Tag: Renascer Praise

  • Rocklogia – Figuras à parte, fundamentais!

    Já parou para pensar na quantidade de músicos e cantores que, apesar de não fazerem exatamente (ou exclusivamente rock) foram fundamentais e ativamente participativos na cena? Por isso, neste post, vamos falar um pouco sobre eles.


    Vencedores por Cristo: O grupo musical cristão mais importante dos anos 70, tinha uma estética musical que transgredia qualquer limite de gêneros. Revelando grandes músicos, algumas canções da banda e seus compositores seriam gravadas pelo Rebanhão, especialmente a clássica “Viajar” (1985), escrita por Sérgio Pimenta.

    Edson e Tita: Dupla formada pelos músicos Edson Lobo e Tita Lobo, os instrumentistas gravaram o primeiro trabalho, juntos, em 1982. Chamado Novidade de Vida, o álbum até esteve em nossa lista dos 100 maiores álbuns da história da música cristã brasileira, e com este projeto os músicos cariocas se apresentavam em uma série de locais, especialmente teatros, com a banda Rebanhão e a atriz Darlene Glória (pseudônimo de Helena Brandão). O segundo disco foi lançado em 1990, chamado Partiu do Alto, pela Gospel Records. E lá estavam eles no meio dos roqueiros da Renascer…

    João Alexandre: Ex-Vencedores por Cristo, João criou outro grupo ainda muito jovem (Pescador). Participou do disco Janires e Amigos (1985) do ex-Rebanhão Janires. Mais tarde, Alexandre ingressou no Milad, grupo que não era de rock, mas tinha seu posto dentre os conjuntos jovens da época. Em carreira solo, lançou seu primeiro disco em 1991 pela Gospel Records com produção do tecladista Pedro Braconnot. E lá estava ele no meio dos roqueiros da Renascer… Anos depois, participaria do disco O que na Verdade Somos (2003), do Fruto Sagrado. Aliás, em termos de discurso e contestação, João Alexandre é roqueiro por natureza.

    Banda Fé: Foi um grupo de curta duração. Lançou apenas um vinil e tocou no disco Janires e Amigos. Mais tarde, alguns membros deste grupo fundaram o Banda & Voz.

    Banda & Voz: Com um som muito mais próximo do que pode se chamar de soul e black music, a Banda & Voz cresceu num espaço pouquíssimo explorado no meio evangélico, até mesmo nos dias de hoje. Mas eles estavam bem mais próximos dos roqueiros do que de muitas outras pessoas. Com uma parceria antiga com os integrantes do Rebanhão, membros do grupo participaram de vários discos como backing vocals: Natan Brito participou do disco Semeador (1986). Mais tarde, Carlinhos Felix escreveu e gravou o sucesso “Falando de Vida” no disco homônimo, e Beno César tocou baixo com o Rebanhão num curto período, em substituição de Paulo Marotta. Nos anos 90, Pedro Braconnot produziria alguns discos de Marina de Oliveira e Cristina Mel ao lado de Natan e Jolce Brito.

    Novo Som: Talvez uma das três maiores bandas pop que o meio cristão brasileiro já conheceu, o Novo Som cresceu e se popularizou, de certa forma, sozinho e isolado. Uma banda jovem, mas não pertencente ao circuito do rock cristão propriamente dito, a banda até adotou uma certa aproximação com o Catedral, ao longo dos anos. Mito participou de um dos discos do Catedral e ambos grupos lançaram um disco ao vivo juntos em 2013.

    Actos 2 ou Kadoshi: Banda que se aventurava em diversos sons, mas identificava-se na proposta jovem das bandas de rock, foi crescendo vertiginosamente em sua carreira, especialmente nos anos 90.

    Cristina Mel: Durante certo período, a mais importante e conhecida cantora evangélica de seu tempo, Cristina teve seus primeiros passos diretamente guiados por Pedro Braconnot e Natan Brito. Amante dos grupos de rock cristão (o Sinal de Alerta, por exemplo), Cristina por algumas vezes se apresentou próxima a eles e fez até regravações.

    Renascer Praise: Surgida para ser a banda de louvor da Renascer em Cristo (Katsbarnea era a banda da igreja até então), a instituição centralizou (ou monopolizou) o movimento das bandas de rock cristão nos anos 90. O primeiro disco, e vários, contém a participação de Zé Bruno, Brother Simion, Luciano Manga e outras figuras.

    Amaury Fontenele: Amaury que usava o rock e a vibe do rap para constituir sua carreira musical, ainda foi produtor e parceiro musical de Brother Simion, Luciano Manga e da banda Fruto Sagrado.

    Patmus: Banda pop revelou Dudu Borges, que mais tarde seria integrante do Resgate. Um de seus ex-integrantes, Cris de Matteis, ainda produziu o disco Eclipse (Brother Simion) e Na Estrada (Walter Lopes).

    SILVA: Cantor que se destaca cada vez mais na cena pop-MPB nacional, foi produtor musical e principal compositor de várias canções de seu irmão, Lucas Souza. Produziu, também, o Palavrantiga.

    Leonardo Gonçalves: Admirado pelos integrantes da Oficina G3 e vice-versa, Leonardo subiu ao mainstream da música cristã de uma forma muito incomum: Preservando sua arte e agindo com extremo perfeccionismo. Ao conseguir agradar públicos muito diferentes, o cantor mostrou versatilidade participando das sessões de gravação do álbum Histórias e Bicicletas, ainda se juntando a Mauro Henrique e Guilherme de Sá nos shows Loop Session + Friends.

  • Fique Sabendo – Renascer Praise, Militantes, Marcela Taís e muito mais

    Gravação do DVD Renascer Praise 19

    Milhares de pessoas se reuniram, na noite desta segunda-feira (2), no Citibank Hall em São Paulo, para a gravação do Renascer Praise 19, intitulado Daniel, pela Universal Music Christian Group. Com uma mega estrutura de som e iluminação, a gravação teve um coral de mil vozes, orquestra sinfônica e duas companhias de dança.

    O novo projeto traz catorze faixas, com a produção musical do cantor Thalles que, inclusive, sola em oito músicas. A música “Filho da Luz” teve a participação do cantor Diguinho. O coral Renascer Kids participou em “A Resposta”. Thalles e Marcelo Aguiar fizeram um dueto na canção “Eu Não Sei Viver sem Jesus”. Outra participação especial foi de Juliana Santiago, na canção “Viver na Dependência”.

    O disco será lançado em 19 de dezembro, na Renascer Arena (SP). O projeto gráfico será desenvolvido pela renomada agência Imaginar. O primeiro single a ser divulgado será da música “A Resposta” que em breve será lançada nas plataformas digitais.


    Militantes lança teaser do álbum Por um Segundo

    Formada em 1997, Militantes é uma banda que começou (e continua) fazendo um hardcore punk. O grupo passou por diversas mudanças e, agora em 2015, lançam seu novo projeto, Por Um Segundo, sucessor de Destrua o Controle (2010). Esse álbum se difere dos demais, principalmente, pelo vocal: é o primeiro disco com um novo vocalista. Confira:


    Marcela Taís participa do Sony Music Live

    Sony Music Live foi apresentado como um projeto inovador pela gravadora, pois tem a função de conectar pessoas dentro e fora dos palcos. Depois de vários artistas se apresentarem, como Gabriela Rocha e Paulo César Baruk, chegou a vez de Marcela Taís, uma das cantoras mais queridas pelo público jovem. Assista:


    Bastidores da gravação do clipe “Minha Essência”

    Prestes a lançar seu mais novo álbum pela MK Music, Eternamente, Cassiane gravou o clipe do single escolhido, Minha Essência. Confira os bastidores:


    Paulo César Baruk lança música apoiando a luta contra o câncer

    Segundo Baruk, “Canção da Ritinha (Minhas Cartas aos Amigos)” é uma música composta e dedicada a Rita Reis, a Ritinha e a todas as “Ritas”, mulheres guerreiras e sonhadoras, espalhadas por todo o mundo, que lutam bravamente contra o câncer, apoiadas por suas famílias e amigos e, acima de tudo, por Deus. Ouça:


    Diante do Trono lança clipe da música “Seu Nome”

    Gravado em Israel, Seu Nome é o segundo projeto audiovisual que faz parte do álbum Tetelestai, do Diante do Trono. Com uma letra cristocêntrica, o clipe contém belas imagens sobre a cidade, além da agradável interpretação de Ana Paula Valadão que se comportou bem diante das câmeras. Uma curiosidade é que nesta versão o back vocal foi retirado da canção, permanecendo somente a voz da intérprete. Confira abaixo o resultado do vídeo:


    Kadoshi grava DVD com formação clássica

    Em comemoração aos 34 anos de carreira, a banda Kadoshi convida a todos os admiradores para prestigiarem a gravação de seu mais novo DVD, Indo de Geração a Geração. O disco conterá a participação de Ted, Bal, Samuca, Priscila e muito mais.


    Pregador Luo lança clipe de “Minha alma é triste, mas é feliz”

    Numa versão acústica – voz e violão -, o cantor divulgou o primeiro clipe de uma canção do seu novo disco, Governe! pela UMCG. Com uma bela fotografia, a canção traz uma reflexão sobre a vida, a morte e suas perdas. Confira:

    https://www.youtube.com/watch?v=vqdp2CjU05M


    Carlinhos Felix divulga novo lyric, “Te Amo Jesus”

    Composta por Jonathas Santos e Adelso Freire, “Te Amo Jesus” é uma música que já estava há algum tempo nas mãos de Carlinhos Felix. Inclusive, foi gravada no álbum Pensando em Você (2003). Durante estes dias, o cantor estava ouvindo esta canção e teve uma experiência com Deus, então, decidiu liberar a música em lyric para que outras pessoas pudessem ter acesso ao conteúdo. Ouça a música:


    Crombie lança single de futuro álbum

    Primeiro single do disco Como Diz o Outro, “Da Rotina”, assim como sugere o título, nos leva a refletir sobre coisas rotineiras da vida. Com uma batida envolvente e suave, a canção segue bem até o fim. Destaque para o baixo na introdução da canção. Ouça no Spotify.


    Até a próxima semana!

  • Os 100 maiores álbuns nacionais da música cristã

    A equipe do O Propagador apresenta a lista dos maiores álbuns nacionais da música cristã. O material foi compilado em parceria com os sites Super Gospel, Arquivo Gospel, Casa Gospel, Gospel no Divã, Gospel Prime, Ruben Mukama e Virtual Gospel, entre uma série de músicos, historiadores, jornalistas e audiófilos. Cada um lançou suas indicações, as quais foram discutidas exaustivamente. O repertório consiste em discos que foram lançados desde a década de 60 à década de 2010. Aqui, no O Propagador, você vê a lista na íntegra e com os comentários previamente escritos.


    100º: Fogo e Glória Curitiba – David QuinlanFogo e Glória Curitiba - David Quinlan - 2000

    Disco que representa o movimento worship ocorrido em Contagem, o simplório violão de David Quinlan se tornaria um padrão intensamente – e irritantemente – copiado. Deste movimento, há de se destacar, como influenciados, Santa Geração e o cantor Fernandinho. Heloisa Rosa e Nívea Soares colocam seus vocais, imprimindo uma parceria que duraria por outros discos.

    2000, Aliança


    99º: Pra Louvar – Raiz CoralRaiz Coral - Pra Louvar - 2004

    Quando o Raiz Coral lançou seu primeiro trabalho, não havia nenhum material semelhante em toda a história cristã. Claramente avassalador, quando o assunto é corais, o disco Pra Louvar rapidamente se popularizou e invadiu as igrejas com canções como “A Coroa” e “Jesus meu Guia É”.

    2004, Independente


    Thalles - Na Sala do Pai - 200998º: Na Sala do Pai – Thalles

    Indiscutivelmente um dos trabalhos mais importantes da última década, a estreia de Thalles é uma mistura de blues, pop rock, black music e soul, distribuída em linhas de baixo grooveadas, com letras diretas e confessionais.

    2009, Graça Music


    97º: Além do que os Olhos Podem Ver – Oficina G3Além do que os Olhos Podem Ver - Oficina G3 - 2005

    “Não ache que eu estou derrotado, você está errado”, canta Juninho Afram em “Mais Alto”, após latidos de cães. Neste disco, a Oficina G3, como um trio, exorcizava todas as especulações de que era seu fim sem PG. Embalados por um metal progressivo de mix pop, o disco solidifica o respeito que o grupo tinha recebido com Indiferença, seu registro mais soberbo.

    2005, MK Music


    96º: Antes do Sol Nascer – Nádia SantolliNádia Santolli - Antes do Sol Nascer - 2005

    Cercada de colaboradores experientes, como Genésio de Souza e Val Martins, produzida por Kleber Lucas e no embalo de sua participação em uma canção do Koinonya, assim foi a estreia de Nádia na MK. Num tempo em que “todo mundo” estava gravando disco ao vivo congregacional, Santolli conseguiu se destacar, graças a sua personalidade, impressa em sua voz grave e potente. No entanto, o grande mérito desse disco é que tudo soa bem.

    2005, MK Music


    95º: Ainda não É o Último – ResgateResgate - Ainda não é o último - 2010

    Após anos de silêncio do rock cristão no mainstream, os membros do Resgate se juntaram e ensinaram, mais uma vez, como é que se faz. Com a pop-produção de Dudu Borges, o disco consegue jogar guitarras e hammonds em equilíbrio em meio a letras humorísticas de Zé Bruno, como “Jack, Joe and Nancy in the Mall” e sua veia à lá Traditional Jazz Band e a grande balada “Vou me Lembrar”.

    2010, Sony Music Brasil


    94º: Daniela Araújo – Daniela AraújoDaniela Araújo - Daniela Araújo - 2011

    Quando Fernanda Brum e Emerson Pinheiro criaram uma fórmula de pop nos anos 90, a única grande novidade dentro do gênero, com o passar dos anos, seria Daniela Araújo. Com seu álbum autointitulado, a artista trouxe ao seu favor o piano e arranjos da Orquestra Filarmônica de Praga, envoltos numa produção musical over-the-top.

