Categoria: Para refletir

  • Conectados no Amor – Cristianismo por fé, não por gênero

    A discussão envolvida sobre a grande parede entre o sagrado e secular tem atingido a todas as pessoas. Os radicais ainda persistem em se esconder no lado de cá da cultura gospel, ignorando a arte denominada secular por seus preceitos concebidos. Mas no meio desse muro, vem surgindo grupos que perseveram na mudança dos conceitos recebidos por parte do movimento gospel, quebrando a barreira entre o santo e profano e servindo de porta voz do cristianismo ao mundo.

    Primeiramente, por que há essa moral da divisão do religioso e não religioso? A nossa sociedade sempre persistiu nessas fronteiras onde há duas culturas completamente distintas e que vivem em guerras constantes. Quem nunca ouviu sobre essa divisão entre o sagrado e o mundano? E o pior é isso, o próprio cristão já recebe em sua consciência que enquanto vive, ele tem duas vidas: a santa, quando vai à igreja, e a profana, que condiz com o que ele escolhe fazer para ocupar seu tempo como trabalhar, se divertir, etc. Afirmar isso implica dizer que quando não estamos na igreja, Deus não está conosco, pois a santidade é o fruto do convívio com Deus. Ou seja, é um enorme erro dizer que há uma separação do santo e profano em nossa vida. Somos santos em qualquer lugar.

    Segundo, quando surge essa divisão, manifesta-se outra questão: o que é e como se tem a santidade? Como já relatado, santidade é o fruto do convívio com Deus. Santidade constitui na mudança de interior que se reflete no exterior de uma forma divina. Quanto mais buscamos a Deus, mais santos nós tornamos. E essa santidade se reflete em nossas atitudes. Mas o sagrado reflete-se em nós da Sua habitação em nossa casa. Somos templos do Senhor, e Ele escolheu a nós para sua habitação (Atos 17.24).

    Uma pintura, uma banda, uma associação artística por si é apenas uma entidade cultural. A arte não cometeu pecados, ela não precisa ser justificada e ela também não é uma habitação divina. O cristianismo é fé e não um gênero musical. A despeito do conceito de música cristã (aquela utilizada com fins evangelísticos e congregacionais), Cristo não escolheu e não morreu por nossa banda, por nossa música, por nosso desenho, ou por nosso símbolo, mas escolheu a nós, homens pecadores, e morreu para justificar a nós e mostrar a santidade divina para nós, criaturas humanas. A “música cristã” não é santa, sagrada, pois ela é apenas uma arte e um reflexo do que nós queremos falar.

    O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em bandas, entidades artísticas, música, desenhos, poesias feitos por mãos de homens.

  • Para refletir – Quem sou eu pra julgar?

    Vivemos numa sociedade na qual apontar os erros dos outros é super “normal”, e quase nunca olhamos pra dentro de nós, mas quando nos encontramos com Jesus, todas as nossas máscaras caem. Percebemos que não somos nada, além de pobres pecadores afastados da glória de Deus (Rm 3.23/ Is 6.5). Nos últimos meses de 2012, um determinado cantor do meio gospel nacional retratou-se em sua página do Facebook, um acontecimento e pedindo perdão por um vídeo íntimo seu que vazou pela internet, onde ele masturbava-se. Como sempre, levantam-se os prós e contras, não quero aqui nem defender, nem difamar ninguém por algum pecado cometido, mas quero expor a minha linha de raciocínio à luz das Escrituras, já que nela contém as Palavras de vida eterna (Jo 6.68).

    O nosso senso de justiça é muito aguçado quando se trata em julgar alguém por algum fato ocorrido, desde que aquele alguém seja prejudicado, não eu. Precisamos jogar na cara das pessoas aquilo que elas fazem, para podermos amenizar e escondermos o que na verdade somos. Alguém já disse que o que mais reprimimos em alguém, na verdade aquele sou eu. E como eu não me aceito, reprimo os outros.

    Vemos no capítulo oito do livro de João, uma cena muito forte, conta-se a história da mulher adúltera e os seus acusadores. Aquelas pessoas levam aquela mulher até Jesus dizendo que estavam cumprindo a lei de Moisés. Mas será que aquelas mesmas pessoas estavam de acordo com a lei? Creio eu que não, pois vemos no verso sete, que Jesus faz uma afirmação que os coloca no seu devido lugar, de pecadores indignos de julgar alguém.

    É muito fácil pra nós acusarmos alguém, afinal de contas, o nosso pecado sempre é mais santo que o pecado dos outros. Não serei aqui hipócrita de falar que não julgo as pessoas, mas não me conformo com essa minha atitude pecaminosa e indigna diante de Deus. Quem muito entende que foi perdoado, muito entende os outros e sentem compaixão. Na cruz Jesus nos revela quem realmente somos; ladrões, beberrões, mentirosos, apóstatas, pois foram esses e muitos outros nomes que Jesus carregou sobre si. Ele tornou-se vergonha por mim, morreu sendo considerado como um dos piores dos homens, isso tudo para me salvar e demonstrando o tanto que Ele me ama. Então quem sou eu para julgar alguém? O cantor causou um escândalo pelo fato de ser conhecido, mas arrependeu-se e pediu perdão por ter causado esse mal estar. E a cena de João oito torna a repetir, lá vem os acusadores santos e irrepreensíveis diante de Deus, com as pedras para jogar nele. Será que aquele que o julgou não deveria procura-lo e pedi-lo perdão por tê-lo julgado?

    Será que realmente somos dignos de atirar pedra em alguém? Quando eu vivia preso ao pecado da religiosidade, amava acusar os outros, atirar pedras, colocar o dedo no rosto das pessoas como se eu fosse alguém digno. Mas quando eu chegava em casa e ligava o computador, conversava coisas que não deveria como cristão, via pornografia virtual, fazia perfis falsos para pecar e não ser reconhecido. Usava roupas que eu sabia que chamaria atenção das pessoas e assim ser foco de tentação das mesmas. Mas na frente de todo mundo eu era o crente conservador e irrepreensível diante de Deus. Até que graças a Deus eu realmente me encontrei com Jesus e com a Cruz de Cristo, e pude ver quem realmente sou. Não éramos nada, vivíamos por detrás das malhadas, nas trevas e um dia o Rei nos toma no colo, nos trás para o reino do filho do Seu amor (Cl 1.13), nos dá o direito de sermos filhos de Deus (Jo 1.12). E o que é que nós fazemos? Achamo-nos no direito de julgar alguém por causa disso, e o pior, julgamos os nossos próprios irmãos em Cristo. Quero aqui deixar bem claro que existe perdão, tanto pra quem causa o escândalo, tanto para quem julga.

    Acho que não preciso falar mais nada, afinal de contas, somos ótimos teóricos. Mas a proposta da Cruz é que vivamos a teoria pregada. Quero finalizar as minhas palavras com uma frase do Brennan Manning e com três versículos das Escrituras sagradas.

    “Na Cruz Jesus desmascara o pecador não apenas como mendigo, mas como criminoso diante de Deus.” Brennan Manning, no livro: O Evangelho maltrapilho.

    “Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês.

    “Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho?

    Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Deixe-me tirar o cisco do seu olho’, quando há uma viga no seu?
    Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.”
    Mateus 7:1-5

    “Portanto, você, que julga, os outros é indesculpável; pois está condenando a si mesmo naquilo em que julga, visto que você, que julga, pratica as mesmas coisas.

    Sabemos que o juízo de Deus contra os que praticam tais coisas é conforme a verdade.
    Assim, quando você, um simples homem, os julga, mas pratica as mesmas coisas, pensa que escapará do juízo de Deus?”

    Romanos 2:1-3

    “Irmãos, não falem mal uns dos outros. Quem fala contra o seu irmão ou julga o seu irmão, fala contra a Lei e a julga. Quando você julga a Lei, não a está cumprindo, mas está se colocando como juiz.

