Autor: Jhonata Fernandes

  • Um Brinde – Ainda somos estrangeiros (não esqueça)

    Um Brinde – Ainda somos estrangeiros (não esqueça)

    Período pós-eleições, resultados pouco satisfatórios, rumores de fraudes e, o que mais me intrigou é a quantidade considerável de pessoas querendo sair do Brasil. Mas isto não seria fugir do problema?

    Percebo que muitas vezes pegamos o exemplo de Jesus [No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. João 16:33] e aplicamos somente para questões pessoais, ignorando totalmente que as aflições que Jesus citou é sobre o Mundo. No mundo teremos aflições. Mas não somos do mundo. Somos estrangeiros. No Brasil, Estados Unidos, Alemanha, França, Itália ou qualquer país que você deseje morar, haverá aflições, pois estes locais fazem parte do mundo. Fugir de um problema não é a solução para a dor. É considerável que amenize, mas do que isto vale?

    Carrego comigo uma teoria que, para mim, é eminente rever e reaproveitar o que digo: trazer a responsabilidade para si, ao invés de ficar apontando culpados. Não foi o nordeste que elegeu a Dilma como presidente, foi o Brasil. E se houve esta (re)eleição, houve razões mesmo que subjetivas para o fato acontecer. Durante todo o período eleitoral, não me manifestei sobre o assunto para não falar coisas com coisa que não tem nada-a-ver-com-nada sobre o tema. Porém, como ministro da palavra de Deus e um mero servo de Cristo – assim como também tenho um espaço no portal – decidi dar uma pausa nos textos autobiográficos e poéticos para alertar os cristãos (sejam eles evangélicos, católicos, espíritas) de que eles já são estrangeiros aqui. Não odeie sua pátria, mas também não a ame mais do que a Divina Cidade que um dia iramos morar com Cristo! Ignore os rumores “demonizados” sobre quaisquer hipótese de governo. Não é de hoje que o mundo já é do maligno, e o nosso Jesus não pediu ao Pai para nos tirar do mundo, mas que nos livra-se do mal (João 17:15). Sabendo disso, analise sua condição de servo de Cristo e, ore por nosso país, governantes e que a misericórdia de Deus continue nos alcançando (Lamentações 3:22)

    Um brinde ao reino de Deus e oremos por nossa nação (aqui na Terra)!

  • Um Brinde – Quando vou parar de falhar?

    Um Brinde – Quando vou parar de falhar?

    Talvez a resposta seja “nunca!”. Mas isto não significa que posso ser um falho menos falho. Contraditório né!? Calma. Vou explicando aos poucos, mas não se anime, pois minha falha pode não deixar que eu consiga explicar.

    As vezes pensamos e até nos exaltamos dizendo que estamos e somos fortes. Mas e aí que está o problema: quando penso que estou forte, fraco estou. Certo que o poder de Deus se aperfeiçoa em nossa fraqueza. Porém, como entender isso? Deus é Pai, como um ótimo pai, sabe muito bem das fraquezas de seus filhos. Ele conhece bem cada vacilo que cometemos e vai nos corrigindo na medida em que possamos suportar. Mas como todo pai, Ele deseja que não falhamos mais. E aí que eu começo a desenvolver a explicação que falei no início: somos falhos pela natureza humana, por sermos pecadores, mas essa fraqueza pode ser natural. Já somos falhos e fracos, não precisamos forçar mais a barra e falhar por desejo e/ou planejado…

    Se fosse outro texto e em outra ocasião, iria pedir para brindarmos as nossas falhas, mas hoje convido o caro leitor a brindarmos nossos esforços para tentarmos ser um filho melhor desse Pai tão lindo e misericordioso! Vamos ouvir uma música?

  • Um Brinde – Qual a sua linguagem?

    Um Brinde – Qual a sua linguagem?

