Autor: Equipe O Propagador

  • Fique Sabendo – Thalles, Damares, Marcela Taís e muito mais

    Hoje é sexta-feira e chegou o momento de recapitularmos os principais acontecimentos que movimentaram o mundo gospel esta semana. Confira!


    Humor acima da média

    As polêmicas envolvendo o cantor Thalles e suas declarações estão longe de chegar ao fim e a cada dia ganham novos desdobramentos. Cantores como Leonardo Gonçalves, Kim do Catedral, Cassiane, Andrea Fontes entre tantos outros publicaram sua insatisfação com as falas de Thalles em um evento e que ganharam repercussão na semana passada após vídeos serem publicados no Facebook.

    Leia aqui: Leonardo Gonçalves responde Thalles: “sua opinião a nosso respeito não faz a menor diferença”

    Leia também: Kim, do Catedral, chama Thalles de “backing cantor”, e diz: “tenho pena”

    O público também não perdeu tempo e tem tratado com humor as declarações do cantor, transformando o termo “acima da média” em meme. Diversas publicações tem ganhado as redes sociais e viralizado entre os internautas. Tem de tudo, de montagens a paródias musicais envolvendo o cantor. Confira:

    thalles saiu do grupo
    Reprodução internet
    Fonte: Gospelmente Incorreto
    Fonte: Gospelmente Incorreto
    acima da média
    Fonte: Chloe Crente

    Paródia:

    Thalles Roberto - Lepo Lepo (Paródia)Tha Tha Tha Tha Tha Tha Tha Thalles Robertoooooo... ????? #AcimaDaMédia #MaisRycoQueODT #500GrausOQue ??INSTAGRAM: @censoredbrum ✌Curtam Consagra Jovem (y)Curtam Toca da Chica (y)>>Tem camisetas novas da Linha #CensoredBrum á venda!CONFIRAM>>http://goo.gl/9pHi99 ?LETRA: Sarah JhenniferEDIÇÃO: Davi Carvalho Posted by Censored - Brum on Quinta, 23 de julho de 2015
    Eu e o Tipo Assim nos unimos e criamos esse vídeo só para dizer pra alguém: SEJE MENAS!!! Posted by Gospelmente Incorreto on Segunda, 20 de julho de 2015

    Você acredita na Cruz?

    [caption id="attachment_1029140" align="alignleft" width="300"]filme você acredita? Imagem: divulgação[/caption]

    Chega no dia 03 de setembro às telonas de todo o Brasil o filme Você Acredita?, distribuído pela 360WayUp e California Filmes. Dos criadores do sucesso Deus não está morto, Você Acredita vem alcançando excelente repercussão na internet. A fanpage oficial do longa conta com mais de 50 mil fãs e o trailer já foi visto por mais de 87 mil pessoas.

    Reunindo um elenco encabeçado por nomes conhecidos como Mira Sorvino, vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 1995, e Sean Astin, dos filmes Os Goonies e O Senhor dos Anéis, Você Acredita? ainda vai tocar em questões atuais na sociedade como intolerância religiosa, gravidez na adolescência, crise no relacionamento e suicídio. Segundo o diretor Jonathan Gunn, o filme traz histórias com as quais as pessoas irão se identificar. "É um filme complexo sobre a fé. A verdadeira redenção vem da escuridão real e este filme não teve medo de explorar isso. Ele explora a fé de uma forma complexa e não foge das perguntas difíceis".

    Para divulgar o filme a 360WayUp criou um aplicativo onde é possível personalizar o avatar no Facebook com a hashtag #EuAcreditoNaCruz. Clique aqui para customizar seu avatar.

    O filme ainda conta com o apoio da gravadora Sony Music. No Brasil, a canção tema terá versão interpretada pelo cantor Leonardo Gonçalves.

    Assista abaixo o trailer do filme Você Acredita? legendado.

    https://www.youtube.com/watch?v=cY5vKeB6qvg&feature=youtu.be

    Reconhecimento

    damares cd mais vendidoDesde que conquistou o Brasil com o sucesso da canção "Sabor de Mel" a cantora Damares coleciona diversos títulos entre eles, discos de ouro, platina e até diamantes. Seus dois últimos discos de inéditas figuraram entre os 10 mais vendidos a nível nacional, sendo o único disco gospel a alcançar essa marca nos últimos anos.

    Leia aqui: Análise do CD O maior troféu de Damares

    Desta vez a cantora foi convidada para ser homenageada na Festa Nacional da Música que acontece no dia 19 de outubro em Canelas-RS representando o segmento gospel. O prêmio já foi concedido a nomes como Aline Barros, Fernandinho e Anderson Freire.

    "Nos últimos anos, se não me engano, quando a Aline Barros recebeu esta homenagem, sempre acompanhei as notícias deste evento. Eu tinha muita vontade de participar e de ter essa experiência tão especial. Quando o diretor do evento me ligou dando a notícia sobre esta homenagem fiquei muito feliz e até emocionada. Uma honra, sem dúvida! Mais uma conquista para o meu ministério!" Comemora Damares.


    Dina Santos prepara novo CD pela Graça Music

    [caption id="attachment_1029141" align="aligncenter" width="1024"]Leno Maia Ana Paula Porto - diretora da Graça Music e o produtor Leno Maia[/caption]

    Lançado em 2013, o primeiro projeto da cantora pentecostal Dina Santos pela Graça Music, Minha Benção, conquistou o público e rendeu a cantora disco de ouro por mais de 40 mil cópias vendidas.

    Agora a cantora se prepara para lançar seu segundo disco pela casa que conta com produção de Lena Maia. O CD virá com 14 faixas algumas delas assinadas pelo rapper Leandro Marques e a dupla sertaneja Rick e Renan, também contratados da Graça Music.

    O novo CD, ainda sem título definido, tem previsão de chegar ao mercado em meados de novembro.


    Marcela Taís lança clipe da canção "Ame mais, Julgue menos"

    Sucesso entre o público jovem, a cantora Marcela Taís lançou recentemente o clipe da canção "Ame mais, Julgue menos" na plataforma Vevo e já conta com mais de 170 mil visualizações. O clipe conta com direção de Bruno Fioravanti.

    Ame mais, julgue menos integra o novo álbum de Marcela Taís pela Sony Music Moderno à moda antiga. Vale citar que o projeto figurou em primeiro lugar entre os mais vendidos no iTunes, feito conquistado por poucos artistas do gospel além de ter sido a primeira a obter destaque na Home da plataforma.

    Leia também: Análise CD Moderno à Moda Antiga - Marcela Taís

    Confira o clipe aqui:


    Primeiro CD de Anayle Sullivan é lançado no iTunes e em 60 plataformas digitais

    Intitulado Anayle Sullivan, o projeto chega às plataformas digitais pela Sony Music nesta sexta-feira (24). A direção de repertório ficou por conta de seu esposo Michael Sullivan, grande Hitmaker e referência musical no país, recordista do Guiness Book com 600 músicas entre as 100 mais executadas no Brasil e América Latina, além de ser autor de 1400 composições gravadas.

    Além do iTunes, outras 60 plataformas digitais irão disponibilizar o disco. Em agosto o CD estará disponível nas melhores lojas de todo o Brasil.


    Primerandar lançará nova música

    A banda Primerandar anunciou que está finalizando uma música nova, a ser lançada em breve. O anúncio foi feito em suas redes sociais. Segundo o grupo, será divulgada no início do próximo mês.

    Leia também: Entrevista - Primerandar


    Por hoje é só pessoal! Até a próxima sexta-feira!

  • Melhores discos de rock cristão nacionais: Década de 80

    Continuando a nossa lista de melhores discos de rock cristão nacionais, chegamos a década de 80, época em que as produções musicais do nicho começaram a ser bem mais numerosas. Em dez anos, muitas bandas surgiram, algumas em atividade até os dias de hoje. O Rebanhão levou a maioria das posições, emplacando três. Vamos conferir?

    [infobox title=’10º: O Som que Te Faz Girar’]Artista: Katsbarnea
    Ano de lançamento: 1989
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Katsbarnea - O Som que Te Faz Girar - 1989Jhonata: Confesso que não gosto da banda Katsbarnea, mas o álbum O Som que Te Faz Girar tem uma pegada surf rock que me atrai. Para quem ouve bandas como Red Hot Chili Peppers, Switchfoot e Charlie Brown Jr. como eu, se identificará com este álbum. Não é que ele seja um deste gênero, mas tem algumas características básicas, que com certeza, vai te jogar para uma praia! (Hehe hehe). Um dos motivos de eu não gostar do Katsbarnea, é que acho muito parecida com a banda Blitz, e eu não gosto de Blitz. O vocalista também não tem uma voz legal. Aí você me pergunta: “ué, então porque escolheu o álbum como um dos melhores?”. Respondo: porque ele tem características musicais que me agrada. A exemplo de “Retrovisor” que coloco na lista de músicas de viagem. “Brisa” que é uma boa canção para passeio e “Extra” para animar a festa entre amigos. Bom, ouça “Extra” e ouça qualquer música da Blitz que você me entenderá porque acho muito parecida ambas as bandas. Até as back-vocals… Enfim, não vou xingar a banda, não é o objetivo da série e nem do post. Lá vai dois motivos para ouvir o disco: 1) é um álbum rico instrumentalmente e 2) As letras passam mensagens importantes.

