Após dois anos do lançamento de “Extraordinário Amor de Deus”, Aline Barros traz seu novo projeto musical, intitulado “Graça”. Com catorze faixas, a produção musical e arranjos são assinadas por Ruben di Souza, atualmente um dos produtores mais conceituados no mercado nacional cristão.
O álbum, no geral não é temático, e apresenta uma capa que fortemente desagrada. As imagens são excelentes, todavia a tipografia deixou muito a desejar. O encarte, por sua vez contém um excesso de fotos, em que poderia ser mais clean e não causar tanta poluição visual.
O repertório é muito bom, e neste ponto Aline Barros quase sempre acerta. Dentre as canções de andamento mais lento, destaque para Lugar Seguro, baseada no Salmo 91, de autoria de Anderson Freire. O cantor, também autor do hit Ressuscita-me mostra sua capacidade de trazer canções congregacionais de letras simples. Também, destaque para a execução da bateria por Alexandre Aposan. Casa do Pai, do recém-contratado Pr. Lucas, em parceria com Josué Godoi lembra o Salmo 139. Mas a melhor música do disco vai para Esperança, parceria de Freire com Aline, com sua boa melodia com a inclusão de um arranjo de cordas e o refrão marcante. Entretanto, o repertório também possui seus pontos fracos, como a confusa Revolução e O Fogo não Descansa. O cantor Fernandinho também contribui em duas canções, fortemente semelhantes ao estilo que o consagrou.
No geral, “Graça” é um bom CD. Além do pop rock e da vibe congregacional que Aline sempre mescla em seus projetos, a cantora aposta, com certo risco em influências eletrônicas. O grande ponto negativo vai para as captações ao vivo, mais artificiais que o comum. O caminho mais apropriado para a artista talvez é não utilizá-las nos próximos trabalhos.
Outro ponto de fácil assimilação é o uso de canções mais agudas. Para uma cantora que apresentou sérios problemas nas cordas vocais, é um ponto ousado e perigoso. Entretanto, o resultado final ficou positivo.

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