Tag: Katsbarnea

  • Katsbarnea – discografia e obra

    Surgido em São Paulo, o Katsbarnea foi uma das mais populares bandas de rock cristão, na ponta do movimento gospel.


    Guia discográfico

    O Som que Te Faz Girar (Independente/1988): Em processo de evolução, o Katsbarnea chegava mostrando um pouco do seu trabalho, que seria amadurecido no disco seguinte. (Nota: [usr 2.5])

    Katsbarnea (New Voice/1990): Autointitulado, o disco seria o marco definidor da música do Katsbarnea: criativa, rica e com pitadas de humor. É algo, honestamente muito semelhante ao feito pela Blitz no início da década anterior, mas com a genialidade lírica de Brother Simion, a mente por trás de quase tudo. (Nota: [usr 4.5])

    Cristo ou Barrabás (Gospel Records/1992): Praticamente transformado em um projeto de Estevam Hernandes, e produzido por Rick Bonadio, Cristo ou Barrabás não tem o mesmo brilho da obra anterior, mas mergulha em novos sons, como o hard rock e a surf music. (Nota: [usr 3])

    Armagedon (Gospel Records/1995): Após ter trocado sua formação, o Katsbarnea deixou para trás suas veias funkeadas, cujo som explorava influências de soul e pop, e só se reencontrou no quarto álbum. Produzidos por Paulo Anhaia, o soberbo álbum é definido por seu forte teor experimental, e letras evangelísticas, mesclando humor, além de mensagens apocalípticas – algo que se tornaria recorrente nas composições de Simion. Apoiado pelo marcante baixo de Jadão e riffs de Déio Tambasco, Brother provou ser a alma da banda, escrevendo todas as letras, além de gravar os vocais, guitarra, harmônica, piano e teclado. (Nota: [usr 5])

    10 Anos (Gospel Records/1998): Juntando músicas de três distintos álbuns, 10 Anos acaba escorregando em retratar a evolução da banda durante este período. (Nota: [usr 2])

    Acústico – A Revolução Está de Volta (Gospel Records/2000): O melhor disco acústico já produzido no meio cristão, A Revolução Está de Volta resgata, suavemente, os arranjos vocais anteriores a 1991, canções brilhantes de Brother que, apesar de não ser gravadas pelo mítico ex-vocalista, ganham roupagens de respeito no comando de Paulinho Makuko. (Nota: [usr 4.5])

    Profecia (Gospel Records/2002): Desnecessário, o disco não consegue convencer, trazendo novos arranjos acústicos para músicas da banda e da carreira solo de Simion. (Nota: [usr 2])

    A Tinta de Deus (Gospel Records/2007): Talvez o único disco forte que a era Makuko trouxe, é um esforço muito admirável do grupo, sob a produção de Dudu Borges, que soube embelezar os riffs de guitarra de Déio Tambasco com seus pianos e hammonds. (Nota: [usr 4])

    Ao Vivo (Independente/2009): Apresentando bem as músicas do outro disco e versões elétricas de sucessos da banda, Ao Vivo pode não lembrar o clássico Kats dos anos 90, mas mostra um grupo em completa forma em 2009. (Nota: [usr 3.5])

    Eis que Estou à Porta e Bato (Independente/2013): Previsível, maçante e escancaradamente sem criatividade, o disco joga versos sem qualquer profundidade a uma sonoridade que em nada lembra a riqueza musical própria do Katsbarnea. (Nota: [usr 1.5])


    Melhores músicas

    A Tinta de Deus, Apocalipse Now, Do Céu, Extra, Grito de Katsbarnea, Invasão, Remédio pra Dormir, Revolução e Terra.


    Notícias e matérias sobre o Katsbarnea

    Para ver todo o conteúdo sobre ou relacionado ao Katsbarnea no O Propagador, clique aqui.

  • Rocklogia – O hiato do Katsbarnea (2004-2007)

    Em 2004, o Katsbarnea iniciaria um novo tempo de crises. Paulinho Makuko deixara a banda e Jadão, juntamente com Marcelo Gasperini procuravam um novo vocal. No fim do mesmo ano, o cantor retornaria a banda novamente, enquanto paralelamente produziria o disco solo 12.

    Em março de 2005, após vários shows, Jadão sairia do Katsbarnea, com a vontade de se dedicar a outros gêneros musicais e cantores do meio gospel. Mais tarde, tornaria-se integrante do Filhos do Homem.

