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  • Análise: CD Confia – Ministério Unção de Deus

    Análise: CD Confia – Ministério Unção de Deus

    O Ministério Unção de Deus, em seus dez anos de carreira ainda é uma incógnita. Apesar de boas canções, a impressão ao ouvir Confia é que o grupo ainda não se firmou musicalmente. Cada álbum possui uma mudança drástica, seja positiva ou negativa.

    De início, é bom embasar o que está sendo afirmado. Ronald Fonseca, desde o início mostrou-se como o mentor do grupo, e Para Chamar Tua Atenção é, de longe o melhor álbum do ministério. As canções deste projeto são quase clássicos do canto congregacional da última década, e praticamente todo o repertório foi escrito por Ronald.

    Após isso, em Separados, os integrantes do grupo passaram a intervir mais na composição, querendo algo mais pop. Apesar de ser ainda um bom projeto, não teve o mesmo impacto do anterior. A aprofundação desta tentativa pop para um grupo congregacional mostrou sua falha grave em Estou Pronto, um disco praticamente dispensável. Para a alegria do ouvinte, Confia é, claramente e obrigatoriamente bem melhor que o anterior.

    Ronald Fonseca reafirma-se como produtor musical. Apesar de praticamente não ser lembrado dentre os grandes produtores do gospel nacional, é muito raro o músico derrapar. Também assinando os arranjos, as melodias lembram bastante a pegada do álbum Entre a Fé e a Razão, do Trazendo a Arca. Isso é justificável pelo fato de alguns músicos terem trabalhados em ambos os projetos (Fonseca, Isaac Ramos, Quiel Nascimento e outros). Neste CD, a proposta pop rock, na qual o grupo insiste se fundiu com a congregacional de forma relativamente agradável.

    O grande lado negativo do disco se deve à interpretação do vocalista Rafael Novarine, que trocou sua voz suave por um desempenho áspero que certamente coça sua garganta. Em canções mais agitadas e pesadas, como a de abertura, é aceitável, mas na faixa-título, por exemplo, o Novarine de anos atrás soaria mais adequado. Para o ouvinte desatento, em algumas faixas até parece que o grupo mudou de vocalista.

    Novarine, assim como no último álbum escreveu grande parte das letras que, vale salientar, estão muito mais bem articuladas que a parte lírica do anterior Estou Pronto. Nota-se que o conceito deste projeto foi melhor explorado e trabalhado. Claro, o apelo comercial ainda é forte, mas é coerente com o som que o conjunto vem fazendo. Hosana Canabarro e Leo Novarine também trabalham secundariamente em algumas composições. David Cerqueira, da Agência Excellence produz uma capa de excelente gosto, conceitual, direta e sem maiores exageros.

    Em suma, Confia é um disco agradável, sem péssimos momentos, todavia também sem grandes momentos, concentrado em sua zona de conforto. Se você procura o Unção de Deus mais pop, o disco soa perfeito para a sua procura e certamente agradará os que acompanham seus últimos trabalhos.

  • Conectados no Amor – A grande obra

    Enfeitamos aquela coroa. Colorimos o seu corpo com marcas, riscos vermelhos. Toda a nossa arte sem criatividade, sem cores, apenas uma confusão de ideias, objetos, uma arte mais que abstrata, a manifestação do vazio, a tinta sem cor, como um ácido sendo despojado sobre os ombros do grande pintor.

    A cada palavra mal proferida, cada ação desprovida de amor, como um pincel pintando uma folha branca, um chicote cortando a pele do crucificado. Nós, artistas destinados a eterna agonia de não saber o que criar, através de uma obra mais que perfeita, somos ligados a grande origem de toda nossa inteligência e o motivo de nossas composições. Temos através da pintura que fez os céus se fecharem, uma razão para compor, porque dEle e por Ele são feitas todas as coisas.

    A arte não mora nos objetos, na tinta, no quadro, mas na criatividade, a qual os artistas perderam, bloqueados pelo próprios olhos. E sem um porém, se vêem nas esquinas, nas calçadas da fama, vendendo sua arte forçada, descontentes com a própria produção. A criatividade, a profundidade permanece oculta nos olhos de quem acha que do mundo visível sairá algo novo, mas perdido no engano que dura desde o princípio da arte sem arte, não percebe que apenas está transformando apenas mais um pouco de tinta em busca de mais um pouco de dinheiro.Mas desde o início, o Grande Criador já planejava uma maior pintura para nos trazer ao lugar de origem. Para o lugar onde somos felizes porque sabemos quem está nos dando razões de criar, onde o improviso mais belo acontece a cada dia, para onde a espiritualidade reina.

