Autor: Tayse Souza

  • Ser Ester – E se…

    • E se você se desse conta de que ainda não chegou nem perto de onde poderia ter chegado se não tivesse perdido tanto tempo com coisas que só te afastam de Deus? (Romanos 8.35)
    • E se você aceitasse que o que move o coração de Deus é seu coração quebrantado (Salmos 34.18), não suas palavras vazias?
    • E se você se conscientizasse definitivamente que você custou um preço alto demais para ficar aí nessa vidinha mais ou menos? (Apocalipse 5.9)
    • E se você assumisse que esse preço pago foi bem mais caro do que o que você realmente vale? (1 Coríntios 7.3)
    • E se a figueira realmente não florescer, os campos não produzirem mantimentos e as vacas sumirem do pasto? (Habacuque 3.17)
    • E se você reconhecesse que não sabe dar graças em tudo, mas ainda assim Ele é benigno até com os ingratos? (Lucas 6.35)
    • E se você percebesse que já leu dezenas e dezenas de livros, mas nunca leu a Bíblia inteira? (Provérbios 7.1)
    • E se você revisasse seu dia e visse que teve tempo para tanta coisa, mas não teve nem 2 minutos para Deus? (Mateus 6.33) 
    • E se você contasse e descobrisse que mais importante do que guardar seus sapatos é guardar seu coração? (Provérbios 4.23) 

    MAS…

    • E se você se lembrasse, que mesmo sendo falha e tendo obtido respostas insatisfatórias nas perguntas acima, que Ele escolheu te amar? (João 3.16)
    • E se você finalmente entendesse que não precisa ficar ansiosa, porque é Ele quem cuida de nós? (1 Pedro 5.7)
    • E se você trouxesse à memória só aquilo que te dá esperança e deixasse o resto de lado? (Lamentações 3.21)
    • E se você recordasse que a Palavra te garante que um dia Ele limpará dos seus olhos toda a lágrima? (Apocalipse 21.4)
    • E se você finalmente compreendesse que tens um Pai que te ama e não precisa te dar justificativas dos motivos que Ele tem para te amar tanto? (Romanos 5.8)
    • E se você olhar o sol nascer e ver que Deus está te dando um novo dia e renovando sua Fidelidade sobre a sua vida? Será que você passaria o dia inteiro sem pensar nEle? (Lamentações 3.23)
    • E se você aprendesse que o que te impede de ser consumida pelo mundo é a misericórdia do Senhor?  (Lamentações 3.22)
    • E se você se lembrasse que, mesmo tão fraca, você pode todas as coisas no Deus que te Fortalece? (Filipenses 4.13)

    É, Esterzinhas… a moral da história é que nós somos sim realmente falhas, temos tanto para melhorar que as vezes pode parecer que nem tem jeito para nosso jeito de ser, mas precisamos lembrar que temos um Deus que nos perdoa, nos ama, nos fortalece e nos prometeu uma vida feliz aqui e uma gloriosa Lá.

    Estejam com Deus e até a próxima!

  • Ser Ester – Especial Pamela

    Ela faz sucesso desde a adolescência, tem uma carreira consolidada, emplacou vários hits, é referência para jovens de todo o Brasil e… é linda. Sim, senhoritas! Estou falando da cantora Pamela. Hoje, o Especial da SER ESTER é com ela.

    Vem conferir que está super! Tem entrevista, raio X de estilo e muitas dicas.

    ENTREVISTA

    1- Você é uma referência de beleza para jovens de todo o Brasil. Como você encara essa responsabilidade de saber que o que você usa e faz influencia tantas garotas? Isso pesa em algum momento?

    Isso não pesa pra mim não, mesmo que acabe sendo uma responsabilidade, porque meu gosto em relação a moda, a beleza é bem comportado e me visto pra ficar bonita, não sensual. Eu uso o que gosto e acho super legal jovens curtirem o que eu uso.


    2- Você aparenta gostar de moda e, por vezes, mostra em seus looks referências atuais do mundo fashion, como as calças estampadas, por exemplo. Você acompanha as novidades da moda? Tem essa preocupação em seguir tendências?

    Eu gosto de moda, acompanho o que esta na moda, mas se eu não gostar não adianta que eu não uso. Muitas vezes eu misturo tudo que eu curto e fica bem legal. Acompanho alguns blogs de moda e acho super bacana, é bom pra gente ficar por dentro e dá mais ideias pra inventar e fazer a minha moda.


    3- O que não pode faltar no seu guarda-roupa? Que peça de roupa ou acessório é fundamental na composição do seu estilo pessoal?

    O bom e velho Jeans! Da pra usar em qualquer situação e combina com tudo! É tiro certo! E eu amo usar Jeans. Misturo com um Blaser, uma T-Shirt, coloco uns acessórios e já estou pronta. Estou usando muitas pulseiras, misturo várias e isso ajuda a compor o look. Acho que isso ajuda sim a fazer o estilo e uma pessoa.


    4- Quais são seus principais rituais de beleza? Você segue uma rotina de cuidados com o corpo?

    Eu faço algumas coisinhas sim… Malho de 3 a 4 vezes por semana (quando dá e quando eu estou no RJ) gosto de correr e faço musculação. Fazer as unhas uma vez por semana é obrigatório! Costumo hidratar os cabelos em casa. Agora estou curtindo usar os cabelos cacheados, comprei o Miracurl e estou amando! Limpeza de pele uma vez por mês (como uso maquiagem todos os dias é fundamental!), Pelling de Cristal a cada 15 dias. Uma vez por semana faço massagem e drenagem. Agora estou loira então tenho que retocar as mechas a cada 2 meses.


    5- Você já está com 30 anos, mas com cara de 18. Como faz? [É mágica, genética, campanha de oração por colágeno?]. Você é ligada a cosméticos e tratamentos estéticos? Você pode nos contar algum de seus truques para manter a pele sempre bonita?

    Eu tenho certeza que é genética! Obrigada Jesus! Mas há dois anos comecei a usar uns creminhos pra o rosto, pra o corpo, uso filtro solar todos os dias, tenho me alimentado melhor, cuidado mais da minha saúde. Isso reflete muito no nosso corpo. Eu vou sempre a minha dermatologista e ainda não tomo colágeno! Toda vez que vou malhar levo uma garrafinha de água gelada com um saquinho de gelatina light e bebo tudo durante meu treino.


    6- Embora atualmente o tema já seja comum em nosso meio, a divulgação gosto pela moda ainda não é unanimidade entre todos os segmentos evangélicos. Para você, existe algum limite na moda para uma pessoa evangélica? Se sim, qual? O que você não usa/usaria?

    Claro que existe limite! Não uso nada que venha me deixar sensual, decotado… Temos que nos vestir com decência sem ser vulgar. Tem muitas meninas que não usam calça porque algumas Igrejas não permitem, mas usam saias super curtas e apertadas, eu não acho legal usar saia assim.


     

    7- Você mulher, cristã, tem uma carreira sólida, é casada e ainda arruma tempo para ser linda. Para nós, isso é Ser Ester! Como você faz para ser essa Ester que é uma mulher moderna e bonita, mas não descuida de sua vida espiritual e comunhão com Deus?

    Dá trabalho, não é fácil mesmo, mas temos que da um jeito! Eu acordo cedo e procuro dormir cedo (quando dá), tenho um marido que me ajuda também. Tenho que saber organizar a minha agenda pra dar tempo pra tudo, e graças a Deus dá! Procuro estar na minha Igreja nos cultos de domingo ou quarta-feira. Ainda faço escola Rhema todas a terças a noite e estudo inglês duas vezes por semana. Além de estar sempre viajando pra louvar . Posso dizer que dá tempo sim! Se a gente quiser e se organizar dá tempo sim. Tem que ter foco!


    RAIO X: PAMELA

    Combinando com a música pop que apresenta, Pamela tem um estilo bastante jovial e que super serve de inspiração. O visual padrão é calça, geralmente skinning, combinada com blusa ou T-Shirt com algum charminho, seja estampa, brilho ou aplicações. Acessórios múltiplos são obrigatórios na composição do estilo da cantora.

    TENDÊNCIA

    Antenada, ela gosta de usar referências e informações de moda para montar seu visual. Um hit das últimas temporadas que ela tem usado bastante é a calça estampada.

    A dica básica para usar essas peças é procurar optar pela parte de cima mais discreta, ou em cores neutras ou lisas em alguma cor que tenha destaque na estampa. Pamela gosta de combinar com o bom e velho branco. No look da penúltima foto, a cantora fez uma composição interessante com duas estampas. Nesse caso, esperta que é, ela usou peças com padronagens diferentes, mas cores familiares.

    MONTAGEM 1

    JEANS, JEANS, JENS…

    Pamela já nos falou que ama um bom jeans. Skinning, reto, liso, com lavagem, colorido, rasgado, estampado… não importa. A calça jeans é uma grande aliada na composição de visuais desde os mais descolados até os mais arrumadinhos e sérios. Ela segue aquela nossa velha regrinha: se a calça é justa, a parte de cima, geralmente, é mais larguinha ou comprida para equilibrar as proporções visuais. A combinação que ela gosta de apostar é com T-Shirt e paletó. Um charme.

    MONTAGEM 2

    SAIAS E VESTIDOS

    Já sabemos que a Pamela não apoia saia curta. Em eventos, a cantora geralmente usa calças, mas quando aposta em saias e, especialmente, vestidos, ela opta por modelos comportados e de preferência longos. Modelos mais curtos ganham o complemento de uma calça justinha para ajudar a deixar tudo devidamente comportado.

    MONTAGEM 3

    ACESSÓRIOS 

    Se o corte dos looks é simples, Pamela potencializa o visual com muitos acessórios. A cantora já nos contou que está curtindo a onda do pulseirismo, que basicamente é a mistura de estilos de pulseiras no mesmo pulso. A onda é combinar descombinando, colocando juntas peças de materiais, cores e formas diferentes.

