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  • Conectados no amor – Cadê minha face?

    Antes de tudo, o motivo desse texto não é criticar as tribos, e sim quem as cria.

    É muito comum ver grupos sociais e tribos urbanas na sociedade contemporânea. Eles chamam a atenção por onde quer que passem. Nos centros urbanos, por onde passamos, vemos sempre uma tribo. Pessoas com características semelhantes, exóticas reunidas num mesmo local, ou passeando, é a conhecida tribo urbana. São conhecidos por terem ideais semelhantes, jeito de se vestirem semelhantes e em resumo uma cultura própria. Também existem os famosos grupos religiosos que adotam entre si doutrinas e práticas religiosas para se diferenciarem dos demais. Por exemplo, judeus que usam suas vestiduras e seus acessórios notáveis. A questão sempre é a mesma: como ser diferentes dos demais? E arriscando mais uma questão: como ser maior que os outros?

    Alguns grupos, tribos, numa busca implacável de fazer sua retórica imperar sobre os demais, de superar os outros, vivem em constantes rachas e brigas com outras tribos. Ou melhor, parece não existir um que não tenha conflitos com outros grupos. Skinheads contra punks, nazistas contra judeus, roqueiros contra funkeiros, etc. Dentro das paredes da visão cristã, vemos a constante briga entre calvinistas e arminianos, tradicionais e pentecostais, etc. Qual é a causa de tantas brigas? Por que tribos e grupos existem? Por que as pessoas entram num grupo e numa tribo?

    A principal questão é o porquê do homem criar uma tribo urbana ou um grupo social. Para responder essas questões, vamos ver quais são as necessidades humanas para tal ato. Uma das necessidades humanas para criar um grupo é a proteção. Em um mundo cheio de perigos e de alta criminalidade, a sensação de estar protegido em um grupo aumenta. Mas na realidade, é o contrário. Alguém, por exemplo, que se sente inseguro e resolve entrar numa gangue para ter mais proteção, começa a ter mais risco de vida por causa das intrigas com outras gangues. Tem outra necessidade humana que pode levar à criação dos tais grupos sociais e tribos é a vontade de enriquecimento. Outra necessidade que é bastante notável e bastante importante, é a necessidade de se sentir amado. Geralmente uma pessoa que sofre rejeições familiares e de amigos, buscam afeto em uma tribo urbana ou um grupo social. Mas ignorando essas necessidades ou quaisquer outras, retratarei a maior necessidade humana. Essa é o centro do homem e a força para ele viver. A maior necessidade humana é o desejo de uma identidade. Estão atrás de uma face na terra. E a procura pela identidade deriva-se de uma falta de identidade. Por que procurar algo que já tenho?

    O homem é vazio e sem rosto. Os grupos sociais surgem disso. Surgem da necessidade de responder a falta humana, de completar seu vazio e de dar uma face para sua falta de identidade. E a humanidade se afunda nesse vazio sem fim, rumo a uma grande depressão. E quanto mais grupos sociais e tribos urbanas são criadas, mais a criminalidade aumenta, mais a guerra cresce, e ovazio continua o mesmo. Qual é a resposta para homem? Onde está a identidade que ele tanto procura?

    A resposta para o homem é Deus. Deus é a face que o homem tanto procura. O homem quer ser alguém porque não é ninguém, é vazio e sem identidade. Porque Dele, por Ele e para Ele nós fomos feitos. Assim que quebramos isso, quebramos a vida. A separação de Deus causa uma falta de identidade, como se fôssemos pessoas sem rostos. E enquanto não voltarmos para Ele, permaneceremos sem uma identidade.

    E por isso a intriga entre as tribos continuam. Incomodados pelo vazio interno, buscam ser aceitos na sociedade, mostrarem as pessoas nada mais ou menos seus rostos sem rostos, seu exterior com o interior vazio.

    Chegando ao término do texto, quero ressaltar novamente: meu obejtivo não é criticar a existência das tribos. O exterior de nada valerá se o interior não for moldado. Meu objetivo com esse texto é fazer a seguinte a pergunta: por que você cria uma tribo urbana ou um grupo social?

    Essa música expressa bem sobre essa falta de identidade da humanidade. Fala sobre um eu lírico vazio e sem identidade que suplica a Deus que o enche e complete esse vazio.

    [youtube http://www.youtube.com/watch?v=JeIgoVgpSIQ&w=700&h=420]

    Textos para reflexões:
    • Romanos 3 e 5
    • 2 Coríntios 7.10
  • Baús e Vitrolas – Cem Ovelhas

    Quem nunca cantou um hino chamado Cem Ovelhas, ou o ouviu, ou até leu uma passagem bíblica sobre a ovelha perdida, ou desgarrada, contida no evangelho de Mateus? Tal parábola conhecida pela mensagem de resgate e amor inspirou nosso Baús e Vitrolas de hoje, que traz este clássico da música cristã, não apenas no Brasil, mas no mundo todo.

    Composta por um mexicano, Juan Romero, pastor da Assembleia de Deus nos Estados Unidos da América, que também é professor de matemática e teólogo, e apresentador de um programa de rádio semanal, no estado da Califórnia, a canção Cem Ovelhas tem originalmente o nome de Vision Pastoral (Visão Pastoral), e na verdade foi composta inspirada em acontecimentos no estado do Texas, nos Estados Unidos.

    Em entrevista dada a Revista Patmos Music, da CPAD, Romero relata que havia na congregação um irmão, chamado Ricardo, que servira na igreja e nunca faltara os cultos, porém em um domingo ele não apareceu, nem pela manhã e nem pela noite. Intrigado, Romero e sua esposa decidiram visitá-lo em sua casa, que ficava em uma chácara fora da cidade, cujo acesso era difícil, pois não havia pavimentação, e era necessário caminhar sobre o chão de terra, além do mais naquele momento, chovia bastante, o que, inclusive, impediu o casal de voltar ou de prosseguir. Exatamente neste momento, o pastor Romero avistou a casa do jovem, ao longe, e decidiu descer do carro e caminhar ate lá, atolando-se até as canelas, dado as chuvas. Ao chegar à porta da casa do jovem, ele bateu e foi recebido pelo jovem, cumprimentando-o, porem não obteve resposta além de um balançado de cabeça.

    Baús e vitrolas - Vinil Mini cem ovelhasRicardo caminhara até o centro da sala, e chorou, sem dizer o que lhe ocorrera. Romero disse-lhe: “Chore! É bom chorar!” Assim, o jovem começou a lhe contar o que havia acontecido. Um amigo de infância o agredira com um pedaço de pau, e o ofendera. E sem conseguir lidar com aquela situação, ele decepcionou-se, e decidira não servir mais a Deus. Romero, encharcado e sujo, orou por ele, e ele foi renovado.

