Conhecido por seu trabalho à frente da banda Catedral iniciada no fim dos anos 80, conseguindo romper as barreiras do gospel alcançando feitos inéditos como ser a banda de rock mais votada entre todas do rock nacional na MTV Brasil em 2000, além de ter cerca de 3 milhões de cópias vendidas em sua carreira, Kim se destaca também em carreira solo, sempre lançando discos de grande aceitação do público.
Prestes a lançar novo disco intitulado “Intimidade Sonora” pela Sony Music, Kim fala com exclusividade ao Gospel Musikas sobre sua carreira tanto na banda como em solo além de adiantar detalhes relevantes a respeito deste novo trabalho e aproveita pra esclarecer algumas dúvidas em relação à banda, e afirma:“O crossover no mercado brasileiro nasceu com a Banda Catedral. Queiram ou não”. Acompanhe nossa conversa:
1. O álbum M.I.M. inicialmente foi lançado de forma independente, numa versão limitada com um livro, que contém vários materiais exclusivos da banda. Como surgiu essa ideia de lançar um livro-CD?
Queríamos fazer algo diferente de forma independente e por isso tivemos a idéia de fazer um livro de luxo com edição limitada que dava um CD inédito {o M.I. M} de brinde. Foi interessante todo esse processo, pois vendemos bem a edição e praticamente apenas com as redes sociais e o nosso site, ou seja, sem nenhuma outra propaganda ou mídia!
2. Quais são as diferenças técnicas mais notáveis deste último trabalho em relação aos anteriores, principalmente o “Pedra Angular”?
A Banda Catedral sempre esta amadurecendo! Essa é a nossa principal marca! Não nos acomodamos! Esse CD, o M.I.M também é totalmente inédito, diferente do Pedra Angular que tinha algumas regravações… Eu colocaria o M.I.M em termos de repertório certamente no TOP 5 da nossa carreira! Não preciso dizer mais nada, rsrsrs…
3. De 1999, quando o Catedral lançou o seu primeiro disco ao mercado nacional secular até os dias de hoje, quais foram os detalhes, tanto positivos e negativos que vocês notaram na nossa música brasileira?
Entrar bem no mercado popular e principalmente se manter é muito complicado, pois requer muitos investimentos! Em 1999 existia ainda muito preconceito, por isso foi muito complicado, mas mesmo assim conseguimos coisas até então inimagináveis para a época! (aliás, até hoje ninguém com origem no gospel dentro do pop/rock conseguiu algo igual) Como as indicações para os prêmios Multishow de 2000 e os VMBs da MTV Brasil de 2001, 2004, 2005. Como em ser a banda de rock mais votada entre todas do rock nacional na MTV Brasil em 2001, participar de vários festivais no palco principal como no Ceara Music de 2001 e de 2004, ter as nossas músicas nas principais redes de rádios em todo Brasil sempre nas primeiras colocações e de vender cerca de 300 mil CDs em 3 trabalhos em uma gravadora popular (de 1999 a 2002), no caso a WEA/Warner!
4. Em 2012 o Catedral, juntamente com o Novo Som gravou o álbum “Mais que amigos = irmãos”. Como se deu esse encontro, e amizade entre os dois grupos? Contem detalhes da produção.
Era uma coisa que queríamos fazer já há algum tempo e não tínhamos tido a oportunidade devido a questões de gravadoras e etc… Foi legal fazer esse projeto, pois a amizade é verdadeira! Vamos ver agora com o lançamento desse projeto que é independente como vai ser a reação de todos e como ele vai se portar perante o mercado!
5. Poderia falar um pouco da produção musical e conceito do disco “Intimidade Sonora”, desde as canções e o título do projeto?
É um projeto diferenciado! Com arranjos e produção musical primorosa do meu brother Júlio. A concepção do trabalho, os instrumentos usados, enfim, tudo valoriza as minhas interpretações dando um efeito agradável de intimidade com todas as músicas! Neste CD gravei 7 músicas inéditas entre elas destaco “O mundo precisa de Deus” escolhida pela Sony para ser a música de trabalho, “Muito Obrigado”, faixa que eu acho uma das mais fortes do CD entre as inéditas e “Tô contigo e não abro Jesus” que é um funk dançante bem diferente de tudo que fiz! O CD também traz 8 regravações especiais, sendo que a maioria nunca tinha regravado! É um projeto especial e eu gostei muito do resultado! Espero que todos curtam bastante!
6. Como você consegue conciliar duas carreiras musicais? Acha que isto é possível para a maioria dos músicos?
É uma coisa muito complicada e ainda mais com sucesso! Já faço isso desde 1990 com meu primeiro LP Além do espelho, mas tendo mais destaque a partir de 1995 com o CD de sucesso Coração Aberto…
7. Dos seus projetos solo, existe algum ao qual você tenha um sentimento especial, seja em qualquer aspecto?
Gosto dos CDs que lancei na Line… Gosto deles, porque sinto uma maturidade musical implícita e uma qualidade nas interpretações e arranjos que os diferencia dos demais anteriores! Destaco com prazer todos eles: Simplesmente Kim, O Meu destino é você, Realidade, Com toda força do Amor em CD e DVD e o Kim Acústico! Gosto de todos eles!
8. Kim, atualmente vem ganhando força no Brasil o movimento “crossover”, que apesar de parecer novo, muitos creditam seu início à Catedral ainda nos anos 2000. Realmente a Catedral tinha essa intenção? O que você considera ter sido impeditivo para que se tornasse bem sucedido?
A Banda Catedral não só teve essa intenção como realizou isso não só em termos musicais, mas em termos de carreira! (pois hoje a Banda tem um público forte e formado nos dois mercados). Ninguém vende em 3 trabalhos (como já disse anteriormente) 300 mil CDs sem ser bem sucedido! Depois na Line mais de 700 mil (CDs e DVDs entre Catedral e Kim) dando continuidade a esse sucesso e mantendo a mesma ideologia! Como já disse antes “na pergunta número três”ninguém faz aquilo tudo sem conseguir um “crossover muito bem acertado e competente” por sinal! O problema é que a sustentação disso requer muito investimento em mídia e ai é outra questão que independe de qualquer artista… Agora vejo um problema sério quando leio tudo isso que é a falta de memória que alguns têm… Como o povo esquece as coisas…
9. Certamente a banda foi alvo de preconceito devido essa musicalidade “fora da caixa gospel”. Como foi viver isso na pele? Acredita que o público atualmente está mais maduro e pronto para consumir esse tipo de música?
O público amadureceu sim, mas sempre demos importância apenas ao nosso público! O resto não é do nosso interesse!
10. Em entrevista à Billboard – Edição 37, Marcos Almeida da Palavrantiga disse não compartilhar das mesmas intenções da Catedral – “no fundo desconhecidas para todos nós”. Sugerindo que a banda não buscou o “crossover”, apenas migrou de um mercado para outro. Foi mesmo essa a intenção da banda? Você acredita em um meio termo? Nesta intersecção musical que permite ser secular sem deixar de ser cristão, ou tudo não passa de ideologias filosóficas?
Não o conheço pessoalmente, mas já disse a ele mesmo em uma rede social que ele se equivocou brutalmente ao dar declarações nesse sentido nos citando sem conhecer a Banda… Na verdade acho até engraçado esse tipo de declaração! Rsrsrs… Não só a ideia, mas como toda a prática dessa ideologia no mercado brasileiro nasceu com a Banda Catedral! E não agora, mas em 1999, ou seja, há 14 anos! Dá pra imaginar uma atitude dessas em 1999/2000? Pois é, coragem é sinônimo de Catedral! Queiram ou não temos história, fatos, resultados que confirmam tudo isso, enquanto muita gente ainda tem que comer muito feijão com arroz em vários sentidos…
10. Agora em nova fase, na Sony Music, o que o público pode esperar desta parceria?
A continuidade do nosso trabalho que sempre foi pautado na qualidade e no conteúdo de nossas músicas…
11. Deixe uma mensagem para os leitores que estão acompanhando essa entrevista:
Que Deus abençoe a todos! Muita paz, felicidades e lembrem-se: Deus É maior!
12. A quem interessar como entrar em contato com o Kim e Banda Catedral?
É só acessar o nosso site www.bandacatedral.com.br. Lá você encontra tudo! Contato para shows com a Gospel Power, nossos facebooks, Twitters e etc. Valeu!
Representante da nova geração de cantoras pentecostais, Suellen Lima, conhecida por seu talento e voz marcante assinou no dia 30 de janeiro contrato de distribuição de seus trabalhos bem como de todo o cast de sua gravadora Melody Gospel com a multinacional Sony Music.
Conversamos com a cantora sobre sua carreira e sobre os novos rumos de sua carreira a partir desta nova parceria. Confira:
OP – Suellen, você iniciou sua carreira bem cedo, e hoje apesar de jovem tem uma carreira bastante sólida. Como foi o início? A que você atribui esse sucesso?
Iniciei meu ministério ainda criança sem gravações profissionais em estúdio, cantando nas igrejas da cidade de Curitiba, e litoral paranaense. Sempre comento que meu ministério não depende de gravação para ser realizado. Mas lancei meu primeiro CD solo em 2001, comecei a produção musical em 1999 ainda em sistema Analógico. Meus pais comerciantes de roupas e móveis usados gravaram-me independente com muita dificuldade pelo chamado de Deus que era e é muito forte, deu tão certo que “Só mais uma lágrima” meu primeiro single de sucesso do álbum “Pode Acreditar” foi uma das canções mais executadas nas rádios de todo o país, valeu a pena toda lágrima derramada.
Sucesso pra mim é a consequência da promessa de Deus, sou consciente de que o nível de crescimento é o Senhor que planeja, se me fez crescer até aqui, é até aqui que ele quer que eu alcance, sou feliz e realizada pela vontade do Senhor na minha vida, espero e confio nele, tenho somente que agradecer a Deus, atribuo a minha família que acreditou em mim e tem se envolvido com muito trabalho, esforço, perseverança e superação juntamente comigo.
OP – Você se consagrou como cantora pentecostal. Em 2011 investiu também no sertanejo universitário com grande êxito. Como surgiu esse projeto? Pretende continuar gravando neste estilo?