    E toda aquela pintura negra que se fez no alto do monte, quando o céu se abalou, que a escuridão parecia tomar conta de toda a terra, era apenas o princípio da criatividade sem limites. Pois depois de três dias, o não mais único criativo pintor ressuscitava, e com Ele, uma geração de artistas começava.

    Pois na verdade, somos uma pintura sendo transformada em pintores.

  • Rocklogia – Livre Arbítrio

    Enquanto praticamente todas as bandas de rock cristão até aquele momento serem oriundas do eixo SP-Rio, a situação mudaria na década seguinte. E o primeiro grupo de relevância que mudaria este paradigma era o Livre Arbítrio. Da capital federal, Brasília a banda surgiria desde 1989 para se juntar aos representantes do novo movimento gospel.

    Inicialmente, o grupo chamava-se Salvo Conduto. A mudança de nome veio no fim da década. Nos anos 90, o grupo produziu seu primeiro álbum, intitulado Corsário do Rei. O título obteve alta repercussão pela distribuição da gravadora Gospel Records, e a canção “Corsário” se tornou o grande hit da banda.

    Nos anos seguintes, o grupo lançou mais álbuns, como Liberdade de Expressão, Acústico e Volta, este último em meados de 2005. Durante alguns anos permaneceu em hiato.

  • Ser Ester – O estilo de Ana Paula Valadão

    Se tem uma artista gospel da qual eu realmente gosto do estilo, essa pessoa é Ana Paula Valadão. E se tem uma palavra que define o estilo da cantora e Pastora mineira, essa palavra é Feminilidade.

    Dona de um visual com forte influência do estilo lady like, Ana Paula rodou, rodou e rodou até, finalmente, acertar de vez a mão na aparência.

    Até pouco tempo atrás, Ana tinha um estilo bastante indefinido e que a valorizava pouco visualmente. As combinações de vestido+legging+bolero, ou bata ampla+jeans, ou terninho desajustado eram comuns nas produções da cantora. Mas tudo mudou e o fato é que hoje, aos 38 anos, Ana Paula está em seu melhor momento, no que diz respeito à beleza.

    Florais, rendas, tons pasteis, aplicações e muitos vestidos são as principais características do estilo da cantora.

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    T-Shirt Chic

    Quem disse que camiseta é roupa para ficar desarrumada? Com o grande número de congressos que a líder do Diante do Trono participa, Ana Paula nos deu uma bela ideia de refinar a utilização de camisetas. A principal estratégia da cantora apostar na sobreposição, combinando a T-shirt com um paletó ou cardigan. Para dar um up, nada melhor do que se jogar no brilho. Outra ótima jogada que a cantora usa para glamurizar a camiseta é a dupla sobreposição onde, além do paletó, ela coloca uma blusa mais comprida com brilho ou renda, para aparecer abaixo da barra da T-shirt. Essa técnica virou moda entre as admiradoras da cantora.

    Montagem 1

    Saia Longa

    Um item que é presença frequente nos looks de Ana Paula é a saia longa. Baixinha, Ana aposta no modelo combinado com salto alto e cintura marcada, o que dá a impressão de alongamento do corpo. Da parceria de longa data com a grife mineira Patrícia Motta, a cantora trás saias de couro trabalhado, material carro chefe da marca. Quando a saia tem um visual mais pesado, Ana aposta em blusas de tecidos leves e fluidos, fazendo sempre um contraste de texturas dos tecidos.

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    Vestidos Longos

    Um passeio ao mundo floral, esta é a definição dos vestidos preferidos de Ana Paula. A cantora sempre usou estampas florais, mas agora elas estão mais românticas, sofisticadas e nada hipongas. Sempre com cintura marcada, esses vestidos são a grande prova da evolução e refinamento do antigo estilo de Ana Paula. Olhando esse primeiro vestido maravilhoso, com estampa flores, corações e versos, mal dá para lembrar da Ana com vestidinho curto rodado, legging e bolero. Uma evolução e tanto, dentro do próprio estilo da cantora.