    Mas a história não acabou ainda. Alguns anos se passaram e pela madrugada o pastor teve uma visão com Ricardo, e começou a cantar: ‘‘Havia cem ovelhas no seu rebanho. Cem ovelhas cuidadas com amor”. E em um determinado dia, apresentando seu tradicional programa de rádio, o telefone tocou. Aquele jovem, resgatado naquele dia chuvoso, ligara chorando para dizer que tinha valido a pena aquela noite, em sua casa, pois ele se tornara pastor também, e passou então a resgatar ovelhas perdidas. Assim, Romero sentiu fortemente uma confirmação do Senhor sobre a música e o ministério.

     Cem ovelhas, de 1969, provavelmente é uma daquelas canções que surge timidamente como a lua, entre as nuvens, até confirmar-se no céu, pela noite, tornando-se um hino que alcançou gerações, percorrendo o mundo todo.

    A letra, no original, diz:

    Havia cem ovelhas no seu rebanho.

    Cem ovelhas cuidadas com amor.

    Mas uma tarde ao contá-las todas,

    Ao pastor uma lhe faltou, e triste chorou.

    Deixou as noventa e nove no aprisco e a montanha foi procurar;

    E Encontrou-a chorando e tremendo.

    Ungiu suas feridas, carregou-a em seus ombros e voltou ao redil.

    Esta velha história se repete,

    Ainda há ovelhas que seguem errantes.

    A alma vaga em vão pelos morros, tremendo de frio,

    Sem Deus e sem Sua luz.

    Mas ainda há pastores que se põem às montanhas para buscá-las,

    E quando as encontram, as tomam pela estrada e as põem no bom caminho,

    Que é Cristo, o Senhor, a Verdade e a Vida.

    Se Sua alma sofre angustiada

    Sentindo-se sozinho em uma escuridão cruel,

    Hoje trago-lhe boas novas de grande alegria.

    É o evangelho que salva, redime e dá luz.

    Seja num vale ou numa montanha, na mata ou num abismo cruel,

    Cristo, o Bom Pastor, em verdes pastos, quer consolar sua alma,

    Enfaixar suas feridas e te dar a paz .

    Provavelmente, em sua vida atarefada de pastor, Romero, que converteu-se aos 7 anos de idade, não imaginaria que, de uma simples missão de resgatar suas ovelhas, o que para muitos, é trabalho árduo, surgiriam mais de duzentas canções, registradas na Oficina dos compositores, em Washington.

    Então, assim como o bom pastor, de Mateus 18:12-13, e como o bom pastor Juan Romero, não percamos a oportunidade de nos lançarmos cem vezes por cada ovelha perdida dos caminhos do Senhor, uma tarefa que não é só dos pastores, intitulados, mas de cada um do Corpo de Cristo. Porque quem sabe de onde ouviremos um telefone tocar, e o que Deus pode fazer de uma simples atitude de compaixão e misericórdia?   No Brasil ela foi amplamente divulgada na voz de Oséias de Paula, confira:

  • Fique Sabendo: Gospel Fair, Suellen Lima, Troféu de Ouro e muito mais!

    Gospel Fair I

    A 1ª Gospel Fair aconteceu durante 4 dias (10 a 13 de abril) em Goiânia e foi um verdadeiro sucesso. A feira reuniu grande público promovendo oportunidades de negócios, network entre empresários do ramo evangélico, preparou empreendedores e entreteu a todos que participaram, se tornando a maior feira de exposições no centro oeste brasileiro.


    Gospel Fair II

    Durante o evento aconteceram momentos importantes, como a contratação da cantora e compositora Tângela Vieira pela Sony Music Gospel. David Quinlan recebeu Disco de Ouro referente ao CD “Um Lugar Para Dois”, lançado pela Som Livre, que já ultrapassou a marca de 40 mil discos vendidos. Aconteceram também pockets shows com participação de 30 cantores e o Garagem Gospel In Concert que reuniu grandes nomes do cenário gospel. A segunda edição da Gospel Fair está prevista para 2015!

    Suellen Lima lança teaser e single do CD “Jesus Simplesmente Tudo”: As etapas de divulgação do primeiro CD de Suellen Lima pela Sony Music Gospel já começaram. Após divulgar a capa oficial, também foram liberados uma prévia e a música título do disco. O lançamento do CD está previsto para este mês de abril. Suellen também já gravou um clipe e prepara muitas surpresas para o público. Ouça o single “Jesus Simplesmente Tudo”:

    Prévia do CD “Jesus Simplesmente Tudo”: 


    Primeiro single do novo DVD de Elaine de Jesus é liberado

    A canção “O Que Tua Glória Fez Comigo” foi enviada para várias rádios do Brasil e está deixando o público cada vez mais ansioso pelo lançamento do DVD que comemora os 20 anos de carreira de Elaine de Jesus. A canção é um dueto de Elaine com sua irmã, Suelen de Jesus. Ouça aqui: 


    Dupla André & Felipe vai lançar mais 2 clipes do CD Paz e Amor

    Os novos clipes “Chorar pra quê?” e “Há esperança” foram gravados em Nova York e trazem como cenário vários pontos turísticos da cidade.

    Assista aos teasers: 


    Daniel e Samuel lançam clipe “Paixão Pela Presença”

    A Som Livre divulgou o novo clipe da dupla Daniel e Samuel. O clipe “Paixão Pela Presença” faz parte da divulgação de lançamento do primeiro CD de Daniel e Samuel pela sua nova gravadora.

    Assista:


    Marcus Salles em produção de novo disco

    O ex-integrante da Banda Quatro por Um segue em ritmo intenso de produção do seu novo projeto musical que será lançado pela Sony Music. O novo trabalho ainda sem data de lançamento eou título definido, deverá ser finalizado em algumas semanas e possivelmente será lançado à partir da segunda semana de julho.


    Troféu de Ouro

    No dia 5 de agosto deste ano acontecerá em São Paulo o evento de premiação do Troféu de Ouro. Vanilda Bordieri será uma das apresentadoras da cerimônia. O troféu, destinado a premiar o Mercado Fonográfico Gospel de São Paulo, premiará indicados em 18 das mais diferentes categorias. As votações já foram iniciadas e você pode deixar o seu voto acessando www.trofeudeouro.com.br


    Números

    números - daniel e samuel

     

  • Rocklogia: A verdade sobre o cristianismo e sua posição em relação ao rock

    Não poderia começar este artigo citando o, nada além de hilário livro “La cara oculta del rock” (em português: A Face Oculta do Rock), publicado em 1986 por Fernando Salazar Bañol, um gnóstico, ex-músico de rock que tirou conclusões, no mínimo absurdas em sua obra. Além dessas conclusões, observamos vários trechos mentirosos, aos quais evidentemente percebe-se com vários materiais encontrados na internet sobre trechos de música. É claro, em plena década de 80, sem internet, é difícil pensar que muitas pessoas desacreditariam em um profissional, mesmo fazendo afirmações tão fortes.

    Talvez você se pergunte o porquê citei o livro de um gnóstico. Acontece que, esta obra tornou-se um clássico na Alemanha por ser de um foco até então inédito. E, mais tarde, no Brasil, foi utilizado por vários cristãos na disseminação do ‘conteúdo satânico’ no qual o rock estava inserido. A alienação foi repassada com fervor, embora aqui no país as resistências ao gênero aos poucos estava diminuindo. Outro fato é de que, esta obra contém todos os tipos de preconceitos carregados por alguns cristãos. Lembrando que, o cristianismo não possui nenhuma posição ao rock. Na Bíblia não existe citação alguma a respeito de ‘gêneros musicais violentos’, muito menos algo semelhante. A questão é meramente sociológica e doutrinária.

    Neste livro, a principal crítica é uma dos assuntos ‘preferidos’ de grande parte dos religiosos: mensagem subliminar. Segundo o autor, a maioria das bandas de rock de grande sucesso utilizam mensagens satânicas decodificadas numa execução inversa das canções. Como a mensagem é subliminar se o cérebro, por sua vez não ouvirá naturalmente uma música de trás pra frente? Basta conhecer o básico de algumas bandas e artistas citados, e percebe-se que há várias lendas e mentiras afirmadas como verdade absoluta, como a música “Congratulation” do Pink Floyd, em que tocada de trás pra frente possui uma mensagem satânica. Entretanto, o Floyd não possui nenhuma música com este título. O que se sabe é que, no álbum The Wall, lançado em 1979, na música “Empty Spaces” há uma mensagem inversa, que ouvida de trás pra frente parabeniza ao ouvinte que a percebe. Inclusive, o primeiro no mundo a perceber foi um radialista. Mais absurdos: a história de que o nome artístico de Alice Cooper, na verdade é de uma bruxa de vários séculos atrás, e que o músico faz rituais satânicos no palco é outro disparate. Basta rondar a biografia do artista, e percebe-se que Alice Cooper era o nome de sua antiga banda, e que Vincent é cristão, entretanto não deseja ligar sua fé ao trabalho musical. Passaria de três páginas facilmente exemplificando outras afirmações grotescas contidas nesta obra, distribuída até os dias de hoje.

    A respeito deste mesmo preconceito, lembremos que várias instituições religiosas não aceitam ao rock por sua musicalidade “irreverente” em comparação a outros gêneros, e isso não é problema algum. Ele só consiste quando, categoricamente um indivíduo ou instituição coloca a visão de Deus em igualdade com a sua, dizendo que Ele só se agrada de certos gêneros. Outra argumentação é de que o estilo de vida de vários astros do rock demonstra claramente o seu lado ofensivo. Entretanto, sabemos, com múltiplos exemplos que o gênero não possui a menor culpa disso. Basta observar a grande quantidade, mais uma vez tomando o Brasil como exemplo nos artistas da chamada MPB, em décadas anteriores. E o que dizer dos grandes gênios da música clássica? Até os ‘adoradores’ do gospel nacional são flagrados em polêmicas enormes, como casamentos e divórcios, adultérios, uso de bebidas/drogas, homossexualidade, ganância, depressão (e quem acompanha sabe muito bem de quais pessoas me refiro). Não adianta fugir: o ser humano sempre quer colocar um culpado em seus próprios erros. Uma frase resume tudo: “Se o mundo ainda é mal o culpado está diante do espelho”, como já dizia o bom e velho Fruto Sagrado.

  • Limão com Mel – Os hinos da Harpa Cristã estão ultrapassados?

    “Os mais belos hinos e poesias foram escritos em tribulação, e do céu, as lindas melodias, se ouviram na escuridão” – Frida Vingren

    Como assembleiano, desde os cinco anos cresci ouvindo os hinos da Harpa Cristã sendo entoados em praticamente todos os cultos. Geralmente eram dois, cantados antes da leitura da palavra oficial. Acostumei-me com essa rotina. De um tempo pra cá, essa rotina vem deixando de existir em muitas igrejas a ponto de questionar os motivos. Estariam os hinos tradicionais da Harpa Cristã ficando ultrapassados frente a uma igreja cada vez mais jovem e em busca das novidades?

    Percebe-se que cada dia mais os cultos estão ficando “pequenos” para a quantidade de grupos e ministérios que querem “louvar” as músicas do momento lançadas por grandes nomes da música gospel e em vista disto, os hinos da harpa são retirados da programação ou empurrados para “os cultos de semana”.

    Para entender um pouco esse “fenômeno da modernidade cristã”, usei o meu perfil no Facebook para instigar os amigos virtuais sobre o tema. Interessante como o assunto repercutiu, gerando muitas contribuições relevantes que certamente enriquecerá essa discussão.

    Segundo Renan Pablo, estudante de música e também colunista aqui no O Propagador, os hinos da harpa são mal cantados, mal conduzidos muitas vezes, apenas, mas são sempre lindos. Isso explica um pouco o que pode estar afastando os Hinos da Harpa dos cultos. Essas canções são de uma época onde as igrejas não tinham ministérios de louvor, tocadores, e uma série de recursos que se tem hoje, sendo geralmente executados pelas irmãs dos círculos de orações ou pelo pastor que nem sempre detinham um expressivo talento musical. Essa forma de louvar vem sendo transmitida por gerações e quem chega à igreja já encontra essa forma “engessada” de executar hinos da harpa. Não são raras às vezes em que os tocadores penam pra acompanhar o “ritmo”, um tanto quanto sem harmonia alguma.

    Alex Eduardo segue com essa reflexão e expõe em seu comentário: “Excelentes letras, porém as melodias precisam de uma boa repaginada. Não dá mais pra cantar como era há décadas atrás. São lindos!” Em um aspecto todos os usuários que participaram desta conversa concordam: as canções são lindas!

    Luciana Mazza, Jornalista e organizadora da feira cristã Salão Internacional Gospel declara: “Música boa com letra, melodia e principalmente com unção nunca fica ultrapassada. Agora gritos desafinados, ausência de melodia e somente apelo comercial . Aquelas músicas que repetem a mesma frase 45 vezes … Aí ninguém merece e com o passar do tempo desaparece!”

    Marcelo Rebello, jornalista e diretor executivo na Grupo MR1 de Comunicação & Marketing , acrescenta ao comentário de Luciana, sua esposa: “De jeito maneira! Nunca! Ali estão composições feitas e versionadas por Paulo Leivas Macalão e outros grandes compositores… Quem é estudioso de música gospel vai entender a importância do que estou dizendo. Sem contar que, como já bem disse a Luciana Mazza, as letras e interpretações hoje em dia estão bem distantes da poesia e profundidade teológica e musical das belas canções da Harpa Cristã e de seu irmão Cantor Cristão.”

    De fato, todos inclusive eu concluímos que os hinos da Harpa não estão e jamais serão ultrapassados. Inspirações do Espírito Santo, como define Lizandra Dias, jamais perderão o seu valor. O que provavelmente vem acontecendo é um descaso com a riqueza que essas canções possuem. Os cristãos mais jovens tão acostumados às músicas modernas, efeitos eletrônicos, e até pouca mensagem aproveitável, provavelmente desconhecem a grande maioria das canções presentes nos hinários, e parte da culpa é da própria igreja. Não que seja um problema a entrada de canções do momento nos louvores das igrejas, mas abrir mão de canções tão ricas por canções “da moda” é sim um erro.