    2011, Sony Music Brasil


    93º: Na Casa de Deus – EyshilaNa Casa de Deus - Eyshila - 2003

    A carreira de Eyshila, oriunda dos Altos Louvores, pode ser resumida pré e pós este projeto, cuja produção foi dividida entre Rogério Vieira, Woody e Wagner Carvalho. Gravando sete músicas com participação ao vivo da sua igreja, a cantora que antes era conhecida pelas suas baladas, a partir desse disco se tornou figura garantida no chamado louvor congregacional, consagrando-se como compositora, especialmente por “Posso Clamar”.

    2003, MK Music


    Para o Mundo Ouvir - Rose Nascimento - 200492º: Para o Mundo Ouvir – Rose Nascimento

    Utilizando-se de arranjos e fundindo outros gêneros musicais, este disco de Rose Nascimento fez uma música pentecostal diferente do que se ouvia na maioria dos lançamentos de sua época, também trazendo cordas.

    2004, Zekap Gospel


    91º: Respire Fundo – Ao CuboAo Cubo - Respire Fundo - 2004

    Se muitos grupos se destacaram pela presença de um rapper, o Ao Cubo teve dois. Feijão e Cleber representaram a música do grupo em todas suas esferas, juntamente com Fjay, criticando o consumismo, desigualdade social e criminalidade, sob uma ótica cristã.

    2004, Aperte o Play


    90º: Toque no Altar – Ministério Apascentar de Nova IguaçuToque no Altar - 2003

    Com uma enorme equipe de músicos em tempo integral, o Ministério Apascentar de Nova Iguaçu estreou com um dos registros mais fortes da cena congregacional. Revelando o repertório autoral de Luiz Arcanjo, Davi Sacer e Ronald Fonseca, a obra agrega cordas e metais sem se sobrepor aos pianos e teclados, o grande ponto forte deste grupo.

    2003, Independente


    89º: Quebrantado Coração – Fernanda BrumQuebrantado Coração - Fernanda Brum - 2002

    Enfatizando o tipo de coração que deve ser na caminhada cristã, é o auge musical da dupla Fernanda Brum e Emerson Pinheiro, estendendo a tendência dos discos anteriores com um repertório introspectivo, mas forte, composto por músicas como “Marcas”, “Amo o Senhor”, “O Amor que Cura” e “Espírito Santo”.

    2002, MK Music


    Por Toda Vida - Voices - 200088º: Por Toda Vida – Voices

    O maior supergrupo já existente do meio cristão, o Voices alcançou grande amadurecimento com seu terceiro trabalho, destacando-se com as canções “Pisa no Inimigo” e “Por Toda Vida”, dentre as mais notáveis de sua discografia.

    2000, MK Music


    Cristiane Carvalho - Novo Amanhecer - 199387º: Novo Amanhecer – Cristiane Carvalho

    Diferentemente de seus trabalhos anteriores, Cristiane Carvalho utilizou-se de composições nacionais, transitando em gêneros musicais como o funk e pop. Há de se destacar a faixa-título e “Até que Te Encontrei”, formando o ecletismo necessário para a obra.

    1993, Line Records


    Humanidade - Banda Rara - 199086º: Humanidade – Banda Rara

    Na ponta das influências do funk e soul, a Banda Rara alcançou o seu auge com Humanidade, especialmente com a faixa-título, nos vocais de Maurílio Santos, além de “Estrela da Manhã” e “Deixa Tudo”.

    1990, Gospel Records


    85º: 2ª Vinda – A Cura – Apocalipse 162ª Vinda a cura - Apocalipse 16 - 2000

    Pregador Luo e DJ Alpiste trouxeram o rap para a cena cristã. Mas 2ª Vinda – A Cura é um divisor de águas no gênero, sombrio e polêmico, tendo o auxílio de Mano Brown (Racionais MC’s) e Eduardo (ex-Facção Central). Seus discos posteriores se fundem de forma mais efetiva com a black music, em contrapartida, perdem o frescor alcançado aqui.

    2000, 7 Taças


    84º: Alta Voz – Kades SingersAlta Voz - Kades Singers - 1997

    Com arranjos do tecladista Paulo Richard (ex-Complexo J) e Raquel Mello, Alta Voz foi fundamental para a caracterização e definição dos grupos vocais na cena mainstream, além de ser um registro de devoção explícita a soul music.

    1997, MK Music


    83º: Aeroilis – AeroilisAeroilis - Aeroilis - 2004

    Antes do rock alternativo e do novo movimento – o tal crossover – estar em alta, a Aeroilis já chegava com um disco, com guitarras limpas, bateria com chimbau aberto e composições introspectivas, guiadas pela voz e timbre singular de Raphael Campos, o que seria aprofundado em Nada Mais Além, o trabalho sucessor.

    2004, LaCruz / Bompastor


    82º: Um Pinguim com Frio no Alaska – Amaury FonteneleUm Pinguim com Frio no Alaska - Amaury Fontenele - 2001

    Um pouco isolado, Amaury foi o único músico que, em sua época, misturou as batidas do rap com o groove do rock e R&B, com auxílio de Fernando Catatau, ex-colega de banda no Cidadão Instigado formando, assim, uma sonoridade ímpar no âmbito cristão.

    2001, Aliança


    81º: Voar Como a Águia – Alda CéliaAlda Célia - Voar Como a Águia - 2002

    Do Koinonya e Comunidade Cristã de Goiânia para a carreira solo, Alda Célia estabeleceu a ambientação ao vivo como cerne de seu melhor trabalho, Voar Como a Águia o qual, além da faixa-título, se destaca por “Óleo de Alegria” e a regravação de “Poder da Oração”.

    2002, MK Music


    80º: Águas Purificadoras – Diante do TronoDiante do Trono - Águas Purificadoras - 2000

    O follow-up para Exaltado foi um ajuntamento ainda maior, de qualidade técnica superior, inserindo, definitivamente, elementos que se tornariam marca-registrada do Diante do Trono, como as danças e espontâneos gigantescos – fortalecidos pela faixa-título, de sonoridade suave.

    2000, Diante do Trono


    79º: O Valor de Uma Alma – Mara LimaMara Lima - O Valor de uma Alma - 1989

    O Valor de Uma Alma veio para mostrar o porquê Mara Lima é um nome de longevidade no meio cristão: aliando um bom repertório, simplicidade e som direto, o trabalho se destaca, especialmente, pela canção que o intitula, que não se sobrepõe, de forma alguma, ao restante das canções apresentadas.

    1989, Som e Louvores


    78º: O Jardineiro que Chora – Alceu PiresAlceu Pires - O Jardineiro que Chora - 1984

    Um dos grandes poetas da música pentecostal clássica, Alceu Pires é compositor de sucessos emblemáticos como “Abração e Isaque” e “Juízo Final”. O primeiro e mais importante deles, “O Jardineiro que Chora”, foi responsável por colocar o disco homônimo na galeria dos clássicos cristãos. Com influências da música sertaneja de raiz, Alceu fez o Brasil inteiro cantar a parábola sobre a relação entre a flor e seu cuidador.

    1984, Djanir Produções


    77º: Autoridade e Poder – Marcos GóesAutoridade e Poder - Marcos Góes - 1990

    Com produção musical e arranjos de Marcos Góes, o trabalho é de notável qualidade musical, trazendo a participação de músicos como Sidão Pires e Marcos Bonfim. De fato, este é caracterizado como o trabalho solo de maior importância na carreira de Góes.

    1990, Pioneira Evangélica


    76º: Poemas e Canções – Leonardo GonçalvesLeonardo Gonçalves - Poemas e Canções - 2002

    “Mas a verdade é que o Criador não nos usa por sermos bons, mas o fato de sermos usados por Ele é o que nos torna bons, apesar de não o sermos”, disse Leonardo Gonçalves ao O Propagador. Seu primeiro disco é uma combinação agradável de pop, jazz, blues e contém, além da conhecida “Getsêmani”, uma regravação de João Alexandre. Com o trabalho, Leonardo se inseriu numa nova safra de intérpretes que fogem de temáticas e sonoridades mais populares.

    2002, Novo Tempo


    75º: O que na Verdade Somos – Fruto SagradoO que na Verdade Somos - Fruto Sagrado - 2003

    O que na Verdade Somos é o disco mais forte do Fruto Sagrado: com riffs agressivos de Bene Maldonado, vocais surpreendentes de Marcão, letras fantasticamente ácidas, e apresentando influências diversas, como o maracatu e a música eletrônica, mostraram que só eles, na altura do campeonato, sabiam fazer um som na tendência.

    2003, MK Music


    74º: Oração de Davi – Feliciano AmaralFeliciano Amaral - Oração de Davi - 1981

    Ele é o recordista, segundo o Guiness Book, como o cantor evangélico há mais tempo em atividade no mundo. Mensagem Real, seu disco de 78 rpm (tecnologia pré vinil), é um dos primeiros registros físicos da música evangélica nacional, lançado em 1948. Já com mais de 35 anos de carreira, o cantor lançou uma de suas maiores obras primas, Oração de Davi. O trabalho de 1981 traz os arranjos limpos característicos da música sacra tradicional, a voz inconfundível de Feliciano Amaral e um repertório brilhante, com canções marcantes como “O Rosto de Cristo”, “Tudo Entregarei”, “Cristo meu Mestre” e “Oração de Davi”.

    1981, FA Produções


    73º: Cicatrizes e Testemunho – Jorge AraújoCicatrizes e Testemunho - Jorge Araújo - 1984

    Pode ser que, hoje, seja mais reconhecido como pai de Daniela Araújo, mas Jorge Araújo fez história na música pentecostal como um dos artistas mais ousados do gênero e responsável por grande parte de sua modernização na década de 80. Em um período de resistência à inovação, Jorge esticou a linha, trazendo, para suas produções, a guitarra elétrica e a bateria em destaque. Em Cicatrizes, seu mais reconhecido trabalho, o cantor mostra toda sua veia pop interpretando grandes sucessos, como a faixa-título e “Deus Resolve o Teu Problema”.

    1984, Louvores do Coração


    72º: Tempo de Adoração – Comunidade Vila da PenhaTempo de Adoração - Comunidade Evangélica Vila da Penha - 1994

    A chamada Comunidade Zona Sul se destacaria ao chamado movimento das comunidades dos anos 90. Tempo de Adoração sintetiza, claramente a tudo o que seria feito pelo resto da década, incluindo “Consagração/Louvor a Rei”, uma das mais belas canções cristãs deste período.

    1994, Independente


    71º: Bonança – Os Cantores de CristoBonança - Os Cantores de Cristo

    Muitos grupos, na época, investiram em Jovem Guarda, como os Embaixadores de Sião, Cades-Barneia, Triumpho, Os Atuantes, Os Ligados, mas Os Cantores de Cristo foram além, porque fizeram isso colocando pitadas do rock psicodélico e do progressivo, evoluindo seu som em relação aos discos anteriores, sem perder o enfoque evangelístico.

    1975, Favoritos Evangélicos


    70º: Sem Palavras – CassianeSem Palavras - Cassiane - 1996

    Enquanto o movimento gospel dava seus primeiros sinais de crise, Jairinho surgiu com uma produção ingênua que remodelaria, de vez, o conceito de música pentecostal no Brasil. Com tons épicos, “Imagine” continua a ser uma das mais belas e representativas canções do gênero até hoje.

    1996, MK Music


    69º: Primeiro Amor – Shirley CarvalhaesPrimeiro Amor - Shirley Carvalhaes - 1994

    Mesmo já tendo vinte anos de carreira, foi com Primeiro Amor que Shirley Carvalhaes se firmou como a grande dama da música pentecostal brasileira. O disco, produzido por Tuca Nascimento, foi um fenômeno cultural. Seu grande destaque, a música “Faraó ou Deus?”, causou um mix de encanto e repúdio nas igrejas, tamanha era sua ousadia, cujo som misturava referências da música árabe com forró, ritmo que passaria a ser constante nos discos do gênero, a partir de então. Como resultado, a faixa, tratada nas igrejas mais conservadoras como ‘música para dançar’, se tornou um hit inquestionável, elevando a carreira de Shirley e toda a música pentecostal a outro patamar.

    1994, Nancel Music


    68º: Coração Valente – Voz da VerdadeVoz da Verdade - Coração Valente - 1997

    Indiscutivelmente o grupo que mais sabe trazer ecletismo a seu favor, Coração Valente é o maior clássico do Voz da Verdade até aqui. A fusão de orquestras, guitarras wah-wah, baixo funkeado, bateria pulsante, piano e teclado resultam num registro que é pretensioso do início ao fim.

    1997, Independente


    67º: Não é o Fim… – Novo SomNão é o Fim... - Novo Som - 1999

    Não é o Fim… é o melhor trabalho do Novo Som. O pop à lá Roupa Nova chega aqui ao seu ápice, com um repertório sólido, escrito, em grande parte por Lenilton, um dos melhores letristas que o meio cristão já conheceu e responsável por elevar a música do grupo a outro nível.

    1999, NS Records


    66º: Deus Cuida de Mim – Kleber LucasDeus Cuida de Mim - Kleber Lucas - 1999

    Evoluindo desde Meu Maior Prazer, Kleber Lucas fechou a década com Deus Cuida de Mim, um trabalho que consegue trazer para o ambiente congregacional uma música basicamente pop. Assim, Kleber Lucas foi o primeiro cantor solo, a de fato, adentrar este território, agregando outros gêneros musicais ao longo de sua carreira.

    1999, MK Music


    65º: Entrei no Templo – Ozéias de PaulaOzéias de Paula - Entrei no Templo - 1979

    “A melhor coisa que eu já fiz em toda minha vida, salvou-me por um triz”. Essa foi certamente uma das principais trilhas sonoras do final dos anos 70 e inicio dos 80. O grande, e então já consagrado, Ozéias de Paula, trazia junto com esse sucesso um de seus melhores trabalhos. Com letras de veia poética, como já era característico do cantor, o disco arranjado por Ângelo Apolônio, o famoso Poli, ousava a inserir na tradicional música tipicamente assembleiana os quase profanos contrabaixo, guitarra e bateria.

