Autor: Danilo Andrade

  • Polemizando – Gays na igreja: O problema é ser ou assumir?

    Durante esta semana, foi divulgada, através da imprensa, a notícia de que o Hillsong NY havia colocado um casal homossexual para liderar o louvor. O caso obteve grande repercussão, não apenas local, mas também aqui no Brasil. Não podemos discutir a veracidade do fato, até porque já foi negado pelo pastor da igreja, mas podemos dialogar sobre o assunto.

    A Hillsong, apesar de negar a presença do casal na liderança do seu ministério, afirma que os gays são bem-vindos lá. Brian Houston, pastor sênior da Hillsong, em um artigo publicado num blog da igreja, declarou: “Se você é gay, você é bem-vindo no Hillsong Church? Claro! Você está convidado a participar, cultuar conosco e participar como um membro da congregação com a garantia de que você será incluído e aceito dentro de nossa comunidade. Mas [aqui é onde fica irritante], você vai poder assumir um papel de liderança ativa? Não. Isso não vai deixar todos felizes e, para alguns, essa postura pode até ser vista como hipócrita. Somos uma igreja que acolhe o gay, mas não somos uma igreja que aprova o estilo de vida gay”.

    Nem todos concordam de fato com a postura do Pr. Houston ou da Hillsong. Críticas continuam pelas redes sociais, mas a questão é: se a Hillsong está errada, qual deve ser, então, a postura correta? Qual deve ser o veredito da igreja ante os “gays evangélicos”? Eu usei as aspas, mas nem deveria. Afinal, sim há muitos gays dentro das igrejas evangélicas, inclusive pregando e ministrando o louvor. E nem precisa ser nenhum James Bond para encontrá-los.

    Pode parecer irônico que a mesma a igreja que prega veementemente contra a homossexualidade e se coloca como oposição à luta homossexual, tenha entre seus membros numerosos homossexuais. Mais irônico – pasmem – é que, na maioria das vezes, a liderança conhece boa parte dos casos. Por que a igreja os ignora?

    Você deve estar se perguntando como é possível existir gays dentro das igrejas mesmo com toda essa “caça às bruxas” promovida pelas instituições, mas garanto que nem é difícil assim entender. Primeiro: boa parte destes cresceu dentro da igreja e sair dela é bem mais difícil quando toda a sua família está lá. Portanto, é correto afirmar que suas vidas foram construídas dentro daquela realidade. Segundo: outros entram crendo ser possível, através da igreja, mudar sua “condição sexual” e acabam criando vínculos e mesmo construindo sua própria visão de cristianismo, em que é possível ser salvo se buscar o sacrifício e a negação “dos desejos carnais”.

    De qualquer forma, eles estão lá e não parecem incomodar. A situação aparentemente harmônica muda e causa incômodo apenas quando surgem provas contundentes da vida do membro, a qual expõe publicamente sua condição sexual ou quando este assume, sem cerimônias, ser gay. Aí, nestes casos, vira um problema para a igreja. Podemos comparar isso com a situação das jovens que, enquanto não aparecem grávidas são virgens. E os pastores celebram o casamento sem nenhum problema. Isso soa como uma hipocrisia para você?

    A igreja atual parece não chegar a um consenso sobre o assunto e qual deve ser a postura correta. O que se vê é uma repetição exaustiva de que a Bíblia condena a homossexualidade. Que Deus abomina o pecado, mas ama o pecador. Um dos versículos bastante usados para isso é o de Romanos 1:27: “E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro”. No entanto, é possível apontar outros versículos que condenam outras posturas também como, por exemplo, a mulher ministrar com a cabeça descoberta: “Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça. Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada. Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu”.

    O texto citado acima também foi escrito por Paulo, em sua carta aos Coríntios. Será que a igreja está “relativizando”a Bíblia? Sendo a Bíblia a regra para a correta vida cristã, não deveria esta ser aplicada integralmente?

