Autor: Thallyson Borba

  • Para refletir – A falta de identidade na música gospel brasileira

    Hoje o Para refletir vem em tom de desabafo. Sei que muitos já falaram sobre isto, mas mesmo assim quero expressar através deste texto a minha opinião acerca desse assunto.

    Tenho, há algum tempo, pensado sobre a falta de identidade da música gospel brasileira, porque não há algo nosso de fato. Atualmente, a esmagadora maioria dos músicos jogam vários estilos dentro do liquidificador, batem e assim nasce a maioria dos CDs do nosso cenário. Um disco lembra o outro, nada de novo nos gêneros musicais e temas das letras. A grande maioria segue apenas uma veia, um fluxo, e quando alguns se arriscam a fazer diferente; são logo taxados de retrógrados.

    Confesso que tenho andado bem cansado do fluxo gospel nacional atual; com suas letras repetitivas, melodias que mais se parecem mantras, versões e mais versões, a guitarra exaustivamente em evidência, abafando os outros instrumentos e suas peculiaridades. Me decepciona ouvir a grande maioria dos cantores, mas não porque eles cantem mal, mas, sim, por letras e melodias lamentáveis em suas obras. Infelizmente, devemos admitir: seguir a moda é o que gera renda e sucesso atualmente.

    Além disso, acho que, em toda a história da música gospel nacional, até aqui, nunca tivemos tantas heresias cantadas. E, o pior não é isso: é perceber que as igrejas as estão repetindo, achando que está tudo bem. Se lêssemos mais a Palavra e tivéssemos um pouco mais de responsabilidade bíblica, duvido de que certas canções seriam entoadas em nossos cultos religiosos.

    Sinto falta de compositores como Paulo Cézar, do Grupo Logos, e de canções como “Autor da Minha Fé“, que tem letra e melodia simples, mas que sua profundidade, em termos bíblicos, possibilitou que fosse entoada por mais de 30 anos ininterruptamente. Meu coração anseia por grupos de louvor como o Koinonya de Louvor, que fazia música congregacional de verdade, e que marcou a Igreja brasileira sem precisar de tantas repetições em seus refrões ou até mesmo apelar para o emocionalismo fajuto.

    É lamentável perceber a que ponto chegou a nossa música. Outro problema é que, atualmente, é quase impossível pegar um CD sem que tenha uma música versionada, chegar nas igrejas e perceber que os cultos estão recheados de modismos musicais e que até os trejeitos são uma imitação forçada dos “ídolos” gospel.

    Definitivamente, o gospel nacional virou clichê, e precisa urgentemente de uma reforma à luz das Escrituras para que possa melhorar. Eu sei que a mudança é necessária, que o novo é legal, mas aí mora o problema: a mudança e o novo agregam, nunca destroem, diferentemente do que tem acontecido conosco.

    Onde estão os cantores de bossa nova? Quem tem se importado em cantar a ciranda de coco? Por que não gravam músicas em ritmo de chorinho? Nós, brasileiros, somos tão ricos ritmicamente falando, temos tanta gente talentosa espalhada por aí, mas temos caído na mesmice e permitido que os “ídolos” importados ditem as regras pra nos escravizar, como bem diria o cantor João Alexandre.

    Quero apenas falar sobre isso, porque não quero nem entrar no mérito do descompromisso missional dos artistas da música gospel. O meu desejo é que o Senhor da seara levante gente boa de verdade, que tenha compromisso genuíno com as Verdades da Palavra de Deus e que produzam bons materiais para que os nossos ouvidos voltem a ouvir o que realmente agrega, ao invés de os sujarem com a lixaria produzida atualmente.

    Que Deus, em Jesus, continue nos abençoando na caminhada de fé, graça e amor.

  • Para refletir – Jesus é a paz

    “[…] Descobri que Deus não existe ou já abandonou esse país há muito tempo.”

    Foi sob o impacto dessa frase que comecei a refletir sobre o tanto de gente que tem se perdido e vivido sem esperança alguma no coração. Quem falou a frase citada foi o ex-agente penitenciário federal Rogério Arruda Baicere, em uma carta que ele deixou antes de cometer suicídio em 2014, depois de passar seis meses em depressão por ser perseguido por seus superiores e traído por sua esposa.

    Quantos Rogérios precisarão suicidar-se para que preguemos a mensagem de paz e esperança?
    Mas não é sobre o chamado da Igreja que quero falar. Quero me atentar ao texto de João 14.27, que diz: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”.

    Vivemos em uma sociedade onde se busca tantas coisas, tantos buscam a conquista da casa própria, outros passar em um concurso público, outros entrar na tão sonhada universidade, mas o que não podemos discordar é que todos almejam encontrar a paz interior. O mundo oferece um tipo de paz muito passageira, um sossego formal, da não perturbação, porém essa “paz” oferecida pelo mundo não continua de pé e logo nos desesperamos. “Porque as coisas que este mundo nos oferece não são atemporais, mas as que Jesus nos oferece são eternas. A paz que Jesus oferece nos traz consolo em meio ao vale da sombra da morte, porque Ele está conosco (Sl 23.4)”.