Surgiu pela responsabilidade em chegar nos ouvidos e coração da massa. O propósito em gravar no estilo universitário é totalmente evangelístico e continuo com a mesma estratégia. Amo o pentecostal e continuo gravando, mas no Sertanejo as composições são mais populares e fáceis de entendimento. Deu muito certo, tenho alcançado meu objetivo principal, não tenho dúvidas de que quando estamos e fazemos a vontade de Deus em nós, o exito é o destino. “Jesus Simplesmente Tudo” é o título que escolhi para meu novo projeto – Sertanejo Universitário Gospel Vol 2. Com previsão de lançamento para Março de 2014.
OP – Suas canções são sucesso de visualizações no YouTube. Quais canções do seu ministério você destacaria e por quê?
Destaco as canções:
Só mais uma lágrima (2001) = Uma canção que enterniza a cada ano que passa, a primeira canção que gravei, a história que a envolve, tanto na vida do compositor , como pela marca que deixou no meu ministério.
Você é campeão (2007) = Musica que me marcou pela crescimento ministérial, mostrando o poder que Deus tem em levantar pessoas, e usar como ele quiser.
Pode chorar (2011) = Pelo vangardismo no estilo Sertanejo Universitário no segmento Gospel, e pela responsabilidade em evangelizar com mais força.
Impacto (2012) = Canção que Impactou a minha vida em todos os sentidos, espiritual e ministerialmente e reconhecimento profissional.
OP – Você também lançou um disco infantil “Feliz Demais Vol 1 ” que faz parte do Instituto Feliz Demais. Como foi fazer um projeto voltado para o público infantil? Pretende gravar novos CDs para crianças? Fale-nos um pouco a respeito do seu projeto social, a ONG Feliz Demais.
Estou à frente do projeto de Ação Social da ONG Instituto Feliz D+, trabalhamos com resgate e integração social de crianças, adolescentes, jovens e idosos. A Equipe na região metropolitana de Curitiba atua com assistência social, principalmente com ajuda em alimentos. Estamos com um projeto muito lindo queremos construir um grande pavimento para que possamos realizar mutirões de cidadania e cursos profissionalizantes. É árduo, pois é um trabalho de arrecadação. Gravei o álbum Feliz D+ VOL 1, com a preocupação de “Ensinar o pequeno no caminho em que deve andar e quando crescer não desviar-se D’ele” e parte da vendagem do álbum é revertida para a instituição. Com certeza pretendo continuar o projeto Vol 2, DVD Feliz Demais. O Senhor chamou e tem dado forças para realizar a sua obra nesta área também.
OP – Além de cantora, compositora, também é empresária e dona do selo Melody Gospel. Como surgiu o selo? Fale-nos um pouco a respeito do Festival que a gravadora está promovendo:
Tudo foi direcionado por Deus, não foi uma decisão sem pensar. Primeiro foi um chamado, as promessas e depois as confirmações do Senhor. Na época aos olhos humanos seria loucura, arriscado demais para uma Jovem de 19 anos e com apenas 6 anos de ministério, sem nenhuma estrutura empresarial, mas tinha um chamado, a promessa e o aval de Deus para caminhar sozinha. E foi assim que surgiu a Melody Gospel, foi muito difícil caminhar, formar uma equipe, ganhar credibilidade, construir o que somos hoje. Mas depois de tudo que passamos, hoje a gravadora atua há 10 anos, e o lema é Verdade em Cristo, Excelência e Qualidade Profissional, como Assessoria Fonográfica, estúdio de gravação (CD) e produtora de áudio e vídeo (DVD) e Assessoria Artística de Agendamento, reconhecida pelos prêmios “QUALIDADE BRASIL 2011” E “TOP OURO AS MELHORES DO ANO 2013”. Tenho a Melody como um ministério, uma arma poderosa que Deus tem total controle para usar na propagação do evangelho de Jesus Cristo, nosso Senhor. Minha mãe, Sirlei Lima, é uma peça chave, é a diretora geral da gravadora e o produtor musical Adilson K. Rodrigues com 35 anos de experiência, é fundamental, pois comanda as produções internas e externas do estúdio Melody Gospel.
“O Festival Melody Gospel de Música 2014” é um dos grandes projetos em execução no primeiro semestre de 2014. Anunciamos na segunda quinzena de janeiro, e já tem deixado os talentos de todo o Brasil ligados no site oficial e redes sociais da gravadora. A iniciativa se deu por conta de recebermos inúmeros e-mails, demos e vídeos de apresentações todos os dias, e percebemos muitas pessoas talentosas, e acreditamos que se obtivessem apoio poderiam se destacar na música gospel, é uma grande oportunidade para os que tem sonhos e disposição para a obra de Deus. Tem como principal objetivo dar oportunidade e descobrir um talento diferenciado oferecendo suporte, excelência e qualidade de Assessoria dos estúdios e produções musicais que a gravadora Melody Gospel realiza e o vencedor do concurso, será premiado com a gravação de um CD, contrato com a gravadora MELODY GOSPEL e fará parte do seu cast de artistas. O concurso é essencialmente do gênero cristão podendo participar cantores solistas, duplas e grupos de todas as cidades do Brasil, de todas as idades, e que não tenham contrato com gravadoras.
OP – Neste momento você assina contrato com a Sony Music que passa a distribuir os trabalhos da Melody Gospel, claro com ênfase nos seus discos. Como você encara essa nova fase? Como é fazer parte de uma gravadora de grande porte como a Sony Music?
O setor de distribuição da gravadora Melody Gospel e de todo o seu catálogo de lançamentos já existentes tanto meus, como do nosso cast e para artistas que poderão ser contratados posteriormente, será distribuído pela Sony Music. Ter a marca Sony Music vinculado às nossas produções musicais e serviços, com certeza nos dará mais credibilidade e projeção, é como uma assinatura de aprovação.
OP – Quais são seus projetos para 2014? O que podemos esperar desta parceria com a Sony Music?
A parceria entre as gravadoras Sony Music + Melody Gospel se dará inicio com o lançamento do CD “Jesus Simplesmente Tudo”, previsto para março/2014. O álbum vem com 10 faixas e playback incluso, e conta com composições de Ronaldo Rios, André e Felipe, Allan e Allex, Junior e Mateus, Renan, Jeter Audrey, Ryldo Lopes, Alexandre Leão e Eduardo, João Victor e Diego, Wesley e Alexandre e Roberto Reis.
Com a parceria de distribuição Sony, os lançamentos Melody Gospel terão um suporte para estar em todo o Brasil, exterior e também serão disponibilizados em todas as plataformas digitais que a Sony oferece. O público terá facilidade em encontrar e adquirir os lançamentos da gravadora, assim diminuindo a pirataria tanto física, como digital.
Também com a parceria Sony Music + Melody Gospel, a gravadora atuará como “Assessoria Artística, Editora Musical e Produtora”. Produzindo com ainda mais excelência e qualidade em seus estúdios tanto áudio (CD), como também no vídeo (DVD), podendo dedicar-se em descobrir novos talentos, trabalhando nos lançamentos do seu cast já existente, para que sejam distribuídos pela Sony Music e Editando obras musicais de compositores do segmento.
OP – Deixe uma mensagem para nossos leitores que acompanham esta entrevista:
“Que JESUS não seja apenas um mero abençoador da sua vida, mas que Ele se torne o primeiro lugar, o seu melhor amigo, o seu SIMPLESMENTE TUDO …” … Obrigada pelo carinho de todos os que me acompanham nestes 14 anos de ministério. Beijos …
Esta semana o O Propagador traz uma entrevista especial com o talentoso cantor Filipe Souza. Natural de Maringá (PR), Filipe é filho dos pastores Vagner Augusto de Souza e Luzinete Maria. Desde cedo se envolveu com a música e hoje brinda-nos com canções carregadas de personalidade que nos levam a uma íntima adoração com Deus. Acompanhe.
Como surgiu sua paixão pela música? Como nasceu o desejo de gravar?
A paixão pela música começou desde criança. Meus pais também são envolvidos com a música então cresci neste ambiente. O desejo de gravar veio depois da minha ida para o seminário onde estudei em Goiânia. Lá minha visão foi ampliada e comecei a sonhar com novas possibilidades de servir no Reino de Deus. Gravar foi uma delas.
Quais são as suas influências musicais?
Minhas influências antigamente eram todas de fora do Brasil, isso por ter passado toda minha adolescência e parte da juventude fora do país. Hoje já escuto muito mais cantores brasileiros do que gringos. Pessoas como Daniela Araújo, Leonardo Gonçalves, Nívea Soares são grandes influências artísticas pra mim.
Em 2011 você lançou o CD autoral “Consuma-me”. Qual a proposta deste trabalho?
“Consuma-me” foi meu primeiro trabalho, a proposta era um Pop-Rock Congregacional. Um trabalho especial para mim.
Em 2012 você trouxe para o público o projeto “Minha fonte”. Fale-nos um pouco sobre o processo de produção deste álbum, qual o foco deste trabalho?
Creio que neste trabalho foi onde eu realmente me descobri! Todas as canções falam diretamente comigo e por isso creio que elas são mensagens do coração de Deus para que venham a ouvi-las. O processo de produção foi muito prazeroso e produtivo. Pude contar com produtores e músicos maravilhosos que com certeza enriqueceram muito o trabalho. Daniel Marcos e Jordan Macedo me deixaram muito livre, mas ao mesmo tempo me guiaram muito bem em todo o processo.
Você contou com algumas participações especiais. Conte-nos como foi fazer essas parcerias:
Jozana Souza é minha esposa e com certeza foi uma grande realização poder gravar com ela. Creio que nos próximos projetos estaremos trabalhando mais juntos tanto nas composições quanto nas gravações. Com certeza vocês irão vê-la mais (risos). Lucas Gomes foi meu aluno no seminário, mas se tornou um grande amigo. Sem falar no talento que ele tem. Leo Fonseca, que também é um colega de ministério, foi chave na produção. Ele que me apresentou ao Jordan Macedo, portanto ele não poderia ficar de fora daquele projeto!