    As discussões que este tema já suscitou e ainda levantará são muitas e ironicamente não há um consenso nem mesmo entre as igrejas. Há quem acredite na chamada cura gay, a qual consiste na cura através da fé, removendo todos os desejos homossexuais. Em contrapartida, outros acreditam que a questão é comportamental e depende do indivíduo ter força de vontade e buscar a mudança de vida, tendo a igreja importante papel neste processo. Existe também uma vertente que não acredita no fim dos desejos, mas sim na abdicação destes, em que o indivíduo convive com o desejo homossexual, mas negando os desejos.

    Cada visão citada, sendo ela a correta ou não, vai exigir uma postura diferente por parte da igreja. Independente da que for adotada, não podemos esquecer que Jesus morreu por todos indiscriminadamente. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo. 3:16). Além disso, se considerarmos o que Jesus disse em Mateus 11:28: “Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” não seria a igreja o lugar ideal para onde gays deveriam ir?

  • Polemizando – Festa junina é coisa de crente?

    Acabamos de sair do mês de junho, mês em que acontece uma das festas mais tradicionais do país, as Festas juninas que comemoram dias de diversos santos da Igreja Católica.

    A festa popular foi, por muito tempo, ignorada e rejeitada pelos evangélicos, pois era tida como idolatria. Todas as comidas típicas não podiam ser consumidas porque, na visão dos protestantes em geral, eram oferecidas aos ‘ídolos’ católicos.

    Na minha infância eu vivi isso e confesso que morar numa região rural predominantemente católica não facilitava muito. Mas eu entendi que devíamos ser diferentes. Aprendi com Daniel que às vezes devemos abdicar os manjares para alcançarmos algo maior.

    Porém, no entanto, todavia, a igreja atual meio que deu um “jeitinho brasileiro” de enfiar a Festa junina dentro do calendário de comemorações anuais. Rebatizaram para santificar e festejar o São João com a consciência limpa. Arraiá Gospel, Festa Jesuína (misericórdia), Festa do milho, Festa caipira e por aí vai. A música é gospel, e a bebida não tem álcool. Mas e a motivação? Jesus? Por que estamos sendo influenciados pelo mundo quando deveria ser o contrário? De que serve o sal que não salga?

    Você pode até achar que estou sendo radical e que isso não tem nada a ver. Talvez você tenha razão. Mas o que pensar e concluir diante de uma igreja cada dia mais corrompida pelo mundo? Sinto que as igrejas tem deixado de ser hospitais e estão se transformando em clubes. E hospitais devem acolher doentes, pessoas que muitas vezes não tem nada em troca para oferecer.

    Em contrapartida, clubes são para os que podem R$. São feitos para pessoas cuja contribuição paga a presença. E isso lhes traz benefícios. Assim, podemos concluir que clubes focam no lucro e, quanto mais contribuintes, melhor: mais estrutura, mais benefícios e mais nome. Por este motivo, creio que o sentido de ser igreja esteja se perdendo e festejar o são João seja só um sintoma do mundanismo que entra sorrateiramente nas igrejas.

    Festa junina é coisa de crente? Parece que sim. Agora de salvos, eu já não tenho tanta certeza.

  • Polemizando – Jotta A: o que há de errado com ele?

    O jovem e talentoso cantor Jotta A tornou-se sucesso repentino após vencer um concurso de calouros em um programa de TV. Alçado rapidamente a estrela da música gospel, o então pré adolescente Jotta A saiu do completo anonimato para o assédio tresloucado de fãs. Contratado pela Central Gospel Music, Jotta A lançou seu primeiro disco, Essência, vendendo mais de 80 mil cópias e alcançando repercussão em todo o Brasil e até fora dele. Tudo parecia perfeito e realmente poderia ter sido.

    No entanto, logo começaram as polêmicas. Ataques de estrelismo em eventos, desabafos ácidos nas redes sociais, conivência e incentivo à idolatria dos fã-clubes. A fama parecia ter começado a mostrar seu lado destrutivo. O cantor, além de ter mudado radicalmente de vida, também passava por uma de suas fases mais complicadas como ser humano: A adolescência. Como seguir uma vida profissional tão cedo sem misturar os problemas pessoais de ordem natural?

