Autor: Equipe O Propagador

  • Fique Sabendo – Alex e Alex, André e Felipe, Daniela Araújo, Fernandinho e Trazendo a Arca

    Hoje é sexta-feira, e como sempre, dia de Fique Sabendo. Vamos lá?


    Alex e Alex lançam novo álbum pela Som Livre

    Após vários anos lançando obras na MK Music, a dupla Alex e Alex prepara-se para lançar seu novo álbum pela Som Livre. A novidade foi divulgada através da capa do disco, de título Tribo do Leão. Segundo a assessoria de imprensa da dupla, a obra conterá doze faixas, com uma versão de “You and I” de Kenny Rogers e Bee Gees. O restante do projeto será totalmente autoral.


    André e Felipe e Daniela Araújo gravam canção juntos

    A dupla André e Felipe, próximos de lançar um novo disco pela Sony Music, se juntaram à cantora Daniela Araújo e gravaram uma canção. De título “Quem é esse?”, a letra é assinada pela dupla, e estará na versão em CD do projeto.


    Fernandinho explica o conceito do álbum Galileu

    O cantor Fernandinho gravará o álbum Galileu no fim do mês. Segundo o músico, o projeto nasceu a partir de uma necessidade sentida pelo intérprete em gravar canções que falem de Cristo de forma mais direta e incisiva: “Há 3 anos atrás​, ​ antes mesmo de gravar o DVD Teus Sonhos, e​m uma conferência, senti muito forte em meu coração o desejo de buscar de Deus canções que tr​ouxessem​ a exaltação do nome Cristo​. ​ Não q​ue​ as anteriores não fiz​essem​ isto​, ​ mas, de uma forma mais forte. Falar o que ​Ele​ é, e o q​ue​ ​E​le fez, e não sobre minhas necessidades​, de imediato veio a canção Galileu​ que mostra o ​que​ ​E​le é. Somos bombardeados por muitos caminhos​, ​t​​​emo que alguns venham a se perder pelo excesso de estradas. Nest​e ​CD​ a minha alma clama para que ​nó​​s voltemos ao evangelho simples​, ​ q​ue é o Cristo ​que​ morreu e ressuscitou e em breve voltará​. ​ Que deixemos o joio pra ser tirado pelo juiz naquele dia​. ​Que deixemos as “visões” ​e​ estratégias q​ue​ nos cercam e olhemos para Cristo “autor e consumador”“.


    Trazendo a Arca anuncia gravação de novo CD

    A Sony Music divulgou, em suas redes sociais, um evento que ocorrerá nos dias 27 e 28 de maio na Igreja Apostólica Unidade em Cristo. Segundo a gravadora, trata-se da gravação ao vivo de um novo álbum. A banda ainda não se pronunciou, afirmando, se trata realmente de uma gravação ou apenas captações para um projeto de estúdio, como tradicionalmente fazem.


    Até a próxima semana!

  • TOP 10 – Melhores álbuns de 2005

    Há dez anos estávamos em 2005, um ano cheio de lançamentos. Pensando nisso, a equipe O Propagador, composta por colunistas adeptos de diferentes gostos e opiniões discutiram e escolheram a lista, que busca ser a mais imparcial e impessoal possível. Alguns critérios foram levados em conta, como produção musical, arranjos, letras e principalmente adequação ao estilo proposto.

    Vamos conferir?


    10º: Deus de Promessas – Toque no Altar

    Deus de Promessas - Toque no Altar - 2005Um dos principais discos da carreira do Toque no Altar, Deus de Promessas possui algumas das mais icônicas canções congregacionais da última década. Não há evangélico no Brasil que não tenha ouvido pelo menos uma vez “Deus de Promessas”, “Bendito eu serei” ou “Se a Tua voz ouvir”. Produzido por Ronald Fonseca e Davi Sacer, o projeto buscou seguir uma temática clara: as promessas do Senhor para o seu povo começando pela história de Abraão. Um dos detalhes que chama a atenção neste trabalho é a quantidade de faixas, bem abaixo do padrão usual no momento, somando oito canções, mais uma mensagem do pastor Marcos Gregório. O CD tornou-se um marco não apenas na trajetória do Toque no Altar, mas também na história da música cristã. Não à toa, o grupo foi indicado a nove categorias do extinto Troféu Talento saindo vitorioso em cinco, entre elas Melhor CD – Adoração e Louvor, Música do ano e Destaque 2005. (texto por Danilo Andrade)

    Ouça: Deus de Promessas, Bendito eu Serei e Se a Tua Voz Ouvir


    Ludmilaferber_adoracaoprofetica49º: Nunca Pare de Lutar – Ludmila Ferber

    Mesmo se tratando de um disco um tanto quanto inconsistente, Ludmila Ferber se garante como artista. O repertório é autoral e diz respeito a questões incomuns, ou pouco cantáveis no meio cristão. A faixa-título do álbum é uma de suas canções mais fortes, e, claro, o disco se destaca por outras músicas, embaladas por uma banda de apoio de respeito. (texto por Tiago Abreu e Renan Pablo)

    Ouça: Nunca Pare de LutarVai Tudo Virar Crente Profetiza


    Milagres_-_André_Valadão8º: Milagres – André Valadão

    Mesmo ainda como um embrião do Diante do Trono, André Valadão começava a por as “garras” para fora e apresentava seu som, mais pautado no pop rock e menos sinfônico. Apesar de conter algumas músicas dispensáveis, Milagres contém seus pontos altos, como a canção que intitula o projeto, entre outras, como “Livre Sou”. (texto por Renan Pablo e Tayse Souza)

    Ouça: Milagre e Tempo de Milagres


    7º: Antes do Sol Nascer – Nádia Santolli

    Nádia Santolli - Antes do Sol NascerNão é a sua área, mas teve êxito. Nádia Santolli é, claramente mais confortável no pop rock, mas Antes do Sol Nascer, seu registro com influências do louvor comunitário parece ir além do que aguardamos em bons discos congregacionais: letras interessantes e que fogem parcialmente do contexto adoração e louvor. Como uma fuga parcial, o disco não é prejudicado por sua versatilidade, e no geral é um ponto alto na carreira da cantora, conhecida por seu talento vocal. Produzido por Kleber Lucas, veio a figurar uma das melhores letras de Nádia, “Antes do Sol Nascer”. (texto por Tiago Abreu)

    Ouça: Antes do Sol Nascer


    6º: Ainda Existe Uma Cruz – Diante do Trono

    Diante do Trono Ainda Existe uma Cruz 2005O princípio do oitavo trabalho do Diante do Trono é a afronta direta à Teologia da Prosperidade, elaborando uma grande metáfora a respeito do quebrantamento. O grande segredo de Ainda Existe uma Cruz, é que, de uma forma bem minuciosa, nos mostra que o cristianismo, atualmente, não aprende e não evolui. Embora tenha sido criticado por ser um disco com nuances de uma estrutura tão simples quanto efetiva, apresenta o cru do evangelho tão esquecido, além de muitos detalhes complexos e subjetivos por toda a obra.  (texto por Rodrigo Berto)

    Leia a resenha do álbum Ainda Existe uma Cruz aqui.

