Análise: CD Na Casa dos Profetas – Trazendo a Arca

Escrito por

em

Na Casa dos Profetas é o nono álbum inédito do Trazendo a Arca, o primeiro lançado pela CanZion Brasil. A produção musical ficou a cargo do próprio grupo, com mixagem e masterização de Jamba. O disco conta com 13 faixas, sendo a maioria de autoria de Luiz Arcanjo e Ronald Fonseca, que apesar de ter contribuído nos arranjos não integra mais o grupo, além da versão “Minha inspiração” de Marcos Brunet.

A identidade visual é assinada pela Agencia Excellence, que também assinou outros trabalhos do grupo, sempre apostando num visual temático e conceitual.

Num tom festivo, com riffs fortes de baixo, e pegada forte na bateria. É assim a introdução da faixa “Celebrai”, canção que abre o disco. Aqui está a prévia de um novo Trazendo a Arca, canção festiva, mostra que o disco promete! Composição de Ronald Fonseca e Luiz Arcanjo.

Na casa dos profetas”, escolhida para single e título do CD, segue a linha festiva da canção anterior. Introdução com muita guitarra, bateria e arranjos bem elaborados. Destaque também para o refrão da canção com mensagem impactante. A pressão da bateria na ponte “profetiza” aliada a arranjos incríveis de guitarra trazem um TAA como você nunca ouviu. Excelente!

Em seguida mais uma música “pra cima”. “Kabod”, canção de título enigmático traz um excelente pop-rock cheia de arranjos impecáveis. Para que não gere confusão, Arcanjo durante a rápida ministração explica que “Kabod” é a glória de Deus. Mais uma vez, vê-se um TAA diferente.

Isaías 45“, apesar de também vir forte na bateria traz a essência do Trazendo a Arca de antes, com uma canção mais suave, numa vibe congregacional. A canção é profecia cantada. Aqui o back vocal conseguiu ser destaque. Excelente canção.

Fala comigo começa suave, mais intimista e cresce no refrão com a bateria e back vocal. versa sobre a fidelidade de Deus para conosco. O refrão baseado apenas na frase “Tu és fiel” pode soar repetitivo. Esta faixa está como a canção seis no encarte, no entanto está na faixa cinco do disco.

Logo após, a dita faixa cinco, que na verdade se encontra na faixa seis, (percebe-se que houve uma troca de posição entre as faixa 5 e 6) é uma das mais belas do disco. “Fala comigo” é mais uma parceria de Luiz Arcanjo e Ronald Fonseca. Aqui guitarra, baixo, bateria, teclado se unem a Arcanjo de forma imponente! Canção vertical de pura exaltação a Deus como no refrão “Tu és o Grande Eu Sou que fala no fogo, o mar se aquieta ao som de Tua voz, preciso te ouvir, eu quero Te obedecer, uma palavra Tua e tudo se transformará”.

Graça“, que foi cogitada para título do álbum é o perfeito exemplo da mistura novo e antigo Trazendo a Arca, com mesclas de instrumental com os riffs mais agressivos de guitarra, baixo e bateria dá um ar de novidade sem perder a essência do grupo. Versa sobre a graça, que nos foi dada com a morte e ressurreição de Jesus. Graça que lava as vestes removendo as manchas da culpa, graça que nos livra da sentença do pecado. Mais uma canção Top.

A próxima música é “Quero ser como tu” vem forte no instrumental, destaque para o violino e teclado. Aos poucos a canção ganha peso, mas permanece a leveza de canção de adoração. A mensagem do refrão merece destaque “Eu quero ser como Tu, negar-me a mim mesmo e tomar a minha cruz, ser mais submisso do que ser honrado, eu quero parecer mais contigo”. Segunda parte percebe-se back vocal dando show. Simplesmente linda!

Minha inspiração” traz uma parceria bastante interessante neste disco. Arcanjo entoa em português a primeira parte da música, enquanto o autor da canção, Marcos Brunet, canta a segunda parte em espanhol, conferindo um som diferente do usual ao CD.

Em seguida mais uma com forte pegada no instrumental “Canção para Tua glória” vem com uma bateria mais discreta, destaque para violino e teclado. Como o título sugere, esta é uma canção de extrema rendição a Deus “Ó Deus toma minha vida, e enche-me de Ti, até não haver mais espaço para mim, me faz teu instrumento, me toca com Tuas mãos, que eu seja uma canção pra Tua Glória, pra Tua glória Senhor”.

Num tom profético vem a canção “A benção de José”. A canção declara benção do Senhor sobre as nossas vidas, que o Senhor seja a força de nosso braço, que seja aquele que nos guie. Destaque para violino e cordas. Back vocal cresce a partir da metade da canção, deixando-a mais impactante.

Com uma pegada diferenciada das canções anteriores vem chegando “Magnífico Deus”. Apesar disso, a canção soa parecida com “Kabod”. Aqui o destaque é para os belos riffs de guitarra que não passam despercebidos. Apesar de letra razoável, a canção é um tanto linear, sem grandes surpresas.

A canção emenda no que pode ser considerado um “espontâneo” que é a faixa 13, “Nós queremos trazer a tua arca”. Que vem na mesma linha melódica de “Magnífico Deus”, encerrando o disco em grande estilo.

Considerações finais:

Apesar de a maioria dos cantores e ministérios afirmar que seus novos discos marcam uma nova fase em suas carreiras, o que acaba virando um chavão, no caso de Na casa dos profetas isto é real. O álbum representa a transição do TAA mais congregacional para um TAA mais pautado ainda no pop rock, apresentando essas duas vertentes, o que certamente já está agradando quem adquiriu o CD.

Percebe-se que a bateria e guitarra ganharam vieram com mais força neste novo trabalho do grupo. Canções mais verticais, fugindo dos desgastados chavões defendidos pelo grupo em trabalhos anteriores, como milagres e bênçãos, para canções mais voltadas para a real exaltação a Deus.

Poucos pontos negativos podem ser elencados. Não passa despercebido a inversão das faixas 5 e 6 que no entanto não diminui em nada a qualidade do álbum. Os destaques do disco sem dúvida são “Na casa dos profetas”, “Kabod”, “Fala comigo” (a melhor), “Graça” e “A Benção de José”.

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *