Acorda cedo, ajoelha-se, ora, levanta, toma banho, escova os dentes, toma café, se arruma e vai à aula. Isso se repete na quinta e sexta-feira. Já falei dos dias aqui metaforizando a música “Primeiro Andar” dos Los Hermanos. Pensa-se muito: no emprego que não se conseguiu, faculdade que ainda não começou, na vida que se leva e o que encarregou para que se chegasse até aqui. Lê-se a bíblia, sente-se mais perto de Deus, e só. Isso é tudo na semana. O motivo mais singelo de levantar e viver mais um dia é unicamente pela graça do Pai, a qual nem merecemos. Mas existem complicações cotidianas que só entendemos quando há um choque fatal com algo inédito: por isso, conheça uma banda nova, pegue outro ônibus, conheça alguém especial, faça com que cada segundo valha a pena. Seja mais do que se vê.
“Certamente vos repreenderá, se em oculto vos deixardes levar de respeitos humanos” (Jó 13:10)
A vida no piloto automático é diminuta e, muita das vezes, sem escolhas. A única noção a qual temos é de que precisamos correr numa esteira sem fim. Lembra-se então de dias alegres em família e pensamos: “onde tudo isso se perdeu?” Mas na verdade, o que somos? Uma evolução de alguma espécie de macaco? Ou criação de Deus à sua imagem e semelhança? Se você é cristão, ou ao menos crê na existência de Deus, ficará com a segunda opção. Mas apenas isso é inútil, pois posso dizer com a minha boca todos os dias que gosto de molho inglês e todos os dias não provar de seu sabor. O que isso adianta? Nada. Afirmar uma coisa não a torna real. Dizer que crê em Deus e que foi feito a sua imagem e semelhança não te faz um humano ou algo parecido, apenas como um mutante que se move e respira. Isso parece algo repentino, mas isso é cosmovisão cristã: observar a ciência e a evolução humana por uma perspectiva cristã nos faz enxergar fatores sobre a humanização do nosso ser e mutação dos ideais comportamentais. Vida cristã não é um devocional, mas é renúncia e aprendizado. É cruz!
Fato é que, nossa vida é um processo, e é difícil ter certezas de tudo imediatamente. Existem várias questões as quais ainda não tenho um pensamento concreto. Acredita-se em tão pouca coisa que se fosse selecionar as que de fato acreditamos, ficariam muito poucas. Mas eu acredito no homem, mesmo não sendo humanista lá essas coisas, eu acredito no homem porque Deus o ama. A raça humana ainda não está extinta e tampouco tornando-se burra, só estamos perdendo a fé e a esperança em nosso Deus universal, aquele que não faz acepção de pessoas (Ef 6:9). Ele transcende quaisquer tipo de religião e contribui para o bem daqueles que O amam (Rm 8:28). A mutação mais equivocada e triste foi a queda do homem. O pecado é a mutação extraordinária da maldade e que nos impede de sermos humanos de origem, criados à imagem e semelhança de Deus. Mas, ao reconhecemos isto, permitimos que Ele nos clareie e, a partir desta aceitação, deixaremos de ser fruto do acaso fermentado por uma ideia também equivocada, tornando-nos, com toda honestidade, parecidos mais ainda com Cristo! Um brinde!

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