    Há alguns anos atrás, eu passei pela terrível experiência de perder o meu pai. Ele tinha apenas 43 anos, muito jovem ainda para falecer. Mas confesso que nunca senti tanta paz em minh’alma como senti naquele dia, era como se eu estivesse sendo poupado de toda aquela situação. Apenas sei explicar que aquilo não vinha de mim, era muito surreal, aliás, sobrenatural. E naquele dia eu pude entender na pele que o Deus Conosco estava comigo e cuidando de tudo em todos os momentos, afinal de contas, nada foge do controle de Suas mãos. No livro do profeta Isaías, no capítulo 9 e o versículo 6, ele profetiza o nascimento de Jesus, e um dos Seus atributos descrito nesse verso é o “Príncipe da Paz”. Nesses dois textos que eu citei tanto o de João, quanto o de Isaías, conseguimos perceber que Jesus não tem a paz, Ele é a própria paz.

    E o texto de João continua: “[…] Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” Numa linguagem mais prática aqui, Jesus estava dizendo: Não precisa se perturbar, eu Sou a Paz, está tudo sob o meu controle. Não há o que temer, Eu Sou o Deus Emanuel, o Deus Conosco, que nunca desampara quem põe a confiança em mim e se atreve a andar sobre as águas.

    Eu não sei como está o seu coração querido leitor, talvez você esteja atemorizado por causa das ondas altas, os ventos fortes, o luto, sonhos frustrados e tantas coisas que passamos no nosso dia a dia, mas eu quero convidá-lo a depositar sua confiança em Deus, tendo a plena certeza que o Deus de toda a paz tem cuidado de nós.

    Jesus é a paz que o nosso país necessita, e diferente de como o Rogério concluiu em seus últimos fôlegos de vida, gostaria de lhe dizer que Deus existe não te abandonou e pode te dar toda a paz que sua alma necessita.

    Encerro as minhas palavras com uma advertência de Jesus descrita em João 16.33:

    “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”.

    Que Deus, em Jesus continue nos abençoando e nos dando a paz que excede todo o nosso entendimento.

    https://www.youtube.com/watch?v=Y2TeM-nXpxk

  • Para refletir – Quem sou eu pra julgar?

    Vivemos numa sociedade na qual apontar os erros dos outros é super “normal”, e quase nunca olhamos pra dentro de nós, mas quando nos encontramos com Jesus, todas as nossas máscaras caem. Percebemos que não somos nada, além de pobres pecadores afastados da glória de Deus (Rm 3.23/ Is 6.5). Nos últimos meses de 2012, um determinado cantor do meio gospel nacional retratou-se em sua página do Facebook, um acontecimento e pedindo perdão por um vídeo íntimo seu que vazou pela internet, onde ele masturbava-se. Como sempre, levantam-se os prós e contras, não quero aqui nem defender, nem difamar ninguém por algum pecado cometido, mas quero expor a minha linha de raciocínio à luz das Escrituras, já que nela contém as Palavras de vida eterna (Jo 6.68).

    O nosso senso de justiça é muito aguçado quando se trata em julgar alguém por algum fato ocorrido, desde que aquele alguém seja prejudicado, não eu. Precisamos jogar na cara das pessoas aquilo que elas fazem, para podermos amenizar e escondermos o que na verdade somos. Alguém já disse que o que mais reprimimos em alguém, na verdade aquele sou eu. E como eu não me aceito, reprimo os outros.

    Vemos no capítulo oito do livro de João, uma cena muito forte, conta-se a história da mulher adúltera e os seus acusadores. Aquelas pessoas levam aquela mulher até Jesus dizendo que estavam cumprindo a lei de Moisés. Mas será que aquelas mesmas pessoas estavam de acordo com a lei? Creio eu que não, pois vemos no verso sete, que Jesus faz uma afirmação que os coloca no seu devido lugar, de pecadores indignos de julgar alguém.

    É muito fácil pra nós acusarmos alguém, afinal de contas, o nosso pecado sempre é mais santo que o pecado dos outros. Não serei aqui hipócrita de falar que não julgo as pessoas, mas não me conformo com essa minha atitude pecaminosa e indigna diante de Deus. Quem muito entende que foi perdoado, muito entende os outros e sentem compaixão. Na cruz Jesus nos revela quem realmente somos; ladrões, beberrões, mentirosos, apóstatas, pois foram esses e muitos outros nomes que Jesus carregou sobre si. Ele tornou-se vergonha por mim, morreu sendo considerado como um dos piores dos homens, isso tudo para me salvar e demonstrando o tanto que Ele me ama. Então quem sou eu para julgar alguém? O cantor causou um escândalo pelo fato de ser conhecido, mas arrependeu-se e pediu perdão por ter causado esse mal estar. E a cena de João oito torna a repetir, lá vem os acusadores santos e irrepreensíveis diante de Deus, com as pedras para jogar nele. Será que aquele que o julgou não deveria procura-lo e pedi-lo perdão por tê-lo julgado?