    João: Pra mim esse estaria em posições mais altas, pois é chegado um outro genial compositor do rock cristão: Brother Simion (na época, apenas Simion). Letras divertidas, modernas e falando de tudo e mais um pouco, como “Pacote Salvação”, “Extra” e “Corredor 18”. Meu apelido e nome artístico (Johnnÿ) inclusive deriva da “Extra”, e o Kats (pelo menos o Kats dos anos 80-90) sempre foi uma inspiração pra mim, e o Brother Simion muito mais. Esse “disco” (que na verdade era uma fita K7 demo) foi a ganhadora do FICO (Festival Interno do Colégio Objetivo) e não é pra menos. Transmitir o Evangelho através de caras loucos como eles que tiveram um “Contato” com o Criador do Universo é coisa de outro mundo mesmo. Possivelmente eles foram o que de mais contemporâneo surgira nos anos 80 na música cristã, tal qual Janires foi nos anos 70 com sua fita K7 – e ambos fecharam suas décadas respectivas com essas fitas. Blitz pura e simples, mas com um conteúdo muito melhor e mais rico.

    Thiago: O que mais me causava desconforto no Katsbarnea, principalmente nos primeiros álbuns, é o incômodo som da percussão, feita por Paulinho Makuko. Esse disco é bem mais folk, com bastantes canções acústicas no O Som que Te Faz Girar, porém sempre achei que o Katsbarnea não desenvolvia com tanta qualidade esse estilo. Senti falta das guitarras no disco, e o timbre de voz do Brother Simion nunca me agradou tanto também. Porém, apesar das minhas críticas, conta com grandes canções, como a clássica “Extra”, e outras como “Brisa” e “Corredor 18”.

    Tiago: A sonoridade do Kats, em sua primeira formação, é muito diferente do som que assumiu depois do Cristo ou Barrabás (1992). Isso porquê, nesse line-up, o seu grande ponto positivo era o ecletismo musical. Nesta época, o Katsbarnea ainda não era propriamente uma banda de rock, mas viajava também pelo soul, funk rock e outros sons. Eu particularmente gosto muito do trabalho do Simion, acho que é um dos poucos músicos realmente completos da nossa cena. Suas composições ainda não são tão trabalhadas quanto nos discos posteriores, mas os arranjos conseguem compensar.

    [infobox title=’9º: Solidão’]Artista: Complexo J
    Ano de lançamento: 1986
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Complexo J - Solidão - 1988Jhonata: Confesso que classificar os melhores discos da década de 80 do meio rock cristão, foi uma tarefa pra lá de difícil, mas consegui. E este álbum me cativou pela gaita em “Brasil” – quem me conhece sabe o quanto amo o instrumento – e troquei este álbum de colocação várias vezes (hehehe). O título do disco é caracterizado pelas letras, ao menos foi isso que percebi. Assim como a maioria dos discos desta época, só ouvi Solidão uma vez mas percebi a riqueza instrumental que o álbum carrega. Aquela coisa LINEAR de guitarras fazendo os mesmos três acordes, bateria no mesmo “tutis tutis prum prum” são entendíveis. Você não vai encontrar uma banda da época brazuca com uma pegada sei lá, punk… Solidão é um disco confessional e dinâmico. Não se encha de expectativas, ele não tem nada muito grande, mada que seja um “UP”, no entanto, é musicalmente bem estruturado.

    JoãoComplexo J sempre me divertiu, seja pelo nome, seja pelas letras bem sacadas (o que é que tem em Rio de Janeiro que só dá bandas doidas entre as precursoras do movimento gospel, como Rebanhão, Complexo J, Novo Som, Catedral e Fruto Sagrado? Rsrsrs), seja pelo nome da banda, que remete aos complexos vitamínicos, mas direcionadas à Jesus. É a primeira banda de rock cristã brasileira com uma vocalista (sem ser vocal de apoio) e com letras como “Brasil” e “Espaço Sideral” a banda trazia sem dúvidas um repertório ousado e uma qualidade inigualável, que futuramente encantaria até mesmo Jô Soares (foi uma das três bandas do movimento gospel a dar às caras no programa dele no SBT nos anos 90, ao lado de Louvor, Art e Cia e Cia de Jesus – não, Catedral nunca foi ao programa, tolinhos kkkk). Ótimo disco, vale a pena sem dúvidas.

    Thiago: Solidão é introduzido por um instigante dedilhado de violão em “Reino de Deus”, e com o progresso da música, percebe-se que há um ótimo instrumental na música, te envolvendo para ouvir o álbum todo. Apesar disso, apresenta um rock que não é lá algo que ouço frequentemente, porém, em comparação a outros discos da época, exibe uma sonoridade legal. A união da guitarra com o teclado, baixo, bateria e vocal da banda desenvolve canções distintas, passeando no hard rock, rock progressivo e pop rock. Junto com Manhãs de Outono, poderia ter ocupado uma posição melhor.

    Tiago: O Complexo J é um dos melhores grupos progressivos desta época. Mesclando seu som com o hard rock, Solidão é um disco que fala mais pela simplicidade das canções. A parte lírica do conjunto começa a mostrar ao que veio, mesmo que se amadureceria posteriormente. Ainda, há de se destacar que foi um dos poucos – o único, que me lembro, no momento em que escrevo – que trouxe uma vocalista mulher, o que é um diferencial.

    [infobox title=’8º: Manhãs de Outono’]Artista: Sinal de Alerta
    Ano de lançamento: 1987
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Sinal de Alerta - Manhãs de Outono - 1987João: Pra ser sincero, eu nunca fui um ouvinte da Sinal de Alerta. Sempre os vi como um clone “fabricado” do Rebanhão fase dois. Nem havia mencionado ela para a lista (acho que eu tinha sugerido o Rodrigo Bueno no lugar dessa), e mesmo esse disco eu pouco tinha ouvido. Mas dei uma chance e fui ouvir o terceiro álbum deles com cuidado após a escolha dele em oitavo lugar. Realmente vacilei, esse disco é bom, muito agradável, seguindo bem os passos do contemporâneo Novo Dia (o anterior da lista), mas sem parecer repetitivo ou “clonado”. Lembra um pouco Lulu Santos, Radio Taxi e outras do pop rock oitentista. Me rendo ao Sinal de Alerta, esse disco é fantástico mesmo.

    Thiago: O álbum Manhãs de Outono da banda Sinal de Alerta integrou minha lista. Ele apresenta um pop rock que é bastante interessante para época, porém não é um som que me faz tão fã. A produção das guitarras, do baixo, do vocal, do teclado é agradável, feita com qualidade até boa, em virtude das dificuldades da época.  Esse disco poderia ter aparecido em uma posição melhor, pois apresenta um dos melhores trabalhos dos anos 80, com instrumentais interessantes, ótimos riffs e solos de guitarra, e um vocal até relevante. Algumas canções têm algumas letras interessantes como “Adolescência”, uma crítica a essa fase. As melhores são “Tempos Modernos”, “Mudanças”, “Tempos Modernos”, “Vibração” e “Adolescência”. Mas as outras são muito boas também.

    Tiago: Eles surgiram como uma espécie de cover do Rebanhão, mas evoluíram seu som para algo que os diferenciassem do grupo carioca. Manhãs de Outono é, de longe, o seu maior clássico, com composições que fogem, e muito, dos clichês da época, trazendo reflexões pertinentes sobre os chamados “tempos modernos”. Sem a menor dúvida, é um dos melhores álbuns da década.

    [infobox title=’7º: Novo Dia’]Artista: Rebanhão
    Ano de lançamento: 1987-88
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Rebanhão - Novo Dia - 1987Jhonata: Em 1987, o Rebanhão apresentava um disco completamente rock. O contra-baixo bem presente e audível (característica da época) deixa o peso do disco mais agradável de ouvir. “Contemplar” me tocou muito, ouvi e senti vontade de ouvi-la mais vezes com os amigos.”Firme os Pés” me lembrou Roupa Nova (não sei porque, nem gosto). “Jesus é Amor” começa muito bem com um toque suave de piano e aqui cabe uma observação: quando você estuda música, os professores te exigem muita emoção além de técnica, talento e precisão. Música é algo que precisa ser sentida, no livro que estou escrevendo falo um pouco disso e nesta música, é possível sentir emoção além de observar a introdução de sax de “Nada mais a temer” que me lembra alguns clássicos da Elis (ooh, Elis <3). “Nele você pode confiar”, uma canção muito boa, regravada por Paulo César Baruk com participação do Lito Atalaia no álbum Graça de 2014, é um dos principais destaques do disco, e concluindo, Novo Dia é um álbum muito bom! Poderia ser melhor? Não. Ele é proporcional para a época, banda e fãs.