    Ouça: Ainda Existe Uma CruzIsaías 40 e Quero Seguir-Te


    5º: Acústico – Voices

    Voices - Acústico - 2005Incomum para uma gravação de estúdio, o Voices fez um disco de canções acústicas distante do público, mas o que mostrou ser uma proposta diferente de tudo o que o grupo vocal tinha apresentado antes. Com a entrada de Lilian Azevedo e a despedida de Jozyanne, Acústico é uma escolha obrigatória para qualquer um que procura ouvir Voices. O álbum tem algumas músicas que se tornaram bem conhecidas, como “Meu desejo”, “Vivo Ele está”, “Tudo é possível” e “Recomeçar”. (texto por Tayse Souza)

    Ouça: Recomeçar, Meu Desejo e Tudo é Possível


    4º: Deus – Lauriete

    Lauriete Deus 2005

    Uma das grandes referências quando o assunto é música pentecostal: essa é Lauriete. Em sua longeva carreira, a cantora lançou diversos CDs de grande repercussão e em 2005 lançou o que pode ser considerado o melhor trabalho pentecostal do ano, o CD Deus. Com canções fortes, não demorou pra cair na boca dos inúmeros grupos de circulo de oração e mesmo da juventude por todo o país. Canções como “Óleo Santo”, a versão “Dias de Elias” (Daysof Elijah), “Deus vai agir”, entre outras conseguiram grande repercussão. O destaque realmente é a qualidade do repertório aliado a uma produção impecável. Em suma, Deus completa dez anos de lançamento, mas continua tão atual quanto em sua época. (texto por Danilo Andrade)

    Ouça: Dias de Elias, Óleo Santo e Deus Vai Agir


    3º: Terremoto – Eyshila

    Eyshila - Terremoto - 2005É o melhor álbum de Eyshila. Gravado ao vivo na Igreja Assembleia de Deus da Penha, no Rio de Janeiro, é em Terremoto que a cantora estabelece um projeto totalmente congregacional, e relativamente temático. Canções como “Chuva de Poder”, “Terremoto”, “Fala Comigo”, “Vontade de Adorar” são, até hoje, constantes nas apresentações da artista e estão dentro de seus maiores sucessos. (texto por Tayse Souza e Tiago Abreu)

    Ouça: Terremoto, Fala Comigo e Chuva de Poder


    2º: Além do que os Olhos Podem Ver – Oficina G3

    Oficina G3 - Além do que os Olhos Podem Ver - 2005A saída de PG inspirou a Oficina G3 a fazer o seu melhor trabalho pós-Indiferença. Além do que os Olhos Podem Ver tem todos os elementos de um álbum de rock de respeito: produção musical afiada, riffs marcantes, letras instigantes, mas ao mesmo tempo sensibilidade artística. As interpretações vocais de Juninho Afram são esforçadas, e em relação aos discos anteriores, chega a ser fantástica. Refletindo sobre os relacionamentos humanos, hipocrisia religiosa e os vários “juízes”, a lírica do disco é muito superior aos trabalhos antecessores do trio. O resultado foi imediato: 20 mil cópias vendidas em três dias e disco de ouro em poucos meses. (texto por Tiago Abreu)

    Ouça: Réu ou Juiz, A Lição e O Fim é só o Começo


    1º: Apostólico – Renascer Praise

    Renascer Praise 12 - ApostólicoO melhor álbum de 2005 é uma das maiores produções do meio gospel nacional. Gravado ao vivo no dia 7 de setembro de 2005, no Estádio do Pacaembu, com um público de 70 mil pessoas, o Renascer Praise 12, intitulado Apostólico, fala sobre a vida de Josué, e faz uma analogia aos 12 apóstolos, ao mesmo tempo em que conta com 12 canções, celebrando também os 12 anos de carreira do grupo. A maior gravação do Renascer Praise até hoje, contou com um corpo de bailarinos composto por 3 mil bailarinos, das igrejas Renascer em Cristo, bem como as baterias ”De Bem com a Vida” e ”Salmo 150”, além do grupo de percussão ”Guerreiros da Luz”, e uma orquestra formada por mais de 100 músicos. Todos sobre um dos maiores palcos montados no país, cuja concepção permitiu-lhe interligar-se ao tobogã geral do estádio, onde um dos maiores corais do país, constituído por 12 mil cantores, de diversas Igrejas Renascer Em Cristo, se posicionou, e interagiu com as canções formando um imenso telão humano, exibindo nomes e imagens, entre eles a bandeira nacional, o número 12, em menção à gravação, o nome ”Jesus” e a pomba do Espírito Santo. (texto por Renan Pablo)

    Ouça: Na Força Do Louvor, Alvo Mais que a Neve e Na Tua Presença


    O que achou da nossa lista? Mudaria algum álbum de lugar? Sugeriria outro? Comente, sua opinião é importante!

  • Fique Sabendo – Oficina G3, Jonas Maciel, Pedro Braconnot e Cristina Mel

    Chegamos em maio, e com muitas novidades. É hora de mais um Fique Sabendo!


    Jonas Maciel lança novo clipe pela Som Livre

    O cantor Jonas Maciel, contratado pelo selo gospel da Som Livre, lançou um clipe de seu último álbum, Feliz de Novo. A faixa-título, foi produzida no estúdio do Grupo Mix 360, de Belo Horizonte.


    Pedro Braconnot anuncia retorno à atividades de produção musical no Rio de Janeiro

    O multi-instrumentista, arranjador e produtor musical Pedro Braconnot anunciou, em sua página, o retorno de suas atividades no Rio de Janeiro. Pedro tinha um estúdio na capital carioca, o qual gravou vários discos de músicos e artistas do meio cristão nacional, como Cristina Mel, Aline Barros, Denise Cerqueira, Sérgio Lopes e vários outros. É vocalista e tecladista do Rebanhão.


    Oficina G3 lança Histórias e Bicicletas – O Filme

    A banda de rock Oficina G3 lança mais uma produção audio-visual, desta vez com caráter de documentário. As gravações do álbum Histórias e Bicicletas (Reflexões, Encontros e Esperança) foram registradas em meados de 2012 pelo diretor Hugo Pessoa, que viajou junto com o grupo. As imagens também mostram Alexandre Aposan ainda como integrante.


    Cristina Mel lança clipe de canção acústica

    A cantora Cristina Mel lançou um clipe de uma de suas canções de carreira, “De Tarde”, do álbum Você é um Vencedor, de 2002. A produção foi divulgada pela Sony Music.


    Até a próxima semana!

     

     

     

  • Corações Produções apresenta o lançamento do novo CD de Dany Grace

    Acontece no dia 08 de maio na Assembleia de Deus do Bom Retiro o lançamento oficial do novo CD de Dany Grace, Filhos do Amor, que contará com as participações especiais de Rodrigo Soeiro, Daniela Araújo, Melk Villar e Coral Kemuel.