    Será que realmente somos dignos de atirar pedra em alguém? Quando eu vivia preso ao pecado da religiosidade, amava acusar os outros, atirar pedras, colocar o dedo no rosto das pessoas como se eu fosse alguém digno. Mas quando eu chegava em casa e ligava o computador, conversava coisas que não deveria como cristão, via pornografia virtual, fazia perfis falsos para pecar e não ser reconhecido. Usava roupas que eu sabia que chamaria atenção das pessoas e assim ser foco de tentação das mesmas. Mas na frente de todo mundo eu era o crente conservador e irrepreensível diante de Deus. Até que graças a Deus eu realmente me encontrei com Jesus e com a Cruz de Cristo, e pude ver quem realmente sou. Não éramos nada, vivíamos por detrás das malhadas, nas trevas e um dia o Rei nos toma no colo, nos trás para o reino do filho do Seu amor (Cl 1.13), nos dá o direito de sermos filhos de Deus (Jo 1.12). E o que é que nós fazemos? Achamo-nos no direito de julgar alguém por causa disso, e o pior, julgamos os nossos próprios irmãos em Cristo. Quero aqui deixar bem claro que existe perdão, tanto pra quem causa o escândalo, tanto para quem julga.

    Acho que não preciso falar mais nada, afinal de contas, somos ótimos teóricos. Mas a proposta da Cruz é que vivamos a teoria pregada. Quero finalizar as minhas palavras com uma frase do Brennan Manning e com três versículos das Escrituras sagradas.

    “Na Cruz Jesus desmascara o pecador não apenas como mendigo, mas como criminoso diante de Deus.” Brennan Manning, no livro: O Evangelho maltrapilho.

    “Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês.

    “Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho?

    Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Deixe-me tirar o cisco do seu olho’, quando há uma viga no seu?
    Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.”
    Mateus 7:1-5

    “Portanto, você, que julga, os outros é indesculpável; pois está condenando a si mesmo naquilo em que julga, visto que você, que julga, pratica as mesmas coisas.

    Sabemos que o juízo de Deus contra os que praticam tais coisas é conforme a verdade.
    Assim, quando você, um simples homem, os julga, mas pratica as mesmas coisas, pensa que escapará do juízo de Deus?”

    Romanos 2:1-3

    “Irmãos, não falem mal uns dos outros. Quem fala contra o seu irmão ou julga o seu irmão, fala contra a Lei e a julga. Quando você julga a Lei, não a está cumprindo, mas está se colocando como juiz.

    Há apenas um Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e destruir. Mas quem é você para julgar o seu próximo?”

    Tiago 4:11-12

    Que o Senhor nos ajude a sermos mais parecidos com Jesus, que é o nosso modelo maior. Que busquemos amar, sentir compaixão e entender o outro com a mente e o coração de Deus. No amor de Cristo, daquele que foi alcançado pela Graça e misericórdia de Deus. E que não desiste de lutar contra a sua natureza pecaminosa.

    Por Thallyson Borba e Danilo Maia Cavalcanti

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=yD4M28Dc-8M]

  • No Caminho

    É, iniciamos mais uma etapa em nossas vidas, mais um projeto midiático com o qual estamos sonhando e cheios de boas expectativas. Não muito diferente do que fazia no Gospel Músikas, continuarei fazendo no “O Propagador”, expressando aquilo que tenho vivido e aprendido com Jesus no dia a dia, através de textos reflexivos. Por isso resolvi explicar na minha primeira postagem a intenção da coluna e o motivo de seu respectivo nome.

    Como falei acima, a minha coluna terá textos baseados e inspirados na caminhada de fé com Jesus, entrevistas com pessoas que tem caminhado com Jesus lado a lado e tem me inspirado a ser um cristão melhor. Porque eu acredito que na caminhada com Jesus nós melhoramos dia após dia, passo a passo, porque afinal de contas estamos trilhando numa estrada em direção aos céus.

    Antes de serem chamados pela primeira vez de cristãos (veja Atos 11.26) os seguidores de Jesus eram conhecidos como “os do Caminho” (At 9.1-2), o motivo de eles serem chamados assim era para fazer distinção entre eles e as tantas seitas existentes na época. O que nos leva a crer que eles seguiam o caminho proposto pelo mestre Jesus. A proposta áurea do Caminho está descrita em Lucas 9.23e24: “Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará.”

    E esse chamado é diário, até que o Senhor volte e nos leve para Si.

    Em Mateus 9.9-13 nós encontramos o texto do chamado do discípulo Mateus, o que me chama muito a atenção e me impacta demais nesse texto é o versículo nove, que diz: “Partindo Jesus dali, viu um homem chamado Mateus sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu.”

    Jesus não o prometeu nada, apenas o chamou para O seguisse. Mateus não sabia o que viria pela frente, mas como ninguém resiste ao convite do mestre Jesus, assim Mateus obedeceu. Vivemos em um mundo onde o foco é a Terra, os bens materiais, as riquezas, os diplomas e tantas outras coisas que engrandecem o ego humano. Mas para nós cristãos isso não pode fazer sentido, somos peregrinos e forasteiros (1Pe 2.11ª), a nossa passagem aqui na terra é por pouco tempo e logo nos encontraremos com o Senhor nos ares e ali viveremos eternamente.

    Essa coluna é para você que entendeu o sacrifício da cruz, rendeu-se ao Senhor, entendeu a proposta da cruz e está no Caminho, mas não somente para nós cristãos, mas a você que ainda não entendeu que precisa estar no Caminho e seguir os passos do Mestre em direção aos céus. Porque esse será o fim do Caminho; os céus.

    Que Deus, em Jesus, continue nos abençoando e conduzindo os nossos passos no Caminho, sem olharmos para a direita ou esquerda, apenas com os olhos fixos na cruz e no fim que nos aguarda.