    Depois de lançar Geração de Jesus, o jovem cantor se consolida entre os mais populares cantores cristãos. Com isso, Jotta A ganha mais público e mais exposição. O problema é que nem sempre essa exposição é positiva. Assuntos pessoais e até banais comuns à maioria dos garotos de sua idade ganharam a rede causando alvoroço e enxurrada de críticas. Mas, o que esperamos de um garoto, que ele seja perfeito e não erre? A fama infelizmente não transforma ninguém em super herói.

    Afinal, o que tem de errado com o Jotta A? Não há nada de errado com ele, mas em nós, sim. Por que cobramos a perfeição de outro ser humano quando nós não somos perfeitos? Você pode estar justificando pelo fato de ele ser cristão. Mas quem disse que sendo cristãos somos perfeitos? Somos humanos. A diferença é que ninguém vai dar importância se algum desconhecido faz um vídeo cômico e joga na internet, pois, no máximo, a família vai ver. Mas o famoso? A repercussão é outra, justamente por acreditarmos que ele é superior e tem mais responsabilidades. Assim, esquecemo-nos de que muitas vezes ele é só um garoto jogado cedo demais num mundo competitivo, onde as pessoas parecem estar sempre dispostas a dar uma rasteira e jogar no chão.

    Reafirmo: não há nada de errado com Jotta A. Seus “erros” tão apontados são apenas reflexo de sua humanidade transparente. Na verdade, o falta alguém que lhe ensine a ser menos humano e mais artista: é preciso ocultar emoções, opiniões. Não é permitido errar. O erro, por mais bobo que pareça, consegue tomar proporções inimagináveis na boca de muitos. Por isso, é preciso interpretar e parecer politicamente correto. É preciso zelar da imagem ainda que ela não reflita exatamente a realidade. Porque o público não se importa, afinal, não querem a realidade, e sim a aparência de perfeição. E isso nem é tão difícil de se conseguir.

    Para alcançar esta imagem, basta algum investimento em assessoria, gestão de carreira, marketing digital. E, provavelmente, o único erro do cantor é o de não ter os profissionais certos para gerir sua carreira. Jotta A precisa entender que José Antônio e Jotta A não são a mesma pessoa e um não pode interferir na “vida” do outro. Enquanto José Antônio não entender que Jotta A não passa de um produto de mercado, mais e mais dedos serão apontados para ele.

  • Polemizando – Seus likes te condenam

    A rede social mais popular do mundo, atualmente com mais de 64,8 milhões de brasileiros, o Facebook tornou-se parte do dia a dia de todos nós. Inclusive é neste espaço que nos encontramos, em páginas de notícias, em grupos pessoais e de fãs, em todos os espaços que compõem esta rede social.

    Nosso país é o segundo em número de usuários do Facebook, perdendo apenas para os EUA. Porém, é nesta mesma proporção, a quantidade de pessoas que utilizam a rede social sem critérios e sem reconhecer a expressividade a qual possui.

    Talvez ainda “viciados” pela ideia do “Orkut” com suas comunidades, joguinhos e scraps, muitos veem essas redes sociais como forma de passatempo ou diversão. E nem está errado este conceito, porém obviamente, o Facebook está longe de ser apenas isso. Há tempos que muitas empresas estão o usando para expandir seus ganhos, reconhecendo o potencial que a rede social oferece. Além disso, as empresas hoje vasculham a vida virtual de seus possíveis contratados e é aí que mora o problema.

    As pessoas esquecem que as redes sociais funcionam como um cartão de visita virtual, tudo que postamos pode ser usado contra nós. Não pense que você não será desclassificado de uma possível vaga de emprego por um comentário discriminatório, uma piada de mau gosto ou uma imagem imprópria compartilhada porque vai! A falsa segurança que um grupo privado no Facebook oferece pode colocar-nos em situações constrangedoras. Vendo nossas publicações serem expostas ao mundo, nem os chats estão seguros depois dos famosos prints.

    Nossos likes nos condenam! Basta vasculharmos os perfis e vermos o que andamos curtindo, comentando. E será que nossa postura na rede condiz com um papel de “luz do mundo”? Se devemos nos preocupar com o que nossos chefes ou possíveis contratantes podem pensar da nossa vida virtual, e de Deus? Tem se preocupado com o que Ele pensa?