    O disco gravado no final de 2014, produzido pelo músico Ed Oliver, e distribuído pela Corações Produções, contou com as participações de Paulo César Baruk em “Tudo vai ficar bem” e Rodrigo Soeiro em “Poema de Amor”.

    O projeto conta com 13 canções, com composições de Alexandre Malaquias (“Filhos do Amor”), Marcos Rodrigues (“Soberano”, “Corro para ti”, “Tua Casa” e “Em tua Graça”), Bob Jonathan (“Te amo Deus” e “Vem Espírito”) e as versões “Em nenhum momento”, feita por Nívea Soares, da canção “Not for a moment” de Meredith Andrews, e “Em alto som” por Eduardo Isídio e Rodrigo Soeiro de “Turn It Up” do Planetshakers.

    Filhos do Amor é o terceiro álbum de Dany Grace, vem sendo tocado em todas as rádios do Brasil e já está disponível em diversas plataformas digitais.

    Dani Grace

    Faixas do CD
    01. Soberano
    02. Em Alto Som
    03. Corro para Ti
    04. Poema de Amor (Feat. Paulo César Baruk)
    05. Tua Casa
    06. Filhos do Amor
    07. Te Amo Deus
    08. Se Eu Me Arrepender
    09. Em Nenhum Momento
    10. Em Tua Graça
    11. Dono da Minha Vida
    12. Tudo Vai Fica Bem (Feat. Rodrigo Soeiro)
    13. Vem Espírito

    Sobre Dany Grace

    O início da carreira de Dany Grace foi como backing vocal na banda do pastor Adhemar de Campos e como vocalista seu inicio foi na Banda Soul Dreams. Dany fez participações na série Comunhão e Adoração vol. 4 Nuvem de Glória como backing vocal e no Comunhão e Adoração vol. 5, Todo ser que Respira liderou os vocais gravando o CD e DVD em 2005. Em 2008 lançou seu primeiro CD solo, Na Hora Certa, e em 2010, Dependente, ambos pela Graça Music.

    Por 4 anos Dany Grace esteve à frente do programa Noite com os adoradores de Deus, o qual foi apresentado nas noites de domingo pela RIT TV.

    Serviço

    Lançamento Oficial CD “Filhos do Amor” – Dany Grace
    Participações Especiais : Rodrigo Soeiro, Daniela Araújo, Melk Villar e Coral Kemuel
    Assembleia de Deus do Bom Retiro
    Av. Nicolas Boer 100 Barra Funda – São Paulo – SP
    Entrada: R$ 20,00
    Informações: Corações Produções:
    (11)2361-5572 / 2361-5547

    Pontos de Venda:

    100% Cristão – Osasco
    Rua: Primitiva Vianco, 853 – Centro
    (11)3683-5077

    100% Cristão – Carapicuíba
    Avenida Rui Barbosa, 1000 – Centro
    (11)4183-1405

    Livraria Reitor loja do Thiago – São Paulo
    Rua: Conde de Sarzedas,160 Loja 01 – Centro
    (11)3105-1472

    Corações Produções
    Rua: Dos Sitiantes,341 – Freguesia do Ó
    (11)2359-6429

    Igreja Assembleia do Bom Retiro
    Avenida Nicolas Boer, 100 – Barra Funda
    (11)3355-4000

    Fonte e texto: Assessoria de comunicação Corações Produções / Revisão: Equipe O Propagador

  • Brother Simion – discografia e obra

    Ex-vocalista e líder do Katsbarnea, Brother Simion é um dos expoentes do rock cristão nacional, com suas composições e influência no meio. Após sua saída da banda, lançou alguns discos e marcou sua passagem pela cena musical.


    Guia discográfico

    Brother (Gospel Records/1992): Com canções agradavelmente embaladas pelo folk, Simion (seu nome artístico na época) apresenta um repertório coeso e bem construído, com poucos deslizes. Destaque para as novas roupagens de “Contato” e “Retrovisor”, de O Som que Te Faz Girar. (Nota: [usr 3.5])

    Esperança (Gospel Records/1995): Sequela do disco anterior, com menos brilho, possui até algumas canções interessantes, como “Orgulho”, mas a interpretação dada a elas não chega a surpreender. (Nota: [usr 3])

    A Promessa (Gospel Records/1996): Com elementos pop, mas um repertório pouco direcionado e claro, A Promessa soa como uma sobra de músicas que não foram aproveitadas pelo Katsbarnea. A única coisa que parece se salvar é a faixa-título. (Nota: [usr 2])

    Asas (Gospel Records/1998): Aparentemente cansado das mudanças estruturais constantes de sua banda, Simion canalizou o repertório do Katsbarnea para sua carreira solo. Seu primeiro álbum evidentemente forte, é uma mescla das características fundamentais de seu trabalho, incluindo canções sobre a temática ambiental. (Nota: [usr 4.5])

    Na Virada do Milênio (MID Produções/2000): Conceitual e ousado, foi uma justa tentativa de Simion a atualizar seu som e conectar-se com o rock industrial produzido no exterior. Entretanto, algumas faixas soam forçadas, enquanto outras, como “Caos”, “Help”, “Profecia” e “Onde Encontrar” soam bastante interessantes. (Nota: [usr 3])

    Redenção (MK Music/2001): Introspectivo, Redenção é um dos discos mais simples e orgânicos do cantor, com melodias guiadas pelo piano e reflexões acerca da fragilidade e os anos passageiros. Disto, há de se destacar o feeling de “Eclesiastes”, o pop rock de “Redenção” e o folk “É de Manhã”. (Nota: [usr 3])

    A Volta de Johnny (MK Music/2002): A Volta de Johnny é o álbum mais básico de Brother Simion desde sempre. Em maior parte composto de bateria, baixo, guitarra pouco distorcida e teclado, o cantor retoma temáticas antigas, como seu próprio personagem Johnny, além de baladas e outras faixas hard rock. (Nota: [usr 3.5])

    Eclipse (Independente/2004): Sua versão do new metal não chega a soar muito datado nos dias de hoje, isso porque as composições continuam a ter os mesmos elementos pelos quais Brother foi conhecido. Entretanto, há um pouco mais de ousadia. Ao abordar pastores mercenários (“Semideus”), o conflito entre amigos (“Ei, Amigo”) e até mesmo seus sentimentos quanto à carreira (“Onde Deus me Levar”), Simion consegue ser impactante, e ao mesmo tempo sentimental, numa produção musical corretamente aplicada. (Nota: [usr 4.5])

    Testemunho (Independente/2005): Vendo a conter o testemunho de vida do cantor, chega a ser atrativo pela história, mas não há muito além a se explorar. De certo, as versões acústicas de algumas músicas de Eclipse são interessantes, embora apenas isso. (Nota: [usr 3])

    Gênesis for New Generation (Independente/2007): Retomando seus maiores sucessos com requintes de modernidade, Brother retoma os êxitos de sua discografia com dez canções que mudaram sua trajetória, com influências do pop rock e do rock progressivo. De fato, pode ter faltado uma faixa aqui e ali, mas no geral, o registro é bastante agradável e de êxito. (Nota: [usr 4])


    Notícias e matérias sobre o Brother Simion

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  • Heloisa Rosa – discografia e obra

    Heloisa Rosa é uma das expoentes de um movimento dentro da música congregacional que permitiu um louvor comunitário mais espontâneo, com frases mais simples, e instrumentais pautados no rock. Com identidade e profundidade bíblica, suas canções são apreciadas por um público seleto, porém crescente.


