Rocklogia – Até eu Envelhecer

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Era 2006 e o Resgate lançou mais um disco (quase inédito), pra considerar o mais inédito desde o fracasso de 2002. Até eu Envelhecer, sem dúvida marcou novos elementos na sonoridade do Resgate. O principal motivo foi a entrada do tecladista Dudu Borges em 2005, o qual também assinou a produção musical. A música que deu título ao álbum foi “Passo a Passo”, na qual, em sua parte instrumental aposta em frases de guitarra e boas execuções “bluezísticas” de Dudu.

E como disse que era quase inédito, o único ponto que tira o total ineditismo deste projeto é a canção “Apocalipse Now”, que é um cover do Katsbarnea, com seu registro original gravado há quase 15 anos do lançamento de Até eu Envelhecer. A banda apostou em uma sonoridade experimental, porém muito diferente das experimentações feitas na original, com piano, cordas e dois solos de guitarra. Sem a menor dúvida, um dos melhores covers que já ouvi no meio cristão.

É claro, como nem tudo são flores, o álbum derrapa feio em algumas letras, como parte de “A Gente”, que defende a teologia da prosperidade, e “Meus Pés”, bastante “renascersista”. Mas como era a verdade do que os integrantes estavam vivendo, era totalmente coerente que gravassem faixas com estas características. A banda ainda toca “A Gente”, porque é uma música que o público gosta, mas removendo os trechos que não fazem mais parte do que acreditam atualmente.

Em minha opinião, a melhor canção do álbum é “Astronauta”, com sua pegada tão gostosa de ouvir. O baterista Jorge Bruno conta, no encarte da coletânea Pretérito Imperfeito, mais que Perfeito, que o processo de gravação da música foi bastante experimental, embora Zé Bruno, ao apresentar para os quatro, tinha ideias gerais de como deveria soar. A bateria utilizada foi uma antiga Signia que o músico tinha, e seu timbre foi fundamental para aquela sonoridade característica.

“Este CD foi muito tranquilo de gravar, testamos muitas coisas e trabalhamos bem juntos, todo mundo participa e as ideias convergem. Uma coisa que a gente sempre procura é o clima. Não basta ser uma música legal, os timbres precisam “falar”. Achávamos que quem ouvisse a música deveria se sentir em órbita. [Jorge Bruno, sobre “Astronauta”, 2011].

“Este foi o primeiro CD que eu produzi por inteiro, tivemos tempo de escolher cada microfone, testar os timbres e chegar ao melhor resultado que estivesse ao nosso alcance. A coisa soou um pouco mais gringa do que nos outros trabalhos. Gravamos no mesmo estúdio em que foram feitos On the Rock e Resgate, e para eles foi como estar em casa de novo” [Dudu Borges, sobre o álbum, 2011].

Em 2008, foi lançada a versão ao vivo do disco, gravada em julho de 2006 no atual HSBC Brasil, além de alguns outros sucessos da banda.

Comentários

One response to “Rocklogia – Até eu Envelhecer”

  1. […] Até eu Envelhecer, muitas coisas mudariam em volta da banda. A gravadora Gospel Records, que distribuiu discos do […]

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