    Outro acessório que está sempre rondando as composições da cantora é o cinto. Os modelos são quase sempre largos e chamativos, geralmente com uma influência country, seja pela cor marrom, pelas franjas ou fivelas. Esses modelos mais destacados e, especialmente, os localizados abaixo da linha do umbigo funcionam bem para quem, como ela, tem o copo pequeno. Para quem for mais cheinha, uma boa aposta são os cintos marcando a cintura, pois eles afinam a silhueta.

    MONTAGEM 4

    CABELO, BELEZA E CUIDADOS CORPORAIS

    Pamela é bastante cuidadosa com os cabelos, afinal, quem tem fios claros, principalmente tingidos, deve ter cuidado redobrado para mante-los sempre bonitos. Ela faz hidratação em casa e retoca as mechas bimestralmente. Para quem gosta de cuidar das madeixas, não faltam opções boas e baratas para a hora de deixar os cabelos macios e saudáveis.

    Um item que ela disse que tem e está gostando muito é o Miracurl, o chamado babyliss mágico. O produto está fazendo um super sucesso pela praticidade e por apresentar excelentes resultados até nas mãos de quem não tem experiência com os modeladores tradicionais. Para quem gosta de cachear os cabelos, essa é uma ótima pedida. Várias marcas já estão produzindo seus modelos e o preço vem diminuindo. Vale a pena apostar.

    Quanto à pele e corpo, a dica da gelatina é sensacional. Para quem não sabe, a gelatina é rica fonte de colágeno, uma proteína que previne a flacidez e ajuda a impedir deformação dos tecidos. Ela ainda ajuda a prevenir doenças, como artrose e osteoporose, alem de ser uma ótima aliada na cicatrização. Gelatina é show.

    MONTAGEM 5

    E então, meninas, curtiram nosso especial com a querida Pamela?

    Fiquem ligadas que estamos preparando novos especiais e as tags de sempre.

    Estejam com Deus e até a próxima!

  • Entrevista: Eli Soares

    Ele é considerado um dos principais nomes da nova geração da música gospel nacional e é ele, Eli Soares, esse mineiro cheio de estilo, nosso entrevistado de hoje.

    Vamos falar sobre carreira, influências, música secular e muito mais. Confira!

    O PROPAGADOR – Você é de Belo Horizonte, cidade referência no cenário musical nacional, berço de grandes cantores e bandas gospel e seculares. Como foi o início de sua carreira em uma cidade efervescente artisticamente? Esse ambiente influenciou sua formação musical?

    Belo Horizonte é a cidade que eu amo. Nasci, cresci e formei família aqui. Aqui estão as melhores lembranças e momentos que vivi na vida. Mas em relação ao celeiro de adoradores que é a cidade, o ambiente não me influenciou, mas me motivou. Até porque eu vim de uma escola de black music, soul pop que é diferente da maioria dos ministros oriundos de BH. Mas, por ter contato com tanta qualidade musical e ministerial, fui motivado a ter um ministério e seguir uma carreira.


     

    O PROPAGADOR – Seu primeiro disco foi prêmio por sua vitória no Showveiro, concurso de calouros do programa Balaio da Rede Super. Como foi essa experiência?

    Louvo a Deus por ter participado do Showveiro, pois ali foi onde dei o pontapé inicial para a carreira musical na minha vida. Foi uma experiência muito marcante pra mim como músico sair vencedor de um projeto cheio de gente boa cantando. Foi a partir desse concurso que entrei a primeira vez num estúdio para gravar e percebi o quanto era bom profissionalizar o talento. Me deu mais vontade de aprender a fazer as coisas de verdade.


     

    O PROPAGADOR – Do “Eli Soares”, seu primeiro disco, até o “Casa de Deus” se passaram alguns anos. Como você sentiu sua evolução musical nesse período?

    Eu acho que o meu amadurecimento musical foi muito importante para a gravação do “Casa de Deus”, pois tive a oportunidade de estar na estrada e ela me moldou bastante para esse projeto. Pra quem conhece os dois discos sabe que dá para ver a diferença de estilo e de pegada e até mesmo na construção dos arranjos e das letras. O crescimento tem sido importante. Nunca paramos de aprender.


     

    O PROPAGADOR – Além de intérprete, você também é compositor de praticamente todas as faixas do disco. Qual é seu processo pessoal de composição? Dentre suas músicas autorais, qual a que mais lhe marcou?

    O processo de composição pra mim é um variado. Depende mais do que Deus tem para me dar na hora. É algo que vem do Espírito Santo mesmo e se eu tentar sentar em algum lugar com o violão e tentar fazer algo de mim vai sair caricato, esquisito mesmo. E veio de Deus a canção que mais me marcou que é “Me ajude a melhorar”. É uma oração, uma experiência muito particular com Deus. Prova disso é a identificação que a maioria das pessoas tem quando ouve esse louvor. Fico feliz de ter sido escolhido pelo Senhor para levar essa canção para todos que precisam.


     

    O PROPAGADOR – Alguns sugerem que seu estilo musical lembra o cantor Thalles, fenômeno do segmento na atualidade. Houve essa influência? Você se incomoda com a comparação? Quem são suas referências musicais?

    Muita gente já me comparou muito com o Thalles. Temos coisas em comum, né?  Gravei duas músicas dele, chegamos a fazer um som juntos, somos negros e temos um cabelinho durinho e um estilo voltado pro pop-soul. (risos) Nunca me importei com essa comparação e me sinto honrado. Mas hoje, acredito que me achei na música e apresento aquilo que tem mais do meu estilo e claro baseadas nas minhas referências que são Stevie Wonder, Michael Jackson, Fred Hammond e Kim Burrell.


     

    O PROPAGADOR – Na música “Me Ajude a Melhorar”, você diz: “Meu Pai, o mundo insiste em me comprar(…)“. Com seu talento, você já recebeu propostas artísticas para cantar no meio secular?

    Já recebi inúmeras propostas e uma mais interessante que a outra. Não condeno quem faz música secular também, mas confesso que nunca senti que era isso que Deus tinha pra mim, pra minha vida. Deus me travou de uma série de pontos de vista diferentes e eu nunca aceitar nenhum convite.

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=qjmKzG1oSiQ]


     

    O PROPAGADOR – Falando em secular, como você vê a música fora das fronteiras cristãs? Acredita que é possível conquistar espaço entre o público não cristão com o chamado Crossover? Em entrevista recente ao O PROPAGADOR, o cantor Leonardo Gonçalves afirmou não acreditar que o público cristão esteja pronto para digerir esse tipo de intersecção entre gospel e secular. Qual a sua posição quanto a isso?  Sendo cristão, é possível fazer música secular?

    Eu concordo com o Leonardo. Acredito que algumas pessoas ainda estejam distantes de entender isso. Na minha concepção existem três tipos de música: as que falam de Deus, as que falam sobre o inimigo e as que falam da vida, independente de religião falando sobre sentimentos, histórias experiências de vidas. Dentro desses três estilos, religiosa, secular e profana, entendo que secular não é pecado, o profano sim.


     

    O PROPAGADOR – Algumas vertentes cristãs rejeitam a música secular. Você acha possível consumir música não cristã? Para você, ela pode ser referência de sonoridade?

    Não rejeito não. Acredito que sim, é possível consumir música secular uma vez que você entenda do que se trata a letra da música, por exemplo, quando é cantada numa língua estrangeira. Para nós músicos é importante obter referências de estilos, sons, ritmos de toda música. Música secular não é sinônimo de música ruim, pelo contrário. Existem vários artistas bons, com qualidade excepcional nesse meio. Ouço, colho o que tem de melhor e isso não muda a minha espiritualidade com Deus.


     

    O PROPAGADOR – Seu terceiro disco, o “Casa de Deus”, foi relançado em fevereiro com o selo da Universal Music Christian Group (UMCG). Como é, sendo tão jovem, ser um dos primeiros contratados pelo braço gospel brasileiro da maior gravadora do mundo? Que peso tem isso?

    Esse peso é o peso da responsabilidade. Estar na maior gravadora do mundo indica que as pessoas esperam de mim o mesmo nível de qualidade que a Universal tem hoje. Preciso sempre fazer boa música, levar minha verdade e ser luz com meus testemunhos e atitudes. Passar o máximo das coisas de Deus, da glória de Deus pra vida das pessoas. O peso da responsabilidade é grande, mas se Jesus me colocou nesse patamar, aqui estou eu para servir.


     

    O PROPAGADOR – Na UM Entretenimento, você é parte de um projeto de gerenciamento de carreira que, até a criação da empresa, ainda era inédito no Brasil. Como é participar disso? Como tem sido essa parceria?

    A UM hoje é meu braço de suporte para o artista. Ela oferece coisas que são muito necessárias na carreia do músico. Essa estrutura facilita o caminho.


     

    O PROPAGADOR – Você está em um momento de consolidar sua carreira musical, acabou de se casar, está tendo seu talento reconhecido nacionalmente, está conseguindo atingir vidas com sua música, ou seja, está se realizando. Quais são seus sonhos? Onde você almeja chegar aqui na terra?

    Se Jesus voltar agora eu subo feliz e muito. Sou uma pessoa simples, pé no chão. Consegui gravar minhas músicas, estou casado. Não preciso de mais nada. Tudo o que eu mais queria Jesus já me deu. Agora, o que eu faço com isso tudo é o que vai me deixar bem ou não. Agora é só continuar cantando por esse Brasil levando a palavra dos nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

  • Ser Ester – Especial Hadassah Perez

    Não! Definitivamente Hadassah Perez não é discreta. Ela foi destaque aqui na Ser Ester como uma das mulheres de mais estilo no mundo gospel. Compondo um visual que mistura elementos punk, rocker com uma pitadinha de disco, a goiana é bastante autêntica.