    Há apenas um Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e destruir. Mas quem é você para julgar o seu próximo?”

    Tiago 4:11-12

    Que o Senhor nos ajude a sermos mais parecidos com Jesus, que é o nosso modelo maior. Que busquemos amar, sentir compaixão e entender o outro com a mente e o coração de Deus. No amor de Cristo, daquele que foi alcançado pela Graça e misericórdia de Deus. E que não desiste de lutar contra a sua natureza pecaminosa.

    Por Thallyson Borba e Danilo Maia Cavalcanti

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=yD4M28Dc-8M]

  • Conectados no Amor – Tudo tem seu lugar – parte 2

    Tudo que Deus faz na nossa vida é para colocar as coisas no seu devido lugar.

    Todo cristão que começa a caminhar na direção contrária do mundo, sempre tem duras lições. E uma das perguntas que mais se ouve entre os filhos de Deus é: por que estou sofrendo provas?

    A teologia da prosperidade é um das linhas teológicas que diz que provação é do diabo e que o cristão por ser filho de Deus tem que ter uma vida de príncipe. Outro pensamento proclama que a prosperidade não é o enriquecimento financeiro, mas estar feliz com o que tem. E há outro argumento também, que diz que cristão sofre provas, mas isso deve acontecer como diz na bíblia. São três teses que tem as suas bases e argumentos, bíblicos ou não, mas olhando-os pela perspectiva teocêntrica, o primeiro é um absurdo e os dois últimos estão certos, contudo, eles são apenas partes do pacote do desenvolvimento salvação.

    Relatar que um cristão passa por dificuldades apenas porque tem que passar deixa o evangelho superficial. Cristo quando disse isso, queria dizer mais uma coisa. Paulo, no livro de Romanos, diz que TODAS as coisas cooperam para o bem daqueles que amam ao Senhor. Primeiro, Paulo no contexto em que vivia, estava sendo perseguido e passando por “coisas ruins”. Segundo, ele diz que tudo isso cooperava para o bem dele. Como alguém sofrendo diz que seu sofrimento coopera para o seu bem? Dizer também que a prosperidade é estar feliz com o que tem, tem seu fundo de verdade, mas ela se encaixa na mesma questão da primeira: ela tem seu lugar, mas não pode ser levado como um todo, pois também tornaria o cristianismo supérfluo, pois ficamos tristes sim com algum tipo de tormento.

    A provação, ou melhor, a lição tem um caráter edificativo e construtivo. Deus busca modelar nosso interior e não o exterior. Por isso que tudo coopera para o nosso bem, pois toda dificuldade quer nos ensinar algo ou nos fazer mais íntimos de Deus, apesar de que no início não entendemos nada. Aí também entra o argumento da felicidade. Não ficamos contentes com provações, ao contrário, Paulo chega a declarar que podemos ficar abatidos, angustiados, mas nunca desanimamos. A alegria divina é sobrenatural, vai além da felicidade passageira e superficial humana. Temos alegria enquanto estamos tristes. Parece contraditório, mas é a verdade.

    Agora, por que relatei na primeira frase do texto “Tudo que Deus faz na nossa vida é para colocar as coisas no seu devido lugar.”? No primeiro texto do “Tudo tem seu lugar”, escrevi que a vida é uma união de partes. Todo homem, cristão ou não, está em desordem em seu próprio ser. A provação é justamente o instrumento que Deus usa para colocar as coisas no seu devido lugar naqueles que O amam.

    Entre o que somos e o que deveríamos ser, há um enorme trajeto cheio de lições, e mesmo que todo aquele que ama a Deus se sinta confuso e angustiado, sem entender a bagunça ao redor de si mesmo, saiba que Deus apenas está organizando a desordem de seu ser interior, acarretando um enorme peso de glória nos dias que ainda estão por vir, no Grande Dia de seu retorno.

    Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

    Romanos 8.28

  • Conectados no Amor – Tudo tem seu lugar – parte 1

    Por que reclamamos que tudo está desorganizado?

    O caminho da terra, rotação e translação, acontece com uma perfeição, a distância entre o sol e a terra tem a exatidão que define o equilíbrio da vida terrestre, as estações, e se algo estivesse em desordem, haveria alguma tragédia de indefinível tamanho. Mas e os dias? Por que sete dias, doze meses, etc. e etc.?

    As velhas reclamações dos atarefados de que o dia é curto demais, daqueles que estão apressados querendo tempos mais curtos e ninguém percebe que o tempo é sempre o mesmo, que temos um sol que nasce e se põe todos os dias, que a lua de segunda-feira é a mesma que a de sábado (a não ser que elas estejam em fases diferentes). A própria divisão de datas, anos é uma questão histórica e cultural, definida pelo calendário gregoriano, sendo que alguns países possuem dotações datais diferente da mais comum. Mas na essência, temos os mesmos dias e as mesmas noites.

    Então por que tanta reclamação contra o tempo? A verdade é que o homem se encontra em desordem. Longe da sua forma original, ele está em constante desequilíbrio interno e se tornando cada vez mais escravo de si mesmo. Mesmo com todas essas indagações de que o dia poderia ter mais horas, o desajuste está no próprio ser que enxerga, define e nomeia a divisão horária. Se tivéssemos um tempo que cremos ser o mais condizente com as nossas obrigações e direitos, ainda sim reclamaríamos.

    A relativização das coisas vem dessa “doença humana”. Ela perverteu o significado de que tudo tem seu lugar. A relatividade prega que tudo depende de um ponto de vista. Mas a cegueira humana não enxerga que na verdade, tudo depende de seu espaço. Quando o dia está chuvoso e frio, não sairemos com roupas curtas na rua, pois podemos gripar ou pegar algum mal respiratório. Quando está quente, não sairemos encapuzados, com roupas quentes, pois podemos sofrer alguma desidratação, etc. Se alguém se afogar, não vamos jogar uma âncora para a pessoa. Para cada doença, um determinado remédio, para cada problema, uma solução. A relatividade é apenas o resultado da desordem do ser interior.

    A bagunça no jogo humano é o efeito da falta de uma peça central. Em um edifício, se faltar a base, o sustentáculo, logo ele desabará. O nosso ser é como um todo conectado de partes. Quando a parte principal sai de cena, é como se as partes tentassem ocupar o lugar dela, logo elas saem do seu devido lugar, mas nenhuma consegue ocupar essa posição, pois esse lugar só é ocupado por uma única peça. E quando elas não estão de sua devida função, há uma desorganização geral, um efeito dominó devastador. Por exemplo, imagine um time de futebol. Acontece que, o goleiro machuca e o clube não possui um time reserva. Logo, outros jogadores são obrigados a cumprir esse papel, só que sempre alguém terá que sair de sua posição para cumprir uma nova formação a qual não tem os requisitos para cumprir e nem sabe como desenvolver essa nova obrigação.

    Essa metáfora ainda não consegue definir exatamente todo o conceito da desordem interior do ser humano, pois a peça principal que falta ao homem é Deus, e Ele não é só uma parte do sistema, mas a peça que conecta todas as partes, o ser que mantém tudo unido. Podemos tentar preencher esse espaço com todas as coisas possíveis, tirando elas de seu lugar, mas nada vai completar o homem, e ele vai continuar em sua bagunça até enxergar o que falta para tirar o vazio que há dentro de si mesmo.

    Reflitam na passagem bíblica e na música.

    Eclesiastes 3

    1 Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

    2 Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;

    3 Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;

    4 Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;

    5 Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;

    6 Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;

    7 Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;

    8 Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.

  • Para refletir – Enquanto é dia

    Hoje quase tudo é tão intenso. A informação, o pouco tempo, os sonhos humanos, mas as relações sociais estão cada vez mais fragilizadas, embora a vontade de muitos seja de aprofundar as interações.