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    Rendas Mania

    Se as palavras de ordem no estilo de Ana Paula Valadão são feminilidade e romantismo, nada personifica melhor essa definição do que a renda. Seja em detalhas, em peças inteiras, sintéticas ou artesanais, Ana usa e abusa do material, o que lhe confere um visual etéreo. Delicadeza define.

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    Couro Romântico

    Fora do circuito de eventos femininos, Ana Paula por vezes aposta em um visual um pouco mais pesado, com muito preto, couro e brilho. Mesmo quando faz isso, a cantora ainda se mantém absolutamente dentro de seus estilo, e transforma o que seria fundamentalmente rocker em um visual romântico e feminino, mas com atitude mais forte. Para suavizar o visual, a cantora opta por peças delicadas, como a blusa com gola de boneca ou os detalhem em renda com paetês. Um charme!

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    E então, meninas? Vocês também curtem o estilo da Ana Paula?

  • Análise: CD New Way To Be Human – Switchfoot

    Análise: CD New Way To Be Human – Switchfoot

    New Way to Be Human, a segunda obra de Switchfoot é sem dúvida um progresso em forma de arranjos. Com um álbum anterior orientado pelo post grunge e com pequenas influências do post punk, o novo conjunto de faixas apresentou canções mais trabalhadas e marcantes, sem grandes mudanças no estilo musical. As composições, em sua maior parte foram creditadas a Jon Foreman e a execução das faixas feitas pelo power trio formado pelos irmãos Jon Foreman (vocal e guitarra) e Tim Foreman (baixo e backing vocal), e com Chad Butler na percussão, contando ainda com outros convidados especiais para execução de algumas faixas. O projeto foi gravado e distribuído pela gravadora Re:think Records e produzido por Charles Peacock.

    A primeira canção e single da obra, “New Way to Be Human“, faixa-título, introduz bem o CD. Começando com um violão, alguns toques de guitarra, baixo, teclado e uma bateria acompanhando no fundo, já diz bem o que será o segundo álbum da banda, uma mistura de melodias acústicas, lentas, velozes e alternativas. Sua letra se sobressai como o ponto forte da banda, falando de um eu lírico procurando um jeito de viver. A música apresenta essa forma de ser, o “New Way to Be Human”. A canção recebeu um videoclipe e entre as faixas do álbum, listaria como a terceira melhor obra deste.

    Incomplete”, com seu riff de introdução, e um estilo meio rock alternativo misturado ao post punk do U2 é a segunda melodia do CD de maior qualidade. A canção, falando de um ser incompleto procurando alguém para completá-lo, desempenha bem seu papel e, seguindo a faixa anterior, mostra o melhor do álbum.

    A terceira melodia, “Sooner or Later(Soren’s Song)” demonstra a habilidade conceitual de Jon Foreman ao citar filósofos nas suas composições. A música, calma e com dedilhados simples de guitarra, tendo direito as sons de violinos e outros, até ganhar um peso no meio da sua duração faz referência às ideias do filósofo cristão Søren Kierkegaard de que há uma realidade conflitante no mundo a qual os homens terão que lidar algum dia. Cita também a ideia do filósofo Jean Paul Sartre de que os homens estão condenados a serem livres. A beleza da composição é notada em uma desenvoltura de trabalhar bem com palavras instigando ao ouvinte a pensar e entender a mensagem da letra. O arranjo em si, é simples, sem algo notável e cumpre o papel de uma canção comum.

    Company Car”, a quinta faixa, é uma das composições mais conhecidas do projeto, bela como os primeiros arranjos. Destaca-se os instrumentos de sopro encontrados na melodia e a construção da letra, detalhando a vida de um cara que tem um alto cargo e o carro da empresa, mas continua sendo um nada e um ser vazio. Ótima letra, ótima mensagem.

    A sexta composição do CD, “Let That Be Enough”, é uma faixa acústica de voz, violão e teclado. Uma canção de arranjo sem excentricidades, mas com uma bonita letra sobre solidão e a vontade de se repousar em Deus. “Something More (Augustine’s Confession)” é uma das melhores composições do álbum. Citando “Confissões”, um livro de um dos pais do cristianismo, Santo Agostinho, tem um arranjo introduzido por riffs de guitarra pegajosos e um refrão com um backing vocal notável. Uma canção com fortes características do post punk, principalmente no refrão.

