Categoria: Análises

  • Análise Clipe – Bombs Away de Jonathan Thulin

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    Bombs Away de Jonathan ThulinJonathan Thulin é um cantor cristão sueco-americano. Com apenas 24 anos de idade, já é reconhecido por sua abordagem teatral, cinematográfica e cheia de personalidade em sua música e vídeos.

                    Lançando seu mais recente disco, “The White Room”, Thulin apresenta o clipe de “Bombs Away”, primeiro single do trabalho. O vídeo começou a ser divulgado no último dia 14 e tem sido sucesso de crítica por sua abordagem conceitual. Vamos assistir?

    O vídeo foi produzido pelo 3 Studios de Los Angeles e dirigido por Luke Neumann e pelo próprio Jonathan Thulin. Para abrilhantar, conta com a participação mais que especial da cantora e atriz Rachael Lampa.

                    A introdução do vídeo é uma apresentação do cenário branco e perfeitamente em ordem. Em seguida, junto com a introdução da música, aparece a personagem de Rachael cobiçando e comendo a maçã que simboliza o pecado, em uma alusão à primeira queda humana. A partir daí, o pecado vai tomando conta de tudo.

                    Jonathan começa a cantar “As bombas caíram e eu me prostrei. Eu fiz a minha escolha e estou me sentindo em desgraça, mas eu não vou parar até terminar. Meu fogo e brilho desaparecerão logo porque minha consciência e meu coração estão fora de sintonia, mas eu não vou parar até terminar”.

                    Nesta luta em busca de resistir ao pecado, começa o refrão e tudo vai se sujando. O cenário impecável do início do vídeo vai sendo destruído e inundado pela tinta preta. As bombas estão caindo! O pecado está fazendo seu papel e maculando aquilo que antes era puro.

                    Após uma pausa no final da música, tudo volta ao início, com Rachael cobiçando a maçã.

                    O roteiro do vídeo dá vida à letra que fala da confrontação da vontade pessoal, entre pecar ou não. “O diabo veio bater na porta dos meus sonhos, eu sabia que era errado, mas minha mente se sentiu tão livre”.

                    O que é mostrado ao longo do clipe é o que aconteceria se ela comesse a maçã, se deixasse se levar pela tentação. A retroação das cenas até o início com a fruta sugere que, conhecendo as consequências do pecado, sempre há opção de se manter puro.

                    O clipe tem uma mensagem linda, mas a forma como é apresentada é bastante conceitual, apresentando uma linguagem pouco utilizada na produção nacional de videoclipes gospel. A teatralidade que foge absolutamente do que nos é costumeiro, a princípio pode causar estranheza, mas casa tão bem com a música que se torna muito difícil se não admirar o vídeo.

                    A música é um caso a parte. Lindíssima! Uma letra absolutamente fora do lugar comum que retrata com brilhantismo nosso sentimento de quando sabemos que vamos errar, o impulso nos leva a isso e nós tentamos nos agarrar em algo para não pecar. “Em vez disso me deixou e eu mesmo, estou explodindo em mim. O fogo está se apegando em mim enquanto eu estou correndo, então aqui estou eu, aqui estou eu”.

                    Música e vídeo excelentes. Vale a pena assistir incansavelmente!

    Estejam com Deus e Até a Próxima!

  • Análise: CD Tô na Mão de Deus – Lauriete

    Análise: CD Tô na Mão de Deus – Lauriete

    Lauriete é uma das cantoras pentecostais mais conhecidas do Brasil. Com 30 anos de carreira, um timbre de voz marcante, 27 álbuns lançados, 3 DVDs, discos de ouro, platina e inúmeras músicas cantadas em igrejas do norte ao sul do país, ela é realmente um sucesso.

    Para comemorar estas três décadas da gravação do primeiro disco, em 1982, a cantora lançou em 2012 o Tô na Mão de Deus, um álbum comemorativo que reúne alguns dos maiores sucessos de sua bem sucedida carreira, além de uma faixa inédita.

    O disco foi lançado pela Visão Music e produzido pelo maestro Samuel Ribeiro. Confirmando as expectativas que o cercavam, em pouco tempo, recebeu certificação de disco ouro.

    Como abertura, temos “Tô na Mão de Deus”, composta por Anderson Freire e Dedé de Jesus. É a única faixa inédita da obra. A música tem uma letra que é a cara do gênero pentecostal atual, falando sobre as tentativas externas de frustrar as promessas de Deus na nossa vida. “Meu Deus vai cumprir, vão jogar pesado vão forjar boatos. Do dia pra noite vão te transformar em réu, achando que as promessas de Deus não vão sair do papel, mas Deus vai cumprir”. Para completar e deixar a canção ainda mais popular, o “Tô na mão de Deus” do refrão é extremamente pegajoso. O ponto alto da música é a interpretação cheia de entrega da Lauriete, o que já é sua marca registrada.

    A partir daí, o disco entra em uma viagem nostálgica. A segunda faixa é a lindíssima “Palavras”, música tema, e grande hit, do disco de 1999. Composta por Roberto Carlos de Oliveira, essa é provavelmente a canção mais conhecida da cantora. Com uma letra que foge dos clichês pentecostais, “Palavras” é uma oração cantada que diz que “Ainda que pra te servir, Jesus, eu tenho que chorar, Te servirei porque comigo estarás. Sofrer contigo é bem melhor do que errar”. Comparada com a gravação original, esta versão difere pela introdução marcada pelo som do sax. O refrão que originalmente era cantado em duas vozes pela própria cantora, agora ganha um belo back vocal, o que colaborou para modernizar o arranjo dessa canção maravilhosa.

    A terceira música é o super sucesso “Deus dos deuses” gravada originalmente em 2001 no disco O Segredo é Louvar. A música de Elizeu Gomes fala da grandeza do nosso Deus e é cantada até hoje nas igrejas. A versão apresentada tem uma colocação diferente dos back vocals, o que causa uma certa estranheza para quem já está muito acostumado com a original. Particularmente, prefiro a primeira gravação. É mais intensa e cria momentos mais marcantes, como o vocal cantando uma série de “Jeovás” prolongados na primeira passagem pelo refrão.

    “Visita ao Desviado”, a quarta faixa, foi gravada originalmente no disco O Grito de 1989. Quem é mais jovem talvez nunca a ouviu, mas esta é uma canção que vale a pena. Diferente do que estamos acostumados nas músicas atuais, a letra é uma conversa com alguém que se afastou da igreja. “E o lugar onde você se sentava até hoje ninguém o ocupou. O local onde você se ajoelhava para fazer a sua oração e as lágrimas que você derramava até parece que ainda estão no chão”. É uma linda letra! Na gravação atual, a música ganhou um arranjo sertanejo, o que combinou muito com sua essência. Muito boa!

    A quinta música é “Eu vou subir”, integrante do disco Ensina-me de 2006. Composta pelo talentoso Moisés Cleyton, a canção trata de um dos temas mais marcantes nos discos de Lauriete, o arrebatamento da Igreja. “Eu vou subir, não vou ficar aqui, naquele grande dia, pra Sião eu vou subir”. Linda letra e uma belíssima interpretação. O ponto negativo dessa faixa é que ela foi apenas extraída do disco original. Nenhuma alteração foi feita, o que pode passar a ideia de coisa improvisada.

    O grande hit do disco Presença de 2002, a música “Toca nas Águas”, é a sexta-faixa do disco. A canção de Vânia Santos ganhou um novo arranjo, mas nada que diferenciasse muito do sucesso original. Modernizou, mas não inovou.