    Guia discográfico

    Liberta-me (Independente/2004):  Seu primeiro trabalho, caracteriza-se por canções livres e pouco conectivas entre si, no entanto, algumas dessas músicas são de qualidade destacável, como “Jesus é o Caminho” e “Clamarei Teu Santo Nome”. Um tanto quanto simples e pouco forte, mas fortemente sincero. (Nota: [usr 4])

    Unção que Une [com Min. Atmosfera de Adoração] (Independente/2005): As roupagens de Heloisa à cânticos conhecidos são extremamente positivas, enquanto a participação do Min. Atmosfera de Adoração é pouco interessante. Embora seja um disco em conjunto, não há nada no repertório que o caracterize como uma parceria, soando como uma mera coletânea. (Nota: [usr 2])

    Andando na Luz (Independente/2006): Com um som mais simples, direto e com influências do rock britânico, é o primeiro álbum de Heloisa que definitivamente é guiado por um conceito claro e bem explorado em todas as faixas. (Nota: [usr 4.5])

    Estante da Vida (Graça Music/2008): Seguindo uma proposta mais complexa e arranjos bem construídos, Estante da Vida é uma excelente obra pop contemporânea que constrói, sob o viés bíblico a nossa reconstrução e transformação interior através de Deus. Embora as canções sigam um conceito, a maioria delas são fortes individualmente, destoando apenas as letras de seu marido, Marcus Grubert. (Nota: [usr 5])

    Confiança (Onimusic/2011): Novamente procurando soar mais simples, Confiança é o trabalho musicalmente mais pesado de Heloisa. Em contrapartida, as letras não soam tão fortes, sendo poucas que oferecem um brilho maior se tomadas por uma perspectiva individual. (Nota: [usr 4])

    Ao Vivo em São Paulo (Musile Records/2014): Conseguindo fazer uma ponte entre o conceito de seus álbuns criando uma história que une-se à aspectos centrais e fundamentais do cristianismo, Heloisa soube construir um repertório que bem representou os seus dez anos de carreira. A gravação foi conduzida por um clima intimista e agradável, o que bem caracteriza sua obra. (Nota: [usr 4.5])


    Melhores músicas

    Amigo Íntimo, Clamarei Teu Santo Nome, Derramar, Estante da Vida, Estou Livre, Há Tanto Tempo, Há um Lugar, Hoje eu Sei, Jesus é o Caminho, Lindo Jesus, Pulsa Coração, Se Andarmos na Luz, Seis da Tarde, Vaidade e Vem Andar Comigo


    Notícias e matérias sobre a Heloisa Rosa

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  • Davi Sacer – discografia e obra

    Ex-vocalista dos grupos Toque no Altar e Trazendo a Arca, Davi Sacer é uma das vozes masculinas mais conhecidas do gospel contemporâneo. Com uma carreira solo ainda recente, o cantor segue em atividade com alguns sucessos.


    Guia discográfico

    Deus não Falhará (Art Gospel/2008): O disco que melhor o representa, Deus não Falhará é um prato cheio de canções com a vibe horizontal que o popularizou, como a faixa-título, canções intimistas como a intimista “Minh’alma Te Deseja”, além de parcerias corretamente escolhidas para o disco, como o pianista e produtor Ronald Fonseca, e seu ex-colega de Trazendo a Arca, Luiz Arcanjo. (Nota: [usr 4.5])

    Confio em Ti (Art Gospel/2010): Com a proposta de valorizar o estilo de canções abandonado em Pra Tocar no Manto e Salmos e Cânticos Espirituais, o primeiro álbum de Sacer fora do TA é dentro de sua zona de conforto e potencialmente popular, através das composições, em maioria assinadas por Davi Fernandes e Jill Viegas. (Nota: [usr 4])

    No Caminho do Milagre (Som Livre/2011): Primeiro disco ao vivo a representar Davi, contém apenas duas inéditas. As execuções instrumentais são altamente profissionais, corretas, mas não acrescentam as suas versões originais. Ou seja, não há nada de errado com as faixas, mas também não há praticamente nada de interessante sobre elas. (Nota: [usr 3])

    Às Margens do Teu Rio (Art Gospel/2012): Tão confortável quanto Confio em Ti, mas sem o charme que o conteve. Tecnicamente é agradável, com uma sonoridade límpida, mas as composições nunca foram tão fracas e repetitivas. (Nota: [usr 2])

    Venha o Teu Reino (Som Livre/2014): Primeiro álbum realmente ambicioso do cantor, veio a representar uma mudança radical na parte lírica. Instrumentalmente, segue a mesma tendência dos anteriores, com pouco feeling, mas as letras soam mais sinceras, soando como uma espécie de Pra Tocar no Manto em sua versão solo. (Nota: [usr 3.5])


    Notícias e matérias sobre o Davi Sacer

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  • Melhores discos de rock cristão nacionais: Década de 70

    O portal O Propagador estreia uma nova série aqui, chamada “Melhores Discos Cristãos”, procurando compilar os melhores álbuns na história da música cristã nacional e internacional. Para introduzir as listas, nossa equipe, juntamente com alguns leitores que, selecionados, conhecem e muito acerca do tema, preparamos várias listas individuais com discos e através de votação, compilamos uma seleção final, que você vê aqui.

    Nossa primeira lista é acerca dos discos de rock cristão nacionais da década de 70. Época cheia de propostas evangelísticas e, ao mesmo tempo, forte repressão religiosa, dava indícios à explosão que ocorreria nos anos 80. Com isso, escolhemos cinco álbuns que devem ser de audição obrigatória para quem deseja conhecer esta fase. Confira:

    [infobox title=’5º: Quem deseja ser criança?’]Artista: Comunidade S8
    Ano de lançamento: 1979
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Comunidade S8 - Quem Deseja ser Criança - 1979João: Como o ressoar de um clarim celestial chamando a todos para se voltar à velha infância de uma fé simples, a faixa-título e várias outras desse álbum como “Quando as Flores Não Mais Existirem” e “Quando Vejo os Céus!” fazem qualquer um voltarem aos tempos do “Primeiro Amor”. As letras desse segundo disco da S8 me remetem aos trabalhos d’Os Meninos de Deus, com aquele ideal hippie de ‘voltar ao jardim’, ‘retorno ao paraíso’, ‘jardins floridos’ e etc, só que aqui esse ideal é remetido aos céus, com passagens bíblicas muito bem repassadas e poesias geniais, mostra que toda a sociedade sem Deus pode procurar em várias formas de escape, mas é totalmente inútil, pois continuam sendo ‘escravos do erro’; e que a vida é passageira e um dia as flores não mais existirão e o tempo parará de contar, dando lugar à certeza da companhia eterna no verdadeiro paraíso, ao lado do Pai. A sonoridade é muito na linha de bandas como Yes, Genesis e Os Mutantes, sendo portanto uma das bandas mais contemporâneas na sonoridade dos anos 70 a lançar material, e esse disco é muito superior ao antecessor ‘O Rio das Águas que Saram’, e o mais legal é que a S8 nos dois álbuns seguintes, já nos anos 80, até onde ouvi, fizeram trabalhos ainda mais esplêndidos e com uma poesia singela sobre a sociedade de sua época, e o mais impressionante, ‘Quem Deseja Ser Criança’ ainda parece uma canção feita ontem, basta olharmos pros lados e vemos que ‘os dias reclamam por transformação e os fatos imploram reformulação’ até hoje.