Recentemente você gravou o clipe “Minha Fonte” no interior do Rio Grande do Sul. Como foi gravá-lo? Como surgiu a ideia do clipe?
Foi realmente especial gravar este clipe. É a primeira vez que produzimos um trabalho com a participação de atores. Escolhemos a história de uma moça que sonha engravidar, e apesar do sonho demorar a se realizar, ela espera em Deus e é surpreendida. Ela e o esposo esperaram na Fonte, eles tinham Cristo como a fonte de esperança deles. A AleFilms cuidou de toda a produção e finalização conseguiu alcançar o que queríamos. O que mais me deixou feliz com este clipe é como ele impactou as pessoas. Recebemos testemunhos de muitas pessoas falando sobre cura emocional, sobre a renovação da esperança, sobre como Deus falou com elas através das canções. Isto sem dúvida não tem preço. Isto renova as esperanças em mim também para continuar.
Como o público tem recebido o seu trabalho?
A receptividade tem me surpreendido! Quando chegamos a uma igreja nova e começamos a cantar, o público sempre responde já cantando conosco. Também temos recebido muitos testemunhos de pessoas que tem sido ministradas e tocadas pelas canções. As críticas têm sido muito positivas. Neste ano, inclusive, fomos indicados ao Troféu Promessas. Coisas assim nos estimulam a prosseguir.
Além de cantor, você também tem um trabalho ministerial como pastor. Como é conciliar as duas áreas?
Difícil! (risos). Sou pastor e coordenador de uma Casa-Lar em Ijuí/RS. Eu e minha esposa tentamos conciliar tudo isto e ainda atender às agendas. Tentamos dar o nosso melhor, não é fácil, mas o Senhor tem nos dado graça!
Você participa de um trabalho social com enfoque missionário em combate às causas da pobreza e exploração de crianças em diversos países. Fale-nos um pouco sobre este trabalho:
Sim! Sou ministro de louvor parceiro da Mobilização Mundial e como eu disse anteriormente coordeno uma casa “Meninos e Meninas Dos Olhos de Deus” no Rio Grande do Sul. Casas como esta existem em vários países do mundo! Trabalhamos no resgate de crianças vítimas do tráfico humano, drogas e em situações de risco.
Quais são seus projetos para 2014 na música?
Trabalhar bastante! Lançaremos um novo videoclipe logo no começo do ano, e também estamos planejando começar a pré-produção de um novo trabalho, ainda no primeiro semestre. Cremos que novas portas serão abertas para alcançarmos um publico maior com a mensagem que Deus tem nos dado.
Deixe uma mensagem para nossos leitores:
Plante sua vida perto da FONTE do Senhor! A palavra de Deus nos diz em Jeremias 17.7-8: “Bendito o homem que confia no SENHOR, e cuja esperança é o SENHOR. Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto”. Esta é minha mensagem pra você! Que ELE seja a sua Fonte!
Como o leitor pode conhecer mais sobre você e adquirir seus discos? Deixe seus contatos.
Leonardo Duarte é um talentoso cantor carioca que desponta na música gospel com seu primeiro trabalho solo totalmente autoral. Com garra e muita personalidade, Leonardo prova que tem talento de sobra pra crescer no meio musical contando com parceiros experientes como o cantor e compositor Anderson Freire. Conheça mais do ministério e da vida deste jovem promissor nesta entrevista exclusiva concedida ao nosso site.
O PROPAGADOR – Como você começou a cantar? Quando veio a certeza de que essa era a carreira que você queria seguir?
Bem, nunca pensei na minha vida que um dia eu estaria com um microfone na mão muito menos cantando rs. Aos 12 anos tive que substituir o solista do grupo de adolescentes na nossa festa, foi um pânico porque só eu sabia o solo e sempre fui muito tímido por incrível que pareça. Mas o comprometimento com a obra do Senhor só veio aos 18 anos quando respondi ao chamado de Deus e percebi que ele queria me usar como arma contra o inferno.
OP – Quais são as suas influências musicais?
Curto muito Building 429, Jeremy Camp, Marcos Witt, Fernandinho e gosto muito do que o Hillsong tem feito com trabalho para os jovens.
OP – O seu primeiro disco solo vem sendo bem recebido pelo público. Quais as experiências adquiridas durante a produção?
Tive algumas surpresas como a canção “Minha vida é te adorar” ter entrado no último momento quando o disco já estava praticamente pronto, mas sem dúvida o que mais me marcou foi o fato de eu ter tido uma inflamação muito forte na garganta no dia da gravação e ainda assim ter conseguido finalizar todo o disco para a honra e Glória do Senhor!
OP – Todas as músicas do disco são autorais. Como se deu este processo de composição e seleção de repertório? De onde vem a inspiração?
Bem o processo de selecionar as canções sempre é muito difícil ainda mais quando as canções são todas nossas, mas a participação da minha igreja foi fundamental. Eu sempre ministrei as canções durante os cultos e logo comecei a perceber quais canções deveriam ser gravadas. A vida com Deus sempre é a base de tudo, é o meu combustível para seguir na fé com o Espírito Santo. Tem que vir Dele a inspiração, Ele é a essência, Jesus a razão de tudo.
OP – Quais músicas você destacaria como suas preferidas? Por quê?
Agora você realmente me pegou rs, sou suspeito. Gosto muito da canção do Clipe “Minha vida é te adorar” por ter sido a última do disco a entrar no CD, “Salmo 121” na qual tive o prazer de ter meu amigo Anderson Freire participando comigo, “Meu Tudo” que é a canção de trabalho, ‘Curado eu Serei” que tem impactado tantas famílias e tenho ouvido lindos testemunhos do que Deus tem feito nos lares.
OP – Na faixa 9 você conta com a participação especial de Anderson Freire. Fale-nos um pouco sobre essa parceria:
Ah o Anderson é parceirão nosso. Nos conhecemos em uma rádio em 2008 na comunidade do Jacarezinho RJ, e desde então mantemos uma amizade que já dura aí mais de 5 anos e a participação dele veio pra somar o disco, sempre de coração muito aberto tem sido um ótimo conselheiro numa época aonde pessoas são tão egoístas, orgulhosas e traiçoeiras. Deus tem honrado esse homem de Deus que está com um disco lindo aí no Brasil.
OP – O “Leonardo Duarte” é um trabalho lançado de forma independente. Quais são as maiores dificuldades quem você enfrentou e enfrenta para lançar um disco sem apoio de uma gravadora?
Sem medo de errar posso dizer que o apoio com as rádios tem sido mais dificultoso do que uma gravadora em si. É claro que não sou hipócrita e sei que com uma gravadora tudo fica mais fácil, as rádios abrem literalmente as portas, mas é triste ver como o independente é desvalorizado e EXTORQUIDO por algumas rádios que se dizem ser evangélicas e principalmente lidar com a verdade quando na realidade elas vendem posições nas 10 mais pedidas, nas 20 mais pedidas e etc… Esses dias uma rádio me cobrou mais de 10 mil reais pra minha canção “Meu Tudo” ficar em 1º Lugar durante 4 semanas seguidas. Fiquei muito triste por perceber que nem tudo funciona como eu pensava, a grande verdade é que algumas rádios e gravadoras não estão nem um pouco preocupadas com o Reino, tudo Business my friend.
OP – O mercado da música gospel brasileira está em uma onda crescente, com isso, a concorrência se torna mais acirrada e as expectativas do público maiores. Como você, enquanto cantor se vê diante dessa realidade?
O crescimento é algo normal e faz parte, inclusive das mídias, a concorrência sempre haverá por partes de alguns ou de muitos. A grande verdade é que eu não estou preocupado com isso, mas sim o que temos passado para aqueles que adquirem nosso material que querendo ou não é comercial. Devemos ser servos independentemente de qualquer coisa, Jesus é o centro o que passar disso pra mim perde a credibilidade.
OP – Como compositor, como você vê a responsabilidade de passar a mensagem de Deus através da música? Muitas canções atualmente vêm recendo severas críticas por falta de coerência com a palavra de Deus. O que você pensa sobre isso?
Bíblia meu amigo, Falta Bíblia, mergulhar na palavra. É mais fácil fazer o que dá certo do que é certo. Precisamos voltar ao primeiro amor, o evangelho de Jesus é simples e inteligente. Temos que filtrar o que temos ouvido nas nossas igrejas.
OP – Você costuma se colocar com muita personalidade nas redes sociais, inclusive criticando a forma como o mercado gospel funciona. Como você lida com isso? O que mais te incomoda?
Rs sabia que teria esta pergunta. Vamos lá, primeiro não sou um produto, não fui feito pra tal finalidade, sou filho da Dona Rose e do Edmilson, servo e tecladista da minha igreja, nascido e criado na favela do Jacarezinho. Tenho mil motivos para não esquecer as minhas raízes e de onde saí, era de uma igreja que quando convidávamos um “Cantor X” o camarada ia até lá vendia seus CDs e abençoava nossas vidas. Pois bem, hoje em dia a mesma igreja nos dias de hoje chama o “Cantor X” o cara cobra 5 dígitos. Acho que os nossos valores mudaram. Não foi a toa que Jesus chegou ao templo quebrando tudo porque estavam fazendo a casa de Deus como um Shopping??? Como feira??? Bem, mais uma vez volto a falar Jesus só precisou de 12 pessoas e fez o que fez.
OP – O fim do ano de 2013 está se aproximando. Quais são seus projetos para 2014?
Divulgar, divulgar, divulgar e divulgar. Lanço mais 2 clipes pra divulgação do disco inclusive a canção com participação do Anderson Freire.
Bate-bola:
Um desejo: Viver a Vida que Cristo separou pra nós
Um agradecimento: à Deus , minha família, e a todos que nos acompanham
Música pra mim é: Arma contra o inferno
Não posso esquecer de: Onde vim, da Cruz
OP – Como o leitor pode conhecer mais sobre você e adquirir o seu disco? Deixe seus contatos.
no Site www.maistore.com.br , em Breve no iTunes, ou nos tel 21-8174-2595 21-7470-2909
Mais uma banda de talentosa marca presença aqui no O Propagador. Desta vez conversamos com Rafael Buthers, vocalista da banda que nos contou detalhes de como a banda surgiu, sobre o primeiro CD e também as novidades que estão a caminho, como a gravação de um novo álbum. Acompanhe nossa conversa:
O PROPAGADOR – Como surgiu a Banda Canção do céu? De quem foi a iniciativa?
