Categoria: Para refletir

  • Conectados no Amor – Nós somos o povo da cruz

    A campanha Nós somos o povo da cruz surgiu recentemente de uma terrível atrocidade cometida pelos muçulmanos. No dia 15 de fevereiro, um domingo, foi publicado por parte dos islâmicos um vídeo na internet, exibindo um degolamento de 21 cristãos coptas. A cena mostra os terroristas encaminhando os egípcios vestidos de macacões laranja até uma praia da Líbia, e lá, obrigam-lhes a ajoelharem. O degolamento acontece em seguida. Sobre o título “Uma mensagem firmada com sangue para a nação da cruz”, o que chamou mais a atenção foi a ameaça declarada aos cristãos, apelidado pelos islâmicos de “o povo da cruz”.

    Como apoio, o movimento veio à tona com vários cristãos declarando-se como o povo da cruz, em resposta as ameaças dos terroristas. Campanhas de orações e jejum têm sido iniciadas pelas vidas dos coptas, demonstrando a sensibilidade dos cristãos como irmãos em uma família espiritual em que alguns estão sofrendo perseguições.

    A perseguição no oriente médio tem uma versão aqui no Brasil: perseguição ideológica. Não sofremos o tipo de provação que coptas sofreram, mas a cada dia numa guerra de teses e doutrinas, temos cegado nossas visões, oferecendo drogas para nos entorpecer na caminhada com Cristo. Falsas pregações surgem do nosso meio, e trocamos o vivo testemunho de uma Palavra em nós, por hipocrisias de teorias engolidas e mal digeridas. Somos perseguidos por todos os lugares, mas principalmente por nós mesmos, no entanto o morrer do nosso ego efetua e desenvolve a nossa salvação.

    As últimas notícias vem chamando a atenção dos cristãos. Perseguição, multiplicação de joios, depravação moral, problemas ambientais, e outros dilemas mundiais assimilam-se a profecia sobre o retorno de Cristo. Durante muitas épocas da história humana, crentes acreditavam que o fim do mundo seria nas datas em que viviam. A antecipação da volta de Cristo é um assunto desde os velhos tempos da igreja primitiva. Os indícios parecem apontar que estamos nos últimos dias, mas ninguém sabe o dia e nem a hora que Jesus há de voltar.

    Há uma canção do Switchfoot que diz que estamos na madrugada, às 4 horas da manhã, esperando um amanhecer. Com toda certeza, a madrugada é fria, perigosa, mas os fios de um sol surgindo pelo horizonte não são só uma bela visão, mas um início do calor e da luz, e do fim da escuridão. Por mais que tenhamos medo da volta de Cristo (o que não deveria acontecer), o início do novo tempo é um sinal de que toda a dor passará e que agora só haverá alegria.

    Os coptas morreram porque criam que o que estava proposto para eles era maior que tudo o que havia na terra. Eles morreram para redenção final em Cristo. O que será que temos colocado como tesouro em nosso coração?


    Redenção

    Quatro da manhã, 2 horas para ir,

    Estou vestindo uma luz solitária.

    Eu sinto mais sua falta que eu poderia saber.

    Aqui estou eu, aqui estou eu.

    Porque não vem me pegar?

     

    Eu tenho minha mão no lado da Redenção.

    Cujas cicatrizes são maiores que estas minhas dúvidas.

    Eu vou ajustar todas estas monstruosidades interiores.

    E eu vou viver.

    Viver…

    https://www.youtube.com/watch?v=1oXWQteu13Y

  • Conectados no Amor – Sexo e eternidade

    Como dizia a música do Los Hermanos, todo carnaval tem seu fim, e agora a ressaca vem, o arrependimento (falso) vem, e finalmente o ano começa. A festa que aconteceu há alguns dias tem um dos maiores pilares que a sustenta por anos: a banalização do sexo. No carnaval pode faltar tudo, mas se faltar uma relação sexual sem valores, não é carnaval.

    O Brasil é um fenômeno nessa questão. O que na verdade é uma desvalorização feminina, uma visão consumista de “coma todo mundo”, uma propagação de indignidades, é visto como algo bom, como uma festa para aproveitar e ser feliz. Mas agora que a algazarra acabou, os fogos estão se esfriando, vamos falar de sexo.

    Falar de sexo parece ser uma ideia polêmica, principalmente nessa época que esquenta o cio brasileiro. Mas falando dentro de um contexto filosófico, cristão e bíblico, qual seria o valor da relação sexual?

    Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.” 1 Coríntios 2:9

    Esse versículo não tem nada a ver com sexo. Nada mesmo. É um versículo falando sobre a eternidade com Deus, em que os anos vindouros com Ele são grandes e misteriosos aos nossos olhos, porém belos e fogem de tudo de bom que o homem já viu, que é incomparavelmente maior que nós. Mas por que coloquei em um texto que fala sobre sexo?

    Uma das idéias que cerca o cristianismo é que a relação amorosa só é praticada dentro do casamento, e que fora dele, a castidade tem que ser exercida. Sexo é para casados e ponto final (1 Co 7.2). E o que todas as pessoas sabem, é que o sexo é um dos maiores prazeres que nossa carne pode sentir, e que o desejo sexual é um instinto natural do ser humano.

    No âmbito divino, vemos que as coisas terrenas são sombras de uma verdadeira vida, o Reino dos Céus. De acordo com João 1:18, ninguém jamais viu a Deus, e quem ver a face de Deus, certamente morrerá. O conhecimento da face de Deus é um momento que está reservado para a eternidade. Se alguém O visse, essa pessoa já não teria mais vida. E é aí que entra a chave da questão: se eu posso fazer sexo só depois do casamento, eu logo só posso ver a Deus depois de ir para o céu! Sexo simboliza algo infinitamente maior que ele: a eternidade com Deus, o conhecer a face de Deus. Se o sexo dá tanto prazer a uma pessoa, é porque essa pessoa foi feita para um bem maior, um maior gozo do que o da relação sexual.

    Fomos feitos para algo maior. Solteiros como eu tem instintos sexuais, algo completamente normal, mas, além disso, temos o desejo da eternidade. Podemos tentar saciar esse desejo em diversas formas, mas ele foi feito para Deus. Deus nos fez para Ele, para desejá-Lo espiritualmente. Não devemos temer o anseio pelo Reino de Deus, mas incentivá-lo, buscando viver para isso, aprendendo sobre a vontade divina aqui na terra, até que o tempo divino chegue e nós possamos nos unir a Ele. Não devemos proibir desejos sexuais, devemos incentivar as pessoas a se amarem, a descobrirem o interior, a nudez da alma de quem eles amam, até que possam se tornar um no casamento, no sexo, que é um prazer tão santo, que não deve ser proibido. De fato, o melhor sexo é aquele que fazemos com os olhos em Deus.

  • Conectados no Amor – Ser ou fazer: eis a questão!

    Há dias que parece que o sol não nasceu para nós, na nossa existência. Escrever semanalmente conteúdos que edifiquem pessoas de uma forma diferente, fora da caixa, às vezes tem seu espinho: o de produzir e não de refletir. Tem semanas que o desejo é de não escrever para aquela data pela falta de conteúdo, pela falta de reflexão. E contrariando meu gosto, boto no papel algum texto qualquer, cheio de informações e pouca coisa digerida.

    Quando recebemos alguma função, o nosso foco volta-se todo para o exercício daquela posição. Parece que o que se deve fazer é criar para cumprir o que lhe foi designado. A dor da responsabilidade. Mas esquecemos o principal de uma função: exercer quem somos.

    Função antes de tudo deveria ser vocação. Eu não produzo algo, mas sou um eco do meu eu interior.  Seja como estou, o que sou, minha arte é aquilo que sou. Eu sou muitas coisas, nem um pouco original, mas a minha composição deve refletir o que sou.

    Arte forçada não é arte. Forçar um pensamento, uma visão, em um texto que reflete tudo menos nós é hipocrisia. Eu sou o que sou, e o que eu faço deve vir do que sou. Se eu quero fazer diferente, devo ser diferente. Fazer e ser são diferentes, um é fruto do outro. Não adianta mudar o que eu faço, o exterior, se eu não mudar o que sou, o interior.

    Eu queria mandar um texto de carnaval para esse dia tão igual, queria refletir sobre essa festa de hipocrisia, mas nesse baile de máscaras chamado carnaval, eu sou o que mais tem disfarces.

    Acho que carnaval é todo dia, no ano inteiro. Festa do ter e do exterior, celebração da carne, que extingue o ser, o interior, o Espírito.