    1979, Bandeira Branca


    64º: Encontro – Actos 2Encontro - Actos 2 - 1990

    Marcando a geração dos anos 90, o Actos 2 (Kadoshi) chegou ao seu ápice com o disco Encontro e a canção “Cristo Faz a Cabeça”. No entanto, Encontro é rico em gêneros musicais e passeia, com tranquilidade, no louvor congregacional, pop, rock, blues e soul.

    1992, Gospel Records


    63º: Meu Clamor – Denise CerqueiraMeu Clamor - Denise Cerqueira - 1998

    Ela foi uma das grandes vozes femininas que a música evangélica brasileira conheceu. Depois de se tornar sucesso com o disco Eterno Amor, Denise Cerqueira entrou para a história quando, em 1998, lançou o icônico álbum Meu Clamor. Com um time estrelado de compositores e produção impecável de Alcimar Rangel e Pedro Braconnot, o disco rendeu a artista três troféus Talento em 1999. A trágica e precoce morte de Denise em 15 de novembro de 1999, vitimada em um acidente de carro no auge da carreira, imortalizou definitivamente a voz da intérprete e colocou “Jerusalém e Eu”, composição de Josué Teodoro e carro-chefe da obra, em lugar de destaque nos anais das grandes músicas nacionais.

    1998, Line Records


    62º: Deus Vivo – Édison e TelmaDeus Vivo - Édison e Telma - 1983

    Ele é um dos maiores compositores da história da música pentecostal e, ao lado da esposa Telma formou uma das duplas mais importantes do gênero. Acumulando sucessos desde 1971, quando gravaram os primeiros vinis, o ponto alto da dupla veio em 1983 com Deus Vivo. A música tema ultrapassou os limites do tempo e entrou para o repertório de todas as igrejas pentecostais desde então. Embalado por este grande clássico, o disco traz ótimas referências do samba e alguns lampejos de pop.

    1983, Angelical


    61º: Além do Rio Azul – Voz da VerdadeAlém do Rio Azul - Voz da Verdade - 1988

    Além do Rio Azul veio para estabelecer fórmulas que seriam recorrentes nas produções subsequentes do Voz da Verdade: letras e vocais marcantes de Carlos A. Moysés, pianos de Evaristo Fernandes cobrindo e fornecendo camadas, além do sagaz coral, cujo som nenhum grupo e cantor consegue copiar.

    1988, Califórnia


    60º: Tributo ao Deus de Amor – Renascer PraiseTributo ao Deus de Amor - Renascer Praise - 1998

    Gravado no Palácio das convenções no Anhembi, o quinto trabalho do Renascer Praise seguiu as tendências que o tornaria conhecido pelo Brasil: grandes corais, produção musical pomposa e arranjos de Esdras Galo. Três elementos, que juntos, deram certo.

    1998, Gospel Records


    59º: Final Feliz – Armando FilhoArmando Filho - Final Feliz - 1991

    Armando reuniu várias canções autorais e produziu o seu maior clássico até aqui. Final Feliz contém uma das canções mais importantes da época, “O Mover do Espírito”, produzindo baladas pentecostais que seriam fundamentais para o gênero, por muitos anos.

    1991, Bompastor


    58º: Aqui Chegamos pela Fé – Arautos do ReiArautos do Rei - Aqui Chegamos pela Fé - 1975

    O principal grupo vocal da história da música evangélica nacional já conta com mais de 50 anos de carreira. Precursor do estilo a cappella no Brasil, o Arautos do Rei já está em sua vigésima nona formação, conseguindo o feito incrível de se manter musicalmente relevante, mesmo com o passar do tempo, conseguindo se modernizar sem deixar de ser tradicional. Um dos grandes registros dessa bela história foi Aqui Chegamos pela Fé, gravado pela sexta formação de Arautos. Com a perfeição vocal característica do grupo, o disco apresenta um repertório grandioso, com clássicos como “Junto a Cruz”, “Cristo Jesus Voltará” e “No Grande Mar”.

    1975, Novo Tempo


    57º: Tem Coisas que a Gente não Esquece – Cristina MelTem Coisas que a Gente não Esquece - Cristina Mel - 1999

    No final da década de 90, Cristina utilizou-se de temáticas atemporais para o seu décimo trabalho, como a morte de Cristo, o trabalho missionário e os filhos. Os arranjos são mais suaves em relação aos discos anteriores, mas seguem o seu pop característico.

    1999, Line Records


    56º: Razão para Viver – Nascimento e SilvaNascimento e Silva - Razão para Viver

    O cantor, compositor, produtor e arranjador Tuca Nascimento formou ao lado de Onézimo Silva uma das melhores duplas que a música cristã nacional pode conhecer. Os poucos anos de carreira da dupla, que teve sua trajetória encerrada com a trágica morte de Onézimo, vítima de bala perdida em 1994, foi o suficiente para o lançamento de dois discos, entre eles o imperdível Razão pra Viver. Com arranjos simples, executados apenas com teclado, guitarra, violão, flauta e acordeom, o projeto confere pleno destaque ao dueto com suas interpretações singelas em músicas como as excelentes “Deixa Deus Provar” e “A Volta Feliz”.

    1993, Rosa de Saron


    55º: Nascer de Novo – Rayssa e RavelNascer de Novo - Rayssa e Ravel - 1994

    Com a música “Nascer de Novo”, Rayssa e Ravel conseguiam sintetizar sinceridade e simplicidade musical. Em seguida, com as pop-sertanejas “Arrebatamento” e “Sabe”, mostram que possuem força o suficiente para se colocarem como uma das duplas mais expressivas do gênero no país, até hoje.

    1994, Som e Louvores


    54º: O Sétimo – Sérgio LopesO Sétimo - Sérgio Lopes - 1997

    Com produção musical de Pedro Braconnot, O Sétimo conta com o estilo de Sérgio desenvolvido no Altos Louvores, e se destaca por sua temática judaica – distribuída em parte do repertório, projeto gráfico e fotografias. Além do mais, contém uma das canções mais importantes da época, “O Lamento de Israel”.

    1997, Line Records


    53º: Ao Meu Pai – JesséAo meu Pai - Jessé - 1985

    Ele era uma das grandes revelações da MPB nos anos 80. Ganhando prêmios nacionais e internacionais, Jessé, intérprete de canções como “Porto Solidão” e “Estrelas de Papel”, era sucesso por todo o Brasil. Em seu auge na música secular, o cantor abriu um parêntese e gravou o brilhante disco Ao meu Pai. Com um repertório comporto por clássicos cristãos como “Rude Cruz”, “Cidade Santa” e “Achei um Bom Amigo”, a potente voz do cantor ganha traços dramáticos em interpretações memoráveis.

    1985, RGE


    52º: Momentos Vol.1 / Momentos Vol.2 – Marina de OliveiraMomentos Vol. 1 e 2 - Marina de Oliveira - 1995

    Indissociáveis, Momentos Vol.1 e Vol.2 mostram que só alguém como Marina de Oliveira conseguiria trazer os melhores compositores e produtores musicais de sua época em duas obras. Os registros são impecáveis: canções pop (“Procure por Mim na Glória”), mensagens de autoajuda (“Não Desista do Seu Sonho”) e faixas em inglês (“Celebrate the Lord”). Se alguém era capaz de levar bandas inteiras para apoiar seu som, essa foi Marina.

    1995, MK Music


    51º: Preciso de Ti – Diante do TronoDiante do Trono - Preciso de Ti - 2001

    “Uma das coisas de que temos maior consciência é que no dia em que acharmos que algo vem de nós mesmos, Deus nos tirará da obra”, enfatizou Maximiliano Moraes ao Super Gospel. O ponto mais alto da carreira do Diante do Trono, arranjado por Sérgio Gomes e Maximiliano, é embalado com o discurso de fragilidade humana e dependência divina, especialmente na faixa-título, uma das mais importantes do meio cristão.

    2001, Diante do Trono


    50º: Resgate – ResgateResgate  - Resgate - 1997

    No quarto álbum, o grupo provou ser muito mais do que um devoto ao hard rock. Ao experimentar timbres de bateria, guitarra com flertes evidentes ao britpop, o disco monta uma figura de quebra-cabeças, endossadas com as letras tão incomuns e que questionam o status quo do meio cristão.

    1997, Gospel Records


    49º: Oh, Glória – Mattos NascimentoOh, Glória - Mattos Nascimento - 1991

    Trazendo a influência do pop e, principalmente, o ska para o meio cristão, Mattos Nascimento foi o primeiro – e até o único no meio cristão – a fundir o gênero musical com as letras pentecostais. Oh, Glória é um marco musical no início da década de 90, especialmente com as contagiantes “Dia de Pentecostes” e “Sou Feliz”, mostrando que, especialmente ao vivo, Mattos conseguia elevar tudo a outro nível.

    1991, Rosa de Saron


    48º: Com Muito Louvor – CassianeCassiane - Com Muito Louvor - 1999

    Se Sem Palavras foi o ponto de virada, este trabalho foi a aperfeiçoamento mais esforçado de Cassiane durante os anos 90. Com Muito Louvor une a qualidade da produção do disco anterior, Para Sempre, com um repertório sólido, composto por nada menos que “Oferta Agradável a Ti”, “Hino da Vitória”, “Com Cristo é Vencer” e “Com Muito Louvor”, além de provocar, culturalmente, uma mudança na estrutura das canções pentecostais.

    1999, MK Music


    47º: Amigos para Sempre – Integração Jr.Integração Jr. - Amigos para Sempre - 1991

    O melhor álbum infantil já produzido no meio cristão, a obra se destaca pelo seu ecletismo musical e a qualidade dos arranjos, especialmente nas músicas “Amigos para Sempre” e “Milagre da Vida”, anos depois regravada por Cristina Mel, no final da mesma década.

    1991, Bompastor


    46º: Discípulo Teu – Prisma BrasilPrisma Brasil - Discípulo Teu - 1988

    O trabalho mais importante do Prisma, Discípulo Teu contém os elementos adventistas a se repetir: corais robustos, cordas e metais em abundância e canções que versam acerca da vida, as dificuldades e desafios em relação a caminhada do sujeito cristão que caminha para a Eternidade.

    1988, Bompastor


    45º: Não Chores Mais – Victorino SilvaNão Chores Mais - Victorino Silva - 1983

    Dono de uma das mais brilhantes e prestigiadas vozes da música cristã nacional, Victorino Silva tem um de seus grandes momentos com Não Chores Mais, um verdadeiro clássico da música sacra. Além da interpretação e afinação impar do cantor, a parceria com o grande maestro Misael Passos, responsável pela direção musical do projeto, evidenciada até na capa do disco, é digna de destaque. Com arranjos soberbos, o álbum é riquíssimo musicalmente, com a presença marcante de pianos, violinos e muitos instrumentos de sopro.

    1983, Bompastor


    44º: Lágrima no Olhar – Altos LouvoresAltos Louvores - Lágrima no Olhar - 1993

    Seguindo as tendências dos discos anteriores, Lágrima no Olhar trouxe um Altos Louvores mais maduro, mas suficientemente em sua zona de conforto. A grande novidade é a faixa-título de Marquinhos Gomes, com o sax de Zé Canuto, tornando-se, assim, um dos principais registros do grupo.

    1993, Som e Louvores


    43º: Diga Não – RaízesRaízes - Diga não - 1991

    Depois dos Jovens da Verdade em 1972, a banda Raízes foi a única a usar, escancaradamente, a temática das drogas como carro-chefe de um disco. Diga Não se destacou pelas canções críticas, mas que não se sobrepuseram as baladas, as quais lembram bastante o estilo pop do Roupa Nova, cujo vocalista participaria em um disco futuro.

    1991, Independente


    42º: Vento Livre – Guilherme KerrVento Livre - Guilherme Kerr - 1985

    Um dos melhores letristas e musicistas do meio cristão, Guilherme Kerr produziu Vento Livre, seguindo as tendências musicais de sua obra no grupo Vencedores por Cristo. Com arranjos vocais e de cordas complexos, sonoridades regionais são exploradas por letras, em grande parte, verticais.

    1985, IBMorumbi Produções


    41º: Brother – Brother SimionBrother - Brother Simion - 1992

    Em meio a obras cada vez mais superproduzidas no início dos anos 90, Brother Simion quebrou a lógica fazendo um disco quase todo em voz e violão. Humor, introspecção e suavidade são características fundidas nesta produção básica de Rick Bonadio.

    1992, Gospel Records


    40º: Sem Limites – Aline BarrosAline Barros - Sem Limites - 1995

    O grande mérito da estreia de Aline Barros foi contar com a produção musical e arranjos de Ricardo Feghali e Cleberson Horsth, membros do Roupa Nova. Assumindo um caráter totalmente pop, a produção seria, com o passar dos anos, o melhor trabalho solo da carreira de Aline.

    1995, Grape Vine


    39º: Pra Cima Brasil! – MiladPrá Cima Brasil! - Milad - 1990

    Com a decrescente predominância de João Alexandre, e verbalizando toda a decepção com o jogo político e as extremas crises econômicas que assolavam o país, o Milad trouxe o disco mais politizado de sua carreira. Isso causou o despojo de grande parte de seu complexo som, adotando moldes pop, mas seguindo-se forte em seus discursos, como na clássica “Brasil” e na regional “Meu Candidato”. Também traz canções de uma das bandas mais influentes dos anos 80 no nordeste, chamada Artecristã, como “Os Sonhos Evaporam” e “Algo Está Errado”, além de apresentar “Navio Negreiro”, de Gladir Cabral.

    1990, Independente


    38º: Manhãs de Outono – Sinal de AlertaSinal de Alerta - Manhãs de Outono - 1987

    Desprendendo-se de sua fixação pelo Rebanhão, o Sinal de Alerta evoluiu tematicamente e sonoramente, e alcançou o seu ápice em Manhãs de Outono, um trabalho que consegue dialogar com sua época, e de quebra ainda apresenta grandes letras guiadas pelo seu pop rock, como “Tempos Modernos” e “Adolescência”.

