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  • Rocklogia – Resgate Praise

    Praise, ou Resgate Praise, é um divisor de águas na carreira do Resgate. Não sou eu quem digo, mas a própria banda. A banda começou a evoluir em On The Rock, continuou evoluindo em Resgate e alcançou um patamar de qualidade ainda maior em Praise. Tudo isso graças à uma peça fundamental, pela qual o quarteto sempre presta elogios: Paulo Anhaia.

    Paulo Anhaia era, e é amigo de Rick Bonadio. Rick foi o primeiro engenheiro de som do Resgate, e os dois primeiros discos da banda foram gravados lá. A partir disso, cada um seguiu o seu caminho. O quarteto começou a trabalhar com Anhaia, enquanto Bonadio tornou-se nacionalmente conhecido através da produção do único álbum de inéditas do Mamonas Assassinas. Tornando-se um produtor musical de notoriedade nacional, seu estúdio Midas tornou-se fortemente requisitado. E no verão de 2000, o Resgate esteve lá.

    As experimentações do álbum Resgate, tanto em suas letras quanto arranjos revelou um potencial que a banda ainda podia explorar. Nesta época, apesar dos integrantes estarem morando à distância, o trabalho foi mais coletivo. Para completar, Estevam Hernandes sugeriu ao grupo que fizessem um álbum com letras de louvor comunitário. Consequentemente, Resgate Praise foi a síntese disso.

    Para completar o time nas guitarras compostas por Zé e Hamilton, a banda teve a participação de Marcus Rampazzo na slide, além de Roberto Pacciello no hammond e pianos, afinal o vintage é uma das características fundamentais da sonoridade do Resgate. Com Esdras Gallo e um time de back vocals, Resgate Praise contém um repertório bastante uniforme, mas envolvente. “Infinitamente Mais”, “Restauração” e “O Nome da Paz” são, certamente, os maiores destaques do projeto, que até hoje é bastante lembrado.

    No encarte de Pretérito Imperfeito, mais que Perfeito, Zé Bruno diria: “Acho que foi um marco na nossa trajetória. Não sei explicar, mas depois do Praise, a banda foi outra, assim como será depois do Ainda não É o Último. Foi o terceiro CD produzido pelo Paulo Anhaia, e trabalhar com ele é uma mistura de trabalho, curtição e escola, e esse fator pesou muito na nossa história”.

    Após isso, o grupo gravou um disco acústico, e em 2002 viveria uma nova fase, com o encerramento da parceria com Anhaia e a primeira participação de Dudu Borges como músico contratado… mas isso é assunto para um próximo post.

  • Um Brinde – Gênesis, “Enough To Let Me Go” e a minha imperfeição

    Um Brinde – Gênesis, “Enough To Let Me Go” e a minha imperfeição

    Uma música, poesias, filmes e livros são distrações muito comuns para mim, como os dias que se espalham e se entregam como redemoinho no inverno. Assim, este é um texto para falar de coisas vãs e fatos que passam desapercebidos, pois as noções e encantos do nosso cárcere sentimental enfeitam cada dia mais nosso trajeto existencial.

    E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente“. (Gênesis 2.7)

    Apenas um sopro divino foi capaz de nos dar a vida, e a mesma terra a qual pisamos foi fonte do pó para nossa origem. No entanto, houve a queda, o pecado, e então a consequência:

    Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó, e ao pó tornarás“. (Gênesis 3.19)

    Ao pó tornaremos como átomos mortos, sem mais esperança e sem mais vida. Uma música me despertam muitas sensações. Embora não ouço apenas uma música, “Enough to Let me Go”, da banda Switchfoot traz-me melhor esta questão do que outras. Sua primeira estrofe é bem sincera:

    (Tradução)
    Oh!
    Eu sou uma alma perambulante,
    Eu ainda estou caminhando pelo caminho que me leva pra casa,
    sozinho, tudo que eu sei,
    É que eu ainda tenho uma montanha a subir,
    Por conta própria. Por conta própria“.

    A decisão de reconhecer nossos erros e entregar-se a Deus como um filho que corre para os braços de um pai é uma dádiva linda e instigante, sem quaisquer requisitos. A diferença de andar em círculos e andar procurando uma direção é uma só: a intenção. Portanto, mais que nunca aqui na Terra, para deixarmos de ser apenas pó, só existe algo que nos joga para muito longe do caos do egoísmo: Deus, a única esperança.

    Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra“. (Gênesis 6.12)

    O pecado corrompe e nos cega. Isso me faz lembrar uma situação: dia desses conheci dois jovens que com orgulho falavam de suas andanças pelas festas e de como tinham uma vida sexual ativa. Senti pena e estranheza ao mesmo tempo: como podem achar o pecado algo tão normal assim e ainda zombarem de quem não leva a mesma vida?

    (Tradução)
    Você me ama o suficiente pra me deixar ir?
    Você me ama o suficiente pra me deixar ir?
    Para me deixar acabar com isso,
    Para me deixar cair por você,
    Você me ama o suficiente pra me deixar ir?

    A doutrina da graça me ensinou que não consigo ser bom por mim mesmo, pois tudo é pela graça! Se vos escrevo agora, é pela graça de Deus. Há algum tempo reconheci que Deus molda meu coração de forma tão delicada que as vezes até esqueço de que sou mau e fraudulento. Ele me conhece melhor que ninguém. Raramente sento com alguém para pedir um conselho, porque Deus molda-me! Por mais que minha imperfeição seja grande, Ele me faz reconhecer que tudo que eu preciso já está aqui. Ele me ama, nos ama o suficiente para nos deixar ir e sermos responsáveis por nossos atos, e, assim como o pai permite a filha sair de casa quando atinge uma certa idade para juntar-se ao seu marido, Deus nos deixa refletir e decidirmos se queremos ser artistas na Terra ou meros sobreviventes.

    Porventura se procederes bem, não se há de levantar o teu semblante? e se não procederes bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo; mas sobre ele tu deves dominar“. (Gênesis 4.7)

    Devemos controlar o pecado, mas seria hipocrisia minha falar que nunca senti vontade de ir à festas como as quais os dois jovens frequentam contaram, e sair com várias garotas diferentes. No entanto, eu sei que isso não me levaria a lugar nenhum senão a perdição, pois pecado nos cega. No Éden, o pecado abriu os olhos do homem para o conhecimento do bem e do mal, o que de fato é pior que não enxergar, pois o mal atrai e assim nos cega para o bem. Isso é um paradoxo real, e aconteceu, acontece e ainda acontecerá muito entre nós.

    (Tradução)
    De volta da morte do inverno
    De volta da morte e todas as nossas folhas estão secas.
    Você está tão linda essa noite…
    (Você me ama o suficiente pra me deixar ir?)
    De volta da morte que nós passamos,
    De volta da morte e ambas as nossas línguas estão presas.
    Você parece tão linda essa noite.
    (Você me ama o suficiente pra me deixar ir?

    Jon Foreman canta mais a frente que “toda semente morre antes de crescer”, e morrer para o pecado é nascer para Deus. Toda essa metáfora entre os textos de Gênesis e a música do Switchfoot não é para soar como uma poesia redundante e nem para expressar o meu favoritismo pela banda, mas pra tentar traduzir um pouco de minha vivência de forma bíblica. Nunca seremos bons o bastante, eu nunca serei bom o bastante. E, consequentemente, não há sequer um que seja bom (Salmos 14.3). O sentimento de culpa não nos torna inocentes, apenas deixa a máscara desmanchar sem cores, deixando a verdade do “tudo é vaidade” reinar como vilã em nós.

    (Tradução)
    Inspire
    E deixe isso passar.
    Toda respiração que você toma não é propriamente sua.
    Não é sua espera…
    Você me ama o suficiente pra me deixar ir?

    Nem o ar que respiramos é propriamente nosso! Ainda duvida que vivemos pela graça e nada que fazemos ou porventura venhamos fazer pode mudar isso? Quanto vale sua vida? Você seria capaz de abandoná-la para encontrar em Deus o seu lugar? Isso só é possível quando amamos a Deus sobre todas as coisas! Somos estrangeiros em terras perigosas e frias, por isso, não há muito tempo para ficar rodando e correndo feito louco. A decisão é sua, é minha, é nossa. Mas lembre-se: é pela graça de Deus. Se você O escolheu é porque Ele te escolheu primeiro! Um brinde!

  • Corações Produções apresenta o lançamento do novo CD de Dany Grace

    Acontece no dia 08 de maio na Assembleia de Deus do Bom Retiro o lançamento oficial do novo CD de Dany Grace, Filhos do Amor, que contará com as participações especiais de Rodrigo Soeiro, Daniela Araújo, Melk Villar e Coral Kemuel.

    O disco gravado no final de 2014, produzido pelo músico Ed Oliver, e distribuído pela Corações Produções, contou com as participações de Paulo César Baruk em “Tudo vai ficar bem” e Rodrigo Soeiro em “Poema de Amor”.

    O projeto conta com 13 canções, com composições de Alexandre Malaquias (“Filhos do Amor”), Marcos Rodrigues (“Soberano”, “Corro para ti”, “Tua Casa” e “Em tua Graça”), Bob Jonathan (“Te amo Deus” e “Vem Espírito”) e as versões “Em nenhum momento”, feita por Nívea Soares, da canção “Not for a moment” de Meredith Andrews, e “Em alto som” por Eduardo Isídio e Rodrigo Soeiro de “Turn It Up” do Planetshakers.

    Filhos do Amor é o terceiro álbum de Dany Grace, vem sendo tocado em todas as rádios do Brasil e já está disponível em diversas plataformas digitais.

    Dani Grace

    Faixas do CD
    01. Soberano
    02. Em Alto Som
    03. Corro para Ti
    04. Poema de Amor (Feat. Paulo César Baruk)
    05. Tua Casa
    06. Filhos do Amor
    07. Te Amo Deus
    08. Se Eu Me Arrepender
    09. Em Nenhum Momento
    10. Em Tua Graça
    11. Dono da Minha Vida
    12. Tudo Vai Fica Bem (Feat. Rodrigo Soeiro)
    13. Vem Espírito

    Sobre Dany Grace

    O início da carreira de Dany Grace foi como backing vocal na banda do pastor Adhemar de Campos e como vocalista seu inicio foi na Banda Soul Dreams. Dany fez participações na série Comunhão e Adoração vol. 4 Nuvem de Glória como backing vocal e no Comunhão e Adoração vol. 5, Todo ser que Respira liderou os vocais gravando o CD e DVD em 2005. Em 2008 lançou seu primeiro CD solo, Na Hora Certa, e em 2010, Dependente, ambos pela Graça Music.

    Por 4 anos Dany Grace esteve à frente do programa Noite com os adoradores de Deus, o qual foi apresentado nas noites de domingo pela RIT TV.

    Serviço

    Lançamento Oficial CD “Filhos do Amor” – Dany Grace
    Participações Especiais : Rodrigo Soeiro, Daniela Araújo, Melk Villar e Coral Kemuel
    Assembleia de Deus do Bom Retiro
    Av. Nicolas Boer 100 Barra Funda – São Paulo – SP
    Entrada: R$ 20,00
    Informações: Corações Produções:
    (11)2361-5572 / 2361-5547

    Pontos de Venda:

    100% Cristão – Osasco
    Rua: Primitiva Vianco, 853 – Centro
    (11)3683-5077

    100% Cristão – Carapicuíba
    Avenida Rui Barbosa, 1000 – Centro
    (11)4183-1405

    Livraria Reitor loja do Thiago – São Paulo
    Rua: Conde de Sarzedas,160 Loja 01 – Centro
    (11)3105-1472

    Corações Produções
    Rua: Dos Sitiantes,341 – Freguesia do Ó
    (11)2359-6429

    Igreja Assembleia do Bom Retiro
    Avenida Nicolas Boer, 100 – Barra Funda
    (11)3355-4000

    Fonte e texto: Assessoria de comunicação Corações Produções / Revisão: Equipe O Propagador

  • Conectados no Amor – Um orgulho vazio

    Quem disse que a caminhada é garantida com esforços pessoais? Quem disse que se nossa salvação é por méritos pessoais? Quem disse que alguém tem que se orgulhar de estar em Deus por si mesmo, e pior, de se considerar como boas pessoas? Dizia C.S. Lewis que se Deus não quiser revelar algo, não há quem o possa contrariar. No livro “Cadeira de Prata”, do mesmo autor, Jill Pole e Eustáquio chamaram em seu próprio mundo a Aslam para que os livrasse de uma encrenca e os carregasse a Narnia. Chegando lá, pensaram que eles haviam chamado ao Leão, mas na verdade, foi Aslam que os chamou e eles apenas haviam respondido a esse chamado. Apesar da discussão se há ou não livre arbítrio, entendo que qualquer possibilidade de relação divina se parte primeiramente dEle.

    Mas nesse grande progresso até a perfeição, caminhamos por duras provas, lições, que ao passar por elas, nos vangloriamos com méritos vazios, sem entender o valor de uma situação difícil. Cada momento é algo que deve ser valorizado, os bons para serem bem vividos e com gratidão, os ruins com bastante reflexividade e gratidão também. Mas ser grato numa situação difícil, que coisa difícil, em? O modo evangeliquês de passar na provação é dando glórias a Deus. E quando passa, o orgulho anda lá em cima, e a humildade debaixo do seu sapato social todo engraxado.

    No entanto, a provação nunca serviu para provar a Deus algo. O que Ele não sabe sobre você? Logo, uma lição não busca ensinar nada a Ele. A resposta do aspecto da batalha começa em nós. Quando Deus coloca uma luta na vida de alguém, Ele busca uma gama de ensinamentos com isso. Uma das primeiras características é o de conhecimento sobre si mesmo. Como dizia Sócrates, “conheça a ti mesmo e conhecerá a Deus”, a lição nos ensina a ver nosso interior. Como assim? No teste do grande professor chamado Deus, o aluno faz a prova buscando provar o que sabe e o que não sabe, o que aprendeu e não entendeu ainda. Quando erramos em algo, Ele simplesmente já sabia disso, mas diz para você: é aí que você erra, é aí que você tem defeito. E também, para mostrar onde acertamos, onde nós mesmos enxergamos forte o bastante para exercer nossas qualidades que Ele mesmo nos deu.

    Sócrates ensinava o conhecimento de si mesmo. A realidade das pessoas é que a exploração do interior tem se resultado em falsos ensinamentos. O homem que entende sua verdadeira realidade, entende a vida.

    Segundo, um momento difícil nos faz mais perto de Deus. Cada lição tira empecilhos entre mim e o ser divino, e fortalece a relação. Por último, uma batalha nos ensina novas coisas, e fortalece nosso espírito, e competências que temos. É como um homem que tem músculos, mas quer aumentá-los saudavelmente com práticas esportivas, ou um músico que deseja melhorar sua habilidade técnica com estudos musicais. A luta do cotidiano é uma prática de fortalecimento espiritual.

    Nessa infindável quantidade de propósitos que Deus nos oferece no dia a dia é uma demonstração de que a lógica das dificuldades não está em pessoas provarem que são alguém, mas tornar seu ser alguém. Eu não sou ninguém e só me formo nessa relação entre Deus e eu. Não tenho que provar-Lhe o que consigo, mas tornar o meu eu algo que seja perfeito. Isso sim alegrará o coração de Deus, quando nosso coração bater na mesma sintonia dEle, deixando o coração de pedra se quebrar por inteiro. O meu orgulho será quando eu manifestar a verdadeira criação, o verdadeiro sentido de viver. O resto será jactâncias vazias.

    Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem (e não orgulho) daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Romanos 8.28

  • Thalles usa sucesso para rebater críticas: “que venham mais pedras, mais críticas e mais fariseus”

    Dios me ama, primeiro CD de Thalles Roberto para o mercado internacional será lançado mundialmente no dia 1º de maio pela Motown, um dos selos da Universal Music.

    Anunciado mesmo antes de assinar contrato com a gravadora Universal Music, o CD Dios me ama é mais um passo na consolidação da carreira internacional do cantor. A canção “Lheno del Espíritu Santo”, versão de “Sejam cheios do Espírito Santo”, foi escolhida como single e já é sucesso nos Estados Unidos e países da América Latina alcançando o primeiro lugar no iTunes antes mesmo do lançamento do CD. A canção também ganhou destaque no portal about en español que classificou a canção como a melhor lançada entre o período de fevereiro a abril de 2015.

    Thalles usou o sucesso de sua música no exterior para rebater as críticas as quais recebe e que se acentuaram depois de publicar um vídeo falando do lançamento da Bíblia IDE. Em seu perfil no Instagram o cantor publicou: “Esses dias um repórter me perguntou: Thalles , como você lida com as críticas? RESPOSTA: não sou eu quem responde aos críticos, é O MEU DEUS! O SINGLE – SEJAM CHEIOS DO ESPIRITO SANTO foi lançado recentemente nos Estados Unidos e nos 20 países da América Latina pela Motown e está em 1º lugar! 1º lugar em terras que não são as minhas terras, mas que tem o meu coração, a minha oração e o meu PROPÓSITO inteiro : O REINO do meu REI!”, comemora.

    Segundo o cantor as críticas parecem ajudar ainda mais no sucesso de sua carreira. “Agradeço de coração aos que me amam. De mais coração ainda aos que não gostam de mim, aos que postam e comentam os meus posts falando mal da minha música e da minha vida eu peço que por favor continuem, porque ESTÁ FUNCIONANDO!”, finaliza.

  • Rocklogia – A reformulação e o fim prematuro do Katsbarnea

    Como já dito em um post anterior, após Asas, muitas coisas mudaram na carreira musical de Brother Simion. A música do cantor, principalmente, era composta por uma longa parceria entre ele e Estevam Hernandes. Essa contribuição se encerraria em meados de 1999, quando Simion começou a escrever suas músicas completamente sozinho e desligou-se da Renascer em Cristo.

