Autor: Tayse Souza

  • Análise: CD Burning Lights – Chris Tomlin

    Chris Tomlin, o líder de louvor, músico e compositor por trás das canções de sucesso “How Great Is Our God” (Quão Grande é o nosso Deus), “Jesus Messiah” (Jesus Messias) e “Our God” (Nosso Deus), está lançando seu mais novo disco, “Burning Lights”. Abertura com uma vibração instrumental, “Burning Lights” (Luzes Acesas) leva–se perfeitamente para a canção destaque “Awake My Soul” (Desperta Minha Alma), com Lecrae.

    A música mostra um lado mais contemporâneo do som de Chris Tomlin, que abriu seus últimos três álbuns com os hinos de adoração “Our God”, “Sing, Sing, Sing” e “How Can I Keep from Singing”. O último album de Tomlin, vencedor do Grammy ‘And If Our God Is For Us…” Marcou o inicio da  experimentação musical com batidas eletrônicas, cordas e vocais de banda, misturando com seu estilo de adoração tradicional e Brit-rock. Este álbum tem como marca registrada músicas que expressam a verdade bíblica combinada com algumas letras pessoais que refletem sua caminhada com o Senhor.

    Tive a satisfação de perceber o equilíbrio, em especial da letra “Fale comigo, Palavra de Deus, fale comigo”, que reflete a busca da presença de Deus em cada canção, acentuada por Lecrae fazendo o rap a Verdade de Ezequiel, “Tua Palavra dá vida aos meus ossos secos…” Amém.

    “Whom Shall I Fear /God of Angel Armies” (A quem temerei /Deus dos Exércitos de anjos) está cheia da verdade de que como cristãos, precisamos ter completa confiança em Deus para enfrentar as lutas da vida. A música expressa perfeitamente essa dependência: “Eu estou me segurando em suas promessas, Tú és fiel … Eu sei quem vai adiante de mim, eu sei quem está por trás, o Deus dos exércitos de anjos, está sempre do meu lado, aquele que reina para sempre, Ele é amigo meu”.

    Lay Me Down” (Me deito) é uma franca declaração de fé e desejo de servir a Deus no mesmo estilo rock de “I Will Wait” da Mumford & Sons. “Eu me deito, eu não sou meu, eu pertenço a Você sozinho, me deito, me deito … não há vida Longe de Ti, me deito” é o ousado testemunho desta música que é um excelente hino para os cristãos em toda parte para viver pra glória de Deus. Todas essas letras apontam para as maravilhas do nosso Deus, combinadas com melodias deslumbrantes e refrões contagiantes que serão repetidos na sua cabeça diversas vezes. Você pode experimentar a majestosa natureza de Deus na música de Chris Tomlin. As faixas iniciais deram brilho a este excepcional álbum de louvor, certeza de ser um dos melhores do ano. Estou muito emocionado com essas músicas de abertura. Me encontro levantando minhas mãos em adoração depois dessas faixas, e então eu sou obrigado a estender a mão para ajudar mostrar as outras pessoas o amor de Jesus.

    “God’s Great Dance Floor” (Pista de dança do Deus Grande) foi escrita com Martin Smith do Delirious e é uma franca declaração da fé em Deus em um novo estilo musical eletrônico contemporâneo. Eu amo a verdade da canção: “Você nunca vai deixar de nos amar, não importa quão longe nós corremos, Você nunca irá desistir de nós, todo o céu gritará, vamos começar o futuro. Eu vivo, eu me sinto vivo / Eu estou vivo na pista de dança do Deus Grande”. “Você provavelmente não vai adicionar essa canção para louvar na igreja, mas a música é viciante, divertida e você vai cantar alto, uma vez que você aprender o refrão”.

    Desde a última gravação “Paixão:  Bandeira Branca”, eu amei “White Flag” (Bandeira Branca) e “Jesus, Son of God” (Jesus, Filho de Deus), com Christy Nockels, que são os dois excelentes hinos para a Igreja. Os Álbuns de Tomlin têm de tudo incluso como canções de adoração congregacional como “Amazing Grace (My Chains Are Gone)” e “All The Way My Savior Leads Me”. “Crown Him /Majesty” (Coroe-O / Majestade) apresenta Kari Jobe e é uma fantástica reescrita do hino clássico de fé.