  • Diante do Trono divulga capa do CD Tu Reinas

    Com dezesseis anos de carreira, o ministério de louvor Diante do Trono gravou o seu décimo sexto CD/DVD, de título “Tu Reinas”. A gravação ocorreu na noite de 06 de Julho, em Juazeiro do Norte/CE, com um público de mais de 30 mil pessoas.
    Após a gravação, geraram-se expectativas para a divulgação da capa e datas de lançamento. Com lançamento previsto do CD para novembro e do DVD para dezembro, nesta terça feira (15/10), através do Instagram do Diante do Trono é divulgada a capa do álbum. A criação da capa ficou por conta da Quartel Design.

    Na capa vemos uma coroa, deixando bem claro que Ele, Jesus, reina. Dentro dessa coroa, várias fotos montando um mosaico. Fotos do dia da gravação, uma da bandeira do Brasil e fotos tiradas ao longo de quase duas semanas em que grupo seguiu em comitiva pelo sertão nordestino. As imagens gravadas nas comunidades do sertão poderão ser vistas no DVD.

    Fonte: http://instagram.com/p/fg1MiyGxbq/
    Fonte: http://instagram.com/p/fg1MiyGxbq/

     

  • Para refletir – Vivendo sem máscaras

    Por esses dias eu estava conversando com uma pessoa, sobre teatro, a qual concluiu, há pouco, a Faculdade de Direito. Então perguntei como a pessoa se comportava ao tribunal, diante do júri, e do juiz, por exemplo. Mas num dado momento, ela me falou: ‘‘Afinal de contas, o tribunal é um grande teatro’’.

    Algo que tem vindo, fortemente ao meu coração, nesses dias, é o quanto que nós vivemos uma vida de ‘‘máscaras’’. Uns com muitas, outros com poucas, mas todos têm a sua máscara. Assim, comecei a pensar no tanto de gente que vive aprisionada, dentro das igrejas, carregando um jugo e um fardo que não vem do Senhor, simplesmente para agradar aos outros. Afinal, o jugo de Jesus é suave e o seu fardo é leve (Mt 11.30).

    Nós vivemos numa sociedade onde os “pode, não pode” são obrigações, pois se você não seguir esse estilo de vida, automaticamente será excluído. E assim tem sido a igreja do Senhor na Terra. Eu entendo que devemos ter uma linha de raciocínio doutrinária, porém, nem tudo está pautado pela Palavra de Deus. São apenas costumes humanos que foram impostos. E muitos não sabem nem porque os seguem, mas para não contrariarem ou serem excluídos por suas igrejas locais, preferem segui-los.

    O texto de Mateus 9, do verso 9 ao 13 relata o encontro de Jesus com um homem chamado Mateus, seguido de uma cena muito interessante. O texto diz que Jesus foi para casa, e chegando ali, ele sentou-se à mesa com muitos publicanos e pecadores. Então os discípulos são indagados, sobre o motivo de o Mestre deles sentar-se à mesa, com aquele tipo de gente. Mas eis então, o “x” da questão. Você não vê Jesus explicando-se ou titubeando quanto ao que responder. E nas Suas palavras, Ele deixa bem claro, que sabia quem Ele era, e que o fato dele estar ali entre os desprezados, não o influenciava para o mal. Jesus não tinha compromisso em buscar ser o que não era, para agradar os homens, mas simplesmente era o que era.

    Outro texto no qual enxergo esse chamado de Jesus para nós, para que sejamos nós mesmos, sem máscaras, é o de Lucas 18:9-14, pelo qual o Senhor conta a parábola do fariseu e o publicano. Não me atentarei em contar a história (leia o texto). O notável é que, Jesus falou que o publicano, após desmascarar-se diante de Deus, voltou pra casa justificado. E aqui nós percebemos a importância de sermos nós mesmos. E não buscarmos títulos ou respeito humano por aquilo que nos é imposto, não buscarmos o respeito dos irmãos das nossas igrejas, enquanto massacramos quem nós somos. Fingindo ser/ter uma personalidade que não é real.

    Quando nos encontramos verdadeiramente com a Cruz, percebemos quão miseráveis homens somos e como necessitados da transformação de Deus em nós. O Senhor não se atenta ao que nós somos enquanto estamos mascarados. Ele nos conhece, e antes que falemos, Ele já sabe (Sl 139.4).

    Quando nós nos abrimos e mostramos a nossa verdadeira identidade, permitimos automaticamente que Deus trabalhe em nós. Alguém já disse que caráter é tudo aquilo que nós somos no escuro, ou seja, quando ninguém vê. Podemos enganar qualquer pessoa, fascinar a muitos com as nossas máscaras, mas diante de Deus o que prevalece são os nossos corações. E a caminhada diária com Jesus, é uma caminhada de retiradas e cada uma delas, e de reconhecimento de quem nós somos de verdade. Óbvio que nem todo mundo nos aceitará por sermos quem somos, mas não podemos nos preocupar com o que a outra pessoa pensa sobre nós, e sim, com o que o céu, de nós, pensa. Que o Senhor nos ensine e nos ajude a retiramos as nossas máscaras dia após dia!