    “Vale a pena ser fiel” é o mais recente sucesso a integrar a coletânea. Faixa destaque do disco “Eternamente Adorador” de 2011, a música é uma adoração pentecostal muito bonita que fala sobre a fidelidade a Deus em qualquer situação. É uma ótima canção, ótima produção, ótima colocação do back vocal… o problema é que foi extraída do disco integralmente do disco original.

    Direto do álbum O Poder do Amor de 1991, a canção “O futuro da Igreja” é a oitava faixa do disco. O arranjo sofreu significativas alterações do original, o que contribuiu para trazer a música para os dias atuais. O tema do arrebatamento volta à tona na letra de Roberto Carlos de Oliveira e a melodia nos dá uma boa noção de como era o ritmo pentecostal de 20 anos atrás. A letra é um encorajamento à igreja para que esta não desista, pois o futuro celestial está próximo. “Meus irmãos não queiram desistir agora, porque estamos já bem perto da vitória. Não troque a cruz por coisas tão banais, olhe pra frente e continue lutando, pois brevemente esta igreja subirá”. Linda canção!

    “Sete Trombetas” é mais uma das canções que não sofreram nenhuma alteração da gravação original. A excelente composição escatológica de Anderson Freire fez parte do disco Vou Profetizar, lançado em 2010.

    Música tema do álbum 1989, “O Grito” é mais uma canção lindíssima da primeira década de carreira de Lauriete. A música ganhou uma bela renovação nos arranjos, o que deve instigar as cantoras locais a desempoleirá-la e cantar em suas igrejas. Uma linda letra que diz: “Grita bem alto, Senhor, da tua morada. Diz ao teu povo de fé que a hora é chegada”. Para coroar a canção, uma interpretação impecável.

    A décima primeira faixa é nada menos que o mega hit “Dias de Elias”, gravada no disco Deus de 2004. A música que está entre os sucessos de Lauriete mais cantados até hoje e que foi mania entre grupos de jovens, ganhou nova colocação de voz, mas o arranjo continua o mesmo do disco original. A interpretação está ótima.

    Caminhado para o encerramento temos “Sonhei”, sucesso do álbum Fé de 2008. A exemplo de “Eu vou subir”, “Vale a pena ser fiel” e “Sete trombetas”, a canção composta pela dupla Daniel e Samuel foi integralmente extraída do álbum original, não apresentando nenhuma alteração.

    “O Segredo é Louvar” é faixa tema do disco de 2001, um dos melhores já lançados por Lauriete. A canção encerra a coletânea comemorativa com chave de ouro. A composição do grande Elizeu Gomes ganhou alterações no arranjo e uma interpretação que não deve em nada à original. Linda!

    Para quem gosta de música pentecostal, Tô nas mãos de Deus é um disco perfeito. O repertório é irretocável e ainda caberiam diversos outros sucessos de Lauriete como “Paraíso de Amor” (1987), “Por um Fio” (2003), “Milagre” (2003), “Ensina-me” (2006) entre tantos outros. A seleção perfeita de músicas e belas interpretações são, certamente, as melhores características do disco.

    Vale ainda ressaltar as regravações de “O Grito”, “O Futuro da Igreja” e “Visita ao Desviado” como trunfos. As músicas foram grandes sucessos de mais de 20 anos atrás. Aos que ainda as desconheciam, uma excelente apresentação.

    Como pontos negativos, identifico as 4 faixas extraídas na íntegra de seus discos originais. As canções são lindas da forma que estão, mas um álbum comemorativo merecia regravações tão lindas como as primeiras. Outro ponto que, a meu ver, deixou a desejar, foram os back vocais das regravações. Foi fraco se compararmos com aqueles coros encorpados que estávamos acostumados nas músicas de Lauriete. Essa diferença pode ser bem percebida se compararmos as canções que ganharam novas roupagens com as que não foram alteradas.

    No geral, o disco é muito bom! Vale a pena ouvir!

    Estejam com Deus e até a próxima!

  • Mariana Ava lança clipe de “Sonhar, Sonhar” – Confira nossa análise!

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    Mariana AvaDona de bela voz e influências musicais brasileiras e norte-americanas, Mariana Ava é uma cantora e compositora paulistana que mora nos Estados Unidos e divide sua carreira entre os dois países.

    Aos 25 anos e lançando seu terceiro disco, a cantora apresenta o videoclipe da música “Sonhar, Sonhar”, single do álbum intitulado “Mariana Ava”.

    Vamos conferir?

     O vídeo tem direção de ninguém menos que o grande Bruno Fioravanti, um dos mais experientes diretores de clipes do meio cristão brasileiro. A locação escolhida para apresentar o cenário de sonhos foi o Luna Park, um parque de diversões localizado em Coney Island – NY.

    A música, com forte influência da nossa MPB, versa sobre o sonho de uma jovem de encontrar seu par. O roteiro se divide em dois tempos, passado e presente, embora essa mudança de períodos fique apenas caracterizada na troca de figurinos.  Provavelmente, a intenção era retratar Mariana mais jovem, olhando o mundo através de sua câmera antiga e sonhando com seu futuro amor. Depois mostrar a Mariana atual, casada, com seu sonhar, sonhar sonho realizado. Como não aparece nenhuma figura masculina, esta ideia fica no ar.

    O clipe mostra uma Mariana solar, alegre e livre, construindo a imagem de quem sonha e espera, mas não se desespera. Gosto bastante!

    O ponto mais positivo do vídeo, a meu ver, está no bom gosto e na delicadeza com que o Fioravanti filma. 10! O tratamento dado à imagem, a qualidade e, obviamente, a locação, remetem a obras internacionais, o que combinado com a brasilidade da música deixa um resultado interessante e muito bonito.

    A beleza do local com vista para o mar, associada à beleza de Mariana, acrescidas da interpretação e somadas com a bossa da música ufa, deixa o resultado final super agradável de assistir. Gostei batante!

    Estejam com Deus e Até a Próxima!

  • Análise: CD Sobre o Mesmo Chão – Palavrantiga

    Análise: CD Sobre o Mesmo Chão – Palavrantiga

    A banda foi formada em 2004, com o estilo de rock alternativo. Em 2008 lançam um EP (Palavrantiga – Volume 1). A Palavrantiga foi conquistando aos poucos o seu espaço no mercado gospel nacional, graças à inovação e letras diferentes, difíceis de serem encontradas. Em um ano venderam 4.000 EPs. Em 2010, lançam o álbum de estreia da banda (Esperar é Caminhar), pela CanZion Brasil contendo canções inéditas, incluindo algumas do EP, assim consolidando o seu espaço na música.

    Em 2011, a banda recebeu a primeira indicação ao Troféu Promessas, categoria Revelação. No ano seguinte, em contrato com a gravadora Som livre eles lançam o CD Sobre o mesmo chão, que foi gravado no estúdio Diante do Trono, tendo a produção de Jordan Macedo. O projeto gráfico da obra foi produzido pela Imaginar Design.

    O álbum tem onze faixas, sendo todas de autoria do Marcos Almeida. A faixa-título, “Sobre o mesmo chão“, contém uma pegada da guitarra forte e em harmonia com a bateria vibrante. Enquanto isso, Almeida faz alguns arranjos vocais. Como é típico do Palavrantiga de usar o dia a dia nas suas músicas como forma de inspiração, a música fala que todos nós estamos sobre o mesmo chão. Mas ainda que vivendo as temerias da vida, ele escolheu o Caminho. E que o amor ainda continua se espalhando sobre o mesmo chão.