    Ao deixar a Renascer, Brother automaticamente deixava implícita a continuação de sua carreira solo. Era óbvio que o cantor não estava deixando o Katsbarnea, pois o Kats não existia mais. Era impraticável dar continuidade a uma banda que trocava constantemente de formação, com apenas um vocalista oriundo da formação inicial escrevendo todas as músicas, exceto por um baixista extremamente competente que continuara por quase dez anos atuando no grupo. Banda de rock sem guitarrista fixo é um tanto quanto impraticável. Portanto, a ação de Simion em trazer Jadão para tocar consigo em carreira solo era ótima. Além do mais, a esposa de Brother poderia trabalhar como tecladista nos eventos.

    Ainda no fim de 1999 ao início de 2000, Simion entrou em estúdio para gravar seu álbum mais pretensioso, Na Virada do Milênio, distribuído pela MID Produções em bancas de revistas pelo Brasil. Com influências do rock industrial, utilizando vários efeitos eletrônicos, retoma a parceria do cantor com o produtor Amaury Fontenele, que tinha produzido Asas. Amaury era o nome mais óbvio para inserir Brother Simion no mundo dos loops e programações. Jadão participou em algumas faixas. O registro é, em alguns momentos, extremamente peculiar, mas também chocante. A canção “Caos”, por exemplo, retoma toda a questão do juízo final e a secularização do mundo, tema presente em todo o disco. Há uma influência de blues na monótona “Help”. Mas é claro, um álbum do cantor sem trechos instrumentais ou de humor não é álbum de Simion, e “01001011” brinca muito bem com a linguagem binária. Aliás, todo o conceito gráfico do projeto retoma ao hardware de computadores pessoais, e a “era digital” é por vezes citada nas canções.

    Reza a lenda que, nesta época, também ocorreu um convite para o Katsbarnea se reunir novamente para gravar. Déio Tambasco, Marcelo Gasperini e Jadão foram chamados, embora Simion estivesse ocupado com seu disco solo. Paulinho Makuko, ex-integrante, que vinha com três álbuns solo (A Lei do Rei, Vol. 1 e Limites Invisíveis) acabou se tornando o vocal principal, além de cumprir a velha função de percussionista. Makuko não participava do Kats desde meados de 1993, quando era o baterista da banda, por conta da saída de Marcelo Gasperini. Nesta época, o cantor optou por seguir uma carreira solo. Paulinho, ainda, trabalhou em alguns lançamentos da Gospel Records, como o próprio Asas de Simion, no qual Brother presta agradecimentos ao percussionista. Makuko ainda era responsável pela seleção de repertório de algumas coletâneas, como O Melhor do Rebanhão, mas seu trabalho solo nunca alcançou forte destaque, até porque, o forte do músico é mais como instrumentista do que intérprete.

    Mesmo assim, o Acústico do Katsbarnea foi gravado no final de 1999 e lançado em 2000. O grande diferencial deste disco para os demais acústicos desta época foi justamente a participação do público, que é o maior destaque, fazendo forte presença da primeira a última música. As roupagens para as canções foram muito boas, e ter vendido 100 mil cópias, maior venda de toda a história da banda, foi um marco justo.

    Em toda a história do Kats, Paulinho Makuko escreveu apenas uma música, “Corredor 18”. O cantor provavelmente não tinha repertório inédito até aquele momento, então optou por utilizar outras canções antigas da banda, além de faixas da carreira solo de Simion para compor Profecia, lançado em 2002 (a faixa-título é parte do álbum Na Virada do Milênio). Apesar de não ser um registro completamente acústico, faltava-lhe o clima de novidade. Isso talvez, foi um ponto chave no hiato da banda que durou até 2007 (em um próximo post falaremos mais disso). Além do mais que, a popularidade de outras bandas do rock cristão, como a Oficina G3, Fruto Sagrado e até mesmo a carreira solo de Brother Simion, todos na MK Music estava muito mais alta que a do Kats. É neste momento que Makuko, Jadão e Gasperini saem da banda (Déio Tambasco já estava fora há um bom tempo).

  • Ser Ester: Estilo da banda Skillet

    Olá meninas

    Dia desses fiquei sabendo que a banda norte-americana de rock cristão Skillet, uma das mais importantes do mundo, vem ao Brasil para uma turnê em 2015.

