Tag: Brother Simion

  • Rocklogia – A reformulação e o fim prematuro do Katsbarnea

    Como já dito em um post anterior, após Asas, muitas coisas mudaram na carreira musical de Brother Simion. A música do cantor, principalmente, era composta por uma longa parceria entre ele e Estevam Hernandes. Essa contribuição se encerraria em meados de 1999, quando Simion começou a escrever suas músicas completamente sozinho e desligou-se da Renascer em Cristo.

    Ao deixar a Renascer, Brother automaticamente deixava implícita a continuação de sua carreira solo. Era óbvio que o cantor não estava deixando o Katsbarnea, pois o Kats não existia mais. Era impraticável dar continuidade a uma banda que trocava constantemente de formação, com apenas um vocalista oriundo da formação inicial escrevendo todas as músicas, exceto por um baixista extremamente competente que continuara por quase dez anos atuando no grupo. Banda de rock sem guitarrista fixo é um tanto quanto impraticável. Portanto, a ação de Simion em trazer Jadão para tocar consigo em carreira solo era ótima. Além do mais, a esposa de Brother poderia trabalhar como tecladista nos eventos.

    Ainda no fim de 1999 ao início de 2000, Simion entrou em estúdio para gravar seu álbum mais pretensioso, Na Virada do Milênio, distribuído pela MID Produções em bancas de revistas pelo Brasil. Com influências do rock industrial, utilizando vários efeitos eletrônicos, retoma a parceria do cantor com o produtor Amaury Fontenele, que tinha produzido Asas. Amaury era o nome mais óbvio para inserir Brother Simion no mundo dos loops e programações. Jadão participou em algumas faixas. O registro é, em alguns momentos, extremamente peculiar, mas também chocante. A canção “Caos”, por exemplo, retoma toda a questão do juízo final e a secularização do mundo, tema presente em todo o disco. Há uma influência de blues na monótona “Help”. Mas é claro, um álbum do cantor sem trechos instrumentais ou de humor não é álbum de Simion, e “01001011” brinca muito bem com a linguagem binária. Aliás, todo o conceito gráfico do projeto retoma ao hardware de computadores pessoais, e a “era digital” é por vezes citada nas canções.

    Reza a lenda que, nesta época, também ocorreu um convite para o Katsbarnea se reunir novamente para gravar. Déio Tambasco, Marcelo Gasperini e Jadão foram chamados, embora Simion estivesse ocupado com seu disco solo. Paulinho Makuko, ex-integrante, que vinha com três álbuns solo (A Lei do Rei, Vol. 1 e Limites Invisíveis) acabou se tornando o vocal principal, além de cumprir a velha função de percussionista. Makuko não participava do Kats desde meados de 1993, quando era o baterista da banda, por conta da saída de Marcelo Gasperini. Nesta época, o cantor optou por seguir uma carreira solo. Paulinho, ainda, trabalhou em alguns lançamentos da Gospel Records, como o próprio Asas de Simion, no qual Brother presta agradecimentos ao percussionista. Makuko ainda era responsável pela seleção de repertório de algumas coletâneas, como O Melhor do Rebanhão, mas seu trabalho solo nunca alcançou forte destaque, até porque, o forte do músico é mais como instrumentista do que intérprete.

    Mesmo assim, o Acústico do Katsbarnea foi gravado no final de 1999 e lançado em 2000. O grande diferencial deste disco para os demais acústicos desta época foi justamente a participação do público, que é o maior destaque, fazendo forte presença da primeira a última música. As roupagens para as canções foram muito boas, e ter vendido 100 mil cópias, maior venda de toda a história da banda, foi um marco justo.

    Em toda a história do Kats, Paulinho Makuko escreveu apenas uma música, “Corredor 18”. O cantor provavelmente não tinha repertório inédito até aquele momento, então optou por utilizar outras canções antigas da banda, além de faixas da carreira solo de Simion para compor Profecia, lançado em 2002 (a faixa-título é parte do álbum Na Virada do Milênio). Apesar de não ser um registro completamente acústico, faltava-lhe o clima de novidade. Isso talvez, foi um ponto chave no hiato da banda que durou até 2007 (em um próximo post falaremos mais disso). Além do mais que, a popularidade de outras bandas do rock cristão, como a Oficina G3, Fruto Sagrado e até mesmo a carreira solo de Brother Simion, todos na MK Music estava muito mais alta que a do Kats. É neste momento que Makuko, Jadão e Gasperini saem da banda (Déio Tambasco já estava fora há um bom tempo).

  • Brother Simion – discografia e obra

    Ex-vocalista e líder do Katsbarnea, Brother Simion é um dos expoentes do rock cristão nacional, com suas composições e influência no meio. Após sua saída da banda, lançou alguns discos e marcou sua passagem pela cena musical.


    Guia discográfico

    Brother (Gospel Records/1992): Com canções agradavelmente embaladas pelo folk, Simion (seu nome artístico na época) apresenta um repertório coeso e bem construído, com poucos deslizes. Destaque para as novas roupagens de “Contato” e “Retrovisor”, de O Som que Te Faz Girar. (Nota: [usr 3.5])

    Esperança (Gospel Records/1995): Sequela do disco anterior, com menos brilho, possui até algumas canções interessantes, como “Orgulho”, mas a interpretação dada a elas não chega a surpreender. (Nota: [usr 3])

    A Promessa (Gospel Records/1996): Com elementos pop, mas um repertório pouco direcionado e claro, A Promessa soa como uma sobra de músicas que não foram aproveitadas pelo Katsbarnea. A única coisa que parece se salvar é a faixa-título. (Nota: [usr 2])