    A sétima canção, “Only Hope”, é sem dúvidas a melhor e mais esplêndida composição do álbum. Uma das canções mais conhecidas do grupo musical, uma melodia semiacústica, com graciosos toques de violino, um belo dedilhado de violão, acompanhada por sons de teclados e em algumas partes por guitarra aliado a uma letra de amor a Deus (a canção é usualmente entendida como uma música romântica), constroem uma bela obra da banda. A composição é um dos maiores sucessos da banda, principalmente pelo cover feito por Mandy Moore no filme “Um Amor para Recordar”.

     “Amy’s Song”, sem grandes detalhes apresenta toques suaves de violão. Fala da garota Amy, uma simbologia a uma pessoa que vive sua vida centrada em Cristo, e que está viva em um mundo morto, em uma bela construção de versos, característica notável da banda quando querem escrever algo.

    A penúltima faixa, “I Turn Everything Over”, é uma boa canção. Arranjo com base definida no rock alternativo, no fundo, uma pequena influência do post punk e expressa a fraqueza e a decadência humana em comparação com a grandeza de Deus, nossa única esperança.

    A última composição do álbum, “Under the Floor” é uma música simples com uma letra de devoção ao Deus e de reconhecimento de sua Glória. Apesar de sua simplicidade, após o final da canção há um encantador conjunto de vozes mais instrumentos finalizando a melodia e o álbum.

    New Way to Be Human representa um bom avanço na carreira da banda, em comparação ao último álbum, notado em suas composições e na criação de canções mais impactantes. Jon Foreman nesse CD mostra novamente seu dom de compor letras sem pieguices e clichês, com versos poéticos e complexos que retratam e buscam a vida de Deus sem falar diretamente de Deus, em virtude da fraqueza e superficialidade humana. Canções como “Only Hope”, “Incomplete”, “New Way to Be Human” e “Something More (Augustine’s Confession)” poderiam ter sido facilmente transformadas em singles da banda.

  • Conectados no Amor – Sobre a profecia de Ana Paula Valadão

    Durante a época das eleições deste ano, boatos se espalharam na internet sobre uma possível “profetada” da Ana Paula Valadão sobre a candidatura da Marina. Nas palavras da profecia:

    “Envie teu povo para toda parte desta sociedade e nós ousadamente declaramos que iremos sim para aquela área mais temida das trevas para que a nossa invasão venha mudar a história. Nós estamos indo Satanás para a política brasileira e as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja do Senhor. Sai, vai pra fora Igreja, vai para os lugares mais escuros enviar a tua luz, é chegada a tua hora, é chegada a hora da igreja.”

    Muitos afirmam que essa profecia se dirigia a possível vitória de Marina Silva. Nesse cenário, surgiram críticos, a maior parte da linha reformada, postando críticas contra Ana Paula, enquanto os defensores da Ana afirmam que a profecia se dirigia a área política, não a um candidato em si.

    Ana Paula já é bastante conhecida por transmitir profecias de grande impacto no Brasil, e é bastante criticada por isso. No último contexto eleitoral, essa profecia da invasão da igreja na política brasileira ganhou ainda mais repercussão.

    Analisando as frases da cantora e pastora, não há realmente uma clara referência à candidata pessebista. As frases proferidas por Ana são muito vagas para se dirigir a um candidato em si. Mas de acordo com os críticos de plantão, a profecia é claramente dirigida à Marina Silva pelos seguintes fatos:

    • Ana Paula era abertamente adepta da Marina. Há um vídeo dela orando pela concorrente do PSB na Conferência Livres;
    • Após o prenúncio da Ana Paula, o vídeo foi usado na campanha eleitoral de Marina;
    • Outras profecias haviam sido preditas em apoio à candidata Marina. Valnice Milhomens na eleição de 2010 profetizou a vitória da candidata, o pastor André Salles profetizou também nas eleições atuais a vitória de Marina em uma entrevista a revista Época. André Valadão afirmou em seu Facebook que Marina é resposta de oração, não objetivando sua vitória certa, mas que ela será a melhor opção para o Brasil nas eleições;

    Para esclarecer tudo, Ana Paula publicou um vídeo de sua oração com um texto por nome de “De baixo pra cima e de cima pra baixo” para se defender das acusações sobre a possível “profetada”. Em suas palavras, “Faço questão de divulgá-lo ainda mais, pois nele oro e declaro o avanço da Igreja em todas as esferas da sociedade, e também na política. Mas quem o assiste vê que NÃO PROFETIZEI QUE MARINA GANHARIA.”, ela afirma que a profecia não se dirigia à Marina, mas sim a invasão da igreja na esfera política.

