Há dez anos estávamos em 2005, um ano cheio de lançamentos. Pensando nisso, a equipe O Propagador, composta por colunistas adeptos de diferentes gostos e opiniões discutiram e escolheram a lista, que busca ser a mais imparcial e impessoal possível. Alguns critérios foram levados em conta, como produção musical, arranjos, letras e principalmente adequação ao estilo proposto.
Vamos conferir?
10º: Deus de Promessas – Toque no Altar
Um dos principais discos da carreira do Toque no Altar, Deus de Promessas possui algumas das mais icônicas canções congregacionais da última década. Não há evangélico no Brasil que não tenha ouvido pelo menos uma vez “Deus de Promessas”, “Bendito eu serei” ou “Se a Tua voz ouvir”. Produzido por Ronald Fonseca e Davi Sacer, o projeto buscou seguir uma temática clara: as promessas do Senhor para o seu povo começando pela história de Abraão. Um dos detalhes que chama a atenção neste trabalho é a quantidade de faixas, bem abaixo do padrão usual no momento, somando oito canções, mais uma mensagem do pastor Marcos Gregório. O CD tornou-se um marco não apenas na trajetória do Toque no Altar, mas também na história da música cristã. Não à toa, o grupo foi indicado a nove categorias do extinto Troféu Talento saindo vitorioso em cinco, entre elas Melhor CD – Adoração e Louvor, Música do ano e Destaque 2005. (texto por Danilo Andrade)
Ouça: Deus de Promessas, Bendito eu Serei e Se a Tua Voz Ouvir
9º: Nunca Pare de Lutar – Ludmila Ferber
Mesmo se tratando de um disco um tanto quanto inconsistente, Ludmila Ferber se garante como artista. O repertório é autoral e diz respeito a questões incomuns, ou pouco cantáveis no meio cristão. A faixa-título do álbum é uma de suas canções mais fortes, e, claro, o disco se destaca por outras músicas, embaladas por uma banda de apoio de respeito. (texto por Tiago Abreu e Renan Pablo)
Ouça: Nunca Pare de Lutar, Vai Tudo Virar Crente e Profetiza
8º: Milagres – André Valadão
Mesmo ainda como um embrião do Diante do Trono, André Valadão começava a por as “garras” para fora e apresentava seu som, mais pautado no pop rock e menos sinfônico. Apesar de conter algumas músicas dispensáveis, Milagres contém seus pontos altos, como a canção que intitula o projeto, entre outras, como “Livre Sou”. (texto por Renan Pablo e Tayse Souza)
Ouça: Milagre e Tempo de Milagres
7º: Antes do Sol Nascer – Nádia Santolli
Não é a sua área, mas teve êxito. Nádia Santolli é, claramente mais confortável no pop rock, mas Antes do Sol Nascer, seu registro com influências do louvor comunitário parece ir além do que aguardamos em bons discos congregacionais: letras interessantes e que fogem parcialmente do contexto adoração e louvor. Como uma fuga parcial, o disco não é prejudicado por sua versatilidade, e no geral é um ponto alto na carreira da cantora, conhecida por seu talento vocal. Produzido por Kleber Lucas, veio a figurar uma das melhores letras de Nádia, “Antes do Sol Nascer”. (texto por Tiago Abreu)
Ouça: Antes do Sol Nascer
6º: Ainda Existe Uma Cruz – Diante do Trono
O princípio do oitavo trabalho do Diante do Trono é a afronta direta à Teologia da Prosperidade, elaborando uma grande metáfora a respeito do quebrantamento. O grande segredo de Ainda Existe uma Cruz, é que, de uma forma bem minuciosa, nos mostra que o cristianismo, atualmente, não aprende e não evolui. Embora tenha sido criticado por ser um disco com nuances de uma estrutura tão simples quanto efetiva, apresenta o cru do evangelho tão esquecido, além de muitos detalhes complexos e subjetivos por toda a obra. (texto por Rodrigo Berto)
Leia a resenha do álbum Ainda Existe uma Cruz aqui.