    A segunda faixa vem falar algo bem atual e muito relevante, expondo a problemática das pessoas que abrem mão das coisas santas e começam a despreza-las. “Sagrado” é seu título. Mas ao mesmo tempo em que relata essa problemática, declara que existe uma fome pelo pão diário, que só Deus pode nos conceder. E que se Deus ouve e recebe aquela honesta canção, Ele com toda certeza atenderia a oração daquele coração que clama pela vontade de Deus.

    “Tô tentando ser bem honesto/Tô dizendo tudo o que eu penso/Tão sabendo que eu Te peço Deus
    Venha o Teu reino/Bem dentro e lá fora/A Tua vontade pra sempre e agora
    Pois tenho fome do pão desse dia/Daquilo que é só Teu
    Ouça minha oração/Que se fez cantiga/Canção pra acordar
    Se Deus aceitar cantiga/Minha oração Deus não perderá jamais”

    Branca” é a terceira faixa, e é uma letra irreverente e meio complexa. Mas que nos traz a ideia que o autor (Marco Almeida) escreveu para a sua esposa. Assim, exaltando algumas virtudes dela; tais como: Pureza da alma, inspiração para caminhar, que luta, que corre, criando. É o tipo de música que o ouvinte tira as suas próprias conclusões.

    “De manhã (Eu) canto/ Uma nova canção/ Pra você, amigo/ Do meu jeito/ Pois estou certo/ De que me ouvirás.” Assim se inicia a quarta música do CD, nos lembrando da importância de que Deus precisa ser o alvo das nossas vidas, logo pela manhã. E que Deus ouve a nossa canção e que assim como foi prometido por Jesus, Ele estará ao nosso lado até a consumação dos séculos. E se ainda um dia estivermos sem força, fé ou poesia, podemos descansar no peito daquele que nos atende e ouve o nosso grito. Uma baladinha muito boa de ouvir e cantar na roda de amigos.

    Rio Torto” é a faixa de número cinco do cd, ela tem início rápido. E a letra já inicia falando de algo que tem sido bem esquecido nos últimos tempos na música gospel nacional. “Já faz um tempo que me apego/ Naquele livro que anuncia/ Minha liberdade…”
    E logo após a letra começa a tratar metaforicamente o amor com um rio. Um rio que o leito desse é de águas claras. E que precisamos ser navegantes nesse rio, que aliás, é um rio que corre sem pressa. A música tem uma pegada pop rock, com a belíssima participação do metal.

    Minha Menina” se inicia com uma pegada pop rock, assim como é de costume do Palavrantiga. É uma letra muito interessante, pela história que se é contada. Nos faz lembrar da passagem de Lucas 15, a parábola do filho pródigo. E assim como na parábola, a música fala dessa volta aos braços Daquele que ela nunca deveria ter se afastado. Nos faz refletir que estar com o Senhor é a melhor coisa e que só Ele tem o que necessitamos.

    Boa Nova“, assim como “Rio Torto” é o tipo de letra que está em falta no cenário gospel nacional. É aquele tipo de música que não massageia o ego, mas que nos traz a responsabilidade de falarmos menos, e observamos o exemplo de Jesus. E assim, buscarmos viver igual Ele. “De tudo quanto eu tenho pra dizer/ Eu digo muito pouco com as palavras/ Eu presto atenção em Ti/ Vejo com apreço o teu andar/ A imagem mais perfeita da Verdade”. E no refrão, versa de um clamor que pulsa no coração daqueles que desejam ser mais parecido com Jesus, mas como todo ser humano normal, a letra nos lembra de que apesar de querermos ser mais parecidos com Jesus, adiamos esse dia de lançarmo-nos no amor de Deus e vivermos a completude que esse amor nos oferece.

    Não entendi muito bem, mas a música “Rookmaaker” entrou nesse repertório. Não mudou muita coisa, apenas o grito e a pegada da guitarra, ambos na introdução da música. E o término dela, os segundos demorados que o Marcos dá antes de cantar a última palavra. E logo após, a bateria dá uma batida; seguida de algumas viradas e a guitarra é dedilhada os últimos acordes. Acredito que no lugar dessa canção deveria ter entrado “Deus, onde estás?” (música gravada no EP Palavrantiga Volume 1). Mas cada um sabe o que faz, e não podemos negar é essa é uma ótima música.

    Antes do Final” tem uma pegada mais lenta, seguido de um princípio de samba reggae feito pela bateria, enquanto o refrão música é cantado. O autor dela usou coisas do dia a dia para nos lembrar de que antes de qualquer atividade, o perdão deve existir. A música termina no refrão, e acredito que o recado foi bem deixado na música. E assim termina ela: “Não espera o amanhã/ Não espera bater/ Não aguarde sua banda passar/ Não espera entender/ Não espera enxergar/ Não aguarde a história acabar/Não espera o amanhã/ Não espera bater/ Não aguarde sua banda passar/ Antes pede perdão/ Perdão/ Antes do final”.

    Meu Lar” é a décima faixa do CD, e é uma das minhas preferidas. E nos lembra de que o nosso lar não é aqui, mas na eternidade. Na música toda se dá para ouvir o baixo, que de forma harmoniosa com o vocalista embeleza a música. O autor faz questão de lembrar na letra, que o lar dele já foi o beijo de uma noite, o abraço de uma bela estranha, foi sem a família, foi na rua, foi medo. Mas que o verdadeiro lar dele não está tão longe. E que assim caminha certo que encontrará a eternidade. É sempre bom ouvir canções como essa, que nos lembra de que existe um lugar sendo preparado por Jesus pra nós.

    O CD fecha com a décima primeira música. “Partiu” é uma letra de ânimo para que façamos aquilo que nos foi proposto por Jesus, e assim, cumpramos o nosso chamado sem dar mais desculpas. “E partiu/ Foi pra rua/ Sem mais desculpas/ O mundo inteiro ouviu você/ Tão perto, um amor sincero”. Acho que não teria forma mais legal de terminar uma letra e fechar um disco.

    E assim está Sobre o mesmo chão do Palavrantiga, em minha concepção. Mas como bem diz Marcos Almeida, é interessante que cada um tire as suas próprias conclusões sobre cada letra. Pra esse CD dou nota 10. Vale a pena ser comprado, emprestado e dado de presente. Só um recado: Se você está procurando letras “evangeliquês” ou plágio da banda ou ministério tal, não ouça esse CD.

  • Análise: CD Na Casa dos Profetas – Trazendo a Arca

    Análise: CD Na Casa dos Profetas – Trazendo a Arca

    Na Casa dos Profetas é o nono álbum inédito do Trazendo a Arca, o primeiro lançado pela CanZion Brasil. A produção musical ficou a cargo do próprio grupo, com mixagem e masterização de Jamba. O disco conta com 13 faixas, sendo a maioria de autoria de Luiz Arcanjo e Ronald Fonseca, que apesar de ter contribuído nos arranjos não integra mais o grupo, além da versão “Minha inspiração” de Marcos Brunet.

    A identidade visual é assinada pela Agencia Excellence, que também assinou outros trabalhos do grupo, sempre apostando num visual temático e conceitual.

    Num tom festivo, com riffs fortes de baixo, e pegada forte na bateria. É assim a introdução da faixa “Celebrai”, canção que abre o disco. Aqui está a prévia de um novo Trazendo a Arca, canção festiva, mostra que o disco promete! Composição de Ronald Fonseca e Luiz Arcanjo.

    Na casa dos profetas”, escolhida para single e título do CD, segue a linha festiva da canção anterior. Introdução com muita guitarra, bateria e arranjos bem elaborados. Destaque também para o refrão da canção com mensagem impactante. A pressão da bateria na ponte “profetiza” aliada a arranjos incríveis de guitarra trazem um TAA como você nunca ouviu. Excelente!