A banda Canção do Céu surgiu em 2009 de dentro de um ministério Jovem de louvor de uma Igreja local, onde Deus colocou no coração de nosso guitarrista Igor Oliveira e vocalista Rafah Buthers a necessidade de expandir os horizontes e começar a “pescar” almas fora das 4 paredes de um templo.
OP – Quando vocês entenderam que a música era aquilo que deveriam fazer?
Acho que sempre tivemos essa sede e identificação pela música, depois de alinhar essa sede com a vontade de pregar a palavra foi a química perfeita.
OP – Como surgiu o interesse pela música? Quais são as influências da Banda Canção do Céu?
O interesse foi algo colocado por Deus em nossas vidas, sempre olhávamos em nossa igreja bandas e ministérios consagrados na música gospel e isso nos impulsionava bastante, temos influência tais como Hillsong, Switchfoot, Delirious, Starfield, U2, Blink e muitos outros, mas esses são principais.
OP – O primeiro CD de vocês, “Que amor é esse?” veio bem pop-rock, estilo defendido pela banda. Conte-nos detalhes sobre este trabalho, como foi a escolha das composições?
Foi um CD muito difícil, com poucos recursos e um pouco de imaturidade “musical”, mas vejo que foi um CD de superação, conseguimos alcançar muitas vidas com o primeiro trabalho, a escolha das composições não foi algo tão fácil, tivemos ajuda de grandes amigos como Klev Soares (4 por 1), Bruno Jovita (Promises), Evelyn Lolle, e algumas autorais.
OP – Existe uma canção preferida? Qual e por quê?
Eu não vou me calar é umas das preferidas, porque conta absolutamente a história da banda onde muitos tentaram nos calar, porém sempre tomamos em nossos corações que “Aquele que começou a boa obra é fiel para cumpri-lá…” então “Não importa o que vão pensar… Nós não vamos nos calar” (rsrsrs).
OP – Como é a parceria de vocês com o Klev da banda 4 por 1?
Klev é um irmãozão nosso, desde a época da Banda Promises, foi uma parceria firmada por Deus, algumas composições dele entraram em nosso primeiro disco e é uma aliança muito forte que temos com ele, tivemos a oportunidade de tocarmos juntos em Pernambuco no Laje Feliz Canção do Céu e 4 por 1 e foi uma experiência incrível.
OP – Em 2013 vocês estão preparando um novo CD. Já tem título definido?
Sim, o nome do CD será “VIVER PARA DEUS”, é realmente o que estamos vivendo no momento, abandonamos sonhos humanos, trabalho, dinheiro e ter uma vida normal para seguir os sonhos de Deus em nossas vidas, e sinceramente não queremos voltar a trás por nada, estamos felizes com esse novo projeto, ele será gravado em São Paulo durante o mês de março, será produzido por Thiago Larenttes (Banda Andragonia) e tem uma proposta musical muito diferente de tudo que o “mercado gospel” talvez já tenha ouvido.
OP – Qual é o foco deste novo trabalho? Como está sendo a escolha de repertório?
O foco desse CD é enfatizar que vale a pena viver para Deus, viver os sonhos de Deus, renunciando e matando o nosso eu a cada dia em nossas vidas, o repertório foi todo inspirado por Deus, o CD é quase 95% autoral e algumas canções já tínhamos incluído e nossos repertório de Shows como “Eclesiastes 3 e Viver para Deus”, esse CD contará com a regravação da música “Eu não vou me calar” com uma roupagem diferente e um novidade essa faixa será ao vivo.
OP – Muitas bandas independentes estão investindo em videoclipes como forma de alavancar a divulgação das bandas, vocês tem planos de lançar videoclipe?
Pretendemos sim, junto com projeto do novo CD, entra em cogitação a gravação de nosso primeiro clipe.
Como vocês veem a situação da música gospel hoje? Acreditam que essa super valorização do gospel é benéfica?
É um momento diferente que a música gospel vive hoje, e essa “globalização” poder ter dois lados da moeda, mas não queremos entrar em polêmicas aqui (rsrsrs), mas é sim uma realidade muito diferente talvez de 4 a 5 anos atrás, e pode sim beneficiar a muitos como já tem ocorrido.
OP – Quais são as expectativas da banda para este ano de 2013?
Como sempre em nosso lema é ALMAS PARA JESUS, e muita unção e rock (rsrsrs). Temos alguns desejos tais como gravadoras e produtoras, mais essa parte deixa com Deus, pois ele é nosso patrão!
OP – Deixe uma mensagem para os leitores que acessam nosso site:
Que Deus possa abençoar todos vocês, e que sempre possam estar buscando Viver os sonhos de Deus porque ai sim não tem chance de dar errado. Paz.
Elizeu Fernandes é pastor e cantor com uma longa caminhada ministerial. Dedicando-se à música desde 2007, está prestes a lançar o terceiro disco. Conversamos com o cantor sobre sua história, experiências e projetos. Confira!
O PROPAGADOR – Conte-nos um pouco de sua trajetória ministerial.
Eu comecei a trabalhar no ministério assim que converti ao Senhor Jesus em 1982. Me converti no estado do Mato Grosso , e logo voltei para o norte de Minas, onde nasci, e comecei a trabalhar no ministério e abri algumas congregações, como missionário. Já gostava de cantar desde criança e em 1983 cantei pela primeira vez na igreja. Era a música “Cristo Volta” do cantor Valdomiro Silva. A partir daí nunca mais parei de cantar. Em 1993 mudei para Ribeirão Preto- SP, onde pastoreei uma igreja. Em 1996 fui transferido para assumir a igreja Assembleia de Deus na cidade de São Simão-SP, igreja esta que pastoreei por quase 12 anos. Já em São Simão, em 2005, senti de Deus que já poderia grava meu 1° CD. No dia 13 de junho de 2006 realizei um sonho e lancei o CD “Deus em Primeiro Lugar”. Deus me abençoou grandemente por meio desse disco e em 2007 gravei o segundo chamado “Liberdade”. No mesmo ano me mudei para Camboriú – SC por causa dos estudos das minhas filhas e, com os dois álbuns nas mãos, passei a viajar o Brasil inteiro cantando em diversos congressos e convenções. Cantei em praticamente todos os estados brasileiros. No início de 2012 voltei para são Simão para assumir novamente a Igreja local, mas pretendo continuar conciliando o ministério pastoral com o musical, porque foi para isso que Deus me chamou.
OP – Quais as principais dificuldades enfrentadas nessa caminhada?
As Dificuldades são muitas. Mesmo sendo um pastor, membro da convenção geral da AD, enfrento muitas dificuldades, como de divulgação. Muitas vezes não tinha agenda mas precisava colocar o pão na mesa. Ligava para amigos para ficar em suas casas e cantar nas suas igrejas, mesmo que sem oferta, apenas pela venda dos discos. Mas Deus nunca me deixou decepcionado. Em muitas ocasiões tinha de fazer viagens longas, as vezes de mais de 20 dias para combinar agendas, deixando a família.
OP – Em que momento a música passou a ser seu principal ministério?
Em 2007, quando as minhas filhas foram estudar em Santa Catarina. Eu não tinha outra solução. Ou eu priorizava a música e as acompanhava, ou corria o risco que elas ficassem sem estudar. Eu já tinha o primeiro cd e estava finalizando o segundo, mas tinha medo de viver só da música, achava muito difícil. Mas Deus com o seu infinito amor me deu coragem, aumentou a minha fé e me deu vitória. Foi uma experiência maravilhosa.
OP – O senhor já tem dois discos gravados. Em que momento da sua vida eles foram feitos? Quais são as experiências que foram vivenciadas através deles?
Eles foram feitos quando eu tive uma revelação de Deus dizendo que passaria por uma grande dificuldade na minha vida, mas tinha bem perto de mim haveria um rio de águas cristalinas que me traria muita paz. Entendi que Deus tinha uma benção para minha vida, que estava bem perto e que só dependia de mim. As experiências são muitas. Eu entendi que para seguir nesse ministério não basta ser carismático, leal e cantar bem. É preciso depender inteiramente de Deus. Só Ele pode abrir as portas. Nas horas mais difíceis da minha vida, recebia um convite. Só Deus para fazer isto! Por isso ei digo que eu tenho realmente um ministério, não uma profissão…
OP – Algumas músicas gravadas são de autoria própria. Como elas nascem?
Sim, são! Tem uma que eu gravei uma música no primeiro disco que se chama “Nada Vale” (http://www.youtube.com/watch?v=h2SbmYRExQ8) . Eu estava vendo um cantor de música sertaneja cantando em um programa de TV. Ele era muito famoso na época, mas senti que mesmo ele, com tanta fama, eram uma pessoa triste. Naquela hora me veio esta música nada vale. Outras nasceram de mensagens de cultos, ou experiências pessoais, como “Sou vencedor”, também do primeiro disco.
OP – Destes dois discos já lançados, quais são aquelas músicas com as quais as pessoas mais se identificam? Por que o senhor acha que isso acontece?
A música “Deus em Primeiro Lugar” (http://www.youtube.com/watch?v=H-afRIaKvm8) é muito tocada e em todos os lugares onde cantei as pessoas gostaram. Eu creio que isso acontece porque ela tem um apelo muito forte, falando que mesmo nos problemas, devemos colocar sempre Deus como prioridade. Outra muito bem aceita é do cd “Liberdade” que se chama “No muito te colocarei”. É uma letra muito profunda e diante dela, todos nós sentimos a necessidade de sermos mais gratos a Deus. Além da bela letra do meu amigo Alceu pires, ela tem um arranjo que lembra aquele sertanejo de raiz que a deixa ainda mais bonita. Também do Alceu tem uma das minhas preferidas, chamada “Faça Sua Parte” (http://www.youtube.com/watch?v=JjcBsEGKM_Y), que fala que para recebermos algo da parte de Deus é necessário que façamos o que nos cabe.