    Asas (Gospel Records/1998): Aparentemente cansado das mudanças estruturais constantes de sua banda, Simion canalizou o repertório do Katsbarnea para sua carreira solo. Seu primeiro álbum evidentemente forte, é uma mescla das características fundamentais de seu trabalho, incluindo canções sobre a temática ambiental. (Nota: [usr 4.5])

    Na Virada do Milênio (MID Produções/2000): Conceitual e ousado, foi uma justa tentativa de Simion a atualizar seu som e conectar-se com o rock industrial produzido no exterior. Entretanto, algumas faixas soam forçadas, enquanto outras, como “Caos”, “Help”, “Profecia” e “Onde Encontrar” soam bastante interessantes. (Nota: [usr 3])

    Redenção (MK Music/2001): Introspectivo, Redenção é um dos discos mais simples e orgânicos do cantor, com melodias guiadas pelo piano e reflexões acerca da fragilidade e os anos passageiros. Disto, há de se destacar o feeling de “Eclesiastes”, o pop rock de “Redenção” e o folk “É de Manhã”. (Nota: [usr 3])

    A Volta de Johnny (MK Music/2002): A Volta de Johnny é o álbum mais básico de Brother Simion desde sempre. Em maior parte composto de bateria, baixo, guitarra pouco distorcida e teclado, o cantor retoma temáticas antigas, como seu próprio personagem Johnny, além de baladas e outras faixas hard rock. (Nota: [usr 3.5])

    Eclipse (Independente/2004): Sua versão do new metal não chega a soar muito datado nos dias de hoje, isso porque as composições continuam a ter os mesmos elementos pelos quais Brother foi conhecido. Entretanto, há um pouco mais de ousadia. Ao abordar pastores mercenários (“Semideus”), o conflito entre amigos (“Ei, Amigo”) e até mesmo seus sentimentos quanto à carreira (“Onde Deus me Levar”), Simion consegue ser impactante, e ao mesmo tempo sentimental, numa produção musical corretamente aplicada. (Nota: [usr 4.5])

    Testemunho (Independente/2005): Vendo a conter o testemunho de vida do cantor, chega a ser atrativo pela história, mas não há muito além a se explorar. De certo, as versões acústicas de algumas músicas de Eclipse são interessantes, embora apenas isso. (Nota: [usr 3])

    Gênesis for New Generation (Independente/2007): Retomando seus maiores sucessos com requintes de modernidade, Brother retoma os êxitos de sua discografia com dez canções que mudaram sua trajetória, com influências do pop rock e do rock progressivo. De fato, pode ter faltado uma faixa aqui e ali, mas no geral, o registro é bastante agradável e de êxito. (Nota: [usr 4])


    Notícias e matérias sobre o Brother Simion

    Para ver todo o conteúdo sobre ou relacionado o Brother Simion no O Propagador, clique aqui.

  • TOP 10 – músicas gospel sobre o meio ambiente

    A questão ambiental, a cada ano que passa é tema recorrente e forte em todo o lugar. Na música gospel não é diferente. Por conta disso, o portal O Propagador escolheu 10 músicas gospel que abordam o meio ambiente, a natureza e a destruição do planeta sob diferentes olhares e estilos musicais.

    Vamos lá?

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    Terra – Katsbarnea

    Escrita por Brother Simion em parceria com Estevam Hernandes, “Terra” é uma das canções mais conhecidas do Katsbarnea, lançada no disco Cristo ou Barrabás. O vocalista afirma que nossa morada é uma “forma celestial de vida”, e que seus olhos choram ao ver sua destruição. (1992)

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    [tab title=”9º”]

    Velhos, Vidas e Verdes – Carlinhos Felix

    Uma das primeiras canções da carreira solo de Carlinhos Felix, foi escrita pelo próprio cantor para o seu álbum Coisas da Vida. Com tema diretamente focado na natureza, questiona o sentimento de posse de muitos homens em destruir a natureza e vendê-la no mercado negro. Mas a canção não para por aí e também aborda o tráfico ilegal de pessoas. “Eles estão esquecendo que Deus está vendo / E está tudo escrito na vida de lá“. (1991)

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    Em Nome de Quem? – Resgate

    O Resgate nunca foi uma banda de abordar a causa ambiental, mas o quarteto assim o fez no álbum Este Lado para Cima. A canção, além de questionar as destruições da natureza, questiona a ambição do homem, ao ponto de achar-se como uma espécie de ‘deus’ para definir os rumos da humanidade. (2012)

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    Fim do Mundo – Damares

    A cantora Damares é conhecida por abordar, em algumas canções, o apocalipse. Sabe-se que, com um contexto de apocalipse, a natureza contida na Terra seria destruída agressivamente. Esta é a principal temática de “Fim do Mundo”, do álbum Diamante. (2010)

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    Terra – Ao Cubo

    O Ao Cubo é um dos maiores representantes do rap, tanto no segmento cristão quanto na cena nacional. Em parceria com o cantor Zeider, da banda de reggae Planta & Raiz, “Terra” foi gravada, com um refrão reflexivo: “será que é o fim de tudo isso? / vem cá, quem ‘tá’ no compromisso / de mudar o planeta pra ficar melhor / você já sabe o que fazer de cor“. (2009)

    https://www.youtube.com/watch?v=201nAmjmnGU

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    [tab title=”5º”]

    Choro da Natureza – Complexo J

    Do primeiro disco da banda pela MK Music, “Choro da Natureza” aborda, de forma simplista e poética, a destruição da flora, e principalmente da flora no mundo, relacionando com a criação do mundo, obra de Deus. (1992)