    O grupo se reuniria para gravar (na formação Makuko/Gasperini/Déio Tambasco) no final de 2006, quando Déio terminou seus compromissos com a Oficina G3 (abordaremos isso em breve…).


    O nosso relacionamento hoje é muito bom. Inclusive até já toquei com ele também, mas antes disso a gente se falava por telefone, MSN e quando a gente se encontrava sempre rolava uma festa – Iuhu! Antes da saída dele do Kats, ele tava dividido entre a carreira solo dele e a banda. Então ele teve que tomar a decisão. Com a saída dele o Kats voltou a andar novamente, gravou um novo trabalho. Na verdade ele não saiu né, porque a banda continuou a tocar as músicas dele… porque o Kats era o projeto principal de todos os integrantes, não havia divisão. [Jadão, sobre relacionamento com Brother Simion, Super Gospel, 2005]

    Eu não tirei o Simion do Kats. Quando ele saiu fui convidado para voltar para a banda no lugar dele, e aceitei o convite. E se você quiser saber mais sobre a saída do Simion pergunte para ele! [Paulinho Makuko, sobre saída de Brother Simion, Super Gospel, 2004]

    Não tenho muito pra falar porque não estou ligado a eles, não tenho contato com eles, mas que Deus os abençoe e possam ganhar muitas vidas pra Jesus. [Brother Simion, sobre contato com o Katsbarnea, Super Gospel, 2005]

    A minha saída foi desgaste de convivência, eu amo o Katsbarnea, demos muitas risadas juntos, viajamos o Brasil todo ganhando almas para Jesus, ganhei muito dinheiro. Às vezes me sentia sufocado, amo os músicos que estão e que passaram pelo Kats. A minha saída foi uma questão humana, o dedo humano me fez sair, até poderia ter ficado, mas a escolha da saída foi minha. Em relação à banda não os vejo desde Janeiro de 2004 e com o Apóstolo a minha relação é maravilhosa sempre vejo ele conversamos numa boa, mesmo porque frequento a Renascer Lins e ele sempre está lá e não pretendo sair de lá também. [Paulinho Makuko, sobre saída da banda, Super Gospel, 2004]

    Eu não estou aqui para agradar a gravadora nenhuma e muito menos ao homem, estou aqui para a obra de Deus, e comigo no vocal foi onde o Kats teve a maior vendagem de CDs de todos os tempos sendo que foram cem mil cópias do CD Acústico. [Paulinho Makuko, sobre o fato de alguns fãs gostarem mais da época com Simion nos vocais, Super Gospel, 2004]

  • TOP 10 – músicas sobre homossexualidade

    A homossexualidade é uma das variações da prática da sexualidade humana e é tema de forte polêmica no meio cristão (especialmente evangélico). Nos últimos anos, com o aumento dos direitos da comunidade LGBT, leis tramitando no congresso e lideranças religiosas manifestando oposição ferrenha aos homossexuais, há muito o que falar (e ouvir) sobre estas questões. Por isso, nós do O Propagador, decidimos pesquisar e encontramos dez canções que falam da homossexualidade, família tradicional e assuntos relacionados. Vamos lá?

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    É Falta de Deus – Andrea Fontes

    Do seu primeiro álbum solo, Andrea Fontes ganhou o décimo lugar com “É Falta de Deus”, que não trata apenas da homossexualidade, mas de outras coisas que, na visão da intérprete, são manifestação da falta de Deus, como os crimes ambientais e o alcoolismo. (1992)

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    Taxados como Loucos – Canção & Louvor

    A dupla Canção & Louvor gravou “Taxados como Loucos”, que incrivelmente soma quase um milhão de visualizações no momento em que este texto é escrito. A canção fala acerca das mudanças na sociedade e o olhar conservador que a população evangélica carrega, vista por muitos como loucura. (2013)

    https://www.youtube.com/watch?v=A-62kLer3iA

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    Seriedade – Giovanny Brasa Viva

    O cantor Giovanny Brasa Viva explicitamente quis dar uma resposta a música “Fugidinha”, de Michel Teló, afirmando que ao invés de ficar, o certo é orar para se relacionar. Numa das estrofes, diz que servir a Deus está ficando complicado, porque “os homens estão ficando afeminados” e há mulheres com “vestes de varão”. Depois afirma que homem não pode transar com homem. Esta canção foi lançada no álbum Deixa Davi Bailar. (2012)