    Para quem ainda não conhece a Skillet sério fia?, a banda liderada por John Cooper surgiu em 1996 e hoje conta com outros três integrantes: o guitarrista Seth Morrison, a guitarrista Korey Cooper e a baterista Jen Ledger.

    Ao longo de quase 20 anos, a banda lançou 10 discos, entre álbuns de estúdio e ao vivo, 4 EPs, 4 DVDs, contou com 2 indicações ao Grammy Awards e 1 vitória no Dove Awards com “Comatose”, premiada como melhor música de rock de 2007.

    Com milhões de cópias vendidas, a banda faz sucesso tanto no meio cristão quanto no secular. Prova disso foi a música “Awake and Alive”, fazendo parte da trilha sonora do filme Tranformers 3: O Lado Oculto da Lua.

    Depois disso tudo, não é de estranhar o tamanho do burburinho que já está rolando por causa da vinda da banda ao Brasil.

    Como aqui é a Ser Ester, então para irmos entrando no clima e esquentando os motores, vamos conhecer hoje um pouquinho dos integrantes da banda e, principalmente, vamos botar reparo nos looks porque eles capricham de verdade. Puro rock.


    Jen Ledger

    Jen Ledger é inglesa, tem 25 anos e integra a Skillet desde 2007. Ela é nada menos que a baterista da banda e ainda faz participações no vocal. Ela é talentosa, carismática, tem uma legião de fãs e, como se não bastasse, ainda é conhecida como a maior baterista da América.

    Jen tem uma carinha meiga e faz um estilo meio na linha rock comportadinho e pouco literal. Os elementos básicos do rocker estão presentes nos jeans, couro e no preto, mas a composição visual de Jen é relativamente básica.

    A artista está sempre com as pernas cobertas, seja com skiny jeans escuro, ou meia-calça preta combinada com vestidos. Nos pés, a grande preferência é por calçados rasteiros. All Stars de cano médio, botas com fivelas e tachas, além de sapatilhas brilhosas ajudam a dar conforto durante as apresentações e ainda conferir despojamento ao look.

     Jen Ledger 1Jen Ledger 2

    Korey Cooper

    Korey Cooper, de 42 anos, esposa do John Cooper, é a performática guitarrista da Skillet.

    Diferente da companheira de banda, Korey tem um estilo roqueiro extravagante. Sempre super montada no palco, a artista é pura atitude e ousadia.

    Com um visual essencialmente preto, Korey faz a linha dark style com gosto, abusando de leggings de couro, meia-calça rasgada, tachas (tachas, tachas, muitas tachas), coturnos, correntes e cintos largos. Para dar um charminho e leveza, alguns toques de renda ou tule. O restante da personalidade visual fica por conta dos cabelos que já passou pelo preto, azul, rosa, loiro, moicano, raspado na lateral… Criatividade é o que não falta.

    Korey Cooper 1

    Korey Cooper 2

    John Cooper

    Os meninos da Skillet também fazem bonito na hora de se vestir. O baixista e líder da banda, John Cooper, de 40 anos, tem um estilo roqueiro meio personalizado ao seu gosto e não muito usual. Todos os elementos rocker básicos estão presentes, mas tem sempre alguma peça inusitada, como uma gravatinha curta ou mesmo um mix de estampas, como listras e poá, mas sempre em cores escuras. Uma das “inovações” de Cooper e peça recorrente nas produções para shows é a camisa social sem mangas que ele combina com gravata e colete. O resultado é interessante e inusitado, mas lembre-se: se você, menino, não for John Cooper, não faça isso em casa. Brigada, di nada

    John Cooper

     

    Seth Morrison

    O guitarrista Seth Morrison leva o Tayse Fashion Awards de mais bem vestido da banda. O músico faz uma mistura super interessante entre o rocker e o social clássico deixando compondo visuais que misturam esses dois extremos com maestria. Smoking com jeans, camisa com colete e coturno, blazer com sneaker tênis e por aí vai. O resultado é super harmônico e estiloso, ousado e ao mesmo tempo comportado.

    Seth Morrison

    Bacana o estilo da banda, né? Parabéns aos envolvidos!


     

    Agenda!