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    Princípio – Rebanhão

    Escrita pelo compositor Lucas Ribeiro, a canção foi lançada um tempo após a morte do ativista Chico Mendes, que foi assassinado brutalmente. Seu falecimento foi notícia de repercussão internacional. O Rebanhão a gravou, questionando “até quando vou viver / pra testemunhar / e dizer sim / pra Deus e toda a vida?“. (1990)

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    Tributo ao Meio Ambiente – Coral Gospel de Curitiba

    Natural de Curitiba, o Coral Gospel de Curitiba tem um trajetória longeva, com vocais de várias denominações cristãs. O álbum Perto Estás, Senhor contém “Tributo ao Meio Ambiente”, terceira posição da nossa lista. (2008)

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    SOS Terra – Brother Simion

    Em Asas, Brother Simion aborda, em suas canções, muitas questões relativas ao meio ambiente. Mas “SOS Terra” é a principal delas. Nesta música, o cantor afirma que “de inferno e miséria já estarmos fartos / nosso planeta clama liberdade / matar esta sede, se libertar“. Com influências do folk rock, é bastante agradável de ouvir. (1998)

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    Tempo de ser Feliz – Jamily

    O primeiro lugar vai para a cantora Jamily, com “Tempo de ser Feliz”, parte do seu primeiro trabalho, Tempo de Vencer. A canção também foi regravada por Cristina Mel, e aborda diretamente a questão ambiental. Além do mais, foi um grande sucesso. (2002)

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    E aí, o que acharam da lista? Que mais músicas sobre o meio ambiente vocês conhecem?

  • Rocklogia – Asas

    Após Armagedon, último disco do Kats tendo Brother Simion como líder, algumas coisas ocorreram. O cantor lançou mais um disco solo, chamado A Promessa, que, como dito em outro post, é talvez o seu pior trabalho. No entanto, em 1998, o vocalista lançou mais um projeto individual, que desta vez foi um divisor de águas e com certeza foi um impulso para que deixasse o Katsbarnea no ano seguinte: Asas.

    Muito do que há nos primeiros discos de Brother é folk. Canções simples, tocadas em voz e violão. Entretanto, o músico mudou levemente sua lógica em Asas, inserindo outros elementos e gêneros, como o techno e o hard rock. As composições estão claramente mais apuradas, com várias temáticas contextualizadas. A mais gritante é, sem dúvida, a questão ambiental. Com duas músicas diretamente relacionadas à problemática (“SOS Terra” e “Tempestade”), há uns arranjos bons aqui e ali, e no geral nota-se que algumas faixas podiam ser facilmente canções do Katsbarnea (inclusive, Jadão participa em algumas com seu baixo característico).

    “Liberdade” tem uma temática recorrente por Simion, a respeito da pseudoliberdade humana, criticando o uso de drogas por indivíduos que estão aprisionados por seus vícios. “Etério” vem de O Som que Te Faz Girar, desta vez com uma gravação mais recente e com arranjo leve. “Canguru Águia” é certamente a mais forçada e fraca do disco. Apesar de sua proposta, o resultado final não combinou com o estilo de Simion (mas valeu a intenção!). O crossover deu mais certo em “Reggae Street”, com sua pegada gostosa de ouvir. “Hey Brother” recupera todo o entusiasmo do músico em falar de temas atuais, citando em sua letra, por exemplo, a ‘era nuclear’, com preenchimentos vocais de Anhaia e Fontenele. “I Hope You See Light” fecha o CD melhor do que começou, com uma vibe hard rock com riffs de guitarra afiados. Penso o quanto a música seria ainda mais forte se tivesse sido gravada originalmente pelo Kats sem o uso de bateria eletrônica. Mas a faixa mais grandiosa do álbum, embora dotada de grande simplicidade, é a sua faixa-título, “Asas”, que naturalmente tornou-se um dos maiores sucessos do frontman.

    O disco foi produzido pelo rapper Amaury Fontenele, que claramente impulsionou a influência eletrônica de algumas faixas (que seria o ponto central do álbum seguinte, Na Virada do Milênio). Paulo Anhaia, que anteriormente produziu Armagedon e os clássicos da Oficina G3 (Indiferença) e Resgate (On The Rock) faz-se presente, tocando baixo e atuando como engenheiro de áudio, back vocal e mixagem. A parceria de Simion com Estevam Hernandes prossegue, com todas as músicas assinadas pela dupla (embora muitos afirmem que os créditos são simbólicos).

    https://www.youtube.com/watch?v=APwRHJinCrM

    Em meados de 1999, o Katsbarnea praticamente já tinha se transformado na carreira solo de Brother Simion. Há um erro histórico por conta de alguns autores, em que afirmam a saída do cantor. No entanto, a banda deixou de existir de forma natural. Certamente, não fazia o menor sentido manter em existência um grupo que trocava constantemente sua formação e tinha apenas como compositor Brother. Todavia, surpreendente, o nome Katsbarnea retornaria em 2000, com uma nova formação, totalmente desvinculada de seu ex-líder e fundador. Mas isso é assunto e explicação para um próximo post

  • Rocklogia – Brother Simion em carreira solo

    No artigo sobre o início do Katsbarnea, há muitas semanas atrás, relembramos o quão experimental era o som do grupo. Mas seu frontman, o cantor e compositor Brother Simion, de certa forma tinha outros tipos de canção, que não pareciam se encaixar muito bem no estilo da banda. Foi assim, que então, em 1992 saiu seu primeiro álbum solo, Brother.