Ouça: Ainda Existe Uma Cruz, Isaías 40 e Quero Seguir-Te
5º: Acústico – Voices
Incomum para uma gravação de estúdio, o Voices fez um disco de canções acústicas distante do público, mas o que mostrou ser uma proposta diferente de tudo o que o grupo vocal tinha apresentado antes. Com a entrada de Lilian Azevedo e a despedida de Jozyanne, Acústico é uma escolha obrigatória para qualquer um que procura ouvir Voices. O álbum tem algumas músicas que se tornaram bem conhecidas, como “Meu desejo”, “Vivo Ele está”, “Tudo é possível” e “Recomeçar”. (texto por Tayse Souza)
Ouça: Recomeçar, Meu Desejo e Tudo é Possível
4º: Deus – Lauriete
Uma das grandes referências quando o assunto é música pentecostal: essa é Lauriete. Em sua longeva carreira, a cantora lançou diversos CDs de grande repercussão e em 2005 lançou o que pode ser considerado o melhor trabalho pentecostal do ano, o CD Deus. Com canções fortes, não demorou pra cair na boca dos inúmeros grupos de circulo de oração e mesmo da juventude por todo o país. Canções como “Óleo Santo”, a versão “Dias de Elias” (Daysof Elijah), “Deus vai agir”, entre outras conseguiram grande repercussão. O destaque realmente é a qualidade do repertório aliado a uma produção impecável. Em suma, Deus completa dez anos de lançamento, mas continua tão atual quanto em sua época. (texto por Danilo Andrade)
Ouça: Dias de Elias, Óleo Santo e Deus Vai Agir
3º: Terremoto – Eyshila
É o melhor álbum de Eyshila. Gravado ao vivo na Igreja Assembleia de Deus da Penha, no Rio de Janeiro, é em Terremoto que a cantora estabelece um projeto totalmente congregacional, e relativamente temático. Canções como “Chuva de Poder”, “Terremoto”, “Fala Comigo”, “Vontade de Adorar” são, até hoje, constantes nas apresentações da artista e estão dentro de seus maiores sucessos. (texto por Tayse Souza e Tiago Abreu)
Ouça: Terremoto, Fala Comigo e Chuva de Poder
2º: Além do que os Olhos Podem Ver – Oficina G3
A saída de PG inspirou a Oficina G3 a fazer o seu melhor trabalho pós-Indiferença. Além do que os Olhos Podem Ver tem todos os elementos de um álbum de rock de respeito: produção musical afiada, riffs marcantes, letras instigantes, mas ao mesmo tempo sensibilidade artística. As interpretações vocais de Juninho Afram são esforçadas, e em relação aos discos anteriores, chega a ser fantástica. Refletindo sobre os relacionamentos humanos, hipocrisia religiosa e os vários “juízes”, a lírica do disco é muito superior aos trabalhos antecessores do trio. O resultado foi imediato: 20 mil cópias vendidas em três dias e disco de ouro em poucos meses. (texto por Tiago Abreu)
Ouça: Réu ou Juiz, A Lição e O Fim é só o Começo
1º: Apostólico – Renascer Praise
O melhor álbum de 2005 é uma das maiores produções do meio gospel nacional. Gravado ao vivo no dia 7 de setembro de 2005, no Estádio do Pacaembu, com um público de 70 mil pessoas, o Renascer Praise 12, intitulado Apostólico, fala sobre a vida de Josué, e faz uma analogia aos 12 apóstolos, ao mesmo tempo em que conta com 12 canções, celebrando também os 12 anos de carreira do grupo. A maior gravação do Renascer Praise até hoje, contou com um corpo de bailarinos composto por 3 mil bailarinos, das igrejas Renascer em Cristo, bem como as baterias ”De Bem com a Vida” e ”Salmo 150”, além do grupo de percussão ”Guerreiros da Luz”, e uma orquestra formada por mais de 100 músicos. Todos sobre um dos maiores palcos montados no país, cuja concepção permitiu-lhe interligar-se ao tobogã geral do estádio, onde um dos maiores corais do país, constituído por 12 mil cantores, de diversas Igrejas Renascer Em Cristo, se posicionou, e interagiu com as canções formando um imenso telão humano, exibindo nomes e imagens, entre eles a bandeira nacional, o número 12, em menção à gravação, o nome ”Jesus” e a pomba do Espírito Santo. (texto por Renan Pablo)
Ouça: Na Força Do Louvor, Alvo Mais que a Neve e Na Tua Presença
O que achou da nossa lista? Mudaria algum álbum de lugar? Sugeriria outro? Comente, sua opinião é importante!

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