    1987, Califórnia


    37º: Prá Falar de Amor – Banda & VozBanda e Voz - Prá Falar de Amor - 1992

    Banda & Voz foi, de fato, o primeiro grupo a ter fielmente um repertório muito eclético e variado, passeando pela black music, soul, ska, envolvendo tudo em ganchos pop. Tudo isso amadureceu em Prá Falar de Amor, em que, especialmente, o timbre de Natan Brito se destaca junto ao groove da guitarra de Marcos Brito e baixo de Beno César.

    1992, Line Records


    36º: Tempos de Celebração – Adhemar de CamposTempos de Celebração - Adhemar de Campos - 1993

    Após a Comunidade da Graça, Adhemar trouxe toda a temática congregacional para sua carreira solo, mas, diferentemente de todos, agregando gêneros musicais ‘incomuns’ para o repertório das igrejas, além das excelentes canções “Tributo a Iehovah”, “Fonte de Água Viva” e “Bem Supremo”.

    1993, Comunidade da Graça


    35º: O Amor é a Resposta – Alessandra SamadelloO Amor é a Resposta - Alessandra Samadello - 1996

    O grande mérito do quarto trabalho de Alessandra é de ultrapassar limites musicais dentro da própria tradição musical adventista. Influenciando até o contemporâneo Leonardo Gonçalves, O Amor é a Resposta aposta em sonoridades mais introspectivas, melancólicas e contemporâneas, sempre regadas a vibrantes e viscerais registros vocais, do estilo que só Alessandra Samadello poderia fazer.

    1996, ABBO


    34º: Intimidade – Jorge CamargoIntimidade - Jorge Camargo - 1999

    Uma produção de Jorge Camargo, Nelson Bomilcar e Marquito Cavalcante, é um dos registros mais agradáveis de música popular brasileira cristã, em que Jorge se estabelece como cantor e compositor. As músicas são bem interpretadas e tocadas. A combinação de canções acústicas e eletrônicas, além do excelente encarte, gerou uma das obras-primas do nicho.

    1999, Alento Produções


    Grupo Semente - Criação - 198633º: Criação – Grupo Semente

    Com a influência do Vencedores por Cristo, o Grupo Semente produziu canções de excelência, com a participação de Nelson Bomilcar, Jorge Camargo, Sérgio Pimenta e vários outros. Criação consegue sintetizar, muito bem, a música do conjunto.

    1986, VPC Produções


    32º: Coisas da Vida – Carlinhos FelixCarlinhos Felix - Coisas da Vida - 1991

    Carlinhos Felix, após deixar o Rebanhão, veio como um dos intérpretes com os discos mais bem produzidos nos anos 90, e sua essência musical nunca soou tão completa quanto em seu trabalho de estreia, Coisas da Vida. Este registro contém suas peculiares formas de produzir música pop, com a colaboração de guitarras por Paulinho Guitarra, mestre do blues no Brasil, e teclados de Pedro Braconnot.

    1991, Continental / Warner Music Brasil


    31º: O que Virá? – Comunidade S8Comunidade S8 - O que Virá - 1981

    Seguindo os passos de seu disco anterior, a S8 produziu o seu maior clássico até aqui. Aqui, a banda se rende a um rock progressivo sombrio, de influências pós-tropicalistas, mas não autoindulgente, especialmente pelas guitarras de Ernani Maldonado. Combinando crítica social com o apocalipse, o trabalho é, no mínimo, intrigante.

    1981, Independente


    30º: Novo Dia – RebanhãoRebanhão - Novo Dia - 1987

    Carlinhos Felix e Pedro Braconnot transformaram as influências da tropicália, trazidas anteriormente por Janires, para faixas pop que caracterizam bem a textura das produções dos anos 80, como “Primeiro Amor”, “Nele Você Pode Confiar”, “Jesus é Amor (Jesus Is Love)” e “Razão”.

    1988, PolyGram


    O que a Lua não pôde, não pode, nem poderá - Wolô29º: O que a Lua não Pôde, não Pode e não Poderá – Wolô

    O disco mais rico, musicalmente falando, dos anos 70, também é um recheado de influências culturais. Wolô soube verbalizar a ‘loucura’ hippie, transmitir gírias e filosofar acerca de Cristo, fundindo tudo isso a uma sonoridade que mescla rock, bossa nova, com influências da Jovem Guarda.

    1975, Independente


    28º: Calmo, Sereno, Tranquilo – Jairo Trench Gonçalves e Paulo Cezar da SilvaCalmo, Sereno, Tranquilo - Jayrinho e Paulo Cezar - 1976

    Jayrinho e Paulo Cezar, juntos, formariam o Grupo Elo. Mas, este registro predecessor, captura fielmente a tensão e restrições existentes no meio evangélico na época em que foi produzido. A obra é suave, com camadas de violão ovation, e baixo marcante, guiado por sonoridades influenciadas pela MPB.

    1976, Independente


    27º: Simplesmente João – João AlexandreSimplesmente João - João Alexandre - 1991

    Primeiro disco totalmente – e simplesmente de João, é um de seus trabalhos mais acessíveis e pops. A obra mostra um olhar mais positivo do cantor, com canções verticais, reflexivas, e trazendo algumas regravações, com a colaboração de Pedro Braconnot.

    1991, Gospel Records


    26º: Aliança – KoinonyaAliança - Koinonya - 1988

    A música do Koinonya seria o molde para a música congregacional feita na década seguinte: a banda Diante do Trono, por exemplo, bebeu intensamente de sua fonte. Sob a liderança de Bené Gomes, o grupo goianiense iniciou sua trajetória com o seu trabalho mais brilhante: Aliança contém várias músicas que, até hoje, são entoadas nas igrejas, como “Ao Único”, “Quem Pode Livrar” e a faixa-título, “Aliança”.

    1988, Koinonya


    25º: Obra Santa – Luiz de CarvalhoObra Santa - Luiz de Carvalho - 1969

    Ele foi o primeiro cantor a gravar um disco de vinil no meio evangélico nacional, em 1958, foi o primeiro artista evangélico de fato, o responsável por levar às igrejas o, então profano, violão, inseriu o bolero e elementos de samba e marchinhas na tradicionalíssima música cristã da época e se sagrou como o maior nome do cenário musical protestante nas décadas seguintes. O vinil Obra Santa, clássico indiscutível, além de contar com a voz e interpretação inconfundível de Luiz de Carvalho, é responsável por emplacar o primeiro hit da música evangélica nacional. A faixa-título se tornou uma espécie de hino oficial do movimento de Renovação Espiritual que se iniciou no Brasil a partir da década de 1960.

    1969, Som da Palavra


    24º: Está Consumado – CatedralCatedral - Está Consumado - 1993

    Talvez o mais importante álbum duplo da história da música cristã, Está Consumado, juntamente ao antecessor Volume III, faz uma ponte entre o Catedral, antes pertencente ao underground, e o que seria o grupo mais notório dos anos 90 e um dos expoentes do movimento gospel. O trabalho, no geral, é o clássico pop rock com o baixo funky de Júlio e riffs de guitarra – inconfundíveis – de Cezar. Vale destacar o clássico “Galhos Secos” e a letra de “Carpe Diem”, uma das músicas mais brilhantes do grupo, inspirada em pensamentos de Friedrich Nietzsche e José Ângelo Galarga.

    1993, Pioneira Evangélica


    23º: Armagedom – KatsbarneaArmagedom - Katsbarnea - 1995

    “O Arco-Íris de Deus tem muitas cores, e os sons muitas estradas que expressam nossas vidas. Acho que a mesmice cansa”, disse Brother Simion ao Super Gospel. Após ter trocado sua formação, o Katsbarnea deixou para trás suas veias funkeadas, cujo som explorava influências de soul e pop, e só se reencontrou no quarto álbum, Armagedom, mostrando que eram mais do que uma caricatura da Blitz. Produzidos por Paulo Anhaia, o soberbo álbum é definido por seu forte teor experimental, e letras evangelísticas, mesclando humor, além de mensagens apocalípticas – algo que se tornaria recorrente nas composições de Simion. Apoiado pelo marcante baixo de Jadão e riffs blues executados por Déio Tambasco, Brother provou ser a alma da banda, escrevendo todas as letras, além de gravar os vocais, guitarra, harmônica, piano e teclado.

    1995, Gospel Records


    22º: Indiferença – Oficina G3Oficina G3 - Indiferença - 1996

    Finalmente, Oficina G3 se desfez de suas referências explícitas ao Stryper. Quente e solta, a voz de Luciano Manga, cada vez mais poderosa, chega ao ápice junto ao peso das composições do guitarrista Juninho Afram. Elétrico, o disco se complementa aos teclados de Jean Carllos, ao autoritário e agressivo baixo de Duca Tambasco e as baquetas de Walter Lopes em canções como “Espelhos Mágicos”, mas se rendendo a baladas fascinantes, como “Magia Alguma” e “Novos Céus”. Em “Glória Inst.”, Afram mostrou o porquê é o maior guitarrista que a música cristã nacional já conheceu.

    1996, Gospel Records


    21º: On the Rock – ResgateResgate - On the Rock - 1995

    Paulo Anhaia elevou o nível do Resgate de forma abismal em seu terceiro registro. On the Rock capturou todo o potencial de humor autodepreciativo sob sua música, e ascendeu as guitarras de Zé Bruno e Hamilton, com riffs poderosos de hard rock. Sendo o trabalho mais importante e sólido do rock cristão nacional durante a segunda metade dos anos 90, o disco combina temáticas obscuras, como a depressão, solidão e morte com a mais peculiar sátira, cuja habilidade o quarteto é especialista.

    1995, Gospel Records


    20º: Fruto dos Lábios – Comunidade da GraçaComunidade da Graça - 1988 - Fruto dos Lábios

    Clássico do louvor congregacional do Brasil, Fruto dos Lábios é o melhor trabalho da Comunidade da Graça, sob a participação de Adhemar de Campos. Recheado de clássicos, como “Nosso General”, “Louvemos ao Senhor” e “Hosana”, o trabalho se destaca pela qualidade dos arranjos vocais e de instrumentos utilizados.

    1988, Comunidade da Graça


    19º: Alma Cansada – Jair e HozanaAlma Cansada - Jair e Hozana

    As duplas formadas por homem e mulher fizeram história na música sertaneja cristã, e a primeira de destaque foi Jair e Hozana. Jair, aliás, era ninguém menos que Jair Pires, que faria história como um dos mais notórios cantores e compositores da história da música pentecostal. Alma Cansada, um disco embalado por viola e acordeom, misturava canções autorais do músico com alguns poucos hinos da Harpa Cristã. Em meio a faixas de grande relevância na época, como “Canta meu Povo” e “Multiplicações de Pães”, se destacaria a faixa-título, que se tornaria um inegável clássico.

    1968, Celeste


    18º: Portas Abertas – Grupo LogosPortas Abertas - Grupo Logos - 1987

    Um dos últimos trabalhos do Logos nos anos 80, Portas Abertas tem todas as características das produções oitentistas, e foi totalmente aberto para os modismos da época, como os sintetizadores utilizados e o reverb da bateria. Mas as composições seguem fortes e sinceras, como se espera em relação a este grupo.

    1987, Logos


    17º: Novidade de Vida – Edson e TitaNovidade de Vida - Edson e Tita - 1982

    Com a participação de grandes nomes da música nacional, como Paulo Jobim, João Donato, Danilo Caymmi, Toninho Horta e muitos outros, Novidade de Vida é o disco de música popular brasileira mais brilhante da década de 80. Tratando de questões como a solidão, o vazio humano e o encontro com Cristo, o trabalho conta com arranjos refinados de qualidade muito acima da média que o meio evangélico apresentava, na época. O primor das músicas foi tão notável que, anos depois, Tita processou Tom Jobim, por um suposto plágio de uma de suas canções, o qual Tom foi absolvido.

    1982, Parejhara


    16º: Anseios – Altos LouvoresAnseios - Altos Louvores - 1986

    A grande fórmula do Altos Louvores foi, além de seguir os outros grupos musicais com temática de louvor da época, utilizar uma musicalidade mais simples e próxima ao pop em suas produções. Sob o comando de Edvaldo Novaes e colaboração de Pedro Braconnot nos pianos e teclados, o disco contém uma gama variada de composições, escritas por Sérgio Lopes, Léa Mendonça, e muitos outros.

    1986, Som e Louvores


    15º: Voz e Violão – João AlexandreVoz e Violão - João Alexandre - 1996

    Ninguém soa ou soará um dia como João Alexandre. Em boa forma, Voz e Violão é um dos registros mais brilhantes de nossa história, e compreende canções conduzidas de forma literalmente “solo” pelo cantor. O repertório, no geral, nem é lá tão novidade, mas a proficiência e intimidade que Alexandre possui com seu violão é ímpar, produzindo o maior disco do estilo no meio cristão.

    1996, VPC Produções


    14º: Dê Carinho – Cristina MelCristina Mel - Dê Carinho - 1997

    Cristina Mel foi a intérprete mais importante da música cristã nos anos 90, e Dê Carinho registra a intérprete em pleno voo, alcançando o seu ápice, dividindo seu repertório entre vários gêneros musicais. A obra trata do amor, em sua amplitude, versando, por exemplo, sobre amizades (“Ao Amigo Distante”) e o favor de Cristo (“Mestre”). Essencialmente pop, com produção musical de Cristina, e arranjos instrumentais de Karam e Natan Brito, foi também lançado numa edição em espanhol.

    1997, MK Music


    13º: 3 – Complexo JComplexo J - 3 - 1992

    Um literal ‘tapa na cara’ da sociedade, o terceiro trabalho do Complexo J é um dos discos mais fortes dos anos 90, em tempo de extenuantes crises econômicas e expansão do meio evangélico. Apresentando Cristo como solução revigorante, 3 é o ápice da capacidade criativa do grupo, com grandes canções, como “Abra Seus Olhos”, “Choro da Natureza” e, especialmente, “Sábado Quente”.