    Em seguida mais uma música “pra cima”. “Kabod”, canção de título enigmático traz um excelente pop-rock cheia de arranjos impecáveis. Para que não gere confusão, Arcanjo durante a rápida ministração explica que “Kabod” é a glória de Deus. Mais uma vez, vê-se um TAA diferente.

    Isaías 45“, apesar de também vir forte na bateria traz a essência do Trazendo a Arca de antes, com uma canção mais suave, numa vibe congregacional. A canção é profecia cantada. Aqui o back vocal conseguiu ser destaque. Excelente canção.

    Fala comigo começa suave, mais intimista e cresce no refrão com a bateria e back vocal. versa sobre a fidelidade de Deus para conosco. O refrão baseado apenas na frase “Tu és fiel” pode soar repetitivo. Esta faixa está como a canção seis no encarte, no entanto está na faixa cinco do disco.

    Logo após, a dita faixa cinco, que na verdade se encontra na faixa seis, (percebe-se que houve uma troca de posição entre as faixa 5 e 6) é uma das mais belas do disco. “Fala comigo” é mais uma parceria de Luiz Arcanjo e Ronald Fonseca. Aqui guitarra, baixo, bateria, teclado se unem a Arcanjo de forma imponente! Canção vertical de pura exaltação a Deus como no refrão “Tu és o Grande Eu Sou que fala no fogo, o mar se aquieta ao som de Tua voz, preciso te ouvir, eu quero Te obedecer, uma palavra Tua e tudo se transformará”.

    Graça“, que foi cogitada para título do álbum é o perfeito exemplo da mistura novo e antigo Trazendo a Arca, com mesclas de instrumental com os riffs mais agressivos de guitarra, baixo e bateria dá um ar de novidade sem perder a essência do grupo. Versa sobre a graça, que nos foi dada com a morte e ressurreição de Jesus. Graça que lava as vestes removendo as manchas da culpa, graça que nos livra da sentença do pecado. Mais uma canção Top.

    A próxima música é “Quero ser como tu” vem forte no instrumental, destaque para o violino e teclado. Aos poucos a canção ganha peso, mas permanece a leveza de canção de adoração. A mensagem do refrão merece destaque “Eu quero ser como Tu, negar-me a mim mesmo e tomar a minha cruz, ser mais submisso do que ser honrado, eu quero parecer mais contigo”. Segunda parte percebe-se back vocal dando show. Simplesmente linda!

    Minha inspiração” traz uma parceria bastante interessante neste disco. Arcanjo entoa em português a primeira parte da música, enquanto o autor da canção, Marcos Brunet, canta a segunda parte em espanhol, conferindo um som diferente do usual ao CD.

    Em seguida mais uma com forte pegada no instrumental “Canção para Tua glória” vem com uma bateria mais discreta, destaque para violino e teclado. Como o título sugere, esta é uma canção de extrema rendição a Deus “Ó Deus toma minha vida, e enche-me de Ti, até não haver mais espaço para mim, me faz teu instrumento, me toca com Tuas mãos, que eu seja uma canção pra Tua Glória, pra Tua glória Senhor”.

    Num tom profético vem a canção “A benção de José”. A canção declara benção do Senhor sobre as nossas vidas, que o Senhor seja a força de nosso braço, que seja aquele que nos guie. Destaque para violino e cordas. Back vocal cresce a partir da metade da canção, deixando-a mais impactante.

    Com uma pegada diferenciada das canções anteriores vem chegando “Magnífico Deus”. Apesar disso, a canção soa parecida com “Kabod”. Aqui o destaque é para os belos riffs de guitarra que não passam despercebidos. Apesar de letra razoável, a canção é um tanto linear, sem grandes surpresas.

    A canção emenda no que pode ser considerado um “espontâneo” que é a faixa 13, “Nós queremos trazer a tua arca”. Que vem na mesma linha melódica de “Magnífico Deus”, encerrando o disco em grande estilo.

    Considerações finais:

    Apesar de a maioria dos cantores e ministérios afirmar que seus novos discos marcam uma nova fase em suas carreiras, o que acaba virando um chavão, no caso de Na casa dos profetas isto é real. O álbum representa a transição do TAA mais congregacional para um TAA mais pautado ainda no pop rock, apresentando essas duas vertentes, o que certamente já está agradando quem adquiriu o CD.

    Percebe-se que a bateria e guitarra ganharam vieram com mais força neste novo trabalho do grupo. Canções mais verticais, fugindo dos desgastados chavões defendidos pelo grupo em trabalhos anteriores, como milagres e bênçãos, para canções mais voltadas para a real exaltação a Deus.

    Poucos pontos negativos podem ser elencados. Não passa despercebido a inversão das faixas 5 e 6 que no entanto não diminui em nada a qualidade do álbum. Os destaques do disco sem dúvida são “Na casa dos profetas”, “Kabod”, “Fala comigo” (a melhor), “Graça” e “A Benção de José”.

  • Análise: CD Burning Lights – Chris Tomlin

    Análise: CD Burning Lights – Chris Tomlin

    Chris Tomlin, o líder de louvor, músico e compositor por trás das canções de sucesso “How Great Is Our God” (Quão Grande é o nosso Deus), “Jesus Messiah” (Jesus Messias) e “Our God” (Nosso Deus), está lançando seu mais novo disco, “Burning Lights”. Abertura com uma vibração instrumental, “Burning Lights” (Luzes Acesas) leva–se perfeitamente para a canção destaque “Awake My Soul” (Desperta Minha Alma), com Lecrae.

    A música mostra um lado mais contemporâneo do som de Chris Tomlin, que abriu seus últimos três álbuns com os hinos de adoração “Our God”, “Sing, Sing, Sing” e “How Can I Keep from Singing”. O último album de Tomlin, vencedor do Grammy ‘And If Our God Is For Us…” Marcou o inicio da  experimentação musical com batidas eletrônicas, cordas e vocais de banda, misturando com seu estilo de adoração tradicional e Brit-rock. Este álbum tem como marca registrada músicas que expressam a verdade bíblica combinada com algumas letras pessoais que refletem sua caminhada com o Senhor.

    Tive a satisfação de perceber o equilíbrio, em especial da letra “Fale comigo, Palavra de Deus, fale comigo”, que reflete a busca da presença de Deus em cada canção, acentuada por Lecrae fazendo o rap a Verdade de Ezequiel, “Tua Palavra dá vida aos meus ossos secos…” Amém.

    “Whom Shall I Fear /God of Angel Armies” (A quem temerei /Deus dos Exércitos de anjos) está cheia da verdade de que como cristãos, precisamos ter completa confiança em Deus para enfrentar as lutas da vida. A música expressa perfeitamente essa dependência: “Eu estou me segurando em suas promessas, Tú és fiel … Eu sei quem vai adiante de mim, eu sei quem está por trás, o Deus dos exércitos de anjos, está sempre do meu lado, aquele que reina para sempre, Ele é amigo meu”.

    Lay Me Down” (Me deito) é uma franca declaração de fé e desejo de servir a Deus no mesmo estilo rock de “I Will Wait” da Mumford & Sons. “Eu me deito, eu não sou meu, eu pertenço a Você sozinho, me deito, me deito … não há vida Longe de Ti, me deito” é o ousado testemunho desta música que é um excelente hino para os cristãos em toda parte para viver pra glória de Deus. Todas essas letras apontam para as maravilhas do nosso Deus, combinadas com melodias deslumbrantes e refrões contagiantes que serão repetidos na sua cabeça diversas vezes. Você pode experimentar a majestosa natureza de Deus na música de Chris Tomlin. As faixas iniciais deram brilho a este excepcional álbum de louvor, certeza de ser um dos melhores do ano. Estou muito emocionado com essas músicas de abertura. Me encontro levantando minhas mãos em adoração depois dessas faixas, e então eu sou obrigado a estender a mão para ajudar mostrar as outras pessoas o amor de Jesus.