    Sendo assim, independentemente da validade das críticas, a culpa ou a inocência de Ana Paula Valadão, temos que ter cuidado com a veracidade do que compartilhamos, e principalmente realizarmos a análise de todas as profecias humanas como diz em I Tes. 5:20-21. Caso contrário, boatos, críticas e confusões acerca destes assuntos se tornam situações bastante prejudiciais para nós, como cristãos.

    Referências

    Profecia da Ana Paula Valadão: https://www.youtube.com/watch?v=9pvPK94WrQE

    Apoio do André Valadão: https://www.facebook.com/andrevaladaoofficial/photos/a.224382524291926.56118.113686508694862/783265441736962/

    Oração da Ana Paula pela candidata Marina na Conferência Livres: https://www.youtube.com/watch?v=3i-z-Dn0s80

    Profecia de Valnice Milhomens em 2010: https://www.youtube.com/watch?v=hSrqM0-ft54

    Explicação da Ana Paula sobre a profecia: https://www.youtube.com/watch?v=NMVLQ7Kkj5I&feature=youtu.be

    Entrevista de André Salles à revista Época: http://epoca.globo.com/tempo/eleicoes/noticia/2014/09/deus-me-revelou-que-marina-sera-proxima-presidente-afirma-o-bpastor-que-converteub-candidata.html

  • Rocklogia – Os primeiros anos do Resgate

    Dentro do grupo das 5 bandas que mais influenciaram o rock cristão nacional nos anos 90 (Katsbarnea, Oficina G3, Resgate, Fruto Sagrado e Catedral) o Resgate é a mais nova. Fundada em 1989 numa igreja batista, os membros não eram grandes músicos, mas dividiam o apreço por rock. Zé Bruno, por exemplo era muito fã de Iron Maiden, e queria fazer parte de uma banda de metal. Era amigo de outro guitarrista chamado Hamilton Gomes, mas se sentia incapaz de tocar metal. Junto ao baixista Marcelo e seu irmão Jorge Bruno, surgiu o Resgate. Para piorar a situação, a igreja na qual eram membros era contra o rock.

    Foi nesta época que ouviram falar da Renascer em Cristo. O Katsbarnea tinha lançado um demo em 1988, e em 1990 gravavam o segundo álbum. Naquele local, sentiam-se livres para evangelizar através do rock. Antes de ingressarem na Renascer, tinham lançado de forma independente o LP Jesus, Vida e Rock’n roll, lançado num show ao vivo do Rebanhão, no qual fizeram a abertura. A tensão era muito grande. O grupo ensaiou durante três meses as poucas músicas que tocariam, mas era tudo ou nada. Para a sorte deles, deu certo. Jesus, Vida e Rock’n roll foi relançado pela Gospel Records, e também algumas músicas no Novos Rumos. Os hits do álbum foram as músicas “Rock da Vovó” e “Ele Vem”. “Paralelo” tem uma ótima letra.

    Novos Rumos incluiu mais canções que logo estariam dentre os maiores hits do grupo, como “Daniel” e “Todo Som”. “Florzinha” dá indício que é do humor que o grupo vive também, mas temas sérios são abordados em “Novos Rumos” e “Consciência”, como o individualismo humano. O Resgate não era o suprassumo da competência musical, mas era um grupo promissor. Os anos provaram isso.

  • Um Brinde – A incontrolável necessidade de postar no Facebook

    Um Brinde – A incontrolável necessidade de postar no Facebook

    Talvez você seja do tipo de pessoa que prefere mil vezes ficar sem comer mas não abre mão de postar nem que seja um “Oi” no Facebook. O post de hoje serve para você, ou, no mínimo foi feito pensado em você.