    17 de Outubro: Belo Horizonte – MG

    18 de Outubro: Rio de Janeiro – RJ

    21 de Outubro: Porto Alegre – RS

    23 de Outubro: Curitiba–PR

    24 de Outubro: São Paulo – SP


    Mais informações:

    Produção:

    8X8 Live

    contato@8x8live.com

    Assessoria de Imprensa

    Agência Petra

    imprensa@agenciapetra.com

  • Um Brinde – Mutantes-Humanos

    Um Brinde – Mutantes-Humanos

    Acorda cedo, ajoelha-se, ora, levanta, toma banho, escova os dentes, toma café, se arruma e vai à aula. Isso se repete na quinta e sexta-feira. Já falei dos dias aqui metaforizando a música “Primeiro Andar” dos Los Hermanos. Pensa-se muito: no emprego que não se conseguiu, faculdade que ainda não começou, na vida que se leva e o que encarregou para que se chegasse até aqui. Lê-se a bíblia, sente-se mais perto de Deus, e só. Isso é tudo na semana. O motivo mais singelo de levantar e viver mais um dia é unicamente pela graça do Pai, a qual nem merecemos. Mas existem complicações cotidianas que só entendemos quando há um choque fatal com algo inédito: por isso, conheça uma banda nova, pegue outro ônibus, conheça alguém especial, faça com que cada segundo valha a pena. Seja mais do que se vê.

    Certamente vos repreenderá, se em oculto vos deixardes levar de respeitos humanos” (Jó 13:10)

    A vida no piloto automático é diminuta e, muita das vezes, sem escolhas. A única noção a qual temos é de que precisamos correr numa esteira sem fim. Lembra-se então de dias alegres em família e pensamos: “onde tudo isso se perdeu?” Mas na verdade, o que somos? Uma evolução de alguma espécie de macaco? Ou criação de Deus à sua imagem e semelhança? Se você é cristão, ou ao menos crê na existência de Deus, ficará com a segunda opção. Mas apenas isso é inútil, pois posso dizer com a minha boca todos os dias que gosto de molho inglês e todos os dias não provar de seu sabor. O que isso adianta? Nada. Afirmar uma coisa não a torna real. Dizer que crê em Deus e que foi feito a sua imagem e semelhança não te faz um humano ou algo parecido, apenas como um mutante que se move e respira. Isso parece algo repentino, mas isso é cosmovisão cristã: observar a ciência e a evolução humana por uma perspectiva cristã nos faz enxergar fatores sobre a humanização do nosso ser e mutação dos ideais comportamentais. Vida cristã não é um devocional, mas é renúncia e aprendizado. É cruz!

    Fato é que, nossa vida é um processo, e é difícil ter certezas de tudo imediatamente. Existem várias questões as quais ainda não tenho um pensamento concreto. Acredita-se em tão pouca coisa que se fosse selecionar as que de fato acreditamos, ficariam muito poucas. Mas eu acredito no homem, mesmo não sendo humanista lá essas coisas, eu acredito no homem porque Deus o ama. A raça humana ainda não está extinta e tampouco tornando-se burra, só estamos perdendo a fé e a esperança em nosso Deus universal, aquele que não faz acepção de pessoas (Ef 6:9). Ele transcende quaisquer tipo de religião e contribui para o bem daqueles que O amam (Rm 8:28).  A mutação mais equivocada e triste foi a queda do homem. O pecado é a mutação extraordinária da maldade e que nos impede de sermos humanos de origem, criados à imagem e semelhança de Deus. Mas, ao reconhecemos isto, permitimos que Ele nos clareie e, a partir desta aceitação, deixaremos de ser fruto do acaso fermentado por uma ideia também equivocada, tornando-nos, com toda honestidade, parecidos mais ainda com Cristo! Um brinde!

  • Conectados no Amor – O progresso do arrependimento

    Mateus: 3. 2. dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.

    Esse versículo expõe duas direções: Reino dos céus, ou o reino do ego. Arrependimento é um caminho, se você o toma, você obviamente anda nele. Ou seja, se converto à esquerda, eu vou tomar essa direção e me aproximar do que quer que tenha nesse caminho. O caminho até o Reino dos Céus, Cristo, é tomado através de arrependimento. Se eu tomar esse caminho, vou apresentar o fruto desse caminho. Arrependimento sem mudança de mentalidade é tão falso e inexistente como apontar a seta da direção do carro à esquerda e virar à direita. Arrependimento é a mudança de coração, colocar o coração em rumo ao Reino dos Céus. Uma cultura cristã que prega o evangelho, mas não induz pessoas à busca do evangelho em si é inútil. A fé de alguém precisa apresentar obras, assim como alguém que anda sobre Cristo. Cada passo nesse caminho representa as obras provindas de um coração regenerado em Cristo. Mesmo que rastejando, precisamos caminhar sobre Ele.

    Para finalizar, a passagem de Tiago 2 define o valor das obras em virtude da fé. Ela comprova o verdadeiro arrependimento.