    Como foi dito por comentaristas, é possível trazer as canções da harpa para uma maneira menos arcaica de entoar. É possível tornar mais atraente e menos cansativas para a nova geração de cristãos sem perder a essência de canções que são riquíssimas tanto em poesia quanto em inspiração do Espírito Santo.

    Para ver o que outras pessoas comentaram a respeito deste tema, clique aqui.

    E você, o que acha?

  • Thiago Alves inicia produção de novo CD pela Melody Gospel e Sony Music

    Nesta segunda semana de abril o cantor Thiago Alves esteve presente nos estúdios Melody Gospel de Curitiba/PR para dar início às primeiras etapas de produção do seu novo CD. Na reunião com o produtor Adilson K. Rodrigues foram definidas 10 músicas para o repertório deste novo projeto. As letras das canções são assinadas por diversos compositores, entre eles Alex Eduardo, Adriel Veiga, Eduardo Schenatto, Jean e Júnior, João Victor e Diego, Luciano Zanetti e Moisés Cleyton.

    Para o produtor musical Adilson K. Rodrigues, este novo CD será ainda mais impactante do que o primeiro, “Não Negarei Minha Fé”. Segundo ele, as canções são de altíssima qualidade e tem a certeza de que a conexão entre as letras, melodias e a voz de Thiago Alves irá agradar tanto ao mercado, quanto ao público.

     A pré-produção já será concluída nos próximos dias e, posteriormente, os trabalhos de produção seguirão fora do Brasil onde será incluído orquestra e outros detalhes.

    Para Thiago Alves, as expectativas em relação ao lançamento deste CD são as melhores.  O cantor que agora faz parte do cast das gravadoras Melody e Sony Music Gospel já prepara grandes surpresas para o público que acompanha seu ministério:

    Thiago Alves

    “Estou feliz demais! Esse novo álbum está muito especial, tive a necessidade dele e Deus preparou tudo pra que ele viesse, teremos algumas novidades no estilo Pop-Rock, adoração e músicas congregacionais, mas o CD continua com a pegada Pentecostal de sempre. Ele é esperado não só por mim mas por uma equipe tanto Melody, quanto da Sony Music. Família, irmãos e amigos do meu ministério o aguardam com ansiedade. Somente o repertório foi uma fase de difícil escolha! Ouvi muita música. A produção já estava em nosso coração. Deus mostrou como seria, e assim DEUS o fez.”

    O título do novo CD ainda não foi definido, mas o lançamento está previsto para o segundo semestre de 2014. Em breve divulgaremos mais novidades. Aguarde!

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  • Ser Ester – 7 Motivos para você comprar em Brechó

    Hoje vamos falar de um dos assuntos preferidos de grande parte das mulheres: compras!  Em maior ou menor escala, todas nós gostamos de fazer comprinhas de roupas e acessórios, seja por necessidade ou simplesmente para nos fazer um mimo.

    Não sei quanto a vocês, mas eu as vezes me canso da cara das roupas de modinha que entopem as grandes lojas de departamento e redes de fast fashion Brasil afora. Acho tudo muito igual e com certa carinha de “enlatado”, algo tipo “todas tem”. Como tenho um estilo pessoal que tenta combinar peças clássicas e românticas que poderia facilmente ser visto em alguma moçoila dos anos 50, por vezes tenho certa dificuldade em encontrar roupas que realmente se pareçam comigo.

    brechó daniela araujo ser esterE foi assim que conheci o fantástico mundo dos brechós. Aí você diz: “Coisa velha, Tayse? Tchau, vou fechar essa página e nunca mais voltar. E eu te respondo: “ Não necessariamente!”

    Já faz algum tempo que os brechós deixaram de ser considerados antros de coisas velhas, feias e empoeiradas. Hoje, eles são moda entre os mais descolados e alternativos, além daqueles que buscam peças com alta qualidade, ou mesmo de grife, com precinho camarada e grande qualidade.

    Algumas cidades contam com brechós especializados em roupas grifadíssimas do tipo que eu teria que vender um órgão para comprar e outros apenas com peças novas e semi novas diferenciadas e de boas marcas.

    Se até agora não consegui te convencer a sair correndo e entrar no Brechozinho mais próximo, listo 7 motivos que te mostrarão que ele pode ser um belo aliado fashion.

    1 –      Preço

    Como boa mão-de-vaca que sou, não gosto de jogar dinheiro fora, especialmente comprando roupas e afins. No brechó você pode encontrar aquela blusa linda em excelente estado com preço menor do que em uma loja convencional, mas com qualidade/beleza compatível ou mesmo superior.

     2 –      Qualidade das Peças

    Já ouviu aquela máxima de que é melhor investir mais em uma peça que dure por anos do que gastar diversas vezes em outras pouco duráveis? Então, no brechó você tem grandes chances de encontrar a peça altamente durável, mas com o preço da semi descartável.

     3 –      Exclusividade

    Sabe aquela roupa de modinha que você compra, sai na rua e encontra outras 1256183215 meninas usando uma parecida? No brechó esse risco diminui. Não que isso queira indicar que as peças sejam desatualizadas. Pelo contrário! A moda é cíclica e o que está à venda não significa que seja de 80 anos atrás… se bem que a modinha dos anos 1930 era bem bonitinha…

     4 –      Garimpo

    Nem tudo o que está à venda em um brechó é bom, bonito ou mesmo barato, por mais que as curadorias estejam cada vez mais apuradas. A grande graça da compra é o garimpo das peças. Diferentemente do que acontece em uma loja, não tem uma arara de peças iguais com variação de números. No brechó cada peça é única e até mesmo o gostar do que não te serve faz parte da graça e da experiência de compra.

    ó daniela araujo ser ester5 –      Grandes marcas

    Sabe aquela bolsa daquela marca que você só tem dinheiro para comprar falsa “inspirada”? Com um bom garimpo, é possível que você encontre em brechós peças de temporadas passadas de grandes marcas nacionais e internacionais com preços quase inimagináveis. Como essas marcas tem produtos de altíssima qualidade, você pode encontrar aquela peça linda, clássica, em perfeito estado e com preço que não te obriga a penhorar mãe comprometer o salário do ano inteiro.

    6 –      Compras Online

    Sim senhorita! Eles se modernizaram e hoje já é possível comprar em brechós online onde você pode escolher suas peças a qualquer hora e receber no conforto de casa.

    7 –      Quem vende também compra

    Ai você leu os seis motivos acima, saiu correndo e comprou sacolas de peças, está empolgadíssima por constatar que eu tinha razão, e ao chegar em casa elas nem cabem no armário porque ele está cheio de coisas encostadas que você não usa. O que fazer? Volte para o brechó, oras! Muitos compram peças usadas de clientes, desde que satisfaçam os critérios de qualidade estabelecidos. Alguns trabalham até com sistema de troca. Você pode levar aquilo que está em bom estado, mas que você não usa mais, e sair de lá com novas peças ou um dinheirinho na bolsa.