    Estou tão cansado de ser eu. O ‘eu’ meu, não tem o mesmo Seu que eu queria que vivesse em mim.” – É legal quando um trecho poético desses toca o nosso coração. Diariamente sou agraciado com traduções de músicas em inglês que são verdadeiras poesias, e nesse delírio, já até passou pela minha cabeça a ideia de compor em inglês. Em Atos 2 lemos a descida do Espírito Santo e que os fiéis falaram em outras línguas. E analisando este texto, e mais após assistir a ministração do Rodolfo Abrantes, entendo que nós temos uma linguagem: seja ela usada para benefício ou condenação, ela tem uma função, basta encontrar-mos seu sentido. Como cantor, compositor, crítico musical, escritor e blogueiro, uso diversas linguagens para alcançar um determinado público: como vocalista da banda Volta&Meia, procuro atingir o público que ainda não conhece a beleza que há na poesia de cunho cristão. No meu trabalho solo, procuro passar um pouco do que sou afim de que as pessoas se identifiquem também. Em meus textos como blogueiro, relato temas do cotidiano para passar uma mensagem positiva. Qual tem sido a sua linguagem?

    Já paraste para pensar que em 24hs, dezenas de pessoas, e dependo da sua rotina, centenas de pessoas te observam? Nossa linguagem não é só o que sai da boca: já ouviu falar em LIBRAS? Sua postura é fundamental quando se quer passar uma mensagem á alguém. Qual tem sido sua linguagem? Lembro-me muito bem quando a banda Distrito92 chegou ao fim, mas tempos depois tive a ideia de um novo projeto, e assim nasceu o Volta&Meia. Quase choro quando o Tiago Abreu enviou-me uma composição sua ao meu pedido para o repertório da nossa banda. A música chama-se “Onde?” e eu tive a honra de harmonizá-la e ajudar a criar o arranjo. Mais uma vez eu te pergunto: qual tem sido sua linguagem? Talvez você não seja o tipo de pessoa que se preocupa muito com o olhar do próximo, porém evidencio a sua importância para o reconhecimento pessoal, pois é, não há muita diferença. O brinde de hoje será para as nossas linguagens. Diferentes modos de interpretação e dialetos fascinantes. Brindamos Atos 2!

  • Um Brinde – Crônica em torno de ‘Only Hope’

    Um Brinde – Crônica em torno de ‘Only Hope’

    Lembro bem que ouvia “Only Hope” pela primeira vez interpretada pelo Switchfoot. E tomei um baita susto mesclado com uma alegria enorme em saber que era composição do Jon Foreman. Um motivo a mais para ser fã do artista!

    Demorei um pouco pra dormir, antes, ainda fui até ao meu amigo pegar uns currículos e um boleto de um produto que comprei pela internet. Essa mesma bem-dita internet que você está lendo este post. Ah, e sobre a composição do Jon de “Only Hope”, talvez não devesse confiar no letras.com, mas isso não interessa agora, ainda vejo Switchfoot como uma das melhores bandas de rock do Século XXI (poden me julgar).

    Lembro também de ter tentado compor uma canção usando alguns comparativos com o filme “As Crônicas de Nárnia”, mas não deu certo. Há não muito tempo venho usando a teoria do Lucas Silveira que “a música está todo tempo no ar, conspirando, e, o que nos faz ser compositor é a habilidade de captar cada detalhe e transformar em arte”. Eu, que nunca fui adepto da atmosfera enquanto escrevo, passei a me policiar a cada texto que ouso passar para o papel.

    Não posso me esquecer também do finalzinho do debate presidencial que assisti na TV. Pequenas ideias partilhadas e ataques, um em cima do outro. E sabe o que é mais profundo? Fazendo do meu controle remoto um botão de controle de PS3, encontrei um letrado no Canal Viva que dizia “Um Amor Para Recordar“. Bah! Seria minha oportunidade de assistir o filme pela primera vez, e após saber que a música-tema do filme era do compositor que mais admiro depois do Guilherme de Sá e Humberto Gessinger, mas infelizmente, o que passava na TV não coincidia com o letrado. Pequena decepção!