    “God’s Great Dance Floor” (Pista de dança do Deus Grande) foi escrita com Martin Smith do Delirious e é uma franca declaração da fé em Deus em um novo estilo musical eletrônico contemporâneo. Eu amo a verdade da canção: “Você nunca vai deixar de nos amar, não importa quão longe nós corremos, Você nunca irá desistir de nós, todo o céu gritará, vamos começar o futuro. Eu vivo, eu me sinto vivo / Eu estou vivo na pista de dança do Deus Grande”. “Você provavelmente não vai adicionar essa canção para louvar na igreja, mas a música é viciante, divertida e você vai cantar alto, uma vez que você aprender o refrão”.

    Desde a última gravação “Paixão:  Bandeira Branca”, eu amei “White Flag” (Bandeira Branca) e “Jesus, Son of God” (Jesus, Filho de Deus), com Christy Nockels, que são os dois excelentes hinos para a Igreja. Os Álbuns de Tomlin têm de tudo incluso como canções de adoração congregacional como “Amazing Grace (My Chains Are Gone)” e “All The Way My Savior Leads Me”. “Crown Him /Majesty” (Coroe-O / Majestade) apresenta Kari Jobe e é uma fantástica reescrita do hino clássico de fé.

    “Sovereign”  (Soberano) tem a assinatura do poderoso vocal de Tomlin e reflete uma profunda fé no senhorio de Deus sobre nossas vidas. “Do princípio ao fim, eu posso confiar em você, Deus não importa o que vier meu caminho eu confio em você.” Amém.

    “Countless Wonders” (Incontáveis Maravilhas) é uma ótima ilustração da palavra de Deus aplicando para nós as palavras bíblicas. “Sua beleza enche o céu, Grande Deus de incontáveis maravilhas, Elevo os meus olhos”.

    “Thank You God for Saving Me” (Obrigado Deus por me salvar) com Phil Wickham é uma música incrível para os adoradores. Esta é uma maravilhosa canção de gratidão para cantar diretamente para Deus em plenos pulmões: “Meu coração é seu, minha alma é livre, obrigado Deus por me salvar”.

    A deslumbrante canção de encerramento “Shepherd Boy” (Menino Pastor) fecha o conceito “Burning Lights”. Os versos iniciais resumem o tema do álbum: “Eu não sou nenhum herói da fé, eu não sou tão forte quanto eu pensei que eu era, eu sou apenas um menino pastor cantando para um coral de luzes acesas, eu estou apenas cantando, cantando sobre você, venha e coloque suas preocupações para baixo, porque o amor está rompendo”. Amém.

    CONSIDERAÇÕES FINAIS

    O que é mais impressionante é como você cantará estas canções grudentas a plenos pulmões após escutar apenas duas vezes. Burning Lights é meu novo álbum favorito de Chris Tomlin. Existe a verdade bíblica casada com letras pessoais nas canções “Awake My Soul,” “Whom Shall I Fear (God of Angel Armies),” “Lay Me Down” e a comovente canção “Shepherd Boy”. O álbum está carregado com músicas incríveis para a Igreja, em especial “Crown Him (Majesty)”, “White Flag”, “Jesus, Son of God”, “Countless Wonders” e “Thank You God for Saving Me”.

    Os temas deste álbum são Confiando em Deus, amando-O e amando os outros como Ele nos amou. Todas as músicas são cativantes, emocionantes e de adoração. Depois de ouvir o álbum, eu estou movido com compaixão para amar as pessoas como Jesus nos ama. Este é o coração por trás deste álbum, e obrigado Chris por nos abençoar com a sua música e por cantar a verdade do Evangelho do Reino de Deus.

    Nota: Esta resenha foi traduzida da análise publicada pelo New Release Tues Day.

  • Análise: CD Jesus – Gabriela Rocha

    Análise: CD Jesus – Gabriela Rocha

    Dona de uma voz marcante e inegável talento, Gabriela Rocha começou a cantar ainda na infância, aos cinco anos na igreja que frequentava. Em 2007 Gabriela venceu o concurso Jovens Talentos no Programa Raul Gil, fazendo seu nome ser conhecido pelo Brasil.

    Em 2011 Gabriela Rocha participou do DVD “Uma história escrita pelo dedo de Deus” do Thalles, sendo este um marco em sua carreira, principalmente pela grande repercussão alcançada.

    Já em 2012, Gabriela deu mais um passo para a consolidação de seu ministério, assinando contrato com gravadora Sony Music, pela qual lançou seu primeiro disco com título “Jesus”.

    O álbum tem produção mais que especial de Thalles Roberto em parceria com Fábio Aposan. A arte ficou por conta da Imaginar Design, que apostou num conceito retro para o encarte. São doze canções, das quais, duas são versões de sucessos internacionais, e também a música que consagrou Gabriela Rocha, “Nada além de Ti”.

    Abrindo o álbum vem “Cuida de mim” de autoria de Thalles Roberto. A canção soa como uma oração e começa bem intimista, reforçado pelo timbre diferenciado de Gabriela Rocha. Em seguida, a música cresce principalmente com a bateria. Um dos trechos mais significantes é “Sei que tudo que eu preciso está no projeto que Tu tens pra mim”. Percebe-se que a canção foi inspirada no Salmo 23.

    Em seguida, bem mais pop, chega “Unção de Deus” também de Thalles. Canção simples, em forma de adoração, poucos versos que se repetem. Destaque para o back vocal, bateria e cordas. Apesar de animada, a canção ficou repetitiva.

    “Eu sou teu”, composição de Denyse Bittencourt e Felipe Cruz, começa com algumas batidas e em seguida a entrada das cordas tornou a introdução excelente. O ápice da canção é o refrão, bateria, back vocal e  riffs imponentes de guitarra tornaram a canção esplêndida. “Chamado por Deus, não há nada que possa impedir, eu sou teu, e o que me importa é te servir”.

    Logo após, vem “Jesus” faixa-título do álbum. A canção aposta num ritmo suave, destaque para instrumentos de cordas. Versa sobre a importância do nome de Jesus. Apesar dos poucos versos, a canção não ficou cansativa graças aos excelentes arranjos e a impecável interpretação de Gabriela juntamente com o back vocal, principalmente nos “Aleluia”.

    “Não há nome mais doce” mais uma canção que aposta numa introdução com cordas. Extremamente suave, impossível não se deixar se levar pela voz de Gabriela Rocha. A canção fala sobre o quão bom é estar na presença do Pai. “Não há lugar melhor pra estar, que a tua presença”. Destaque para bateria e back vocal no refrão. Composição de Thalles Roberto.

    A sexta canção, também de Thalles é “Reconhecemos”. A mudança de faixa é tão natural que mal se percebe. Esta é uma canção bem ao estilo de ministério de adoração, marcada pelo teclado e bateria, destaque também ao back vocal. Canção vertical – aliás todo o disco tem este viés  – sendo perceptível isso em toda a música. “Recebe a honra e o louvor eterno Deus supremo És, E o meu prazer é me prostrar e Ti adorar, sua presença é o lugar que eu quero estar pra sempre”.