    Por falar nisso, sabe uma famosa que ama peças de brechó? A linda e fashionista Daniela Araujo. A cantora é dona da loja Meu Bazar Preferido, que em breve ganhará uma loja online – o que eu disse no item 6, hein?. Trata-se de um bazar/brechó recheado de peças exclusivas, novas e usadas, que são a cara dela. Algumas, inclusive, são da própria Daniela.

    A propósito, todas as imagens ilustrativas desse post são da loja dela, Rá!

    Se você ainda está resistente em acreditar que podes conseguir coisas lindas em um brechó, vem dar uma olhada em alguns looks que a Dani compôs com peças do Meu Bazar Preferido.

    Dani Loves Brechó

    E então? Te convenci? Se não, saiba que você és povo de dura cerviz (Ex 32.9). É claro que ninguém vai passar a comprar apenas peças de segunda mão, mas é sempre bom encontrar aquele produto lindo, exclusivo e com preço digno. Se você nunca entrou em um brechó, está fazendo o que aqui ainda? Corra! Procure um bom brechó na sua cidade e vá logo conhecer essa ótima modalidade de compra.

     

    Para conhecer mais sobre o Meu Bazar Preferido, acesse:

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  • Entrevista: Leonardo Gonçalves

    Ele é um dos grandes nomes da música cristã nacional. Dono de uma voz privilegiada, de técnica vocal apurada e talento natural para composição, Leonardo Gonçalves é sucesso de público e crítica. Em vias de lançar “Princípio”, seu primeiro DVD, o cantor fala com exclusividade ao PROPAGADOR sobre sua história, inspiração, projetos, família, trabalho, sonhos e fé.

    leonardo gonçalves entrevista

    O PROPAGADOR – Você é de uma família musical. Seu pai foi integrante do Arautos do Rei, o maior grupo vocal do Brasil e seu tio, Williams Costa Júnior, é um grande e reconhecido produtor musical. Você sempre sonhou em trilhar o caminho musical, ou a música foi um sonho mais tardio?

    A música na verdade nunca foi um sonho pra mim. É verdade que desde o ventre da minha mãe fui exposto a música de qualidade e desde muito cedo (com 5 anos de idade) tive aulas de música, mas, especialmente onde cresci, isso fazia parte de uma educação geral; ter aulas de música não era algo “profissionalizante”, mas algo que deveria me ajudar a constituir-me gente, no sentido mais amplo. Estudei Viola da Gamba por 7 anos (dos 7 aos 14), mas sempre fui um instrumentista muito limitado; não tinha e não tenho facilidade pra coisa. Foi quando comecei a cantar que “me descobri” na música. E, dado meu background, comecei até a cantar relativamente tarde, com 15 anos de idade, já no Coral Jovem do IASP e no grupo Tom de Vida.

    Já escrever, sempre foi algo que fez parte da minha vida. Comecei a tentar minhas primeiras narrativas com 7 anos de idade e a partir dos 13 anos não lembro de um tempo em que não escrevi. E foi aos 11 anos de idade que decidi que eu queria estudar Literatura e lecionar. Cheguei a me formar em Letras, mas o chamado para a música e para o ministério acabou sendo mais forte.


    O PROPAGADOR – Musicalmente, quem te inspira? De onde vem suas referências musicais?

    Primeiro acho que temos separar “inspiração” de “referência”. Já me compliquei por confundirem as duas coisas, rs. Vamos mudar “referência” para “influência”, pode ser?

    O que me inspira é o Eterno; e meu relacionamento com Ele; as angústias e as certezas que provém deste relacionamento. Em segundo lugar: Sua criação; e meu relacionamento com Sua criação e Suas criaturas. Viver é algo extremamente inspirador. Mas na medida em que você se conhece e reconhece o plano dEle para você e para a humanidade, isto também é extremamente desconcertante. Mas esta tensão entre o que é e o que deveria ser é uma fonte inesgotável de inspiração.

    Quanto a influências musicais… Antes de citar coisas específicas, quero explicar um conceito que creio explicar não somente como penso, mas também muitas de minhas decisões em relação ao que eu escuto: Eu creio que, da mesma maneira que não existe um ser humano que é 100% bom, também não há, sobre a face da terra, nenhum ser humano que seja 100% ruim. Nós cristãos muitas vezes temos a mania de descartarmos uns aos outros inteiramente por causa de, às vezes, uma só coisa. Queremos muitas vezes encontrar na vida ou na intenção de alguém confirmação ou segurança de que o que esta pessoa faz (artisticamente) é bom ou “do bem”. Só que qualquer vida que for analisada sempre terá suas falhas; e acho muito perigoso começarmos a dividir se esta ou aquela falha é, para nós, aceitável ou não; quais falhas são “menores” e quais “maiores”. Quanto às intenções… Diz o ditado popular que “de boas intenções o inferno está cheio”; e ao mesmo tempo que, às vezes não intencionalmente, fazemos coisas ruins, eu também creio que, às vezes sem nos apercebermos disso, podemos fazer coisas muito boas, verdadeiramente inspiradas.

    Além disso: se há criatividade, se há profundidade, se há beleza, se há elevação de alma, como não atribuir isto ao Eterno? Como alguém poderia fazer estas coisas se não pela capacidade que Ele lhe deu? Entendo que para muitos cristãos estas afirmações sejam extremamente complicadas. Por um lado, há muitas pessoas que não se querem dar ao trabalho de refletir, e há muitos cristãos que sequer buscam um nível de auto-consciência que lhes permita o mínimo de auto-análise. E muitas destas pessoas preferem respostas prontas, fáceis, ou melhor: alguém que lhes diga o que ouvir e como ouvir. E por outro lado há aqueles que temem o que pode acontecer se cada um pensar por si, e a que conclusões cada um chegará baseado em suas próprias reflexões e que não teríamos como administrar ou controlar isto. Já eu creio que Ele dotou a cada um de nós de inteligência e de capacidade de reflexão. E não fazermos uso dela chega a ser um insulto a Quem nos criou.

    Talvez alguns não compreendam o porquê de uma “introdução” tão longa a uma pergunta tão simples. Fato é que, se Wolfgang Amadeus Mozart vivesse hoje, em uma época de instagram e Facebook, talvez a grande maioria dos cristãos o desprezasse enquanto ser humano e descartasse toda sua obra. Não apenas a “secular”, mas também a “sacra”. Até porque seria difícil aceitarem que uma pessoa com hábitos tão desprezíveis fosse capaz de produzir qualquer coisa sublime. Mas a verdade é que o Criador não nos usa por sermos bons, mas o fato de sermos usados por Ele é o que nos torna bons, apesar de não o sermos. E também há, como mencionei anteriormente, o fato que Ele criou a TODOS NÓS (não apenas aos cristãos) à Sua imagem e semelhança. E por mais que o pecado nos deteriore, não há como nada apagar esta centelha do divino que há em cada um de nós. E eu prefiro procurar esta centelha não apenas na arte, mas também nos meus relacionamentos com outros seres humanos.