    E vale lembrar também que a música não tem nada a ver com o que a massa pensa: não é uma canção apaixonante de homem para uma mulher, mas sim, uma melodia harmônica romântica dos homens a Deus! Incrivelmente lindo! Talvez se o admirável Rodolfo Abrantes estivesse ao meu lado, diria que estava idolatrando Jon Foreman. Por partes concordaria com ele, lembrando bem que o que chamam de idolatria tem duas partes (pensem).

    O que falar da teoria de Sócrates sobre responder uma pergunta com outra pergunta? “Jhonata, você nunca assistiu o filme e acha a trilha sonora o máximo?” Respondo: “Querido(a) como foi assistir o filme e conciliar a música com o que você assistia?”. Sócrates explicava (quase) tudo. O Apóstolo Paulo me alertaria bem que tudo o que vejo, ouço, sinto não é o que o Celeste tem pra mim. É tudo inimaginável! Divinamente lindo!

    Observe bem que nem citei a versão do filme, cantada por uma linda cantora que nem sei o nome. Ta bom, você vai dizer que era pra eu ter feito uma pesquisa no Google, mas o meu amigo Gessinger já me falou um pouco do que é natural na escrita. Estou escrevendo sobre a música, não estou fazendo uma pesquisa sobre a mesma. E para não ficar mais chato do que está este texto, vou pôr o “the end” sem pretensões de “fim”, acrescentando o brinde de hoje: brindamos uma noite qualquer (nostalgia do blog do Stecanella) , uma música de reflexão e a beleza dos detalhes! Um brinde à “Only Hope”.

  • Entrevista: Rede Ativa

    O Rede Ativa é uma banda cristã de rock, que surgiu em meados de 2004, na cidade de São Paulo. No final do mesmo ano, o grupo gravou ao vivo o seu primeiro CD e DVD, intitulados por Rede ao Mar, contendo 11 faixas inéditas. Em dezembro de 2007, o grupo lançou seu segundo CD, Sem Perder o Estilo, gravado em estúdio e contendo 15 faixas inéditas. Em fevereiro de 2008, este mesmo álbum foi indicado ao Troféu Talento – até então, a maior premiação da música gospel – como melhor álbum alternativo. E para brindar esta conquista, em março de 2010, o grupo lançou o seu segundo registro áudi0-visual, gravado ao vivo na praia de Ubatuba/SP, intitulado também por Sem Perder o Estilo, onde contém as músicas desse mesmo CD + 3 músicas inéditas, making of, entrevistas, e um documentário da banda.

    Em seguida, o grupo voltou suas atenções para a gravação do terceiro projeto. Gravado totalmente em estúdio, o O Mundo a Meu Favor contém 11 faixas inéditas com mais 2 musicas já conhecidas pelo público (“Sal e Luz” e “Sol do meu Verão”), gravadas também no DVD Sem Perder o Estilo.

    Em agosto de 2011, o grupo fez uma turnê pelos Estados Unidos, para lançamento do novo disco. Ao retornar ao Brasil, em 14 de outubro de 2011, eles lançaram o seu primeiro clipe, da música “Regue a Semente”, e que com apenas 12hs de postagem, o vídeo ganhou 5 menções honrosas do YouTube, dentre elas como um dos vídeos de música mais adotados como favoritos, melhores avaliados e mais comentados.

    Em maio de 2013, a banda voltou suas atenções para o lançamento de mais um álbum, contendo 10 faixas inéditas. Intitulado por Caixa Preta, o CD foi produzido por Lampadinha, antigo braço direito do produtor Rick Bonadio, com quem produziu bandas renomadas, como: CPM 22, NX Zero, Fresno, Charlie Brown Jr., Planta & Raíz, Raimundos, Titãs, Rita Lee, Ultraje a Rigor, Sandy Lea, Los Hermanos, entre outros. A Rede Ativa foi indicada ao Troféu Promessas, como na categoria Melhor grupo” em 2013. Abaixo você pode conferir nossa entrevista com a banda e conhecer um pouco mais sobre sua trajetória, desafios e conquistas.

    O PROPAGADOR: A banda já existe há 9 anos, sendo surgida no culto de jovens da IEQ Ipiranga. Como é fazer música pra juventude, sendo essa uma geração muito consumista?

    É muito gratificante, pois o jovem é intenso em tudo o que faz. Quando gosta de algo, ele abraça aquilo e vai até o fim, sem medir esforços.


    O PROPAGADOR: Já no ano de estreia da banda, foi gravado o 1° CD e DVD ao vivo, intitulado por “Rede ao Mar” . Como foi o processo de gravação e qual a reação do público?

    Gravamos esse CD e DVD só para os jovens da nossa igreja. Não tínhamos a pretensão de sermos uma banda reconhecida. Mas, pra nossa surpresa, fomos tão bem aceitos pelos jovens, que não demorou muito para começarmos a fazer eventos fora da nossa igreja, fora do nosso estado, e até mesmo fora do Brasil.


    O PROPAGADOR: Qual a base de composição das letras na banda?

    As músicas são compostas pelo líder e vocalista da banda (Daniel Passamani), e relatam histórias da sua própria vida, e da vida de outros jovens também.


    O PROPAGADOR: Em fevereiro de 2008, o álbum “Sem Perder o Estilo” foi indicado ao Troféu Talento como melhor álbum alternativo. Como o grupo encarou essa indicação?

    Foi um susto pra nós. Tudo aconteceu muito rápido. Ficamos felizes, mas não nos iludimos, pois para nós, uma premiação não significa aprovação de Deus.


    O PROPAGADOR: Recentemente, vocês fizeram a sétima turnê pelos Estados Unidos. Os cristãos norte-americanos são mais agitados que os brasileiros? Como é tocar fora do Brasil?

    Não vemos muita diferença entre os jovens daqui com os de lá. Mas é muito legal saber que Deus tem usado nossas experiências de vida relatadas nas nossas músicas, para abençoar e trazer identificação aos jovens do outro lado do mundo.


    O PROPAGADOR: Antigamente muito eram as comparações do Rede Ativa com a banda Charlie Brown Jr. Como vocês encaram essa especulação? Quais são as influências musicais da banda?

    Encaramos de forma natural. É inevitável a comparação, pois as 2 bandas têm o mesmo estilo musical. Quanto às influências, fica difícil falar, pois cada um da banda gosta de um estilo diferente. E isso acaba sendo bom, pois a junção desses diferentes gostos musicais formam o nosso som.


    O PROPAGADOR: Há uns dias atrás, fiz uma análise do mais recente trabalho de vocês (Caixa Preta), e que inclusive teve a produção de Lampadinha, antigo braço direito do Rick Bonadio. Qual foi a experiência de trabalhar com ele? O Caixa Preta representa um “novo” Rede Ativa?

    O Lampadinha é considerado um dos melhores produtores de rock do brasil. É um privilégio pra poucos gravar com ele. E para melhorar, mesmo não sendo cristão, ele disse que curtiu o nosso som, e foi muito abençoado por ele. Só por isso já teria valido a pena! Quanto ao cd, nós não diríamos que é uma nova fase, mas sim que ele reflete um amadurecimento natural da banda.


    O PROPAGADOR: Em outubro de 2011, foi lançado o clipe da música “Regue a Semente” que com 12hs de postagem alcançou mais de 2 mil acessos, e o clipe de “Amigo” já tem um grande número de visualizações. Os fãs do R.A podem esperar clip novo ou quem sabe um DVD do Caixa Preta?

    Ainda em 2014 lançaremos um clipe novo de uma das músicas do CD “Caixa preta”, mas não pretendemos gravar o DVD desse CD.


    O PROPAGADOR: Quais são os projetos futuros do Rede Ativa?

    No ano que vem, lançaremos um CD e DVD, em comemoração aos nossos 10 anos de banda.