    A canção escolhida para single, “Creio que tu és a cura” e que ganhou videoclipe é a próxima. Versão de “Healer” de Mike Guglielmucci, que já foi gravada por nomes como Kari Jobe, ganhou uma bela interpretação de Gabriela Rocha. Sem dúvida, a melhor do álbum. Mensagem impactante sobre o poderio de Deus de curar, de que nada é impossível para Ele.

    Em seguida temos “Morreu na Cruz” de Thalles. A canção começa com uma pegada mais pop, bem marcada pela guitarra e bateria, dando vivacidade à canção. Versa sobre o sacrifício de Jesus na cruz por amor a nós.

    “Nada além de ti” é a penúltima canção de Thalles no disco. Trata sobre a nossa confiança em Deus, de estar na dependência dEle. “Oh Deus, eu vim aqui só pra dizer que minha esperança está em Ti, que eu não tenho nada além, nada além de Ti”.  Foi esta a canção que deu visibilidade a Gabriela Rocha através do dueto com Thalles no DVD “Uma história escrita pelo dedo de Deus”. Só o vídeo no canal da Gabriela no Youtube ultrapassa três milhões de visualizações. melodia

    Em seguida temos mais uma versão. “Estas comigo” é versão de “You are for me” de Kari Jobe. Mais uma vez Gabriela dá show e não fica devendo à versão original.  Voz doce, teclado marcante, em seguida o acréscimo das cordas tornam a canção perfeita.

    “Casa do Pai” é a penúltima canção do disco. Com uma introdução diferenciada, foco na voz de Gabriela, acompanhada de batidas que em seguida vai ganhando o frescor do teclado e das cordas. “Casa do pai” faz analogia à parábola do filho pródigo, como pode-se ver neste trecho: “Eu quero voltar pra cada do Pai, Eu quero o amor da casa de meu Pai, e repousar tranquilo nos braços de meu Pai”. Uma das mais fracas do álbum. Ah, essa também é do Thalles.

    Por fim, temos “Conversa de filho” que (de novo) aborda o tema pai e filho, porém é melhor que a anterior. Excelentes arranjos de guitarra e a boa e velha bateria dão um UP à canção de autoria de Leandro de Abreu Moreira.

    Gabriela Rocha sem dúvida é uma cantora talentosíssima. Voz doce, suave e muito marcante, explicam seu sucesso. Em todas as canções é possível perceber a qualidade dos arranjos, a participação sempre correta do back vocal, e claro, a interpretação impecável e expressiva de Gabriela.

    Em alguns momentos o álbum pode soar repetitivo e até ser cansativo. A repetição de temas nas canções, o fato de a maioria das canções virem num tom intimista, mais reflexivas chegando às vezes soar melancólico, e, por fim, ter muitas composições de um único compositor. De 12 músicas, 8 são de Thalles. Um risco que se corre.

    Merecem destaque, claro, além da inegável qualidade do trabalho em si, as versões impecavelmente interpretadas por Gabriela, sem deixar nada a dever às versões originais, também a nova roupagem dada à canção “Nada além de ti”, e as excelentes canções “Eu sou Teu” e “Não há nada mais doce”.

  • Análise: CD Santo – Leandro Vinícius

    Análise: CD Santo – Leandro Vinícius

    Leandro Vinícius despontou na música nacional no concurso Jovens Talentos Kids, onde chegou na final ficando em segundo lugar. De lá, o talentoso cantor mirim assinou contrato com a gravadora CPAD Music, pela qual lançou o primeiro álbum da carreira que tem por título “Santo”.

    A Produção musical ficou por conta de Rogério Vieira e conta com um time de compositores de peso, como verão no decorrer da análise. O projeto visual é assinado por Jonas Lemos, que apostou nos tons de verde, buscando refletir a identidade do cantor, capturando elementos de sua rotina diária, como momentos de lazer, estudo, oração.

    Vamos à análise:

    “Santo” de Rodrigo Claro introduz o álbum com uma levada bem congregacional. A canção versa sobre a adoração, e o prazer em adorar ao Senhor. Destaque para a participação do Coral UMADC (União da Mocidade da AD de Curitiba).

    Em seguida temos a versão da clássica “Via dolorosa” de Billy Sprague e Niles Borop. Leandro Vinícius conseguiu explorar muito bem a emotividade da canção, com uma introdução suave ao piano. A canção que retrata a crucificação de Jesus fica incrível na voz deste pequeno grande adorador. Back mais uma vez excelente. (Detalhe: a versão cantada por Leandro possui diferenças da versão de Jozyanne, inclusive está deferente no encarte do CD).

    Com introdução carregada na bateria, “Deserto de Flores” começa bem animada, pra cima. Canção de celebração, fala do poder de Deus em fazer flores e frutos florescerem no deserto. “Nesse deserto Deus vai fazer, flores e flores e frutos florescer” Um pop-rock bem jovem. Perfeita. Composição de Lílian Lopes.

    “Contra a Babilônia” é uma canção bem reflexiva, daquelas pra dar um choque de realidade na igreja que anda acomodada. Versa sobre não se conformar com a realidade atual. O refrão resume isso: “Eu sou geração eleita, coração inconformado, não me calo e não cedo, ao reino da Babilônia, Eu sou geração eleita, coração inconformado, me levanto neste tempo contra o reino da Babilônia”. Letra excelente, arranjos, back vocal, interpretação, uma das melhores do álbum. Qualquer semelhança com “Eu não abro mão” de Bruna Karla pode não ser mera coincidência já que os compositores são os mesmos: Junior Maciel, Josias Teixeira e Dione.

    “Ele é fiel” de Alex Almeida começa tranquila, suave. Em seguida cresce com a bateria e o peso do back vocal faz a diferença. Destaque para o piano, que dá o toque final à canção. Impressionante a extensão vocal de Leandro Vinícius. A canção versa sobre a fidelidade do Senhor, e como é importante crer que ele cumprirá o que prometeu. “Ele é fiel e sua promessa em mim se cumprirá, pois sei que o meu Deus não falhou nem falhará, quando Deus quer agir ninguém pode impedir, se Ele prometeu, eu posso crer se cumprirá”.

    Com uma pegada mais pop chega “O que fazer” de Dedy Coutinho. Bateria aqui foi essencial. A primeira estrofe abre várias perguntas, que são respondidas no refrão. “Vou ressuscitar meus sonhos, crer que tudo é possível, chegar e alcançar o alvo celebrarei, gritar que eu venci o mundo, pular de alegria, levar meu testemunho, mostrar que a resposta é Deus!”

    A próxima canção é “Voz que clama”de Raphael Oliveira. Fala da nossa insignificância perante Deus, e mesmo assim ele nos escolheu para levar seu amor aos outros. Refrão impactante, o interprete se coloca como Ezequiel, na visão do vale de ossos secos que pela profecia ganharam vida. Excelente!

    “Que flua mais em mim” começa com uma levada pop pentecostal. Composição de Adelson Freire, vem forte nos instrumentos de cordas. A canção fala sobre a necessidade de darmos testemunho, de falarmos o amor de Jesus. “Quando eu erguer a minha voz as pedras não irão clamar, vou permitir que flua mais de mim, através de mim do Teu amor”.

    “Filho Pródigo” de autoria de Lílian Lopez e Alex Almeida é mais uma canção pop pentecostal. Destaque para a atuação do back vocal. Como o título sugere, baseia-se na parábola do filho pródigo. “Vou voltar ao lugar onde te deixei, retomar, me dispor pra renascer, retornar a casa do pai”. Linda!

