Entrevista: Kim – Banda Catedral

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Conhecido por seu trabalho à frente da banda Catedral iniciada no fim dos anos 80, conseguindo romper as barreiras do gospel alcançando feitos inéditos como ser a banda de rock mais votada entre todas do rock nacional na MTV Brasil em 2000, além de ter cerca de 3 milhões de cópias vendidas em sua carreira, Kim se destaca também em carreira solo, sempre lançando discos de grande aceitação do público.

Prestes a lançar novo disco intitulado “Intimidade Sonora” pela Sony Music, Kim fala com exclusividade ao Gospel Musikas sobre sua carreira tanto na banda como em solo além de adiantar detalhes relevantes a respeito deste novo trabalho e aproveita pra esclarecer algumas dúvidas em relação à banda, e afirma: “O crossover no mercado brasileiro nasceu com a Banda Catedral. Queiram ou não”. Acompanhe nossa conversa:

1. O álbum M.I.M. inicialmente foi lançado de forma independente, numa versão limitada com um livro, que contém vários materiais exclusivos da banda. Como surgiu essa ideia de lançar um livro-CD?

Queríamos fazer algo diferente de forma independente e por isso tivemos a idéia de fazer um livro de luxo com edição limitada que dava um CD inédito {o M.I. M} de brinde. Foi interessante todo esse processo, pois vendemos bem a edição e praticamente apenas com as redes sociais e o nosso site, ou seja, sem nenhuma outra propaganda ou mídia!

2. Quais são as diferenças técnicas mais notáveis deste último trabalho em relação aos anteriores, principalmente o “Pedra Angular”?

 

A Banda Catedral sempre esta amadurecendo! Essa é a nossa principal marca! Não nos acomodamos! Esse CD, o M.I.M também é totalmente inédito, diferente do Pedra Angular que tinha algumas regravações… Eu colocaria o M.I.M em termos de repertório certamente no TOP 5 da nossa carreira! Não preciso dizer mais nada, rsrsrs…

3. De 1999, quando o Catedral lançou o seu primeiro disco ao mercado nacional secular até os dias de hoje, quais foram os detalhes, tanto positivos e negativos que vocês notaram na nossa música brasileira?

Entrar bem no mercado popular e principalmente se manter é muito complicado, pois requer muitos investimentos! Em 1999 existia ainda muito preconceito, por isso foi muito complicado, mas mesmo assim conseguimos coisas até então inimagináveis para a época! (aliás, até hoje ninguém com origem no gospel dentro do pop/rock conseguiu algo igual) Como as indicações para os prêmios Multishow de 2000 e os VMBs da MTV Brasil de 2001, 2004, 2005. Como em ser a banda de rock mais votada entre todas do rock nacional na MTV Brasil em 2001, participar de vários festivais no palco principal como no Ceara Music de 2001 e de 2004, ter as nossas músicas nas principais redes de rádios em todo Brasil sempre nas primeiras colocações e de vender cerca de 300 mil CDs em 3 trabalhos em uma gravadora popular (de 1999 a 2002), no caso a WEA/Warner!

4. Em 2012 o Catedral, juntamente com o Novo Som gravou o álbum “Mais que amigos = irmãos”. Como se deu esse encontro, e amizade entre os dois grupos? Contem detalhes da produção.

Era uma coisa que queríamos fazer já há algum tempo e não tínhamos tido a oportunidade devido a questões de gravadoras e etc… Foi legal fazer esse projeto, pois a amizade é verdadeira! Vamos ver agora com o lançamento desse projeto que é independente como vai ser a reação de todos e como ele vai se portar perante o mercado!

5. Poderia falar um pouco da produção musical e conceito do disco “Intimidade Sonora”, desde as canções e o título do projeto?

É um projeto diferenciado! Com arranjos e produção musical primorosa do meu brother Júlio. A concepção do trabalho, os instrumentos usados, enfim, tudo valoriza as minhas interpretações dando um efeito agradável de intimidade com todas as músicas! Neste CD gravei 7 músicas inéditas entre elas destaco “O mundo precisa de Deus” escolhida pela Sony para ser  a música de trabalho, “Muito Obrigado”, faixa que eu acho uma das mais fortes do CD entre as inéditas e “Tô contigo e não abro Jesus” que é um funk dançante bem diferente de tudo que fiz! O CD também traz 8 regravações especiais, sendo que a maioria nunca tinha regravado! É um projeto especial e eu gostei muito do resultado! Espero que todos curtam bastante!