  • Um Brinde – Minha conversão e oratória

    Um Brinde – Minha conversão e oratória

    Quando criança, era muito levado pelos meus pais a várias religiões diferentes. A primeira que conheci foi o espiritismo. Ainda muito cedo, lembro parcamente de algumas coisas. Logo mais, me apresentaram os Testemunhas de Jeová, a qual tive longos meses estudando com um jovem que falava de Deus e da Bíblia conforme os princípios deles. Após, passei uma temporada na igreja católica, até que com 12 para 13 anos, me converti na igreja evangélica. Minha conversão foi na Igreja do Evangelho Quadrangular do Xavier Maia, mas, tive uma aceitação maior com Deus, na igreja do mesmo ministério, só que no bairro Chico Mendes com o Pastor Cléu (não tenho certeza se o nome dele é assim, faz tanto tempo). Meu relacionamento com Deus sempre foi um fogo de palha, até iniciarem minhas primeiras leituras diárias da bíblia. Sempre soube que Ele tinha (tem) algo tremendo para a minha vida. Diferente de todas as crianças, meu isolamento incomodava meus familiares, por gostar de coisas que crianças da minha idade não gostavam: ler livros e escrever, por exemplo. Com mais ou menos 14 anos, fui pra zona rural e me vinculei a Assembleia de Deus Ministério Madureira, mas antes disso, passei uma pequena temporada assistindo os cultos da Igreja Presbiteriana. Resolvi falar um pouco da minha experiência com Deus para que o caro leitor entenda um pouco da minha trajetória, até aqui. Na zona rural iniciei recebendo as primeiras oportunidades para ler uma palavra e explica-la. Cara, isso já era demais pra mim. Meu talento com a oratória deu-se um pouco distante da igreja. Sempre fui muito vidrado em programas de TV e em como as pessoas conversavam. Até hoje tenho um cômica mania de parar e admirar uma conversa entre duas senhoras. Encantante!

    Depois de um ano e alguns meses, voltei a zona urbana de Rio Branco e migrei na Igreja Evangélica Pentecostal Deus é a Verdade. Ali foi onde aprendi 1/3 do que sei hoje sobre o cristianismo. Minha vocação e chamado desenvolveu-se a partir daquele momento. Não falo isso pra me gloriar, até porque as obras não nos justifica, mas ajudei a levantar um rebanho juntamente com a pastora do ministério, já que até então os cultos eram realizados na varanda de sua casa, e eu, um simples operador de som e de vez enquanto abria o culto e dava uma palavra. Quão prazeroso foi fazer a obra de Deus naquele lugar. Pertinho de onde me converti! Nesse período já havia composto minha primeira canção chamada “Deus” que logo depois foi mudada o título para “Cuida de Mim”, até que foi esquecida e abandonada.

    Passei uma curta temporada como líder de jovens, até mais tarde ser separado a diácono – que responsabilidade. Nesse período comecei a pregar em cultos considerados grandes. Vivi uma fase em que a onda de pregadores mirins era moda nas igrejas pentecostais. Quando entendi isto, resolvi recusar alguns convites pra ministrar. Passei também um ano dirigindo e apresentando um programa numa Rádio Comunitária chamada Gameleira FM com o encargo nominal de “Atitude Jovem”. Nessa época recebi uma considerável aceitação da juventude, mas logo não deu de manter-me lá, e juntamente com minha equipe, saímos.

    Bah! Calme, não sou gaúcho, mas amo a expressão “bah!”, e é tanto que vou fazer de novo: Bah! Hoje quero brindar minha trajetória de vida como um mero servo de Cristo e lhe convidar a também contar um pouco de sua história. Deixo meu e-mail ao caro leitor e um brinde á Cristo!

  • Um Brinde – Deus, eu e uma música

    Um Brinde – Deus, eu e uma música

    Antes de conhecer, de fato, o amor de Cristo sobre mim, achava que a redenção fosse apenas mais um ato dos tempos históricos e que nada tinha a ver com nossa realidade. Mas ao crescer e mudar de mente (metanoia), fui atraído por esse amor provado na cruz e não sei mais viver sem o amor do Pai. Amor que cura, muda, transforma e nos dá vida.