    1992, MK Music


    12º: Espelho nos Olhos – Banda AzulEspelho nos Olhos - Banda Azul - 1988

    Sendo o canto do cisne de Janires, é um dos trabalhos mais ricos, musicalmente falando, dos anos 80. Seu teor poético se entrelaça com o contexto histórico: é neste disco que o cantor faz uma retrospectiva de sua vida, nos dá referências de outras músicas que se tornaram relevantes em sua carreira, e constantemente trata da Eternidade. Trazendo, agradavelmente, variações de rock progressivo, pop rock, reggae e MPB, Espelho nos Olhos é um testemunho musical brilhante de uma vida humana voltada, até o seu último momento, para o céu.

    1988, Bompastor


    11º: Não Há Barreiras – Álvaro TitoÁlvaro Tito - Não Há Barreias - 1986

    Imagine uma das maiores gravadoras do planeta, a PolyGram (hoje Universal Music), abrindo suas portas para a música evangélica brasileira que estava fervilhando nos anos 80. Agora, imagine um talentoso cantor de apenas 21 anos que misturava MPB, jazz, soul e pop como recém contratado por ela para gravar seu terceiro disco. Artisticamente ambicioso, se propõe a não apenas interpretar, mas também atuar no projeto como diretor musical, arranjador, músico e compositor de metade das faixas. A despeito da resistência inicial da cúpula da gravadora em confiar tamanha responsabilidade a um artista tão jovem, o trabalho resultou em um dos melhores discos já produzidos na música evangélica nacional. O sucesso de público e crítica foi imediato e a faixa que o intitula, certamente, uma das mais importantes daquela década dourada.

    1986, PolyGram


    10º: Princípio – RebanhãoRebanhão - Princípio - 1990

    Era 1990 e o Rebanhão disse sim para o início do movimento gospel, intensificando o pop do disco anterior, cuja consistência seria o molde para as produções da época. Neste disco, o grupo apresenta baladas suaves e de excelência, como “Selo do Perdão”, mas questiona os poderosos e regimes totalitários nas elegantes “Muro de Pedra” e “Palácios”, um triunfo de Paulo Marotta e Pedro Braconnot. Como cereja do bolo, o grupo ainda utilizou-se do fatídico assassinato de Chico Mendes para questionar: “até quando viverei pra testemunhar e dizer sim, sim a Deus e a toda vida?”, dando o desiludido atestado de que mais uma década passara e os dilemas ainda eram os mesmos. Além do mais, foi o primeiro disco gospel, e o primeiro lançado em CD.

    1990, Gospel Records


    9º: Retratos de Vida – MiladRetratos de Vida - Milad - 1987

    Foi no álbum conceitual mais importante da música cristã em que a dupla João Alexandre e Toninho Zemuner explorou a vida noturna paulista e todo o caos urbano que existia – e persiste – na maior cidade do país. Tratando da elite cultural (“Plateia”), prostituição (“Esquinas Cruéis”), desigualdade em seus extremos (“Pobres Ricos” e “Meninos de Rua”) e isolamento social (“Solidão de Ilha”), o trabalho é cheio de riqueza musical, passeando pela MPB, bossa-jazz e até mesmo o post-punk, com muita tranquilidade. Além da clássica “Olhos no Espelho”, o disco contém despojadas e agradáveis faixas instrumentais, confirmando a coragem e relevância que contém para a história da música cristã nacional.

    1987, Água Viva


    8º: Janires e Amigos – JaniresJanires e Amigos

    O primeiro álbum ao vivo da música cristã nacional é o registro definitivo de toda uma cena que estava se consolidando nos anos 80: Janires reuniu amigos e fincou sua respeitada imagem. Apoiado pela Banda Fé, com participação de João Alexandre, Ed Wilson, Rebanhão e muitos outros músicos e personalidades midiáticas, como o ex-jogador Baltazar e o ex-piloto Alex Dias Ribeiro, o disco é intimista, e pouco religioso. Falando de sua vida, e refletindo acerca dos testemunhos e dificuldades diárias de seus amigos, o repertório surpreende pelas belas “Mamãe”, “Alex, o Baixinho Voador”, “Helena, Todo Pecado Será Perdoado”, além da icônica “Jesus Super Herói”. No geral, Janires e Amigos é um trabalho que revela o melhor de Janires: riqueza musical, simplicidade e sinceridade.

    1985, Doce Harmonia


    7º: Situações – Grupo LogosGrupo Logos - Situações - 1984

    Após o fim do Grupo Elo, o Grupo Logos surgiu sob o comando de Pr. Paulo Cezar. Situações é o seu clássico, registro que se mostra bastante superior ao trabalho antecessor, Caminhos. Aqui, a banda aposta em um som que segue as tendências do último trabalho do Elo, Nova Canção, trazendo influências populares para a sua música. Outro destaque, acerca de sua sonoridade, é a riqueza de sintetizadores que apresenta. Portanto, além de musicalmente dentro das tendências da época, o disco possui a consistência lírica que tornaria o Logos um dos melhores grupos musicais já existentes.

    1984, Logos


    6º: Luz do Mundo – RebanhãoRebanhão - Luz do Mundo - 1983

    O céu é a temática mais clara para definir Luz do Mundo. Neste álbum, o Rebanhão apresentava uma evolução técnica considerável, em relação ao primeiro trabalho. Gravado no melhor estúdio brasileiro da época, o Estúdio Transamérica, se destaca pela suave “Hoje Sou Feliz”, com influências da MPB, e sua letra, tão atual, sobre a situação do nosso país. Embora o disco descreva, de forma bem forte e incisiva, os problemas da sociedade, não é pessimista, mas indica Cristo como a solução. Janires, claramente, era alguém fixado na Eternidade, e não deixou de cantar sobre ela até o último momento de sua vida: “Ele faz muita falta, mas não aguentaria a forma com que a igreja caminha nos dias de hoje”, disse Carlinhos Felix ao Super Gospel.

    1983, Arca Musical Evangélica


    5º: Cem Ovelhas – Ozéias de PaulaCem Ovelhas - Ozéias de Paula - 1973

    O disco Cem Ovelhas, do cantor Ozéias de Paula é, provavelmente, o mais importante álbum lançado por um artista do movimento pentecostal. O que saiu deste trabalho influenciou as gerações que viriam. Todas as onze canções que compõem o disco se tornaram sucesso e algumas delas clássicas, como “Hoje sou Feliz” e “Oh foi por mim”, além da faixa-título que se tornou um hino o qual ultrapassa o limite do tempo. Outro grande sucesso, “É Assim que eu Te Amo”, embora se tratasse de uma declaração a Deus, passou a ser considerada como uma música romântica, o que abriria portas para as diversas canções e discos apaixonados que viriam nas décadas seguintes. Com grandes letras e uma pegada ousadamente moderna para a época, Ozéias entrou para a história como o maior nome masculino da história da música pentecostal nacional.

    1973, Estrela da Manhã


    4º: Celebraremos com Júbilo – Don e AsaphDon e Asaph Borba - Celebraremos com Júbilo - 1978

    Asaph Borba, juntamente a Adhemar de Campos, são os nomes mais conhecidos, e importantes, do meio congregacional. No entanto, na segunda metade dos anos 70, Asaph já estava no meio evangélico. E, com o músico Donald Stoll, formou a dupla Don e Asaph, produzindo Celebraremos com Júbilo. Gravado totalmente em território estrangeiro, em Bay City, Michigan, nos Estados Unidos, a obra possui uma consistência sonora e instrumental bastante superior, se considerarmos os lançamentos deste período. Por sua vez, este trabalho se destaca com várias canções, mostrando que, mesmo após mais de trinta anos após o seu lançamento, é um dos clássicos de nossa música.

    1978, Life Produções


    3º: Ouvi Dizer – Grupo EloOuvi Dizer - Grupo Elo - 1978

    O Grupo Elo é um dos mais importantes grupos musicais já surgidos na música cristã. Sob o destaque das figuras de Jayrinho (in memoriam) e Pr. Paulo Cezar, a sua obra alcançou outro nível com o disco Ouvi Dizer. Enquanto Nova Jerusalém, o trabalho de estreia, se destacava por trazer instrumentos até então pouco convencionais, como a bateria e a guitarra, o disco sucessor une isso a um bom repertório, que se tornou um clássico no meio evangélico.

    Com bases gravadas nos EUA e representando uma virada no som na banda, conta com uma produção musical de altíssimo nível e músicos competentes. Assim, somos introduzidos a faixas de grande riqueza poética, como a clássica “Céu, Lindo Céu”, além das regravações de “Calmo, Sereno, Tranquilo” e “Mais Perto Quero Estar”. A melhor música, por sua vez, é “Autor da Minha Fé”, uma das mais belas canções nacionais que temos, já regravada por Cristina Mel, Carlinhos Felix, Alex Gonzaga e Paulo César Baruk.

    1978, Elo


    2º: Mais Doce que o Mel – RebanhãoRebanhão - Mais Doce que o Mel - 1981

    “Quando comecei no Rebanhão não tinha ideia do que iria acontecer. Para mim, como novo convertido, era muito normal cantar músicas em uma linguagem textual e musical jovem e divertida, mas para muitos se tratava de algo inaceitável para os padrões religiosos da época”, afirmara Pedro Braconnot ao O Propagador. De 1981 pra cá, Mais Doce que o Mel apenas foi mais reconhecido e estimado: o primeiro registro de rock e tropicália que definitivamente alcançou o meio cristão, o disco foi, por muitos anos, um escândalo.

    Com sua sonoridade ousada e direta, o repertório se destaca especialmente pelas composições de Janires que, claramente, dialogava com a cultura do nosso país. O destaque vai para o pot-pourri, cujo som, durante oito minutos, prende o ouvinte, com riffs de baixo bem marcados e um arranjo de metais de classe. A primeira música deste medley, “Salas de Jantar”, claramente faz referência à “Panis et Circenses”, do antológico disco de estreia dos Mutantes. A riqueza de sons se expande ao “Baião” e sua crítica social, e a melhor música do disco, o choro “Casinha”. Carlinhos Felix e Pedro Braconnot também surgem com as agradáveis “Monte” e “Refúgio”, guiadas por uma sonoridade que passeia pelo pop rock e rock progressivo.

    Mais Doce que o Mel não foi muito bem recebido por conta de suas músicas questionadoras, livres e diretas, mas nada foi mais polêmica do que a capa, em que Janires esbanja simplicidade, com a camisa aberta. ‘Censurada’, a capa teve que ser refeita em outra edição. Além das críticas, boicotes e acusações de satanismo, o reboliço causado pela música do Rebanhão apenas expandiu a sua popularidade, tornando-os conhecidos por todo o país.

    1981, Doce Harmonia


    1º: De Vento em Popa – Vencedores por CristoDe Vento em Popa - Vencedores por Cristo - 1977

    Um dos discos mais aclamados até hoje em termos de letras, ritmos, vocais e instrumentais. A grande importância desse trabalho reside na proposta diferente que trazia, na linguagem inovadora e na influência que provocou em tantos artistas cristãos, que estavam sendo formados naquela época, e mesmo em épocas posteriores. Pela primeira vez, os Vencedores por Cristo lançavam um disco com canções totalmente autorais e cujas letras e sonoridade dialogavam, sem medo, com a cultura brasileira.

    “Eu o considero um marco porque Vencedores àquela altura era o grupo musical de maior penetração no meio cristão devido às equipes que viajavam por todo o país divulgando o trabalho musical da organização”, diria Jorge Camargo, em entrevista ao Arquivo Gospel. De Vento em Popa foi o único disco cristão a ser tema de uma tese de mestrado, defendida na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Ainda, esta obra, devido a sua qualidade musical, transpassou as barreiras do meio cristão, servindo de influência para alguns músicos ‘seculares’, sendo citado, recentemente, por Ed Motta, como “um disco raro no gospel”.

    Aliando-se à música brasileira, na pretensão de nacionalizar as canções cristãs da época, era um contraponto a tantas versões que eram feitas (profético?). Reúne músicas de grandes compositores da música cristã: Aristeu Pires Junior, Artur Mendes, Ederly Chagas, Guilherme Kerr, Sérgio Pimenta e Nelson Bomilcar, que também participam nos vocais e instrumentais. Um disco em que brasilidade, poesia, qualidade e espiritualidade se harmonizam.

    1977, VPC Produções


    Eleitores: Alex Eduardo (músico), Danilo Andrade (editor-chefe, O Propagador), João Dias (historiador), Leiliane Lopes (jornalista), Philipe Daniel (músico), Rafael Ramos (jornalista e editor-chefe, Gospel no Divã), Roberto Azevedo (editor-chefe, Super Gospel), Rogério Oliver (pesquisador, Gospel no Divã), Ruben Mukama (músico), Salvador de Souza (historiador), Tayse Souza (editora, O Propagador), Tiago Abreu (editor colaborador, Super Gospel).

    Contribuintes: Alexandre Pereira, Charles Spencer, Cleber Nadalutti, Gesson Vasconcelos, Jhonata Fernandes, Philippe Santos, Renan Lima, Thiago Ferreira.

  • Fique Sabendo – Davi Sacer, Fernandinho, Thalles e muito mais

    Mais uma sexta-feira chegou e vamos ver as novidades desta semana. Vamos lá?


    Davi Sacer grava DVD com inéditas e regravações do Trazendo a Arca

    O cantor Davi Sacer gravou, na semana passada, um novo projeto, chamado Meu Abrigo. O disco, considerado um grande desafio em sua carreira, foi composto majoritariamente por faixas inéditas, produzidas por Ronald Fonseca, ex-tecladista do Trazendo a Arca. Além de conter algumas (poucas) músicas do seu trabalho anterior, Venha o Teu Reino, o músico incluiu duas regravações do Trazendo a Arca: “Contigo Habitarei”, do álbum Salmos e Cânticos Espirituais e “Quero ser Como Tu”, de Na Casa dos Profetas.


