Análise: CD Nada Mais Além – Aeroilis

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Em 30 de abril de 2010, a banda catarinense de rock cristão Aeroilis lançou seu segundo álbum, porém sem saber que era o último de sua carreira. Nada Mais Além é uma excelente despedida deste grupo que encerrou as atividades em fevereiro de 2013 após mais de dez anos de carreira.

O álbum foi produzido pelo vocalista Raphael Campos, que também atuou como tecladista, guitarrista e compositor de algumas canções. Além deste, atuou na gravação e composição Arvid Auras (bateria), Alan Henning (baixo) e, o guitarrista Fi Silveira, sendo este último colaborador apenas nas guitarras. A capa foi feita pelo designer Preto Murara, e é razoavelmente boa.

As primeiras faixas do disco são as melhores do repertório. “Cega Inocência” retrata uma crítica subliminar à inocência de muitos cristãos enganados por falsas doutrinas, com arranjos baseados no rock alternativo. Em seguida, “Nada Importa Mais” é uma bela balada que se destaca pelos toques do teclado, versando sobre o esquecimento do passado e um olhar de esperança para o futuro, pois atentando-nos para Deus tudo o que conquistamos neste mundo não importa. É uma das melhores faixas do disco.

Passos Lentos” é aquele tipo de canção que sempre agrada a maioria do público, e tem cara de single. Mais uma balada, leve que ganha peso ao longo desta. Sua letra enfatiza a volta aos caminhos de Deus afastando-se do que afasta dEle. Destaque para os toques de violão folk e a “pressão” da bateria na ponte. “Seguirei” tem uma das melhores letras do repertório. Em primeira pessoa, retrata um dos maiores dramas do ser humano: a dificuldade de seguir sem marcas do passado, pois as lembranças sempre veem para machucar. Nos arranjos, destaque para a pegada das guitarras com a bateria.

És” inicia-se com um belo solo de teclado, até ‘crescer’ instrumentalmente, se tornando mais uma balada, mais poética que as anteriores. De autoria do vocalista, a canção versa sobre a ajuda de Deus nos momentos de dificuldade.

A partir daí, o repertório segue na mesma linha, sem muitas diferenças. “Pax Inflamo”, mais acelerada que as anteriores, com um refrão repetitivo de fácil aprendizado. “Me Deixar” segue a linha alternativa da anterior, com toques de guitarra e bateria.

Tão Perto” tem um arranjo baseado na sonoridade percussiva da bateria, com toques de teclado, e como “Olhos Fechados” retrata sobre uma nova perspectiva de futuro, em comparação com o passado sem Deus.

A penúltima faixa do repertório é “Razão para Seguir”, que a mim particularmente lembra muito o arranjo de “O Tempo”, a principal canção do álbum de estreia da Aeroilis, embora a letra e sua temática seja bastante diferente. E por fim, “Nada Mais Além”, que versa sobre dependência de Deus numa sonoridade bem alternativa com bateria bate-estaca.

Por fim, particularmente acredito que este foi um dos melhores discos de rock cristão nesta década atual. A banda que deu início ao “novo movimento” que conhecemos hoje, principalmente através das bandas Palavrantiga e Tanlan mostrou qualidade musical mesmo numa gravação feita em home estúdio. É um projeto independente de alto nível, tanto instrumental e nas composições introspetivas, em maioria do baterista Arvid. Sem clichês, fórmulas gringas repetidas, o trabalho cumpre bem sua função.

Comentários

7 respostas a “Análise: CD Nada Mais Além – Aeroilis”

  1. Avatar de Clarice

    Nunca ouvi falar.

  2. Avatar de Sonia do Amaral Peres
    Sonia do Amaral Peres

    Parece bom….

  3. Avatar de jbelisio
    jbelisio

    Agora fiquei curioso pra escutar

  4. […] introspectivas, guiadas pela voz e timbre singular de Raphael Campos, o que seria aprofundado em Nada Mais Além, o trabalho […]

  5. […] singular de Raphael Campos, o que seria aprofundado, com um uso maior de teclados e piano, em Nada Mais Além, o trabalho sucessor. (texto por Tiago […]

  6. […] Não são todos que possuem a oportunidade de viver somente da música. Muitos músicos, a maioria deles, possuem famílias, outras atividades, e não podem se concentrar totalmente numa carreira musical. Raphael Campos e Arvid Auras, em 2008, estavam lá, firmes e fortes, juntamente aos novos integrantes Fi Silveira e Alan Wenning. A primeira faixa divulgada ao público foi a canção “Cega Inocência”, uma crítica subliminar aos cristãos que são enganados por falsas doutrinas. Com mais teclados, experimentações e uma produção musical mais afiada, era a prévia de um grande álbum: Nada Mais Além. […]

  7. […] Nada Mais Além (Independente/2010): Numa sonoridade mais experimental, com teclados, sintetizadores, guiando a ambientação lírica da Aeroilis, o álbum fecha bem sua curta discografia. (Nota: ) […]

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