Segundo a famosa Wikipédia, Religião “é um conjunto de sistemas culturais e de crenças, além de visões de mundo, que estabelece os símbolos que relacionam a humanidade com a espiritualidade e seus próprios valores morais. Muitas religiões têm narrativas, símbolos, tradições e histórias sagradas que se destinam a dar sentido à vida ou explicar a sua origem e do universo. As religiões tendem a derivar a moralidade, a ética, as leis religiosas ou um estilo de vida preferido de suas ideias sobre o cosmos e a natureza humana. A palavra religião é muitas vezes usada como sinônimo de fé ou sistema de crença, mas a religião difere da crença, privada na medida em que tem um aspecto público. A maioria das religiões têm comportamentos organizados, incluindo hierarquias clericais, uma definição do que constitui a adesão ou filiação, congregações de leigos, reuniões regulares ou serviços para fins de veneração ou adoração de uma divindade ou para a oração, lugares (naturais ou arquitetônicos) e/ou escrituras sagradas para seus praticantes. A prática de uma religião pode também incluir sermões, comemoração das atividades de um deus ou deuses, sacrifícios, festivais, festas, transe, iniciações, serviços funerários, serviços matrimoniais, meditação, música, arte, dança, ou outros aspectos religiosos da cultura humana. “A palavra portuguesa religião deriva da palavra latina religionem (religio no nominativo), mas desconhece-se ao certo que relações estabelece religionem com outros vocábulos. Aparentemente no mundo latino anterior ao surgimento do cristianismo, religionem referia-se a um estilo de comportamento marcado pela rigidez e pela precisão. A raiz da palavra religião tem ligações com o -lig- de diligente ou inteligente ou com le-, lec-, -lei, -leg- de “ler”, “lecionar”, “eleitor” e “eleger” respectivamente. o re- iniciar é um prefixo que vem de red(i) “vir”, “voltar” como em “reditivo” ou “relíquia“.

    Tá bom, mas o que importa saber tudo isto? Primeiro: preciso deixar o leitor basicamente consciente do que significa a palavra religião. Segundo: sabendo de tudo isto, vemos que religião, não é nada mais que um sistema de ideias humanas em busca de uma metafísica desconhecida, mas crente de sua existência por um fenômeno chamado FÉ.

    Agora chega de teoria, e vamos para a prática: atualmente, mesmo com todo avanço que tivemos na igreja (quando digo ‘igreja’ falo em seu sentido literal, a união de cada irmão, filho de Deus formando o corpo de Cristo), ainda observamos a droga da religião imperando em vidas por aí. E por que falo “droga da religião”? Porque é assim que a vejo. Droga é apresentada por alguém que já conhece o ramo, após a pessoa experimentar e ver uns resultados aparentemente bons, deseja mais e se vicia naquilo. Religião é o mesmo: experimente e veja os benefícios do sistema para ver se é fácil que você sai de lá. O alvo da religião não é Cristo, mas o benefício próprio por meio de uma determidada doutrina. E no livro de Efésios, o Apóstolo Paulo nos alerta no capítulo 2 verso 20 de que Jesus é a principal pedra da esquina.

    O budismo tem Buda como seu “Jesus”, e nele é firmado a base de fé de seus seguidores. Perceba que há toda uma cultura envolvida nesta base. Nós cristãos, não somos diferentes. Quando somos salvos e começamos a andar com Cristo, somos instruídos a frequentar a igreja local, participar dos cultos frequentemente e sermos obedientes aos nossos líderes e/ou pastores. Alguma coisa errado nisso? Não, de forma alguma. Mas, na medida que este conjunto de medidas a serem seguidas torna-se um círculo vicioso a fim de, que através disto possamos ser salvos, isto vira religião: padrão doutrinárias de homens sobre uma metafísica existente somente pela fé. Convido que leia o texto pausadamente para não ter complicações e antes que avance leia a definição de fé em Hebreus 11, verso 1º: “ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem.

