Limão com mel – Pequenas corrupções, grandes corruptos

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O assunto do momento certamente é a eleição que se aproxima, já que tal eleição definirá ou pelo menos influenciará significativamente os rumos do nosso país nos próximos quatro anos.

É também lamentável que somente neste momento quando precisamos escolher os nossos representantes que o tema “política” fique em evidência, principalmente porque nós, enquanto cidadãos, deveríamos estar muito mais a par do que acontece em nosso país, e não apenas quando se aproxima o período político.

Como se não bastasse esse quadro de apatia política por parte dos brasileiros é possível notar que muitos que acreditam que falam de política, na verdade se referem à “politicagem”. Defendem com unhas e dentes os seus candidatos baseando em argumentos rasos e discutíveis.

Mas o que mais chama a atenção de modo geral é a queixa da sociedade quanto à corrupção dos candidatos, dos políticos de modo geral e como é escasso o número de candidatos “honestos”. Será que a desonestidade é algo inerente aos políticos ou a corrupção no poder apenas representa a grande parcela da sociedade corrompida?

Em análise publicada pela organização Transparência Internacional, a percepção de corrupção ao redor do mundo divulgada em 2013 aponta que o Brasil é o 72º colocado no ranking entre os 177 países analisados, um posto simplório mesmo entre os vários países das Américas.  A escala vai de 0 (extremamente corrupto) a 100 (muito transparente).

Perceba que a pesquisa aponta a “percepção de corrupção”, ou seja a sensação que a população tem de que seus servidores públicos e políticos são corruptos. Seria esse o reflexo da própria sociedade brasileira?

Se uma pessoa não consegue esperar o sinal vermelho abrir para poder passar, por que será honesto quando tiver a chance de pôr a mão no dinheiro público? É diferente aquele que fura a fila para o que se beneficia do cargo público para interesse próprio? E quem estaciona em vaga para deficiente? E quem finge dormir quando entra idoso no ônibus? O que dizer do dinheirinho que muitos dão aos policiais nas blits da vida? Acho que poderia escrever pelo menos mais uma página repleta de “espertezas populares”, mas que salvas as proporções, são tão corrupções quanto o político que desviou dinheiro público.

Provavelmente você deve estar pensando que isso é “normal”, faz parte, e que provavelmente a corrupção política também é algo que temos que conviver, mas na verdade não é. Podemos mudar, podemos fazer diferente, mas para isso é fundamental mudar o foco do benefício próprio pelo do todo. Quando você vota em alguém por que te deu uma cesta básica, uma dentadura, ou cinquenta reais, você não está pensando no bem público, mas em si próprio. Pior, você já está sinalizando ao seu candidato que é corrompível e que ele tem carta branca para se corromper… Aí depois de quatro anos não adianta reclamar né?

E para não ficar somente nas minhas palavras…

Não vos enganeis; de Deus não se zomba. Pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará: porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará vida eterna. Não nos desanimemos de fazer o bem; pois a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos. Portanto à medida que tivermos oportunidade, façamos o que é bom a todos os homens, mas especialmente aos que pertencem à família da fé.

(Gálatas 6:7-10)

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