    Infelizmente, para muitos de nós apenas a morte de alguém nos faz lembrar do quanto ela era importante para a nossa vida. E enquanto estava ao nosso lado, as ações não foram suficientes para sequer tentar demonstrar o amor que temos por ela. Seja qual o motivo: para alguns, apenas a timidez, outros por adotarem uma postura mais reservada, ou até mesmo reprimida. Na via da carência e solidão, muitos desencantaram-se com a humanidade, e até mesmo com a vida.

    Cristo, nos seus últimos momentos que antecederam a crucificação reuniu seus discípulos, indivíduos imperfeitos, problemáticos, mas que o acompanharam em seu ministério. Ele sabia que Judas o trairia, que Pedro o negaria, mas mesmo assim amou, permaneceu fiel à todos. Com total certeza, quando analisamos os evangelhos, notamos que Cristo foi pleno no amor e enquanto ainda havia tempo mostrava o quanto se importava com o próximo.

    E quanto a você? E seu(s) amigo(s), nos qual(is) você não sabe até quando verá? Deixará a pessoa sumir do seu convívio para doar seu amor e gratidão? Que possamos “oferecer flores em vida enquanto é dia…”

  • Conectados no Amor – A grande obra

    Enfeitamos aquela coroa. Colorimos o seu corpo com marcas, riscos vermelhos. Toda a nossa arte sem criatividade, sem cores, apenas uma confusão de ideias, objetos, uma arte mais que abstrata, a manifestação do vazio, a tinta sem cor, como um ácido sendo despojado sobre os ombros do grande pintor.

    A cada palavra mal proferida, cada ação desprovida de amor, como um pincel pintando uma folha branca, um chicote cortando a pele do crucificado. Nós, artistas destinados a eterna agonia de não saber o que criar, através de uma obra mais que perfeita, somos ligados a grande origem de toda nossa inteligência e o motivo de nossas composições. Temos através da pintura que fez os céus se fecharem, uma razão para compor, porque dEle e por Ele são feitas todas as coisas.

    A arte não mora nos objetos, na tinta, no quadro, mas na criatividade, a qual os artistas perderam, bloqueados pelo próprios olhos. E sem um porém, se vêem nas esquinas, nas calçadas da fama, vendendo sua arte forçada, descontentes com a própria produção. A criatividade, a profundidade permanece oculta nos olhos de quem acha que do mundo visível sairá algo novo, mas perdido no engano que dura desde o princípio da arte sem arte, não percebe que apenas está transformando apenas mais um pouco de tinta em busca de mais um pouco de dinheiro.Mas desde o início, o Grande Criador já planejava uma maior pintura para nos trazer ao lugar de origem. Para o lugar onde somos felizes porque sabemos quem está nos dando razões de criar, onde o improviso mais belo acontece a cada dia, para onde a espiritualidade reina.

    E toda aquela pintura negra que se fez no alto do monte, quando o céu se abalou, que a escuridão parecia tomar conta de toda a terra, era apenas o princípio da criatividade sem limites. Pois depois de três dias, o não mais único criativo pintor ressuscitava, e com Ele, uma geração de artistas começava.

    Pois na verdade, somos uma pintura sendo transformada em pintores.

  • Conectados no Amor – Sobre a profecia de Ana Paula Valadão

    Durante a época das eleições deste ano, boatos se espalharam na internet sobre uma possível “profetada” da Ana Paula Valadão sobre a candidatura da Marina. Nas palavras da profecia:

    “Envie teu povo para toda parte desta sociedade e nós ousadamente declaramos que iremos sim para aquela área mais temida das trevas para que a nossa invasão venha mudar a história. Nós estamos indo Satanás para a política brasileira e as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja do Senhor. Sai, vai pra fora Igreja, vai para os lugares mais escuros enviar a tua luz, é chegada a tua hora, é chegada a hora da igreja.”