    Confira aí a entrevista exclusiva para a coluna e logo abaixo um raio X do estilo da Hadassah. Está Imperdível!


    ENTREVISTA

     

    SER ESTER – Você tem um visual marcante, que já chegou inclusive a ser destaque aqui na SER ESTER. Como você se define em questão de estilo?

    Simplesmente uma mistura das coisas que adoro. – risos- Gosto muito de acoplar estilos como rock e pop a cada look. Não preciso estar necessariamente de acordo  com a moda da estação, mas tudo que visto precisa refletir bem a minha personalidade e meu som.

     

    SER ESTER – Na hora de compor um look, o que você prioriza? Visual ou conforto?  ( Para se sentir bonita, vale sapato apertado?)

    Sempre priorizo o conforto! Lógico que o ideal é tentar combinar os dois juntos pois aí sim seria maravilhoso. Sapato apertado não rola mesmo! Se a ocasião pedir, vale um leve sacrifício pela salto alto, por exemplo. Se não precisar ficar em pé por muitas horas, melhor ainda. – risos –

     

    SER ESTER – Você tem algum ritual de beleza diário? Quais são seus segredos de beleza?

    Não tenho muitos. Estou até precisando adquirir mais alguns!! Tento me manter sempre com o cabelo bonito, o que dá um certo trabalho pois é bem longo. Nunca saio de casa sem maquiagem. Sempre limpo o rosto também para evitar a oleosidade e com isso diminuir cravos e espinhas. Ninguém merece espinha!!! Unhas e sobrancelhas feitas também são indispensáveis pra mim.

     

    SER ESTER – Seu nome, Hadassah, tem tudo a ver com nossa coluna. Nós todas somos ‘Esters’. Pra você, o que é ser Ester? Por que querer ser uma Ester?

    Ser Ester é ser uma mulher forte, guerreira e cheia de coragem e fé assim como a rainha que lutou para salvar o seu povo. Todas nós devemos ter esse referencial de vida. Quero ser Ester para ajudar a todos e levar esperança as pessoas sem exceção através desse dom que tenho!! Rainha Ester passou por muitos tormentos e mesmo assim, seguiu em frente e teve uma atitude que mudou sua geração. E claro, acredito que aos olhos do pai, somos todas uma rainha Ester pra Deus.


    RAIO-X: HADASSAH PEREZ

     

    Basicamente, o visual de Hadassah é composto por calça e jaqueta, mas veja bem!, não é qualquer calça nem qualquer jaqueta. Tudo segue o padrão ‘hadassiano’ de fashionisse.

    Calças

    A cantora ama calças com alguma coisa de diferente, seja na estampa paisley da primeira foto que parece vinda direto dos anos 1970, até o mega rasgado da terceira foto ou a estampa psicodélica da última imagem. Como não é boba nem nada, Hadassah segue uma regrinha básica: quanto mais chamativa for a calça, mais discreta – e preta – será a blusa. Confirmando a regra, eis aí o macacão com estampa barroca como exceção. A cantora ainda se joga nas referências setentistas ao abusar dos modelos boca-de-sino flare. Além dos modelos mais chamativos mostrados abaixo, Hadassah também super Jens coloridos.

    Calças Discretas sqn

    Jaquetas

    Jens, couro preto, couro colorido, paletó de alfaiataria… seja como for, Hadassah ama jaquetas e as usa na composição de visuais que vão do palco às festas, combinando com tudo. A cantora aposta em vários modelos, desde os mais estruturados como o dessa verde oliva maravilinda, até os mais curtinhos, passando pelos soltos e desconstruídos.

    Jaquetas

    Acessórios

    Hadassah ama acessórios. A cantora tem uma verdadeira coleção de chapéus de vários modelos, óculos de sol e muitas bijus chamativas. Destas, destaque máximo para os braceletes que ela, por vezes, usa sobre a manga da blusa para potencializar o charme 😀 .

    Nos pés, já que ela preza pelo conforto, um verdadeiro desfile de snakers. A cantora tem modelos pretos, prateados, coloridos, rasteiros e de salto. Por gentileza, notar a coisa mais legal ever que é esse sneaker com estampa de cartoom. Grata. Como ela mesma disse, em ocasiões especiais, a cantora aposta em sapatos de salto alto, mas sempre cheios de personalidade. Outro destaque para os looks de palco são as luvinhas de couro com aplicações de spikes que conferem um ar rock and roll ao visual.

    Assessórios Mania

    Cabelos

    Hadassah tem um dos cabelos mais musos lindos do universo e adjacências. Abusando do direito de ser lindo, são os cabelos que recebem boa parte da atenção de beauté da cantora. Aproveitando o comprimento das madeixas, ela gosta de fazer penteados fofos que fogem um pouco do soltão por si só. Olhem que coisa fofa essa trança em forma de aquinho da primeira foto. Simples e super inspiradora para um visual mais arrumadinho. O que dizer ainda do visual com esse volume lindo no topo da cabeça? Para apostar na próxima festa! E esse escovão poderoso com as pontas marcadas da última foto? É de fazer a gente repensar a vida [risos]

    Hair Dream

    Maquiagem

    Já sabemos que, vaidosa, Hadassah não sai de casa sem maquiagem. Olho bem marcado parece ser um dos truques preferidos da cantora. Eventos noturnos pedem um visual mais carregado com sombra preta esfumaçada, delineador e doses cavalares de rimel, ou mesmo cílios postiços. Quando opta por destacar a boca com um batonzão, ela suaviza o olho tirando a sombra preta. Aproveitando a licença poética do palco, as vezes a cantora opta por olho+boca coloridos. Cuidado ao fazer isso em casa desacompanhada de um adulto responsável maquiador. Para completar o visual, as sobrancelhas, que ela mantém sempre em dia, ganham uma passadinha de lápis para ficar perfeitinha. Fora dos palcos, a maquiagem de Hadassah ganha ares de “gente como a gente”, com tons mais claros e make altamente inspiradora para nossa real life.

    Vale lembrar, especialmente para as meninas que amam se maquiar, a dica da Hadassah de sempre manter a pele limpa para evitar espinhas. Aproveito para acrescentar a diquinha de Tia Tayse de jamais dormir maquiada.

    Makes

    Fora dos Palcos

    Como sou uma colunista investigativa curiosa de mão cheia, fui fuçar no instagran da Hadassah para ver os looks da cantora fora dos palcos e posso dizer uma coisa com a maior sinceridade? Tombei de amores. Menos montada, mas ainda super estilosa, Hadassah fica com cara daquela nossa amiga com quem a gente quer dividir o guarda-roupa (topa, Had?). Deem uma olhada em alguns looks que ela andou escolhendo para casamentos, igreja ou só um passeiozinho despretensioso.

    Casual Chic Looks Glamour Looks

    E então meninas, curtiram nosso especial com a Hadassah? Esse é apenas o primeiro e se Deus permitir teremos mais.

  • Ser Ester – Radiant Orchid: A Cor do Ano

    Você sabe o que é Pantone?

    A Pantone é uma marca americana considerada autoridade mundial em cores. A empresa conta com um sistema de alta tecnologia no gerenciamento de cores, que vai desde etapas de seleção e controle, até desenvolvimento de novas tonalidades.

    Anualmente, a Pantone divulga aquela que será “A Cor do Ano”. Essa escolha é feita a partir de uma ampla pesquisa que busca referências de tonalidades em diversos segmentos, que vão desde a indústria do entretenimento até coleções de arte. Essa cor influencia as linhas de criação de grandes estilistas, designs de móveis, indústria de tintas e por aí vai, ou seja, a cor do ano da Pantone influencia moda, decoração, maquiagem, acessórios… logo, tudo as esterzinhas amam.

    Para 2014, a cor escolhida foi a Radiant Orchid what Tayse? . Em bom tupiniquinês seria “Orquídea Radiante”. Na prática, um belo lilás expressivo e charmoso nascido de uma mistura de tons de fúcsias, roxo e rosa. Lindo!

    Se já é sabido que veremos nas vitrines mais próximas diversas referência à essa Radiant Orchid porque orquídea radiante é um nome cafoninha, vamos ver formas inspiradoras para usar esse cor linda e ficar na moda. A cor promete ser tendência em diversas nuances, assim como na imagem oficial acima, passando de tons mais escuros até os mais pasteis.


    Radiant Orchid na Decoração

    A Radiant Orchid aparece na decoração como uma bela forma de deixar ambientes femininos e aconchegantes. Nesses ambientes, o destaque de cor é justamente a nossa cor do ano, por isso, o ideal é que seja combinado com tons neutros.

    E o que dizer dos detalhes em radiant nas decorações de casamento? Coisa linda!

    Radiant Decor


    Radiant Orchid na Maquiagem/Cosméticos

    Na maquiagem, a Radiant Orchid aparece em tudo, menos no blush porque neh… As mais discretas podem optar pela cor na boca ou no olho. As mais corajosas podem se jogar no radiant de cara literalmente. Uma dica é usar a cor em tons diferentes, como mais escuro nos olhos e claro na boca. Quanto ás unhas, tem radiant para todos os gostos e bolsos. Diversas marcas já apostaram na cor, desde as mais requintada$$, até aquelas que são vendidas na farmácia mais próxima.

    Radiant Make


    Radiant Orchid nos Acessórios

    Entrando na onda da cor do momento, os acessórios em radiant orchid estão em alta. São bolsas, sapatos, lenços, bijuterias, cintos, gravatas, ou seja, tudo no tom para alegrar até as produções mais discretas.