    Sei que mesmo depois desta longa explicação há quem cite Tiago 3:11: “Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?” Basta ler o texto todo pra entender do que o autor fala: “Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim. Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?” (Tiago 3:8-11) Veja que em nenhum momento ele diz que não é assim; ele diz que todos nós deveríamos fazer de tudo para que não fosse assim, embora esta seja –ainda– nossa realidade. Hoje busco separar ao máximo da minha capacidade o artista de sua obra; e me contento em avaliar e desfrutar da obra, sem ter que avaliar e julgar o artista.

    Vamos, então, às minhas influências musicais. Ouço realmente muita coisa diferente. Tenho mais de 1.000 cds em casa, fora as bibliotecas digitais e/ou virtuais. Tem sempre algumas coisas que estou ouvindo atualmente –e entre estas eu citaria Os Arrais, Noah Gundersen, The Brilliance, Andy Gullahorn, Bon Iver, Josh Garrels, Leeland, etc.– coisas que já passaram pelo “teste do tempo” e que sempre volto a escutar –como Bach, Tschaikovsky, Cindy Morgan, Radiohead, Michael Jackson, Justin Timberlake, Peter Gabriel, Sting, João Alexandre, Coldplay, etc.– e ainda tem as coisas que eu escuto “profissionalmente” (porque de alguma maneira participo da produção destas coisas) que também tem um grande impacto no meu trabalho, como Daniela Araújo (hoje, de longe, minha maior influência), Oficina G3, Felipe Valente, etc.… e tantos outros que eu nem saberia citar.

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    O PROPAGADOR – Você já morou em alguns países mundo afora. Essa experiência internacional influenciou na sua música? Quais as diferenças você enxerga entre a música evangélica produzida aqui e lá fora?

    Bem… na Europa foi onde morei mais tempo e lá quase não há produção de música cristã expressiva, como nos EUA ou no Brasil. Curiosamente entrei em contato, mesmo, com a música cristã dos EUA depois de voltar a morar no brasil, por influência dos meus primos brasileiros que entendiam tudo do mercado de música cristã americana, rs. Eu acho que em muitos sentidos diferentes, ter morado fora por tanto tempo me influenciou e influencia. A começar pelo fato e saber que em outros lugares os hábitos são diferentes –e que isto nada tem de superior ou inferior– me faz rejeitar qualquer conceito de normatização. Outra coisa é que minhas influências vocais quase todas não são brasileiras e que por isso, naturalmente, eu aspirava a um tipo de voz que não era muito comum por aqui, quando eu comecei a cantar.

    Agora a principal diferença que enxergo é do mercado, mesmo. O brasileiro é diferente e por isso a música brasileira é diferente. E por muito tempo, também, o mercado fonográfico de música cristã no brasil era tão pouco rentável que não tinha como se investir muito dinheiro em produção. E isso acabou influenciando tanto o gosto do público como também a produção em si. Tenho dados de 2 DVDs de pagode –que dizem ter como público-alvo as classes C e D à semelhança da maioria dos evangélicos no Brasil– em que foram investidos em torno de 2.500.000,00R$ na produção de cada um deles. A média das “grandes” produções evangélicas é o dízimo disso. Mas o público evangélico parece não se incomodar com isto.


    O PROPAGADOR – Em entrevista concedida há alguns anos, você declarou que descobrir sua ascendência judaica foi o que te levou às pesquisas que acabaram culminando no “Avinu Malkenu”, lançado em 2010. Como foi essa experiência de lançar um trabalho no idioma de Cristo e de seus antepassados? O fato de se descobrir judeu, em algum momento foi fator de impedimento ou preconceito no meio musical?

    Olha… há tanto preconceito no mundo que acho difícil a gente, quando sofre preconceito, saber o porquê, no momento em que sofre, rs… Não lembro de nenhuma situação em que eu tenha ficado com esta impressão, no entanto. Uma pequena correção: os estudiosos crêem que Jesus e seus discípulos falavam Aramaico; mas a língua dos cultos e da Bíblia de sua época era o Hebraico, claro. No cd há uma canção em Aramaico; o resto é em Hebraico, mesmo. A experiência foi incrível. Indizível, na verdade. O tanto que aprendi e continuo aprendendo a respeito do Novo Testamento, quanto mais eu mexo com a cultura judaica, não tem palavras. Não poderia nem citar um exemplo apenas e acho que só este assunto mereceria uma entrevista completa, rs.


    O PROPAGADOR – Há alguns anos você disse em entrevista que estava preparando um disco em inglês totalmente com músicas inéditas. Mais tarde, no “Princípio e Fim”, você gravou “There”. Esse projeto ainda existe? A carreira internacional é o próximo passo?

    Gravar um cd em Inglês é uma coisa; carreira internacional, outra, rs. Tenho muita vontade de gravar um álbum em Inglês, mas não sei se eu teria condições de fazer disso uma carreira. Já não tenho nem mais idade nem condições de fazer o necessário para fazer uma carreira internacional “virar”. Teria de me mudar pra lá, correr risco de perder meu público aqui, por algo que não somente é incerto mas até improvável. Encaro meu possível projeto em Inglês como o fiz com meu cd em Hebraico: como um projeto paralelo que me dará a oportunidade de explorar coisas artisticamente que não posso no meu trabalho principal que é em Português. E continuo sonhando com isso. Mas sem nada concreto.


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    O PROPAGADOR – Você é aclamado como uma dos melhores cantores da música cristã nacional, não apenas por sua alta técnica vocal como também pela qualidade musical de seus discos. Isso pesa na hora de produzir novos projetos? Como você lida com a alta expectativa que o público e a crítica criam em torno de seus trabalhos?

    Nenhum público e/ou mídia poderiam colocar sob meus ombros uma pressão maior do que minha família e amigos –mesmo sem saber disso– colocam. E nem eles conseguem colocar uma pressão maior do que simplesmente esta: que Ele espera o meu melhor; e que qualquer coisa menos do que o meu melhor seria um insulto a Ele. Então não estou “competindo” com ninguém. E nem com meus trabalhos anteriores. Mas estou sempre em busca de dar o meu melhor. Stravinsky sempre respondia à pergunta de qual sua maior obra da seguinte maneira: “A próxima.” Mesmo que não seja verdade, gosto de pensar assim.

    Eu sempre avalio o meu trabalho levando em consideração 4 itens: arte, produção, conteúdo teológico e conteúdo espiritual. E quero fazer o melhor nas 4 áreas, de preferência de maneira equilibrada. Os arranjos, as melodias, as letras, a interpretação, tudo que diz respeito à arte precisa ficar o mais bonito possível; a produção precisa ser a melhor disponível, com mais clareza e menos ruído entre o ouvinte e eu; o conteúdo das letras precisa ser relevante, teologicamente atual e correto (e tenho com quem discutir todas as idéias antes de gravá-las), além de apresentado da forma mais bela possível; e com tudo isso não pode faltar o ingrediente principal: a “unção”. E não é fácil dar 100% em todas estas áreas equilibradamente. E estou longe de conseguir fazê-lo. Mas vou morrer tentando…


    O PROPAGADOR – Você faz uma música que definitivamente não é popular, no entanto, você conseguiu popularidade e reconhecimento do grande público. Isso é surpresa, visto que você não se enquadra no padrão do gospel mais acessível?