    Muitos afirmam que essa profecia se dirigia a possível vitória de Marina Silva. Nesse cenário, surgiram críticos, a maior parte da linha reformada, postando críticas contra Ana Paula, enquanto os defensores da Ana afirmam que a profecia se dirigia a área política, não a um candidato em si.

    Ana Paula já é bastante conhecida por transmitir profecias de grande impacto no Brasil, e é bastante criticada por isso. No último contexto eleitoral, essa profecia da invasão da igreja na política brasileira ganhou ainda mais repercussão.

    Analisando as frases da cantora e pastora, não há realmente uma clara referência à candidata pessebista. As frases proferidas por Ana são muito vagas para se dirigir a um candidato em si. Mas de acordo com os críticos de plantão, a profecia é claramente dirigida à Marina Silva pelos seguintes fatos:

    • Ana Paula era abertamente adepta da Marina. Há um vídeo dela orando pela concorrente do PSB na Conferência Livres;
    • Após o prenúncio da Ana Paula, o vídeo foi usado na campanha eleitoral de Marina;
    • Outras profecias haviam sido preditas em apoio à candidata Marina. Valnice Milhomens na eleição de 2010 profetizou a vitória da candidata, o pastor André Salles profetizou também nas eleições atuais a vitória de Marina em uma entrevista a revista Época. André Valadão afirmou em seu Facebook que Marina é resposta de oração, não objetivando sua vitória certa, mas que ela será a melhor opção para o Brasil nas eleições;

    Para esclarecer tudo, Ana Paula publicou um vídeo de sua oração com um texto por nome de “De baixo pra cima e de cima pra baixo” para se defender das acusações sobre a possível “profetada”. Em suas palavras, “Faço questão de divulgá-lo ainda mais, pois nele oro e declaro o avanço da Igreja em todas as esferas da sociedade, e também na política. Mas quem o assiste vê que NÃO PROFETIZEI QUE MARINA GANHARIA.”, ela afirma que a profecia não se dirigia à Marina, mas sim a invasão da igreja na esfera política.

    Sendo assim, independentemente da validade das críticas, a culpa ou a inocência de Ana Paula Valadão, temos que ter cuidado com a veracidade do que compartilhamos, e principalmente realizarmos a análise de todas as profecias humanas como diz em I Tes. 5:20-21. Caso contrário, boatos, críticas e confusões acerca destes assuntos se tornam situações bastante prejudiciais para nós, como cristãos.

    Referências

    Profecia da Ana Paula Valadão: https://www.youtube.com/watch?v=9pvPK94WrQE

    Apoio do André Valadão: https://www.facebook.com/andrevaladaoofficial/photos/a.224382524291926.56118.113686508694862/783265441736962/

    Oração da Ana Paula pela candidata Marina na Conferência Livres: https://www.youtube.com/watch?v=3i-z-Dn0s80

    Profecia de Valnice Milhomens em 2010: https://www.youtube.com/watch?v=hSrqM0-ft54

    Explicação da Ana Paula sobre a profecia: https://www.youtube.com/watch?v=NMVLQ7Kkj5I&feature=youtu.be

    Entrevista de André Salles à revista Época: http://epoca.globo.com/tempo/eleicoes/noticia/2014/09/deus-me-revelou-que-marina-sera-proxima-presidente-afirma-o-bpastor-que-converteub-candidata.html

  • Conectados no Amor – Meditações do dia: Pensando algo impensável

    Eu admito que tenho hábitos introspectivos. E com todas as minhas meditações (vãs ou não), pus-me a pensar em algo impensável: eternidade. Contraditório ou não, pelo menos eu tentei. É claro que a situação de se imaginar algo que não se imagina é a mesma coisa que um peixe tentar pensar fora d’água.

    Mas refletindo sobre o conceito de se pensar em algo que não faz parte de meus pensamentos, percebi uma coisa: só imaginamos ou criamos uma nova realidade a partir do que vemos, vivemos ou do que já existe. Ou seja, eu, um grande iludido a tentar criar, compor e escrever algo, percebi que não criava nada, mas apenas misturava símbolos, coisas, formando uma novo ser. Oh, que grande ilusão de um pequeno aspirante a criador!