    Músicos cristãos prestam tributo aos pais nas redes sociais

    Neste último domingo, foi o dia dos pais, e músicos cristãos prestaram tributo a ele nas redes. Um deles, foi Duca Tambasco, baixista da Oficina G3 e irmão do cantor Déio Tambasco: “[…] quando cresci e notei isso, aí ficou ainda mais patente pra mim, “esse cara é um norte pra mim! é o exemplo de caráter que quero imitar, que quero levar adiante””, disse o instrumentista, em uma foto com seu pai e irmãos.

    Cantores também falaram acerca de pais falecidos, como o caso de João Alexandre e Vanilda Bordieri. João disse: “Aprendi tantas coisas vivendo com ele! O valor da honestidade, da perseverança do dia a dia, da tarefa de cuidar (com seus defeitos muito menores do que suas virtudes!) da educação e dos rumos dos filhos, da importância da firmeza com doçura que um pai deve ter!”. Vanilda, que já escreveu uma canção sobre o falecimento de seu pai, postou no Instagram: “Homem honrado abençoado pai de 16 . Nunca nos deu mau testemunho. Ficou cego aos 60 anos. Cuidava das mandiocas, milhos Fazia sorvete. e deixou um legado repleto de Bons exemplos. Morreu com mais de 80 Segurando minha mão e a mão da @celiasakamoto”.

    Leia também: TOP 10 – músicas para os pais


    Thalles inicia parceria com o Renascer Praise

    Após ser consagrado pastor da Igreja Renascer em Cristo, Thalles iniciou uma parceria com o Renascer Praise. Em uma foto publicada no Instagram, o músico estava ao lado do instrumentista Daniel Silveira, a quem prestou homenagem. Em setembro, ocorrerá o Congresso Cheios do Espírito Santo. Confira abaixo uma das canções do RP19, escrita por Thalles:


    Mariana Ava apresenta capa de novo disco, Pés Firmados

    A cantora Mariana Ava divulgou, em suas redes sociais, a capa de seu novo disco, que será lançado pela Sony Music. Pés Firmados teve a direção de arte de Lincoln Baena e será o primeiro trabalho da cantora desde sua última indicação ao Troféu Promessas.Mariana Ava - Pés Firmados


    Confira a capa do novo CD de Fernandinho, Galileu

    Abaixo, veja a capa do novo álbum ao vivo de Fernandinho, Galileu:Fernandinho - Galileu - 2015


    Até a próxima semana!

  • TOP 10 – Bandas gospel e ministérios de maior destaque na atualidade

    Esses ministérios e bandas gospel são cantados e tocados por igrejas no Brasil afora. Podem não ser os melhores, mas, há uma quantidade considerável de anos, tem conquistado um público e se destacado na cena cristã.

    Decidimos aqui colocar grupos que se intitulam como ministérios ou fazem música congregacional, não abrangendo, assim, outros estilos, como bandas gospel de rock, pop, e outros gêneros.

    Vamos conferir? (Lista atualizada em junho de 2015).

    [tabs]

    [tab title=”10º”]

    Ministério Unção de Deus

    O Ministério Unção de Deus surgiu em 2003, e graças a composições e produção musical de Ronald Fonseca, alcançou sucesso nacional em 2005 com o álbum Para Chamar Tua Atenção e o hit “Fala Deus”, que foi indicado ao Troféu Talento. Dando continuidade, o grupo lançou, em 2008, o álbum Separados, com composições de Ronald, Luiz Arcanjo, Davi Sacer e do vocalista Rafael Novarine. A canção “Palavra Final” se tornou bastante notória. Apesar de terem escorregado com Estou Pronto, a banda lançou, em 2014, o álbum Confia.

    https://www.youtube.com/watch?v=Bdzp99ElKF8

    [/tab]

    [tab title=”9º”]

    Adoração e Adoradores

    Um projeto de Massao Suguinhara, o Adoração e Adoradores foi sucesso por várias músicas, como “Vim para Adorar-Te” e até mesmo “Foi por Amor”, do seu álbum mais recente. Um dos seus destaques são as várias parcerias e participações especiais nos discos, como Ana Paula Valadão, David Quinlan, Daniela Araújo, Fernandinho, Adhemar de Campos, Fernanda Brum, Filhos do Homem, Paulo César Baruk, André Valadão e outros.

    https://www.youtube.com/watch?v=v7Lh0raMIqI

    [/tab]

    [tab title=”8º”]

    Ministério Ipiranga

    O Ministério Ipiranga tornou-se nacionalmente conhecido através do cantor e ex-vocalista Davi Passamani. Oriundos da Igreja do Evangelho Quadrangular, o grupo é até hoje lembrado pelo hit “Resusscita” e pela canção “Última Chance”. O Ministério Ipiranga perdeu um pouco sua notoriedade nos últimos anos com a saída de Davi, mas suas músicas ainda são lembradas.

    [/tab]

    [tab title=”7º”]

    Sarando a Terra Ferida

    O Sarando a Terra Ferida é uma banda gospel de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, e tornou-se nacionalmente conhecido através da canção “Seja Adorado”. O grupo soma vários álbuns lançados pela MK Music, e ganha o nosso sétimo lugar dentre as bandas gospel, principalmente por seu trabalho estar recebendo, aos poucos, destaque em igrejas cristãs pelo país. O disco mais recente é Deus do Secreto, e o clipe da faixa-título já alcançou quase dois milhões de visualizações.

    [/tab]

    [tab title=”6º”]

    Pedras Vivas

    Apesar do nome Pedras Vivas ter surgido em 2011, a banda é muito mais antiga do que isso. Já foram chamados de Comunidade Cristã de Goiânia, quando fizeram sucesso com a música “Poder da Oração”, nos vocais de Alda Célia, do álbum homônimo, lançado pela MK Music. Quando a igreja a qual fazem parte mudou de nome, o grupo passou a ser chamado de Ministério Fonte da Vida de Adoração. Nesta época, o Pedras Vivas foi apenas um sucesso local, o que dificultava sua inserção nos louvores de outras igrejas, até mesmo de Goiânia. Após discos como Geração Apostólica (2006) e Santidade ao Senhor (2007), o grupo reduziu a sua formação, mudou seu nome para Pedras Vivas e lançou o álbum Na Tua Memória pela Sony Music. A partir disso, sua música ficou conhecida por todo o país, e ao pouco se insere nos repertórios das igrejas, logrando como uma das principais bandas gospel da atualidade.

    [/tab]

    [tab title=”5º”]

    Trazendo a Arca

    Se este TOP 10 tivesse sido feito em 2008, certamente o Trazendo a Arca estaria no topo em relação as bandas gospel. A cisão do Toque no Altar, que gerou este grupo, foi um sucesso meteórico com o álbum Marca da Promessa, que gerou hits como a faixa-título, “Sobre as Águas”, dentre praticamente todas as músicas do álbum. Sua gravação no Maracanãzinho em 2008, é, até hoje, uma das produções mais ambiciosas do gospel nacional. No entanto, em 2009, a banda embarcou na proposta de apresentar canções mais complexas e reflexivas, o que gerou a trilogia formada pelos álbuns Pra Tocar no Manto, Salmos e Cânticos Espirituais e Entre a Fé e a Razão. Este último foi produzido sem dois integrantes, Verônica e Davi Sacer. O Trazendo a Arca acabou escorregando no álbum Na Casa dos Profetas, gravado sem a participação de seu produtor, pianista e arranjador, Ronald Fonseca. Desde então, o conjunto nunca mais foi o mesmo de seus anos áureos. No entanto, sua coleção de sucessos ainda o faz ter um alto público em apresentações, sobretudo em relação as músicas escritas por Luiz Arcanjo, o principal e mais proficiente compositor do Trazendo a Arca desde sempre.

     

    [/tab]

    [tab title=”4º”]

    Voz da Verdade

    Mesmo não sendo uma banda congregacional propriamente dita, o Voz da Verdade é uma banda fundada no final dos anos 70, como o grupo musical de uma igreja com o mesmo nome. Representada pelos irmãos Carlos e José Luiz Moysés (este último, que saiu recentemente) a banda atravessou décadas, mudou seu som e integrantes. Pais e filhos passaram pelo grupo, integrantes morreram, mas o conjunto segue na ativa. Também polêmico por questões teológicas, a banda colecionou sucessos ao longo dos anos, como “4ª Dimensão”, “Lute”, “Sou um Milagre”, “Coração Valente”, “Projeto no Deserto”, “Pra que”, “O Escudo”, dentre outras. Seus discos mais recentes receberam menor apelo popular, mas o grupo contém um público muito forte nas igrejas pentecostais. Com a cisão recente na formação, em que metade dos membros saíram, o grupo lançou o álbum Heróis em 2014, mas mantém-se como uma das bandas gospel de maior tradição no gênero.

    https://www.youtube.com/watch?v=dIeFGhEIUYw

    [/tab]

    [tab title=”3º”]

    Renascer Praise

    O Renascer Praise sempre foi um grupo bastante conhecido nos arredores de São Paulo, mas manteve-se um pouco desconhecido nos demais locais do Brasil. A expansão de sua popularidade começou em 2010, quando o grupo assinou um contrato com a Sony Music e lançou Andando Sobre as Águas. Uma de suas canções mais conhecidas é “Lugares Altos”, e durante estes anos, o grupo contou com o apoio de cantores e bandas que eram parte da Renascer em Cristo, como o grupo de rock Resgate, o Katsbarnea, o cantor Marcelo Aguiar e o rapper DJ Alpiste. Recentemente, foram indicados ao Grammy Latino com seu décimo oitavo álbum, Canto de Sião.

     

    [/tab]

    [tab title=”2º”]

    Diante do Trono

    O Diante do Trono foi, por mais de uma década, e talvez até os dias de hoje, como o nome mais comum e lembrado quando se trata de bandas gospel em geral. Fundado pela cantora e compositora Ana Paula Valadão, passaram grandes nomes da música cristã pelo grupo, como Nívea Soares e André Valadão. Com canções clássicas como “Águas Purificadoras”, “Preciso de Ti” e “Coração Igual ao Teu”, várias de suas canções antigas ainda tocam em muitas igrejas pelo país. A partir de 2005, com Ainda Existe uma Cruz, as canções do grupo se tornaram cada vez mais complexas, e com a popularidade de grupos como o Toque no Altar, a notoriedade da música do Diante do Trono foi caindo gradativamente. Com os anos, novos integrantes foram entrando, com destaque a Israel Salazar. O Diante do Trono viu seu sucesso reaquecer com Creio, mas mesmo assim perdeu os trilhos nos lançamentos subsequentes. Mas é claro, o Diante do Trono é o Diante do Trono e mesmo assim possui uma base de fãs impressionantes, que lotam seus eventos por todo o Brasil.

    https://www.youtube.com/watch?v=FhbjwOWwCCk

    [/tab]

    [tab title=”1º Lugar” icon=”trophy”]

    Livres para Adorar

    Eles existem desde 2005, mas sua popularidade se estendeu em 2009, com o disco Pra que Outros Possam Viver. As canções “Mais Forte que a Morte” e “Vai Valer a Pena” se tornaram sucesso em muitas igrejas no Brasil, e a regravação desta última, com a participação de Heloisa Rosa, confirmou isso. Apesar do nome Livres para Adorar ser forte, a imagem do vocalista do grupo, Juliano Son, tem-se destacado fortemente nos últimos anos, quase como um cantor solo. O músico foi o autor do conceito por trás de Mais um Dia, lançado em 2011, e que foi notório por sucessos como “Quando o Mundo Cai ao Meu Redor”, “O Ladrão em Mim” e “Um Lugar para Descansar”. Com influências do rock alternativo, britpop e de composições melancólicas, Son & Cia tem conquistado espaço no repertório das igrejas.

    [/tab]

    [/tabs]

    E aí, o que acharam da nossa lista de ministérios e bandas gospel? Mudaria alguma de lugar, tiraria ou acrescentaria? Comente, sua participação é importante!

  • TOP 10 – Melhores álbuns de 2005

    Há dez anos estávamos em 2005, um ano cheio de lançamentos. Pensando nisso, a equipe O Propagador, composta por colunistas adeptos de diferentes gostos e opiniões discutiram e escolheram a lista, que busca ser a mais imparcial e impessoal possível. Alguns critérios foram levados em conta, como produção musical, arranjos, letras e principalmente adequação ao estilo proposto.

    Vamos conferir?