OP – O senhor canta em um estilo bastante voltado à música cristã mais tradicional. Quais cantores lhe servem como referência?
Os principais são o Valdomiro Silva, Chagas Sobrinho, Alceu Pires, Feliciano Amaral, Vitorino Silva e Ozéias de Paula.
OP – Quais as maiores dificuldades de ser um cantor independente em um mercado de música gospel cada vez mais competitivo e profissionalizado?
Sem dúvidas é a divulgação. Quem tem uma gravadora é mais bem divulgado. É aquela coisa de que quem não é visto não é lembrado, no meu caso quem não é ouvido não é lembrado. Como meios de divulgação geralmente são caros, eu dependo muito da parceria de amigos para me tocam em seus programas de rádio, por exemplo. Mas graças a Deus que temos a internet que tem me ajudado muito através das redes sociais.
OP – Há projetos para um novo disco em 2013. Como anda a preparação? Já tem repertório definido?
Sim! Agora em 2013, querendo Deus, vou entrar em estúdio para gravar o novo disco. O repertório já está praticamente fechado com ótimos compositores, como o Salatiel Santos que compõe para cantoras pentecostais como a Mara Lima. Tem também canções do Alceu Pires que além de um grande cantor, é um dos compositores mais tradicionais da nossa música. Isso, além de músicas próprias, claro.
OP – Além do novo disco, quais são as expectativas e projetos ministeriais para este ano?
Pastorear diretamente a minha querida igreja por mais um tempo, até ela se estabilizar. Enquanto isso, e depois disso, fazer o que mais gosto na vida: cantar e cantar por vários lugares. Sei que as minhas canções tem ajudado a vida de muitas pessoas. Recebo testemunho de muita gente dos mais diversos lugares, que foi abençoada por meio dos meus discos, ouviu alguma canção através do radio ou pelo youtube. São muitas experiências de transformações de vida por meio do louvor.
OP – Gostaria de deixar uma mensagem para os leitores do O Propagador?
Quero deixar um grande abraço a todos os leitores e desejar que a graça de Deus esteja sempre sobre vocês. À equipe do O Propagador eu só tenho que parabenizar pelo belo trabalho e agradecer a atenção. Que Deus os abençoe sempre.
OP – Por favor, deixe seus contatos para convites ou pedido de discos.
Quem quiser entrar em contato comigo para convites ou mesmo adquirir os discos, pode me comunicar pelo email e MSN elizeufsouza@hotmail.com. Os telefones são (16) 8233-5302 / (16) 9364-9612 / (16) 9700-7711. Para mais informações também tem o Facebook.
Nascido em lar evangélico, o jovem Thiago Monteiro canta desde pequeno na igreja. Seu trabalho musical tem tido grande aceitação e feito sucesso com seu estilo pentecostal, pois foi criado na Assembleia de Deus. Atualmente mora em João Pessoa-PB mas é natural de Pernambuco, onde residiu até a gravação do seu CD Sobrenatural.
Seu último lançamento foi o CD e DVD Sobrenatural que trouxe bastante repercussão por suas
musicas serem bem envolventes e tocarem nos corações de uma forma extraordinária. Atualmente noivo, Thiago, tem se preparando para um novo lançamento em 2013, além de planejar um álbum romântico em parceria com sua noiva, a cantora Andressa Sannlim. Confira a seguir, nosso bate-papo com este cantor abençoado:
O PROPAGADOR – Como tem sido a repercussão do seu trabalho junto ao público?
Tem sido uma benção graças a Deus, tanto em Paulista – PE como em João Pessoa. Em 2013 Deus tem prometido muita coisa boa, muita novidade. Onde temos ido, vidas tem sido libertadas através do nosso louvor, Deus tem me dado o privilégio de profetizar sobre a vida das pessoas dessa forma, cantando.
OP – Fale sobre o novo projeto aguardado em 2013, o que já tem definido?
Muita coisa boa vem aí.. Este ano (2013) estamos querendo gravar o 3º DVD em João Pessoa, Paraíba no Teatro Santa Rosa, centro. Já estamos com um público muito bom, a gravadora já esta encarregando isso. E também este ano gravo meu 4º CD junto com a gravação do 3º DVD.
OP – Como foi o processo de escolha das composições do CD Sobrenatural? Quais foram os critérios? Você também compõe?
Foi uma benção do céu sendo meu último trabalho em Paulista, na minha terra maravilhosa! No cd “Sobrenatural” Deus colocou compositores na minha vida, o Anderson Ferreira, o Vagner Ferrer, o Anderson Ferrer e eu que também componho. Compus a musica sobrenatural junto com o Anderson Ferreira e também a música “vai dando glória”. O CD tem sido bastante divulgado e conhecido em João Pessoa.
Onde eu tenho chegado, as pessoas tem pedido canção “Sobrenatural” que é a musica tema do álbum, que fala fortemente ao meu coração e com certeza tem tocado os corações de quem ouve. Ela vem sendo bastante tocada nas rádios de João pessoa. Deus tem feito grandes coisas através do CD e do DVD Sobrenatural.
OP – Você possui uma voz potente e com um diferencial ao cantar. Quais são suas influencias musicais?
TM: Nossa essa pergunta… Para mim não é difícil falar, pois desde criança que eu sempre gostei e ainda canto os hinos da cantora Shirley Carvalhaes, aonde eu chego eu canto os seus hinos e tem sido uma benção. Para mim ela foi um espelho, Deus fez grandes coisas, e eu tive o prazer de regravar uma musica dela, a canção “Titulação”, e através da Shirley eu fui batizado com o Espírito Santo cantando o hino “Faraó ou Deus” na concentração em GE1, Assembleia de Deus em que fazia parte desde criança, e lá Deus me batizou com oito anos de idade cantando essa canção e ainda hoje canto musica dela nos meus eventos, nos shows.
OP – Em sua caminhada até aqui, quais foram as maiores dificuldades enfrentadas em relação à sua carreira?
TM: Dificuldade a gente encontra em várias circunstancias e situações, mas às vezes palavras que tentam nos abater, nos entristecer, eu não tomo para mim. Eu sempre digo uma brincadeira que eu ando com dois sacos um costurado e outro furado, as coisas boas eu aproveito, mas as coisas ruins eu coloco no saco furado e vai ficando ali mesmo, e não há dificuldade. Eu digo hoje que as pedras que me jogaram desde o início da minha caminhada – pois eu comecei muito cedo a louvar ao Senhor- hoje servem para eu construir um altar para adorar ao meu Deus e um castelo firme e forte cada vez mais na presença do Senhor.
OP – E quanto ao clipe da canção Sobrenatural como foi fazê-lo?
O clipe do DVD Sobrenatural foi uma benção, foi uma coisa tão espontânea, tão rápida, eu tinha que fazer o clipe para o DVD, mas eu ainda não tinha o local, mas a produção foi no castelo de Brenan, pediu a autorização e nós fizemos um belíssimo trabalho ali. Acho que foi um dos meus melhores clipes. Mas outros virão, eu creio que serão ainda melhores! Cada vez mais Deus tem feito grandes coisas e tenho certeza que vai vir muita novidade e principalmente de João pessoa da terra Paraibana!
OP – Se pudesse resumir este álbum em uma frase, qual seria?
Seria “Eternamente agradecido ao meu Deus”. Eu sempre digo a Ele que eu agradeço pelo dom da vida que tem me dado, de louvar, de profetizar sobre vidas e aonde temos passado, temos visto a glória de Deus e a sua mão sobre mim, sobre a minha banda. Também agora noivo da cantora Andressa, breve vamos gravar um CD romântico, o seu pai é produtor musical, estamos vendo isso.
OP – Quem tiver interesse em convida-lo para show, cultos e outros eventos como entrar em contato?
Entra lá no meu blog que o grande amigo Luiz Felipe Bessa criou. Lá você encontra muitas novidades sobre meus trabalhos. Meu telefone para contato (83) 8719-2126 (81) 8848-274. Meu e-mail é tiagomonteiropb@hotmail.com e meu blog é www.cantorthiagomonteiro.blogspot.com Acessem!
Antiphona é uma banda carioca formada pelos amigos Syd Back e Gustavo Brown. Conversamos com Syd, vocalista e fundador, que falou sobre a formação da banda, o primeiro disco, mercado e projetos futuros. Confira!
O PROPAGADOR – Conte-nos sobre como surgiu a banda?
A banda começou em 2000, fundada por mim e dois grandes amigos, os primos Douglas Alves (baixo/teclado) e Marco Antônio (bateria). Conheci Douglas num ponto de ônibus quando éramos alunos da UFRJ, e enquanto esperávamos – às vezes o busão demorava e muito (risos) – conversávamos sobre música, bíblia, igreja e muitos outros assuntos, o que nos fazia perceber uma grande afinidade. Naquela época eu fazia parte de uma banda que de repente, ficou sem baixista e baterista. Douglas foi minha opção mais que imediata, que prontamente aceitou meu convite. Alguns dias depois me apresentou seu primo baterista, Marquinho. A primeira música que mostrei foi “Meu Escudo e Proteção”.
Essa banda acabou se dissolvendo poucas semanas depois, e a partir disso nós três, os remanescentes, fundamos o Antiphona, nome dado pelo Douglas. Essa formação durou quase 5 anos, até que Douglas deixou a banda para se dedicar ao seminário (hoje é pastor) e Marquinho acabou se mudando para outra cidade por motivos profissionais.
Depois da primeira formação, tivemos outras com músicos e amigos sensacionais que certamente foram importantes na estória da banda. Hoje o Antiphona é formado por mim (voz, guitarra e sintetizadores) e pelo Gustavo Brown (baixo, guitarra e sintetizadores), que era um admirador da banda em suas formações anteriores.
OP – De onde veio o interesse pela música e a certeza de querer viver dela?
Tive a sorte de ter família e amigos de excelente gosto musical. Lá em casa sempre tinha os LP’s e compactos dos grandes artistas nacionais e internacionais. A música acabou sendo uma paixão quase que natural.