    É tempo de rever nossa postura antes que paguemos o preço de um tweet postado e mal interpretado! Prova disso é o que acontece com personalidades gospel, e suas frases publicadas em seu perfil ou certas opiniões defendidas. Vale lembrar que falar algo apenas para evangélicos conhecedores da palavra é diferente de postar algo aberto ao mundo que pode fazer suas próprias interpretações.

    Tudo é muito subjetivo e o que pode parecer inofensivo pode se tornar um grande problema, virando uma bola de neve sem fim. Que possamos ser mais cautelosos com o que publicamos nas redes sociais, compreendendo que, faz muito tempo que elas deixaram de ser espaço de diversão e passa tempo! Lembre-se, seus posts, likes e retuítes denunciam quem você é.

  • Polemizando – Silas Malafaia, o Dom Quixote gospel

    Determinado a defender sua amada Dulcinéa e eliminar os vilões que ameaçam a terra, o destemido cavaleiro Silas Malafaia decide levar uma vida de batalha em batalha confrontando tudo que aos seus olhos representa uma ameaça. Ou seria Dom Quixote?

    Numa releitura de suas peripécias, o nosso Dom Quixote gospel tomou como objetivo de vida defender sua Dulcineia, neste caso, a igreja cristã e, neste contexto, o modelo de família tradicional.

    Sempre disposto a combater as hostes do mal que se levantam para destruir sua amada, nosso herói parece estar 24 horas em alerta, na expectativa pelo próximo embate. Lutar pelo ideal da família perfeita tradicional, da ordem e dos bons costumes é sua razão de viver. Claro que todo o retorno midiático que sua luta obtém parece ser um combustível extremamente importante para si.

    Sua última façanha é digna de ser registrada e cantada por muitas gerações. Trata-se do tragicômico embate com o jornalista Ricardo Boechat. Os desdobramentos de uma batalha vexatória tem sido, no mínimo cômicas.

    Tudo começou quando o maligno apresentador e jornalista comentou sobre o caso de uma garota que foi alvejada por pedras ao sair de um culto de candomblé. Apesar da falta de provas mais consistentes, baseado em depoimentos, os agressores eram evangélicos. O caso foi registrado como lesão corporal e intolerância religiosa.

    Aproveitando o caso, Boechat criticou a postura de alguns pastores em determinadas igrejas que estariam incentivando a intolerância.

    “Os evangélicos são uma massa monumental de brasileiros, sempre ficam muito sensíveis quando se faz alguma crítica que generalize a abordagem. E nesse sentido, eu quero deixar bem claro que essa crítica é uma crítica muito dirigida a pastores e algumas igrejas neopentecostais, e alguns grupos específicos dentro de algumas agremiações religiosas que estão estimulando e levando a cabo ações de hostilidade contra outras religiões, especialmente as religiões de origem africana”.

    Se ainda não ouviu o áudio da fala de Boechat que deflagrou o fight, ouça abaixo:

    Para muitos seria apenas mais um comentário, mas não para nosso cavaleiro. Com seus olhos e ouvidos em todos os lugares, Dom Quixote gospel não poderia perder a oportunidade de causar acabar publicamente com mais um gigante inimigo. Sacou sua espada virtual e revidou o ataque.

    Possivelmente seu escudeiro tenha avisado que não havia necessidade de atacar, o gigante na verdade  não passava de um moinho, mas o destemido guerreiro tinha certeza. Ele via além, sua visão era muito mais apurada que a da maioria. “Vou te derrotar gigante! Pare de falar asneira e venha lutar com honra! Te desafio a uma batalha corpo a corpo!”

    O resultado você já deve ter lido e ouvido mais de um vez na internet. Boechat não deixou barato e de forma pitoresca, sugeriu que Silas Malafaia fosse procurar uma rola, além de vomitar vários adjetivos controversos em seu microfone. Ouça abaixo:

    Pronto! O circo está armado e os holofotes apontados. Todos a postos para acompanhar as próximos episódios das aventuras de nosso incansável Dom Quixote, o justiceiro gospel. Quem será o próximo inimigo? Quem será o próximo a ser desafiado para uma batalha pública?