    “Nós temos o fogo, quem tem os fósforos?
    Dê uma olhada ao redor, nesse mar de máscaras
    Venha um, venha todos, bem vindo à grande bola (…)

    Bem vindo ao baile de máscaras”

    https://www.youtube.com/watch?v=waGIiTXPxXk

  • Conectados no Amor – Vivendo no meio de ilhas, a procura de continentes

    Foram-se os dias que havíamos deixado a ditadura e demos o passo para a redemocratização. Nossos pais rebeldes fizeram histórias contra a imposição estatal. A história da humanidade é uma caverna rica de histórias. Em milhares de anos, somos um povo que construiu coisas, das cavernas a prédios.

    Sim, a tecnologia evoluiu, a ciência evoluiu, mas o homem só retrocede. A ciência tenta materializar o ser humano, transformando-o em cadeias químicas e biológicas, um sistema de fenômenos explicáveis por um microscópico, mas as guerras aumentam, e a depressão agora é o mal do século. A razão tenta explicar todo o mundo, mostrar que toda a existência é perceptível pelos sentidos humanos, mas não explica a individualidade, e os fenômenos físicos de culpa humana continuam aumentando. Em pleno século XXI, conseguimos criar a bomba atômica, voar com aviões, navegar por mares, mas não conseguimos amar nossos inimigos.

    Assim, pode-se dizer, somos um povo conectado, unidos, mas individualistas por dentro. Mas por trás desse egocentrismo exacerbado, a espécie humana vive sob uma condição: está interligada com os seres ao redor. Não existem processos históricos de características individuais, somos seres sociais, o que fazemos influencia todos ao redor. Sim, o seu individualismo afeta a todo mundo. Você, liderando empresas, ganhando dinheiro, financiando suas ações, ficando milionário, o dinheiro que você possui, uma criança lá na África está precisando dele para comprar comida, pois quem tem e quer demais, possui o que é dos outros. Você quer justiça, mas planta injustiça. Como queremos um mundo sem desigualdades se ainda desejamos ter mais e conquistar, ganhar, somar?

    Nossa intelectualidade é um poço fundo vazio. Criamos grandes mentes lotadas de títulos e estudos, mas com pouca profundidade. Valorizamos a embalagem e não o conteúdo. Os títulos são os almejados, as honras e as grandezas estão no topo de nossos sonhos, mas a interioridade de nosso cérebro é destruída por tanta decoração e intensivas ministrações. Formamos muitos inteligentes, poucos sábios. E o pouco que aprendemos é utilizado apenas para aumentar nossa glória, mas também as deficiências de nossos achegados.

    Nossos empregos, nossas áreas, nossos cursos são tão deturpados, vazios de justiça e igualdade. Não se produz mais para construir uma sociedade melhor, mas para crescimento profissional. Nossas funções são carregadas de corrupção. A política não constrói leis para melhorar a sociedade, nosso sistema judicial não estabelece a justiça, mas uma disputa de direitos, o povo não luta pelo país, mas quer um lugar cheio de perfeições, nossos meios de comunicações corrompidos pela mídia baseada na fama e no sucesso. Nosso tempo é um dia baseado em esteiras de luta por sucessos, mas para sobreviver à guerra terrena.

    Cristo veio estabelecer um Reino capaz de transformar pessoas. O Reino de Deus não é um reino de homens, que coloca o ser humano como centro de tudo, como na época da ditadura católica, que pregava o geocentrismo, colocando a terra como o ponto central. Mas coloca Deus como centro de tudo (Rm 11:36). Quando a tese do heliocentrismo foi divulgada, os religiosos da época acusavam os criadores da teoria de hereges, de todos os tipos de críticas, cegos pela própria barriga, mas não sabiam que estavam tremendamente enganados. Pregavam que o homem era o centro de tudo, e que Deus o havia feito assim, para dominar, e que tudo fora criado para honra de seu próprio eu. Mas o heliocentrismo afirmou, mesmo sendo condenado como uma heresia, que o sol era o centro do universo. É assim conosco. Se algum religioso, humanista, egocêntrico te condenar por pregar que todas as coisas foram feitas para Deus, lembre-se que a verdade sempre esteve invisível para aqueles que só olham a si mesmos.

    E o Reino dos Céus veio trazer a verdade divina:
    Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me; (Mateus: 16. 24)

    Aquele que deseja seguir a Cristo deve negar a si mesmo, negar a individualidade, o seu eu, e viver sob o arrependimento. Seguir a Cristo implica amar ao seu irmão mesmo quando não quer amá-lo, é abnegar de seus caminhos para tomar um trajeto, de sobremaneira, maior, mas estreito, dolorido. É deixar de viver pelo mundo e por coisas passageiras, para viver por um lugar eterno, o amor.