    João: O Rebanhão pós-Janires sempre foi menos interessante em certos aspectos pra mim. Mas esse disco traz um pop rock bem legal, com músicas que fazem a cabeça de muita gente até hoje, e interpretações fantásticas, como das músicas “Primeiro Amor”, “Jesus é o Amor” e “N’Ele Você Pode Confiar”. Lançado pela PolyGram, teve grande repercussão nacional, dizem que na época consideravam o Pedro Braconnot o “cantor mais bonito do Brasil”, desbancando até Fábio Jr. (risos), mas muito além de um rosto bonito, o que víamos aí era uma banda sólida e forte, que logo, logo nos anos 90 iria nos trazer nessa formação o seu disco mais genial da segunda fase, Princípio. Tristemente esse disco não tem mais as letras fantásticas de Janires (Não que as letras aqui contidas sejam ruins, mas não possuem mais a mesma genialidade de outrora).

    Thiago: Esse álbum teve uma proposta bastante pop se for comparado aos outros da banda. Produziu grandes clássicos da música cristã, como “Primeiro Amor” e “Nele Você Pode Confiar”, e a posição foi quase merecida para a banda. O trabalho possui algumas músicas de rock, mas graças a boas camadas de teclado que preencheram todas as canções, a obra ficou mais pop. Nota-se, de passagem, a semelhança da voz de Carlinhos Felix com Keith Green.

    Tiago: Eu particularmente gosto demais do Rebanhão com Janires, mas não dá para desmerecer, ou subestimar, em nenhum momento, o trio formado por Pedro Braconnot, Carlinhos Felix e Paulo Marotta. Foi necessário o capixaba sair para que estes três músicos, também engenheiros civis, mostrassem unidade musical e aperfeiçoassem, embora com mais influências pop, a sonoridade do conjunto. Carlinhos, por sua vez, diminuiu sua influência para que Pedro Braconnot começasse a se destacar, principalmente com suas composições: “Razão” e “Contemplar” são bem executadas. É claro que Novo Dia quem lá seus defeitos. Eu acho que os anos 80, tecnicamente falando, são irritantes. A captação de bateria então, nem se fala… aquele excesso de reverb não colabora muito. Mas convenhamos, é o início do auge da segunda fase do Rebanhão.

    [infobox title=’6º: Apelo à Terra’]Artista: Comunidade S8
    Ano de lançamento: 1983
    Número de faixas: 12[/infobox]

    Comunidade S8 - Apelo a Terra - 1983João: Pra mim o último trabalho da Comunidade S8 a encantar meus ouvidos, ao trazer diversos atributos de Jesus em quase todas as músicas, e sempre com letras reflexivas e sem perder a sonoridade dos anos 80. Sem dúvidas um disco pra ouvir e muito quando quisermos ver como “Jesus é o Amigo”, fazendo de cada ilha distante que nos tornamos em meio a multidão de tanta gente um porto e de gente estranha um povo que se ama. Encantador demais pra ser esquecido.

    Thiago: Apelo à Terra foi um álbum que não esteve na minha lista. As canções da Comunidade S8 são geralmente guiadas pelo rock progressivo, e ver o avanço da banda desde o primeiro disco, o qual não usavam guitarra, até esse último é interessante. Essa produção de 1983 é uma mistura de prog rock com art rock, com ênfase nas boas camadas de sintetizadores. Outra coisa curiosa no álbum é terem usado o nome de Jesus em quase todas as canções, com exceção na primeira. O que menos me agrada é a parte vocal ser em formato de coral em maior parte das músicas. O quesito instrumental, a obra se supera bem.

    Tiago: Dando sequência ao que faziam nos anos 70, este deve ser o último disco da Comunidade S8 realmente interessante. E curiosamente, o grupo não teve muito espaço na década seguinte, até porque sua sonoridade ficou muito datada, não conseguindo acompanhar os novatos que estavam chegando. Mesmo assim, Apelo à Terra é um bom álbum.

    [infobox title=’5º: Aos Ouvidos dos Sensíveis de Coração’]Artista: Catedral
    Ano de lançamento: 1989
    Número de faixas: 12[/infobox]

    Catedral - Aos Ouvidos dos Sensíveis de Coração - 1989Jhonata: Marcando o final da década de 80, a banda Catedral propôs trazer um disco cheio de religiosidade e dinâmica musical. Confesso que ouvindo a discografia da banda, achei um pouquinho chata – digo ‘pouquinho’ para não exacerbar minha ironia – e ainda acho. Mas levando em consideração que todos os seus contras tem seus pós, Aos ouvidos dos sensíveis de coração é essa exceção. O álbum destaca o contra-baixo, algo bem comum da década dentro do rock nacional. Não menosprezando o falatório de que a voz do Kim (Catedral) lembra a do Renato Russo (Legião Urbana), ambas as bandas gravaram discos em 89. As Quatro Estações, um dos principais discos da Legião trazia músicas eternas como as duas primeiras faixas “Há Tempos” e “Pais & Filhos”. É fato que o trabalho do Catedral ficou muito abaixo do que o da Legião, e em hipótese alguma dá para fazer uma comparação musical entre ambos. Sem mais delongas, este trabalho do Catedral é tecnicamente bom, e creio que sem dúvida merece ser ouvido, sendo este último, o único motivo de eu ter listado como um dos melhores de 80.

    João: A eterna ignorância de muitos relega bandas geniais como “covers” ou “bandas caronistas” que teoricamente queriam escalar-se no sucesso alheio de alguma banda qualquer. Assim vários grupos como Cogumelo Plutão e Days Are Nights foram idiotamente relegados como cópias do Legião Urbana. Mas o caso mais notório, sem dúvidas, vem desse grupo carioca que com esse segundo disco conseguiu fugir do evangelicalismo que se tornaria até repetitivo e mal construído do universo “gospel” que começava a aparecer na música cristã já naqueles idos de 1989. Letras com forte conteúdo poético e filosófico (“Todos os Dias”, “Aos Ouvidos dos Sensíveis de Coração” e “Além do Nosso Olhar”, só pra citar algumas) e até mesmo crítico, como “Mundo Vazio”, trazem uma banda que estava olhando pro céu, mas que não deixava de olhar como a Terra estava se destruindo sem a direção para o céu.

    Thiago: Kim é o sinônimo da voz de Renato Russo. Porém, o que soa mais cômico é que nos primeiros discos da banda, sua voz, nas interpretações, era mais aguda, e só depois em que a voz dele se adaptou a tons mais graves, se aproximou do Legião Urbana. Mas, deixando de lado esses pormenores, minha relação com esse trabalho é tanto boa como ruim. Outro que não fez parte da minha lista, o conjunto me dá a impressão de ter os arranjos mais rock, com mais riffs, mais peso, mais distorção, porém me incomoda o fato de não chegar tanto no meu coração. As interpretações vocais de Kim com seus agudos não são muito agradáveis, mas o álbum ganha mais nos arranjos. As melhores são “Nas Ruínas Algo Está de Pé”, “Aos Ouvidos dos Sensíveis de Coração”, a boa crítica, e os de “Mundo Vazio”.

    Tiago: Sem comentários.

    [infobox title=’4º: O Dia Final’]Artista: Legenda
    Ano de lançamento: 1986
    Número de faixas: 12[/infobox]

    Legenda - O Dia Final - 1986Jhonata: O que dizer de O Dia Final da banda Legenda? Um álbum proporcional e com guitarras pra lá de bem tocadas. As letras além de serem evangelísticas, têm uma intenção de mostrar o lado humano também, ou seja, as dificuldades de se viver em sociedade, criminalidade, erros etc. Como já citei, as guitarras (ou A guitarra) me prenderam os ouvidos para ouvir faixa por faixa. Alguns clássicos da Legião Urbana são bons de ouvir por causa dessa pegada que te faz querer ouvir um próximo solo, riff e etc. O Dia Final merece ser ouvido!

    João: Corajoso, fantástico, raro. Rock progressivo da melhor safra, na linha de King Crimsom e Pink Floyd, esse grupo fez história por ter sido o primeiro grupo cristão a gravar pela Som Livre (chorem, valadetes e fãs da Aline Barros, hahaha), e apresentar um som entre os anos 70 e 80 muito bom, letras fortes, uma das melhores artes de capa da década (talvez a melhor, na minha opinião), Legenda (ou LEGENDÆ, como ficou conhecida anos depois) poderia sem nenhum problema concorrer em qualidade com qualquer banda de rock dos anos 80, mas por ser cristã possivelmente acabou enfrentando um certo preconceito e não atingiu tanto as grandes massas, e mesmo o mundo cristão à época não conseguiu absorver a qualidade sonora deles.

    Tiago: A Legenda, infelizmente, é um nome um tanto quanto esquecido na história do rock cristão nacional. Acontece que o grupo, mesmo não tendo exercido influência direta nesta linha do tempo, apresentou um disco muito bem produzido, com boas composições, e uma sonoridade muito agradável de ouvir. Lançado pela major Som Livre, com certeza poderia ser mais lembrado por nós, e ganha uma merecida posição aqui.