    Quando resolvi mudar de estilo – musicalmente falando -, trocando o gospel por música sem rótulo, desconhecia completamente o crossover, e na época não tinha acesso a internet e fui um pouco criticado por esse mudança. Porém, Deus mais uma vez provou seu amor grandioso a mim: me inspirou a escrever minha realidade e criar pequenas histórias que podem ser compartilhadas com quem ouve. Quero apresentar uma de minhas canções que tive o prazer de compor e compartilhar com minha antiga banda, Distrito92. “Vila dos Erros” é uma música que remete um acordo de alguém que conheceu uma nova forma pra se viver uma boa vida, mas essa forma é detalhada de erros, não é perfeito como nos contos de fadas, mas nada nessa “vila” é proposital e esse não é o nosso mundo essencial. Assistam e abração!

  • Análise: CD O Agora e o Eterno – Rosa de Saron

    Fechando a lista dos álbuns que mais me tocaram (espiritualmente falando), falo um pouco do O Agora e o Eterno, décimo primeiro álbum do Rosa de Saron. Particularmente tenho como o melhor trabalho da banda em sua discografia. Considero também a qualidade simplista de Depois do Inverno, de 2002. Essa é mais uma boa obra de divulgação da Som Livre.

    O Agora e o Eterno mostra claramente o amadurecimento da banda em suas composições. Mas assim como nem toda laranja é doce, o disco tem lá seus defeitos e um deles é o exagero de músicas: 17 no total. Talvez seja até convincente, porém muitas boas canções deste trabalho ficaram esquecidas no DVD de 25 anos (Latitude, Longitude). O título do álbum é autoexplicativo, aborda temas temporais e atemporais. Fazendo um detalhado setplay das canções, você percebe músicas como “Autor Desconhecido“, “Casino Boulevard“, “Rubra Alma” e “Vendetta! Vendetta!” detalhando temas atuais tal como descaso político, aborto e vingança. 

    A obra em si foi muito bem desenvolvida. As composições do Rogério Feltrin continuam seguindo a linha adoração de canções já conhecidas no repertório da banda como “Real em Mim”. Neste trabalho, ele assinou “Rubra Alma” juntamente com o guitarrista Eduardo Faro (que além de um talentoso músico é um excelente letrista) numa composição que fala poeticamente do aborto. E “Quadro Novo” como uma canção que remete a beleza e calmaria do templo. Citando o Edu, ele assinou mais três canções além da parceria com o Rogério, que são “Acenda a Luz“, “As Horas” e “Distante do que sou“. Não consigo afirmar, mas parece que essa fase foi um momento muito difícil na vida do guitarrista, e por isso suas canções neste disco fala muito de esperança, dor e solidão. O principal compositor e o que assina a maioria das composições, é o vocalista Guilherme de Sá que compôs sozinho, 9 das 17 faixas, sendo “Vendetta! Vendetta!” desenvolvida em parceria com Ricardo Domingues, que desde 2009 vem trabalhando nos discos das banda. O mesmo ainda participou como músico convidado agregando uma segunda guitarra.

    Ninguém Mais“, “Metade de Mim” e “Última Lágrima” são canções que mais expressam a adoração à Deus. A faixa “Versos” é uma oração mariana, e que substituiu o jargão de “Linda Menina” popularizada no acústico que tem seu refrão explicitamente cantado “Ave Maria!”. “O meio e o fim” e “Jamais será tarde demais” são músicas bem dançantes considerando o lado pop do grupo. E de tanto se falar que as canções da banda eram românticas, o disco trouxe o que há de mais apreciador numa banda de rock: uma balada romântica com a música “Máquina do Tempo” a qual a mesma rendeu um belo clipe. “Vinte e Seis” é uma das minhas favoritas. Remete toda uma vida que buscou tanto algo mas agora encontra-se sozinho e sedenta de Deus.