    A tecnologia de fato nos proporciona uma infinita facilidade e ferramentas muito boas de divulgação. Mas como tudo demais é vaidade e faz [muito] mal, o uso excessivo das redes sociais também nos afeta. Diariamente percebo várias pessoas postando desesperadamente coisas sem sentido ou frase clichês, simplesmente para se promover e ganhar a tão singela “fama” que a internet oferece. Infelizmente isto ocorre também com um boa parte de cristãos desocupados. Lembro que há não muito tempo, uma moça me disse que estava orando com outro cara de uma outra cidade para namorarem. Confesso que aquilo me causou um enorme incômodo e questionei a mim mesmo: “O que a minha geração está fazendo?“. E não é essa a pergunta que o Facebook te faz? E no quê você está pensando? Criticar, se expor sexualmente, expor ideias, mostrar sua arte são principais coisas que os usuários da rede social costumam fazer atualmente. E, com o período eleitoral, os debates de um contra o outro em prol de sabe Deus quem, tem aumentado constantemente as ondas infindáveis de postagens no Facebook. Mas eis uma pergunta que fiz pra mim mesmo e respondi com um lírico “NÃO!” e quero fazer á você: “É NECESSÁRIO POSTAR TODOS OS DIAS NO FACEBOOK SÓ PARA DIZER QUE ESTÁ ALI?”

    Tenho me policiado em relação ao tempo que passo nas redes sociais pois, percebo que isto toma todo o tempo que deveria ser destinado á pregação do evangelho, leitura da bíblia ou oração diária. Para os não-crentes, o tempo-livre pode ser destinado a leitura, passeio e/ou uma atividade esportiva. Fico drástico e não consigo entender quando vejo algumas publicações apenas com “Oi”, “Boa Tarde” e “Me curte que eu te curto”. Incrível como não saudamos um estranho na rua com um “Oi”, e nas redes sociais damos “Oi” ao mundo. Não costumamos desejar boa tarde nem para os nossos pais, mas não conseguimos passar uma tarde sem deixar nossas felicitações no Facebook. O que a nossa geração “móvel” ganha com tudo isso? Entenda que a cada postagem no Facebook, todos os seus dados ficam armazenados em um registro na empresa Facebook nos Estados Unidos. Desde o seu nome até a sua mais restrita personalidade, milhares de outras pessoas sabem e são capazes de te identificar sem muito esforços.

    Não quero ser radical, mas me sinto na necessidade de alertar ou melhor, transmitir esta mensagem para a juventude atual rever seus conceitos. E aqui deixo 3 dicas básicas para desviciar o hábito incontrolável de postar no facebook.

    1. DESINSTALE O APLICATIVO DO SEU CELULAR: Se você costuma visualizar seu perfil pelo celular, sugiro que desinstale e der um tempo a si mesmo para abandonar o vício. Certo, que existem pessoas que precisam severamente usar a rede social, porém aconselho que procure entrar por outro aparelho, que não seja o seu. Isto vai ajudar a controlar o seu tempo online.
    2. OCUPE SEU TEMPO COM OUTRAS ATIVIDADES: Talvez esta seja uma dica meio patética para quem é extremamente compulsivo. Mas sei que assim como eu, você tem vários amigos na vida real. Convide-os para um passeio sem o uso do celular, e lá você aproveita e atualiza todos as suas conversas com os seus amigos frente a frente. Caso você goste de ler, se dedique inteiramente a leitura do livro, faça uma viagem, assista a uma série, saia para eventos saudáveis.
    3. REDUZA O NÚMERO DE SUAS POSTAGENS POSTANDO SOMENTE O NECESSÁRIO: Se você costumava postar e compartilhar 20 atualizações por dia, reduza este número para 10, depois a 5, até com que este número seja controlado e o Facebook não roube mais sua vida.

    Enfim, este post foi simples, pois, poderia levantar milhões de dados importantes sobre o assunto, mas resolvi habituar à minha realidade, de acordo com aquilo que vejo. Caso se interesse mais pelo assunto, entre em contato comigo ou deixe seu comentário. Deus o abençoe. Felizes com a nossa desativação do mundo virtual e um brinde à vida!

  • Análise: CD Tempo de Sorrir – Pamela

    Análise: CD Tempo de Sorrir – Pamela

    Após dois discos que não apontaram a real proposta da Pamela, acredito que muitos, desde a fãs e seus haters não esperavam absolutamente nada de interessante da artista. Depois do notável amadurecimento em A Chave, produzido por Rogério Vieira, a artista sucumbiu no péssimo Ritmo e Poesia, com as letras mais superficiais possíveis e tentou o sertanejo universitário em Recuperando o Tempo que, de certa forma passou desapercebido.