    [infobox title=’3º: Espelho nos Olhos’]Artista: Banda Azul
    Ano de lançamento: 1988
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Espelho nos Olhos - Banda Azul - 1988João: Junte a fita K7 dos anos 70 do Janires, os 2 primeiros do Rebanhão e esse disco da Banda Azul, e você terá a quadrilogia mais fantástica da música cristã contemporânea nacional. Não é exagero, esse disco foi o auge criativo do cantor, e infortunadamente o último dele, já que logo após a gravação do disco o vocalista faleceria num acidente automobilístico, que ironicamente meio que foi previsto pelo mesmo na faixa-título do disco. O álbum ainda traz o rock “Canção das Estrelas”, o “Baião Eletrônico” (uma nova versão do primeiro Baião), “Foi Por Você” (muito divertida forma de evangelismo, sem dúvidas) e “Veleiro”, com sua pegada MPB, entre outras clássicas do “Amigo Poeta” (essa música composta pouco depois do acidente do Janires, feita em sua homenagem e lançada no disco). Ah, como será bom ver ele lá junto a outros servos do Senhor no “Trem da Amizade”, todos juntos louvando ao Criador.

    Thiago: Espelho nos Olhos é o último álbum da carreira de Janires e o primeiro da Banda Azul. Esse singular disco tem duas características: a sua história e o seu teor poético. Após a saída da banda Rebanhão, Janires vai morar em Minas Gerais, onde entra para a MPC (Mocidade para Cristo), e junto com outros integrantes do projeto cria a denominada Banda Azul, um nome que surgiu de uma conversa em um restaurante entre Janires e Moisés (baixista e vocal), o qual, o primeiro citado viu uma marca de refrigerante europeia denominada Banda Azul. Janires gostou do nome e os integrantes do grupo nomearam-na com o nome da marca. As faixas andam pelo rock progressivo, pop rock e tropicália, trazendo as mesmas referências de Janires que trazia sobre Rebanhão. O que talvez eu não tenha gostado em uma boa parte das canções foi a camada de teclado por causa da sonoridade, por exemplo, nas canções “Amigo, Amiga”, “Baião Eletrônico”, “Meninos de Rua”, “Espelho nos Olhos”, “Canção das Estrelas” e “Trem da Amizade”. O disco contou com uma importante contribuição do Janires nas letras, o tornando uma obra poética, com letras brilhantes. “Foi por Você” faz combinações de vários tipos de pessoas que Cristo veio buscar, “Amigo, Amiga” é uma poesia sobre a verdadeira felicidade, “Veleiro” é um MPB sobre a busca de nosso coração pelo descanso, felicidade e paz, “Baião Eletrônico” se apresenta como um baião cheio de influências eletrônicas, “Amigo Poeta” é a única interpretada no disco apenas por Guilherme Praxedes, tecladista. “Meninos de Rua” é outra poesia rica, “Coração Azul” contém conteúdo com referências ao fim do regime militar, enquanto “Trem da Amizade” fala sobre várias pessoas que fizeram parte da vida da banda. Indivíduos e grupos como Rebanhão, Jovens da Verdade, João Alexandre, Sérgio Pimenta, pastor Caio Fábio e Asaph Borba são uns do que foram incluídos na canção. Porém, o mais notável do conjunto foi a letra “Espelhos nos Olhos”, apresentando uma autobiografia de Janires e uma possível referência a sua morte, que infelizmente ocorreu antes mesmo da finalização do projeto, a qual o cantor não teve a oportunidade de vê-lo completo e terminado. Janires morreu em um acidente automobilístico, em um ônibus que se dirigia de Três Rios a Rio de Janeiro para um culto. Essa obra deixa uma grande história por trás, na composição, e nos fatos que ocorreram em torno dele.

    Tiago: Janires nunca se superaria em relação ao Rebanhão, eu acreditei. E eu estava certo. Mas calma, Espelho nos Olhos consegue ser quase tão cativante quanto os primeiros discos do cantor. Mas como eu disse no Novo Dia, praticamente da mesma época, as gravações em estúdio na época me incomodam um pouco. Este álbum, por sua vez, faz o mesmo que Janires fazia no Rebanhão, uma mistura de sons. Aqui temos um explosivo solo de guitarra em “Canção das Estrelas”, um reggae em “Foi por Você”, uma poesia delicada em “Veleiro”, enfim, o disco tem uma sonoridade rica, digna de uma banda capitaneada por um músico experiente. Janires, que também foi o produtor musical, também criou uma lírica antenada à época. Em uma das canções, o músico chega a refletir a respeito dos efeitos negativos da ditadura militar, mas, a coisa mais bela é a sua faixa-título, um testemunho pessoal poético, e uma declaração que, por coincidência, teria muito a ver com a sua morte (o disco foi lançado cinco meses depois do acidente que tirou sua vida).

    [infobox title=’2º: Luz do Mundo’]Artista: Rebanhão
    Ano de lançamento: 1983
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Rebanhão - Luz do Mundo - 1983Jhonata: Quando você começa a ouvir Luz do Mundo, sente que ali não existe somente música. Deve existir algo mais, ou melhor, tem que existir algo a mais. O disco não é nada de extraordinário, ele é simplista pela época de sua gravação e etc. Mas confesso que, por meio de minha pequena experiência com rock cristão nacional, Luz do Mundo me impressionou bastante. Desde a música título até o fechamento com a balada meio samba-blues-rock da “De que adianta”, o disco passa confiança de um trabalho introspectivo e atraente para o público da época. E não é atoa que o álbum ultrapassou gerações. A versatilidade de Janires e Carlinhos Felix me chamou muito atenção quanto o Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante do Los Hermanos. As composições em nível bem digno de aplausos, principalmente as assinadas pelo Janires. Destaco as músicas “Luz do Mundo”, “Hoje sou feliz”, “Com Cristo em mim”, “Casa no céu” e “Ano 2000”.

    João: Mais uma sequência perfeita, de fato esse pódio ficou bem Janires (risos), esse disco me faz lembrar da música que mais me faz chorar sempre que escuto: “Hoje Sou Feliz”. Essa faixa é meu recordatório mestre, porque lembra a infância de muitos de nós (apesar de que ao invés de Flash Gordon, pra minha época poderia ser o Ranger Vermelho, hahah), e o disco todo em si fala da volta de Cristo, de maneira muito explícita e ao mesmo tempo criativa. Janires focou ao extremo nesta temática no álbum, usando até interjeições mineiras (UAI – que na verdade seria a sigla de “Unidos no Arrebatamento da Igreja”, dava até pra fazer um samba-enredo com esse nome hehe) e aquele fascínio pelo fim do mundo no ano 2000 que ainda ia de vir no ainda não tão próximo ano de 1983, até mesmo na regravação de “Casa no Céu”. Que falta faz falar desse tema sem medo e ao mesmo tempo de maneira reflexiva e criativa!

    Thiago: Luz do Mundo é o segundo na discografia do Rebanhão, e o segundo merecidamente nessa lista. Apesar de que a banda ocupou o primeiro lugar dessa lista com seu primeiro lançamento, e agora ocupa o segundo, os integrantes do grupo desenvolveram um ótimo trabalho durante os anos 80, lhes rendendo essa devida posição. O disco segue os passos do primeiro, com as influências progressivas, do pop rock, do art rock e o tropicalismo. Como no primeiro álbum, a melhor música do álbum, tanto conceitualmente como musicalmente, é uma música com claras referências ao tropicalismo, e especificamente a MPB, a canção “Hoje Sou Feliz”. Como “Baião” e “Casinha”, ela trabalha uma crítica social contra a hipocrisia, e nossos sentimentos de heroísmo, em virtude de nossa verdadeira identidade de vilões. A melhor composição instrumental foi a meio samba rock “De Que Adianta”, uma brilhante faixa dançante. O rock ‘n’ roll de “Casa no Céu”, o arranjo de “Ano 2000”, a bela música de “Sinal Verde” são as melhores do álbum. Os restos são boas canções também, valendo ressaltar o mineirês “UAI (Unidos no Arrebatamento da Igreja)” (ela tem uma introdução de teclado muito parecida com “Cristo em Mim”) e o forró folk rock de “Jesus Meu Refúgio”. Nesse álbum, senti uma melhora nas camadas de guitarra do que no álbum Mais Doce Que o Mel, apesar de que esse primeiro apresentar um trabalho melhor como um projeto de estreia. As introduções do teclado são novamente notáveis, identificando os traços art rock da banda. Rebanhão mantém nesse disco seu esforço de lançar uma boa música, e além de uma ótima produção fonográfica, em comparação as dificuldades da época.

    Tiago: Luz do Mundo é um dos poucos discos de toda a história do rock cristão nacional que acompanha, bem na ponta, a evolução técnica dos estúdios. A qualidade da gravação é absurdamente superior ao Mais Doce que o Mel (1981), porque foi gravado nos Estúdios Transamérica, onde gigantes da MPB gravavam seus discos. O repertório pode não ser mais chocante e surpreendente que o trabalho de estreia, mas mostra uma banda bem mais entrosada. Eu gosto muito de “Hoje sou Feliz”, de Janires, e acredito que as composições de Carlinhos Felix não são tão boas, mas possuem uma qualidade totalmente aceitável. Se você observar o projeto gráfico, verá que até mesmo o encarte do LP é muito bem acabado, com ótimas fotografias, ou seja, um disco que tenta superar o primeiro, em todos os aspectos. Luz do Mundo, enfim, é um álbum excelente.