    “Ao te levar” pop-rock bem jovem ficou excelente na voz de Leandro Vinícius. A composição de Dedy Coutinho é daquelas canções “pra cima”, de celebração. Bem vertical. “Que todos conheçam quem Tu és, Tu és a fonte que nunca cessa a luz que brilha na estrada deserta, Tu és o pão que me alimenta ao Te levar”.

    Chegando ao fim do álbum vem “Quatro homens e um paralítico” de Raphael Oliveira. Narra o milagre de Jesus ao curar o paralítico que desceu pelo telhado. Traz uma bela mensagem de fé e superação “Levanta, toma tua cama e anda, pois pra ele não há impossível, eu sei um milagre eu conquistei”.

    Fechando o álbum chega mais uma de Adelson Freire “Preciso ser curado”. Bem arranjada, detalhe para as entradas sutis do back vocal harmonizando perfeitamente. Canção daquelas no estilo oração cantada. “Preciso ser curado, aumenta mais a minha fé, pra conseguir te ver e te querer pra mim, pra receber o céu”. Assim chega ao fim o primeiro álbum de Leandro Vinícius “Santo”.

    O álbum está numa qualidade muito boa. Canções marcantes, bem escolhidas e em diferentes estilos foram essenciais para não deixar o CD cansativo. Leandro Vinícius soube se sair bem em cada uma, evitando firulas desnecessárias, o que torna “Santo” um CD bem cantável nas igrejas. Por ser um trabalho de um adolescente, poderia ter-se explorado mais canções pop, mais ritmadas. Vale a pena conferir este belo trabalho de Leandro Vinícius, cujo talento excede e muito o seu tamanho. Certamente a tendência é que Leandro galgue muitos patamares, visto sua pouca idade e já estar num nível musical excelente.

    Os Destaques do CD vão para “Santo”, “Via Dolorosa”, “Deserto de flores”, “Contra a babilônia” e “Ao te levar”.

  • Análise: CD Novos Horizontes – Brenda

    Análise: CD Novos Horizontes – Brenda

    Revelação da música gospel em 2011, vencedora do concurso Jovens Talentos em 2010 no Programa Raul Gil e dona de Disco de ouro do primeiro CD da carreira, a cantora Brenda lançou em setembro na Expo Cristã pela Sony Music o seu segundo CD “Novos Horizontes”. 

    A produção ficou por conta de Paulo César Baruk e projeto gráfico é assinado pela agência NaMassa.

    Abrindo o disco temos a faixa escolhida para single “Invisível” de autoria de Anderson Freire. A canção abre em alta o CD, vindo forte com o teclado de Leandro Rodrigues e bateria de Rafael de Laia. Combinação perfeita entre a voz suave de Brenda com a pegada mais pesada dos instrumentos. “Era Deus, era Deus, Caminhando o tempo todo com você, Não há coroa sem espinhos, Não há vitórias sem barreiras no caminho” faz refletir que para que se vença é preciso a luta, nenhuma conquista sem os desafios.

    Em seguida temos “Quando me Chamar” de Estevão Queiroga e Adalto Ferreira. Composição mediana, que ganha força com a bela interpretação de Brenda, apoio vocal e produção impecável.

    Em “Vitória” Temos uma introdução muito parecida com “Invisível”. A composição de Felipe Valente versa sobre a diferença entre os nossos planos e os planos de Deus. “O caminho que eu mesmo tracei não foi o que Deus escolheu pra mim”. A vitória está quando deixamos o nosso projeto e caminhamos para os braços de dEle. “Vitória” é daquelas que chega devagar e vai crescendo do meio para o fim.

    Versatilidade se vê aqui. “Quero te louvar” é uma canção pop com uma mescla de rap (participação de Lito Atalaia) refletindo a personalidade jovem de Brenda. Sua voz doce com agudos equilibrados são destaques na canção. Impossível ficar alheio à pegada dançante desta música. Por fim o efeito eletrônico dá o toque final. Excelente parceria. Show! (Composição de Dedy Coutinho, Quezia Coutinho, Geferson Kleiton e rap de Lito Atalaia).

    Com uma nuance mais pentecostal chega “Adorarei” de Tony Ricardo. Como o título sugere, a canção vem forte versanado sobre adoração “Ainda que não houvesse ninguém pra me escutar, mesmo assim eu cantaria só pra te adorar, é a minha condição pra sobreviver, te adorar é meu prazer”. Merece destaque o apoio do back, principalmente na segunda parte da canção.

    Como um testemunho cantado vem “O Meu Deus” de Denner Souza e Adriano Barreto. Canção vertical exalta os feitos de Jesus, evidencia seu sofrimento na terra para nos livrar da maldição. Destaque para a mensagem forte do refrão “O meu Deus faz descer maná do céu, o meu Deus faz brotar água da rocha, o meu Deus com Ele não há quem possa...” Introdução suave e depois o ápice no refrão confere um contraste belíssimo a esta canção.

    Mais uma canção cristocêntrica, “Eu te amo Jesus” relata os sacrifícios de Jesus por nós. Belíssima declaração de amor a Jesus, forte influência de adoração congregacional com uma leve pegada pop. Composição de Dedy Coutinho. Vocal chega forte nesta canção agradável de ouvir, harmonia perfeita.

    Brenda arrebenta na canção “Ele vem” em parceria com Renato Vianna, seu namorado (gentilmente cedido pela Som Livre). Sintonia perfeita, destaque principalmente no refrão quando os dois cantam simultaneamente. A composição de Ricardo Martins e Tuiu Costa versa sobre o arrebatamento da igreja. Forte levada pentecostal. Baruk caprichou aqui. Tudo perfeito!

    Análise do álbum "Novos horizontes" de Brenda pela Sony MusicO pop rock chega marcando presença com a introdução mais agressiva de “O teu amor me alcançou”. Bateria e contrabaixo marcam o ritmo da canção, apoio vocal muito bem colocado, numa canção vertical excepcional. Mais uma de Dedy Coutinho.

    Juntos pra Sempre” traz uma influência congregacional americana, principalmente pelo back vocal. A canção versa sobre a entrada da Igreja no Céu, onde todos cantarão ao Senhor. “negros e brancos, toda raça e cor, juntos no céu, celebrando ao Senhor, indivisíveis numa mesma nação, diante do seu Salvador, Ele mesmo recebe e abraça os Seus, estamos juntos pra sempre no amor do Senhor”. Arranjos vocais e instrumentais se destacam na canção.

    Com uma mensagem de confiança no Senhor, “Eu confio em ti” de Allisson Melo começa com poucos instrumentos, a enfase é na interpretação de Brenda, com sua voz incrivelmente suave. Na segunda parte a bateria marca o compasso da música dando mais ritmo à canção com o apoio do back vocal.

    Encerrando o disco vem “Pra Sempre” de Thiago Grulha, abusando das cordas enfatizando a pegada romântica da canção. “Quero um amor que resista ao tempo, uma verdade pra abraçar pra sempre, caminhada de bons sentimentos, um coração que me entenda”. Melodia daquelas cantadas ao pé do ouvido. Para ouvir e sonhar… e é com este tom de “romance no ar” que chega ao fim o novo disco de Brenda pela Sony Music.

    Análise do álbum "Novos horizontes" de Brenda pela Sony MusicUm disco que traduz a juventude de Brenda, cantora talentosa que passeia por diferentes estilos com uma propriedade admirável. Sem dúvida “Novos horizontes” reflete um amadurecimento tanto vocal quando pessoal de Brenda, um CD feito com esmero, sem dúvida O novo horizonte de Brenda é o topo. Toda a equipe envolvida no projeto merece destaque pelo ótimo resultado alcançado.

