Antes de tudo, após a Tanlan ter lançado o Tudo que eu Queria, o vocalista Fábio Sampaio ficou notório na rede pelo cover que fez de “É Preciso Saber Viver”, na época, um dos vídeos mais assistidos do YouTube. Se você ainda não viu, dá uma olhada:
Após as perguntas feitas em Tudo que eu Queria, a Tanlan preparou-se para dar as respostas em um disco chamado Um Dia a Mais, que claramente se contrasta com o anterior. É preciso deixar bem claro que, na altura do campeonato, o “público cristão” da banda era muito pequeno, a banda estava bem mais inserida dentre eventos não-religiosos. Este segundo disco, então, meio que ‘supre’ esta falta, ou até mesmo desequilibrou a “gangorra” dos públicos.
Em 2010, a revista Época tenta falar de um suposto movimento dentro do meio protestante que, segundo a publicação, é uma “nova reforma protestante”. Dentre alguns nomes, na parte musical, citaram a Tanlan. O texto é um pouco confuso, mas a intenção da Época valeu. Sobre este assunto, vale ouvir um episódio do podcast irmaos.com.
No mesmo ano, após as prévias dadas através das músicas “De Onde Vem” e “Fingir”, divulgadas no site da banda, o grupo estava a todo vapor para produzir um disco que acabou soando mais ‘gospel’ que o anterior (se é que podemos chamá-lo assim, para uma compreensão mais geral).
“Louco Amor”, faixa que abre o álbum, mostra bem o que o grupo se propôs a fazer neste projeto: com letras que falam mais evidentemente do cristianismo do que o anterior e versos bem marcantes, a sonoridade ficou menos experimental e mais direta, com um post-grunge que lembra bastante bandas como o Foo Fighters. Os teclados, mais presentes no trabalho anterior, ficaram ofuscados e deram espaço para mais guitarras, gerando mais “peso”.
Outro destaque acerca do disco foi a participação de Marcos Almeida nos vocais de “Vaidade”. O disco foi lançado de forma independente, e meses depois, atraiu o interesse da Sony Music, que decidiu relançá-lo, distribuindo-o com o novo selo. Um pequeno problema entre a Som Livre e a Sony ocorreu, pois a gravadora queria vetar a faixa com a participação de Marcos. No fim das contas, a versão lançada pela Sony tem só os vocais de Fábio (como podem conferir no Spotify).
Beto Reinke acabou tendo que se afastar do grupo, embora tenha participado das gravações. Em seu lugar, a banda efetivou Lucas Moser, que já estava tocando com a Tanlan há um bom tempo. Após algumas diferenças e discussões internas com o grupo (leia nossa entrevista com Fábio para entender), acabou saindo. Beto voltou e segue com a banda nos dias de hoje.
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