    Acontece que Pamela realmente recuperou o tempo em Tempo de Sorrir. Agora na Som Livre, gerenciada por Cláudia Fontes (curiosamente a mesma que estava à frente da Zekap quando lançou Pamela) a artista volta a suas origens. Mesclando seu característico pop em grande parte do projeto, a maior parte das canções são de temas jovens, contextualizados e também letras de cunho congregacional.

    Pamela ousou e regravou algumas canções neste álbum. “Desde o Primeiro Momento”, do seu disco Tudo o que Sou, com instrumentação mais fiel à versão original, “Grande Deus“, do Trazendo a Arca e “Vou Amar-te (vou a Marte)“, de Henrique Cerqueira. Nestas últimas citadas, a cantora agregou bastante valor, desde a interpretação e arranjos.

    Como não poderia faltar, o disco também possui canções mais radiofônicas, que podem desagradar ouvidos mais exigentes. Entretanto, cumprem com fidelidade o estilo de Pamela, como é o caso de “Todo Poderoso” e “Curti Compartilhei“, com seu bordão facebookiano.

    O disco não perde o fôlego e surpreende até mesmo com uma versão de “Wake”. “Desperta” não é exatamente o estilo de Pamela que a maior parte das pessoas estão acostumadas a ouvir, mas serve como um bom protótipo do que a artista pode apresentar nos discos futuros. Tempo de Sorrir é, sem dúvida e inesperadamente um dos melhores discos do mercado gospel em 2014 e demonstra uma Pamela de volta às origens.

  • Conectados no Amor – Meditações do dia: Pensando algo impensável

    Eu admito que tenho hábitos introspectivos. E com todas as minhas meditações (vãs ou não), pus-me a pensar em algo impensável: eternidade. Contraditório ou não, pelo menos eu tentei. É claro que a situação de se imaginar algo que não se imagina é a mesma coisa que um peixe tentar pensar fora d’água.

    Mas refletindo sobre o conceito de se pensar em algo que não faz parte de meus pensamentos, percebi uma coisa: só imaginamos ou criamos uma nova realidade a partir do que vemos, vivemos ou do que já existe. Ou seja, eu, um grande iludido a tentar criar, compor e escrever algo, percebi que não criava nada, mas apenas misturava símbolos, coisas, formando uma novo ser. Oh, que grande ilusão de um pequeno aspirante a criador!

    Aí, percebemos a realidade do enunciado de Antoine Lavoisier: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Desculpem-me os escritores, artistas da vida, mas vocês não criam nada, apenas transformam. E eu que achava que escrevia músicas, apenas misturava notas musicais, harmonias, ritmo, e formava uma canção que não é nada criativa, mas bem transformada. Não há nada novo no mundo.

    Voltando ao assunto que eu estava falando, tentei pensar na eternidade. Em meus raciocínios refleti: o Ser Eterno, por ser eterno que é antônimo de temporal, não poderia ser uma contagem infinita, pois isso continua sendo temporal, mas num tempo infinito e além de ter que ter um início, o Ser que é maior que tudo não poderia ter tamanho, pois tamanho indica possibilidade de ser medido e compreendido e, além disso, propõe que Ele tenha um espaço e volume e, se Ele tem um espaço e volume, já não pode estar em todos os lugares, ou seja, Ele é inimaginável, incompreensível, não pode ser medido, não vive pelo tempo, e já que não vou conseguir parar de descrevê-Lo, vou resumir a isso: Eterno.

    Assim, Ele é o único que sabe criar e criou tudo isso que a gente sabe transformar. E eu, mais uma das milionésimas criações dEle, persisto a cada dia em conhecê-Lo (não compreendê-lo, pois não consigo), como um peixinho, melhor, um salmão nadando contra correnteza do mundo de volta ao lugar de onde eu vim, até ser transformado num ser que vive fora da água.

    É claro que uma ilustração temporal ainda não conseguiria ainda definir um Ser Eterno. Então é melhor ficar com esse versículo aqui:

    Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.” 1 Coríntios 2:9