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    Adão e Ivo – Toinho de Aripibú

    O cantor Toinho de Aripibu, do meio pentecostal, usou a temática da criação para mostrar-se contra a homossexualidade: “Mas o diabo, o inimigo de Deus, pra desfazer os planos seus / Querendo manchar seu nome / Desde o dia da cidade de Sodoma / Resolveu mudar a soma / Casando homem com homem / A cada dia multiplica a iniquidade / Sinceramente, isso me deixa pensativo / Se Deus tivesse feito homem pra casar com outro / Não seria Adão e Eva, tinha feito Adão e Ivo“. (2004)

    https://www.youtube.com/watch?v=1sUQOZBhDao

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    Matéria Prima Original – Juninho Lutero

    O cantor independente de rap Juninho Lutero causou imensa polêmica na rede com a sua música “Matéria Prima Original”, que chegou a ter seu clipe removido da rede por discurso homofóbico. Na música, o autor se posiciona claramente contra ao casamento gay e afirma que família é composta apenas por homem junto de uma mulher. (2013)

    https://www.youtube.com/watch?v=4XtMpVOUYOA

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    Tola Odisséia – Calvário

    Uma das primeiras bandas de metal cristão do Brasil, a Calvário lançou apenas um álbum. Neste disco, temos “Tola Odisséia”, que é uma reflexão, através da história da humanidade, em atitudes humanas que se afastaram dos propósitos divinos e causaram tristeza e sofrimento nos seres humanos. Em um trecho, a música fala sobre atos homossexuais. “Quantos cobriram-se com o Véu da morte / Para criar essas malditas idéias?“. (1993)

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    Meio Fio – Katsbarnea

    O Katsbarnea, em seu álbum, escreveu “Meio Fio”, de autoria do ex-vocalista Brother Simion, em parceria com Estevam Hernandes. Na verdade, esta canção faz uma reflexão acerca do amor de Deus que, em sua visão, “está disponível a toda criatura“, afirmando que não importa quem seja o indivíduo, Cristo o ama. (1992)

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    Família, um Projeto de Deus – Asaph Borba

    A medalha de bronze vai para o cantor Asaph Borba que, gravou “Família, um Projeto de Deus”, uma música que discursa, evidentemente, a respeito da família tradicional. “Mas desde o princípio o inimigo tentou / Destruir o que é lindo o que Deus criou / Através da mentira, da inveja e pecado / Trouxe a morte e a ira maculando a família“. (1994)

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    Macho e Fêmea – Voz da Verdade

    Presente no álbum Deus Dormiu Lá em Casa, o Voz da Verdade apresenta essa canção que tem influências de swing jazz e é interpretada por Elisabeth Moysés. A letra, apesar de não falar explicitamente da homossexualidade, aborda a questão da criação, dizendo que Deus criou seres humanos de sexo masculino e feminino, e que esta essência não pode mudar. “Então venha, venha, venha, e vamos mudar / O que os homens e o inimigo quiseram estragar / Diga eu posso, eu quero mudar / A verdade vai te libertar“. (2000)

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    Deus não se Engana – DJ Alpiste

    O primeiro lugar vai para o rapper DJ Alpiste, que, dentre todos da lista, foi o único músico do mainstream que tratou diretamente, e sem ‘papas na língua’, a questão da homossexualidade: “os dois tiram a roupa um do outro / o suor corre na pele por todo corpo / o clima esquenta, pega fogo / Sodoma e Gomorra ali é pouco / e a entrega acontece em nome do prazer / todas as coisas vão acontecer“.

    O cantor narra a história de um homem que se arruma para um encontro de sexo casual num motel, encontrando-se com outro homem, com o qual possui momentos alucinantes de prazer, os quais são descritos como “sexo animal, fora do normal”.  DJ Alpiste também faz várias referências ao universo da pornografia: “aquilo que nunca se viu, agora na moda se vê / o símbolo tá aí na revista e na TV / Playboy, Sexy, G Magazine / Papo de mona, é assim que se define“. (2001)

    https://www.youtube.com/watch?v=uFFdpN0vBHE

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    O que achou deste nosso TOP 10? Conhece mais canções que falam sobre homossexualidade? Comente e compartilhe com todos, sua opinião é importante!

    Leia também: TOP 10 – músicas sobre família

  • Rocklogia – A reformulação e o fim prematuro do Katsbarnea

    Como já dito em um post anterior, após Asas, muitas coisas mudaram na carreira musical de Brother Simion. A música do cantor, principalmente, era composta por uma longa parceria entre ele e Estevam Hernandes. Essa contribuição se encerraria em meados de 1999, quando Simion começou a escrever suas músicas completamente sozinho e desligou-se da Renascer em Cristo.

    Ao deixar a Renascer, Brother automaticamente deixava implícita a continuação de sua carreira solo. Era óbvio que o cantor não estava deixando o Katsbarnea, pois o Kats não existia mais. Era impraticável dar continuidade a uma banda que trocava constantemente de formação, com apenas um vocalista oriundo da formação inicial escrevendo todas as músicas, exceto por um baixista extremamente competente que continuara por quase dez anos atuando no grupo. Banda de rock sem guitarrista fixo é um tanto quanto impraticável. Portanto, a ação de Simion em trazer Jadão para tocar consigo em carreira solo era ótima. Além do mais, a esposa de Brother poderia trabalhar como tecladista nos eventos.

    Ainda no fim de 1999 ao início de 2000, Simion entrou em estúdio para gravar seu álbum mais pretensioso, Na Virada do Milênio, distribuído pela MID Produções em bancas de revistas pelo Brasil. Com influências do rock industrial, utilizando vários efeitos eletrônicos, retoma a parceria do cantor com o produtor Amaury Fontenele, que tinha produzido Asas. Amaury era o nome mais óbvio para inserir Brother Simion no mundo dos loops e programações. Jadão participou em algumas faixas. O registro é, em alguns momentos, extremamente peculiar, mas também chocante. A canção “Caos”, por exemplo, retoma toda a questão do juízo final e a secularização do mundo, tema presente em todo o disco. Há uma influência de blues na monótona “Help”. Mas é claro, um álbum do cantor sem trechos instrumentais ou de humor não é álbum de Simion, e “01001011” brinca muito bem com a linguagem binária. Aliás, todo o conceito gráfico do projeto retoma ao hardware de computadores pessoais, e a “era digital” é por vezes citada nas canções.

    Reza a lenda que, nesta época, também ocorreu um convite para o Katsbarnea se reunir novamente para gravar. Déio Tambasco, Marcelo Gasperini e Jadão foram chamados, embora Simion estivesse ocupado com seu disco solo. Paulinho Makuko, ex-integrante, que vinha com três álbuns solo (A Lei do Rei, Vol. 1 e Limites Invisíveis) acabou se tornando o vocal principal, além de cumprir a velha função de percussionista. Makuko não participava do Kats desde meados de 1993, quando era o baterista da banda, por conta da saída de Marcelo Gasperini. Nesta época, o cantor optou por seguir uma carreira solo. Paulinho, ainda, trabalhou em alguns lançamentos da Gospel Records, como o próprio Asas de Simion, no qual Brother presta agradecimentos ao percussionista. Makuko ainda era responsável pela seleção de repertório de algumas coletâneas, como O Melhor do Rebanhão, mas seu trabalho solo nunca alcançou forte destaque, até porque, o forte do músico é mais como instrumentista do que intérprete.

    Mesmo assim, o Acústico do Katsbarnea foi gravado no final de 1999 e lançado em 2000. O grande diferencial deste disco para os demais acústicos desta época foi justamente a participação do público, que é o maior destaque, fazendo forte presença da primeira a última música. As roupagens para as canções foram muito boas, e ter vendido 100 mil cópias, maior venda de toda a história da banda, foi um marco justo.

    Em toda a história do Kats, Paulinho Makuko escreveu apenas uma música, “Corredor 18”. O cantor provavelmente não tinha repertório inédito até aquele momento, então optou por utilizar outras canções antigas da banda, além de faixas da carreira solo de Simion para compor Profecia, lançado em 2002 (a faixa-título é parte do álbum Na Virada do Milênio). Apesar de não ser um registro completamente acústico, faltava-lhe o clima de novidade. Isso talvez, foi um ponto chave no hiato da banda que durou até 2007 (em um próximo post falaremos mais disso). Além do mais que, a popularidade de outras bandas do rock cristão, como a Oficina G3, Fruto Sagrado e até mesmo a carreira solo de Brother Simion, todos na MK Music estava muito mais alta que a do Kats. É neste momento que Makuko, Jadão e Gasperini saem da banda (Déio Tambasco já estava fora há um bom tempo).