    Phil: Um trabalho com cara bem brasileira! Não que os outros não tivessem, mas pude notar mais elementos de música brasileira nas canções. Na instrumentação, nos ritmos, mas nem tanto na forma de cantar; por outro lado temos um vocal feminino bem ajustado e bem presente. É um álbum feliz, daqueles que pra sorrir e cantar junto. Achei mais jovem que o trabalho do Jovens da Verdade (trocadilho não intencional, rs), no senso comum de dizer que isso ou aquilo “é pra jovem”. Acho que vocês entenderam, né? Para este álbum, destaque nas canções “Quem deseja ser criança?”, “Ó Senhor, livra a minha alma” e “O rio vivo”.

    Thiago: A Comunidade S8 surgiu do objetivo de ajudar dependentes químicos. O grupo não girava só em torno da música, mas em volta de vários projetos de cunho social. Havia colocado outro álbum da banda na lista final, o qual o mesmo não havia tido um grande interesse. Com músicas em rock progressivo, o que vale ressaltar no projeto é o que fizeram com suas canções, que era contra a religiosidade da época. Poderia ter merecido o máximo a posição de quinto lugar. A faixa “Ó Senhor, Livra a Minha Alma!” lembrou-me a canção “Babe I’m Gonna Leave You” do Led Zeppelin.

    Tiago: Embora temos um enxurrado de bandas que mantinham os pés na Jovem Guarda, a Comunidade S8 produziu um disco basicamente de rock progressivo, com os aspectos que esperamos de um disco deste gênero. Já no final da década, me parece que é mais tranquilo falar de temas que aos poucos deixariam de ser tabus na música cristã com bastante seriedade, mas sem deixar de soarem juvenis.

    [infobox title=’4º: Bonança’]Artista: Os Cantores de Cristo
    Ano de lançamento: 1975
    Número de faixas: 12[/infobox]

    Bonança - Os Cantores de CristoJoão: Muitos grupos na época investiram em Jovem Guarda, como os Embaixadores de Sião, Cades-Barneia, Triumpho, Os Atuantes, Os Ligados, mas Os Cantores de Cristo foram além, porque fizeram isso colocando pitadas do rock psicodélico e do progressivo (os Embaixadores de Sião fariam isso no seu segundo disco, já nos anos 80, mas aí é outra história). Desde Olhando o Infinito Os CDC já vinham surpreendendo, mas em Bonança eles investiram numa produção mais limpa e letras bem mais coloquiais do que no seu antecessor, como o verso da faixa-título: “Jatos de luz vêm colorir, dando beleza, nos fazendo sorrir”, e você ter na sua mente que esses jatos são emitidos pelo Sol da Justiça abrindo os céus em bonança é algo muito belo de se imaginar. Infelizmente foi o último disco deles com uma sonoridade mais juvenil, e logo eles se poriam a fazer canções mais suaves, mas sem perder o enfoque evangelístico.

    Phil: Letras muito boas, sendo aqui não tão loucas quanto Rebanhão ou mesmo Jovens da Verdade, mas um pouco mais diretas. Arranjos mais uma vez bem ajustados para quem curte um baile de jovem guarda, mas bem animadinho em algumas faixas, e com guitarra mais presente no som. Ah, não tem como não agradecer aos céus pelo solinho na introdução de “O Caminho”, afinal é um sonzinho distorcido, finalmente! Haha. (E não duvido que alguns dos outros analisadores leram a faixa dois como “O mundo está por um Phil”. Estou de olho nessa zoeira, hein, colegas!) Aqui destaco a curtinha “Achei”, “O Caminho” e “Eli”.

    Thiago: Havia listado dois álbuns do Os Cantores de Cristo na minha seleção dos melhores. Coloquei esse álbum como o primeiro lugar na minha classificação. Tiveram muita repercussão na época, com o som predominantemente rock progressivo, e uma qualidade musical que se assemelhava com bandas de grande porte. A qualidade musical do álbum é um avanço para época, e as guitarras foram o seu melhor aspecto. No resto, repetiram as ideias musicais da época, como o órgão, e as interpretações vocais em conjunto. “Bonança”, “Eli”, “O Mundo Está por um Fio” são as melhores músicas. O impacto do grupo foi bem grande, influenciando bandas e cantores como Novo Som, e no Janires e Amigos, do Rebanhão, a banda é citada, mostrando a importância do Os Cantores de Cristo.

    Tiago: Confesso que a música dos Cantores de Cristo não despertou minha atenção, mas é inegável que o trabalho deles estava acima da maioria de seus contemporâneos. É o segundo trabalho, mais ousado que Olhando o Infinito, seu antecessor, e talvez o último lançamento que valha a pena ser mencionado.

    [infobox title=’3º: Viagem’]Artista: Jovens da Verdade
    Ano de lançamento: 1973
    Número de faixas: 12[/infobox]

    Viagens - Jovens da VerdadeJoão: Um dos primeiros álbuns revolucionários da história da música cristã brasileira, tem uma pegada bem tropicalista, com letras bem na linha Movimento de Jesus, mesmo que possivelmente o pessoal do projeto JV nem conhecesse o que tava rolando nos EUA nessa época, pra mim é um disco que mexe ainda pra caramba com minha mente, em especial a faixa-título, que usa de um vocabulário extremamente cabuloso pra época, como a palavra ‘transas’, que devia horrorizar muito crente da época (e acho que até hoje, rsrs), letras que falam muito sobre a juventude como “Desligado”, “Um Jovem Triste”, “Jovens Vamos Lutar”, “Pra Viver Sorrindo”, e claro, a faixa-título, que vai bem no meio do assunto que de certo modo foi abordado de maneira mais direta e pesada no disco anterior, Drogas Matam. A capa também é um primor, a sacada do avião foi muito bem feita na minha opinião. Quando ouvi pela primeira vez esse disco, fiquei sem palavras, tentando me colocar, como historiador, na década de 70 e dizer ‘meu, esses caras eram doidos!’ (risos). Muito relevante e impossível não ser citado por alguém que pesquise sobre essa década.

