Ex-vocalista e líder do Katsbarnea, Brother Simion é um dos expoentes do rock cristão nacional, com suas composições e influência no meio. Após sua saída da banda, lançou alguns discos e marcou sua passagem pela cena musical.
Guia discográfico
Brother (Gospel Records/1992): Com canções agradavelmente embaladas pelo folk, Simion (seu nome artístico na época) apresenta um repertório coeso e bem construído, com poucos deslizes. Destaque para as novas roupagens de “Contato” e “Retrovisor”, de O Som que Te Faz Girar. (Nota: [usr 3.5])
Esperança (Gospel Records/1995): Sequela do disco anterior, com menos brilho, possui até algumas canções interessantes, como “Orgulho”, mas a interpretação dada a elas não chega a surpreender. (Nota: [usr 3])
A Promessa (Gospel Records/1996): Com elementos pop, mas um repertório pouco direcionado e claro, A Promessa soa como uma sobra de músicas que não foram aproveitadas pelo Katsbarnea. A única coisa que parece se salvar é a faixa-título. (Nota: [usr 2])
Asas (Gospel Records/1998): Aparentemente cansado das mudanças estruturais constantes de sua banda, Simion canalizou o repertório do Katsbarnea para sua carreira solo. Seu primeiro álbum evidentemente forte, é uma mescla das características fundamentais de seu trabalho, incluindo canções sobre a temática ambiental. (Nota: [usr 4.5])
Na Virada do Milênio (MID Produções/2000): Conceitual e ousado, foi uma justa tentativa de Simion a atualizar seu som e conectar-se com o rock industrial produzido no exterior. Entretanto, algumas faixas soam forçadas, enquanto outras, como “Caos”, “Help”, “Profecia” e “Onde Encontrar” soam bastante interessantes. (Nota: [usr 3])
Redenção (MK Music/2001): Introspectivo, Redenção é um dos discos mais simples e orgânicos do cantor, com melodias guiadas pelo piano e reflexões acerca da fragilidade e os anos passageiros. Disto, há de se destacar o feeling de “Eclesiastes”, o pop rock de “Redenção” e o folk “É de Manhã”. (Nota: [usr 3])
A Volta de Johnny (MK Music/2002): A Volta de Johnny é o álbum mais básico de Brother Simion desde sempre. Em maior parte composto de bateria, baixo, guitarra pouco distorcida e teclado, o cantor retoma temáticas antigas, como seu próprio personagem Johnny, além de baladas e outras faixas hard rock. (Nota: [usr 3.5])
Eclipse (Independente/2004): Sua versão do new metal não chega a soar muito datado nos dias de hoje, isso porque as composições continuam a ter os mesmos elementos pelos quais Brother foi conhecido. Entretanto, há um pouco mais de ousadia. Ao abordar pastores mercenários (“Semideus”), o conflito entre amigos (“Ei, Amigo”) e até mesmo seus sentimentos quanto à carreira (“Onde Deus me Levar”), Simion consegue ser impactante, e ao mesmo tempo sentimental, numa produção musical corretamente aplicada. (Nota: [usr 4.5])
Testemunho (Independente/2005): Vendo a conter o testemunho de vida do cantor, chega a ser atrativo pela história, mas não há muito além a se explorar. De certo, as versões acústicas de algumas músicas de Eclipse são interessantes, embora apenas isso. (Nota: [usr 3])
Gênesis for New Generation (Independente/2007): Retomando seus maiores sucessos com requintes de modernidade, Brother retoma os êxitos de sua discografia com dez canções que mudaram sua trajetória, com influências do pop rock e do rock progressivo. De fato, pode ter faltado uma faixa aqui e ali, mas no geral, o registro é bastante agradável e de êxito. (Nota: [usr 4])
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