  • TOP 10 – músicas gospel sobre o meio ambiente

    A questão ambiental, a cada ano que passa é tema recorrente e forte em todo o lugar. Na música gospel não é diferente. Por conta disso, o portal O Propagador escolheu 10 músicas gospel que abordam o meio ambiente, a natureza e a destruição do planeta sob diferentes olhares e estilos musicais.

    Vamos lá?

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    Terra – Katsbarnea

    Escrita por Brother Simion em parceria com Estevam Hernandes, “Terra” é uma das canções mais conhecidas do Katsbarnea, lançada no disco Cristo ou Barrabás. O vocalista afirma que nossa morada é uma “forma celestial de vida”, e que seus olhos choram ao ver sua destruição. (1992)

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    Velhos, Vidas e Verdes – Carlinhos Felix

    Uma das primeiras canções da carreira solo de Carlinhos Felix, foi escrita pelo próprio cantor para o seu álbum Coisas da Vida. Com tema diretamente focado na natureza, questiona o sentimento de posse de muitos homens em destruir a natureza e vendê-la no mercado negro. Mas a canção não para por aí e também aborda o tráfico ilegal de pessoas. “Eles estão esquecendo que Deus está vendo / E está tudo escrito na vida de lá“. (1991)

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    Em Nome de Quem? – Resgate

    O Resgate nunca foi uma banda de abordar a causa ambiental, mas o quarteto assim o fez no álbum Este Lado para Cima. A canção, além de questionar as destruições da natureza, questiona a ambição do homem, ao ponto de achar-se como uma espécie de ‘deus’ para definir os rumos da humanidade. (2012)

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    Fim do Mundo – Damares

    A cantora Damares é conhecida por abordar, em algumas canções, o apocalipse. Sabe-se que, com um contexto de apocalipse, a natureza contida na Terra seria destruída agressivamente. Esta é a principal temática de “Fim do Mundo”, do álbum Diamante. (2010)

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    Terra – Ao Cubo

    O Ao Cubo é um dos maiores representantes do rap, tanto no segmento cristão quanto na cena nacional. Em parceria com o cantor Zeider, da banda de reggae Planta & Raiz, “Terra” foi gravada, com um refrão reflexivo: “será que é o fim de tudo isso? / vem cá, quem ‘tá’ no compromisso / de mudar o planeta pra ficar melhor / você já sabe o que fazer de cor“. (2009)

    https://www.youtube.com/watch?v=201nAmjmnGU

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    [tab title=”5º”]

    Choro da Natureza – Complexo J

    Do primeiro disco da banda pela MK Music, “Choro da Natureza” aborda, de forma simplista e poética, a destruição da flora, e principalmente da flora no mundo, relacionando com a criação do mundo, obra de Deus. (1992)

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    Princípio – Rebanhão

    Escrita pelo compositor Lucas Ribeiro, a canção foi lançada um tempo após a morte do ativista Chico Mendes, que foi assassinado brutalmente. Seu falecimento foi notícia de repercussão internacional. O Rebanhão a gravou, questionando “até quando vou viver / pra testemunhar / e dizer sim / pra Deus e toda a vida?“. (1990)

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    Tributo ao Meio Ambiente – Coral Gospel de Curitiba

    Natural de Curitiba, o Coral Gospel de Curitiba tem um trajetória longeva, com vocais de várias denominações cristãs. O álbum Perto Estás, Senhor contém “Tributo ao Meio Ambiente”, terceira posição da nossa lista. (2008)

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    SOS Terra – Brother Simion

    Em Asas, Brother Simion aborda, em suas canções, muitas questões relativas ao meio ambiente. Mas “SOS Terra” é a principal delas. Nesta música, o cantor afirma que “de inferno e miséria já estarmos fartos / nosso planeta clama liberdade / matar esta sede, se libertar“. Com influências do folk rock, é bastante agradável de ouvir. (1998)

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    Tempo de ser Feliz – Jamily

    O primeiro lugar vai para a cantora Jamily, com “Tempo de ser Feliz”, parte do seu primeiro trabalho, Tempo de Vencer. A canção também foi regravada por Cristina Mel, e aborda diretamente a questão ambiental. Além do mais, foi um grande sucesso. (2002)

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    E aí, o que acharam da lista? Que mais músicas sobre o meio ambiente vocês conhecem?