    Aí, percebemos a realidade do enunciado de Antoine Lavoisier: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Desculpem-me os escritores, artistas da vida, mas vocês não criam nada, apenas transformam. E eu que achava que escrevia músicas, apenas misturava notas musicais, harmonias, ritmo, e formava uma canção que não é nada criativa, mas bem transformada. Não há nada novo no mundo.

    Voltando ao assunto que eu estava falando, tentei pensar na eternidade. Em meus raciocínios refleti: o Ser Eterno, por ser eterno que é antônimo de temporal, não poderia ser uma contagem infinita, pois isso continua sendo temporal, mas num tempo infinito e além de ter que ter um início, o Ser que é maior que tudo não poderia ter tamanho, pois tamanho indica possibilidade de ser medido e compreendido e, além disso, propõe que Ele tenha um espaço e volume e, se Ele tem um espaço e volume, já não pode estar em todos os lugares, ou seja, Ele é inimaginável, incompreensível, não pode ser medido, não vive pelo tempo, e já que não vou conseguir parar de descrevê-Lo, vou resumir a isso: Eterno.

    Assim, Ele é o único que sabe criar e criou tudo isso que a gente sabe transformar. E eu, mais uma das milionésimas criações dEle, persisto a cada dia em conhecê-Lo (não compreendê-lo, pois não consigo), como um peixinho, melhor, um salmão nadando contra correnteza do mundo de volta ao lugar de onde eu vim, até ser transformado num ser que vive fora da água.

    É claro que uma ilustração temporal ainda não conseguiria ainda definir um Ser Eterno. Então é melhor ficar com esse versículo aqui:

    Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.” 1 Coríntios 2:9

  • Conectados no Amor – Eleição

    Eleição é época de tudo.

    Eleição é época de perder amigos.

    Eleição é época de ouvir comícios e carros chatos fazendo propaganda na rua.

    Eleição é época de propaganda eleitoral (pra rir bastante também).

    Eleição é época de decisão.

    Eleição é época de sujeira nas ruas.

    Eleição é época de burrice.

    Principalmente burrice.

    Mas não é de burrice que quero falar.

    Quero falar de corrupção.

    Falou em corrupção, o normal é pensar em política. Política lembra corrupção e corrupção lembra política.

    Mas não quero falar de corrupção na política.

    Quero falar de corrupção no povo que reclama tanto dos nossos governantes. Das pessoas que furam filas, que querem receber mais pelo pouco que fazem, de estarem descontentes pelo pouco, mas serem ambiciosos de tal forma a transformarem homens em objetos, da inveja, da falta de amor, e de outras “corrupções”que não vão caber aqui.

    De que adianta criar políticas de igualdade social, se continuamos individualistas? De que adianta a formulação de leis ambientais, de sustentabilidade, se continuamos consumistas e amantes de objetos?

    Com políticas e leis, nossos problemas são apenas retardados, mas não cancelados, nossa auto destruição fica apenas mais lenta.

    Pois nosso caos não vai acabar se continuarmos tentando lutar contra o fruto, consequência de nossas atitudes. É a lei da ação e reação. Não adianta querer mudar os frutos, não adianta tantas leis para segurar a raça humana. As leis apenas nos seguram até um certo limite, depois elas mesmas se tornam armas nas mãos dos indivíduos.

    Não adianta se julgar como uma pessoa boa, se na primeira oportunidade de ver sua bondade, aquele conceito de si não mostra as ações. Há uma espécie de doença, vírus, comendo cada pessoa no mundo, sem exceção. E se o vírus não for curado dentro de nós mesmos, o mundo não vai mudar, e a morte bate na porta da casa do nosso planeta. Esse vírus pode ser chamado de um monte de coisa, mas resumindo, aponta em uma direção só: destituição da glória de Deus. E a única forma de receber a cura, é percebendo que estamos doentes pois um são não procura médico.