    Com composições assinadas pelo próprio músico, com Estevam Hernandes como co-autor em nove das dez faixas, é um disco basicamente folk. Vale lembrar que o álbum foi produzido por Rick Bonadio: sim, o produtor musical que já trabalhou em clássicos nacionais, como o único disco de estúdio do Mamonas Assassinas e o álbum de estreia dos Los Hermanos começou sua carreira produzindo, mixando ou gravando discos de rock cristão em seu estúdio, ou mais especificamente, artistas da gravadora Gospel Records. Brother Simion foi o primeiro deles, e além dele, Katsbarnea, Resgate, Oficina G3 e Renascer Praise são parte da história de sucesso de Bonadio.

    O destaque do primeiro trabalho de Simion, que na opinião de muitos puristas é o seu melhor (eu particularmente não concordo) está nas regravações de músicas do primeiro trabalho do Katsbarnea, que foi praticamente um cassete demo. “Contato” ganhou uma versão mais trabalhada. Nessa música, particularmente vejo influências de Raul Seixas. A faixa ganhou versão em videoclipe.

    Outra curiosidade é que, neste primeiro álbum, o nome artístico do cantor era exclusivamente Simion. O “Brother Simion” pegou e seu nome acabou saindo assim nos álbuns solos seguintes e também no Katsbarnea. No mesmo ano sairia Cristo ou Barrabás do Kats, mas Simion lançaria mais um solo no ano seguinte.

    Em 1993 saía o segundo projeto do cantor, Esperança. Esse trabalho seguiu as tendências do anterior, trabalhando bastante com o folk. Novamente, a parceria entre Simion e Rick Bonadio prosseguiu, e Estevam Hernandes é co-autor de algumas músicas, Sônia Hernandes em uma. A faixa-título é, possivelmente o primeiro sucesso da carreira solo de Brother Simion.

    Três anos depois, em 1996, Brother Simion lançou A Promessa, que já fazia uma transição entre o cantor, nos anos anteriores e nos anos seguintes. Particularmente considero-o o mais fraco de sua carreira, e contou com a participação especial da cantora Raquel Mello, na época integrante do Kaders Singers. Depois deste trabalho, Simion mostrou transformações em sua carreira que serão abordadas em outro artigo. Até a próxima semana!

    PS: Domingo teremos um post especial, não perca!

  • Para refletir – Somos um nada e temos medo do nada

    Dentre tantas coisas na Bíblia, as vezes nos perdemos em pequenas questões. Certas vertentes teológicas centram-se no sofrimento humano, outras nas bênçãos materiais e espirituais, outras em questões da antiga aliança, em costumes e tradições. Mas a atemporalidade de Eclesiastes está sempre lá. Acontece que, enquanto houver sociedade humana, haverá tempo, enquanto tiver tempo haverá vaidade.

    Nascemos nus, desprotegidos, ignorantes, sem a menor consciência de onde viemos e o que será de nós a partir de então. A medida do crescimento, agregamos noções, ideias, conhecimentos. Vemos que a vida não é tão cor-de-rosa o quanto talvez pensávamos. Num conflito de ideias, filosofias de vida, vamos andando sob a corda bamba. Na busca de sentido, encontramos um Evangelho, as palavras de um homem, que se dizia filho de Deus há mais de dois mil anos atrás. Este homem morreu por nós, e cita a Bíblia que ressuscitou. Acreditamos e vivemos isso.

    Mas, a realidade é que, hoje, e talvez desde sempre a maior parte das pessoas vivessem como se não houvesse nada após tudo isso, como se não cressem verdadeiramente no que afirmam. O medo do nada? Afinal, que parte do conhecimento palpável poderia nos provar de que realmente existe um Deus, um ser superior operando este enorme sistema no qual somos nada? Somos insignificantes no meio de um universo tão complexo.

    Trabalhamos, comemos, relutamos contra e a favor de tantas coisas, para que depois de vários anos morramos num leito de hospital após o desenvolvimento de um câncer devastador. Ajuntamos riquezas com tanto suor que mais tarde serão esbanjadas de forma irresponsável por nossos filhos, ou até mesmo retidas em benefício de alguém que sequer conheceremos. Somos engraçados: estamos no nada, somos um nada e trazemos outros para um nada na busca de que esse nada não tenha menos sentido do que já tem.

    Ter talvez é uma forma de sentirmos que nossa passagem pela Terra não seja tão aparentemente inútil e que teimosamente, se esforçamos um pouco, deixaremos uma marca nossa aqui, já que, pelo menos os que creem em Cristo acreditam que não são daqui. Mas, de que adianta? Buscar o máximo de conhecimento não me fará superior ao ignorante que morre de fome num país subdesenvolvido. Chamados, nada levaremos. Poderia eu ter sobre o meu corpo contatos físicos com várias pessoas. Mas, se revelaria outra vaidade.

    Poderia, até mesmo fazer de Deus como um salva-vidas, um paraquedas, um balão de oxigênio, um seguro de vida, mas meu egoísmo revelaria novamente o nível de vaidade que isso alcançaria. Será que tudo o que estamos vivenciando não é apenas uma demonstração de nossa fragilidade, impotência, decadência, incapacidade de escolha e a soberania do Criador para que cresçamos e desenvolvemos em humildade e renúncia a tudo que, vindo de nós atribuímos como grande e importante?

    A vida é uma escada rolante que não volta, não pede nossa opinião. E por mais que queiramos alongar ou diminuir nossos prazos, há tempo para tudo. Nascer, morrer, alegrar, entristecer. Devemos ter, em nossos corações um real entendimento disso.

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=qls3zF6Bl-s]

  • TOP 10 – músicas sobre a teologia da prosperidade

    Como cada corrente teológica, uma teologia apresenta uma interpretação de textos bíblicos, seja a visão aceita como verdadeira ou não. A teologia da prosperidade é uma das vertentes mais conhecidas e polêmicas da atualidade. Intimamente ligada ao movimento neopentecostal, tem rendido frutos e ao mesmo passo discussões acaloradas sobre sua essência. Na música, se por um lado, várias músicas fazem apologia a respeito do assunto, outras criticam fortemente.