  • Rocklogia – Acústicos, acústicos e mais acústicos

    A moda dos acústicos chegou no rock cristão nacional, e de 1998 até 2003 teve alguns trabalhos do tipo que até hoje são marcados como projetos marcantes na carreira de algumas bandas. Apesar de serem álbuns que pouco agradam aos fãs de rock, ajudam na vinda de novos públicos que não apreciam tanto ‘peso’.

    A primeira banda a apostar em gravar um disco do tipo foi a Oficina G3, com o Acústico de 1998. Um álbum de estúdio, como se fosse um cartão de apresentação do novo vocalista, PG que substituía Luciano Manga. É um álbum mediano, que agrada bem mais pelas duas inéditas (Quem? e Autor da Vida) do que pelas novas versões. No ano seguinte, foi gravada a versão ao vivo deste álbum, com mais músicas acústicas, e o resultado foi bem melhor que o anterior, lembrando uma boa época da Oficina G3.

    Foi no mesmo ano de 1999 que o Fruto Sagrado também gravou um acústico comemorando dez anos de carreira. Diferentemente da Oficina G3, a banda explorou novos arranjos, como em “Investimento”, numa execução bem melhor que a original.

    Mas o melhor acústico, sem dúvida foi o do Katsbarnea, de 2000. É claro que o vocal de Paulinho Makuko está longe de ser um dos melhores, mas em nenhum dos outros discos citados neste texto possui tanta participação do público como este do Kats. É audível por todo o projeto o público vibrando a cada canção. Até se fosse um mudo cantando, este disco seria muito bom.

    Em 2001, foi a vez do Resgate. A própria banda não gostou do resultado final, mas particularmente acho um bom álbum, além da inclusão da inédita “Água Viva”. Mas, se a banda desejar gravar outro acústico melhor que este, creio que todos aguardarão bem satisfeitos.

    https://www.youtube.com/watch?v=GGNmSZyxO7M

    Numa atitude um tanto quanto insana, Paulinho Makuko resolveu fazer outro álbum acústico no Katsbarnea em 2002. Profecia une o acústico com a música clássica, e embora não seja completamente acústico, foi um disco na hora errada, ainda mais por trazer músicas da carreira solo do ex-vocalista Brother Simion.

    O Catedral, mesmo não se intitulando cristão ou gospel, lançou pela Line Records o Acima do Nível do Mar, em 2003, que faz uma boa fusão do rock com a MPB, com músicas inéditas e regravações. É considerado por muitos como o melhor trabalho do grupo carioca.

  • Rocklogia – Armagedon

    Era 1995. Nem o próprio Simion sabia, mas era seu último trabalho como vocalista do Katsbarnea. A banda estava muito bem após Cristo ou Barrabás?, mesmo com as constantes trocas de formação. Dos músicos de longa data só restou, com ele, Jadão. Com a participação de Paulo Anhaia na produção musical (o que sem dúvida foi fundamental para o resultado final), o Katsbarnea (ou, naquela época Simion e banda) lançou o tão elogiado Armagedon que, de longe é o melhor trabalho de sua discografia.

    O Kats já tinha flertado com muita coisa. Já foram simpatizantes do glam, fizeram músicas hard rock, pop rock, rock experimental e até mesmo umas faixas com folk. Desta vez, resolveram unir muitos destes elementos e fazer o álbum que definitivamente teria a cara da banda.

    Mais sombrio que os anteriores, Armagedon por pouco não é um álbum conceitual. Muitas das músicas versam sobre questões relativas à ação maligna e a libertação por Cristo. É um tema relativamente comum nas canções anteriores divulgadas pela banda, mas de forma bem mais complexa e polida. Dos sintetizadores que duram mais de dois minutos antecedendo à agressividade de “Invasão”, a interpretação de Brother Simion em “Armagedon” e a letra forte de “Crack (Atos 11)”, o disco tem suas partes mais pesadas, mas une-se à baladas e canções pop. “Gênesis” foi o seu maior sucesso, mas particularmente, creio que “Do Céu” é a melhor faixa, com um belo solo de guitarra de Déio Tambasco, que na época estava como guitarrista da banda.

    Há várias participações especiais no disco. Uma delas é Duca Tambasco, baixista da Oficina G3 e Esdras Gallo, do Renascer Praise. Mas é Jimena que rouba a cena nos vocais em “Get out of Babylon” juntamente com Simion. Brother, neste álbum também ficou a cargo dos teclados, partilhando com o músico Giovani Bon.