    [youtube http://www.youtube.com/watch?v=0Cz7CYI4OHo?feature=player_detailpage]

  • Para refletir – Chamados para amar

    “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” João 13.35

    Basicamente na Bíblia, temos 4 palavras gregas para traduzir o sentindo de amor. São elas: Eros (físico, sexual), Storge (familiar), Philos (amizade) e Ágape (amor incondicional). Mas quero me atentar no amor Ágape, ou seja, o amor de Deus por nós, onde teve o seu ápice no sacrifício vicário de Jesus.
    Mas será que nós podemos amar uns aos outros incondicionalmente? Será que realmente obedecemos à palavra do Mestre Jesus em João 13.34?

    Jesus em “Mateus 24.12” diz:” E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos.” O amor tem-se enfriado dia após dia, a iniquidade tem tomado conta dos nossos corações de forma traiçoeira, e nos retirando a nossa identidade de discípulos de Cristo. Nós, os cristãos, falamos tanto que amamos que respeitamos, que isso, que aquilo. Mas na prática é algo totalmente diferente. Vou usar como exemplo esse momento que estamos vivenciando na nossa nação, a briga entre a comunidade gay versus os cristãos. Aí me vem à mente uma simples pergunta: Será mesmo que não somos preconceituosos? Será mesmo não somos homofóbicos? A minha resposta é “sim”, somos preconceituosos e homofóbicos, e seria muito mais justo se parássemos de negar isso. Mas não, subimos nas nossas tamancas e travestimos a verdade com a nossa célebre e falsa frase: Eu amo o pecador, mas aborreço o pecado!

    Mentira! Se analisarmos o texto de João 13, entenderemos que esse amor que Jesus fala, é um amor sacrificial. O mandamento de amar já existia (Lv 19.18), mas esse novo mandamento que Jesus falava era o de entregar-se pelo outro, sem questionar se ele é merecedor ou irá retribuir da mesma maneira. Óbvio que Jesus não concorda com as nossas práticas libertinas do pecado, mas Ele nunca nos tratará com preconceito, porque o amor dEle nos constrange a mudarmos o nosso estilo de vida. A primeira vez que os discípulos de Jesus foram chamados cristãos, está registrado em Atos 11.26. A maior característica de um verdadeiro cristão é o amor, um cristão que não é obrigado a concordar com as ideologias do outro, mas é obrigado amar. Porque quando nos relacionamos com a fonte do amor ágape, e somos trabalhados pelo Espírito em nossos corações, começamos a amar automaticamente sem fingimentos.

    Mas não para por aí, Jesus falou em Mateus 5.23-25 algo bem interessante sobre o nosso momento da entrega da oferta. Que antes de colocarmos a nossa oferta no altar, lembrarmo-nos que algum irmão tem algo contra nós. E aqui tem algo interessante que vale a pena salientar. Quem tem algo contra, é o irmão, e não eu. Aos olhos humanos eu sou a vítima, mas Jesus não tem compromisso com o homem pensa. Ele fala que eu devo ir ao irmão, reconciliar-me com ele, e então voltar e deixar a oferta no altar. E sinto muito informar-lhe, que se você está fazendo a entrega da sua oferta sem reconciliar-se com seu irmão, Deus não tem recebido a sua oferta. E vale lembrar que não pode ser uma reconciliação interesseira, para que Deus receba o que eu tenho entregue, mas de coração. Entendendo que está praticando o amor de Deus, que se move dentro de nós.

    Em 1 João 4, o autor nos adverte sobre a comunhão, reafirmando aquilo que Jesus já tinha falado no capítulo 13 de João. Que eu devo amar ao outro como Deus nos amou e enviou o seu Filho como propiciação dos nossos pecados, devemos nós também amar uns aos outros. Porque quem não ama, não é nascido de Deus e nem o conhece (1 Jo 4.7-11).

    Eu sei o quanto que é difícil praticar o mandamento do amor, porque sou ser humano assim como qualquer um. Mas a minha oração ao Abba e verdadeira fonte do amor, é que Ele nos ajude a sermos mais parecidos com Ele, e que amemos sem distinção e sem olhar a quem. E assim como está nas Sagradas Escrituras a possibilidade de amarmos incondicionalmente, que busquemos esse amor incondicional para os nossos corações. Revelando o ápice do amor de Deus por nós, quando Ele entregou Jesus pra morrer na cruz do Calvário. E devemos buscar esse amor Nele, porque Ele nos amou primeiro, por isso que nós amamos (1 Jo 4.19).

    Que Deus, em Jesus, nos abençoe e nos ajude a seguirmos adiante. Amando-O acima de todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos, porque não existe mandamentos maiores que estes (Mc 12.28-34).


    Leia também

    “Tipos de amor na Bíblia”, por Leandro Teixeira
    http://liberdadeepensar.blogspot.com.br/2007/10/tipos-de-amor-vamos-entender-melhor-o.html

    Dicionário Vine: O significado Exegético e Expositivo das Palavras no Antigo e Novo Testamento
    E. W. Vine, Merril F. Unger e William White Jr. Editora CPAD

    Bíblia de Estudo: A Bíblia Anotada e Expandida
    Charle C. Ryrie. Editora Mundo Cristão

    Complete sua reflexão ouvindo essa canção:

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=cBsxoaePZZY]

  • Tu Reinas: saiba como foi a gravação do 16 projeto do Diante do Trono

    A partir das 8 horas da manhã, os portões do Parque de Eventos Padre Cícero começou a receber os primeiros coristas. Entusiasmados, incansáveis, divertidos e prontos para fazer novas amizades, eles sabiam que as entradas só seriam liberadas à partir das 13 horas, mas a vontade de ficar bem próximo ao palco era muito maior do que qualquer outro desejo. Quando os portões se abriram, uma multidão correu para a beirada do palco, um dos mais simples de todos os eventos de gravações do Diante do Trono. Uma casinha feita de barro, coberta de palha, cercada por várias estacas, bambus e com vários utensílios no quintal foi o destaque da estrutura. Simples, mas bem perto da realidade de muitos sertanejos que estão esquecidos no nordeste, assolados pela seca e falta de alimentos.