    Phil: “Jesus, amigão, quero fazer uma viagem com você”. Assim canta a primeira faixa do “Viagens”. É um LP bem classudo, com vocais bem trabalhados (como tudo na época, pois, se estou certo, as canções cristãs tinham mais um formato de “coral”, não necessariamente com 20 integrantes, mas raramente havia muito solo vocal). Se existisse uma espécie de “baile de jovem guarda” gospel na época (mamãe me contou que o baile se chamava “assustado”, porque era de uma hora pra outra, no susto, que se ficava sabendo dele), muito provavelmente teríamos o Jovens da Verdade tocando lá, até porque o Viagens é o terceiro registro deles (até onde sei), então eles já teriam bastante material pra palco, não acham? Em destaque, “Viagens” e “Não mais eu”. O curioso foi que comecei a ouvi-los num dia chuvoso, e caiu perfeito, a atmosfera tranquila do álbum com a reflexão que sentar à janela e olhar a chuva traz. É simples e belo assim.

    Thiago: Os Jovens da Verdade não haviam entrado na minha lista pessoal. Um disco de qualidade baixa, não me chamou a atenção. O grupo é muito ligado a missões e obras como a Comunidade S8, e tem participação ativa na sociedade. Musicalmente, o álbum de modo pessoal, merecia o quinto ou quarto lugar nessa lista, mas ainda assim seu som era um tanto polêmico pelas regras religiosas da época.

    Tiago: A capa do álbum é, de fato, antológica. Um disco bem mais maduro que seu anterior, Drogas Matam, Viagem apresenta um JV calcado na Jovem Guarda, porém um pouco mais ousado. É claro, as composições aqui e acolá são até ousadas, mas nada que se compare a alguns músicos dos anos seguintes.

    [infobox title=’2º: Rebanhão’]Artista: Janires
    Ano de lançamento: 1979
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Rebanhão - Janires - Fita Cassete - 1979João: A demo que mais intriga tanta gente até hoje. As letras contidas nessa demo até hoje não vi iguais, Janires era muito inteligente, conseguiu colocar influências da psicodelia, tropicalismo, rock progressivo, até um samba, tudo num cadinho só que me remete aos clássicos trabalhos de Raul Seixas dos anos 70, principalmente o obscuro e estranho Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10. As letras, obviamente, são fora de tudo que já se viu. Cada letra merecia um review próprio, acho que mereciam é um livro (risos), “Castelo de Areia” como uma nova versão e genial da parábola dos homens que constroem suas casas na rocha ou na areia, “Aleluia” começa naquela pegada de músicas da Tropicália, mas depois fica piano, quase um canto congregacional, “General” é uma balada que fala da volta de Cristo, muito tocante, “Disco Voador (Bebê de Proveta)” é a primeira a mandar uma letra completamente pirada pra época, com menções à comerciais de cremes dentais, viagens espaciais, OVNIs (muito em moda na época a crença nisso, vide “Ouro de Tolo” de Raul Seixas) e a revolução da inseminação artificial e do bebê de proveta, ‘Taças de Cristais” eu gostei mais da versão dos anos 80, mas enfim, é uma letra muito boa, “Discoteca”… ah, se Janires soubesse que a turma dos anos 2000 ia fazer essa tal de discoteca gospel (risos), mas é uma ótima letra e que chegou a ser usados alguns dos seus versos pela banda Louvor Art e Cia na música “Milagres” do seu único álbum Criação de 1994, “Eu Tenho uma Casa no Céu” é uma das minhas prediletas, até de seriados e filmes da época ele fala, como Flash Gordon e King Kong, “Ponte” é uma polêmica e inacreditavelmente atual crítica aos usos e costumes de muitas igrejas, somado à falta de amor às pessoas e amor capitalista às coisas, “Cara a Cara” deve ter chocado na época igual se hoje em dia decidíssemos falar de programas da ‘satânica’ Rede Globo em uma música, e “Arco-Íris” fecha com uma beleza indescritível esse K7, com a temática predileta do Janires: A volta do Senhor. Pra mim essa fita merecia é ser colocada acima até do primeiro lugar, pq é incomparável demais.

    Phil: Cheio de atitude, como um bom rock deve ter! Como não ficar encantado? Caraca! Tanta criatividade e loucura, vivacidade e cultura. E olha que era apenas uma demo mas mesmo assim merece demais entrar na lista. Confesso que só tinha ouvido poucas canções, soltas, do Rebanhão antes dessa empreitada auditiva e agora que dei atenção a um álbum inteiro eu captei uma boa parte do que a galera vive dizendo sobre a banda. Impressiona a atualidade, pois certas afirmações cabem muito bem nas situações de hoje, 30 e tantos anos depois! Como diria Paulo Bonfá, é totalmente excelente. Fico imaginando a polaridade na época, uns dizendo “que loucura é essa? por Deus, não dá pra mim, tô fora disso!” e outros exclamando “que loucura é essa? por Deus, que maravilha, era isso o que eu tava procurando!”. Quebrando paradigmas, encantando meus ouvidos! Destaco aqui as boas zoeiras de “Eu Tenho uma Casa no Céu” e “Disco Voador (Bebê de Proveta)”.

    Thiago: Janires é um distinto compositor e notoriamente conhecido por ter fundado a banda Rebanhão. Apesar de ter colocado em quinto lugar na minha lista pessoal, esse álbum tem um dos melhores arranjos da época. O que o disco perde demais é na questão técnica, com uma gravação claramente amadora, cheia de falhas, o que poderia ser normal para época. Mas apesar dos defeitos, o cassete em comparação ao rock cristão setentista apresenta uma das melhores sonoridades, e os arranjos de teclados foram os melhores até aqui. “Disco Voador (Bebê de Proveta)” e “Eu Tenho uma Casa no Céu” com suas influências de blues, “Cara a Cara” com seu solo de guitarra distorcida (o que poderia ser quase um absurdo), “Ponte” com sua bela letra de crítica a ingratidão e religiosidade dos cristãos, são as melhores músicas do registro.

    Tiago: As vezes soa estranho uma fita demo, de produção amadora tomando o lugar de vinis. Mas é isso mesmo. O trabalho de Janires estava muito acima do que seus contemporâneos poderiam alcançar (e até hoje muitos ainda não conseguem entender a genialidade deste capixaba). Este trabalho, gravado em São Paulo e que, mais tarde tornaria-se a banda que o cantor fundaria no Rio de Janeiro é talvez o primeiro registro de um rock cristão que consegue fugir das rimas previsíveis “Jesus-luz-Jesus-conduz” e apresenta um repertório contextualizado com sua época. Com faixas que são um verdadeiro tapa na cara dos cristãos, como “Ponte”, e faixas dançantes como “Aleluia”, o que não falta no disco é espontaneidade.