    Após Armagedon, a banda continuou se apresentando, só que, mais tarde Simion migraria para a carreira solo. Mas este é um assunto para outro post. Até mais!

  • Rocklogia – SOS da Vida e as bandas de rock

    O SOS da Vida é uma peça importante na história do rock cristão brasileiro. Este evento, no qual também conta uma parte positiva do legado da Igreja Renascer em Cristo apresentou várias bandas que hoje são de “estudo” obrigatório aqui na Rocklogia. Ainda, somos apresentados às formações de cada grupo, o quanto cada música apresentada se insere no contexto daquela juventude, com seus impactos.

    A primeira edição do evento ocorreu em 1991, no Ginásio do Ibirapuera. Há de se destacar que, considerando a gravadora Gospel Records, o evento acabou, de certa forma dando suporte às bandas novas que estavam surgindo. Talvez a mais beneficiada tenha sido Katsbarnea. Na internet, é possível encontrar apresentações do conjunto em várias de suas edições. Gosto bastante de “Cristo ou Barrabás” no terceiro evento. Com o guitarrista Tomati, Paulinho Makuko e Jadão fornecendo uma base pulsante, é talvez a melhor performance ao vivo desta música. Na sexta edição, “Get out of Babylon” também ficou bem legal.

    Outras bandas também estiveram presentes no festival. Do Resgate, por exemplo, é possível encontrar “Quem é Ele?”, do primeiro álbum, com sua pegada fortemente hard rock. O Rebanhão participou de várias edições. Em 1992, ainda com Pedro Braconnot e Paulo Marotta na formação, em 1993 com a participação da nova formação (incluindo Dico Parente) e em 1994, com Braconnot novamente sozinho.

    O Fruto Sagrado também participou várias vezes do evento, tanto na época do álbum Na Contramão do Sistema e O que a gente faz fala muito mais do que só falar, ambos lançados pela Gospel Records. Neste último, Bênlio está definitivamente nos teclados, quando ocorre a entrada do guitarrista Bene Maldonado na formação. O Oficina G3 destaca-se pela presença de palco do vocalista Luciano Manga. É claro, Juninho Afram também colabora nos vocais e os registros são de uma das melhores fases deste grupo.

    Na edição de 1993, a grande atração foi a banda norte-americana Bride, que recentemente encerrou as atividades. O grupo simplesmente gravou um registro áudio-visual completo no Brasil, em seu auge, numa performance memorável.

    https://www.youtube.com/watch?v=yOJZe66W92o

    Infelizmente, o evento foi perdendo sua força com os anos. Um dos motivos consiste no “fechamento” da visão evangelística da Renascer, que mais tarde daria espaço aos seus escândalos no fim dos anos 2000. Mas isso é outro assunto…

    Continuem acompanhando a Rocklogia que em breve teremos textos incríveis e com material atualizado. Abraços!

  • Rocklogia – Cristo ou Barrabás?

    De antemão, peço desculpas aos leitores por estar publicando mais conteúdos sobre o Katsbarnea do que as demais bandas. Porém, a fase de ouro da banda é bastante curta em relação aos demais grupos. Garanto que, nos anos 2000 vocês praticamente não verão tantos textos do Kats aqui.

    No último post da Rocklogia abordamos o início da carreira solo de Brother Simion, e as parcerias que envolviam o artista. Embora Rick Bonadio e Estevam Hernandes também participem, de certa forma do processo criativo nesta fase do Katsbarnea, a verdade é que os discos do Kats são muito diferentes dos álbuns da carreira solo de Simion. E claro que isto é intencional. Sem deixar a peteca cair, Brother consegue se desdobrar excelentemente, nos apresentando dois ótimos discos em 1992.

    Em 1991, ocorre algo um pouco desagradável para a banda. Por intervenção de Estevam Hernandes, a banda é reduzida para cinco integrantes, ao contrário do alto número que havia anteriormente. Os vários motivos para isso não são comentados pelos ex-membros, que não tinham poder o suficiente para questionar a decisão do líder religioso. Assim, cada um migrou para outros caminhos.