6. Como você consegue conciliar duas carreiras musicais? Acha que isto é possível para a maioria dos músicos?

É uma coisa muito complicada e ainda mais com sucesso! Já faço isso desde 1990 com meu primeiro LP Além do espelho, mas tendo mais destaque a partir de 1995 com o CD de sucesso Coração Aberto…

7. Dos seus projetos solo, existe algum ao qual você tenha um sentimento especial, seja em qualquer aspecto?

Gosto dos CDs que lancei na Line… Gosto deles, porque sinto uma maturidade musical implícita e uma qualidade nas interpretações e arranjos que os diferencia dos demais anteriores! Destaco com prazer todos eles: Simplesmente Kim, O Meu destino é você, Realidade, Com toda força do Amor em CD e DVD e o Kim Acústico! Gosto de todos eles!

8. Kim, atualmente vem ganhando força no Brasil o movimento “crossover”, que apesar de parecer novo, muitos creditam seu início à Catedral ainda nos anos 2000. Realmente a Catedral tinha essa intenção? O que você considera ter sido impeditivo para que se tornasse bem sucedido?

A Banda Catedral não só teve essa intenção como realizou isso não só em termos musicais, mas em termos de carreira! (pois hoje a Banda tem um público forte e formado nos dois mercados). Ninguém vende em 3 trabalhos (como já disse anteriormente) 300 mil CDs sem ser bem sucedido! Depois na Line mais de 700 mil (CDs e DVDs entre Catedral e Kim) dando continuidade a esse sucesso e mantendo a mesma ideologia! Como já disse antes “na pergunta número três”ninguém faz aquilo tudo sem conseguir um “crossover muito bem acertado e competente” por sinal! O problema é que a sustentação disso requer muito investimento em mídia e ai é outra questão que independe de qualquer artista… Agora vejo um problema sério quando leio tudo isso que é a falta de memória que alguns têm… Como o povo esquece as coisas…

9. Certamente a banda foi alvo de preconceito devido essa musicalidade “fora da caixa gospel”. Como foi viver isso na pele? Acredita que o público atualmente está mais maduro e pronto para consumir esse tipo de música?

O público amadureceu sim, mas sempre demos importância apenas ao nosso público! O resto não é do nosso interesse!

10. Em entrevista à Billboard – Edição 37, Marcos Almeida da Palavrantiga disse não compartilhar das mesmas intenções da Catedral – “no fundo desconhecidas para todos nós”. Sugerindo que a banda não buscou o “crossover”, apenas migrou de um mercado para outro. Foi mesmo essa a intenção da banda? Você acredita em um meio termo? Nesta intersecção musical que permite ser secular sem deixar de ser cristão, ou tudo não passa de ideologias filosóficas?

Não o conheço pessoalmente, mas já disse a ele mesmo em uma rede social que ele se equivocou brutalmente ao dar declarações nesse sentido nos citando sem conhecer a Banda… Na verdade acho até engraçado esse tipo de declaração! Rsrsrs… Não só a ideia, mas como toda a prática dessa ideologia no mercado brasileiro nasceu com a Banda Catedral! E não agora, mas em 1999, ou seja, há 14 anos! Dá pra imaginar uma atitude dessas em 1999/2000? Pois é, coragem é sinônimo de CatedralQueiram ou não temos história, fatos, resultados que confirmam tudo isso, enquanto muita gente ainda tem que comer muito feijão com arroz em vários sentidos…

10. Agora em nova fase, na Sony Music, o que o público pode esperar desta parceria?

A continuidade do nosso trabalho que sempre foi pautado na qualidade e no conteúdo de nossas músicas…

11. Deixe uma mensagem para os leitores que estão acompanhando essa entrevista:

Que Deus abençoe a todos! Muita paz, felicidades e lembrem-se: Deus É maior!

12. A quem interessar como entrar em contato com o Kim e Banda Catedral?

É só acessar o nosso site www.bandacatedral.com.br. Lá você encontra tudo! Contato para shows com a Gospel Power, nossos facebooks, Twitters e etc. Valeu!

Colaboração especial: Tiago Abreu

Comentários

4 respostas a “Entrevista: Kim – Banda Catedral”

  1. […] é algo novo, isso já foi tentado em outro momento da história da música cristã, como a banda Catedral, que por esse motivo foi alvo de inúmeras críticas sendo acusados de trocar a música gospel pela […]

  2. […] bem” –, afinal de contas, muito antes do cantor mineiro, artistas como, por exemplo, a banda Catedral ou os próprios norte-americanos do Sixpence None The Richer já haviam feito algo semelhante, […]

  3. […] compositor e instrumentista, Kim é até hoje uma figura importante, e ao mesmo tempo polêmica no rock cristão. O líder do […]

  4. […] banda Catedral, no terceiro trabalho, gravou a canção “Pedro Zé, um Nordestino” que, como o nome […]

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