    Radiant Acessório


    Radiant Orchid nas Roupas

    Tecidos lisos, estampados, tonalidade clara, escura… tem radiant orchid para todos os gostos. Em comum, a feminilidade e delicadeza. As principais combinações são com o preto ou então cores da mesma família, como o fúcsia, Pink, magenta e tons de uva. As mocinhas mais ousadas podem apostar em looks monocromáticos e sair desfilando de radiant dos pés à cabeça.

    Radiant Look 1 Radiant Look 2


    Radiant Orchid nas Famosas

    Como toda boa tendência, o radiant orchid também está no armário das famosas mais antenadas. A bela princesa britânica Kate Middleton e a primeira-dama norte-americana Michelle Obama gostam muito da cor e já desfilaram diversos modelos referenciando a tendência. Aqui, em terras tupiniquins, e mais exatamente no mundo gospel, a moda também está presente, seja na linda saia de tricô de Ana Paula Valadão, no degrade da saia da cantora Suellen Lima, no combo fofo de saia e sapatilha com detalhes em radiant da belíssima Brenda ou nas estampas poderosas em fundo preto de Fernanda Brum e Cristiane Cardoso.

    Radiant Famosas

     E então? Curtiram a escolha da cor do ano? Achei linda! É para apostar já!

  • TOP 10 – Músicas gospel sobre mães

    O segundo domingo do mês de maio é o dia das mães! Para comemorar essa data tão importante, o portal O Propagador apresenta um TOP 10 especial com músicas marcantes sobre essas mulheres tão especiais.

    Listamos músicas para homenagear e lembrar todos os tipos de mãe: aquela que está longe, a que está perto, a que ora, a que batalha, a que perdeu seu filho e mesmo aquela que já partiu para a eternidade. Na lista temos Bruna Karla, Aline Barros, Ana Paula Valadão entre outros.

    Confira!

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    [tab title=”10º” icon=”entypo-music”]

    Coração de Mãe – Aline Barros

    Iniciando nossa contagem, nada melhor do que falar sobre aquilo que figura o melhor de cada mãe, seu coração. “Coração de Mãe” é sinônimo de amor imensurável e inexplicável. Essa é a conclusão a qual o compositor Cezar Elbert chega na linda canção interpretada por Aline Barros no disco MãeEuTeAmo.com vol. 3, lançado pela MK Music. “Um oceano de afeto, quanto mais ama mais tem amor, quanto mais serve mais tem pra dar” (…) “Fonte de amor que é sem fim, Deus te fez assim pra cuidar de mim”. Assim é o coração de uma mãe. (2012)

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    [tab title=”9º” icon=”entypo-music”]

    A Carta – Alex Gonzaga

    Um filho que vive longe, pouco antes de ir visitar a mãe no seu dia, escreve uma carta contando sobre a saudade que sente dela. Ao longo de “A Carta”, Alex Gonzaga vai descrevendo o que mais sente falta em sua antiga casa, chegando à conclusão que o que mais lhe dá saudade é justamente a Mãe. “O que eu mais quero é te encontrar neste dia especial, Mãe, tô indo ver você, vou correndo para te encontrar”. A canção faz parte do álbum MãeEuTeAmo.com vol. 2, lançado pela MK Music. (2010)

    [/tab]

    [tab title=”8º” icon=”entypo-music”]

    Mamãe – Rebanhão

    Janires, um dos grandes poetas da nossa música, é o compositor de “Mamãe”, gravada em dezembro de 1984 no álbum Janires e Amigos, da banda Rebanhão. A propósito, esse foi o primeiro álbum ao vivo gravado na música cristã brasileira. A canção é o relato do filho que cresceu, mas sente falta do tempo que passava perto de sua mãe. “Há quanto tempo eu não tenho um tempo pra deixar você pentear meus cabelos e contar histórias do livro da sua vida em que eu sou um dos capítulos que, modéstia a parte, você gosta mais”. O filho ainda conta que, embora a mãe tivesse grandes sonhos para ele, o mundo quase o destruiu, mas o amor de Jesus o salvou e permitiu que ele pudesse estar vivo para agradecer pelo cuidado de sua mamãe. Quem não conhece nenhuma história assim… (1985)

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    Lágrimas de Mãe – Cristina Mel e Jairo Bonfim

    Ser mãe não é apenas festa e alegria, também pode ser sinônimo de tristeza. A dor de perder um filho é certamente a pior que uma mãe pode passar. O filho pode ter partido, mas aquela que um dia gerou, será mãe para sempre. A emocionante canção de Cristina Mel, composta pela cantora em parceria com Adelso Freire é um relato das lembranças do filhinho querido, da imensa saudade, da dor esmagadora. A música, no entanto, também é o consolo de Deus. O Eterno lembra que Ele entende essa dor, pois um dia também perdeu seu Filho amado. É justamente por causa de Cristo que o Pai consola a mãe chorosa, trazendo à sua memória que a vida não termina aqui. O diálogo entre Deus e a mulher, ou simplesmente entre um Pai e uma mãe, lindamente interpretado por Mel e Jairo Bonfim, está presente no disco Som de Amor. (2011)

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    Mãe, me Lembro – Anderson Freire e Banda Giom

    Anderson Freire e seus irmãos, integrantes da banda Giom são responsáveis pela linda “Mãe, me Lembro”, canção integrante do disco MãeEuTeAmo.com vol. 3. A música é um testemunho de uma infância sofrida e cheia de restrições, mas marcada pela presença de uma mãe de oração. Da fidelidade daquela mãe, Deus honrou toda a família. “Por quantas vezes eu brincava e estavas a orar, por quantas vezes eu sorria e seu choro estava lá subindo em direção ao céu, movendo o coração de Deus”. Uma canção tocante que certamente retrata a realidade não apenas dos interpretes, mas de muitos outros filhos que tiveram suas vidas transformadas e guardadas sob os joelhos de uma mãe fiel. (2012)

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    Quero retribuir – Ana Paula Valadão

    Dia das mães é dia de homenagear e principalmente agradecer por todo amor e dedicação das nossas progenitoras. Como filhos, por vezes somos relapsos e não reconhecemos tudo o que elas fizeram e fazem por nós, mas nunca é tarde reconhecer e lhe dar o devido crédito pelas nossas conquistas. É isso que Ana Paula Valadão faz em “Quero Retribuir”, música integrante de As Fontes do Amor, disco solo da líder do Diante do Trono. “Mamãe, eu não teria chegado aqui; Mamãe, sem o seu amor por mim; Perdão pelas vezes em que não reconheci; Mamãe quero retribuir”. (2009)

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    Na Eternidade – Bruna Karla

    Já falamos lá na 7ª colocada que dia das mães é data de emoção para aquelas que perderam seus filhos, mas também é dia dos filhos que perderam suas mãezinhas se recordarem delas com muito amor. A cantora Bruna Karla, que perdeu sua mãe aos 13 anos é a emotiva interprete de “Na Eternidade”, bela composição de Eyshila, presente no primeiro volume da coletânea MãeAmoVocê.com. A música fala sobre o arrependimento de não tê-la abraço mais, beijado mais e ouvido mais seus conselhos. “Se eu pudesse eu voltaria atrás e te beijaria muito mais, Mãe ouviria mais os teus conselhos, sinto tanta falta do teu cheiro e de acariciar os teus cabelos”. Mas a canção fala especialmente da esperança do reencontro no céu, no lugar onde não haverá mais saudade e a felicidade será eterna. “Na eternidade, sem sentir saudade, vamos adorar a Deus; Na eternidade com os meus amados, do jeito que eu sempre quis”. (2008)

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    Mãe – Sergio Saas

    É comum, embora não seja bom, que as responsabilidades da vida adulta afaste os filhos de seus pais. Tão comum também é o arrependimento que sempre bate no coração ao se lembrar de que poderia ter feito mais, ter amado mais. “Perdão, por está sempre ocupado e não ter visto o tempo passar; a saudade faz um homem chorar”. Enquanto houver tempo, corra e não deixe de dizer e demonstrar para sua mãe o quanto a ama e o quanto a existência dela é vital para a sua. “Mãe quero te encontrar e te abraçar; Mãe tenho tanta coisa pra falar; Não quero mais de ti me separar; Mãe, eu te amo!”. Essa é a temática de “Mãe”, linda canção de Sergio Saas integrante do disco És meu Herói, gravado e distribuído de forma independente. (2004)

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    Mãe – Voices

    Essa semana, comemoraremos o dia das mães, mas o Voices está aqui para nos lembrar que essa data não tem fim. “Mãe, todo dia é seu dia”. O segundo domingo de maio é o momento oficial de prestar homenagens àquelas que dedicaram suas vidas a cuidar das nossas. É justamente disso que se trata “Mãe”, composição de Eyshila integrante do disco Aliança. “Nunca alguém me olhou assim com tanta emoção, quando ouço a sua voz escuto a mesma canção que você cantava quando eu chorava sem querer dormir; E com lágrimas você orava por mim”. Dia das mães é dia de agradecer a Deus pela benção que elas são nas nossas vidas. “Quero dedicar este momento ao Senhor e bendito aquele dia em que eu nasci de você; Louvado seja Deus porque você é minha mãe”. (2002)

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    Nossa Mãe – Marcos Antonio

    Nossa música medalha de ouro é um clássico sobre tema. Antes da popularização de coletâneas, como MãeEuTeAmo.com, antes de ser comum que cantores, especialmente pentecostais, falassem sobre sentimentos humanos, o cantor pernambucano Marcos Antonio conseguiu fazer sucesso com o famoso refrão “Mãe sou teu fruto, do coração o amor; Sou teu sorriso, Tu és meu abrigo na hora da dor”. A música “Nossa Mãe” integrou o disco Quem dá Mais, álbum de grande sucesso na carreira desse que já foi um dos grandes nomes da música cristã nacional. (1995)

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    Que mais músicas sobre mães vocês conhecem? Comentem!