    10º: Deus de Promessas – Toque no Altar

    Deus de Promessas - Toque no Altar - 2005Um dos principais discos da carreira do Toque no Altar, Deus de Promessas possui algumas das mais icônicas canções congregacionais da última década. Não há evangélico no Brasil que não tenha ouvido pelo menos uma vez “Deus de Promessas”, “Bendito eu serei” ou “Se a Tua voz ouvir”. Produzido por Ronald Fonseca e Davi Sacer, o projeto buscou seguir uma temática clara: as promessas do Senhor para o seu povo começando pela história de Abraão. Um dos detalhes que chama a atenção neste trabalho é a quantidade de faixas, bem abaixo do padrão usual no momento, somando oito canções, mais uma mensagem do pastor Marcos Gregório. O CD tornou-se um marco não apenas na trajetória do Toque no Altar, mas também na história da música cristã. Não à toa, o grupo foi indicado a nove categorias do extinto Troféu Talento saindo vitorioso em cinco, entre elas Melhor CD – Adoração e Louvor, Música do ano e Destaque 2005. (texto por Danilo Andrade)

    Ouça: Deus de Promessas, Bendito eu Serei e Se a Tua Voz Ouvir


    Ludmilaferber_adoracaoprofetica49º: Nunca Pare de Lutar – Ludmila Ferber

    Mesmo se tratando de um disco um tanto quanto inconsistente, Ludmila Ferber se garante como artista. O repertório é autoral e diz respeito a questões incomuns, ou pouco cantáveis no meio cristão. A faixa-título do álbum é uma de suas canções mais fortes, e, claro, o disco se destaca por outras músicas, embaladas por uma banda de apoio de respeito. (texto por Tiago Abreu e Renan Pablo)

    Ouça: Nunca Pare de LutarVai Tudo Virar Crente Profetiza


    Milagres_-_André_Valadão8º: Milagres – André Valadão

    Mesmo ainda como um embrião do Diante do Trono, André Valadão começava a por as “garras” para fora e apresentava seu som, mais pautado no pop rock e menos sinfônico. Apesar de conter algumas músicas dispensáveis, Milagres contém seus pontos altos, como a canção que intitula o projeto, entre outras, como “Livre Sou”. (texto por Renan Pablo e Tayse Souza)

    Ouça: Milagre e Tempo de Milagres


    7º: Antes do Sol Nascer – Nádia Santolli

    Nádia Santolli - Antes do Sol NascerNão é a sua área, mas teve êxito. Nádia Santolli é, claramente mais confortável no pop rock, mas Antes do Sol Nascer, seu registro com influências do louvor comunitário parece ir além do que aguardamos em bons discos congregacionais: letras interessantes e que fogem parcialmente do contexto adoração e louvor. Como uma fuga parcial, o disco não é prejudicado por sua versatilidade, e no geral é um ponto alto na carreira da cantora, conhecida por seu talento vocal. Produzido por Kleber Lucas, veio a figurar uma das melhores letras de Nádia, “Antes do Sol Nascer”. (texto por Tiago Abreu)

    Ouça: Antes do Sol Nascer


    6º: Ainda Existe Uma Cruz – Diante do Trono

    Diante do Trono Ainda Existe uma Cruz 2005O princípio do oitavo trabalho do Diante do Trono é a afronta direta à Teologia da Prosperidade, elaborando uma grande metáfora a respeito do quebrantamento. O grande segredo de Ainda Existe uma Cruz, é que, de uma forma bem minuciosa, nos mostra que o cristianismo, atualmente, não aprende e não evolui. Embora tenha sido criticado por ser um disco com nuances de uma estrutura tão simples quanto efetiva, apresenta o cru do evangelho tão esquecido, além de muitos detalhes complexos e subjetivos por toda a obra.  (texto por Rodrigo Berto)

    Leia a resenha do álbum Ainda Existe uma Cruz aqui.

    Ouça: Ainda Existe Uma CruzIsaías 40 e Quero Seguir-Te


    5º: Acústico – Voices

    Voices - Acústico - 2005Incomum para uma gravação de estúdio, o Voices fez um disco de canções acústicas distante do público, mas o que mostrou ser uma proposta diferente de tudo o que o grupo vocal tinha apresentado antes. Com a entrada de Lilian Azevedo e a despedida de Jozyanne, Acústico é uma escolha obrigatória para qualquer um que procura ouvir Voices. O álbum tem algumas músicas que se tornaram bem conhecidas, como “Meu desejo”, “Vivo Ele está”, “Tudo é possível” e “Recomeçar”. (texto por Tayse Souza)

    Ouça: Recomeçar, Meu Desejo e Tudo é Possível


    4º: Deus – Lauriete

    Lauriete Deus 2005

    Uma das grandes referências quando o assunto é música pentecostal: essa é Lauriete. Em sua longeva carreira, a cantora lançou diversos CDs de grande repercussão e em 2005 lançou o que pode ser considerado o melhor trabalho pentecostal do ano, o CD Deus. Com canções fortes, não demorou pra cair na boca dos inúmeros grupos de circulo de oração e mesmo da juventude por todo o país. Canções como “Óleo Santo”, a versão “Dias de Elias” (Daysof Elijah), “Deus vai agir”, entre outras conseguiram grande repercussão. O destaque realmente é a qualidade do repertório aliado a uma produção impecável. Em suma, Deus completa dez anos de lançamento, mas continua tão atual quanto em sua época. (texto por Danilo Andrade)

    Ouça: Dias de Elias, Óleo Santo e Deus Vai Agir


    3º: Terremoto – Eyshila

    Eyshila - Terremoto - 2005É o melhor álbum de Eyshila. Gravado ao vivo na Igreja Assembleia de Deus da Penha, no Rio de Janeiro, é em Terremoto que a cantora estabelece um projeto totalmente congregacional, e relativamente temático. Canções como “Chuva de Poder”, “Terremoto”, “Fala Comigo”, “Vontade de Adorar” são, até hoje, constantes nas apresentações da artista e estão dentro de seus maiores sucessos. (texto por Tayse Souza e Tiago Abreu)

    Ouça: Terremoto, Fala Comigo e Chuva de Poder


    2º: Além do que os Olhos Podem Ver – Oficina G3

    Oficina G3 - Além do que os Olhos Podem Ver - 2005A saída de PG inspirou a Oficina G3 a fazer o seu melhor trabalho pós-Indiferença. Além do que os Olhos Podem Ver tem todos os elementos de um álbum de rock de respeito: produção musical afiada, riffs marcantes, letras instigantes, mas ao mesmo tempo sensibilidade artística. As interpretações vocais de Juninho Afram são esforçadas, e em relação aos discos anteriores, chega a ser fantástica. Refletindo sobre os relacionamentos humanos, hipocrisia religiosa e os vários “juízes”, a lírica do disco é muito superior aos trabalhos antecessores do trio. O resultado foi imediato: 20 mil cópias vendidas em três dias e disco de ouro em poucos meses. (texto por Tiago Abreu)

    Ouça: Réu ou Juiz, A Lição e O Fim é só o Começo


    1º: Apostólico – Renascer Praise

    Renascer Praise 12 - ApostólicoO melhor álbum de 2005 é uma das maiores produções do meio gospel nacional. Gravado ao vivo no dia 7 de setembro de 2005, no Estádio do Pacaembu, com um público de 70 mil pessoas, o Renascer Praise 12, intitulado Apostólico, fala sobre a vida de Josué, e faz uma analogia aos 12 apóstolos, ao mesmo tempo em que conta com 12 canções, celebrando também os 12 anos de carreira do grupo. A maior gravação do Renascer Praise até hoje, contou com um corpo de bailarinos composto por 3 mil bailarinos, das igrejas Renascer em Cristo, bem como as baterias ”De Bem com a Vida” e ”Salmo 150”, além do grupo de percussão ”Guerreiros da Luz”, e uma orquestra formada por mais de 100 músicos. Todos sobre um dos maiores palcos montados no país, cuja concepção permitiu-lhe interligar-se ao tobogã geral do estádio, onde um dos maiores corais do país, constituído por 12 mil cantores, de diversas Igrejas Renascer Em Cristo, se posicionou, e interagiu com as canções formando um imenso telão humano, exibindo nomes e imagens, entre eles a bandeira nacional, o número 12, em menção à gravação, o nome ”Jesus” e a pomba do Espírito Santo. (texto por Renan Pablo)

    Ouça: Na Força Do Louvor, Alvo Mais que a Neve e Na Tua Presença


    O que achou da nossa lista? Mudaria algum álbum de lugar? Sugeriria outro? Comente, sua opinião é importante!

  • TOP 10 – músicas sobre o Brasil

    O Brasil é nossa pátria amada, as vezes tão criticada, em muitas muito odiada pelos seus “filhos”. O país já foi tema de várias canções, algumas enaltecendo suas qualidades, em outras evidenciando suas falhas. Com isso, O Propagador apresenta aos leitores este TOP 10 de músicas sobre o Brasil, com destaque ao meio gospel.

    Vamos lá?

    [tabs]

    [tab title=”10º”]

    Somos Tua Igreja – Renascer Praise

    O Renascer Praise tem quase 25 anos de carreira, e apesar de ter muitos sucessos, algumas canções do grupo paulista foram esquecidas com o tempo. “Somos Tua Igreja” é uma delas, ressaltando o peso e a importância do povo de Deus no país, e exaltando-o como Senhor desta terra. Certamente, é uma das merecedoras músicas que falam sobre o Brasil. (1996)

    [/tab]

    [tab title=”9º”]

    Árvore de Bons Frutos – Apocalipse 16/Pregador Luo

    O Apocalipse 16, hoje praticamente a carreira solo de Pregador Luo lançou esta música, que retrata a importância de nós, cristãos, gerarmos fruto em nossas vidas. A partir desta abordagem, Pregador Luo cita estados e cidades brasileiros como forma de exemplificar que existem “árvores de bons frutos” por todo o país. O clipe da música pode ser conferido a seguir. (2009)

    [/tab]

    [tab title=”8º”]

    A Voz do Brasil – Khorus

    “A Voz do Brasil” talvez seja um dos maiores sucessos da banda Khorus e uma das músicas sobre o Brasil mais conhecidas do meio cristão. A canção relaciona o programa de rádio A voz do Brasil com o país em si, evidenciando vários problemas da nação em aspectos sociais, e a redenção de Jesus Cristo. (2003)

    [/tab]

    [tab title=”7º”]

    País da Adoração – André Valadão

    Utilizando-se da popular afirmação de que o Brasil é o país do futebol, André Valadão cita, em sua composição que o território também é o lugar da adoração. Integrante do álbum Alegria, a canção tem uma pegada pop rock e utiliza-se de arranjos de metais. Em 2014, pela Copa do Mundo, André a regravou e lançou como single e novo clipe. (2006)

    https://www.youtube.com/watch?v=AAQVpyXJouM

    [/tab]

    [tab title=”6º”]

    O Brasil é do Senhor – Damares

    Damares é uma das artistas mais famosas do meio pentecostal, e “O Brasil é do Senhor” é integrante do seu álbum Diamante. A canção, escrita por Agailton Silva cita todos os estados do Brasil e suas respectivas regiões, reafirmando que o país “é do Senhor”. (2010)

    [/tab]

    [tab title=”5º”]

    Brasil – Oficina G3

    A canção, do álbum O Tempo aborda as mazelas sociais do Brasil e críticas ao próprio povo, que parece não se voltar, tampouco importar com as coisas de Deus. Seu refrão é enfático: “Brasil! Se volte pra Deus“. Destaque para a interpretação vocal de PG e os riffs de Juninho Afram. (2000)

    [/tab]

    [tab title=”4º”]

    Jesus, o Brasil quer Te Adorar – Eyshila

    A mais recente dentre as músicas sobre o Brasil desta lista, “Jesus, o Brasil quer Te Adorar” fala sobre a receptividade dos brasileiros, também traçando um equilíbrio entre os pontos bons e ruins da nação. Também trabalha com muitos arranjos de metais e sonoramente faz uma espécie de crossover com o samba. (2012)

    [/tab]

    [tab title=”3º”]

    Pra Cima Brasil – Milad/João Alexandre

    João Alexandre é um expoente da música cristã nacional. Com mais de trinta anos de carreira, o cantor já apresentou várias músicas de reflexão e crítica social. “Pra Cima Brasil” é uma delas. Gravada com o grupo Milad e regravada pelo cantor em carreira solo, a música aborda várias questões que remetem à violência, injustiça e desigualdade econômica. Vale lembrar que, o período em que a canção foi gravada foi o mais difícil que o Brasil pós-ditadura vivenciou. O grupo Arautos do Rei também já a regravou. (1990/1991)

    [/tab]

    [tab title=”2º”]

    A Hora do Brasil – Resgate

    O Resgate é uma das bandas mais conceituadas do rock cristão. E o rock cristão, em sua essência apresenta muitas críticas sociais. Desta forma, o grupo nos brinda com “A Hora do Brasil”, uma de suas canções recentes mais explosivas, abordando todas as contradições visíveis: “Diziam que eram coitados, amordaçados pela censura / Agora, desfilam nas bancas e imprimem a própria ditadura” (2010).

    [/tab]

    [tab title=”1º Lugar” icon=”trophy”]

    Brasil – Diante do Trono

    O primeiro lugar vai para o Diante do Trono, com uma das músicas que falam sobre o Brasil mais conhecidas do meio cristão. A letra, de Ana Paula Valadão relaciona também o arrependimento da população de seus pecados para que Cristo sare a Terra. (2002)

    https://www.youtube.com/watch?v=w3_FLOgMQmM

    [/tab]

    [/tabs]

    E aí, o que acharam da lista? Que mais músicas sobre o Brasil vocês conhecem?

  • Divulgada lista de indicados ao Grammy Latino 2014

    Os ganhadores do Latin GRAMMY® serão anunciados no dia 20 de novembro quando a maior noite da música latina® será transmitida pela Univision a partir da MGM Grand Garden Arena em Las Vegas.

    A lista com os indicados à 15ª edição do Grammy Latino Awards foi divulgada nesta quarta-feira (24). O Grammy Latino deste ano registrou um recorde de mais de10.000 inscrições durante um período de 12 meses de elegibilidade (1˚ de julho de 2013 – 30 de junho de 2014), e todos os membros da Academia Latina da Gravação foram capazes de enviar trabalhos para apreciação através de um processo de inscrição on-line. Cédulas finais de votação serão enviadas no dia 1˚ de outubro aos membros votantes da Academia Latina da Gravação, e devem regressar para a firma de contabilidade da Deloitte até 22 de outubro, onde serão tabulados e os resultados revelados durante a transmissão do Latin GRAMMY. Este ano, pela terceira vez, a Academia Latina da Gravação e Spotify trabalharão juntos para oferecer aos membros votantes e todos os fãs de música a oportunidade de ouvir as canções indicadas para a 15ͣ Entrega Anual do Latin GRAMMY. Mais detalhes serão anunciados em breve.

    Um número limitado de ingressos para a Entrega Anual do Latin GRAMMY deste ano estará disponível para o público dia 24 de setembro e podem ser adquiridos via Ticketmaster.

    Na categoria “Melhor álbum de música cristã em Língua Portuguesa” deste ano, temos a cantora Aline Barros com o disco “Graça”, Soraya Moraes com “Céu na Terra”, Jotta A com seu segundo álbum “Geração de Jesus”, Anderson Freire com a coletânea “Anderson e amigos” e o ministério Renascer Praise com seu 18º disco “Canto de Sião”.