    Quando Cristo morreu na cruz, o madeiro mostrava dois mistérios: o vertical e o horizontal. O tronco era o vertical, ligava o homem a Deus, e o horizontal nos braços, ligava os homens em amor, em comunhão. E estava Cristo no meio estabelecendo o perdão. Ele destruiu o pecado para trazer a paz e a harmonia.

    Porque então, estamos vivendo no meio de ilhas individualistas, a procura de continentes solidários. Pois é isso que buscamos, a comunhão sobrenatural, a solidariedade, o amor correndo nas veias exteriores de nossos relacionamentos e nas nossas socializações. Enquanto o ódio provoca mares tempestuosos, cria oceanos enormes, que separam pessoas umas das outras, o Reino de Deus é um continente que emana o amor.

  • Conectados no Amor – Game of Theology

    Quem já leu, viu ou ouvir falar da série Game of Thrones? É um seriado americano famoso, inspirado no livro de George R. R. Martin, que conta a história de uma disputa intensa do trono de ferro dos Sete Reinos de Westeros, e o jogo de poder entre as famílias. Os Stark, Lannister, Baratheon, Tully e outras, travam intrigas em Westeros, enquanto no exterior, ameaças vindas do dothrakis, selvagens, começam a surgir com frequência. O longa metragem é um sucesso, comparando-se a grandes seriados, e popularizou o estilo épico fantástico.

    Imagine então uma disputa pelo trono da teologia brasileira. O Reino do Evangelho com as casas Arminiana, Calvinista, Pentecostal, Liberal pleiteiam pelo Trono Superior. O detentor do Trono Superior comanda o Reino do Evangelho, e atualmente, o castelo do trono tem sido ocupado pela casa Arminiana. Mas ela tem sido abalada por uma casa que vem crescendo: Calvinismo. Calvinistas são conhecidos por serem destros na guerra, brutos, habilidosos com armas de ataques e por possuírem uma ótima capacidade mental. Os arminianos os temem e os odeiam. Eles são conhecidos por usarem mais o coração do que a mente, e conseguem persuadir as pessoas, pois são os mais ricos das casas. Mantêm um relacionamento amoroso com a casa Pentecostal. Na verdade, os pentecostais nasceram deles.  Um da casa arminiana casou com um filho do dragão, formando os pentecostais, que queimam por onde passam. Os arminianos deram terras especiais para eles. Anos depois, um pentecostal casou-se com um arminiano, e deles originou o primeiro neopentecostal. Em questões de décadas, os pentecostais estavam perdendo o solo para os neopentecostais, pois esses conseguiam enriquecer mais, dar mais tributos aos arminianos que o povo pentecostal. Além disso, desenvolveram a capacidade controlar o fogo, logo não ficavam queimando toda hora.

    No meio dessa barafunda, os liberais surgiram como uma casa complexa e com várias divisões genealógicas, alguns dizendo sobre ter moradores do reino em lugares distantes. Os liberais eram os mais odiados, e eram friamente reprimidos pelos calvinistas. Mas muitas genealogias dos liberais eram conhecidas por obras sociais, e criar organizações de ajuda.

    Nessa guerra maluca, os calvinistas sempre lutam com todos, crendo serem eles os donos do trono, e sua principal briga tem sido com os grandes e populosos arminianos. Os arminianos detêm terras por todos os cantos, e o seu inimigo milenar não aprova isso. Os calvinistas insistem que são os melhores, e que o reino será melhor nas mãos deles. Na disputa do trono, os neopentecostais têm sido veemente atacados por calvinistas, principalmente por seus interesses sobre as terras. Alguns liberais têm atacado a todas as casas.

    Os calvinistas querem o trono e governar o reino, os arminianos estão na retranca, os pentecostais não gostam dessa guerra, mantêm-se afastado, os neopentecostais tem entrado para ajudar os arminianos e desejam ardentemente continuar como maioria no reino, mas principalmente continuar a prosperar com as plantações e comércio, os liberais divididos em várias genealogias, sendo atacados por calvinistas, e ainda há outras pequenas casas. Todos no fundo querem o trono. Mas enquanto as intrigas acontecem dentro do reino, há rumores de ameaças externas que só aumentam a cada ano. Selvagens e Rebeldes querem invadir o reino e destruí-lo.