    [infobox title=’1º: O que a Lua não pôde, não pode e não poderá’]Artista: Wolô
    Ano de lançamento: 1975
    Número de faixas: 12[/infobox]

    O que a Lua não pôde, não pode, nem poderá - WolôJoão: Tecnicamente nem é um disco de rock, tendo uma ou outra música realmente nessa pegada, como “Cara” e “Amor Amor de Cristo”, mas é um disco muito bom, de uma produção soberba, rara de se ouvir de lançamentos dessa época, especialmente nos meios cristãos, e com uma das capas mais legais, e Wolô é um poeta, né, véi, conseguiu imprimir muitas das pirações da era hippie (o misticismo de venerar a natureza, a lua e o sol, etc), as gírias (“Cara”), e as viagens filosóficas e parciais sobre Jesus da época (“Duas Fáceis e Duas Difíceis”) numa visão cristocêntrica e com uma linha que lembra Ronnie Von, que conseguiu misturar a Jovem Guarda com a psicodélica da época, muito criativo, sem sombras de dúvidas. Por isso merece o primeiro lugar, por ser um corajoso precursor.

    Phil: De toda a lista que obtivemos para audição, eu corri logo para esse. Fui pego pelo nome do cara. “Wolô? Que maluco é esse, em plenos anos 70?” Uma rápida busca na internet e entendi: trata-se de Wolodymir Boruszewski, ucraniano que é enraizado em terra brasileira desde que Renato Russo era um bebê (e talvez até antes disso). Bem, à medida que eu ia escutando outros álbuns, a liderança do belo “O que a lua não pôde, não pode e não poderá” foi muito ameaçada, mas não saiu do topo. Curti demais! Me cativou, me prendeu a atenção. Quando se fala de rock pensa-se em jovialidade, energia, animação, mas esquece-se que há vertentes e originalidades e particularidades, e o Wolô não fez um álbum loucão. Fez um álbum consistente! Destaco as faixas “Cara” e “Pai Nosso”, esta última provavelmente você já ouviu por aí.

    Thiago: Ao contrário da dificuldade de gravações de muitos na época, a falta de tecnologia, as vozes extenuantes e bregas da maioria das bandas e cantores brasileiros da década de 70, Wolô consegue se superar na maior parte desses quesitos. Wolodymir Boruszbwski, conhecido como Wolô, é descendente de sérvios, cientista (geólogo), mestre em Meteorologia pelo INPE, doutor em Engenharia Aeronáutica na área de Estruturas e Mecânica dos Sólidos, pelo ITA. Com um extenso currículo na área cientista, suas músicas mostram o outro lado do compositor. O vinil O que Lua não pôde, não pode, nem Poderá possui letras com um jogo de palavras poéticas, que brincam com as palavras, e canções de rock bem características da época, principalmente o progressivo. O que poderia ser classificado como um escândalo na época, o uso de guitarras, bateria para acompanhar o órgão que era costume nas canções evangélicas da época, a parte lírica vence nesse álbum. Canções como “Cara”, “O Olhar Sorrir” pela influência da bossa nova, se destacam como as melhores canções do conjunto.

    Tiago: Já deu para notar que a maioria das bandas e cantores desta época ainda eram fortemente influenciados pela música da Jovem Guarda. Mas Wolô foi mais longe. Mesclando vários gêneros musicais, como o samba, o disco é ousado também nas composições. Com um título instigante e uma capa conceitual (o que é raro para a época), o disco de Wolô era uma escolha óbvia para os primeiros lugares desta lista.


    A lista foi compilada através de votos dos participantes, além de Jhonata Fernandes e Maycom Franklin, que não puderam comentar desta vez. Para saber, com maiores detalhes o processo de escolha dos álbuns, acesse esta página.

  • Aline Barros – discografia e obra

    Uma das mais famosas e bem sucedidas cantoras do segmento gospel nos últimos anos, Aline Barros soma mais de vinte anos de carreira com uma longa discografia de discos inéditos e coletâneas, que registram um pouco da história recente da música cristã brasileira.


    Guia discográfico*

    Sem Limites (AB Records/1995): Com a boa produção dos integrantes do Roupa Nova, Aline Barros aparece no segmento como um bom pop atrelado à interpretações vocais agradáveis com um bom time de compositores, como Alda Célia (autora do clássico “Para Sempre Te Adorarei”, a melhor faixa do disco), Marquinhos Gomes, Josué Teodoro, além de algumas versões. (Nota: [usr 4.5])

    Voz do Coração (AB Records/1998): Sequela natural de Sem Limites, contém algumas canções mais ousadas, como “Corra para os Braços do Pai”, embora o repertório seja inferior ao projeto de estreia. (Nota: [usr 3.5])

    O Poder do Teu Amor (AB Records/2001): Utilizando registros vocais mais complexos, o destaque de O Poder do Teu Amor está em “Guarda a Tua Fé” e “Recomeçar”, que mantém a proposta pop dos trabalhos mais antigos. (Nota: [usr 4.5])

    Jesus Vida Verão (AB Records/2002): Um registro simples, e pouco claro se realmente foi um registro planejado ou não, destaca-se pela presença de palco com Aline, e a presença vívida do público. (Nota: [usr 3.5])

    Fruto de Amor (AB Records/2003): Com um repertório mais bem estruturado que os anteriores, o álbum é parte de uma fase difícil para Aline Barros, devido ao seu problema nas cordas vocais mas que, de nenhuma forma afetou a qualidade final do álbum. Com músicas como “Você é de Deus”, “Nossos Planos” e até mesmo “Cantarei Desse Amor” com a participação de PG, é basicamente um disco pop como o que se espera de Aline. (Nota: [usr 4.5])

    Som de Adoradores (MK Music/2004): Incorporando o congregacional com competência, o sucesso do álbum se deve, de certa forma à dupla Kleber Lucas e Rogério Vieira. É claro, alguns arranjos de teclado são simplórios, e até mesmo toscos (num olhar contemporâneo), mas é exatamente o que as músicas pediam em sua época. “Sonda-me, usa-me”, “Rei meu”, “Apaixonado”, “Casa de Deus” e a maior parte do disco é parte marcante da carreira de Aline. (Nota: [usr 4.5])

    Som de Adoradores [vídeo] (MK Music/2005): Conduzido de forma responsável, Som de Adoradores, ao vivo chega a ser quase tão bom quanto sua versão em CD, com o acréscimo de ministrações interessantes e medleys. (Nota: [usr 4])

    Caminho de Milagres (MK Music/2007): Alcançando ao extremo dos exageros, Caminho de Milagres é o resultado de uma produção musical fraca, interpretações vocais equivocadas e um repertório extenso demais. (Nota: [usr 2])

    Aline Barros no Maracanãzinho: Caminho de Milagres (MK Music/2009): Reflexo do pouco êxito de sua versão em CD, é mais aceitável pelas imagens feitas no ginásio do Maracanãzinho. No entanto, o registro não chega a empolgar. (Nota: [usr 3])

    Aline Barros na Estrada (MK Music/2010): (sem avaliações)

    Extraordinário Amor de Deus (MK Music/2011): Com produção musical de Ricardo Feghali e Cleberson Horsth, Extraordinário Amor de Deus é um álbum polido e corrige o excesso dos anteriores, além de fazer uma mescla razoável entre o congregacional e o pop de Aline. (Nota: [usr 4])

    20 Anos (Sony Music/2012): Apesar de serem vinte anos de carreira, apenas metade desta história está registrada aqui – o que não faz muito sentido para um álbum comemorativo. (Nota: [usr 3])

    Graça (MK Music/2013): Com um repertório razoável, mas uma produção musical que relativamente deixou a desejar, Aline Barros apresenta um álbum sustentado por algumas composições de Anderson Freire. No entanto, a novidade se centra em Pr. Lucas, que, todavia, não escreve canções de grande impacto. (Nota: [usr 3])

    * coletâneas e álbuns infantis não foram inclusos, por serem muitos na carreira da cantora.