    Quer a mudança de um país para melhor? Mude a si mesmo e reconheça a própria falha. O resto é só tentativa de tapar o sol com peneira. E por último, a verdade é sempre a mesma: quem nos representam é sempre o nosso ego, ou seja, o governo representa o povo, se o povo é corrupto, o governo será corrupto.

    Antes de mudar o mundo, mude a si mesmo.

  • Conectados no Amor – Ser como Jesus

    Imagine um homem de shorts, tranquilo e sereno, andando nas ruas por aí, parando e sentando-se no chão para conversar com pessoas que todo mundo tem vergonha de conversar. Imagine um cara enfrentando políticos e religiosos, ao mesmo tempo, vivendo da paz e semeando o amor, uma espécie de Gandhi quando o assunto é provocar rebelião sem guerra. Imagina um cara tranquilo que não se preocupava com coisas, avesso ao nosso sistema onde a riqueza e o poder é o único motivo para sobreviver. Seria aquele cara que quando estivesse passando por um parque, jardim, bosque ou um lugar cheio de flores e árvores, pararia, iria respirar e dizer: “que lugar belo”. Ele saberia olhar para tudo com amor. É o cara perfeito que andava na direção contrária do mundo, do nosso sistema político e religioso. Era o líder perfeito, que ao invés de propagandas, estaria nas ruas ajudando as pessoas.

    Esse é Jesus, um homem que fez história. Ele consegue influenciar milhares de pessoas até hoje. É o exemplo perfeito que sabe dizer o que é amor e servir ao irmão, que sabe se igualar aos menores da sociedade, e que conseguiu até a sua morte cumprir seu propósito.

    Esse cara trazia uma história maluca de rei e reinos, um novo lugar diferente do nosso. Claro que ninguém o entendia. Os políticos e religiosos da época achavam que Deus iria trazê-los para uma terra rica e frutífera, que Ele mandaria alguém grande e majestoso para guiá-los a terra prometida e reinar sobre eles com paz. Achava que eles seriam o povo de Deus, pela promessa feita sobre Abraão. Mas esse cara que se dizia o homem enviado por Deus, pregava uma coisa tão diferente do que eles pensavam. Não era o cara majestoso que esperavam, falava de um reino e uma terra prometida que não era na Terra, de um povo escolhido por Deus, mas não eram os judeus. Os políticos e os religiosos da época se enlouqueceram com ele. E ainda por cima, fazia coisas que eram contra os princípios deles, trazendo uma nova percepção da lei (a única certa, aliás).

    É claro que eles o prenderam e o acusaram de pena de morte. Mas ao invés de reclamar, por ser um homem justo, aceitou a pena. Pouca gente deve saber, mas até a morte dele tinha algum propósito. Ele não morreu sem querer, ele morreu porque quis. E da sua morte, nasceu o reino o qual ele tanto queria formar. A morte dele era a forma de ele justificar aqueles a qual haviam percebido o que Jesus veio ensinar e que queriam entrar para o reino sem terra.

    E que reino é esse? Denominações de igreja, visão ministeriais, um sistema religioso ou político? Não, quem acreditava nisso era os judeus religiosos e fanáticos. Além de crer que eles são o povo escolhido por Deus, zombaram de Cristo colocando uma placa escrita “Jesus, rei dos judeus” sobre sua cabeça na cruz porque o homem crucificado dizia ser rei de algum lugar, coisa que os religiosos da nossa época sabem bem fazer quando acham que são salvos por ter uma carteirinha de membro de igreja, ou quando fazem propaganda de nome de igreja.

    O reino de Deus é algo tão invisível que a única forma de nós reconhecermos seus participantes é seus frutos e suas atitudes. E se não há fruto, essa pessoa não é integrante do reino de Deus. Logo, o que chamamos de pessoas cristãs e que fazem parte do reino de Deus é realmente filho de Deus?

    Eu acredito sim

    Amar é repartir