    Entendo que, minha fé não é executar e crer em coisas terrenas para meu benefício aqui, usando apenas algo divino para me apoiar/incentivar/impulsionar/instruir. Não tem como priorizar Deus sendo religioso. Até tem, quando você fala, prega e testemunha de Deus compulsivamente como se todos os segundos de 24 horas foram criados apenas para isso. Essa prática chama-se fanatismo. Deus não quer robôs programados para viver somente conversando com Ele, pregando Ele e testemunhando dEle. Certo que Ele quer tudo isto de nós, mas não só isto. Ele quer que vivamos no imenso jardim que Ele criou e que cuidemos dEle enquanto estamos aqui.

    Ainda segundo o Wikipédia, o Cristianismo é a religião mais influente do mundo com 2.106.962.000 de adeptos, à frente do Islamismo que tem 1.283.424.000 e o Hinduísmo que possui 851.291.000 seguidores. Aí nasce a pergunta: Por que será que o cristianismo é o mais influente? Por que prega liberdade? Por que promete riquezas? Talvez, mas prefiro acreditar que é porque se há verdade, pois Cristo é a verdade e a vida (João 14:6). Até mesmo nas sinagogas católicas, há verdades, por mais que meio precipitadas e vivendo a pá de uma propagação de religião.

    Então, agora você já sabe o que é religião? Sabe para quê serve?

    Religião é base para homens sujos, fraudulentos e corruptos. Não quero condenar sua linha teológica (quem sou eu pra isso?), mas queria te passar um recado de que sua religião não serve para nada! Ela é podre e enganosa. Um conjunto de regras pautadas em achismos, pré-conceitos de algo inexato, uma podridão a qual a superfície que está baseada são os próprios homens errantes e preocupados com a auto-promoção. Convido-te para brindarmos o verdadeiro evangelho de Cristo e esquecermos de uma tradição podre e culturalmente desorientada. A única serventia que vejo na religião é jogá-la fora de minha vida! Brindemos!

  • Um Brinde – Todos estão carentes

    Um Brinde – Todos estão carentes

    A contrariedade é meio esquisita e, pensando bem, nem sei se estou em pique para contar algo sobre mim hoje, mas vamos lá: há mais ou menos 2 anos atrás, terminei o meu namoro com alguém que significou muito pra mim. E nem durou muito, foram apenas 3 meses. Minha mãe não gostava dela, meu irmão não gostava dela e meus amigos não falavam nada, mas percebia que também não iriam com a cara dela. Eu tinha 16 anos e ela 14, éramos muito jovens e imaturos, mas tínhamos algo diferente dos outros casais: comprometimento. Porém, o ponto principal do texto de hoje não é o meu nem o seu namoro que não deu certo. Quero falar da falta que um alguém nos faz. Dominguinhos expressou bem essa falta na música “Eu só quero um Xodó”. Se o próprio Deus fez a observação de que não é bom que o homem viva só, então quem somos nós para querermos viver só né? OK, eu espero ser breve neste texto, mas claro e objetivo.

    No mundo e época que vivemos, se você tem uma boa aparência, boa condição financeira e ter uma lábia conquistadora, você só fica solteiro se quiser. Em relação as mulheres, basta ser bonita. Sendo bonita, milhares de homens te desejarão. Mas falar de como se conquista e o que precisa ter para isso também não é o ponto deste texto. Repito: Quero falar da falta que um alguém nos faz. A partir da minha condição você entenderá um pouco: estou escrevendo este texto às 2h29min da madrugada, sem um pingo de sono, ouvindo Los Hermanos, e imaginando como seria bom se eu estivesse alguém a qual eu pudesse dividir um afeto amoroso, sem maldades, sem pecado. E é  até meio estranho falar deste assunto para cristãos, pois volta e meia vem o cuidado com o “pode ou não pode”, portanto, acredito que aqueles leitores mais mente aberta, entenderam o que estou tentando passar. A carência é um perigo total. Deepak Chopra já dizia que “A carência é uma força poderosa, capaz de criar ilusões poderosas. Ninguém pode realmente entrar dentro de você e substituir a peça que está faltando“, e isso me traz uma nova perspectiva sobre tudo isso: que talvez a carência seja apenas algo psicológico e mais nada. Exatamente o que disse Bob Proctor: ” Carência e limitação só conseguem existir quando damos espaço a elas em nossa mente”, e isso é bem subjetivo né? Vemos nossos amigos felizes e sorridentes com seus respetivos cônjuges e nos sentimos só. Incompletos. Isso é pecado? É pecado sentir falta de alguém para dividir seus mais íntimos receios e alegrias? Não. Não é!