    Em linhas simples, a teologia da prosperidade defende, usando-se de várias referências advindas da Bíblia que o crescimento financeiro é um desejo de Deus para os cristãos. Entretanto, outras correntes teológicas discordam de tal ponto defendido, e neste TOP 10, vamos trazer canções que façam crítica ao consumismo, dinheiro, e até mesmo a teologia da prosperidade. Vamos lá?

    OBS: O portal O Propagador não possui pretensões em defender ou combater a teologia da prosperidade.

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    Semideus – Brother Simion

    Após mais de cinco anos sem um álbum relevante, Simion volta com tudo (literalmente) em Eclipse. Letras do estilo que consagrou o cantor. Mas o destaque mesmo vai para “Semideus”, uma canção de protesto nunca vista na carreira do músico, criticando pastores que transformam seu ministério em business, se perdendo nas coisas deste mundo. Vale ressaltar que Brother Simion, por anos, frequentou a uma igreja adepta à teologia da prosperidade. (2004)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=xrZ2RlE6-sk]

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    Gadara – Luiz Arcanjo

    Bem distante do estilo ao qual é conhecido através do Trazendo a Arca, Luiz Arcanjo apresentou com seu álbum solo uma forte letra de crítica social, na participação de Pregador Luo. A letra faz referência da passagem de Jesus em território gadareno, quando a população o expulsou da região após ter expulsado uma legião de demônios de um homem e o lançado sobre porcos, deixando a entender que os porcos, os quais obtinham lucro eram mais importantes do que a cura vivida pelo homem.

    “O povo de Gadara prefere os porcos do que as pessoas”, diz o refrão de “Gadara”. (2009)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=3jpgd7koY-s]

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    The Time is Over – Fruto Sagrado

    Do álbum O Segredo, o Fruto Sagrado apresenta uma de suas várias canções que contém visões críticas despejadas na cabeça dos ouvintes. A banda sempre foi conhecida por abordar temas polêmicos e complexos. “The Time is Over” aborda a história fictícia de um pastor que deixou o primeiro amor e se iludiu com as riquezas deste mundo e tem sua alma levada por um anjo da morte para o inferno.

    Nos shows da época, o grupo utilizava uma pequena parte teatral durante a execução desta canção. (2000)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=FVtAa8jGLvE]

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    Eu não Aceito – Godcore

    Uma banda independente, que alcançou uma quantidade de visualizações interessante com seu primeiro clipe, “Eu não Aceito”. Misturando elementos de rock, reggae e rap, a banda apresenta um tema polêmico, de uma das formas mais polêmicas possíveis, criticando abertamente a campanhas a favor da teologia da prosperidade feitas por igrejas neopentecostais e a valorização do dinheiro. (2009)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=fqZ3uYQCE7w]

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    Eu Espero em Ti – Davi Sacer

    Chega até ser curioso um cantor extremamente criticado por algumas letras de apologia a prosperidade ter uma canção como “Eu Espero em Ti”. Sim, pois é. Davi Sacer lançou em 2008 o álbum Deus não falhará, que segue na mesma linha da canção citada.

    A letra é muito interessante, e a execução instrumental também. A letra e a melodia são de autoria do próprio Davi Sacer. (2008)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=2evNSRyBBBs]

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    O Último Julgamento – Mara Lima

    Mara Lima é a representante pentecostal deste TOP 10. E em, “O Último Julgamento” faz algo um pouco semelhante ao Fruto Sagrado, defendendo através da letra que Deus está acima de qualquer bem material. Também aborda a falta de amor por missões e ao egoísmo. (1999)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=65TGUkMx0Q8]

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    [tab title=”4º”]

    Põe na Conta – Ao Cubo

    O consumismo irracional e a sede enorme de comprar é tratado muito bem pelo Ao Cubo, de forma bem humorada e inteligente. “Guarde o seu tesouro onde o ladrão não alcança”, e é com base nisso que a banda estrutura toda a sua letra. (2009)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=59vHSr_ll0c]

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    Tudo é Vaidade – João Alexandre

    João Alexandre pode ser considerado um dos músicos, senão o mais completo dentre os cristãos. Produtor, compositor, instrumentista conceituado, João também é notável por afirmações e canções polêmicas, que, como o Fruto Sagrado (inclusive a banda e João já gravaram juntos) apresenta assuntos sem a menor pretensão de agradar egos. Tanto é que Alexandre já foi imensamente prejudicado em sua carreira por afirmações.

    “Tudo é Vaidade” é uma união de várias críticas, desde a valorização do dinheiro, a teologia da prosperidade e até tudo que dê ar de superioridade ao ser humano. No final, o cantor apresenta um trecho da canção “Palácios”, um clássico do Rebanhão. (2000)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=54MPV2u877c]

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    Eles Precisam Saber – Resgate

    Considerada por muitos como uma das melhores músicas de 2012, “Eles Precisam Saber” é uma crítica na autoria de Zé Bruno a venda de fé. Em suas palavras, as pessoas necessitam apenas de salvação e da compreensão de que não há barganha com Deus.