Agora, o caminho entre ser um admirador de música e me tornar um músico é longo. Comecei a tocar violão já relativamente tarde, com 19 anos. Compor veio antes de começar a tocar, e essa é uma estória bem interessante. Tudo começou quando eu ainda era criança e ouvia em minha cabeça belas melodias que com o tempo fui percebendo que não existiam, ou seja, eu não tinha ouvido no rádio ou na TV. Eram canções originais, com começo meio e fim. Essas melodias eram minhas companheiras nos momentos de tristeza. Como eu era uma criança muito tímida e fechada, deixei isso quieto por anos com medo de que me achassem doido (risos). Na adolescência comecei a escrever poesias, totalmente inspirado pelos estilos literários que eu aprendia na escola, como o romantismo e o Simbolismo. Com 19, como disse, comecei a tocar violão, mas sem uma dedicação maior. Enfim, quando me converti, aos 20, em oração perguntei a Deus o que eu deveria fazer das canções que habitavam minha mente. A resposta? Compor canções que falassem do amor e da misericórdia d’Ele e que narrassem minha caminhada na fé. Daí comecei a levar o violão a sério para tocar no grupo de louvor da igreja e começar a escrever música.
Sobre viver de música, ainda não chegamos a esse estágio (risos). Mas a certeza de que queremos isso temos (risos).
OP – Todas as músicas do disco são autorais. Como se deu este processo de composição e seleção de repertório? De onde vem a inspiração?
Sim, é verdade, todas as músicas são de minha autoria e a inspiração para escrever cada uma delas foi meu relacionamento com Deus. É Ele quem me dá a inspiração para compor. Na grande maioria das vezes começa com a melodia e a harmonia, e depois escrevo a letra. As letras expressam meu testemunho de mudança de vida a partir do momento em que Cristo me resgatou da angústia, da depressão e da enfermidade, dando-me uma vida nova. São letras extremamente autobiográficas, pois ali estou abrindo meu coração e testificando o quanto Deus é maravilhoso. A única música que foge desse padrão é “Deserto” (http://www.youtube.com/watch?v=c5D5E2fgd0c), a qual foi inspirada no triste fato da morte da menina Gabriela Prado Maia Ribeiro, morta por bandidos nas escadarias do metrô da São Francisco Xavier, em 2003, no Rio de Janeiro. Foi algo que me entristeceu muito, pois a violência é um problema crônico em nosso país, e quando você vê vidas sendo destruídas dessa forma, e também o sofrimento gigantesco das famílias, é impossível não se sensibilizar. Sou da opinião de que as pessoas envolvidas com arte seja música, artes plásticas, teatro, cinema, o que for, e que tem como repercutir suas opiniões na mídia, devem se mobilizar e cobrar dos governantes que tomem medidas práticas para coibir a violência e não tolerar a impunidade. Eles são eleitos por nós, e tem o dever de tomar medidas para que tenhamos uma sociedade mais segura. Infelizmente mesmo tendo sido escrita há quase 10 anos, “Deserto” continua sendo uma música atual. Basta ligar a TV para nos depararmos com casos chocantes como o da jovem Daniela Nogueira Oliveira, de 25 anos, que foi baleada na cabeça, grávida de 9 meses, numa tentativa de assalto, em São Paulo. Triste isso…
OP – E a seleção do repertório?
Bom, é um trabalho minucioso que requer uma dedicação toda especial. Eu penso no cd como uma obra que será ouvida do inicio ao fim, onde o músico levará o ouvinte por uma viagem onde lhe mostrará todos os sentimentos que estão em sua alma. Apesar de hoje em dia pouquíssimas pessoas ouvirem um álbum na sequência, preferindo ouvir as faixas de maneira avulsa no mp3 player, tive o cuidado organizar as faixas numa ordem em que houvesse uma dinâmica, ou seja, que mantivesse o ouvinte interessado. A arte do disco remete ao disco de vinil, representante de uma época em que ouvir um álbum era algo que se parava para fazer, acompanhando as letras, cantando junto, esmiuçando a ficha técnica, vendo as fotos, etc. Conceitualmente queríamos essa ideia de convidar o ouvinte a ouvir na íntegra, na ordem.
OP – Alguma música que você considera que mereça um destaque especial? Por quê?
Essa é uma pergunta interessante, pois a maioria dos compositores diz que as músicas que compõem são como filhos, e desta forma, dizem ser impossível destacar a preferida. Comigo ocorre de forma diferente, pois há aquelas de que gosto mais. No entanto, nem sempre essas são as preferidas daqueles que apreciam nossas canções. Bom, diante disso prefiro omitir minhas preferências para não influenciar ninguém (risos). Por esse motivo optei por não por um título no cd que fizesse uma referência a uma das faixas, pois com isso acaba-se colocando um peso excessivo sobre a faixa-título, e na minha opinião a audição de um disco acaba sendo algo pessoal, pois cada ouvinte terá sua preferida, seja quanto à melodia ou quanto à letra que mais o emocionou.
OP – Ouvindo o disco, muito bom por sinal, a gente se depara com uma sonoridade muito pouco explorada no meio gospel brasileiro. Como você descreveriam seu trabalho em termos músicais?
Acho que a música é uma linguagem, e a maneira como fazemos uso dela é fruto de nossa criação desde a infância, experiências de vida, cultura, influências musicais e literárias, estudos, pesquisa etc. Pra mim é muito natural compor, fazer os arranjos e produzir as canções dessa forma porque é resultado de tudo que recebi de informação e formação musical. Não somos melhores nem piores do que ninguém, apenas essa é a única forma que sabemos fazer. Acredito que a partir das influências que recebe, o músico deve criar algo original, que tenha uma característica própria, sabe? Não podemos nos limitar a fazer meras cópias de outros artistas ou ficar se repetindo eternamente em fórmulas que se perpetuam a cada disco só porque deu certo um dia. Isso me assusta, pois acredito que o músico deve ser inquieto por definição, buscando sempre novos caminhos e trazer ao público algo diferente.
Não tenho a preocupação de ser comercial ou alinhado com aquilo que o mercado fonográfico convencionou que é bom. Não temos como meta sermos um fenômeno de popularidade, mas sim sermos honestos em nossa mensagem. Essa é a grande vantagem de sermos uma banda independente, ou seja, ter autonomia.
Eu e Gustavo somos aficionados por tecnologia do áudio, temos nosso próprio estúdio, e isso nos permite experimentarmos timbres e sons diferentes até encontrarmos o que realmente queremos. Gostamos dos timbres clássicos de guitarras les paul, telecaster, stratocaster e semi-acusticas e combinamos a isso os instrumentos virtuais (VST) que emulam minimoogs, melotrons, cordas e sintetizadores diversos. Gosto de experimentar cada preset de um desses instrumentos virtuais, cada preset das pedaleiras, cada combinação dos pedais analógicos, enfim, gostamos desse experimentalismo. É algo que nos deixa bastante entusiasmados.
OP – Quais são suas inspirações musicais? Quais artistas nacionais e internacionais vocês costumam ouvir?
Creio que um músico deve ouvir de tudo. Fui criado em lar não cristão, logo, era muito comum ter em casa os grandes clássicos do rock, pop, soul, MPB, progressivo, rhythm ´n´ blues, black music, etc. A lista de bandas e cantores que admiro é infindável. Minha mãe ama música e sempre teve um gosto bem diversificado. Em casa eu ouvia, Stevie Wonder, Barry White, Dire Straits, Queen, George Benson, Alcione, Roberto Carlos, Cauby Peixoto, Nelson Gonçalves…enfim, algo de um ecletismo admirável (risos).
Na segunda metade dos anos 80, ainda criança, tomei contato com bandas de synth pop como A-ha e Duran Duran. Durante a adolescência preferi “voltar no tempo” e ouvir música dos anos 60 e 70 e daí vieram influências do rock progressivo de Genesis, Yes e Pink Floyd, assim como do hard rock do Led Zeppelin e do pop-rock-melodia-redonda dos Beatles. As bandas dos anos 60 e 70 têm forte influência na minha maneira de tocar guitarra, assim como no uso de teclados vintage como minimoogs e melotrons, instrumentos que toquei bastante na gravação do disco.
Do segmento gospel nacional gosto muito de Oficina G3 (principalmente dos trabalhos mais recentes), Resgate, Livres para Adorar/Juliano Son e Rafael Lima (http://soundcloud.com/memorabilialima/sets/memorabilia-b-sides). Este último é um músico e produtor genial com o qual tive o imenso prazer de trabalhar em 2 faixas do cd do Antiphona: “Certeza de Vitória (https://soundcloud.com/antiphona-1/01-certeza-de-vit-ria) e “Meu Escudo e Proteção” (https://soundcloud.com/antiphona-1/04-meu-escudo-e-prote-o). Do gospel internacional me inspiram muito DC Talk, Neal Morse, Jesus Culture, Jars of Clay, Leeland e Hillsong United.
OP – Vocês se tornaram notícia em diversos sites e blogs especializados devido ao lançamento do clipe da música “Carpe Diem” em dezembro. O vídeo, excelente, foi inclusive resenhado aqui no O Propagador. Qual a importância desse videoclipe para você?
Imagem do clipe “Carpe Diem” – Créditos: Dimitri Kozma
E inegável que um videoclipe é um meio de divulgação fantástico de um cd. Assim tem sido desde os anos 80, com advento da MTV e investimentos milionários por parte das gravadoras nesse veículo audiovisual. Sempre sonhei em ter um clipe em animação para uma música do Antiphona. Sou fã de animação desde criança e já frequentei incontáveis edições do festival Anima Mundi. O clipe de “Carpe Diem” foi feito pelo designer e cineasta brasileiro radicado no Canadá Dimitri Kozma. Eu era admirador do trabalho dele já há bastante tempo, e certa vez o adicionei no Facebook com o intuito de manifestar minha admiração. Disso resultou uma série de aprazíveis conversas e a proposta dele de fazermos esse projeto como uma parceria, ou seja, ele faria a animação em cima da música e eu cuidaria também dos efeitos, sons ambientes, enfim, dos detalhes finais. Foi um prazer indescritível trabalhar com o Dimitri, pois ele é uma pessoa bem humorada, inteligente, acessível e talentosíssima.