    Estou a dois anos experimentando o tal do hiato. Lembro-me também que já faz 1 ano e alguns meses que fiz meu último show com o Distrito92. Um acústico especial de 2 anos de banda. A carência trabalha muita coisa em nós, molda muito bem nosso caráter como seres pensantes. Meu irmão mais velho está casado, minha irmã já pensa em namorar, e eu no hiato: sem namorar, sem me preocupar com namoro, sem querer uma namorada agora. Mas isso não significa que não posso estar carente. A carência é consequência de atos bons que fizemos mas que se passaram. Um(a) parceiro(a) nos faz muita falta em diversos momentos, contudo, a pior carência é a falta de Deus. Se contente com o pouco que sobrou, e espere que o “outro” uma hora vai chegar e preencher este vazio. Até lá, ouça Los Hermanos e louve ao Eterno.

  • Análise: CD Criador do Mundo – Daniela Araújo

    Daniela Araújo é uma jovem cantora cristã que desperta em qualquer ouvinte de música pop um carisma intrigante e apaixonante. Criador do Mundo é um disco que remete uma fase madura, mas sem perder a jovialidade da cantora. Trazendo consigo um peso bem característico da Dani, e isso é traduzido nas faixas “Entrega” na qual possui a participação do rapper Lito Atalaia e particularmente é uma das melhores canções do álbum, e “Criador do Mundo“, faixa título, que carrega um lado meio eletrônico.

    É considerável que o disco seja por parte evangelístico e por si só, um protesto sobre a hipocrisia, sendo este segundo tema algo que permeia em 30% das faixas, mesmo que, na maioria das hipóteses, esteja oculto, precisando de mais umas três ouvidas para identificar a crítica. Em “Verdade” temos uma faixa de peso e com uma letra bem elaborada. Também considero o disco bem autobiográfico. “Imensurável” mostra um lado trovador e adorador da cantora. “Deus” e “Jesus” são canções bem bíblicas, de acordo com a vida da autora. “Te Alcançar” volta o logo pop do disco, com back vocal de Leonardo Gonçalves, tendo participação do mesmo em “Porto Seguro“, continuando o lado pop do álbum. Em “Aleluia“, um dos irmãos Arrais contribui nos vocais, deixando o disco com um fim esplêndido! “Me ensina a amar” é uma faixa bônus. Essa volta a temática do primeiro CD da Dani, com um arranjo muito bem elaborado com uma breve sonoridade de acordeon. “Liberdade” também ganhou uma nova versão, agora mais acústica e trovadora, típico da Daniela Araújo.

    Meus pontos e felicitações a esse disco, e, considero um dos melhores lançados em 2014.

  • Um Brinde – Quando vou parar de falhar – parte 2

    Um Brinde – Quando vou parar de falhar – parte 2

    Não lembro ao certo a última vez em que disse que não iria mais falhar e cumpri com minha palavra. Talvez isso nunca tenha acontecido. Deus, agora somos só nós dois e Você me olha assim dizendo: “Ah meu filho, como você apronta! Vai e não peque mais!” Não era para eu ter pecado. Mas pequei. Perdi perdão ao Pai e agora tento corrigir minha rota. E ouvindo Dallas Green me sinto mais humano e menos errante, e olha que o cara é muito falho. Mas talvez seja por aí mesmo: a gente escolhe, erra com a escolha e depois se arrepende de ter escolhido aquilo, no entanto não nos arrependemos do erro em si. Até porque o que nos levou ao erro foi a má escolha. E ainda se tratando de Dallas Green, nem sei se posso colocar uma música dele aqui, pois o cara não é cristão, sei lá. Mas sei que ele é platônico tal como sou, e nos identificamos muito, mesmo sem ele saber ao menos que o Acre existe, tanto mais eu.