    Tu Reinas - Diante do TronoA tarde do dia foi bem alegre, a área reservada para o coral lotou com mais de 3 mil coristas que adoravam a Deus ao som de vários sucessos do Diante do Trono e nos intervalos, foram abençoados com ministrações dos Pastores Ezenete, Márcio e André Valadão. Mas o evento estava apenas começando!

    Ana Paula Valadão e os demais componentes subiram ao palco e deram início ao momento principal, as músicas entoadas ganharam arranjos mais próximos do forró, ritmo que predomina no nordeste do Brasil. O grande coral ensinou alguns passos de forró para Ana Paula Valadão, arrancando risos e aplausos dos presentes na festa. O dueto com Juliano Son foi emocionante, Ana Paula, André e Mariana Valadão cantaram juntos a canção “Brasil”, à partir desse momento o clima de entrega e adoração tomou conta de todos.

    A multidão com mais de 50 mil pessoas recebeu ministrações de libertação, profecias e clamaram pelo Brasil. Foi o momento de “se alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram”!

    Foto: Thallyson Borba
    A inédita “Deus do recomeço” finalizou a gravação em grande estilo, pela surpreendente potência vocal de Israel Salazar. Podemos dizer que evento de adoração ao verdadeiro Deus foi “simplesmente espetacular”!  Quem participou teve todas as expectativas superadas.

    Foto: Thallyson BorbaEm parceria com a instituição “SESC” de Juazeiro do Norte, no evento foram arrecadados alimentos que serão distribuídos à famílias carentes através do programa Mesa Brasil. ( Ainda não se sabe quantas toneladas foram arrecadadas.)

    A gravação teve mais de 30.000 pessoas e 2.200 vozes no coral. (Fonte: HotSite “Tu Reinas”)

    Thallyson BorbaA cidade de Juazeiro do Norte ficou bem dividida quanto à gravação. Parte dos moradores estavam gostando da ideia de uma gravação de cd e dvd, e parte era contra isso. Pelo fato de acharem que estavam ali para pregarem outra religião ou até mesmo afrontando o catolicismo. Em uma das pousadas tinha uma placa com essa descrição: Se você veio pregar outra religião, não é bem vindo aqui.

    A abertura da gravação foi em ritmo de forró.  Tocada por uma zabumba, triangulo, sanfona e a banda, na melodia de “Tua Chuva”. Exaltando a cultura nordestina do forró. Ainda continuando nesse ritmo, a Ana Paula entra no palco e canta a música “Só o Senhor é Deus”, proclamando que o Senhor é poderoso para mudar a história do sertão.

    Nas músicas Vestes de Louvor/Isaías 40 e Águas Purificadoras o coral fez uma coreografia com fitas presas nas mãos, e assim, dando aparência melhor nos gestos.

    A música Ao Cheiro das Águas teve uma ministração muito forte de cura interior, sobre as famílias, sobre a vida profissional e intelectual dos jovens e sua sexualidade. Inclusive, deixando bem claro a visão da Ana Paula com relação à homossexualidade, quando ela ministra pedindo para o Senhor libertar os jovens da homossexualidade.

    Thallyson BorbaApós a música “Brasil”, trio interpretado por Ana Paula, André e Mariana Valadão, o André Valadão conduziu um cântico espontâneo profetizando a cura sobre a nossa nação. E então a Ana Paula chama a pastora Ezenete Rodrigues – Líder de Intercessão da Lagoinha- e toda a sua família para um momento de intercessão pela nação. A oração é conduzida pela pastora Ezenete, logo após o momento de oração, a pastora libera umas palavras proféticas sobre a nação Brasileira e faz um momento de quebra de maldições sobre a vida de cada participante da gravação.

    O Israel Salazar após fazer um dueto com a Ana Paula na música “Deus do Recomeço”, toma a frente e coloca o público pra dançar e celebrar cantando: Olê! Olê! Olê! Jesus! Jesus!


    Terminado esse momento, todos vêm à frente do palco para despedir-se e alguns avisos são dados.