O clipe é lindo e agrada adultos e crianças graças a seus personagens cativantes e meigos. Tem todo um colorido que parece saltar pra fora da tela. A mensagem da canção é passada de forma plena e delicada. Estamos muito felizes com a repercussão que estamos obtendo. O clipe estreou bem nos festivais de animação, pois ficamos em 2º lugar no Festival do Minuto, do qual participamos com uma versão reduzida do clipe, e foi muito bem recebida, pois foi a única animação brasileira a ficar entre os 5 primeiros colocados. Enfim, o clipe tem sido fundamental para que as pessoas conheçam o Antiphona.
OP – O mercado da música gospel brasileira está em uma onda crescente, com isso, a concorrência se torna mais acirrada e as expectativas do público maiores. Como vocês, enquanto banda, se veem diante dessa realidade?
O público tem se tornado cada vez mais exigente e a quantidade de bandas, cantores e cantoras no mercado é enorme, o que torna ainda mais difícil a tarefa de chamar a atenção das pessoas que gostam de música. É preciso mostrar algo realmente diferente para que o ouvinte clique no link da sua música/clipe e ouça até o final, pois com o dinamismo da internet ninguém perde tempo com o que não interessa. Além do mais, é muito difícil disputar espaço com artistas de grandes gravadoras, os quais têm à sua disposição generosas quantias para serem investidas em divulgação. O Antiphona nesse cenário se posiciona do lado alternativo/independente, procurando usar de criatividade, com a internet como principal aliada, para compensar a falta de recursos para investir em marketing em rádio, TV, jornais, revistas, portais de internet, etc. Nós cuidamos de tudo relacionado à nossa música, desde a criação até o produto final que é o cd. Nosso objetivo é criar uma relação contínua e fiel com as pessoas que tem apreciado nossas músicas e comprado o cd, nos apoiando, dando-lhes exclusividade na audição prévia de nossos novos trabalhos. É o que faremos com as novas músicas que lançaremos ao longo de 2013.
OP – Vocês estão trabalhando a todo vapor na divulgação do disco. Quais ferramentas estão usando?
A internet é a grande ferramenta! Estamos divulgando via Facebook e Twitter, principalmente. Nossas músicas estão hospedadas no Soundcloud (http://soundcloud.com/antiphonarock) e em nosso site oficial (www.antiphona.com.br) e os vídeos estão em nosso canal no Youtube. Gosto dessa interação com as pessoas que têm curtido nossas músicas. Temos feito grandes amigos dessa forma. Temos uma equipe pequena, porém muito eficiente, de assessores que cuidam de nossa divulgação nas redes sociais. Alguns sites populares e blogs independentes têm publicado sobre o cd e o clipe de “Carpe Diem”, o que nos deixa muito felizes, pois faz repercutir para todo o país. Graças a isso estamos recebendo encomendas de diversos estados.
OP – Como vocês se veem daqui a alguns anos? Consolidados como uma banda forte no segmento mais alternativo da música gospel ou firme em uma grande gravadora?
Lidar com música para nós e como respirar, enfim, é algo que faz parte do nosso dia-a-dia, seja tocando, seja pesquisando novos timbres e possibilidades melódicas ou simplesmente ouvindo um cd de uma banda que gostamos. A todo o momento estamos buscando elementos para criar, escrever novas músicas num processo contínuo, com muita liberdade, fazendo música honesta, do fundo do coração, inspirados por Deus e fazendo tudo no ritmo que tem que ser. Por essas características do nosso trabalho, nos vemos dentro de um cenário alternativo/independente, pois o experimentalismo é um dos alicerces do nosso trabalho.
OP – 2013 está apenas começando. Quais as expectativas e planos da banda para este ano?
Estamos retomando os ensaios com o objetivo de tocarmos ao vivo, louvar e adorar a Deus nas igrejas, dando nosso testemunho de fé em Cristo. Paralelamente a isso estamos nos dedicando ao projeto cujo título provisório é “Acoustic Sessions”, que como o próprio nome diz, consiste de músicas em formato acústico, ou algo bem próximo disso, com violões de 12 cordas, bandolim, guitarras semi-acústicas, pianos, cordas, órgãos, etc. Traremos tanto versões de algumas músicas desse primeiro cd quanto composições inéditas. Lançaremos uma música por mês pela internet, sempre enviando com exclusividade antes para aqueles que adquiriram o cd. Será uma forma de demonstrarmos gratidão a aqueles que nos têm apoiado comprando nosso cd, pois isso contribuirá para que lancemos novos trabalhos de qualidade. Talvez após todas as 10 músicas serem lançadas transformemos o projeto em cd físico numa tiragem limitada apenas para registro formal. .
Certamente lançaremos novos videoclipes. No momento estamos trabalhando com um artista plástico e designer aqui do Rio de Janeiro chamado Rafael Costa. Foi ele que cuidou de toda arte do nosso cd captando com grande inteligência o clima retrô das músicas. Alem disso há grande probabilidade de que voltemos a trabalhar com Dimitri Kozma. Enfim, virão boas surpresas por ai.
OP – Gostaria de deixar um recado para os leitores do GM?
Gostaria de deixar um grande abraço em meu nome e do Gustavo a todos os leitores do Gospel Musikas e que Deus os abençoe grandemente. Agradeço pelo carinho que tem tido conosco, nos apoiando e ajudando a divulgar nosso trabalho.
Imagem do clipe “Carpe Diem” – créditos: Dimitri Kozma
OP – Como o leitor pode conhecer mais sobre vocês e adquirir o disco? Deixem seus contatos.
Nós mesmos estamos vendendo o cd enviando para todo Brasil. O cd custa R$7,00. O preço final com frete incluso é R$ 9,00. O cd tem encarte com todas as letras, foi fabricado em Manaus na Microservice/Videolar e conta com arte do talentoso artista plástico e designer Rafael Costa.
Para conhecer mais do nosso trabalho e só entrar em um dos seguintes links:
Pianista há 15 anos, criador do projeto A Ponte, tecladista do grupo Brothers Music (Voz da Verdade), tecladista e videografista da banda Shaman, ex-tecladista da banda Viva Noite do Pânico na Band, sócio proprietário da Foggy Produções, professor de áudio na EMeT escola de musica, professor e coordenador de Video na FCAD CEUNSP maior faculdade de comunicação de São Paulo, diretor e roteirista de TV, clipes , curtas, séries…
Como foi seu início na música e, mais especificamente, no ministério de louvor e adoração?
Comecei de uma maneira muito legal, quem me ensinou a tocar teclado aos 9 anos de idade foi o Evaristo Fernandes do conjunto Voz da Verdade. Eu Cresci ouvindo o grupo e pude substituí-lo várias vezes tocando teclado, sempre tocando na igreja, até que surgiu a oportunidade de criar o projeto “A Ponte”, um sonho que saiu do papel para virar real! Um sonho de poder usar meu dom para as coisas do Reino, uma vontade que estava em mim e devido a um passo de fé muito corajoso consegui executá-lo … mas isso é uma história longa, podemos falar disso em uma outra situação!
O que mais marcou durante a gravação do álbum “A PONTE”?
O talento das pessoas envolvidas. Foi impressionante ver como todos que estavam participando, foram tão dedicados ao projeto, pessoas extremamente talentosas e profissionais. Desde Fernando Quesada, que produziu comigo o álbum e me ajudou com as composições, até os amigos que opinaram nas primeiras mixagens.
Qual o estilo e a sonoridade do disco?
Gosto de dizer que esse disco tem um teor mais agressivo em sua mensagem do que no som, apesar do som não ser tão convencional, por se tratar de um rock puxado ao pós grunge com pitadas de world music… Tive duas referencias enormes para a sonoridade do Álbum, Three days Grace e Phill Collins
E quanto às canções? Como foi o processo de seleção do repertório?
Eu separei composições de uns 3 anos e amadureci as mesmas, além de compor novas musicas com o contexto que pretendia passar no disco, que voltando na pergunta anterior, trata da vida real sendo abordada de uma forma dura, sem liturgias, dos conflitos que encaramos e perdemos, aprendendo a se apegar a Deus para não desistir.
A vida é feita de muitos momentos, nós somos feitos do que abrimos mão e do que resistimos, errar faz parte, tomar decisões erradas é algo muito fácil de acontecer, mas independente das consequências, o lance é não se entregar!
Qual ou quais músicas você destaca neste trabalho?
As musicas em sequencia, formam um contexto da historia de alguém que esta mudando de atitudes e tentando entender a simplicidade de Deus, que nós complicamos tanto. Mas as musicas: “MEU CAMINHO”, “INABALÁVEL”, “VOU AGIR”, “ENTÃO VEM” ,”DO OUTRO LADO” tem as letras que mais me encantam!
Qual(is) canção(ões) o público tem se identificado mais? E porque essa identificação ocorre?
A musica DESAFIO (que a Lydia Moises canta comigo) é uma que por já existir no meio gospel, as pessoas se identificam, mas as canções “ENTÃO VEM” , “TE REENCONTRAR” e “VOU AGIR” são musicas que caíram mais no gosto geral, não sei analisar isso para explicar, acho que é identificação mesmo.
Você já lançou o vídeo clipe da faixa “ENTÃO VEM”? Como você enxerga esta ferramenta dentro do seu ministério?
Se colocar no youtube e falar para os amigos é lançar, então eu lancei! (risos). Acho legal isso da identidade visual ser passada, principalmente porque esse clipe fala de diversidade, identidade e liberdade. No vídeo tivemos a participação do Davis Darruda (dançarino do Michael Jackson cover oficial e também do Disney Channel), e também do Julio Lima (Coreógrafo da Claudia Leite). Da até para sacar que nesse clipe eu mesmo apareço muito pouco, quis na real valorizar meus amigos e companheiros que fizeram o clipe acontecer, coreografaram, dançaram a tarde toda enquanto a gente realizava as filmagens. Foi uma experiência fenomenal dirigir uma galera tão do bem, por isso, eles tinham que ser valorizados ao máximo!
Como você esta tratando sua identidade visual na web e nos meios de divulgação em geral?