    [infobox title=’1º: Mais Doce que o Mel’]Artista: Rebanhão
    Ano de lançamento: 1981
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Rebanhão - Mais Doce que o Mel - 1981João: O que dizer desse disco que não seja repetitivo? Possivelmente o melhor disco de rock cristão e um dos, senão o melhor disco da música cristã contemporânea de todos os tempos, com uma das combinações mais bem sacadas da história de rock progressivo, MPB e as letras mais inventivas e loucas da história, uma continuidade óbvia do K7 lançado no final dos 70. Mas o que esse disco tem de criativo, tem de polêmico, claro. Pra época, desde a capa até as “mensagens subliminares” que o disco teoricamente teria foram realmente algo que deve ter causado celeumas (risos). Em suma, é um disco simplesmente fantástico, como já disse, ele pode ser talvez o nosso The Joshua Tree (Nota do Escritor: segundo a revista CCM norte-americana, o melhor disco da música cristã contemporânea numa lista de 100 melhores). Letras como o pot-pourri “Salas de Jantar”/”Jesus Cristo pode Te dar”/”Glória pra Jesus”/”Jesus Filho do Homem”/”Glória ao Pai, ao Filho, ao Espírito Santo”, “Mel”, “Baião” e “Casinha” valem o disco inteiro, mas outras, como “Monte” (de Carlinhos Felix) também trazem um lado genial e crítico ao mesmo tempo do Rebanhão.

    Jhonata: 10 faixas bem detalhadas musical e tematicamente, o disco Mais Doce que o Mel lançado em 1981, é bem introspectivo e simplista. Considerando que 90% dos discos cristãos da década de 80 foram discos simplistas, este do Rebanhão traz uma numeração considerável de detalhes. Em “Casinha”, uma bela canção interpretada por Janires, percebemos o quão a intenção de passar boas canções cristãs sem precisar se prender a um rótulo era grande. Destaco este como um dos melhores discos de rock cristão da década de 80.

    Thiago: Ao se deparar com a produção de “Mais Doce Que o Mel”, é perceptível o avanço no rock cristão brasileiro. O melhor disco da década indubitavelmente traz canções que mesclam o rock progressivo, pop rock, a música popular brasileira e estilos tropicais, e o new age e art rock. A investida do álbum e as polêmicas que vieram em torno dele, em virtude do preconceito religioso da época, provam que essa obra veio para influenciar muitas outras produções posteriores. Apesar das polêmicas, Mais Doce Que o Mel teve um bom retorno e é considerado um dos clássicos da música underground brazuca. Faixas como “Baião”, uma bela canção com conteúdo expondo sobre o encontro com Cristo e crítica social seguindo o baião do sertão, a obra mais conhecida da banda, “Casinha”, um choro contendo uma linda mensagem sobre a verdadeira realidade humana por trás da falsa alegria da sociedade, aparecem como as melhores do disco. “Monte”, “Tudo Passa”, “Amizade “, “Tudo É Meu”, “Passageiro” e o pot-porri são outras ótimas canções. As interpretações de teclado por parte de Pedro Braconnot são mais visíveis do que as camadas de guitarra, revelando uma linha meio art rock nas composições, e vale ressaltar as participações de outros instrumentos que ficaram muito boas, como o sax tenor de “Monte”, o conjunto de instrumentos de sopro de “Tudo Passa” e a harmônica de “Tudo É Meu”. Esse álbum representa um início de um avanço contra a religiosidade, e também para a criatividade cristã, pois compositores como Janires conseguem tratar coisas do cotidiano, a vida social das pessoas dentro de uma perspectiva cristã, um assunto que era pouco trabalhado (ou nada) até então dentro do meio.

    Tiago: Primeiro lugar óbvio, e era de se esperar. O Rebanhão lançou um disco que falou muito, e por anos continuou a falar. Apesar de ser menos consistente que o seu posterior, é aqui que, especialmente Janires e Carlinhos Felix (o barbudão da capa!) mostraram a que vieram. As composições do capixaba Janires são as mais conhecidas de toda a sua carreira, como as brilhantes “Casinha”, “Baião”, “Mel” e o progressivo pot-porri. Mas o que me encanta, em muitos momentos, é a beleza e simplicidade de “Refúgio”, de Pedro Braconnot, uma canção do naipe que só um neófito poderia fazer. Paulo Marotta está ali, mostrando sua proficiência, fazendo as bases com Kandell, enquanto Zé Alberto soa deslocado e deixaria o grupo em breve.


    A lista foi compilada através de votos dos participantes.

  • Katsbarnea – discografia e obra

    Surgido em São Paulo, o Katsbarnea foi uma das mais populares bandas de rock cristão, na ponta do movimento gospel.


    Guia discográfico

    O Som que Te Faz Girar (Independente/1988): Em processo de evolução, o Katsbarnea chegava mostrando um pouco do seu trabalho, que seria amadurecido no disco seguinte. (Nota: [usr 2.5])

    Katsbarnea (New Voice/1990): Autointitulado, o disco seria o marco definidor da música do Katsbarnea: criativa, rica e com pitadas de humor. É algo, honestamente muito semelhante ao feito pela Blitz no início da década anterior, mas com a genialidade lírica de Brother Simion, a mente por trás de quase tudo. (Nota: [usr 4.5])

    Cristo ou Barrabás (Gospel Records/1992): Praticamente transformado em um projeto de Estevam Hernandes, e produzido por Rick Bonadio, Cristo ou Barrabás não tem o mesmo brilho da obra anterior, mas mergulha em novos sons, como o hard rock e a surf music. (Nota: [usr 3])

    Armagedon (Gospel Records/1995): Após ter trocado sua formação, o Katsbarnea deixou para trás suas veias funkeadas, cujo som explorava influências de soul e pop, e só se reencontrou no quarto álbum. Produzidos por Paulo Anhaia, o soberbo álbum é definido por seu forte teor experimental, e letras evangelísticas, mesclando humor, além de mensagens apocalípticas – algo que se tornaria recorrente nas composições de Simion. Apoiado pelo marcante baixo de Jadão e riffs de Déio Tambasco, Brother provou ser a alma da banda, escrevendo todas as letras, além de gravar os vocais, guitarra, harmônica, piano e teclado. (Nota: [usr 5])

    10 Anos (Gospel Records/1998): Juntando músicas de três distintos álbuns, 10 Anos acaba escorregando em retratar a evolução da banda durante este período. (Nota: [usr 2])

    Acústico – A Revolução Está de Volta (Gospel Records/2000): O melhor disco acústico já produzido no meio cristão, A Revolução Está de Volta resgata, suavemente, os arranjos vocais anteriores a 1991, canções brilhantes de Brother que, apesar de não ser gravadas pelo mítico ex-vocalista, ganham roupagens de respeito no comando de Paulinho Makuko. (Nota: [usr 4.5])

    Profecia (Gospel Records/2002): Desnecessário, o disco não consegue convencer, trazendo novos arranjos acústicos para músicas da banda e da carreira solo de Simion. (Nota: [usr 2])

    A Tinta de Deus (Gospel Records/2007): Talvez o único disco forte que a era Makuko trouxe, é um esforço muito admirável do grupo, sob a produção de Dudu Borges, que soube embelezar os riffs de guitarra de Déio Tambasco com seus pianos e hammonds. (Nota: [usr 4])

    Ao Vivo (Independente/2009): Apresentando bem as músicas do outro disco e versões elétricas de sucessos da banda, Ao Vivo pode não lembrar o clássico Kats dos anos 90, mas mostra um grupo em completa forma em 2009. (Nota: [usr 3.5])

    Eis que Estou à Porta e Bato (Independente/2013): Previsível, maçante e escancaradamente sem criatividade, o disco joga versos sem qualquer profundidade a uma sonoridade que em nada lembra a riqueza musical própria do Katsbarnea. (Nota: [usr 1.5])


    Melhores músicas

    A Tinta de Deus, Apocalipse Now, Do Céu, Extra, Grito de Katsbarnea, Invasão, Remédio pra Dormir, Revolução e Terra.


    Notícias e matérias sobre o Katsbarnea

    Para ver todo o conteúdo sobre ou relacionado ao Katsbarnea no O Propagador, clique aqui.

  • Fique Sabendo – Fruto Sagrado, Livres para Adorar, Jonas Villar e muito mais

    Hoje é sexta-feira, e como sempre, é dia de Fique Sabendo. Esta semana tivemos várias novidades. Confira com a gente!


    Fruto Sagrado lança single “Fé Canibal”

    A banda Fruto Sagrado, atualmente formada por Bene Maldonado (guitarra), Sylas Jr. (bateria) e Vanjor (vocal) lançou um novo single, chamado “Fé Canibal”. É a primeira música inédita da banda desde 2012, quando produziram o trabalho Universo Particular. A canção tem influências do metal alternativo e receberá análise aqui no site na próxima semana. Aguardem!


    Livres para Adorar divulga capa do álbum Só em Jesus

    O grupo Livres para Adorar divulgou a capa de seu novo álbum, Só em Jesus. O trabalho tem sido aguardado com bastante expectativa pelo público, principalmente devido ao sucesso dos dois últimos trabalhos da banda, que a tornou uma entre os grupos de maior destaque no cenário evangélico atualmente. No entanto, o projeto gráfico causou polêmica, e foi acusado de plágio, por se tratar de uma ideia muito semelhante ao Typomania, o qual é um blog de referências tipográficas. Por conta dos efeitos negativos, a banda alterou seu post e assumiu a “influência” na capa, produzida pelo Studio Cais.Livres para Adorar - Só em Jesus - 2015


    Jonas Villar divulga teaser do novo DVD

    O cantor Jonas Villar divulgou, através da BME Multimedia, o teaser de seu novo DVD, gravado em Belo Horizonte. Com direção de vídeo de Marco Túlio (o mesmo responsável pelo clipe de “Ser Alguém”, de PG) o projeto conterá músicas inéditas e regravações de sucesso no meio evangélico.


    Oficina G3 segue com o G3 na Igreja, recebendo elogios do público

    A turnê G3 na Igreja, da banda Oficina G3, em que o grupo ‘deixa de lado’ sua agenda em grandes casas de shows para se apresentar em igrejas em todo o país, tem recebido retorno positivo do grupo. Fazendo participações em diversas denominações evangélicas e até mesmo em igrejas para-cristãs, o quarteto abandonou, por um tempo, o formato elétrico de suas canções, e tem se apresentado de forma mais acústica e intimista, aproximando suas ligações com o público das igrejas.


    Marcela Taís é destaque no Spotify

    Nos últimos dias, o Spotify divulgou uma ferramenta que lista as canções mais ouvidas em várias cidades do mundo. Marcela Taís, por sua vez, contém canções dentre as mais ouvidas no aplicativo, em várias cidades do Brasil, como Goiânia, Vitória e São Luís, com o álbum Moderno à Moda Antiga, competindo destaque entre artistas como Wesley Safadão e Jorge & Mateus.


    Dan e Janaína lançam novo CD pela Som Livre

    A gravadora Som Livre lançará o primeiro CD da dupla Dan e Janaína, que é uma dissidência de outra dupla sertaneja, Dan e Daniel (conhecidos pela música “Coração pra Deus”). Os músicos se separaram e Dan decidiu seguir a carreira musical com sua esposa. O disco se chamará Tudo Novo.


    Tanlan participa de concurso para o Rock in Rio 2015

    A banda de rock Tanlan é uma das participantes de um concurso para estar no Rock in Rio em 2015. O grupo musical mais votado estará num dos palcos do evento, e a votação foi compartilhada nas mídias sociais da banda.

    https://www.facebook.com/tanlan/photos/a.199875063396857.69567.127198933997804/1002131469837875/?type=1&theater


    Até a próxima semana!

     

  • Fique Sabendo – Davi Sacer, Gislaine e Mylena, Stryper e muito mais

    Hoje é sexta e dia de mais um Fique Sabendo. Vamos lá!


    Meu Abrigo é o título do novo DVD de Davi Sacer

    O cantor Davi Sacer, em suas redes sociais, divulgou o nome do seu próximo projeto, a ser gravado ao vivo no Rio de Janeiro. O álbum se chamará Meu Abrigo e conterá muitas músicas inéditas.


    Gislaine e Mylena entram em estúdio

    A dupla Gislaine e Mylena, contratadas pela MK Music, estão colocando a voz em mais um registro de inéditas. A gravadora, que está lançando vídeos das sessões, ainda não deu previsão de lançamento.


    Confira “Yahweh”, single do Stryper

    A banda Stryper divulgou o single de seu álbum Fallen, que será lançado em outubro. A faixa recebeu avaliações positivas no geral pelos fãs, e cresceu a expectativa acerca deste novo projeto. Ouça:


    Jotta A tenta remediar polêmicas

    O cantor Jotta A, que lançou o seu último trabalho há quase dois anos, segue se apresentando em igrejas, e negando várias polêmicas ao seu respeito. Novamente afirmando que foi roubado, o músico diz que muitas coisas relacionadas a sua imagem tem sido boatos, e que suas redes sociais foram crackeadas. Uma página de humor evangélico, recentemente também, divulgou um vídeo privado do músico usando o aplicativo Dubsmash, dublando um personagem homossexual, com todos os trejeitos possíveis.


    Quarto Fechado lançará novo clipe

    A banda catarinense de rock alternativo Quarto Fechado, que lançará seu próximo disco em breve, lançará um novo clipe. O grupo tem anunciado que se tratará de uma nova faixa, a qual foi filmada em ar livre, conforme as imagens divulgadas. O álbum tem sido anunciado desde o ano passado, sob produção musical de Raphael Campos, ex-vocalista da Aeroilis.


    Carlinhos Felix, Asaph Borba, Lito Atalaia e Marcela Taís participam de Um Lugar para ser Feliz

    Já divulgamos que Marcela Taís fará a trilha sonora do filme Um Lugar para ser Feliz. O que não falamos, então, é que os cantores Carlinhos Felix e Lito Atalaia serão alguns dos atores a participarem da produção. Além deles, Asaph Borba fará uma participação especial. Confira o trailer:


    Até a próxima semana!

     

     

     

     

     

  • TOP 10 – músicas sobre homossexualidade

    A homossexualidade é uma das variações da prática da sexualidade humana e é tema de forte polêmica no meio cristão (especialmente evangélico). Nos últimos anos, com o aumento dos direitos da comunidade LGBT, leis tramitando no congresso e lideranças religiosas manifestando oposição ferrenha aos homossexuais, há muito o que falar (e ouvir) sobre estas questões. Por isso, nós do O Propagador, decidimos pesquisar e encontramos dez canções que falam da homossexualidade, família tradicional e assuntos relacionados. Vamos lá?

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    [tab title=”10º”]

    É Falta de Deus – Andrea Fontes

    Do seu primeiro álbum solo, Andrea Fontes ganhou o décimo lugar com “É Falta de Deus”, que não trata apenas da homossexualidade, mas de outras coisas que, na visão da intérprete, são manifestação da falta de Deus, como os crimes ambientais e o alcoolismo. (1992)

    [/tab]

    [tab title=”9º”]

    Taxados como Loucos – Canção & Louvor

    A dupla Canção & Louvor gravou “Taxados como Loucos”, que incrivelmente soma quase um milhão de visualizações no momento em que este texto é escrito. A canção fala acerca das mudanças na sociedade e o olhar conservador que a população evangélica carrega, vista por muitos como loucura. (2013)

    https://www.youtube.com/watch?v=A-62kLer3iA

    [/tab]

    [tab title=”8º”]

    Seriedade – Giovanny Brasa Viva

    O cantor Giovanny Brasa Viva explicitamente quis dar uma resposta a música “Fugidinha”, de Michel Teló, afirmando que ao invés de ficar, o certo é orar para se relacionar. Numa das estrofes, diz que servir a Deus está ficando complicado, porque “os homens estão ficando afeminados” e há mulheres com “vestes de varão”. Depois afirma que homem não pode transar com homem. Esta canção foi lançada no álbum Deixa Davi Bailar. (2012)

    [/tab]

    [tab title=”7º”]

    Adão e Ivo – Toinho de Aripibú

    O cantor Toinho de Aripibu, do meio pentecostal, usou a temática da criação para mostrar-se contra a homossexualidade: “Mas o diabo, o inimigo de Deus, pra desfazer os planos seus / Querendo manchar seu nome / Desde o dia da cidade de Sodoma / Resolveu mudar a soma / Casando homem com homem / A cada dia multiplica a iniquidade / Sinceramente, isso me deixa pensativo / Se Deus tivesse feito homem pra casar com outro / Não seria Adão e Eva, tinha feito Adão e Ivo“. (2004)

    https://www.youtube.com/watch?v=1sUQOZBhDao

    [/tab]

    [tab title=”6º”]

    Matéria Prima Original – Juninho Lutero

    O cantor independente de rap Juninho Lutero causou imensa polêmica na rede com a sua música “Matéria Prima Original”, que chegou a ter seu clipe removido da rede por discurso homofóbico. Na música, o autor se posiciona claramente contra ao casamento gay e afirma que família é composta apenas por homem junto de uma mulher. (2013)

    https://www.youtube.com/watch?v=4XtMpVOUYOA

    [/tab]

    [tab title=”5º”]

    Tola Odisséia – Calvário

    Uma das primeiras bandas de metal cristão do Brasil, a Calvário lançou apenas um álbum. Neste disco, temos “Tola Odisséia”, que é uma reflexão, através da história da humanidade, em atitudes humanas que se afastaram dos propósitos divinos e causaram tristeza e sofrimento nos seres humanos. Em um trecho, a música fala sobre atos homossexuais. “Quantos cobriram-se com o Véu da morte / Para criar essas malditas idéias?“. (1993)

    [/tab]

    [tab title=”4º”]

    Meio Fio – Katsbarnea

    O Katsbarnea, em seu álbum, escreveu “Meio Fio”, de autoria do ex-vocalista Brother Simion, em parceria com Estevam Hernandes. Na verdade, esta canção faz uma reflexão acerca do amor de Deus que, em sua visão, “está disponível a toda criatura“, afirmando que não importa quem seja o indivíduo, Cristo o ama. (1992)

    [/tab]

    [tab title=”3º”]