    Brenda se saiu muito bem nas parcerias, mostrando uma forte personalidade musical. Detalhe para a anunciada parceria entre Brenda e Kerrie Roberts que não aconteceu. Pena.

    Quanto ao projeto gráfico assinado pela NaMassa, a aposta é num visual mais clean, valorizando a fotografia de Lucas Motta.

    Apesar de todo o CD estar num nível excelente, destaco as canções Invisível, Adorarei, O meu Deus, Ele vem e O teu amor me alcançou como as melhores do disco.

    Nota 9

  • Análise: CD Liberta-me – Fernanda Brum

    Análise: CD Liberta-me – Fernanda Brum

    Lançado em agosto deste ano pela MK Music, o CD Liberta-me traz uma proposta diferenciada dos outros trabalhos de Fernanda Brum. A produção ficou a cargo de Emerson Pinheiro, que também assina algumas composições do álbum. O trabalho gráfico desta vez é assinado pela Quartel Design, que apostou num visual temático, sendo a capa oficial escolhida pelos internautas entre duas opções divulgadas.

    Abrindo o disco temos a faixa tema do álbum, “Liberta-me”, composição de Fernanda e Arianne. Bela introdução, canção reflexiva. A mescla de instrumentos no refrão, principalmente da bateria eleva a música a outro nível. Versa sobre o clamor, pedido de liberdade. A melhor parte ficou por conta da ponte, já que o termo “Liberta-me” acabou ficando repetitivo. Apesar de bonita, não é a melhor faixa do disco.

    Cacos pelo chão” segue a linha introspectiva, ao estilo “oração cantada”. A introdução ao som do teclado que aos poucos vai ganhando força contrastando com o refrão que chega impactando, resulta numa canção gostosa de ouvir e refletir. Versa sobre a restauração. Tantos problemas nos derrubam nos despedaçam, mas o alicerce continua firme, necessitando que o Senhor nos erga outra vez. Composição de Emerson Pinheiro.

    De Claudio Claro, “Tu me amas” começa com um efeito interessante já utilizado por outros cantores e que ficou marcado na música “Jesus é o caminho” de Heloisa Rosa. A canção é um tanto complexa de entender a lógica da letra, já que mais parecem frases soltas. Basicamente fala sobre missões, a ordem de Jesus a Simão, para que de pescador de peixes, tornasse um pescador de almas. Em primeira pessoa, Fernanda canta falas de Jesus.

    Aqui já deve ter alguém aflito querendo pular as faixas em busca de uma música com cara de “Pavão pavãozinho”, ou “Dá-me filhos”, com uma pegada mais enérgica, que por sinal Fernanda Brum se sai muito bem. Porém, o CD continua nas canções suaves com “Santuário cheio da tua glória” de Luiz Arcanjo. Canção vertical possui o tema adoração como foco. Destaque para o back vocal. Harmonia perfeita.

    Uma só voz” – versa sobre a unidade do povo de Deus, sobre a comunhão, ao partir o pão – faz referência à santa ceia. Mais uma vez o back vocal, apesar de discreto, compõe muito bem a canção marcada pela bateria. O violino também aparece dando um toque mais refinado à música. Excelente tema. Esta é mais uma composição de Cláudio Claro.

    Finalmente quebrando aquele tom um tanto melancólico trazido desde o começo do CD, vem “Deus mandou”, que, apesar de ser uma canção animada, não chega a empolgar. Pode-se dizer que “Deus mandou” faz referência a “Tu me amas”, afinal, muda-se apenas o ângulo de visão, o tema é o mesmo. Destaque para o refrão: “Pano de saco por louvor Cinzas e trapos por amor Morte tem cura lá na cruz Nas pisaduras de Jesus”. A autoria de Cláudio Claro.

    A introdução de “Forte e poderoso” com riffs de guitarra vem para trazer esperança a quem já estava desesperado por uma canção mais “up”. Bateria e guitarra se unem para fazer a melhor introdução de todas as canções do CD. A composição de Rodrigo Claro narra a vitória de Jesus sobre o mal. “O nosso é forte e poderoso, forte e poderoso não conhece o que é perder” leva o CD a outro nível. Um “quase rap” mostra a versatilidade desta cantora talentosíssima. O back vocal também se destaca nesta incrível canção.

    Nada pode me separar”, uma parceria de Arianne e Emerson, continua no melhor estilo Fernanda Brum de ser. Back vocal, bateria, e a interpretação de Fernanda dão show. O baixo e o sax também não deixam por menos. Queria empolgação? Então toma essa!

    Explicando as borboletas do projeto gráfico, vem “Saindo do casulo” de Marcelo Manhãs. Extremamente poética essa é uma canção mais intimista, versa sobre a liberdade. “O Senhor desata Sou livre pra viver o seu melhor vencer o meu casulo o meu lugar seguro fortalecer minhas asas pra voar” a segunda parte, após a ponte, cresce com a presença marcante do back vocal, a pegada mais agressiva da bateria e da guitarra traz uma vivacidade contagiante à canção mandando a melancolia pra bem longe.

    Em “Rasgando o coração” é a interprete se despindo perante Deus, se humilhando perante ele. Uma bela mensagem de fidelidade ao Senhor. Autoria de Eyshila.

    Preciso de uma chance” começa com uma pequena narração de Fernanda Brum. Mais uma que inicia com poucos instrumentos, priorizando a interpretação da cantora. Versa sobre milagres, fé e conquistas. Interessante mensagem de que o segredo do milagre está em Jesus (a verdadeira fonte), e não na religião. Mescla as histórias do coxo do tanque de Betersda com a da mulher do fluxo de sangue. A segunda narração durante o solo completa a mensagem exposta pela canção. Parceria de Fernanda, Emerson e Kleber Lucas na composição.

    Composição de Claudio Claro, “Dia Feliz” é mais uma canção extremamente poética. É preciso atenção para “pegar” a mensagem. Canção doce, adoração suave, de harmonia singular. Prazerosa de se ouvir e refletir.

    Do casal Fernanda e Emerson, “Tanto assim” versa sobre o incrível amor de Deus por nós, mesmo sem merecermos. Com uma levada de adoração, segue a linha introspectiva, conversa homem e Deus. Aqui o back vocal vem com força. Sonoridade simples, mas perfeita. Mergulhe nesta música…

    Notadamente Fernanda direcionou este CD à adoração e, “Seja bem vindo” reflete bem isso. Imagino aqueles momentos de adoração nas igrejas entoando essa canção. A canção demora um pouco para crescer, mas o contraste entre a primeira e a segunda é bem interessante. Incrível interpretação. Mais uma presença marcante do back vocal. De Geraldo Guimarães e Renato César.

    Mais uma introdução imponente, “Todo poderoso” fecha o CD em alta. A primeira estrofe destaca a voz da cantora. No refrão a canção cresce, principalmente graças à bateria, cordas e violino. O back vocal se une à Fernanda levando a canção à perfeição. Mais uma composição do casal Fernanda e Emerson.

    Liberta-me é um álbum bastante vertical, canções cristocêntricas marcam todo o trabalho. Aliado à incrível interpretação de Fernanda, arranjos bem elaborados, mas não rebuscados, e a economia firulas são os destaques do CD. Porém peca pelo excesso de canções intimistas e calmas demais. Acaba dando a impressão de um trabalho repetitivo e muito uniforme.

    Provavelmente se não fosse tema do disco, a canção “Liberta-me” não seria escolhida para single. Comparado às outras do álbum, é canção mediana. Destaco “Forte e poderoso”, “Nada pode me separar”,  “Seja bem vindo” e “Todo poderoso” como as melhores do disco.