    A canção em si originalmente seria gravada com a participação do guitarrista e líder da banda Oficina G3, Juninho Afram, mas por questões relacionadas às gravadoras, não foi possível. (2012)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=HRhumHx-nr0]

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    Último Dia – Apocalipse 16 e Templo Soul

    Esta canção fez um enorme sucesso, e somente no YouTube possui cerca de cinco milhões de acessos. Aborda a história fictícia de alguém que pôs o dinheiro como seu deus, e de forma inescrupulosa correu atrás de riquezas. “Último dia” faz parte do álbum Apocalipse 16 e Tempo Soul, uma parceria entre as duas bandas. (2006)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=KauIwsmX9wo]

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  • Análise: CD Eclipse – Brother Simion

    Após dois álbuns despretensiosos e medianos pela MK Music, Brother Simion retornou com a força pela qual ficou conhecido. Eclipse é o seu décimo quarto álbum, considerando o período em que foi vocalista e líder conceitual do Katsbarnea. O CD foi lançado no final de 2004, após oito meses de produção, e distribuído de forma independente.

    Enquanto Redenção e A Volta de Johnny remetem a sonoridades mais cruas, Eclipse é um registro do controverso new metal, abusando de sintetizadores, distorções e efeitos eletrônicos. E, mais controversas ainda são algumas letras, como a profética “Semi-deus“, que é dedicada a todos aqueles que transformaram igrejas, o corpo de Cristo em empresas, e se acham proprietários daquilo que a Deus somente pertence, conforme descrito no “Prelúdio“. Apesar de questionador, o registro não é nada altivo, e une-se a “10 Real“, que de forma mais aprofundada aborda um tema já comum na discografia do cantor: as drogas. Em seguida, somos presenteados com “Despertar dos Loucos“, que cai muito bem como uma continuação da anterior, com a vida de Deus abundando nos corações mais obscuros.

    As canções em inglês também agradam, principalmente “All Right“, que brinca com registros vocais. Por outro lado, “Hotel Paradiso” tinha tudo para ser uma das melhores, mas perde-se no arranjo, que se contrapõe a pegada espontânea da letra. Me arrisco a dizer que a versão acústica no álbum Testemunho é bem melhor. “Ei, Amigo” apresenta, além de temas novos e contextualizados o clássico acordeom, que não foi ofuscado em obras anteriores e também aparece em “Onde Deus me Levar“.

    O desenrolar do álbum é muito bom, a exceção das faixas finais. Eclipse poderia terminar muito bem em “Noite de Johnny“, pois “Perdoar” e a faixa-título dão um ar vago a um projeto tão coeso. Muitas são as críticas a performance vocal de Simion, porém apenas cantar bem é algo muito limitado para um intérprete de rock quase completo, que assina todas as letras, músicas, alguns instrumentos e as vezes até a própria produção musical como Brother faz em seu álbum (e diga-se de passagem, com muita modéstia), na preocupação de soar moderno, ao mesmo tempo clássico e não meramente uma cópia de si.

    A capa do disco traz uma foto de seu filho Dylan com um óculos 3D, fazendo alusão ao título da obra, que certamente não podia ser outro. A realidade do verdadeiro evangelho de Cristo transcende e ofusca a limitação física e visual deste mundo, independente do observador e sua visão de mundo. É, sem dúvida o melhor álbum de metal de 2004 no meio cristão.

  • TOP 10 – melhores álbuns de 2004

    Dez anos se passaram. Parece que foi ontem, mas 2004 ficou uma década atrás de nós. Ano com vários lançamentos, decidimos relembrar os melhores nesta lista especial, compilada entre a equipe do O Propagador. Confira, então, os melhores álbuns gospel de 2004!


    Heloisa Rosa - Liberta-me - 200410º: Liberta-me – Heloisa Rosa

    Estreando, Heloisa Rosa veio a mostrar a construção de sua identidade em carreira solo: influências do rock alternativo, arranjos diretos e simples, e claro, discos conceituais e biblicamente ricos, neste projeto que trata da libertação humana. (texto por Tiago Abreu)

    Ouça: Jesus é o Caminho, Vem Andar Comigo e Clamarei Teu Santo Nome


    Aline Barros - Som de Adoradores - 20049º: Som de Adoradores – Aline Barros

    Abandonando o pop dos discos anteriores para um registro mais congregacional, Som de Adoradores é um clássico na discografia de Aline Barros, trazendo a simplicidade do louvor comunitário, provando que, mesmo com seus problemas vocais, a cantora podia seguir em frente. (texto por Tiago Abreu)

    Ouça: Sonda-me, Usa-me, Vento do Espírito e Rei Meu


    André Valadão - Mais que Abundante - 20048º: Mais que Abundante – André Valadão

    Estreia de André Valadão, o disco ainda tem uma sonoridade muito parecida, senão igual, da apresentada no Diante do Trono. Isso é perfeitamente justificável pelo fato do disco quase ter sido o sétimo registro da banda. Com arranjos vocais de Maximiliano Moraes, a obra consegue atrair os fãs mais ávidos, mas está muito distante do som que André faria quatro anos depois, com o álbum Sobrenatural. (texto por Tiago Abreu)

    Ouça: Que Amor é Esse, Mais que Abundante e Meu Mundo Mudou


    Elaine de Jesus - Pérola - 20047º: Pérola – Elaine de Jesus

    Trazendo um ‘time’ de compositores de peso, especialmente Elizeu Gomes e a dupla Daniel e Samuel, a grande obra-prima de Elaine de Jesus é fortalecida pelos numerosos e competentes músicos que a acompanham, como os produtores Jairinho Manhães e Paulo César Baruk, e os instrumentistas Bene Maldonado e Robson Olicar. (texto por Tiago Abreu)