     Colaboração Gesson Nunes

  • Para refletir – Confio em Teu amor

    Confio em Teu amor que não mudará, nem mesmo a morte pode me separar/ Do Teu cuidado e proteção/ Mesmo quando não Te vejo sei que a Tua mão/ Me sustenta…

    No dia 02 de junho de 2009 o Espírito cantou esse refrão pra mim enquanto eu estava dentro do ônibus indo em direção ao necrotério ver o corpo do meu pai, depois de ter recebido a notícia do falecimento dele. Dentro daquele ônibus, eu brigava com Deus, jogava toda a culpa da morte do meu pai Nele, fazia várias perguntas. Afinal de contas, eu queria entender o motivo real de tal permissividade. Meu pai era jovem, tinha 43 anos, aparentemente saudável; por que morreu então? Eu não queria saber mais de nada, só queria entender os motivos de tal feita. E no meio de tantas indagações, dúvidas, lágrimas rolando no rosto, eu ouço aquela doce voz bradando dentro de mim em forma de consolo e paz, cantando uma verdade que eu tinha declarado há um ano na gravação do 11º cd do Diante do Trono aqui em Recife.
    Lembro-me que nos ensaios do coral para essa gravação a música “Confio em Teu amor” me marcou de forma profunda, em todos os aspectos dela. E mal sabia eu que um ano depois eu a cantaria pra Deus em meio ao luto. Depois de passar um mês certinho de internação, volta pra casa e novamente outra internação, Deus na Sua infinita Sabedoria e Soberania resolveu levar meu “painho” e deixar uma lacuna aberta dentro de mim.

    Como todo ser humano que não está preparado para a morte e não foi criado por Deus pra ela, mas por causa do pecado gerado lá em Adão, a morte é a única certeza vindoura para o ser humano aqui na terra. Ali estava eu, cheio de dores, sem chão, esvaziado de mim; então o Espírito começa a cantar essa tão bela canção dentro do meu ser. E a minha única reação no momento era chorar e arrepender-me pelas tantas indagações, logo eu que sempre falei pro Senhor que o adoraria em qualquer circunstância de minha vida, e ainda que Ele me matasse; Nele eu esperaria (Jó 13.15). E agora em contrição e arrependimento e com uma fé que eu nunca tinha sentido em toda a minha vida, até aquele exato momento. Criando a cena em minha mente que eu poderia chegar ao necrotério e encontra-lo ressuscitado, por saber que o Deus a quem eu sirvo tem o poder de fazer isso. Eu comecei a cantar dentro de mim, pro Senhor: “Mesmo quando eu não posso entender/ Minhas lágrimas me impedem de Te ver/ Teus caminhos são mais altos que os meus…”. E assim eu fui cantando ao Senhor até chegar ao hospital o qual ele estava internado e tinha falecido. Chegando ali eu me deparo com a esposa dele e sua cunhada, e de imediato eu olho pra dentro daquela sala e vejo o meu amado pai deitado no lugar que chamamos de “pedra” sem vida, as lágrimas rolam e mais uma vez o Espírito me convence falando dentro de mim: Não se preocupe, ele morreu salvo.

    Essa certeza imediatamente consolou parte do meu coração, já que ele tinha retornado ao Caminho do Pai, enquanto esteve internado por 25 dias num outro hospital antes desse onde ele faleceu. Mas a dor de saber que nunca mais eu ouviria a campainha da minha casa tocar logo cedo de manhã, ouvir seus conselhos, suas broncas, sentir o seu cheiro, seu abraço, suas brincadeiras; assolavam o meu coração. E mesmo assim, eu só sabia descansar e cantar: “Não temerei más notícias/ Mesmo no vale da sombra da morte/ Comigo Tu estás.” E assim eu passei o dia todo, e com uma fé inabalável dentro de mim, pulsando com as batidas do meu coração. Crendo no poder sobrenatural de Deus, que meu pai poderia levantar do caixão.

    Então é chegada a hora do sepultamento, o momento de lacrar o caixão dando o último adeus, aquele que sempre me amou. Mesmo quando eu o neguei, por não aceitar o fato de ele sair de casa, separando-se da minha mãe. Enquanto caminhávamos para o túmulo, meu coração palpitava mais forte e de dor, mas crendo que Deus poderia ressuscita-lo. O caixão então começa a descer, ouve-se a voz da minha irmã falando: “Eu vou sempre te amar, painho.” E em seguida, ela junto com a minha tia irmã da minha mãe e uma prima postiça; começam a entoar: “Mais perto quero estar meu Deus de Ti/ Ainda que seja a dor que me una a Ti/ Sempre hei de suplicar/ Mais perto quero estar/ Mais perto quero estar/ Meu Deus de Ti”. Como foi difícil aquele momento, saber que Deus na Sua santa Soberania não o quis ressuscita-lo. Como seria a nossa situação pós-sepultamento? Eu não imaginava como seria tão difícil o luto, como seria tão difícil fazer-me de forte e chorar escondido da minha mãe e irmã, para vê-las bem.

    Passados quatro anos do falecimento do meu “painho”, apenas um sentimento inunda o meu coração: Gratidão. Gratidão pelos amigos me sustentou e me consolaram em meio à dor, gratidão por Deus me ensinar como adora-Lo em meio aquilo tudo, pelo doce Espírito e tão Fiel amigo que não me abandonou quando eu mais precisei e me ensinou que eu nunca estaria só. E quando as dores vierem apertar o meu pobre coração, que eu possa ter a certeza que o Senhor estará comigo até a consumação dos séculos (Mt 28.20).