  • Entrevista: Hadassah Perez

    Ela tem apenas 19 anos e é considerada uma das grandes promessas da música gospel nacional. Fazendo seu pop eletrônico, a goiana Hadassah Perez vem conquistando jovens e adolescentes de todo o Brasil, levando a Palavra de Deus por meio de sua música. Nessa entrevista exclusiva, Hadassah fala sobre sua carreira, música, desafios, inseguranças e fé. Confira!

    entrevista hadassah perez


    O PROPAGADOR – Vamos começar com uma curiosidade. Seu nome de nascimento é Damaris. Por que escolheu Hadassah?

    Quando comecei a gravar minhas músicas, já existia uma cantora com o mesmo nome que eu bem famosa no cenário gospel. Como o estilo de música dela é diferente do meu, orei e pedi a Deus um nome artístico. E como sempre fui apaixonada pela história de Ester na Bíblia, eu escolhi ‘Hadassah’, por ser o nome judeu da rainha Ester e ‘Perez’ complementou pois é meu sobrenome. Deus logo em seguida me deu confirmação desse nome através de uma pastora que não me conhecia no Sul do país!


    O PROPAGADOR – Você iniciou sua carreira profissional aos 15 anos e já dentro do pop eletrônico. Por que apostar logo de cara em um estilo tão pouco explorado no meio gospel? Você não teve medo de rejeição à sua música?

    Esse é um estilo musical que eu sempre amei e sentia falta no gospel brasileiro. A aposta é a certeza do que Deus colocou no meu coração desde o começo.  Não posso negar o receio que senti, mas eu confiei em Deus em meio a tantas Palavras que Ele me deu, logo muitos pastores começaram a perceber que não era um estilo que tirava os jovens das igrejas, pelo contrário, atraia eles!

     


    O PROPAGADOR – A música gospel ainda não é muito familiarizada com a batida eletrônica. Tendo um estilo pouco convencional para os padrões conhecidos no meio, você já enfrentou alguma situação de resistência ao seu som?

    Sim, muitas. Principalmente porque as pessoas as vezes esquecem que uma música não é composta apenas pela ‘batida’, mas também pela letra. Por causa disso, criam uma resistência antes mesmo de entender do que a letra fala. Mas como eu sempre digo, a música foi Deus quem criou, então todos os ritmos são Dele.


    O PROPAGADOR – Você ficou dois anos como independente com seu “Tudo que eu Preciso”. Quais são as maiores dificuldades para levar a carreira sem o respaldo de uma gravadora?

    Infelizmente um trabalho independente, ainda, enfrenta muitos obstáculos. Tem pouca credibilidade aos olhos do mercado fonográfico. Distribuição e assessoria para a expansão correta do trabalho é difícil de conseguir. Mas, quando Deus quer algo, nada é impossível!


    O PROPAGADOR – Quais são suas expectativas para esse novo momento em sua carreira, com o “Tudo que Eu Preciso” relançado recentemente, agora com o selo Universal Music Christian Group? Que projetos futuros você pode nos adiantar?

    Quero realmente que o Brasil e o mundo conheçam esse trabalho, esse ministério, através esse dom que Deus me deu. O contrato com a Universal Music Christian Group é muito mais do que poderia sonhar. Fazer parte do cast gospel da maior gravadora de música é sinônimo de poder alcançar muitas pessoas pregando o evangelho através da minha música!


    entrevista hadassah perezO PROPAGADOR – Você só tem 19 anos, já é apontada como uma das grandes revelações da música gospel nacional e ainda tem contrato com a grande Universal Music. Isso te assusta? Como você, sendo tão jovem, faz para lidar com as pressões e expectativas sobre você e seu trabalho?

    Sim, assusta um pouco – risos- Mas graças a Deus tenho pessoas que me apoiam e me ajudam muito. Conto principalmente com a ajuda dos meus pais que sempre estiveram comigo dando suporte para que eu chegasse até aqui. Investiram em mim desde o começo crendo na palavra do Senhor. É essa energia, essa força que me motivam a cada dia.


    O PROPAGADOR – Você está se tornando uma referência para adolescestes Brasil afora. Você sente o peso dessa responsabilidade?

    Sim, sinto. E acho isso bom. Me ajuda a ficar firme cada dia mais na presença de Deus, me santificando, buscando, porque quero ser essa referência para eles! Referência somente de coisas boas. Podemos ser o que quisermos em Jesus. Ser jovem é benção, mas devemos aproveitar com sabedoria. 


    O PROPAGADOR – Em entrevista recente, você disse que o principal segredo para quem quer iniciar no ministério é a santificação. Como ser jovem, bonita, inteligente, conhecida e ainda se manter santificada à Deus e fiel a seus princípios?

    É difícil? É, muito! Mas Deus não disse que iria ser fácil, né?!! – risos – Obrigada pelos adjetivos acima! Procuro ser o melhor pra Deus, tudo que faço tem que ser de excelência porque Deus não mandou um anjo qualquer para morrer por mim e me dar a liberdade, me dar a vida, o perdão pelos meus pecados. Ele mandou o próprio filho, Jesus! A santidade é algo muito importante em um ministério. Como ser um templo do Espírito Santo se eu me contaminar com as coisas desse mundo? Então busco sempre estar limpa e santa perante Deus, para que eu possa ser usada por Ele nesse ministério.

  • Ser Ester – Série Grandes Mulheres: Rispa

    Ela quase passa despercebida na Bíblia. Com poucas referências em seu nome, você talvez nunca nem ao menos tenha sabido de sua existência. Mas ela existiu e pode se tornar a partir de hoje, se ainda não o é, uma referência para você. O seu nome? Rispa!

    Em um tempo em quem as mulheres tinham pouco valor social, ela não era nem ao menos esposa. Era uma concubina do harém do rei Saul. De seu relacionamento com o primeiro rei de Israel, nasceram dois filhos: Armoni e Mefibosete (não confundir com o filho de Jonatas).

    Com a morte do rei, Israel que já enfrentava uma crise espiritual, entrou em uma severa crise política. O reino foi divido. Davi se tornou rei de Judá e Isbosete – filho de Saul – com a ajuda e tutela de Abner, chefe do exército real, foi coroado no lugar do pai sobre o restante do reino.

    Uma intriga entre Abner e Isbosete por causa de Rispa acaba rompendo com
    a cooperação entre os dois e o militar passa para o lado de Davi e o ajuda a reunificar o reino e governar sobre toda a nação.

    rispa personagem da bibliaEm um momento de grave crise, agora também econômica, com uma fome que já perdurava três anos, Israel passou a acreditar que a calamidade se devia ao fato de o sanguinário rei Saul ter rompido com uma aliança com o povo de Gibeão e matado seus cidadãos. Em um acerto de contas, os gibeonitas pedem como reparação a vida de sete descendentes da casa de Saul. A proposta foi aceita, afinal, eles viviam no tempo do “olho por olho e dente por dente” (Ex 21: 24), logo, vida por vida.

    E é aí que nossa Rispa, após ser pivô de uma crise política no reino, volta aparecer na nossa história.

    Lembram que ela teve dois filhos com o rei? Pois bem! Sem que ela pudesse fazer nada, eles foram entregues nas mãos dos gibeonitas como reparação dos erros de seu pai.

    Rispa vê seus filhos amados serem mortos. Tudo o que ela tinha na vida havia acabado naquele momento. Seus bens mais preciosos haviam sido executados pelas vingativas mãos dos gibeonitas.

    Se não havia conseguido poupar-lhes a vida, Rispa resolve garantir-lhes ao menos dignidade em sua morte. Decidida a dar um funeral decente a seus filhos amados, Rispa toma uma atitude que só uma mãe poderia tomar. Ela se coloca em um lugar na rocha de Gibeá e inicia uma incansável vigília para impedir que os animais selvagens devorem os corpos de seus meninos. Para ‘ajudar’, pelo lugar onde haviam acontecido as execuções, esse acampamento foi feito na terra do povo que acabou com sua vida.

    Seis meses! Isso mesmo! Seis meses se passaram e Rispa já estava extremamente debilitada. A figura daquela mãe usando o resto de suas forças para guardar o que restava de seus filhos, comoveu a população gibeonita e eles resolveram contar a Davi sobre a situação da pobre mulher.

    Comovido, o rei manda tomar os corpos dos filhos dela, bem como os ossos de Saul, Jonatas e do restante da família e providenciou o digno enterro na terra de seus antepassados, realizando-se assim o desejo daquela mãe.

    Alguns pontos me chamam muito a atenção nessa história:

    1. A Mãe O sacrifício e dedicação de Rispa em seu propósito de zelar dignamente pela memória de seus filhos queridos mostra o tamanho que o amor de uma mãe pode alcançar. Frio, calor, chuva, vento, fome, dor, noites mal dormidas ou precariedades, nada conseguiu fazer com ela desistisse de seus propósitos. Se você é mãe, sabe que aqui na terra, só você pode fazer isso pelos seus filhinhos. Se você é filha, valorize sua mãe, pois o amor dela é capaz de fazer sacrifícios assim por sua causa. E só por sua causa.
    2. Imperfeita – Como todo ser humano, Rispa não era perfeita. Por todos os fatores sociais e políticos envolvidos em sua história, ela não foi capaz de impedir a morte dos filhos, mas isso não a deteve em lutar por eles. Sua mãe pode não conseguir impedir que você sofra, mas ela certamente lutará até o fim de sua vida por você e ainda se manterá ao seu lado em seu sofrimento.
    3. A Heroina Não Reconhecida – Lembram que eu falei que a reparação com a morte dos filhos de Rispa era uma tentativa desesperada de acabar com a crise que o país enfrentava? Pois bem, aparentemente isso não resolveu o problema. E é isso que me emociona mais nessa história. Leia 2 Samuel 21.14: “Enterraram os ossos de Saul, e de Jônatas seu filho na terra de Benjamim, em Zela, na sepultura de seu pai Quis, e fizeram tudo o que o rei ordenara; e depois disto Deus se aplacou com a terra”. Entenderam? A crise só acabou depois que os corpos de Saul e seus filhos (incluindo os dois de Rispa) foram dignamente sepultados. A crise só acabou depois que o clamor silencioso daquela mãe chegou aos ouvidos do rei e ele realizou seu desejo. A crise só acabou porque uma mulher, no pior momento de sua vida, decidiu continuar lutando.
    4. Persistência – A persistência de Rispa não deu apenas um final digno aos seus filhos, mas também a Saul e todos os responsáveis pelo ocorrido em Gibeão, ou seja, aos causadores de sua tragédia pessoal. É assim que o nosso Deus faz. O seu clamor é capaz de abençoar não só sua vida, mas também a de todos ao seu redor e até de quem, humanamente falando, não merecia.

    Muitas vezes nós nos prostramos diante das adversidades. O coitadismo, por vezes, parece ser a saída mais atraente. Em nome de Jesus, não faça isso! Seus sonhos morreram? Dessa morte nascerão outros sonhos. Faça vigília! Tome um lugar sobre a rocha! Não deixe que as aves de rapina consumam sua história. Mande um recado, mesmo que silencioso para o nosso Rei que Ele ouvirá seu clamor.

  • Ser Ester – 7 Motivos para você comprar em Brechó

    Hoje vamos falar de um dos assuntos preferidos de grande parte das mulheres: compras!  Em maior ou menor escala, todas nós gostamos de fazer comprinhas de roupas e acessórios, seja por necessidade ou simplesmente para nos fazer um mimo.

    Não sei quanto a vocês, mas eu as vezes me canso da cara das roupas de modinha que entopem as grandes lojas de departamento e redes de fast fashion Brasil afora. Acho tudo muito igual e com certa carinha de “enlatado”, algo tipo “todas tem”. Como tenho um estilo pessoal que tenta combinar peças clássicas e românticas que poderia facilmente ser visto em alguma moçoila dos anos 50, por vezes tenho certa dificuldade em encontrar roupas que realmente se pareçam comigo.

    brechó daniela araujo ser esterE foi assim que conheci o fantástico mundo dos brechós. Aí você diz: “Coisa velha, Tayse? Tchau, vou fechar essa página e nunca mais voltar. E eu te respondo: “ Não necessariamente!”

    Já faz algum tempo que os brechós deixaram de ser considerados antros de coisas velhas, feias e empoeiradas. Hoje, eles são moda entre os mais descolados e alternativos, além daqueles que buscam peças com alta qualidade, ou mesmo de grife, com precinho camarada e grande qualidade.

    Algumas cidades contam com brechós especializados em roupas grifadíssimas do tipo que eu teria que vender um órgão para comprar e outros apenas com peças novas e semi novas diferenciadas e de boas marcas.

    Se até agora não consegui te convencer a sair correndo e entrar no Brechozinho mais próximo, listo 7 motivos que te mostrarão que ele pode ser um belo aliado fashion.

    1 –      Preço

    Como boa mão-de-vaca que sou, não gosto de jogar dinheiro fora, especialmente comprando roupas e afins. No brechó você pode encontrar aquela blusa linda em excelente estado com preço menor do que em uma loja convencional, mas com qualidade/beleza compatível ou mesmo superior.

     2 –      Qualidade das Peças

    Já ouviu aquela máxima de que é melhor investir mais em uma peça que dure por anos do que gastar diversas vezes em outras pouco duráveis? Então, no brechó você tem grandes chances de encontrar a peça altamente durável, mas com o preço da semi descartável.

     3 –      Exclusividade

    Sabe aquela roupa de modinha que você compra, sai na rua e encontra outras 1256183215 meninas usando uma parecida? No brechó esse risco diminui. Não que isso queira indicar que as peças sejam desatualizadas. Pelo contrário! A moda é cíclica e o que está à venda não significa que seja de 80 anos atrás… se bem que a modinha dos anos 1930 era bem bonitinha…

     4 –      Garimpo

    Nem tudo o que está à venda em um brechó é bom, bonito ou mesmo barato, por mais que as curadorias estejam cada vez mais apuradas. A grande graça da compra é o garimpo das peças. Diferentemente do que acontece em uma loja, não tem uma arara de peças iguais com variação de números. No brechó cada peça é única e até mesmo o gostar do que não te serve faz parte da graça e da experiência de compra.

    ó daniela araujo ser ester5 –      Grandes marcas

    Sabe aquela bolsa daquela marca que você só tem dinheiro para comprar falsa “inspirada”? Com um bom garimpo, é possível que você encontre em brechós peças de temporadas passadas de grandes marcas nacionais e internacionais com preços quase inimagináveis. Como essas marcas tem produtos de altíssima qualidade, você pode encontrar aquela peça linda, clássica, em perfeito estado e com preço que não te obriga a penhorar mãe comprometer o salário do ano inteiro.

    6 –      Compras Online

    Sim senhorita! Eles se modernizaram e hoje já é possível comprar em brechós online onde você pode escolher suas peças a qualquer hora e receber no conforto de casa.

    7 –      Quem vende também compra

    Ai você leu os seis motivos acima, saiu correndo e comprou sacolas de peças, está empolgadíssima por constatar que eu tinha razão, e ao chegar em casa elas nem cabem no armário porque ele está cheio de coisas encostadas que você não usa. O que fazer? Volte para o brechó, oras! Muitos compram peças usadas de clientes, desde que satisfaçam os critérios de qualidade estabelecidos. Alguns trabalham até com sistema de troca. Você pode levar aquilo que está em bom estado, mas que você não usa mais, e sair de lá com novas peças ou um dinheirinho na bolsa.

    Por falar nisso, sabe uma famosa que ama peças de brechó? A linda e fashionista Daniela Araujo. A cantora é dona da loja Meu Bazar Preferido, que em breve ganhará uma loja online – o que eu disse no item 6, hein?. Trata-se de um bazar/brechó recheado de peças exclusivas, novas e usadas, que são a cara dela. Algumas, inclusive, são da própria Daniela.

    A propósito, todas as imagens ilustrativas desse post são da loja dela, Rá!

    Se você ainda está resistente em acreditar que podes conseguir coisas lindas em um brechó, vem dar uma olhada em alguns looks que a Dani compôs com peças do Meu Bazar Preferido.

    Dani Loves Brechó

    E então? Te convenci? Se não, saiba que você és povo de dura cerviz (Ex 32.9). É claro que ninguém vai passar a comprar apenas peças de segunda mão, mas é sempre bom encontrar aquele produto lindo, exclusivo e com preço digno. Se você nunca entrou em um brechó, está fazendo o que aqui ainda? Corra! Procure um bom brechó na sua cidade e vá logo conhecer essa ótima modalidade de compra.

     

    Para conhecer mais sobre o Meu Bazar Preferido, acesse:

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  • Entrevista: Leonardo Gonçalves

    Ele é um dos grandes nomes da música cristã nacional. Dono de uma voz privilegiada, de técnica vocal apurada e talento natural para composição, Leonardo Gonçalves é sucesso de público e crítica. Em vias de lançar “Princípio”, seu primeiro DVD, o cantor fala com exclusividade ao PROPAGADOR sobre sua história, inspiração, projetos, família, trabalho, sonhos e fé.

    leonardo gonçalves entrevista

    O PROPAGADOR – Você é de uma família musical. Seu pai foi integrante do Arautos do Rei, o maior grupo vocal do Brasil e seu tio, Williams Costa Júnior, é um grande e reconhecido produtor musical. Você sempre sonhou em trilhar o caminho musical, ou a música foi um sonho mais tardio?

    A música na verdade nunca foi um sonho pra mim. É verdade que desde o ventre da minha mãe fui exposto a música de qualidade e desde muito cedo (com 5 anos de idade) tive aulas de música, mas, especialmente onde cresci, isso fazia parte de uma educação geral; ter aulas de música não era algo “profissionalizante”, mas algo que deveria me ajudar a constituir-me gente, no sentido mais amplo. Estudei Viola da Gamba por 7 anos (dos 7 aos 14), mas sempre fui um instrumentista muito limitado; não tinha e não tenho facilidade pra coisa. Foi quando comecei a cantar que “me descobri” na música. E, dado meu background, comecei até a cantar relativamente tarde, com 15 anos de idade, já no Coral Jovem do IASP e no grupo Tom de Vida.

    Já escrever, sempre foi algo que fez parte da minha vida. Comecei a tentar minhas primeiras narrativas com 7 anos de idade e a partir dos 13 anos não lembro de um tempo em que não escrevi. E foi aos 11 anos de idade que decidi que eu queria estudar Literatura e lecionar. Cheguei a me formar em Letras, mas o chamado para a música e para o ministério acabou sendo mais forte.


    O PROPAGADOR – Musicalmente, quem te inspira? De onde vem suas referências musicais?

    Primeiro acho que temos separar “inspiração” de “referência”. Já me compliquei por confundirem as duas coisas, rs. Vamos mudar “referência” para “influência”, pode ser?

    O que me inspira é o Eterno; e meu relacionamento com Ele; as angústias e as certezas que provém deste relacionamento. Em segundo lugar: Sua criação; e meu relacionamento com Sua criação e Suas criaturas. Viver é algo extremamente inspirador. Mas na medida em que você se conhece e reconhece o plano dEle para você e para a humanidade, isto também é extremamente desconcertante. Mas esta tensão entre o que é e o que deveria ser é uma fonte inesgotável de inspiração.

