Não lembro ao certo a última vez em que disse que não iria mais falhar e cumpri com minha palavra. Talvez isso nunca tenha acontecido. Deus, agora somos só nós dois e Você me olha assim dizendo: “Ah meu filho, como você apronta! Vai e não peque mais!” Não era para eu ter pecado. Mas pequei. Perdi perdão ao Pai e agora tento corrigir minha rota. E ouvindo Dallas Green me sinto mais humano e menos errante, e olha que o cara é muito falho. Mas talvez seja por aí mesmo: a gente escolhe, erra com a escolha e depois se arrepende de ter escolhido aquilo, no entanto não nos arrependemos do erro em si. Até porque o que nos levou ao erro foi a má escolha. E ainda se tratando de Dallas Green, nem sei se posso colocar uma música dele aqui, pois o cara não é cristão, sei lá. Mas sei que ele é platônico tal como sou, e nos identificamos muito, mesmo sem ele saber ao menos que o Acre existe, tanto mais eu.
Há dois dias não peco conscientemente. Isso pra mim é como se fosse dois longos anos. Somos falhos, pecadores, errantes, mas não somos retardados. Podemos e temos consciência de que seremos melhores se quisermos. Parte de uma escolha, essa pensante e temente a Deus. Lembro-me bem de um riff pretensioso do AC/DC que quebra qualquer guitarrista que anseia tocar como um louco. Ou melhor, louco pra quem ver de longe, pois quem conhece do instrumento, diz que “ele é o cara!” E as falhas são espécies de aprendizados qualificativos, entende? É meio que não saber regular o tempo da bateria do seu celular pois gasta muito tempo trocando mensagens no Whatsapp e Facebook; como comer e deixar o prato na pia esperando um bom samaritano lavar; como tomar banho e deixar o banheiro todo molhado; e uma que eu acho mais perigosa: ouvir um hit de uma banda ou artista e achar que toda a discografia do mesmo presta.
Eu até gostaria de responder a pergunta do título desse post, mas tenho medo, pois minha falha não me permite sequer saber se eu a cometi. Mas eu queria fazer algo diferente e te perguntar: “Quando você vai parar de falhar?” O álbum mais recente do City and Colour (Dallas Green) me remete muito três questões: amor + falha + ser humano. E mesmo o cara não sendo cristão, creio que precisamos ouvir essa música. Ah, e para eu não sair de herege, vou deixar a tradução aqui também. Um brinde a nossa vontade de mudança e ao amor!
Todo mundo quer tudo / Não importa o preço, só queremos viver um sonho / Mas não conseguimos largar tudo que pensamos saber / A fuga antes de revelarmos o segredo
Mas por que nos preocupamos mais com a pressa / Do que com a dor?
Sempre tentando conquistar / O que não oferece / Qualquer coisa além de um coração partido
Oh, o preço para amar
Tudo que quero são coisas simples / Lamentar o que se foram e o tudo o que poderia ser
Quando foi que desisti de tudo que sabia? / Esse erro tão grave me deixou sem esperanças
Mas por que nos preocupamos mais com a pressa / Do que com a dor?
Sempre tentando conquistar / O que não oferece / Qualquer coisa além de um coração partido
Oh, o preço para amar / Oh, o preço para amar / O preço para amar
Eu vou começar tudo de novo / Eu vou começar tudo de novo

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