    O baterista Grevão mais uma vez cuidou bem da parte de produção, junto com o Guilherme e o Ricardo. Enfim, O Agora e o Eterno é um maravilhoso disco de rock, deixando uma marca pra lá de positiva no cenário em 2012. “Casino Boulevard” foi o single do disco, mas pra espanto de quem vê a banda como mais uma outra do mundo religioso, e tal não substituiu a força que “Sem você” e “Menos de um segundo” tem. Um disco com bons arranjos, boas reflexões, riffs de guitarra muito bem encaixados, bateria com o peso linear ao contra-baixo, e como disse no início: considero o melhor álbum de estúdio da banda até hoje.

  • Um Brinde – 00h49

    Um Brinde – 00h49

    Existem coisas que visivelmente parecem transitórias, já outras dão a impressão de que serão eternas. Para os mais vividos que se relacionaram com pessoas super legais e, juraram que aquela seria pra sempre, sabem do que estou falando. Jesus sabia muito bem quando alguém precisava dele, e até hoje sabe. Ele também sabe o que é eterno e o que é transitório. Por esse e inúmeros motivos, não se preocupa em nos dar o que pedimos. Já percebeu que nos preocupamos muito com coisas passageiras? Uma roupa pra vestir, um carro pra andar, uma viagem pra fazer, e entre outras coisas que dão a ilusão de que serão duradouras. Me preocupo muito com coisas bem simples: poder andar de ônibus e tomar um bom tereré com os amigos enquanto tocamos e cantamos uma boa música no sábado à noite, por exemplo. 

    O texto de hoje foi feito exclusivamente para fazer o fiel leitor refletir sobre suas prioridades. O mais simples pode ser o mais importante. O visível pode estar visivelmente errado, ou não. Deixo duas belas canções para que te faça refletir sobre a sua vida: “Quando tiver sessenta” e quando não saber o que de fato é “Atemporal”.

  • Um Brinde – Travesseiros

    Um Brinde – Travesseiros

    Se nós entendêssemos que há apenas uma vida pra se viver? que o hoje é o que realmente existe, o amanhã, o depois, o mês que vem são incertezas?

    Pode sim acontecer. Pode vir, e nós cremos que virá: cremos que virá um amanhã e, somos mais otimistas ainda quando cremos que haverá sol no dia seguinte. Ah sol! Como és belo! Teu ardor é mediacional.

    Eu diria que há uma fronteira aberta na qual nós como meros seres racionais, avaliamos o mais importante (pra quem?) como o infalível. Perfeito. Bom, os travesseiros sabem mais do que ninguém que nós somos mortais. Podemos morrer no próximo segundo, próximo minuto. “Uma pessoa já é gente pra caramba!“, já dizia (diz) Humberto Gessiger. E que referência é este cara hein! Eu poderia afirmar que é o único que me deixa feliz em lê-lo e ouvi-lo ao mesmo tempo. Não me lembro de outro artista tão espetacular assim. Já conseguiu entender o título do post? Não? O que importa entender o que não se entende? Assim como as dúvidas do programa de TV te acusa a noite, afinal, Valdecir é nome de homem ou mulher?

    Ouço uma música que muito me marcou no final de 2013, e, creio que a banda está inativa. “Passos Lentos” da Aeroilis, é uma canção que me remete maturidade: pois somente uma pessoa madura deixa a glória para trás. E é isso que diz a música. É besteira querer dormir cedo, pois por mais que eu tente, os travesseiros irão pesar demais, e irá passar um filme retrô e um bem futurista (ele ainda nem existe) em minha cabeça. Neste período “feudal” que vivo todas as noites, tento colocar meus textos em dia e, em uma dessas noites nasceu este, para você de norte, leste, oeste, sul ler. Não sei a dimensão que isso tomou, mas o único objetivo foi te entreter e convidar-te a brindar nossos travesseiros! Mas cá entre nós: eu não gosto deles. Ao contrário de uma pessoa normal, os uso sobre a cabeça. Um brinde ao sono!

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=mFvoLZDMXXA]