Rocklogia – O processo judicial e mudanças estruturais no Fruto Sagrado

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Após O que a Gente Faz Fala Muito Mais do que Só Falar, o Fruto Sagrado deixou a Gospel Records e ficou por um tempo sem lançar discos. O guitarrista recém integrado ao grupo, Bene Maldonado, precisou deixar o grupo, pois trabalhava com seu pai em um estúdio, que necessitava de cuidados. O estúdio de Ernani Maldonado era bastante requisitado por cantores na época, como Marina de Oliveira, que compôs músicas em parceria com o produtor.

Para não deixar o Fruto Sagrado sem guitarrista, Bene trouxe o músico Leonardo Cordeiro, um aluno seu, para tocar o instrumento na banda. Com ele, juntamente aos integrantes da formação inicial, Marcão, Bênlio e Flávio, foi gravado um disco acústico em comemoração dos 10 anos do grupo, já abordado por aqui.

O acústico do Fruto Sagrado foi distribuído por uma gravadora chamada Salmus Produções. Nesta época, ocorreram duas baixas na banda: Leonardo recebeu uma proposta de tocar com o cantor Kleber Lucas, e optou por deixar o Fruto, ação que foi apoiada pelos demais membros, por Kleber estar em uma fase excelente em sua carreira, o que lhe daria visibilidade. Por outro lado, o baterista Flávio Amorim resolveu deixar a banda¹.

Com a saída de Leonardo, Bene Maldonado voltou, e trouxe outro músico chamado Sylas Jr., para cumprir a função de baterista. As gravações do disco seguinte, O Segredo, seguiram-se nesta formação. A sonoridade do grupo mudou drasticamente. Sylas trouxe um estilo diferente para as baquetas da banda, e se, antes, a parte musical era fortemente caracterizada pela parceria de Marcão e Bênlio, Bene entrou em cena como principal arranjador, com Marcão limitando-se geralmente como letrista. Neste álbum, ocorre as participações especiais de PG e Marquinhos Gomes, algo que o Fruto já procurava trazer. No acústico, o conjunto trouxe Carlinhos Felix para as gravações.

O Segredo foi lançado pela gravadora TOP Gospel, o que gerou um processo judicial da Salmus Produções por quebra de contrato. A banda foi condenada a pagar 400 mil reais. Segundo Bênlio Bussinger, Bene e Sylas se recusaram a ajudar a pagar, e com a saída de Flávio Amorim, o tecladista, juntamente com Marcão custearam sozinhos os efeitos da “proeza”. Este acontecimento apenas contribuiria para maiores mudanças estruturais no Fruto Sagrado, as quais veremos em breve, num próximo artigo.

Apesar disso, o álbum foi melhor recebido pelo público do que O que a Gente Faz Fala Muito Mais do que Só Falar, justamente por conter canções mais simples e acessíveis. E claro, no aspecto técnico, a qualidade melhorou bastante.

¹um trecho do texto foi suprimido a pedido e em respeito ao músico Flávio Amorim, ex-integrante do Fruto Sagrado, afirmando que a parte anteriormente contida não é verdadeira.

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