    Família, um Projeto de Deus – Asaph Borba

    A medalha de bronze vai para o cantor Asaph Borba que, gravou “Família, um Projeto de Deus”, uma música que discursa, evidentemente, a respeito da família tradicional. “Mas desde o princípio o inimigo tentou / Destruir o que é lindo o que Deus criou / Através da mentira, da inveja e pecado / Trouxe a morte e a ira maculando a família“. (1994)

    [/tab]

    [tab title=”2º”]

    Macho e Fêmea – Voz da Verdade

    Presente no álbum Deus Dormiu Lá em Casa, o Voz da Verdade apresenta essa canção que tem influências de swing jazz e é interpretada por Elisabeth Moysés. A letra, apesar de não falar explicitamente da homossexualidade, aborda a questão da criação, dizendo que Deus criou seres humanos de sexo masculino e feminino, e que esta essência não pode mudar. “Então venha, venha, venha, e vamos mudar / O que os homens e o inimigo quiseram estragar / Diga eu posso, eu quero mudar / A verdade vai te libertar“. (2000)

    [/tab]

    [tab title=”1º Lugar” icon=”trophy”]

    Deus não se Engana – DJ Alpiste

    O primeiro lugar vai para o rapper DJ Alpiste, que, dentre todos da lista, foi o único músico do mainstream que tratou diretamente, e sem ‘papas na língua’, a questão da homossexualidade: “os dois tiram a roupa um do outro / o suor corre na pele por todo corpo / o clima esquenta, pega fogo / Sodoma e Gomorra ali é pouco / e a entrega acontece em nome do prazer / todas as coisas vão acontecer“.

    O cantor narra a história de um homem que se arruma para um encontro de sexo casual num motel, encontrando-se com outro homem, com o qual possui momentos alucinantes de prazer, os quais são descritos como “sexo animal, fora do normal”.  DJ Alpiste também faz várias referências ao universo da pornografia: “aquilo que nunca se viu, agora na moda se vê / o símbolo tá aí na revista e na TV / Playboy, Sexy, G Magazine / Papo de mona, é assim que se define“. (2001)

    https://www.youtube.com/watch?v=uFFdpN0vBHE

    [/tab]

    [/tabs]

    O que achou deste nosso TOP 10? Conhece mais canções que falam sobre homossexualidade? Comente e compartilhe com todos, sua opinião é importante!

    Leia também: TOP 10 – músicas sobre família

  • André Valadão – discografia e obra

    Ex-vocalista do grupo Diante do Trono, André Valadão é uma das vozes masculinas mais conhecidas do gospel contemporâneo. Com uma carreira solo de mais de dez anos, o cantor soma milhões de cópias vendidas.


    Guia discográfico

    Mais que Abundante (Diante do Trono/2004): Apesar da riqueza instrumental e de, teoricamente, ter sido criado para ser o sétimo álbum do Diante do Trono, Mais que Abundante só cumpriria sua função vital se tivesse carregado o nome do Diante do Trono. Há pouco, essencialmente, de André Valadão no registro, o que não desmerece, por sua vez, a qualidade dos arranjos e repertório. (Nota: [usr 3])

    Milagres (Diante do Trono/2005): Mesmo ainda como um embrião do Diante do Trono, André Valadão começava a por as “garras” para fora e apresentava seu som, mais pautado no pop rock e menos sinfônico. Apesar de conter algumas músicas dispensáveis, Milagres contém seus pontos altos. (Nota: [usr 3.5])

    Alegria (Diante do Trono/2006): Dando seguimento as mudanças lentamente trazidas em Milagres, André Valadão sai, aos poucos, da sua zona de conforto. Há algumas canções que se destacam, como “Alegria”, “País da Adoração” e “Em Qualquer Lugar”. (Nota: [usr 3.5])

    Clássicos (Diante do Trono/2007): Trazendo ‘hinos’ antigos que aos poucos tem sido esquecidos, André Valadão trouxe, em sua carreira, uma ideia já comum no mercado gospel. As execuções instrumentais são impecáveis, os arranjos são interessantes, pouco ousados, no entanto, há pouco feeling nas interpretações. (Nota: [usr 2.5])

    Sobrenatural (Diante do Trono/2008): Ruben di Souza foi o responsável por dar, a André Valadão, uma identidade musical que finalmente o dissociasse do Diante do Trono. Em Sobrenatural, o cantor finalmente assume uma sonoridade pop rock, com mais guitarras e com arranjos menos densos e “pomposos” de sua ex-banda. (Nota: [usr 4])

     (Graça Music/2009): O auge conceitual e musical de André Valadão está em Fé, que conseguiu, aplicar, em uma atmosfera ao vivo, toda a maturidade alcançada em Sobrenatural. Com canções, em maioria, autorais, foi um dos melhores álbuns do ano. (Nota: [usr 4.5])

    Minhas Canções na Voz de André Valadão (Graça Music/2010): Musicalmente bem estruturado pela produção musical de Ruben di Souza, que deu a cara pop gringa necessária a André Valadão, é um disco agradável de ouvir. Se as letras de R. R. Soares não soassem tão infantis e fracas, seria um dos melhores discos de André. (Nota: [usr 3.5])

    Aliança (Onimusic/2011): Conceitualmente repetitivo, revela uma forte crise de criatividade do cantor, que não soube explorar a temática da aliança divina de Deus com o homem. (Nota: [usr 2])

    Fortaleza (Som Livre/2013): Com produção musical ruim e mal mixado, Fortaleza até tenta agradar no repertório, que é manchado por maus aspectos técnicos. (Nota: [usr 2.5])

    Versões Acústicas (Som Livre/2014): Se entregando a não gravar nenhum material autoral, o registro é a prova de decadência não apenas do artista, mas do meio fonográfico cristão. (Nota: [usr 2])


    Notícias e matérias sobre o André Valadão

    Para ver todo o conteúdo sobre ou relacionado ao André Valadão no O Propagador, clique aqui.

  • Fique Sabendo – Léa Mendonça, Fruto Sagrado, Bruna Olly e muito mais

    Começamos muito bem o mês de julho. Nesta semana, temos um Fique Sabendo com muitas novidades pra vocês. Mas, se você não viu a nossa notícia divulgando os lançamentos da Sony Music para o resto do ano, comece por lá. Confira:


    Léa Mendonça lança o álbum Autoridade e Unção

    Após dois anos do disco Profetizando Vida, a cantora Léa Mendonça retorna com mais um disco de inéditas, chamado Autoridade e Unção. O disco foi produzido por Kleyton Martins e Silvinho Santos e o projeto gráfico pela gravadora. A MK divulgou um preview do álbum.


    Fruto Sagrado lançará single dia 13 deste mês

    Após um longo tempo de silêncio e mistério, e três anos do projeto Universo Particular, o Fruto Sagrado lançará um novo single em sua atual formação, Vanjor (vocais e guitarra), Bene Maldonado (guitarra) e Sylas Jr. (bateria). A canção se chama “Fé Canibal” e será divulgada nas mídias sociais do grupo no dia 13 deste mês.


    Bruna Olly lança o clipe de “Pra Sempre”

    A cantora Bruna Olly divulgou, em suas redes sociais, um novo videoclipe, da canção “Pra Sempre”, versão de “Forever”, de Kari Jobe. A canção é possivelmente uma prévia de um futuro trabalho. As imagens foram dirigidas por Eliah Oliver e Leonardo Valandro, e foi produzido de forma independente.


    Júlio Cezar, do Catedral, lançará disco solo pela Mess Entretenimento

    O baixista Júlio Cezar, conhecido por suas atividades com o Catedral, lançará mais um disco solo, de título Only for You. É o primeiro projeto solo de um integrante da banda anunciado após o término das atividades do grupo, e é composto apenas por faixas instrumentais, mesclando influências do pop rock, funk rock e world music.


    Aliança do Tabernáculo lança álbum Tomado por Tua Glória

    O grupo Aliança do Tabernáculo prepara o seu segundo lançamento pela gravadora Som Livre. O disco Tomado por Tua Glória foi gravado ao vivo e contém onze faixas, que podem ser ouvidos no canal oficial da gravadora no YouTube.


    Stryper lançará o álbum Fallen em outubro

    A banda Stryper lançará o álbum Fallen em outubro. O disco, que teve sua capa divulgada recentemente, está na loja virtual da Amazon, onde é possível ouvir trechos de cada faixa. Uma das expectativas do público é o cover de “After Forever” (Black Sabbath). Ouça:


    Até a próxima semana!

     

  • TOP 10 – As melhores baladas da Oficina G3

    Em seus quase trinta anos de carreira, a Oficina G3, apesar de trazer vertentes mais pesadas do rock, apresentou, em todos os discos, baladas poéticas, canções de reflexão e/ou louvor comunitário. Os anos de passaram, e muitas delas viraram clássicos em sua carreira, outras, apesar de belas, ficaram relativamente esquecidas, até mesmo no repertório de shows do grupo. Considerando que fazer uma lista das melhores músicas da Oficina G3 é algo difícil, pelo menos podemos reunir as baladas e eleger preciosidades. Com vocês, o TOP 10 de melhores baladas da Oficina G3.