    Mas há uma regra explícita: nenhuma casa, homem deverá ocupar o trono. O Trono Superior pertence ao Rei. E o Rei de Reino do Evangelho havia deixado o trono vazio, mas retornaria para ele, e aí de quem o ocupasse. A Sua ordem foi clara e objetiva: mantenham-se unidos e resistam, os Selvagens e os Rebeldes desejam tomar o Reino, mas vocês precisam resistir até minha volta.

    Quem ocupa o lugar do trono que devemos dar ao Rei? Quem ocupa o trono de seu coração?

  • Conectados no Amor – Deus abandonou a Cristo

    E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?

    Mateus 27.46

    A magnitude do sofrimento de Cristo é tão forte a ponto dEle ter declarado sobre o desamparo de Deus. E expressa também um grande mistério que envolve o evangelho: Deus abandonou a Cristo?

    Algumas teses humanas defendem que aquele momento foi uma hora de imenso flagelo e, que em tanta agonia, Cristo se sentiu triste e abandonado, mas que Deus ainda estava com Ele. Há também uma visão mais extremista, que acredita que Deus estava sendo crucificado junto com Cristo, mesmo com o sentimento de solidão de Jesus. Porém, são linhas teológicas completamente heréticas e ridículas, principalmente a segunda.

    39 E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.

    42 E, indo segunda vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade.

    44 E, deixando-os de novo, foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras.

    Mateus 26.39,42 e 44.

    Para compreender melhor a questão do desamparo divino, precisa-se entender o que Jesus dizia com “cálice”. Enquanto orava, Ele até pediu para que o Pai afastasse aquele cálice dEle, mas no final, aceitou a vontade de Deus.

    Um cristão, salvo e que crê em Deus e em seu Filho, em um estágio difícil de sua vida, tende a crer que Deus o deixou, e que está sozinho, mas isso apenas reflete os sentimentos humanos. No entanto, quando o Mestre foi crucificado, a dor dele foi real e refletiu o desamparo verdadeiro de Deus. Deus não estava com Cristo naquela ocasião, estava contra Cristo!

    É aí que entra o significado do cálice. “Deus meu, por que me desamparaste?”. Essas duas passagens se completam. O cálice que o nosso Salvador tanto temia era o cálice da ira divina, era o cálice do desamparo de Deus. Deus abandonou a Cristo e depositou sua ira sobre seu Único Filho para que Ele se tornasse o primogênito entre muitos.

    Além do mais, no cume de seu sofrimento, Cristo declara um salmo profético de Davi:

    Salmos 22:

    1 Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que se acham longe de minha salvação as palavras de meu bramido?

    2 Deus meu, clamo de dia, e não me respondes; também de noite, porém não tenho sossego.

    3 Contudo, tu és santo, entronizado entre os louvores de Israel.

    4 Nossos pais confiaram em ti; confiaram, e os livraste.

    5 A ti clamaram e se livraram; confiaram em ti e não foram confundidos.

    6 Mas eu sou verme e não homem; opróbrio dos homens e desprezado do povo.

    7 Todos os que me vêem zombam de mim; afrouxam os lábios e meneiam a cabeça:

    8 Confiou no SENHOR! Livre-o ele; salve-o, pois nele tem prazer.

    9 Contudo, tu és quem me fez nascer; e me preservaste, estando eu ainda ao seio de minha mãe.

    10 A ti me entreguei desde o meu nascimento; desde o ventre de minha mãe, tu és meu Deus.

    11 Não te distancies de mim, porque a tribulação está próxima, e não há quem me acuda.

    12 Muitos touros me cercam, fortes touros de Basã me rodeiam.

    13 Contra mim abrem a boca, como faz o leão que despedaça e ruge.

    14 Derramei-me como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez-se como cera, derreteu-se dentro de mim.

    15 Secou-se o meu vigor, como um caco de barro, e a língua se me apega ao céu da boca; assim, me deitas no pó da morte.

    16 Cães me cercam; uma súcia de malfeitores me rodeia; traspassaram-me as mãos e os pés.

    17 Posso contar todos os meus ossos; eles me estão olhando e encarando em mim.

    18 Repartem entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica deitam sortes.

    19 Tu, porém, SENHOR, não te afastes de mim; força minha, apressa-te em socorrer-me.

    20 Livra a minha alma da espada, e, das presas do cão, a minha vida.

    21 Salva-me das fauces do leão e dos chifres dos búfalos; sim, tu me respondes.

    22 A meus irmãos declararei o teu nome; cantar-te-ei louvores no meio da congregação;

    23 vós que temeis o SENHOR, louvai-o; glorificai-o, vós todos, descendência de Jacó; reverenciai-o, vós todos, posteridade de Israel.