    Notícias e matérias sobre a Aline Barros

    Para ver todo o conteúdo sobre ou relacionado a Aline Barros no O Propagador, clique aqui.

  • Resgate – discografia e obra

    Surgida na capital paulista no fim da década de 80, o Resgate é um dos maiores – e melhores – ícones do rock cristão nacional, com o diferencial de manter sua formação praticamente intacta. O quarteto é formado por Zé Bruno, Hamilton Gomes, Marcelo Bassa e Jorge Bruno.


    Guia discográfico

    Vida, Jesus & Rock’n’Roll (Independente/1991): Bastante amador, mas esforçado, contém alguns dos elementos marca-registrada do Resgate. Sonoridade direta, simples, mas empolgante e algumas letras que começam a impressionar, como “Paralelo”. (Nota: [usr 3])

    Novos Rumos (Gospel Records/1993): Seguindo a tendência do anterior, Novos Rumos não contém muitas novidades, mas as canções não são tão elementares como antes. Com pitadas de heavy metal, o hard rock do Resgate começava a se solidificar. (Nota: [usr 3.5])

    On The Rock (Gospel Records/1995): Ampliando a visão do Resgate, o produtor Paulo Anhaia soube lapidar a música da banda. Num registro empolgante da primeira à última faixa, a música da banda é sólida, em certos momentos jovial e saudavelmente composta de autodepreciação. (Nota: [usr 5])

    Resgate (Gospel Records/1997): Se remodelando com questões acerca da religiosidade, é liricamente o disco mais complexo do Resgate. A sonoridade suja das guitarras, inspirada no rock londrino parece abandonar o humor tão positivo de On The Rock. (Nota: [usr 4])

    Praise (Gospel Records/2000): Com uma proposta praticamente conceitual, Praise encara muito bem o contexto do louvor comunitário no Brasil, sem perder-se na essência rock da banda. Com órgão hammond, backing vocals bem arranjados, as canções mesclam melodias agradáveis com letras de fácil assimilação. (Nota: [usr 4.5])

    Acústico (Gospel Records/2001): Embora o disco não pareça sair-se tão bem, o Resgate não se propôs a copiar suas versões de estúdio, mas com um time muito bom de instrumentistas conseguiu criar um registro coerente, e com um repertório bem selecionado. (Nota: [usr 4])

    Eu Continuo de Pé (Gospel Records/2002): Não aproveitando nenhum dos êxitos dos três últimos registros inéditos, Eu Continuo de Pé é, de longe, o pior álbum do Resgate. As letras, em maioria são pobres e a obra soa pouco convincente (Nota: [usr 1.5])

    15 Anos – Ao Vivo (Gospel Records/2004): Com guitarras explosivas e a boa participação de Dudu Borges nos teclados, é uma das melhores apresentações para fãs novos da banda. Embora as interpretações vocais de Zé Bruno propositalmente estejam abaixo de seu nível, o disco é ainda sustentado por duas das três faixas inéditas contidas no final (“O Rio” e “O Meu Lugar”), enquanto “Mais Longe” parece soar como uma sobra horrível de Eu Continuo de Pé. (Nota: [usr 4])

    Até eu Envelhecer (Gospel Records/2006): Em 15 anos, o Resgate só poderia continuar evoluindo por conta de seu novo integrante, o tecladista Dudu Borges, que tornou o registro menos previsível do que os anteriores. No entanto, o grande ponto negativo acerca de Até eu Envelhecer são algumas de suas letras panfletárias pró-Renascer. (Nota: [usr 3.5])

    Até eu Envelhecer – ao vivo (Gospel Records/2008): Repetindo grande parte do repertório de 15 Anos – Ao Vivo, Até eu Envelhecer – ao vivo não parece ser um registro muito necessário. No entanto, os registros para “O Rio”, “O Meu Lugar”, “Leve e Momentânea” e algumas das faixas de Até eu Envelhecer justificam relativamente o lançamento. (Nota: [usr 3])

    Ainda não é o Último (Sony Music/2010): Uma boa versão fundida de Praise com Até eu Envelhecer, Ainda não é o Último é um dos melhores trabalhos do Resgate, com todas as faces apresentadas pela banda em sua carreira. Com teor político, humorístico e até mesmo confessional, as guitarras de Zé Bruno e Hamilton se complementam aos teclados de Dudu Borges. (Nota: [usr 4.5])

    Pretérito Imperfeito, mais que Perfeito (Sony Music/2011): Um dos melhores Greatest Hits do mercado cristão, é um excelente cartão de visita da banda, com todos os seus sucessos contidos até 2010. Ainda, incluindo a autobiográfica “Assim Caminha a Humanidade?”, inclui fotos e depoimentos que não o tornam apenas uma coletânea, mas uma espécie de documentário sobre os melhores momentos do Resgate. (Nota: [usr 5])

    Este Lado para Cima (Sony Music/2012): Sem Dudu Borges, a banda retorna à agressividade de On The Rock, com a produção de Paulo Anhaia. Neste projeto, é interessante perceber que, apesar de simples, o Resgate criou tantas possibilidades e propostas musicais que a saída de um membro não a afetaria tanto. Com um discurso conceitual e forte de se desapegar das coisas terrenas, em direção para cima, a grande faixa do registro é “Eles Precisam Saber”. (Nota: [usr 4])

    Aos Vivos (Sony Music/2013): Claramente afetado por seu pouco planejamento, Aos Vivos soa justificável pela simplicidade que a banda vem adotando desde a saída de seu tecladista. Abordando também algumas canções de Ainda não é o Último com samples, o disco remonta o Resgate no ápice de sua elementaridade. (Nota: [usr 3])

    25 Anos (Sony Music/2015): Com arranjos acústicos suaves, mas vintage, além das grandes inéditas “Ninguém vai Saber”, “Luz” e “Ele”, o Resgate preferiu fazer um trabalho mais calmo, diferente dos anteriores, revisitando canções esquecidas. Apesar de alguns deslizes, o registro teve um acabamento bastante positivo. (Nota: [usr 4])


    Melhores músicas

    5:50 AM, A Hora do Brasil, Acusador, Água Viva, Astronauta, Daniel, Em Todo o Lugar, Eles Precisam Saber, Eu Estou Aqui, Infinitamente Mais, Jack, Joe and Nancy in the Mall, Liberdade, Neófito, O Meu Lugar, O Nome da Paz, O Rio, Palavras, Paralelo, Passo a Passo, Pra Todos os Efeitos, Restauração, Rock da Vovó, Solidão, Te Encontrar, Tempo, Todo Som e Vou me Lembrar.


    Notícias e matérias sobre o Resgate

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