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    [tab title=”10º”]

    Lugar Melhor (do álbum Além do que os Olhos Podem Ver)

    Além do que os Olhos Podem Ver é, sem a menor dúvida, o disco com menos baladas da Oficina G3. Nos anos anteriores, a banda tinha dado prioridade a este tipo de canção, como em Humanos e O Tempo. “Lugar Melhor” é uma dessas exceções, e é justamente por isso que foi escolhida como single do álbum. Sua letra fala acerca do melhor lugar para estarmos, que é perto do Criador. (2005)

    https://www.youtube.com/watch?v=UAcU09FQXxM

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    [tab title=”9º”]

    Preciso Voltar (do álbum O Tempo)

    “Preciso Voltar”, composição da dupla Duca Tambasco e Juninho Afram, se tornou uma faixa importante do álbum O Tempo, sob a interpretação de Afram. Com uma letra que versa a volta ao primeiro amor, a música utiliza-se de um dos melhores arranjos do trabalho, e perdurou, durante anos, como uma das mais melhores baladas da Oficina G3. (2000)

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    [tab title=”8º”]

    Deus Eterno (do álbum Nada É Tão Novo, Nada É Tão Velho)

    Do primeiro trabalho de estúdio da banda, “Deus Eterno” encaixa-se muito bem na temática congregacional, com sua letra de louvor a Deus. Gravada nos vocais de Juninho, foi regravada no álbum Acústico, anos depois. (1993)

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    [tab title=”7º”]

    O Tempo (do álbum O Tempo)

    Um de seus maiores sucessos, que marcou gerações, foi escrita pelo guitarrista Juninho Afram, que também é o intérprete, juntamente com o ex-vocalista PG. A canção é uma reflexão em primeira pessoa, vendo como o tempo passa e nós morremos, aos poucos, com o seu passar. No entanto, seus versos são esperançosos: “O tempo se vai / Mas algo sempre guardarei / O teu amor, que um dia eu encontrei“. Ainda há a participação especial do Coral Kemuel. (2000)

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    [tab title=”6º”]

    Lágrimas (do álbum Histórias e Bicicletas (Reflexões, Encontros e Esperança))

    Escrita pelos atuais quatro membros da banda, “Lágrimas” é, sem dúvida, a melhor balada do álbum Histórias e Bicicletas, que, liricamente, é um dos mais introspectivos da Oficina G3. Sua letra faz uma reflexão sobre o processo da vida, os erros e acertos os quais estamos sujeitos, e a caminhada para a Eternidade. Como cereja do bolo, participação de Leonardo Gonçalves. (2013)

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    [tab title=”5º”]

    Your Eyes (do álbum Indiferença)

    De autoria do fundador e líder da banda, “Your Eyes” é uma das composições mais brilhantes de Juninho Afram, conduzida sob sua voz. Com um arranjo bem conduzido pela guitarra e os teclados de Jean Carllos, sua letra é o reconhecimento da soberania do criador, dizendo que “Even the world makes me cry / I won’t give up trustin’ you“. (1996)

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    [tab title=”4º”]

    Me Faz Ouvir (do álbum Elektracustika)

    Escrita pelo compositor Naldinho, “Me Faz Ouvir” faz parte do álbum com a maior quantidade de baladas da banda, o grande Elektracustika. Com riffs de baixo muito bem arranjados, Duca Tambasco ainda desempenha função fundamental nos vocais, duetando com Juninho Afram. É, sem a menor dúvida, uma das melhores, e das mais ‘esquecidas’ baladas da Oficina G3. (2007)

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    [tab title=”3º”]

    A Deus (do álbum Elektracustika)

    É sempre mais fácil desistir do que enfrentar as dificuldades da vida. Ainda mais para quem não possui nenhuma garantia de vitória e superação. Dar adeus ao mundo e entregar a Deus sua alma… com este trocadilho criativo, a Oficina G3 produziu uma das mais brilhantes baladas de sua carreira, presente no álbum Elektracustika, característico pela fusão do acústico e o elétrico em todo o projeto, baseado no rock progressivo. (2007)

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    [tab title=”2º”]

    Quem (do álbum Acústico)

    Escrita por Juninho Afram, é a canção mais introspectiva e “depressiva” já gravada pela Oficina G3. Do álbum Acústico, sua sonoridade guiada por um arranjo de cordas e violões narra a vida difícil do eu lírico, que se encontra triste, diante de dificuldades, lembranças que doem, questionando quem irá tirar sua tristeza. (1998)

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    [tab title=”1º Lugar” icon=”trophy”]

    Magia Alguma (dos álbuns Ao Vivo / Indiferença)

    O primeiro lugar vai para uma das baladas do melhor álbum da Oficina G3, “Magia Alguma”, apesar dela não ter sido escrita pela banda e ser original do álbum Ao Vivo. Interpretada, em sua primeira versão, por Túlio Regis, e posteriormente por Luciano Manga, possui um arranjo suave, com backing vocals gravados por Juninho Afram e Duca Tambasco. Destaque para a letra: “Está vivo o tempo do amor / Gotas de sangue, me justificam / Na direção do seu caminho eu vou“. Com um arranjo acústico, foi regravada anos depois. (1990)

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    O que achou deste nosso TOP 10? Concorda que estas sejam as melhores baladas da Oficina G3? Comente e compartilhe com todos, sua opinião é importante!

  • Fruto Sagrado – discografia e obra

    Surgida em Niterói no fim da década de 80, o Fruto Sagrado é uma das bandas de rock cristão mais conhecidas e polêmicas. Com Marcão, Bênlio Bussinger e Flávio Amorim, a banda se destacou na cena durante os anos 90, e hoje possui uma formação bastante distinta da inicial.


    Guia discográfico

    Fruto Sagrado (Bompastor/1991): Com letras questionadoras ao som de um hard rock preenchido com muitos teclados na linha do Rush, o disco já dizia quem era a banda. (Nota: [usr 3])

    Na Contramão do Sistema (Gospel Records/1993): O álbum mais orgânico do Fruto Sagrado, é um protótipo de tudo o que a banda apresentaria nos anos seguintes: letras de crítica social e religiosa, influências eletrônicas aqui e acolá, porém com a mesma simplicidade e peso dos primeiros anos. (Nota: [usr 4])

    O que a Gente Faz Fala Muito Mais do que só Falar (Gospel Records/1995): Com forte influência do Dream Theater, o quarteto explora bem as guitarras através do novo integrante Bene Maldonado, enquanto as letras e arranjos de Marcão e Bênlio soam cada vez mais complexos. O baterista Flávio Amorim não fica atrás, com bons desempenhos. O álbum, no geral é bastante uniforme. (Nota: [usr 4.5])

    Acústico – 10 anos (Salmus Produções/1999): As novas versões são bem tocadas e arranjadas, mas no geral, a proposta do acústico não chegou a surpreender. Destaque para a participação especial de Carlinhos Felix. (Nota: [usr 3.5])

    O Segredo (Top Gospel/2000): A formação pode ter mudado pouco, mas o suficiente para a sonoridade do FS ser remodelada por completo. Os responsáveis por isso são a dupla Bene e Sylas, que aos poucos colocam elementos do new metal nas canções. Bênlio ainda está aqui e acolá, embora sua influência esteja diminuída. (Nota: [usr 3.5])

    O que na Verdade Somos (MK Music/2003): Se por um lado, a música do Fruto Sagrado perdeu em feeling com a influência diminuída de Bênlio, a banda ganhou e muito nos aspectos técnicos, com Bene Maldonado fornecendo riffs poderosos, perfeitamente intricados nas baquetas de Sylas Jr. As letras do disco são fortes, questionadoras, resultando num álbum de new metal que não perde seu valor por se adequar aos padrões musicais da época. (Nota: [usr 4.5])

    Distorção (MK Music/2005): Mais pesado, mais forte, Distorção é tudo o que todos os fãs esperam (ou quase todos), já que as letras nunca soaram tão desconexas com o espírito de uma banda cristã. Em tom triunfalista, o disco desagrada, especialmente com a acusadora “O Preço”, repleta de indiretas. (Nota: [usr 2])

    Fruto Sagrado 20 anos (Independente/2010): Apenas baladas soam relativamente condizentes com o chamado “novo Fruto Sagrado”, que não possui ligação alguma com a banda fundada 20 anos antes. No entanto, a nova roupagem de “Ninguém me Encontrará Entre os Fracos”, por exemplo, é inconsistente. O que realmente soa interessante são as duas inéditas, de qualidade bem mediana. (Nota: [usr 2])

    Universo Particular (Independente/2012): Ainda soa impraticável a associação do nome Fruto Sagrado sem a participação de, ao menos, Marcão e Bênlio. As composições de Vanjor são esforçadas, fogem do local comum, mas não possuem nenhuma associação, em termos sonoros com a música do FS. À exceção, “Planeta Vermelho” possui fantasmas da antiga explosão da banda. (Nota: [usr 2])


    Melhores músicas

    A Missão, A Sanguessuga, Amor de Deus, Base Forte, Forrock, Guerra interior, Jimmy, Livre Arbítrio, Lobo Mau, Na Contramão, Não quero mais acordar assim, No Porão da Alma, O Novo Mandamento, O que na Verdade Somos, O Sangue de Abel, Pra Acordar, Podridown, Retórica, Superman, The Time is Over e Uma Noite de Paz.


    Notícias e matérias sobre o Fruto Sagrado

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