    Foi uma grande surpresa pra mim. E continua me surpreendendo aonde o aprouve ao Eterno levar minhas canções e minha voz. Nunca esperei muita coisa, mas realmente é surpreendente, levando tudo em consideração. Mas há pelo menos uma tentativa de explicação: especialmente no começo do meu trabalho, quem me escutava muito eram os músicos; de bandas, de igreja, etc… Aliás, muitos falaram que meu (primeiro cd) não “daria certo” porque eu estava fazendo música para músicos. Não sei se isto é verdade, mas fato é que há músicos em todas as igrejas; e eles são formadores de opinião. E tenho certeza que esta foi uma das maneiras que o Senhor encontrou para tornar meu ministério viável.


    O PROPAGADOR – Você é adventista e os artistas da igreja costumam ter maior reconhecimento junto aos membros da própria IASD. Você, no entanto, especialmente a partir do enorme sucesso de “Getsemani” expandiu essas fronteiras, passando a ter sua música tocada em todas as igrejas. Ministerialmente, o que isso significa pra você?

    Em primeiro lugar isto significa que canto em eventos muito diferentes, de tamanhos e estruturas muito diferentes e em praticamente todas as denominações. E gosto disso e acho que me adapto bem a isso. Mas isso também significa que eu não preciso me preocupar em agradar apenas um grupo de pessoas, me dá uma independência incrível nas decisões que, por causa disso, sou capaz de tomar, ministerialmente.


    O PROPAGADOR – Há algum tempo, você participou de um show do cantor Ed Motta. Como foi isso? E as reações do seu público a essa parceria? Você acha que o público cristão está pronto a digerir esse tipo de intersecção entre o gospel e o secular?

    Foi ótimo. Foi demais! E o fiz baseado no que eu escrevi naquela resposta às influências e referências musicais. Com certeza o Ed foi a primeira pessoa que eu vi cantar no estilo que eu queria cantar em língua Portuguesa. E passei incontáveis horas analisando e imitando seu jeito único de adaptar a sonoridade do soul a esta nossa língua. Pra mim a parte mais legal não foi nem cantar com ele e, sim, conhecê-lo pessoalmente e poder trocar figurinhas com ele. Quanto à reação do público… De maneira geral os músicos gostaram muito. Tanto do reconhecimento do Ed quanto do que rolou musicalmente, mesmo. Mas sem sombra de dúvidas o público cristão NÃO está pronto para digerir este tipo de coisa. Literalmente graças a D-S eu não dependo de nenhum público específico. E não preciso agradar a nenhum público especificamente. E por isso posso fazer o que Ele colocar no meu coração sem ter que medir tanto as conseqüências. ABSOLUTAMENTE não me arrependo. E com certeza faria tudo igualzinho.


    O PROPAGADOR – Sobre o DVD “Principio” que está prestes a ser lançado, quais são as novidades que o público pode esperar? Como foi a experiência gravar um DVD pela primeira vez? Quais foram os principais desafios?

    O principal desafio foi participar de uma produção desta magnitude. E senti demais a pressão disso, no dia, na hora do “vamu ver”. E é um peso financeiro, mesmo. Pelo menos na minha cabeça funciona assim. Num cd em estúdio, eu posso insistir e refazer quantas vezes eu quiser, até ficar do jeito que eu acho que pode e deve ficar. E com a ajuda da Dra. Blacy Gulfier eu fico seguro de que vou conseguir chegar no resultado que eu quero.

    Já no ao vivo… com todo o investimento feito, se eu ficar doente, já era! E fiquei tão louco com isso que uma semana antes, eu realmente fiquei doente. Com febre e tudo. Claro que eu poderia refazer, depois, minha voz, mas tomei a decisão consciente de me expôr, de ser vulnerável e até mesmo quebrar este “mito” que vocês mencionaram antes de “um dos melhores cantores da música cristã nacional”. Sei que haverá comentários especialmente em uma ou outra música, mas já estou mais bem resolvido com isso e oro para que não seja um ruído para a transmissão da mensagem; e hoje até creio que isso pode ajudar na transmissão desta mensagem.

    Um exemplo: bem no meio da programação teve uma música em que fiquei emocionado; chorei, mesmo, durante a música do começo ao fim, praticamente. Até entendo que isso possa ficar legal, no DVD, porque foi algo muito do momento e um momento realmente muito especial pra mim. O problema é que depois que você chora, a voz muda. E sempre pra pior. Quem trabalha com voz sabe disso. E minha voz CLARAMENTE esteve pior depois desta música. Justamente nas músicas pelas quais o público mais espera que são “getsêmani”, “Ele vive” e “novo”. Eu só espero que a força da mensagem não diminua por causa disso. Porque usamos 90% do que foi gravado no segundo dia de gravação do DVD (que foi 3a feira, dia 11.06.2013).


    O PROPAGADOR – Seus discos sempre tiveram a presença marcante de uma orquestra. “Principio e Fim”, inclusive, teve toda a orquestração gravada em Praga. No DVD “Princípio”, no entanto, você optou por uma banda de base e apenas a canção “Getsemani” teve um grande back vocal. Qual o motivo por optar por essa abordagem aparentemente mais simplista de sua música?

    Se eu colocasse orquestra eu ia ter que fazer overdub. Gravação ao vivo de orquestra nunca funciona. Tem que gravar antes ou depois. Ou investir 2.000.000,00R$. Gravar um cd com banda, do ponto de vista técnico, é mais simples e mais viável. E eu teria como garantir que realmente fosse tudo ao vivo. Além disso, uma das coisas que mais inspiram a criatividade é limitação e vulnerabilidade. Conscientemente escolhi me limitar e, desta maneira, me forçar ainda mais a escolher os músicos certos, a elaborarmos os arranjos certos, os timbres certos, etc.… Enfim… Com apenas 4 músicos em cima do palco, todo mundo se sente nu. Ninguém pode se encostar em ninguém em nenhum momento. Tem que dar 100% o tempo todo. E na mix dá pra escutar exatamente o que cada um tocou o tempo inteiro. Cada um em seu lugar. Se você escolhe os músicos certos, esse tipo de pressão revela o melhor de cada um… E creio que conseguimos captar isso. Mas, de fato, pela falta de orquestra neste DVD algumas canções tiveram de ser deixadas de fora…


    O PROPAGADOR – Sua esposa, a Daniela Araujo, está participando do DVD em dois momentos. Como é essa parceria musical entre vocês?

    Nossa… Tá aí outro assunto que dá uma entrevista inteira. Nós 2 somos movidos por Amor a duas coisas: a D-S e à arte que reflete esse D-S. Nada nos fascina mais, nada nos empolga mais. Nada nos emociona mais. Mas nossas semelhanças terminam por aí, rs… Somos pessoas fundamentalmente diferentes na nossa aproximação a estas coisas. E, de alguma maneira, o Eterno nos dá a capacidade de usarmos isto em nosso favor e para Sua glória.