    Ouça: Terremoto Santo, Escrevendo História e Manifestação da Glória


    Raiz Coral - Pra Louvar - 20046º: Pra Louvar – Raiz Coral

    Quando o Raiz Coral lançou seu primeiro trabalho, não havia nenhum material semelhante em toda a história cristã. Claramente avassalador, quando o assunto é corais, o disco Pra Louvar rapidamente se popularizou e invadiu as igrejas com canções como “A Coroa” e “Jesus meu Guia É”. (texto por Tayse Souza)

    Ouça: A Coroa, Jesus Meu Guia É e Vem Louvar


    Soraya Moraes - Deixa o Teu Rio me Levar - 20045º: Deixa o Teu Rio me Levar – Soraya Moraes

    Gravado ao vivo no Olympia, o melhor trabalho da carreira solo de Soraya é um prato cheio do louvor congregacional feito na época. Trazendo um arranjo de metais de peso, execuções de teclado, e um coral, o disco venceu o Grammy Latino em 2005 como o melhor álbum cristão em língua portuguesa. (texto por Tiago Abreu)

    Ouça: Deixa o Teu Rio me Levar, Marcas e Tempo de Celebração


    Eclipse - Brother Simion - 20044º: Eclipse – Brother Simion

    Questionador, forte e ousado, o último disco de inéditas da carreira de Brother Simion o traz em ótima forma, usando o new metal para tecer críticas ao neopentecostalismo, refletir sobre sua vida e carreira, e de versar temas que são a sua cara. (texto por Tiago Abreu)

    Leia a resenha do álbum Eclipse aqui.

    Ouça: Semideus, Onde Deus me Levar e Ei, Amigo


    Ao Cubo - Respire Fundo - 20043º: Respire Fundo – Ao Cubo

    Se muitos grupos se destacaram pela presença de um rapper, o Ao Cubo teve dois. Feijão e Cleber representaram a música do grupo em todas suas esferas, juntamente com Fjay, criticando o consumismo, desigualdade social e criminalidade, sob uma ótica cristã. Vale mencionar, também, as participações mais que especiais de Pregador Luo e Templo Soul. (texto por Tiago Abreu)

    Leia a resenha do álbum Respire Fundo aqui.

    Ouça: Naquela Sala, Plano de Aborto e 1980


    Aeroilis - Aeroilis - 20042º: Aeroilis – Aeroilis

    Antes do rock alternativo e do novo movimento – o tal crossover – estar em alta, a Aeroilis já chegava com um disco, com guitarras limpas, bateria com chimbau aberto e composições introspectivas, guiadas pela voz e timbre singular de Raphael Campos, o que seria aprofundado, com um uso maior de teclados e piano, em Nada Mais Além, o trabalho sucessor. (texto por Tiago Abreu)

    Ouça: O Tempo, Sigo em Paz e Coragem


    encarte_cd_dt7_12x36.indd1º: Esperança – Diante do Trono

    O melhor álbum de 2004 é um ponto de grandeza na carreira do Diante do Trono. O disco parte do principio em esperar e confiar no Senhor, quando as circunstâncias são contrárias as nossas vontades e planos, quando nada nos resta além do medo e incertezas. Assim, a mensagem crucial está na perseverança em acreditar no Deus Soberano e em suas promessas. (texto por Rodrigo Berto)

    Leia a resenha do álbum Esperança aqui.

    Ouça: Esperança, Eis-me Aqui e Tua Presença


    O que achou da nossa lista? Mudaria algum álbum de lugar? Sugeriria outro? Comente, sua opinião é importante!

  • TOP 10 – músicas gospel sobre amizade

    A amizade verdadeira é um dos maiores presentes que Deus nos dá nessa Terra. Os amigos podem ser de infância, da família, de perto, de longe, virtual imaginário, não importa a forma. Essas são pessoas enviadas pelo nosso Amigo Supremo para dividir conosco as alegrias e tristezas da vida.

    Na bíblia, é mencionado o poder da amizade no livro de Provérbios 18.24 “Há amigos mais chegados que um irmão”. Precisamos de amigos. Quem é que não tem um amigo?

    Sendo assim, este TOP 10 é dedicado às melhores músicas sobre amizade. Vamos conferir?

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    [tab title=”10º”]

    Ei, Amigo – Brother Simion

    Iniciando a lista, temos a música “Ei, Amigo”, do cantor Brother Simion. Nem sempre caminhar com amigos é fácil. Em muitas das vezes, há conflito de ideias, visões sobre a vida, e pessoas podem se ferir. Mas precisamos andar mais de uma milha, e seguirmos firmes amando nossos amigos. Lançada no álbum Eclipse, esta canção diz que “Andar as milhas, tem que se pagar o preço / Seja o que for, não é maior que a própria vida / Juntos aprender a caminhar / Juntos como seguir sem perdoar?” (2004)

    https://www.youtube.com/watch?v=OF2ddGuETV4

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    [tab title=”9º”]

    Amigo Querido – Alda Célia

    “Amigo Querido” é uma bela canção composta e interpretada por Alda Célia. A música é integrante do famoso álbum Voar Como Águia, pela MK Music. A letra é um encorajamento ao amigo que sofre e fala sobre a busca por compreender sua dor, apoia-lo, orar e crer no impossível. Se você tem uma Amigo querido que está sofrendo, não pense duas vezes antes de cantar para ele: “Amigo como eu queria poder entender. Dói tanto em mim não saber o porquê, mas saiba que eu não desisto de crer por você”. (2002)

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    [tab title=”8º”]

    Nossa Riqueza – Paulo César Baruk

    Paulo César Baruk, um dos principais nomes da música cristã da atualidade, lançou “Nossa Riqueza” em seu álbum Graça. A canção, com toda a sua leveza, cita os lugares em que podemos ter amigos. Em casa, na rua, no trabalho, na igreja, enfim, seja onde for, eles serão a nossa maior riqueza e devemos ser gratos pela presença deles em nossas vidas. O clipe desta canção apresenta vários amigos de Baruk. Confira! (2014)