    Há dois dias não peco conscientemente. Isso pra mim é como se fosse dois longos anos. Somos falhos, pecadores, errantes, mas não somos retardados. Podemos e temos consciência de que seremos melhores se quisermos. Parte de uma escolha, essa pensante e temente a Deus. Lembro-me bem de um riff pretensioso do AC/DC que quebra qualquer guitarrista que anseia tocar como um louco. Ou melhor, louco pra quem ver de longe, pois quem conhece do instrumento, diz que “ele é o cara!” E as falhas são espécies de aprendizados qualificativos, entende? É meio que não saber regular o tempo da bateria do seu celular pois gasta muito tempo trocando mensagens no Whatsapp e Facebook; como comer e deixar o prato na pia esperando um bom samaritano lavar; como tomar banho e deixar o banheiro todo molhado; e uma que eu acho mais perigosa: ouvir um hit de uma banda ou artista e achar que toda a discografia do mesmo presta.

    Eu até gostaria de responder a pergunta do título desse post, mas tenho medo, pois minha falha não me permite sequer saber se eu a cometi. Mas eu queria fazer algo diferente e te perguntar: “Quando você vai parar de falhar?” O álbum mais recente do City and Colour (Dallas Green) me remete muito três questões: amor + falha + ser humano. E mesmo o cara não sendo cristão, creio que precisamos ouvir essa música. Ah, e para eu não sair de herege, vou deixar a tradução aqui também. Um brinde a nossa vontade de mudança e ao amor!

    Todo mundo quer tudo / Não importa o preço, só queremos viver um sonho / Mas não conseguimos largar tudo que pensamos saber / A fuga antes de revelarmos o segredo

    Mas por que nos preocupamos mais com a pressa / Do que com a dor?

    Sempre tentando conquistar / O que não oferece / Qualquer coisa além de um coração partido

    Oh, o preço para amar

    Tudo que quero são coisas simples / Lamentar o que se foram e o tudo o que poderia ser

    Quando foi que desisti de tudo que sabia? / Esse erro tão grave me deixou sem esperanças

    Mas por que nos preocupamos mais com a pressa / Do que com a dor?

    Sempre tentando conquistar / O que não oferece / Qualquer coisa além de um coração partido

    Oh, o preço para amar / Oh, o preço para amar / O preço para amar

    Eu vou começar tudo de novo / Eu vou começar tudo de novo

  • Um Brinde – “Mentira de Mentira” é a verdade da vez!

    Um Brinde – “Mentira de Mentira” é a verdade da vez!

    Quanta contradição em um título hein! Mas calma, não é o que você pensa. “Mentira de Mentira” é uma música – muito boa por sinal – da banda católica Beatrix . Eles, assim como muitos do novo movimento da música cristã, tentam fugir da linha música católica e fazem um som bem bacana para todos os públicos. Isso começou com o Rosa de Saron no álbum Depois do Inverno de 2002 que marca a entrada do Guilherme de Sá nos vocais da banda, e segue com a banda The Flanders que por coincidência é liderada pelo Tchelão, ex-vocalista do Rosa.

    A banda Beatrix tem como trabalho mais recente o disco Lugar Comum, lançado em 2011, com a Lize passando para o vocal após a saída da Aura Liris da banda. “Mentira de Mentira” é um dos singles do disco, que caracteristicamente tem uma roupagem pesada com uma pequena referência dos Ramones. E cara, este disco por completo é muito bom! Acredito que ele me passa uma ideia de revolução a cada riff de guitarra ou sílaba gritada da linda vocalista. A música é meio que um protesto ao pensamento de quem pensa muito em curtir-a-vida/aproveitar-a-juventude. “Se o mundo acabar em festa, todo mundo mentindo a beça, não quero estar desse lado” é o que diz o refrão que embala toda a canção em um ritmo dançante e envolvente.