    Quanto a influências musicais… Antes de citar coisas específicas, quero explicar um conceito que creio explicar não somente como penso, mas também muitas de minhas decisões em relação ao que eu escuto: Eu creio que, da mesma maneira que não existe um ser humano que é 100% bom, também não há, sobre a face da terra, nenhum ser humano que seja 100% ruim. Nós cristãos muitas vezes temos a mania de descartarmos uns aos outros inteiramente por causa de, às vezes, uma só coisa. Queremos muitas vezes encontrar na vida ou na intenção de alguém confirmação ou segurança de que o que esta pessoa faz (artisticamente) é bom ou “do bem”. Só que qualquer vida que for analisada sempre terá suas falhas; e acho muito perigoso começarmos a dividir se esta ou aquela falha é, para nós, aceitável ou não; quais falhas são “menores” e quais “maiores”. Quanto às intenções… Diz o ditado popular que “de boas intenções o inferno está cheio”; e ao mesmo tempo que, às vezes não intencionalmente, fazemos coisas ruins, eu também creio que, às vezes sem nos apercebermos disso, podemos fazer coisas muito boas, verdadeiramente inspiradas.

    Além disso: se há criatividade, se há profundidade, se há beleza, se há elevação de alma, como não atribuir isto ao Eterno? Como alguém poderia fazer estas coisas se não pela capacidade que Ele lhe deu? Entendo que para muitos cristãos estas afirmações sejam extremamente complicadas. Por um lado, há muitas pessoas que não se querem dar ao trabalho de refletir, e há muitos cristãos que sequer buscam um nível de auto-consciência que lhes permita o mínimo de auto-análise. E muitas destas pessoas preferem respostas prontas, fáceis, ou melhor: alguém que lhes diga o que ouvir e como ouvir. E por outro lado há aqueles que temem o que pode acontecer se cada um pensar por si, e a que conclusões cada um chegará baseado em suas próprias reflexões e que não teríamos como administrar ou controlar isto. Já eu creio que Ele dotou a cada um de nós de inteligência e de capacidade de reflexão. E não fazermos uso dela chega a ser um insulto a Quem nos criou.

    Talvez alguns não compreendam o porquê de uma “introdução” tão longa a uma pergunta tão simples. Fato é que, se Wolfgang Amadeus Mozart vivesse hoje, em uma época de instagram e Facebook, talvez a grande maioria dos cristãos o desprezasse enquanto ser humano e descartasse toda sua obra. Não apenas a “secular”, mas também a “sacra”. Até porque seria difícil aceitarem que uma pessoa com hábitos tão desprezíveis fosse capaz de produzir qualquer coisa sublime. Mas a verdade é que o Criador não nos usa por sermos bons, mas o fato de sermos usados por Ele é o que nos torna bons, apesar de não o sermos. E também há, como mencionei anteriormente, o fato que Ele criou a TODOS NÓS (não apenas aos cristãos) à Sua imagem e semelhança. E por mais que o pecado nos deteriore, não há como nada apagar esta centelha do divino que há em cada um de nós. E eu prefiro procurar esta centelha não apenas na arte, mas também nos meus relacionamentos com outros seres humanos.

    Sei que mesmo depois desta longa explicação há quem cite Tiago 3:11: “Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?” Basta ler o texto todo pra entender do que o autor fala: “Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim. Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?” (Tiago 3:8-11) Veja que em nenhum momento ele diz que não é assim; ele diz que todos nós deveríamos fazer de tudo para que não fosse assim, embora esta seja –ainda– nossa realidade. Hoje busco separar ao máximo da minha capacidade o artista de sua obra; e me contento em avaliar e desfrutar da obra, sem ter que avaliar e julgar o artista.

    Vamos, então, às minhas influências musicais. Ouço realmente muita coisa diferente. Tenho mais de 1.000 cds em casa, fora as bibliotecas digitais e/ou virtuais. Tem sempre algumas coisas que estou ouvindo atualmente –e entre estas eu citaria Os Arrais, Noah Gundersen, The Brilliance, Andy Gullahorn, Bon Iver, Josh Garrels, Leeland, etc.– coisas que já passaram pelo “teste do tempo” e que sempre volto a escutar –como Bach, Tschaikovsky, Cindy Morgan, Radiohead, Michael Jackson, Justin Timberlake, Peter Gabriel, Sting, João Alexandre, Coldplay, etc.– e ainda tem as coisas que eu escuto “profissionalmente” (porque de alguma maneira participo da produção destas coisas) que também tem um grande impacto no meu trabalho, como Daniela Araújo (hoje, de longe, minha maior influência), Oficina G3, Felipe Valente, etc.… e tantos outros que eu nem saberia citar.

    leonardo gonçalves entrevista


    O PROPAGADOR – Você já morou em alguns países mundo afora. Essa experiência internacional influenciou na sua música? Quais as diferenças você enxerga entre a música evangélica produzida aqui e lá fora?

    Bem… na Europa foi onde morei mais tempo e lá quase não há produção de música cristã expressiva, como nos EUA ou no Brasil. Curiosamente entrei em contato, mesmo, com a música cristã dos EUA depois de voltar a morar no brasil, por influência dos meus primos brasileiros que entendiam tudo do mercado de música cristã americana, rs. Eu acho que em muitos sentidos diferentes, ter morado fora por tanto tempo me influenciou e influencia. A começar pelo fato e saber que em outros lugares os hábitos são diferentes –e que isto nada tem de superior ou inferior– me faz rejeitar qualquer conceito de normatização. Outra coisa é que minhas influências vocais quase todas não são brasileiras e que por isso, naturalmente, eu aspirava a um tipo de voz que não era muito comum por aqui, quando eu comecei a cantar.

    Agora a principal diferença que enxergo é do mercado, mesmo. O brasileiro é diferente e por isso a música brasileira é diferente. E por muito tempo, também, o mercado fonográfico de música cristã no brasil era tão pouco rentável que não tinha como se investir muito dinheiro em produção. E isso acabou influenciando tanto o gosto do público como também a produção em si. Tenho dados de 2 DVDs de pagode –que dizem ter como público-alvo as classes C e D à semelhança da maioria dos evangélicos no Brasil– em que foram investidos em torno de 2.500.000,00R$ na produção de cada um deles. A média das “grandes” produções evangélicas é o dízimo disso. Mas o público evangélico parece não se incomodar com isto.


    O PROPAGADOR – Em entrevista concedida há alguns anos, você declarou que descobrir sua ascendência judaica foi o que te levou às pesquisas que acabaram culminando no “Avinu Malkenu”, lançado em 2010. Como foi essa experiência de lançar um trabalho no idioma de Cristo e de seus antepassados? O fato de se descobrir judeu, em algum momento foi fator de impedimento ou preconceito no meio musical?

    Olha… há tanto preconceito no mundo que acho difícil a gente, quando sofre preconceito, saber o porquê, no momento em que sofre, rs… Não lembro de nenhuma situação em que eu tenha ficado com esta impressão, no entanto. Uma pequena correção: os estudiosos crêem que Jesus e seus discípulos falavam Aramaico; mas a língua dos cultos e da Bíblia de sua época era o Hebraico, claro. No cd há uma canção em Aramaico; o resto é em Hebraico, mesmo. A experiência foi incrível. Indizível, na verdade. O tanto que aprendi e continuo aprendendo a respeito do Novo Testamento, quanto mais eu mexo com a cultura judaica, não tem palavras. Não poderia nem citar um exemplo apenas e acho que só este assunto mereceria uma entrevista completa, rs.


    O PROPAGADOR – Há alguns anos você disse em entrevista que estava preparando um disco em inglês totalmente com músicas inéditas. Mais tarde, no “Princípio e Fim”, você gravou “There”. Esse projeto ainda existe? A carreira internacional é o próximo passo?

    Gravar um cd em Inglês é uma coisa; carreira internacional, outra, rs. Tenho muita vontade de gravar um álbum em Inglês, mas não sei se eu teria condições de fazer disso uma carreira. Já não tenho nem mais idade nem condições de fazer o necessário para fazer uma carreira internacional “virar”. Teria de me mudar pra lá, correr risco de perder meu público aqui, por algo que não somente é incerto mas até improvável. Encaro meu possível projeto em Inglês como o fiz com meu cd em Hebraico: como um projeto paralelo que me dará a oportunidade de explorar coisas artisticamente que não posso no meu trabalho principal que é em Português. E continuo sonhando com isso. Mas sem nada concreto.


    leonardo gonçalves entrevista

    O PROPAGADOR – Você é aclamado como uma dos melhores cantores da música cristã nacional, não apenas por sua alta técnica vocal como também pela qualidade musical de seus discos. Isso pesa na hora de produzir novos projetos? Como você lida com a alta expectativa que o público e a crítica criam em torno de seus trabalhos?

    Nenhum público e/ou mídia poderiam colocar sob meus ombros uma pressão maior do que minha família e amigos –mesmo sem saber disso– colocam. E nem eles conseguem colocar uma pressão maior do que simplesmente esta: que Ele espera o meu melhor; e que qualquer coisa menos do que o meu melhor seria um insulto a Ele. Então não estou “competindo” com ninguém. E nem com meus trabalhos anteriores. Mas estou sempre em busca de dar o meu melhor. Stravinsky sempre respondia à pergunta de qual sua maior obra da seguinte maneira: “A próxima.” Mesmo que não seja verdade, gosto de pensar assim.