    “Sovereign”  (Soberano) tem a assinatura do poderoso vocal de Tomlin e reflete uma profunda fé no senhorio de Deus sobre nossas vidas. “Do princípio ao fim, eu posso confiar em você, Deus não importa o que vier meu caminho eu confio em você.” Amém.

    “Countless Wonders” (Incontáveis Maravilhas) é uma ótima ilustração da palavra de Deus aplicando para nós as palavras bíblicas. “Sua beleza enche o céu, Grande Deus de incontáveis maravilhas, Elevo os meus olhos”.

    “Thank You God for Saving Me” (Obrigado Deus por me salvar) com Phil Wickham é uma música incrível para os adoradores. Esta é uma maravilhosa canção de gratidão para cantar diretamente para Deus em plenos pulmões: “Meu coração é seu, minha alma é livre, obrigado Deus por me salvar”.

    A deslumbrante canção de encerramento “Shepherd Boy” (Menino Pastor) fecha o conceito “Burning Lights”. Os versos iniciais resumem o tema do álbum: “Eu não sou nenhum herói da fé, eu não sou tão forte quanto eu pensei que eu era, eu sou apenas um menino pastor cantando para um coral de luzes acesas, eu estou apenas cantando, cantando sobre você, venha e coloque suas preocupações para baixo, porque o amor está rompendo”. Amém.

    CONSIDERAÇÕES FINAIS

    O que é mais impressionante é como você cantará estas canções grudentas a plenos pulmões após escutar apenas duas vezes. Burning Lights é meu novo álbum favorito de Chris Tomlin. Existe a verdade bíblica casada com letras pessoais nas canções “Awake My Soul,” “Whom Shall I Fear (God of Angel Armies),” “Lay Me Down” e a comovente canção “Shepherd Boy”. O álbum está carregado com músicas incríveis para a Igreja, em especial “Crown Him (Majesty)”, “White Flag”, “Jesus, Son of God”, “Countless Wonders” e “Thank You God for Saving Me”.

    Os temas deste álbum são Confiando em Deus, amando-O e amando os outros como Ele nos amou. Todas as músicas são cativantes, emocionantes e de adoração. Depois de ouvir o álbum, eu estou movido com compaixão para amar as pessoas como Jesus nos ama. Este é o coração por trás deste álbum, e obrigado Chris por nos abençoar com a sua música e por cantar a verdade do Evangelho do Reino de Deus.

    Nota: Esta resenha foi traduzida da análise publicada pelo New Release Tues Day.

  • Fernanda Brum lança clipe de “Liberta-me”

    Fernanda Brum é, sem dúvida, uma das maiores (e melhores) cantoras do cenário gospel brasileiro. A dona do famoso cabelão timbre grave lançou em agosto seu mais recente disco, Liberta-me e, após quatro meses de sucesso de vendas, apresenta o primeiro videoclipe do trabalho, sendo este justamente da música tema.

    O clipe de “Liberta-me”  veio com banca de super produção e cercado de expectativas. O resultado final, no entanto, divide opiniões.

    O vídeo dirigido por Marina de Oliveira e Dayane Andrade é um pouco inconstante. Tem partes muito boas e outras absolutamente dispensáveis.A contraposição de claro/escuro faz alusão à libertação, a passagem das trevas para a luz. Ponto positivo! O início do vídeo, as sobreposições de imagens e as sequencias da praia também são boas. Fernanda é linda e tem uma imagem que fica muito boa no vídeo. Considerando estas partes, o clipe seria muito bom, nada inovador como se desejava, mas ainda bom.

    O ponto mais questionável fica por conta da parte “… do fogo do Egito, da escravidão…”. A tentativa de inovar utilizando efeitos especiais acabou tendo um resultado um pouco estranho e forçado. Ficou com aparência de filme trash.

    No geral, o vídeo é regular, mas merece comprimentos a tentativa da MK de inovar em sua produção de clipes, mesmo que o resultado não tenha sido excelente. Sendo assim, dou 9 pela intenção e 6 pela execução, totalizando 15 pontos, que se divididos pelos dois quesitos resulta em um 7,5. Acho justo!

    Assista:

    UPDATE: Estão surgindo na internet diversas comparações do “Liberta-me” com outros videoclipes de cantores internacionais, como Demi Lovato e Michael Jackson. O vídeo realmente tem “inspirações” bem marcantes mas, ainda assim, acho super válida a tentativa da MK de fazer algo diferente do que ela própria tradicionalmente faz.

    Se “Liberta-me” pode ser acusado de plágio por suas “inspirações” internacionais, pior seria fazer um clipe sem roteiro e ao ar livre e plagiar, de uma só vez, 90% da produção nacional de videoclipes cristãos. Certo?

    Abraços e até a próxima!

  • Antiphona lança clipe “Carpe Diem”

    Antiphona é uma banda carioca de rock cristão formada por Syd Back e Gustavo Brown. Os meninos da Primeira Igreja Batista da Freguesia fazem um som extremamente interessante misturando elementos de pop, rock e folk.
    A banda lançou em 2012 seu primeiro álbum, de forma independente. Para divulgação deste trabalho, foi apresentado o clipe da música Aproveite o Momento “Carpe Diem”.
    O clipe SENSACIONAL (era pra dizer isso só no final, mas não me aguentei) é assinado pelo designer brasileiroDimitri Kozma e foi produzido no Canadá. O vídeo apresenta um roteiro de sonhos, alegre, mais ainda emocionante, inspirando quem está ouvindo a música a aproveitar o momento.
    A letra escrita por Syd é alegre, diferente, poética, tocante. O clip é isso e mais um muito pouco. O designer do vídeo utiliza diversas técnicas (eu identifiquei stop motion e 3D) para criar uma bela animação.
    No clipe, a simpática personagem rosa leva seu companheiro (não menos simpático) em uma viagem em busca da felicidade. Ao som de “Vamos viver e buscar a felicidade onde ela está”, os fofos personagens viajam pelo espaço a bordo de um balão, navegam em um barquinho de papel pelo oceano, se divertem em um carrossel. É simplesmente encantador.

    A música com letra diferente do que estamos acostumados a ouvir com frequência (nada contra, mas novidades são boas), aliada a uma sonoridade agradabilíssima, é coroada com um vídeo sensacional. O resultado: nota 12 de 10 😀

    Para mim, Antiphona ganhou o TITQ 2012 (Troféu Imaginário Tayse de Qualidade) na categoria de melhor videoclipe.
    Este clipe me trouxe uma reflexão que gostaria de compartilhar com vocês.
    Nós vemos gravadoras sempre lançando videoclipes e nossa reação é quase sempre a mesma: “falta inovação”, “de novo ao ar livre?”, “cadê o roteiro?”. Os vídeos são lançados simplesmente como acessório para apresentar a música. Acabamos nos acostumando com esta ideia.

    Mas qual é realmente a importância de um videoclipe?

    O “Carpe Diem” foi lançado pela banda, até então pouco conhecida, no dia 09 de dezembro. Em três dias, a banda já ganhou postagem de destaque em alguns importantes veículos especializados em música gospel. Tudo por quê? Por causa da qualidade musical e, obviamente, do clipe!
    Um vídeo de apresentação bem feito garantiu aos meninos da Antiphona uma visibilidade de milhares de internautas que não teriam, caso o trabalho não fosse primoroso. Esta divulgação instiga a curiosidade por conhecer mais do trabalho.
    Este é um exemplo que poderia ser seguido por nossas queridas gravadoras. Música e clipes bem feitos alavancam trabalhos inteiros. Ainda não são de nossa cultura grandes investimentos em videoclipes. Grandes gravadoras, geralmente, lançam dois ou até três vídeos de divulgação, muitos de baixa qualidade. Não seria mais interessante concentrar os recursos em um super bem feito?
    Acredito que, com esta iniciativa, a banda Antiphona está abrindo para si um importante espaço na música cristã brasileira. E é muito bem vinda!
    Graça e sucesso aos meninos!
    Para quem quiser conhecer mais do trabalho da banda:
    Abraços e até a próxima!
  • Heloisa Rosa lança clipe de “Leva-me”

    A mineira Heloisa Rosa já é bastante conhecida no meio gospel por seu estilo pop rock congregacional e seu belo timbre de voz.