    Quantas e quantas vezes já não fomos guiados pelo imediatismo? Pela tendência de querer ser o popular e, mesmo isso custando nosso real sentimento, dizemos que queremos, quando na verdade só queremos é ser visto. A verdade da vez é reconhecer que não precisamos mentir para sermos amados ou vistos. Precisamos de uma liberdade interior que nos levará a ter plena consciência do que é bom e ruim para nós. “Mentira de Mentira” passa essa ideia plausível para o ouvinte: os que estão daquele lado podem até serem vistos e admirados, mas são mentirosos e os mentirosos não verão a glória de Deus! Assista ao clipe:

  • Um Brinde – Banda ou carreira solo? Eis a questão!

    Um Brinde – Banda ou carreira solo? Eis a questão!

    Existem sentidos que nos confundem. E outros sentimentos nos fazem ser menores, ou por um instante, loucos. Na época do Distrito92, eu me sentia além de vocalista e compositor, o frontman, e isso não me agradava, pois a sensação que tinha era que a banda era só eu – a banda de um homem só. Trabalhar com banda é ótimo, não me imagino um artista solo, mesmo tendo meu trabalho musical sozinho. Acredito que há uma magia na imagem de 4 ou 5 caras em um palco, todos em sintonia, carregando um nome de um fruto sonhado e acreditado!

    Sozinho eu consigo mostrar o que sou realmente, sem se preocupar com o formato da banda com os eminentes pensamentos: “será que o guitarrista vai gostar disso?”, “acho que vai ficar puxado demais para o baixista!”, “não sei se o baterista vai gostar de entrar só aqui”. Enfim, são questões exigentes numa composição de grupo. Quando Renato Russo saiu do Aborto Elétrico e foi se dedicar ao ‘Trovador Solitário’ (projeto onde ele interpretava suas composições apenas com um violão meio desafinado), houve uma certa resistência por parte do público que, em sua maioria eram punks. Mas o que ninguém contava era que o mesmo ‘Trovador Solitário’, iria liderar uma banda [Legião Urbana] que moveria uma geração que tiraria um presidente do Governo. Mas isso deve ser algo complexo demais de se pensar: o mais fácil é compor e gravar você cantando suas músicas e posta-las no YouTube, assim, muitas pessoas irão ver. Pois é, aí identificamos o problema: não basta ser visto por pessoas, é preciso ‘tocar pessoas’. Isso é o difícil. Fazer com que alguém ouça sua música e sinta vontade de compartilhar com mais e mais amigos, e que a mesma cause um efeito vivencial em suas vidas. Essa é a questão: fazer a diferença!

    Talvez seja até um discurso hipócrita este meu, porque quando estou compondo, não penso no cara que vai ouvir – até admiro os compositores que pensam -, pois pensando assim, me limito a muitas coisas. Limito um sentimento, e isso é muito perigoso para quem escreve. Tenho grandes expectativas e fé de que conseguirei gravar meu primeiro EP no segundo semestre de 2015. Tenho sonhado isto. No início do próximo ano já começo a cantar as músicas deste trabalho nos eventos que iramos tocar. Mas aí são muitos projetos ma cabeça, e ser humano não basta. “Preciso virar uma máquina e fazer tudo isso funcionar”. Será? E os planos de Deus? E o que Deus quer pra mim, não conta? Pois bem, realmente é necessário parar e pensar, e orar, pedir direção do Pai para que essa ânsia do melhor ou pior não seja um bola de vaidades e corrompa meu coração. E entre Banda ou carreira solo, fico com uma banda muito massa: Deus nos vocais e liderança, Jesus Cristo na guitarra e comandando o som, o Espírito Santo na bateria e me dando total apoio, e eu simplesmente no contra baixo e fazendo alguns back vocal. Um brinde a nós!

  • Um Brinde – A incontrolável necessidade de postar no Facebook

    Um Brinde – A incontrolável necessidade de postar no Facebook

    Talvez você seja do tipo de pessoa que prefere mil vezes ficar sem comer mas não abre mão de postar nem que seja um “Oi” no Facebook. O post de hoje serve para você, ou, no mínimo foi feito pensado em você.