    24 Pois não desprezou, nem abominou a dor do aflito, nem ocultou dele o rosto, mas o ouviu, quando lhe gritou por socorro.

    25 De ti vem o meu louvor na grande congregação; cumprirei os meus votos na presença dos que o temem.

    26 Os sofredores hão de comer e fartar-se; louvarão o SENHOR os que o buscam. Viva para sempre o vosso coração.

    27 Lembrar-se-ão do SENHOR e a ele se converterão os confins da terra; perante ele se prostrarão todas as famílias das nações.

    28 Pois do SENHOR é o reino, é ele quem governa as nações.

    29 Todos os opulentos da terra hão de comer e adorar, e todos os que descem ao pó se prostrarão perante ele, até aquele que não pode preservar a própria vida.

    30 A posteridade o servirá; falar-se-á do Senhor à geração vindoura.

    31 Hão de vir anunciar a justiça dele; ao povo que há de nascer, contarão que foi ele quem o fez.

    Esse salmo declara sobre o castigo salvífico de Cristo. Através dEle e só por Ele, criaturas podem voltar a sua forma original. Cristo é o cordeiro que reme os pecados de todas as gerações, desde Adão até o último homem que crer nEle. Não é por obras, por leis, não é por obediência à mandamentos, não é por glória e méritos humanos, é só por Ele.

  • Conectados no Amor – Um pessimista chamado cristão

    Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR!”  Jm. 17. 5.

    Eu sou um monte de coisas, e também não sou outras, mas sou um ótimo pessimista. Adoro zombar sobre a positividade dos fulanos que vejo, brincar sobre a felicidade dos cegos que adoram ver chamados humanos, e dizer: tudo está mal.

    É estranho, talvez polêmico, mas ser pessimista antes de tudo é ser feliz. Mas eu não tenho razão de ser pessimista? Eu estava vendo um programa na televisão no qual o apresentador perguntava ao entrevistado se ele gostava de fofoca. E adivinhe só, em plena rede nacional, o entrevistado pergunta a platéia (99, 9999999999% era composta de mulheres) se gostavam de fofoca. Elas respondem: NÃO (leia isso chorando).

    Eu não acredito em pessoas. Elas acreditam que se vestir de vermelho vai trazer o amor perfeito da vida delas. Como? É por isso que continuam solteiras e chupando manga. Elas acreditam que a cor branca traz paz. Bom, a cor da bandeira de Israel tem a cor branca no meio e continua na maior guerra com os árabes. Elas acreditam que os nomes das pessoas trazem poderes e energias sobre elas por causa de seus significados. O  nome do meu pai simboliza cocho e até hoje ele não está cocho.

    Eu sou pessimista com a nossa situação. Veja os fatos e compare com suas simpatias. Contra fatos não há argumentos. O congresso é o espelho do povo. Sim, a corrupção não começa na política, começa lá embaixo, no pré. A gente ensina a criança a pensar só em si mesma e quando ela crescer vai imitar direitinho o que nós fazíamos.

    Diga-me onde está a esperança em alguém que quer que as pessoas façam o que ele diz e não o que ele faz? Desculpe-me, mas não deposite sua confiança em homens, mas principalmente em você mesmo. Essa filosofia hedonista que estão impregnando nas cabeças dos seres terrestres só vai te ensinar o quanto você é fracassado, pois você é mesmo.

    As pessoas não sabem sonhar. Tudo que elas projetam de si mesmas são frutos do anseio por sobrevivência nesse mundo que parece mais uma esteira maligna. Quanto mais damos lucros e valores a objetos, mais eles nos escravizam. Imagina só: homens se matam, provocam contendas, divisões, por causa de um papelzinho. É por isso que os ETs não pousam na terra.

    Sim, eu sou pessimista porque maldito é o homem que confia no homem. Porque estamos longe, bem longe, mais distante que o Netuno está do sol, do que deveríamos ser, de nosso destino original. Porque Deus diz “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” Mateus 11.28. Eu sou pessimista porque a igreja não é um lugar de pessoas satisfeitas, sem máscaras, perfeitos, mas de corações cansados, quebrados e decepcionados. Eu cito a música “The Beautiful Letdown”, de Switchfoot, para complementar o que digo:

    Somos uma bela decepção

    Dolorosamente inseguros

    A igreja dos marginalizados

    Dos perdedores, dos pecadores

    Dos falhos e dos tolos

    Que bela decepção

    Somos sal na ferida?