    Eu não sei pelo que você tem passado, mas eu sei que se você apenas confiar no amor do Pai e descansar Nele, e ainda que isso não aconteça. Tenha a certeza que o bom Consolador Espírito Santo estará do seu lado e não te deixará só. Eu ainda não tenho todas as respostas, mas mesmo assim eu descanso em Deus. Ele é Soberano, e vê além do que os meus olhos podem ver. O meu trabalho é apenas descansar Nele e crer que ainda que seja forte demais a dor, todas as coisas cooperam pro meu bem (Rm 8.28) e que a vontade Dele é sempre boa, perfeita e agradável. Descanse no Senhor, creia que Ele sempre terá o melhor pra você, ainda que não entendas.

    Que Deus, em Jesus, nos bendiga na caminhada de fé, amor e renúncia que Cristo nos propõe diariamente.

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=WAG_SexZHMo]

  • Para refletir – Porque para isto fomos chamados

    “Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas.” 1 Pedro 2.21

    O evangelho da cruz nos guia e nos mostra algo muito forte: Seguir os passos de Jesus. Passos que são difíceis de serem seguidos porque exigem coisas de nós que muitas vezes não queremos abrir mão por mero prazer.
    Jesus em toda a Sua caminhada aqui na terra mostrou-nos que para sermos fiéis a Deus existe um preço a se ser pago, um preço que por sinal vale a pena pagá-lo.

    Eu fico a imaginar Isaías, primo legítimo do rei Uzias, profeta respeitado, mas algo lhe faltava; ter um encontro real e sincero com o Rei dos reis. Talvez por ser primo do rei, ele confiava e se apegava nisso. Tinha status, era homem escolhido por Deus, quando profetizava todos criam, porque era homem íntegro. “Até que um dia o seu primo falece, e, no capítulo seis do livro de Isaías a Palavra diz: No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi ao Senhor…”

    Talvez Isaías tenha ido chorar diante de Deus a morte do seu primo, e ali naquele momento Deus viu que o outro rei da vida de Isaías tinha sido destituído, e se revela a ele. Deus não divide o reinado de nossas vidas com outros reis, Ele quer ser Rei absoluto de nossas vidas. A Palavra fala em Mateus 2.13-18 da aparição do anjo do Senhor mandando José tomar a Jesus e a sua mãe para irem ao Egito, porque Herodes queria ser rei absoluto sobre tudo e todos. Mas Deus não divide o reinado d’Ele. E no mesmo capítulo, sendo nos versos 19-23 a Bíblia fala que em sonhos o anjo do Senhor ordena que eles já poderiam sair do Egito porque Herodes havia morrido.

    Continuando a falar sobre Isaías, ele tendo ainda aquele encontro com Deus percebe que estava em pecado e todos os que lhe rodeavam estavam iguais a ele.

    “Ai de mim, que vou perecendo! Porque eu sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios…” (Is 6.5). Ele acaba o versículo falando que os olhos dele viram o Rei, o Senhor dos Exércitos. Naquele momento imagino que ele deve ter visto que tudo o que tinha feito para Deus, na verdade era pura religiosidade, até aquele exato momento. Ele foi purificado, seus pecados perdoados, mas também percebeu que não poderia deixar que o seu povo permanecesse da forma como levavam suas vidas. A Palavra relata a seguinte cena: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.” (Is 6.8).

    Depois de tudo aquilo que ele tinha visto e ouvido, não poderia ficar sem responder a uma pergunta tão forte feita por Deus. Isso quer dizer que quando temos um encontro real e sincero com Deus nunca respondemos “Não” ao Senhor, mesmo que precisemos pagar um preço, mas sempre respondemos “Sim”. Foi preciso que Uzias morresse para Deus revelar-se ao seu servo Isaías.

    Quantos Uzias faltam morrer em nossas vidas para que Deus se revele a nós?

    Vemos que depois desse encontro Isaías não foi mais o mesmo. Deus não precisa de pessoas eloquentes, pessoas que falem bem, Ele usa pessoas que estejam dispostas a propagarem o evangelho da salvação. Não estou dizendo que estudar seja ruim e que Deus não use os estudiosos, mas para pregarmos a salvação de Cristo aos povos só é preciso respondermos igual a Isaías a pergunta do Senhor.

    O verdadeiro evangelho de Cristo é simples, é de Fé, de amor, de renúncia, de perdão. E não de falsa religiosidade, de mediocridade, de rituais e costumes. A proposta da cruz é tão simples, mas nós seres humanos preferimos deturpar essa proposta com nossas vãs filosofias e acabamos complicando essa simplicidade. Apegamo-nos a tradicionalismos humanos, as rituais, e foi isso que estava acontecendo com Isaías; mas os olhos dele viram o Rei.

    A partir do momento em que temos um encontro real com Deus nós não queremos ser e não ficamos mais egoístas, queremos dividir o que recebemos com outros. Aqueles que não dividem o que receberam – a salvação em Cristo – precisam ter um encontro com Deus. Porque na verdade estão só vivendo uma vida medíocre de religiosidade humana.

    Deus espera mais de nós, e mesmo que achemos que somos criança como o profeta Jeremias, não devemos dar valor a isso, porque Deus não procura pessoas que acham que são experientes demais. Ele procura pessoas que tem compromisso com Sua Palavra, com Sua vontade, compromisso em traduzir o que está em Seu coração.

    Que façamos como o profeta Isaías, deixemos tudo no altar do Senhor e não nos esqueçamos de seguir as pisadas de Jesus.

    Para completar a reflexão, ouça a canção a seguir:

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=rVXtQN0goSE]