    A tecnologia de fato nos proporciona uma infinita facilidade e ferramentas muito boas de divulgação. Mas como tudo demais é vaidade e faz [muito] mal, o uso excessivo das redes sociais também nos afeta. Diariamente percebo várias pessoas postando desesperadamente coisas sem sentido ou frase clichês, simplesmente para se promover e ganhar a tão singela “fama” que a internet oferece. Infelizmente isto ocorre também com um boa parte de cristãos desocupados. Lembro que há não muito tempo, uma moça me disse que estava orando com outro cara de uma outra cidade para namorarem. Confesso que aquilo me causou um enorme incômodo e questionei a mim mesmo: “O que a minha geração está fazendo?“. E não é essa a pergunta que o Facebook te faz? E no quê você está pensando? Criticar, se expor sexualmente, expor ideias, mostrar sua arte são principais coisas que os usuários da rede social costumam fazer atualmente. E, com o período eleitoral, os debates de um contra o outro em prol de sabe Deus quem, tem aumentado constantemente as ondas infindáveis de postagens no Facebook. Mas eis uma pergunta que fiz pra mim mesmo e respondi com um lírico “NÃO!” e quero fazer á você: “É NECESSÁRIO POSTAR TODOS OS DIAS NO FACEBOOK SÓ PARA DIZER QUE ESTÁ ALI?”

    Tenho me policiado em relação ao tempo que passo nas redes sociais pois, percebo que isto toma todo o tempo que deveria ser destinado á pregação do evangelho, leitura da bíblia ou oração diária. Para os não-crentes, o tempo-livre pode ser destinado a leitura, passeio e/ou uma atividade esportiva. Fico drástico e não consigo entender quando vejo algumas publicações apenas com “Oi”, “Boa Tarde” e “Me curte que eu te curto”. Incrível como não saudamos um estranho na rua com um “Oi”, e nas redes sociais damos “Oi” ao mundo. Não costumamos desejar boa tarde nem para os nossos pais, mas não conseguimos passar uma tarde sem deixar nossas felicitações no Facebook. O que a nossa geração “móvel” ganha com tudo isso? Entenda que a cada postagem no Facebook, todos os seus dados ficam armazenados em um registro na empresa Facebook nos Estados Unidos. Desde o seu nome até a sua mais restrita personalidade, milhares de outras pessoas sabem e são capazes de te identificar sem muito esforços.

    Não quero ser radical, mas me sinto na necessidade de alertar ou melhor, transmitir esta mensagem para a juventude atual rever seus conceitos. E aqui deixo 3 dicas básicas para desviciar o hábito incontrolável de postar no facebook.

    1. DESINSTALE O APLICATIVO DO SEU CELULAR: Se você costuma visualizar seu perfil pelo celular, sugiro que desinstale e der um tempo a si mesmo para abandonar o vício. Certo, que existem pessoas que precisam severamente usar a rede social, porém aconselho que procure entrar por outro aparelho, que não seja o seu. Isto vai ajudar a controlar o seu tempo online.
    2. OCUPE SEU TEMPO COM OUTRAS ATIVIDADES: Talvez esta seja uma dica meio patética para quem é extremamente compulsivo. Mas sei que assim como eu, você tem vários amigos na vida real. Convide-os para um passeio sem o uso do celular, e lá você aproveita e atualiza todos as suas conversas com os seus amigos frente a frente. Caso você goste de ler, se dedique inteiramente a leitura do livro, faça uma viagem, assista a uma série, saia para eventos saudáveis.
    3. REDUZA O NÚMERO DE SUAS POSTAGENS POSTANDO SOMENTE O NECESSÁRIO: Se você costumava postar e compartilhar 20 atualizações por dia, reduza este número para 10, depois a 5, até com que este número seja controlado e o Facebook não roube mais sua vida.

    Enfim, este post foi simples, pois, poderia levantar milhões de dados importantes sobre o assunto, mas resolvi habituar à minha realidade, de acordo com aquilo que vejo. Caso se interesse mais pelo assunto, entre em contato comigo ou deixe seu comentário. Deus o abençoe. Felizes com a nossa desativação do mundo virtual e um brinde à vida!