    Hei, vamos cantar uma harmonia verdadeira!

    Mas antes de tudo, minha fé não é pessimista. Ela é esperançosa, sobre todo horror que se pode tirar desses pobres homens instalados na maquina terrestre, o antivírus contra o vírus chamado pecado. Ela coloca a esperança em algo maior que nessa terra: ela coloca a fé no Reino de Deus. Não somos daqui, por que temos que acreditar no que está aqui?

    Eu sou o pessimista mais esperançoso do mundo.

  • Conectados no Amor – Mudando de ano, mudando os planos

    Ano novo chegou, e como todo mundo diz, uma vida nova, novos planos e sonhos surgem juntos também. Tudo que as pessoas mais querem para um ano que acaba de abrir as portas, é que ele escancare as portas para caminhos de felicidade, alegria, paz, positividade e muito dinheiro no bolso. Elas já entram em alta astral nesses dias que chegam, fazendo planos, simpatias e tudo mais para que o ano seja bom.

    Sobre mim, nunca fiz planos para o seguimento do ano, mas agora vejo a importância desse ato. Organizar o que desejamos fazer, os sonhos que desejamos buscar, estruturar projetos, e colocar isso no papel ajudam bastante a viver melhor, e ainda conseguir realizar metas. Que nesse ano, possamos trocar a sorte por organização e esforço.

    Mas nem sempre as coisas andam do jeito que a gente quer. Acasos, surpresas e outras coisas que não estavam nos planos sempre acontecem. Como diz o sábio Salomão, casualidades negativas ocorrem na vida do ímpio, como na do justo (Ec 9:2). No entanto, o que chamamos de acasos, para Deus é só uma fase, porque tudo tem seu tempo. Deus diz que insensato é aquele que faz seus próprios planos e crê firmemente que eles se concretizarão, mas sábio é aquele que entrega seus caminhos a Deus, inclusive seus sonhos (Tg 4:13-16). A organização é uma sabedoria para vida, mas a entrega de nossos projetos para o Senhor é confiar que Ele sabe o melhor rumo que deveremos tomar.

    Porém, vamos falar de outro assunto: sempre que um novo ano chega, as pessoas pensam em realizações, uma vida melhor, nos seus sonhos e em suas próprias barrigas. Será um novo dia, mas com uma vida velha, e o mesmo tempo engolindo o hedonismo e a exaltação do próprio ego. Virá um novo período de novas conquistas, mas o interior permanecerá vazio. Será que ao invés de continuar na velha vida, por que não começar um ano novo com novas atitudes: pensar no próximo e no mundo?

    Por que não podemos em vez de pensar em conquistar o próximo carro, a próxima casa, mais roupas, pensarmos em quem não tem nada disso? Por que ao invés de começar um próximo grande projeto para benefício próprio, não podemos investir em um trabalho social, participar e ajudar a quem precisa? O mundo já está cheio das velhas canções sobre a morte, por que não começar a cantar uma música viva?

    Que esse ano seja diferente, que possamos realmente nos ligar no amor divino, pois é isso que o que mais precisamos: mudar de pensamento e de jeito de viver, retornando a forma original, que é para o qual fomos feitos. Que possamos ter ações que provem o nosso amor, em vez de viver um amor fingido de palavras e emoções.

    Que possamos estar conectados no amor!

  • Conectados no Amor – Ano novo, vidas velhas

    Feliz ano novo, leitores

    Esse é o primeiro post do ano e isso é muito gratificante.

    A vida é mais do que calendários, fusos ou orbita gravitacional.” (Carlos Heitor Cony)

    Começar o ano diferente parece uma ótima proposta para que ele seja distinto de todos os que já se foram. Quando completamos o ciclo anual, esperamos que o novo tempo traga novidades a nossa vida mesquinha e medíocre. 1 de janeiro tem um valioso símbolo na vida das pessoas: mudança.

    Para uma data que julgamos tão especial, não faltam os vários tipos de festividades. Ficar a madrugada inteira acordada só para se empanturrar, beber, conversar com familiares e amigos e se divertir. O homem adora uma surpresa, após um ano cheio de lutas.