    1. Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?

    2. E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano,

    3. E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e nào lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?

    4. Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.

    5. Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.

    6. Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem.

    7. Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?

    8. Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque?

    9. Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada.

    10. E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus.

    11. Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé.

    12. E de igual modo Raabe, a meretriz, não foi também justificada pelas obras, quando recolheu os emissários, e os despediu por outro caminho?

    13. Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.

    Tiago 2:14-26

    Eu te desafio a se mexer
    Eu te desafio a se mexer
    Eu te desafio a se levantar do chão
    Eu te desafio a se mexer
    Eu te desafio a se mexer
    Como se o ‘hoje’ nunca tivesse acontecido
    O ‘hoje’ nunca aconteceu

  • Brother Simion – discografia e obra

    Ex-vocalista e líder do Katsbarnea, Brother Simion é um dos expoentes do rock cristão nacional, com suas composições e influência no meio. Após sua saída da banda, lançou alguns discos e marcou sua passagem pela cena musical.


    Guia discográfico

    Brother (Gospel Records/1992): Com canções agradavelmente embaladas pelo folk, Simion (seu nome artístico na época) apresenta um repertório coeso e bem construído, com poucos deslizes. Destaque para as novas roupagens de “Contato” e “Retrovisor”, de O Som que Te Faz Girar. (Nota: [usr 3.5])

    Esperança (Gospel Records/1995): Sequela do disco anterior, com menos brilho, possui até algumas canções interessantes, como “Orgulho”, mas a interpretação dada a elas não chega a surpreender. (Nota: [usr 3])

    A Promessa (Gospel Records/1996): Com elementos pop, mas um repertório pouco direcionado e claro, A Promessa soa como uma sobra de músicas que não foram aproveitadas pelo Katsbarnea. A única coisa que parece se salvar é a faixa-título. (Nota: [usr 2])

    Asas (Gospel Records/1998): Aparentemente cansado das mudanças estruturais constantes de sua banda, Simion canalizou o repertório do Katsbarnea para sua carreira solo. Seu primeiro álbum evidentemente forte, é uma mescla das características fundamentais de seu trabalho, incluindo canções sobre a temática ambiental. (Nota: [usr 4.5])

    Na Virada do Milênio (MID Produções/2000): Conceitual e ousado, foi uma justa tentativa de Simion a atualizar seu som e conectar-se com o rock industrial produzido no exterior. Entretanto, algumas faixas soam forçadas, enquanto outras, como “Caos”, “Help”, “Profecia” e “Onde Encontrar” soam bastante interessantes. (Nota: [usr 3])

    Redenção (MK Music/2001): Introspectivo, Redenção é um dos discos mais simples e orgânicos do cantor, com melodias guiadas pelo piano e reflexões acerca da fragilidade e os anos passageiros. Disto, há de se destacar o feeling de “Eclesiastes”, o pop rock de “Redenção” e o folk “É de Manhã”. (Nota: [usr 3])

    A Volta de Johnny (MK Music/2002): A Volta de Johnny é o álbum mais básico de Brother Simion desde sempre. Em maior parte composto de bateria, baixo, guitarra pouco distorcida e teclado, o cantor retoma temáticas antigas, como seu próprio personagem Johnny, além de baladas e outras faixas hard rock. (Nota: [usr 3.5])

    Eclipse (Independente/2004): Sua versão do new metal não chega a soar muito datado nos dias de hoje, isso porque as composições continuam a ter os mesmos elementos pelos quais Brother foi conhecido. Entretanto, há um pouco mais de ousadia. Ao abordar pastores mercenários (“Semideus”), o conflito entre amigos (“Ei, Amigo”) e até mesmo seus sentimentos quanto à carreira (“Onde Deus me Levar”), Simion consegue ser impactante, e ao mesmo tempo sentimental, numa produção musical corretamente aplicada. (Nota: [usr 4.5])

    Testemunho (Independente/2005): Vendo a conter o testemunho de vida do cantor, chega a ser atrativo pela história, mas não há muito além a se explorar. De certo, as versões acústicas de algumas músicas de Eclipse são interessantes, embora apenas isso. (Nota: [usr 3])

    Gênesis for New Generation (Independente/2007): Retomando seus maiores sucessos com requintes de modernidade, Brother retoma os êxitos de sua discografia com dez canções que mudaram sua trajetória, com influências do pop rock e do rock progressivo. De fato, pode ter faltado uma faixa aqui e ali, mas no geral, o registro é bastante agradável e de êxito. (Nota: [usr 4])


    Notícias e matérias sobre o Brother Simion

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