    A cantora Aline Barros está em sua décima indicação ao Grammy. Das nove vezes em que foi indicada, saiu vitoriosa cinco vezes. Soraya Moraes também possui quatro estatuetas, sendo três conquistadas em uma única edição da premiação em 2008 nas categorias melhor álbum de música cristã em língua portuguesa, melhor álbum de música cristã em língua espanhola e melhor música brasileira com a canção “Som da Chuva”.

    Anderson Freire teve sua primeira indicação ao prêmio na edição de 2013, nas categorias Melhor álbum cristão em Língua portuguesa com “Raridade” e melhor música brasileira com a canção “A Igreja vem”.

    Academia Latina da Gravação é uma organização internacional composta por artistas, músicos, compositores, produtores e outros profissionais técnicos e artísticos da gravação de língua espanhola e portuguesa. A organização se dedica a melhorar a qualidade de vida e as condições culturais da música latina e de seus criadores. Além de produzir a Entrega Anual do Latin GRAMMY para premiar a excelência nas artes e nas ciências da gravação, a Academia Latina da Gravação promove programas educacionais e assistenciais para a comunidade musical latina.

  • Rocklogia – O movimento gospel

    Observando a linha do tempo, percebemos que as bandas de rock cristão, juntamente com outros grupos como o Vencedores por Cristo estavam na ponta da vanguarda na modernização da música cristã nacional. Durante os próprios anos 80, alguns sinais indicavam algo que estava por vir: o movimento gospel.

    A começar, como dito no post da contratação do Rebanhão com a gravadora PolyGram, alguns olhares começaram a ver que devido a fidelidade do público evangélico, a distribuição de álbuns era algo financeiramente promissor. E pelo fato destes trabalhos serem lançados por pequenos selos, a certificação e o cálculo de vendas (hoje pela ABPD) não eram feitos. Tem-se dito, por exemplo, que o disco Cem Ovelhas de Ozéias de Paula vendeu mais de dois milhões de cópias. E a informação é muito provável de ser verdadeira, já que é um dos álbuns cristãos nacionais mais conhecidos do século XX (se não o mais conhecido), mas lançado por uma pequena e extinta gravadora.

    Ozéias de Paula, Rebanhão e Álvaro Tito foram os nomes nos quais a gravadora apostou. Mas, outro aspecto, além da distribuição denomina o que chamamos de movimento gospel: se antes, a música cristã brasileira era envolvida por preconceito, principalmente no que se refere a uso de instrumentos e tecnologia, tais barreiras aos poucos eram quebradas. O próprio Rebanhão, como disse antes gravou seu álbum Luz do Mundo no estúdio Transamérica, onde os grandes artistas da música nacional gravavam, por ser o melhor estúdio da época. Carlinhos utilizava uma guitarra Fender (ao qual continuou a usar durante décadas), Pedro Braconnot um sintetizador Phophet-5, no qual era utilizado mundialmente por grandes músicos. Outro ponto é a apresentação em casas de shows seculares, nos quais Marina de Oliveira também passou a se apresentar logo depois.

    O olhar religioso para “música de igreja” deu lugar a uma visão horizontal, de evangelismo no fim dos anos 80, para letras que fugiam das previsíveis rimas, dando lugar a mensagens contextualizadas com o ambiente. Surgiu o Sinal de Alerta, Complexo J e em 1989 era fundada a promissora gravadora Gospel Records por Estevam Hernandes. Não apenas a gravadora, mas não há a menor dúvida de que a Igreja Renascer em Cristo foi o principal componente deste movimento, aliado aos grandes eventos que promovia, como o SOS da Vida e a Marcha para Jesus.

    O primeiro álbum “gospel” do Brasil, também lançado em CD foi Princípio do Rebanhão, e consequentemente marcou uma geração pela enorme evolução no repertório, produção musical e arranjos (em um post falaremos mais detalhadamente deste disco). Foi o primeiro álbum distribuído pela gravadora. A Gospel Records lançou vários nomes durante os anos 90, como o Renascer Praise, Resgate, Oficina G3, Fruto Sagrado, Katsbarnea, João Alexandre e muitos outros artistas. De uma pequena igreja árabe tornou-se um império, embora a partir dos anos 2000 a igreja infelizmente perdeu seu foco.

    Mas a Gospel Records não foi a única gravadora a apresentar algo diferenciado, e um pouco antes a Bom Pastor, do cantor Luiz de Carvalho tinha lançado alguns nomes, como a Banda Azul, Armando Filho e Cristina Mel. A MK Music apresentou Marina de Oliveira, Complexo J, logo se tornando a maior gravadora ‘gospel’ do Brasil. No mesmo período também surgia a Line Records.

    E por que o termo ‘gospel’? Em português, significa evangelho. O gospel aqui resume e facilita, num tom comercialmente melhor toda a música evangélica produzida no país. A ideia veio bem a calhar, pois até hoje a utilizamos, há quase 30 anos do início do movimento.

    Há certa controvérsia a respeito do fim do movimento gospel. O autor Salvador de Souza, colecionador do maior acervo de álbuns cristãos no Brasil acredita que foi em 1999, e eu particularmente concordo. Por volta deste ano, vários músicos e bandas encerraram a carreira e tivemos o boom do “louvor e adoração”, tendo o Diante do Trono como seu maior expoente com o álbum Exaltado. Por outro lado, outras pessoas afirmam que o movimento não morreu na década de 90, mas tomou outras ramificações e adaptações ao contexto.

    Nas próximas semanas, a Rocklogia apresentará a segunda geração das bandas de rock trazidas pelo movimento gospel.

    Leia também: O movimento gospelMovimento gospel, estratégias de proselitismo e as dinâmicas identitárias da juventude evangélica em Campina Grande / A explosão gospel: um olhar das ciências humanas sobre o cenário evangélico no Brasil

  • Análise: CD Canto de Sião – Renascer Praise

    No dia 15 de outubro de 2013, em Amnon Beach Kineret, às margens do mar da Galiléia, em Israel, foi gravado o Canto de Sião, décimo oitavo trabalho do Renascer Praise, um dos maiores ministérios de Louvor do Brasil, e da América Latina, durante a Caravana Apostólica, que anualmente é realizada, pela Igreja Apostólica Renascer em Cristo, à Terra Santa.

    Não é a primeira vez que o grupo grava em Israel. Seu sétimo trabalho, Ressurreição, foi o primeiro CD gospel brasileiro gravado na Terra Santa, e o primeiro do mundo gravado em um teatro a céu aberto, em Israel, na cidade de Beht-Shean.

    E não poderia ser de outra maneira; mais uma vez o louvor e a adoração marcaram o trabalho do ministério, que é referencia no meio gospel.

    Diferente das grandes aberturas de projetos anteriores, como o Restauração, Apostólico e Reinando em Vida, Canto de Sião, que abre o projeto, e o intitula também, inicia-se ao som das cordas, com um solo de violino, e de vozes, e com uma pequena palavra da Bispa Sonia Hernandes, sobre Isaías 9, e segue falando sobre a promessa contida em Joel 2:24. Neste mesmo calor, 1000 graus, composta por Clóvis Pinho, assume seu lugar entre os destaques do louvor, e nos mostra o que acontece quando o povo de Deus louva Seu nome, e O adora, a temperatura sobe, pois o fogo cai, e o inimigo vai ao chão. E se o inimigo vai ao chão, a vitória é do Seu povo, como está escrito nos versos de Poderoso nas Batalhas, que engloba um Hino “tradicional”, Se O Espírito De Deus Se Move Em Mim.

    Dom da Fé, composta por Elyas Vianna e Oseas Silva, que também sola a canção, traz uma das mais fortes mensagens de todo o trabalho, uma fé que confia absolutamente em Deus, ao ponto de se lançar nos Seus caminhos, sem duvidar ou desistir. O destaque do arranjo vocal está na rampa (Nada e ninguém pode me parar ou me deter), com uma singela divisão de vozes, que resulta num uníssono no refrão. Esta é uma das canções mais agudas do projeto, alcançando o G3 (Sol3). E por falar em fé e confiança, temos uma Pessoa que nos ajuda a superar cada momento difícil de nossas vidas, quando estes sentimentos falham. É o Espírito Santo, ou como Ele é chamado, Consolador, adjetivo que não apenas representa uma de suas maiores atribuições, mas que também nomeou uma das faixas, de autoria da Bispa Sonia, que explicou que ela mesma tinha uma dor no coração, mas que o Senhor mostrara um caminho. “Ele sempre me deu um louvor!” O que você pode fazer com a saudade, com a dor, com a angústia que sente, com as tristezas, ou com a perda de algo ou alguém? Os versos de Consolador trazem uma resposta:

    “Tem dor que a gente sente que o jeito é sentir.

    Só tem Um que nos entende e o Seu nome é Jesus.

    Ele sabe como fala, como cura o coração.

    Ele supre toda falta, derrama o Espírito e traz consolação.”

    Eu Vou Viver Milagres assume a cena como a sexta faixa. E em vez de priorizar o milagre como tema de uma composição, Bispa Sonia e Clóvis Pinhos, que são os autores, vão além. Afinal não basta apenas cantar, compor ou falar de curas, bênçãos, e favores de Deus. É preciso se santificar, buscar mais unção, conhecê-lo mais do que pelo véu, e ser transformado a imagem dEle. É preciso ter uma atitude, colocar-se numa posição. E se milagres são coisas “de outro mundo”, para muitos ou algo impossível; para Deus, são apenas elementos de Seu currículo, afinal Ele pode todas as coisas. É o que diz Deus Pode, em sua letra, que por si só, engloba vários aspectos pertinentes aos nossos dias. Segundo a Bispa, a composição surgira após o recebimento de um resultado não muito bom. E ela diz: “Como posso não crer ou duvidar, se o Teu amor insiste em me chamar?”. Certamente esta pergunta percorre a mente de muitos de nós, cotidianamente. Por que Deus ainda insiste? Por que quando desistimos e até entregamos os pontos, “algo” faz com que às nossas mãos volte aquilo que entregamos, como cargos, ministérios, trabalhos que desempenhamos? Por que quando não queremos cantar, ou nos sentimos fracos, sem inspiração, somos fortemente usados, levantados e encorajados? Certamente é porque há um amor além. Um Deus que pode fazer muito mais. E como o profeta Isaías declara que sobre os desertos fluiriam rios, somos convidados a cantar: “Somente crer, e o deserto vai florescer”. Pois Deus enxerga bem além do que vemos. Pois Seus caminhos são mais altos que os nossos.

    A oitava faixa do álbum é uma das mais aclamadas: Restitui. E sobre os vários conceitos e visões de restituição, é válido ressaltar que continuamente associamos tal palavra ao que é material, como a perda de um carro, de uma casa, de um emprego, de um relacionamento e de tantas coisas desta terra. Mas a maior restituição é a espiritual. Há pessoas que antes eram frutíferas na Casa do Senhor, e hoje estão “estéreis”. Há pessoas que tinham sonhos, e eram engajadas na obra, que cruzaram os braços. E se falarmos em dons do Espírito, não é difícil encontrar aquele irmão ou aquela irmã que antes eram “fogo puro” e que hoje estão “apagados”. Alegria sobre a depressão e sobre a tristeza; cura sobre anos de doença e resultados desenganadores; ressurreição, prosperidade sobre a fome e sobre a seca. E sobre a seca a chuva e a fartura. Pois Ele é o Poderoso Deus, que conquistou na cruz para nós, através de Jesus, a vida abundante e plena. Homem de dores, que sabe o que é sofrer. E tal história é relembrada por uma palavra do Apóstolo Estevam Hernandes, como de praxe, que fala sobre a passagem de Isaías 53.

    Após a pregação, temos Cria em mim, palavras de Davi, que deve ser uma oração constante no coração de um servo de Deus. Inicia-se com as palavras da Bispa, que remetem a uma antiga composição do grupo, Edifica (Renascer Praise 3). Em um mundo mal, somos constantemente abalados, e se nos permitirmos, moldados à fôrma do mundo. Fôrma do ressentimento, da dor, da raiva e da falta de perdão. E em um coração sujo, contaminado por sentimentos tão podres, o Espírito de Deus não pode habitar. É como uma casa que agregou tanta mobília ao ponto de impedir o próprio dono de entrar. Cria em mim tem um instrumental, que leva à ponte, que nos lembra de My Heart Sings Worthy (CFNI), ou como no Brasil ficou conhecida, Eu canto (Ministério de Louvor Diante do Trono).

    Plano Perfeito é talvez a música que, de todo o projeto, mais chamou a atenção dos fãs. Sua letra associa-se rapidamente a Cruz (Trazendo a Arca), em duas cenas: o palco do amor e o silencio no céu. É a música mais aguda do projeto, chegando ao A3 (Lá3). E encerrando Canto de Sião, vem Santo é o Cordeiro, não aquela gravada há 11 anos, no Estádio do Pacaembú, em São Paulo, com participação do Shekinah Glory Choir. A nova canção foi composta por Elyas Vianna, e tem na ponte seu maior destaque quando duas coisas acontecem: uma mudança na fórmula de compasso (De 4/4, quaternário, para 6/8, binário composto) e o arranjo vocal, com um jogo de respostas à melodia.

    Sobre outros aspectos, este é o cd com músicas mais agudas do Ministério, e cuja Harmonia foi menos “trabalhada”, diante de outros projetos, deixando-o mais simples. Também não conta com um solo da cantora Eliane, que se destacou nos últimos projetos, como uma das principais líderes de louvor. Ainda teve a participação do grupo de dançarinos da Igreja Renascer, e foi assistido não apenas pela Caravana Apostólica, mas também por moradores da área, e turistas, segundo o site do próprio grupo.

    O sucesso do cd é notório, sendo disco de Ouro, por 40 mil cópias vendidas. Então junte-se também aos mais de 40 mil adoradores que já adquiriram o cd, e cante o Canto De Sião, cante os Seus louvores, até os confins da Terra.