    Em um canal de TV, um pastor muito conhecido de BH disse que o ano novo é um ato profético e que ele foi criado por Deus. Nos eventos festivos, pessoas vestem cores simbólicas, principalmente o branco, numa forma de trazer bons resultados no ano que vai nascer. Cada tonalidade, uma energia que o ser humano vai receber.

    Se sua simpatia, ato profético, feitiço, profecia e não sei mais o quê, é uma declaração de mudança em sua vida, sinto muito te dizer, mas você está sendo trapaceado pelas mistificações humanas. Nada disso vai mudar, e o ano novo é só mais um ano em sua velha vida.

    Ouvindo 5:50 do Resgate, a gente vê que tudo é igual, e que apesar do novo dia nascer cheio de bombas coloridas no céu, somos os mesmos desde que o homem vive. Aquela velha música, “Adeus ano velho / Feliz ano novo”, parece um canto de hipocrisia sobre o que nada muda.

    Esse final de ano, a morte veste de branco, pois se é para acompanhar o homem nesse dia tão mentiroso, ela se disfarça das simpatias humanas e da paz escrita nas camisas. Se os símbolos tivessem realmente poderes, o branco significaria morte, pois continuamos mortos, apesar de vivermos. E quando você olhar para o céu e ver um pombo tão alvo voando, o que vai ver é apenas um pombo, não a paz.

    Feliz ano novo para quem está lendo. Que antes de buscar qualquer coisa nesse ano, realizar projetos e sonhos, possamos finalmente viver de verdade: viver e ter intimidade com Deus. Deixar aquela velha vida, e realmente viver a novidade.

    Disseram que o Teu amor é novo a cada dia

    Eu pensei

    Quero ouvir a Tua voz falar o que eu queria

    São dez pra seis

     Se é pra Te servir e então matar aquela velha sede

    Se é pra Te seguir e nunca mais cair na mesma rede”

  • Conectados no Amor – Um dia especial e tudo igual

    A semana mágica entre o natal e o ano novo é uma fantasia que não conseguimos realizar o ano inteiro. Festas, parentes unidos, etc. É tudo tão belo, festivo, empolgante, e alegre. É por isso que todo mundo é ansioso para que esses benditos dias cheguem logo. Geladeira farta, a mesa cheia, presentes debaixo da árvore de natal, parentes reunidos festejando, comendo, bebendo, se alegrando com a comemoração natalina.

    Mas sabe, isso tudo parece um despisto em frente à solidão. Assemelha-se a uma espécie de festa de finados, comemorando a nossa morte. Depois de um ano de vazio e sem paz, paramos para exagerar no consumismo e encher a alma que nunca se farta. Achamos nossas crianças tão inocentes por acreditarem em Papai Noel, mas nós somos tão iludidos de achar que o natal vai enganar a guerra dentro de nós.

    Olhe ao seu redor. Olhe para o mundo. Atrás dos sorrisos veem-se corações quebrados e partidos, atrás das mansões há famílias destruídas, atrás de shoppings, veem-se barracos com a fome reinando, debaixo de árvores e presentes, há crianças de ruas, no meio dessa casa cheia há seres vazios, entre a prosperidade sonhada há desigualdade gerada, às costas da conversa alegre há almas tristes, no círculo de encontro natalino cheio de paz e diversão há ódio, rancor, facção, inveja, etc., há vazio e escuridão no meio de tanta luz colorida.

    Eu poderia falar de como o natal é um dia alegre, de que a data em que foi escolhida para comemorar a vinda de Jesus a nossa terra tem que haver harmonia, de como é bom dar presentes a quem ama, mas prefiro falar o que ocorre na verdade, comigo e com todos ao meu redor, do que o menino Jesus veio nos salvar, do motivo do Natal, de o quanto tudo está tão mal. Sim, a vinda de Jesus deve ser comemorada, mas para que não haja um dia especial e feliz, mas um ano mais cheio de amor e paz. Então, quero desejar um feliz natal para todas as pessoas.

    Feliz natal para quem está triste.

    Um natal cheio de paz para quem se encontra em guerra.

    Um natal próspero para quem está pobre.

    Muito dinheiro para encher o bolso menor que o vazio do seu interior.

    Muita saúde para quem está doente e cansado de viver.

    Feliz natal para quem está enchendo a barriga, mas ainda está com fome de mais.

    Corações sujos como aquela estrebaria
    Em um lindo shopping center decorado pro Natal…