    Ela é extremamente competente em áreas em que tenho dificuldade e vice-versa. Infelizmente nem sempre podemos aproveitar o melhor um do outro, porque o meu trabalho me consome muito e o trabalho dela também consome muito a ela. Mas das 3 músicas inéditas deste DVD duas são dela, além da música de trabalho “sublime” (que eu já havia gravado no cd “princípio e fim”, mas que nunca havíamos trabalhado)… Mas se ela não estivesse tão envolvida com seu cd “Criador do mundo” tenho certeza que ela teria ajudado ainda mais nos arranjos; ela é uma arranjadora incrível.


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    O PROPAGADOR – Você faz planos para sua carreira? Se pudesse escolher, como gostaria de ver seu ministério daqui a dez anos?

    Puxa… Pergunta muito difícil. Sinceramente? Daqui a 10 anos eu gostaria de ser professor, dar aula e cuidar dos meus filhos (que espero que até lá eu já tenha). É um grande privilégio poder tocar e alcançar a vida de tantas pessoas através da minha voz e música; mas o impacto que um professor de língua materna tem sobre a vida de seus alunos também é inestimável e, sinceramente, me atrai muito mais do que “os palcos da vida”. E também é um ministério.

    Mas vou continuar cantando e gravando cds enquanto aprouver a Ele… E é fácil constatar que é esta a vontade dEle pra mim, porque, muito embora eu seja um PÉSSIMO administrador da minha carreira, minha música e arte continua sendo viável. E enquanto ela o for, creio que é da vontade dEle. E se este é um método ruim de determinar qual a vontade dEle, tenho certeza que Ele me mostrará, rs.

    Mas morro de medo de amar mais meu ministério ou a vida que levo do que o próprio Senhor. E quero fechar com uma paráfrase de Os Arrais: “me dê os bens que de imediato eu possa abandonar”; e eu digo: “não me dê nada, Senhor, sem o qual eu não possa viver; nem ministério, nem carreira, nem voz, nem nada!” E digo isso com a certeza de que, se eu perdesse minha voz num acidente e nunca mais pudesse cantar, eu encontraria uma outra maneira de servir ao Senhor, ajudando no estabelecimento de Seu Reino; e por mais triste que isto fosse para mim (perder a voz), Ele me bastaria, e saber que sou dEle.

  • Filme Deus não está morto é sucesso de bilheteria nos Estados Unidos

    No Brasil, Deus não está morto (God’s Not Dead) chega através da Graça Filmes e deve estrear nos cinemas no segundo semestre de 2014.

    Apenas algumas semanas depois do sucesso do longa Son of God (Filho de Deus), que estreou com um impressionantes 26 milhões de dólares de bilheteria nos Estados Unidos, outro lançamento cristão está definido para impressionar os espectadores em todo o país.  God’s Not Dead ganhou uma estimativa de 2,8 milhões dólares em do seu primeiro dia de exibição, superando a média total de outros filmes cristãos recentes, como The Grace Card The Christmas Candle.

    O filme passou a arrecadar 8,6 milhões de dólares nos fim de semana, um total que supera até mesmo o notório À prova de fogo (Fireproof). Estreando com um lançamento limitado de menos de 800 telas, isso coloca o filme em uma excelente média de mais de US $ 14.000 por localização, superior a Corajosos (Courageous) e mesmo Filho de Deus (Son of God), o dobro do grande lançamento do novo filme dos Muppets.

    Produzido por Pure Flix Entertainment e Red Entertainment, God’s Not Dead conta a história de um estudante universitário que se propõe a provar a existência de Deus ao seu professor universitário ateu. O filme é estrelado Shane Harper, David A.R. White, Dean Cain, e Kevin Sorbo,  bem como Willie Robertson do hit A&E series, Duck Dynasty.

    O filme também apresenta uma aparição da banda de rock cristão no topo das paradas, os Newsboys, cuja canção “God’s Not Dead” escrita por Daniel Bashta inspirou o título do filme. O sucesso do filme que alcançou a 4ª posição entre todos os filmes lançados no mesmo período impulsionou as vendas do projeto de 2011 da Newsboys “God’s Not Dead” chegando à 5ª posição entre os álbuns cristãos no iTunes. Da mesma forma o single “God’s Not Dead” título do álbum foi a música cristã mais baixada na plataforma desde a estreia do filme.

    Marke Borde, co-presidente da Pure Flix Entertainment afirma: “Embora este enorme sucesso possa ser surpresa para a indústria, não é muito para nós. As pesquisas, os legítimos 1 milhão de fãs no Facebook, as tendências altíssimas no Twitter e no Fandango (site americano especializado em cinema) entre muitas outras plataformas, e a enorme reação positiva em centenas de sessões ao longo dos vários meses passados, deu-nos esperança para uma abertura significativa”.

    Depois de dois sucessos de audiência de filmes com base na fé, no mês passado, temas bíblicos continuarão a manter uma presença nas bilheterias nos fins de semana como o épico Russell Crowe com o longa controverso, Noah (Noé), que chegou aos cinemas neste fim de semana e a previsão é que alcance o primeiro lugar.

    Heaven Is for Real (O Céu é real) adaptado do best-seller “Life after death” (Vida após a morte), chegará aos cinemas em abril e Ragamuffin (Maltrapilho) chega aos cinemas em maio, contando a história do artista CCM Rich Mullins. A elite de Hollywood volta-se para a história de Moisés com “Exodus” (Êxodo), atualmente em produção, dirigido por Ridley Scott e estrelado por Christian Bale (Moisés), Joel Edgerton (Faraó), Aaron Paul (Josué), Ben Kingsley e Sigourney Weaver. “Exodus” está previsto para estrear nos Estados Unidos em dezembro de 2014.

    Confira o trailer do filme God’s Not Dead:

    Confira a canção God’s Not Dead da banda Newsboys:

    Fonte: New Release Tuesday

  • “Confiarei” – Novo clipe de Alan Alves

    O pernambucano Alan Alves, após lançar seu primeiro disco “Vem com Teu Reino” , apresenta ao público sua nova música. “Confiarei” não faz parte do repertório do disco, mas estará disponível para download no site do cantor, a partir do mês de abril. A produção musical da faixa ficou a cargo de Assuero David, que também integra a banda de base ao lado de Joás Levy, Jefferson Soares e Jefinho Baterra.
    Confira!

     

    [youtube http://www.youtube.com/watch?v=8MW3buy4NiA?feature=player_detailpage]

     

    Para conhecer mais sobre o trabalho de Alan Alves:

    Site Oficial

    Facebook

    Twitter

    Instagram

    Contato: (21)99303-4054 / 981730536 ( Roberto Azevedo)

     

    Ficha Técnica:

    Direção: Ronny Dionizio
    Roteiro: Ronny Dionizio
    Produção: Joel Duarte e Marconi
    Maquiagem Artística: Dayanna Kyrley

    Banda: Assuero David, Joás Levy, Jefferson Soares, Jefinho Batera