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    [tab title=”7º”]

    O valor de um amigo – Ana Paula Valadão

    Você sabe quanto vale uma amizade? Essa é a pergunta que Ana Paula Valadão responde na sua música “O Valor de um Amigo”, gravada em seu álbum solo, As Fontes do Amor. A canção fala sobre a preciosidade de possuir este tesouro de raro valor chamado amizade. Amigo, você para mim é mais precioso que o ouro. No mundo de tanto interesse, sua amizade pura por mim é como esconderijo, refugio secreto. Amigo, tesouro de raro valor”. Realmente existem coisas que o dinheiro não compra, mas pra todas as outras existe mastercard e a amizade verdadeira é uma delas. (2009)

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    [tab title=”6º”]

    Unidos no Amor de Deus – Cassiane e Jairinho

    “Unidos no Amor de Deus” é uma canção sobre a disponibilidade irrestrita de um amigo. Composta por Vanilda Bordieri, a música que foi gravada por Cassiane e Jairinho no disco O Amor é Mais, mostra a essência de uma amizade verdadeira. Essa é uma canção para você mostrar ao seu amigo querido que independente do que possa acontecer, você sempre estará lá. É só cantar para ele: Se tu chorares, também chorarei. Teu amigo pra sempre serei. Jamais vou negar meu abraço e dedicação. Vou guardá-lo em meu coração”. (2001)

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    [tab title=”5º”]

    Hello Good Bye – Voices

    Despedir de um amigo é uma das coisas mais difíceis que existe. Provavelmente você já passou pala situação de ver um amigo querido indo para longe. O que fazer, então? Cantar “Hello Goodbye”! A música composta por Emerson Pinheiro foi gravada pelo Voices originalmente no álbum Aliança. Em 2006, no DVD Voices Acústico, a canção foi novamente cantada, dessa vez para Jozyanne, que se despedia do grupo. A linda letra fala que “Amigo é sempre especial. Não importa a distância, Um coração de amigo não pode esquecer. Como eu não me esquecerei de você”. Essa é para tocar na próxima despedida e certamente se emocionar. (2002)

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    [tab title=”4º”]

    Impossível de Esquecer – Fernanda Brum e Eyshila

    O disco Amigas de Eyshila e Fernanda Brum nos deixou uma música marcante sobre amizade. “Impossível de Esquecer” foi mais um grande sucesso escrito por Eyshila. A canção fala sobre o reconhecimento de que o amigo é benção de Deus. É uma música para você mandar agora para aquela pessoa tão especial e dizer: “Amiga, eu nunca vou desistir de você e pela tua vida eu vou interceder. Mesmo que eu esteja longe meu amor vai te encontrar, porque você é impossível de esquecer”. (2008)

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    [tab title=”3º”]

    Ao Amigo Distante – Cristina Mel

    Se você chorou por se despedir do amigo querido cantando “Hello Goodbye”, agora que ele está longe, você vai chorar ainda mais cantando “Ao Amigo Distante”. Essa é uma música linda, linda, linda composta por Josué Teodoro que fala da amizade verdadeira que transpõe qualquer distância. Um clássico na voz doce de Cristina Mel que a gravou originalmente em seu disco Dê Carinho. Quem não sente saudade de um amigo que mora longe? É só dizer para ele: “És amado amigo e eu oro por ti, embora tão longe, contigo estou desde então. Só as lembranças veem colocar-nos lado a lado. Seu rosto nas fotos, momentos tão bons recordo”. (1997)

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    [tab title=”2º”]

    Canção do Amigo – Ludmila Ferber

    “Canção do Amigo”, composta e interpretada por Ludmila Ferber, foi gravada originalmente no álbum Deus É Bom Demais. A essência da amizade ganha letra e melodia nessa canção que fala sobre perdão, parceria e tolerância. Se precisar de um amigo, olhe pra dentro de mim. Podes errar e magoar, mas estou aqui pra te ajudar. Sou teu amigo até o fim” (…) “Amigo se faz em tempos de paz, mas na angústia é que se prova o seu amor. Amigo se é na glória e na dor. Quem é amigo suporta e crê, quem é amigo é fiel até o fim”. É uma belíssima música para você dedicar àqueles que estão sempre do seu lado. (1999)

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    Tesouro do coração – Elaine de Jesus

    “Tesouro do Coração” provavelmente é a canção sobre amizade mais conhecida na música gospel brasileira. E não é por acaso! A linda letra de Vanilda Bordieri foi gravada por Elaine de Jesus em seu disco Até o Fim, com participação de Suellen de Jesus, Danielle Cristina, Lauriete e da própria Vanilda. A música fala sobre a amizade verdadeira, tão rara que é comparada a um tesouro. O sentimento de uma grande amizade pode se resumir como: É chorar se precisar, é sorrir sem questionar, é sofrer ao ver seu sofrimento, sem medidas, é amar. Cultivar nossa amizade qual tesouro que alguém encontrou. Pra te ver feliz amigo, eu vou acreditar no sonho que você sonhou”. Tem coisa mais bonita que uma amizade assim? (2002)

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    Depois de tantas músicas para se lembrar de seus amigos queridos, que tal você ligar, mandar sms, enviar mensagem no Facebook, sinal de fumaça… Diga a seus amigos da satisfação em tê-los em sua vida. Quer uma ideia melhor? Envie este TOP 10 para eles :D

    E então? Concordam com a lista? Alguma outra música sobre amizade para sugerir? Estejam com Deus e até a próxima!