    Eu sempre avalio o meu trabalho levando em consideração 4 itens: arte, produção, conteúdo teológico e conteúdo espiritual. E quero fazer o melhor nas 4 áreas, de preferência de maneira equilibrada. Os arranjos, as melodias, as letras, a interpretação, tudo que diz respeito à arte precisa ficar o mais bonito possível; a produção precisa ser a melhor disponível, com mais clareza e menos ruído entre o ouvinte e eu; o conteúdo das letras precisa ser relevante, teologicamente atual e correto (e tenho com quem discutir todas as idéias antes de gravá-las), além de apresentado da forma mais bela possível; e com tudo isso não pode faltar o ingrediente principal: a “unção”. E não é fácil dar 100% em todas estas áreas equilibradamente. E estou longe de conseguir fazê-lo. Mas vou morrer tentando…


    O PROPAGADOR – Você faz uma música que definitivamente não é popular, no entanto, você conseguiu popularidade e reconhecimento do grande público. Isso é surpresa, visto que você não se enquadra no padrão do gospel mais acessível?

    Foi uma grande surpresa pra mim. E continua me surpreendendo aonde o aprouve ao Eterno levar minhas canções e minha voz. Nunca esperei muita coisa, mas realmente é surpreendente, levando tudo em consideração. Mas há pelo menos uma tentativa de explicação: especialmente no começo do meu trabalho, quem me escutava muito eram os músicos; de bandas, de igreja, etc… Aliás, muitos falaram que meu (primeiro cd) não “daria certo” porque eu estava fazendo música para músicos. Não sei se isto é verdade, mas fato é que há músicos em todas as igrejas; e eles são formadores de opinião. E tenho certeza que esta foi uma das maneiras que o Senhor encontrou para tornar meu ministério viável.


    O PROPAGADOR – Você é adventista e os artistas da igreja costumam ter maior reconhecimento junto aos membros da própria IASD. Você, no entanto, especialmente a partir do enorme sucesso de “Getsemani” expandiu essas fronteiras, passando a ter sua música tocada em todas as igrejas. Ministerialmente, o que isso significa pra você?

    Em primeiro lugar isto significa que canto em eventos muito diferentes, de tamanhos e estruturas muito diferentes e em praticamente todas as denominações. E gosto disso e acho que me adapto bem a isso. Mas isso também significa que eu não preciso me preocupar em agradar apenas um grupo de pessoas, me dá uma independência incrível nas decisões que, por causa disso, sou capaz de tomar, ministerialmente.


    O PROPAGADOR – Há algum tempo, você participou de um show do cantor Ed Motta. Como foi isso? E as reações do seu público a essa parceria? Você acha que o público cristão está pronto a digerir esse tipo de intersecção entre o gospel e o secular?

    Foi ótimo. Foi demais! E o fiz baseado no que eu escrevi naquela resposta às influências e referências musicais. Com certeza o Ed foi a primeira pessoa que eu vi cantar no estilo que eu queria cantar em língua Portuguesa. E passei incontáveis horas analisando e imitando seu jeito único de adaptar a sonoridade do soul a esta nossa língua. Pra mim a parte mais legal não foi nem cantar com ele e, sim, conhecê-lo pessoalmente e poder trocar figurinhas com ele. Quanto à reação do público… De maneira geral os músicos gostaram muito. Tanto do reconhecimento do Ed quanto do que rolou musicalmente, mesmo. Mas sem sombra de dúvidas o público cristão NÃO está pronto para digerir este tipo de coisa. Literalmente graças a D-S eu não dependo de nenhum público específico. E não preciso agradar a nenhum público especificamente. E por isso posso fazer o que Ele colocar no meu coração sem ter que medir tanto as conseqüências. ABSOLUTAMENTE não me arrependo. E com certeza faria tudo igualzinho.


    O PROPAGADOR – Sobre o DVD “Principio” que está prestes a ser lançado, quais são as novidades que o público pode esperar? Como foi a experiência gravar um DVD pela primeira vez? Quais foram os principais desafios?

    O principal desafio foi participar de uma produção desta magnitude. E senti demais a pressão disso, no dia, na hora do “vamu ver”. E é um peso financeiro, mesmo. Pelo menos na minha cabeça funciona assim. Num cd em estúdio, eu posso insistir e refazer quantas vezes eu quiser, até ficar do jeito que eu acho que pode e deve ficar. E com a ajuda da Dra. Blacy Gulfier eu fico seguro de que vou conseguir chegar no resultado que eu quero.

    Já no ao vivo… com todo o investimento feito, se eu ficar doente, já era! E fiquei tão louco com isso que uma semana antes, eu realmente fiquei doente. Com febre e tudo. Claro que eu poderia refazer, depois, minha voz, mas tomei a decisão consciente de me expôr, de ser vulnerável e até mesmo quebrar este “mito” que vocês mencionaram antes de “um dos melhores cantores da música cristã nacional”. Sei que haverá comentários especialmente em uma ou outra música, mas já estou mais bem resolvido com isso e oro para que não seja um ruído para a transmissão da mensagem; e hoje até creio que isso pode ajudar na transmissão desta mensagem.

    Um exemplo: bem no meio da programação teve uma música em que fiquei emocionado; chorei, mesmo, durante a música do começo ao fim, praticamente. Até entendo que isso possa ficar legal, no DVD, porque foi algo muito do momento e um momento realmente muito especial pra mim. O problema é que depois que você chora, a voz muda. E sempre pra pior. Quem trabalha com voz sabe disso. E minha voz CLARAMENTE esteve pior depois desta música. Justamente nas músicas pelas quais o público mais espera que são “getsêmani”, “Ele vive” e “novo”. Eu só espero que a força da mensagem não diminua por causa disso. Porque usamos 90% do que foi gravado no segundo dia de gravação do DVD (que foi 3a feira, dia 11.06.2013).


    O PROPAGADOR – Seus discos sempre tiveram a presença marcante de uma orquestra. “Principio e Fim”, inclusive, teve toda a orquestração gravada em Praga. No DVD “Princípio”, no entanto, você optou por uma banda de base e apenas a canção “Getsemani” teve um grande back vocal. Qual o motivo por optar por essa abordagem aparentemente mais simplista de sua música?

    Se eu colocasse orquestra eu ia ter que fazer overdub. Gravação ao vivo de orquestra nunca funciona. Tem que gravar antes ou depois. Ou investir 2.000.000,00R$. Gravar um cd com banda, do ponto de vista técnico, é mais simples e mais viável. E eu teria como garantir que realmente fosse tudo ao vivo. Além disso, uma das coisas que mais inspiram a criatividade é limitação e vulnerabilidade. Conscientemente escolhi me limitar e, desta maneira, me forçar ainda mais a escolher os músicos certos, a elaborarmos os arranjos certos, os timbres certos, etc.… Enfim… Com apenas 4 músicos em cima do palco, todo mundo se sente nu. Ninguém pode se encostar em ninguém em nenhum momento. Tem que dar 100% o tempo todo. E na mix dá pra escutar exatamente o que cada um tocou o tempo inteiro. Cada um em seu lugar. Se você escolhe os músicos certos, esse tipo de pressão revela o melhor de cada um… E creio que conseguimos captar isso. Mas, de fato, pela falta de orquestra neste DVD algumas canções tiveram de ser deixadas de fora…


    O PROPAGADOR – Sua esposa, a Daniela Araujo, está participando do DVD em dois momentos. Como é essa parceria musical entre vocês?

    Nossa… Tá aí outro assunto que dá uma entrevista inteira. Nós 2 somos movidos por Amor a duas coisas: a D-S e à arte que reflete esse D-S. Nada nos fascina mais, nada nos empolga mais. Nada nos emociona mais. Mas nossas semelhanças terminam por aí, rs… Somos pessoas fundamentalmente diferentes na nossa aproximação a estas coisas. E, de alguma maneira, o Eterno nos dá a capacidade de usarmos isto em nosso favor e para Sua glória.

    Ela é extremamente competente em áreas em que tenho dificuldade e vice-versa. Infelizmente nem sempre podemos aproveitar o melhor um do outro, porque o meu trabalho me consome muito e o trabalho dela também consome muito a ela. Mas das 3 músicas inéditas deste DVD duas são dela, além da música de trabalho “sublime” (que eu já havia gravado no cd “princípio e fim”, mas que nunca havíamos trabalhado)… Mas se ela não estivesse tão envolvida com seu cd “Criador do mundo” tenho certeza que ela teria ajudado ainda mais nos arranjos; ela é uma arranjadora incrível.


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    O PROPAGADOR – Você faz planos para sua carreira? Se pudesse escolher, como gostaria de ver seu ministério daqui a dez anos?

    Puxa… Pergunta muito difícil. Sinceramente? Daqui a 10 anos eu gostaria de ser professor, dar aula e cuidar dos meus filhos (que espero que até lá eu já tenha). É um grande privilégio poder tocar e alcançar a vida de tantas pessoas através da minha voz e música; mas o impacto que um professor de língua materna tem sobre a vida de seus alunos também é inestimável e, sinceramente, me atrai muito mais do que “os palcos da vida”. E também é um ministério.

    Mas vou continuar cantando e gravando cds enquanto aprouver a Ele… E é fácil constatar que é esta a vontade dEle pra mim, porque, muito embora eu seja um PÉSSIMO administrador da minha carreira, minha música e arte continua sendo viável. E enquanto ela o for, creio que é da vontade dEle. E se este é um método ruim de determinar qual a vontade dEle, tenho certeza que Ele me mostrará, rs.

    Mas morro de medo de amar mais meu ministério ou a vida que levo do que o próprio Senhor. E quero fechar com uma paráfrase de Os Arrais: “me dê os bens que de imediato eu possa abandonar”; e eu digo: “não me dê nada, Senhor, sem o qual eu não possa viver; nem ministério, nem carreira, nem voz, nem nada!” E digo isso com a certeza de que, se eu perdesse minha voz num acidente e nunca mais pudesse cantar, eu encontraria uma outra maneira de servir ao Senhor, ajudando no estabelecimento de Seu Reino; e por mais triste que isto fosse para mim (perder a voz), Ele me bastaria, e saber que sou dEle.