    Por isso, Cristo ou Barrabás não sofre de sequelas do álbum anterior. De forma muito mais direta e simples, a sonoridade da banda também tornou-se mais pesada e orientada ao rock. Na saída de Tchu, Jadão foi integrado. O músico é, sem dúvida, um dos melhores baixistas da cena cristã. “Congestionamento” é um ótimo exemplo de como esse instrumentista domina o baixo. Os músicos convidados foram Fuca Gomes, Lufe, Maurício Caruso e Robson Moura. Eu, particularmente acho que esse time de bateristas contratados não era necessário, já que a banda tinha Paulinho Makuko que poderia muito bem assumir a bateria também. A apresentação do grupo no terceiro SOS da Vida em 1993 prova que seu desempenho no instrumento é positivo.

    O curioso, nesta fase é o guitarrista Tomati, conhecido por fazer parte do sexteto do Programa do Jô ter participado da banda. Embora seja creditado como instrumentista no álbum, Tomati não gravou as guitarras deste disco. Brother Simion mostra muito bem que, apesar de não ter uma grande voz, sua performance alcança o que a música pede. “Parede Branqueada” e “Terra” são ótimos exemplos disso.

    A formação, após este disco mudaria novamente, com a saída do último membro da formação inicial restante, Paulinho Makuko.

    O que realmente matou o Katsbarnea, em todos estes anos foi a troca constante de integrantes. E, analisando a história do grupo, não foi culpa dos membros. Tirando Brother Simion e Jadão, o Kats dos anos 90 trocou tanto as formações que, mais tarde, faria cada vez mais parecer um projeto solo de Simion. Talvez este tenha sido um ponto importante pelo qual o cantor escolha ir para a estrada sozinho anos depois. Pelo menos o artista não nos deixou órfãos e lançou boas músicas em carreira solo.

  • Rocklogia – Brother Simion em carreira solo

    No artigo sobre o início do Katsbarnea, há muitas semanas atrás, relembramos o quão experimental era o som do grupo. Mas seu frontman, o cantor e compositor Brother Simion, de certa forma tinha outros tipos de canção, que não pareciam se encaixar muito bem no estilo da banda. Foi assim, que então, em 1992 saiu seu primeiro álbum solo, Brother.

    Com composições assinadas pelo próprio músico, com Estevam Hernandes como co-autor em nove das dez faixas, é um disco basicamente folk. Vale lembrar que o álbum foi produzido por Rick Bonadio: sim, o produtor musical que já trabalhou em clássicos nacionais, como o único disco de estúdio do Mamonas Assassinas e o álbum de estreia dos Los Hermanos começou sua carreira produzindo, mixando ou gravando discos de rock cristão em seu estúdio, ou mais especificamente, artistas da gravadora Gospel Records. Brother Simion foi o primeiro deles, e além dele, Katsbarnea, Resgate, Oficina G3 e Renascer Praise são parte da história de sucesso de Bonadio.

    O destaque do primeiro trabalho de Simion, que na opinião de muitos puristas é o seu melhor (eu particularmente não concordo) está nas regravações de músicas do primeiro trabalho do Katsbarnea, que foi praticamente um cassete demo. “Contato” ganhou uma versão mais trabalhada. Nessa música, particularmente vejo influências de Raul Seixas. A faixa ganhou versão em videoclipe.

    Outra curiosidade é que, neste primeiro álbum, o nome artístico do cantor era exclusivamente Simion. O “Brother Simion” pegou e seu nome acabou saindo assim nos álbuns solos seguintes e também no Katsbarnea. No mesmo ano sairia Cristo ou Barrabás do Kats, mas Simion lançaria mais um solo no ano seguinte.

    Em 1993 saía o segundo projeto do cantor, Esperança. Esse trabalho seguiu as tendências do anterior, trabalhando bastante com o folk. Novamente, a parceria entre Simion e Rick Bonadio prosseguiu, e Estevam Hernandes é co-autor de algumas músicas, Sônia Hernandes em uma. A faixa-título é, possivelmente o primeiro sucesso da carreira solo de Brother Simion.

    Três anos depois, em 1996, Brother Simion lançou A Promessa, que já fazia uma transição entre o cantor, nos anos anteriores e nos anos seguintes. Particularmente considero-o o mais fraco de sua carreira, e contou com a participação especial da cantora Raquel Mello, na época integrante do Kaders Singers. Depois deste trabalho, Simion mostrou transformações em sua carreira que serão abordadas em outro artigo. Até a próxima semana!

    PS: Domingo teremos um post especial, não perca!