    A cantora tem 8 anos de carreira e 4 discos. O mais recente deles, intitulado “Confiança”, foi lançado em outubro de 2011 pela gravadora Onimusic. Diferentemente do que habitualmente é feito, Heloisa não divulgou o clipe do principal single do álbum na época do lançamento. Mais de 1 ano depois, a cantora apresenta o clipe da música “Leva-me”, filmado no litoral paulista e produzido pela Zero Treze Filmes.

    “Leva-me” é uma música muito boa de se ouvir. A letra é simples, mas o arranjo e, principalmente, a interpretação de Heloisa a deixam bem bonita.

    O clipe retrata um dia na vida da cantora. De início a tela se abre horizontalmente, passando a impressão de que os olhos estão abrindo. Heloisa está acordando. A partir daí começa o dia. Ao som da música, ela se arruma, toma café, vai para o escritório, almoça com as amigas, dirige seu carro, compõe, até que finalmente adormece no sofá da sala após ler a Bíblia e a tela se fecha horizontalmente, seguindo o movimento dos olhos ao dormir.

    A ideia central do vídeo é colocar em prática as expressões “leva-me mais perto” e “contigo quero estar” que estão bastante presentes no texto da música, mostrando que mesmo na rotina diária, com todos os afazeres, devemos sempre ansiar por estar com o Senhor.

    O clipe é moderno e pouco óbvio. As câmeras inusitadas, como no painel do carro, bem como os filtros de cor, divisões de tela, e aceleração da imagem que aparecem em alguns momentos, contribuem para que o vídeo seja ótimo. O clipe é solar, jovial, alegre, de muito bom gosto e extremamente bem feito. Para mim, vale um belo 9. Gostei muito!

    Fiquem com Deus!

  • Dayane Damasceno lança clipes de “Uma Gota” e “Louve”

    Dayane Damasceno é uma cantora revelada pela Graça Music e apresenta seu primeiro CD solo. A jovem, no entanto, não é novata no meio musical. A partir de 2006, ela integrou o Ministério de Adoração da Graça, com o qual lançou três CDs, além de um DVD. O disco de maior destaque do grupo foi o primeiro, chamado Senhor, Cuida de Mim, que teve vendagem superior a 200.000 cópias.

    Agora, debutando na carreira solo, a cantora lança o disco Minhas canções na Voz de Dayane Damasceno. Para divulgá-lo, a gravadora apresenta os clipes das músicas “Uma Gota” e “Louve”.

    Vamos a análise? (entenda por análise uma percepção absolutamente pessoal e baseada no meu questionável gosto).

    Ouvindo o disco, tive a sensação de que poderiam ter escolhido músicas mais bonitas para divulgação. As faixas “Alto Preço” e “Eu Pertenço a Ti”, a meu ver, seriam melhores opções  para single.

    A música “Uma Gota”  tem uma bela letra e uma bonita melodia, mas a qualidade do vídeo é outra coisa. O clipe é um daqueles casos clássicos onde se tentou fazer o melhor, mas dispondo de pouquíssimo recurso. Qual a solução? Coloque a cantora em uma bela paisagem, faça a moça cantar e pronto!

    O clipe não segue nenhum roteiro, não tem interpretação marcante, não tem nem mesmo troca de roupas. Basicamente é uma apresentação da música. Por mim, seria mais interessante coloca-la em um estúdio pouco decorado, munida apenas de um microfone de modelo antigo. Se é para ser barato e simples, assim teria pelo menos mais a ver com o conteúdo intimista de “diálogo com Jesus” da letra da música. Em resumo, é apenas mais um clipe ao ar livre igual a outros tantos que já vimos. É fraco!

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=xgSZKQhzo00]

    “Louve” tem uma pegada hip hop bem dançante. O clipe filmado ao ar livre (jura? rsrsrs) dessa vez veio para o Vale do Anhangabaú em São Paulo, um ambiente urbano que combina com a levada da música. De início temos belas tomadas da cidade. Dayane aparece cantando sozinha e, no refrão, os transeuntes figurantes vão se juntando a ela em uma coreografia ensaiada. É inovador? Não! Mas é legal ver todos dançando juntos. Em alguns momentos a câmera desfoca o fundo deixando a cantora em evidência. É um recurso simples, mas ajuda a não deixar o vídeo tão repetitivo. É regular!

    De forma geral, os clipes são meramente para apresentar as canções, não tendo pretensão de serem marcantes.

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=wzm6E9hXXM8]