Do jeito mais honesto possível, sem apologias, ou escondendo o jogo, não aguento mascaras, sou o mais sincero possível, para ser muito explicito que crente ou cristão não é santo, ou alienado, ou brega, ou santo do pau oco, passo realmente a identidade de um musico, que curte rock e derivados, que vive de musica e produções de áudio e vídeo, e que é declaradamente adorador e apaixonado pelo único Deus, Jesus Cristo!
Como você administra seu tempo entre o projeto solo, a SHAMAN e o Brother Music?
Isso é tenso (risos), vivendo na estrada, sem dormir, estudando muito, dormindo pouco, correndo bastante, dormindo quase nada (ja falei isso?) e principalmente com MUITO AMOR!
O que você acha de premiações como o Troféu Promessas?
Acho super válido, o Gospel é um mercado como qualquer outro, apesar de eu não ser tão a favor de como o mercado se movimenta hoje, mas ele tem um sinergia que deve ser respeitada, e quem se destaca mais, é reconhecido em premiações como essa! Espero poder estar lá também algum dia, se Deus permitir e me dar essa honra, e claro, se minhas musicas e projeto tocarem pessoas suficientes para que aja merecimento.
E qual a sua opinião em relação ao espaço que a mídia secular tem dado a música gospel?
Mercado, o que esta na moda aparece mais forte na mídia, NÓS que divulgamos a palavra de Deus, temos que ser espertos e não cabeçudos, para usar essa oportunidade para propagar o reino, e não achar que isso é coisa do diabo. ELE USA O IMPIO PRA EXALTAR O JUSTO, a TV, por exemplo, passa muitas coisas que eu não gosto, mas passa muitas que eu gosto, dentre as que não me agradam, estão coisas cristãs também. TV é entretenimento e informação, a partir do momento que você tem a oportunidade de passar uma mensagem para a MASSA MIDIÁTICA você vai agradar uns e desagradar outros, o que é normal e compreensível, quem tem que sair ganhando na situação da pergunta é o reino de Deus e ponto final, o resto é pra gente se distrair e se informar!
A cada dia vemos crescer o uso de meios eletrônicos, como o Twitter, o MySpace, Orkut, Youtube, entre outros, para divulgação do trabalho. O que você acha dessas novas opções de mídia?
Acho que isso daria uma pergunta para resenharmos em uma outra matéria, podemos fazer essa resposta render! (risos), mas em um plano geral, essas mídias podem ser usadas para diversos motivos, quem é mais oportunista e tem maneiras de mostrar as redes acaba se destacando mais, tudo é válido, não é isso que vai definir a história, são tecnologias mutantes e interativas, não podemos moldar atitudes por ela, mas em contra partida elas moldam atitudes. Eu gosto da tecnologia, sou adepto e nerd suficiente para estar por dentro (risos).
Qual os seus planos para essa reta final de 2012
Temos um single para soltar e um planejamento de novidades muito bacanas para 2013! Composições novas e caminhos diferentes!
Poderia deixar um recado para nossos leitores?
Seja livre! Seja você! Tenha Juízo! Assuma os erros e supere-os!
“Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade para fazer o mal”. (1Pedro2:16).
Ele é decididamente um dos maiores compositores do estilo pentecostal da atualidade. O baiano Tony Ricardo conquistou de vez seu espaço no repertório das principais cantoras do país, tendo canções gravadas por Cassiane, Danielle Cristina, Jozyanne além do Jotta A, vencedor do Jovens Talentos Kids do programa Raul Gil.
Sua história é pautada na fé e na superação em Deus, sendo a prova viva de que milagres acontecem! Acompanhe a seguir a nossa conversa com ele, Tony Ricardo!
Paz do Senhor Tony Ricardo! Bom tê-lo aqui no Gospel Músikas. Estamos curiosos para saber mais sobre você. Primeiro, nos conte como foi o seu encontro com a música?
Paz do SENHOR amigos, obrigado por essa oportunidade, como dizem; desde que me entendo por gente me lembro da música na minha vida rs, não sou um virtuoso musical, mas DEUS implantou ela em meu DNA, agradeço a Ele, não me recordo um dia da minha vida que ela e DEUS não estiveram presentes.
Tony, como você descobriu seu talento para compor? E como surgiram as primeiras composições?
Estou redescobrindo a cada dia, buscando ser melhor em DEUS pra trazer mensagens que edifiquem os corações é meu chamado, minha missão, as primeiras vieram na adolescência quando comecei tocar violão.
Em 2007 você foi diagnosticado com um tumor cancerígeno que lhe trouxe problemas sérios inclusive sendo desenganado pelos médicos. Fale-nos sobre isso, como foi superar essa fase contrariando as previsões dos médicos:
Sim, em 2007 fui diagnosticado com um tumor que descia do bulbo atravessava toda medula cervical “pescoço” e ia até a torácica um, os médicos me deram quatro meses de vida, fiz radioterapia, perdi movimentos, sensibilidade e força dos braços e mãos, mas DEUS me fez um milagre, e me fez sobreviver pra que SEU NOME Seja LOUVADO! O ano passado quando estava compondo fui pegar o teclado desequilibrei e cai, batendo a cabeça na altura de onde estava o tumor, fiquei paralisado, perdi todos os movimentos, totalmente tetraplégico, fui pra semi-intensiva e os médicos pediram pra família preparar-se pois segundo a analise eu não iria resistir, aleluia posso glorificar a DEUS por sua bondade e misericórdia, antes que a previsão dos médicos se conclui-se DEUS mandou uma serva dEle lá e ela me disse que DEUS iria me tirar dali, e que os médicos não iriam me operar, e que DEUS me devolveria os movimentos e que eu iria andar, e contar o milagre, cumprindo uma grande obra, hoje estou aqui pra dizer que DEUS É BOM e misericordioso, e mais uma vez trouxe vida sobre a estatística da morte, contar o milagre é uma dádiva pois só os sobreviventes podem contar, GLÓRIA A DEUS!
Em 2010 você lançou o CD “Identidade”. Fale-nos sobre este trabalho, os detalhes, alguma curiosidade…
Queria muito esse CD! Produzimos com muito esforço, contei com ajuda de amigos pra realizá-lo essa canção Identidade DEUS me deu em 2006, umas das que destaco também são Ele é Poder, Você e Rei do Universo que DEUS me deu em uma visão dentro do ônibus indo pra feira de Santana gravar, olhei pra fora e vi no céu um ser grande e de acordo a imagem que eu via, vinham às palavras, então veio Grande e Exaltado, Elevado estás… Em seguida seu braço direito começou reger nas nuvens, e veio regendo o universo com poder… Depois Ele se assentava num trono, e eu cantei em lágrimas… Se assenta no trono que é seu, pois TU ÉS O ÚNICO E VERDADEIRO DEUS.
Tony, você possui composições gravadas por grandes nomes da música gospel a exemplo de CASSIANE. O que isso representa pra você?
Graça, Misericórdia, e uma grande honra da parte de DEUS, seu carinho faz nos detalhes a diferença em nós.
Falando sobre a Cassiane, conte-nos como a conheceu, sobre a amizade de vocês…
Eu não tinha internet em casa estava morando em Salvador, mas um dia ouvi falar do twitter e resolvi criar um, certo dia vi a noticia que a Miss. Silvana Nunes estava selecionando repertório e meu coração ardeu pra lhe enviar canções, então entrei em contato e enviei, mas não fazia noção que ela era amiga de Cassiane, ela me ligou, e disse que tinha amado as canções e que era esposa do Pr. João Nunes ela apresentou os hinos á Cassiane também, que gravou Escolhido & Memorial de DEUS – CD-VIVA logo em seguida fui ao Rj com um amigo e minha irmã e ali conhecemos a família da Pastora Cassiane e o Pastor Jairinho e meu respeito, amizade e admiração por eles só tem crescido a cada dia !
Você é autor de “O Extraordinário” que já é sucesso na voz de Jotta A. Como surgiu essa canção?
Deus fez nascer em meu coração no ano passado, foi em um momento de reflexão e oração, ali começaram vir as primeiras frases e a melodia e fui cantando em primeira pessoa como se fosse Jesus declarando: “Fui onde ninguém pisou, curei quem o mundo esqueceu…” era como se ouvisse o Senhor dizendo isto a mim. Então guardei a melodia e no outro dia pela manhã Deus deu toda a canção.
Tony, acredito que você seja bastante elogiado por seu trabalho, mas sempre há os que criticam. Como você lida com isso?
Faz parte, a gente tem que ouvir ou ler a critica, pode ser uma boa oportunidade pra melhorar, a critica às vezes também pode doer, mas se você tem convicção do chamado você segue em frente com humildade, mas com atitude de vencedor, buscando mais e se renovando em DEUS, pois só Ele é a fonte pra todos nós.
O mercado gospel no Brasil vem crescendo em proporções nunca vistas. Como você vê esse fenômeno? Será que a música gospel pode tornar-se apenas “produto de mercado”?
Vejo como oportunidade de levar a palavra de DEUS ao maior numero de pessoas possível! A música pra ser produzida precisa de recursos e carece de muitas pessoas envolvidas e cada pessoa tem uma família, é natural, sempre será, que também seja produto! Mas aqueles que tem o chamado de DEUS nunca serão apenas “vendedores de música” !
E seus planos para 2013? Quais são? Tem planos de um novo CD?
Surpresa rs mas é coisa muito boa de DEUS! tem algumas realizações crescendo do coração pra vida, me ajudem em oração. Quanto ao CD quero sim realizar um Novo CD, mas ainda nada definido.
Para aqueles que estão iniciando como compositores quais conselhos você dá? O que não pode faltar a um compositor?
Pra quem está iniciando, além de ler, orar e tocar bem um instrumento, procurar um compositor mais experiente pra aprender com suas experiências, não sou um mestre, mas como aprendiz, posso dizer que o que não pode faltar é sensibilidade, ao próximo, á você mesmo e principalmente ao Espírito Santo de DEUS
Obrigado mais uma vez ao Gospel Músikas e a você amigo leitor que DEUS abençoe a ti e a tu casa neste instante que o milagre do SENHOR venha sobre sua vida!
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