Foto: Raphael Campos, vocalista da Aeroilis em show ocorrido em abril de 2003 | Fotolog Aeroilis
Em meados de 2001, surgia a Aeroilis. Mais que uma banda independente do chamado rock alternativo, ainda incipiente no Brasil como um todo, o grupo se tornaria, com os anos como o precursor de um movimento musical já abordado aqui, o chamado Novo movimento.
A banda surgiu na cidade de Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina no início de 2001, e caracteriza-se, inicialmente por ter iniciado suas atividades em uma região, anteriormente, de pouco destaque na cena do rock feito por indivíduos cristãos. Se antes, os grupos estavam concentrados no eixo Rio-São Paulo, a Aeroilis fez parte desta época, em que novas bandas de outras regiões se destacavam, principalmente oriundas das regiões Centro-Oeste e Sul.
Segundo Arvid Auras, baterista e principal letrista da Aeroilis, os integrantes já se conheciam e tocavam em outras bandas em anos anteriores, o que colaborou para a formação, em 2001.
Na verdade a gente já toca junto, em outras bandas, há um bom tempo, eu toco com o Raphael (vocal) desde 94, tocamos juntos no Hadasha e no Nec Plus Ultra, o Fernando (fejão) também tocava no Nec Plus Ultra, assim com o Eduardo, que foi nosso baixista até pouco tempo atrás [Arvid Auras, 2005, Super Gospel]
Após a formação da banda, o repertório autoral foi surgindo, e o primeiro álbum foi gravado num home estúdio, o La Cruz. O vocalista Raphael Campos, responsável pela maior parte das ideias instrumentais do grupo, foi o produtor da obra, que foi gravada e mixada entre julho de 2003 e janeiro de 2004. O baixista Eduardo Galvani ficou responsável pelo projeto gráfico.
O CD, distribuído de forma independente, continha onze faixas. Quatro meses depois, a gravadora Bom Pastor interessou-se pela Aeroilis, contratou a banda e o álbum foi relançado nacionalmente, com mais duas novas canções (“Ter Fé” e “Em Meio ao Frio e a Dor”). Inclusive, tais canções não aparecem no encarte do disco, justamente por terem sido incluídas posteriormente.
Durante a turnê do álbum, Eduardo precisou deixar a banda por questões de tempo, fazendo com que o músico Helon Borba (atualmente vocalista do Quarto Fechado) assumisse o baixo da banda. A banda fez apresentações em vários locais no Brasil. Lembro que, na época, o quarteto fez algumas apresentações em Goiânia, e nas rádios locais, “O Tempo” era bastante executada. Pelo fato da carreira musical não ser o meio de sobrevivência principal dos integrantes, a atividade da banda em lançar o disco seguinte ficou extensamente prejudicada, mas um post próximo abordará isso de forma mais detalhada.
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