    Em tempo…

    O comentário de Boechat sobre pastores em algumas igrejas incitando a intolerância religiosa foi preconceituosa no momento em que dá margem a generalização, mas não está de tudo equivocado.

    O Pr. Silas Malafaia não está errado em defender o que acredita. Porém, a forma como faz isso leva a situação ao ponto de total falta de respeito e banalização da causa. Boechat pode até ter se excedido em seu comentário, mas afirmar que ele falava asneiras publicamente e chamá-lo de idiota não ajudou muito ao Reino…

    Ricardo Boechat foi extremamente infeliz em sua resposta a Silas Malafaia. Fez tudo o que não se espera de um jornalista em um veículo de imprensa. Se havia alguma verdade em seu discurso, perdeu totalmente o crédito.

  • Boechat “detona” Silas Malafaia ao vivo em seu programa

    Vendedor da fé, enganador de fiéis, além de termos chulos foram disparados por Boechat nesta sexta-feira (19), durante apresentação do programa na rádio BandNews.

    O clima esquentou nesta tarde de sexta-feira entre o jornalista Ricardo Boechat e Silas Malafaia. Conhecido por suas críticas ferrenhas a personalidades e condutas em redes sociais, Malafaia coleciona inimizades e desafetos em diversos âmbitos da sociedade.

    O embate começou após Ricardo criticar pastores que incentivam a intolerância entre membros de suas igrejas. Logo Silas Malafaia se manifestou, desafiando o apresentador através de sua conta no Twitter para um debate cara a cara, criticando a postura do jornalista afirmando que este falava besteiras. A reação de Boechat foi imediata e classificou a postura de Silas como oportunista: “[…] Malafaia, vai procurar uma rola, vai. Não me enche o saco. Você é um idiota, um paspalhão, um pilantra, tomador de grana de fiel, explorador da fé alheia. E agora vai querer me processar pelo que eu acabei de falar, porque é isso que você faz. Você gosta muito de palanque, e eu não vou te dar palanque porque você é um otário”, deixando claro que não aceitaria o desafio do pastor, para não dar exposição à Malafaia, e não poupou criticas dizendo não temer ser processado pelo pastor.

    As declarações do jornalista repercutiram em diversos espaços tanto negativa quanto positivamente, principalmente pelos termos os quais utilizou.

    Em resposta ao contra-ataque de Ricardo Boechat, Silas publicou um vídeo, o qual afirma que irá processar o jornalista e dispara “eu vou te engolir”. O vídeo foi publicado no YouTube e veiculado no Verdade Gospel, portal de divulgação pessoal de Silas Malafaia:

  • Limão com Mel – Até quando você permitirá ser um ídolo gospel?

    Atualmente os cantores evangélicos são seguidos por legiões de fãs que admiram seu trabalho, compram seus CDs vão aos seus shows. Enfim, algo muito parecido com o meio secular. Fã-clubes se multiplicam nas redes sociais, e há desde crianças até adultos envolvidos nestes. Quem se envereda por este meio percebe rapidamente que na maioria dos casos a postura de seguidores de Cristo passa longe. Não é possível generalizar, mas o que vemos atualmente entre os fãs de cantores, não os diferenciam em nada aos fãs de Justin Bieber, Luan Santana, Beyoncé ou Iron Maiden.

     

    Para qualquer cantor é positivo ter admiradores, pessoas que intercedam por seu ministério, que divulguem o seu trabalho para outras pessoas, comprem seus CDs. Mas não é só isso o que vemos: Estes admiradores passaram a ver seus “admirados” (argh! O termo aplicável é “ídolos”) como um ser supremo, perfeito e intocável e ai de quem diga o contrário! Se um veículo publicar algo que de alguma forma vá contra os interesses da “fanzaiada”, prepare-se para as pedras. Há uma ditadura do fale bem, ou fique calado, que é melhor.

     

    A pergunta que não quer calar é: onde estão nossos ministros que “não veem” isso? Fazem vistas grossas a atitudes inaceitáveis e não se posicionam contra essa idolatria que tem tomado conta dos jovens cristãos. Muitos sequer pisam na igreja, mas não perdem um show. Não sabem quantos livros há na Bíblia, mas sabem de cor e salteado TODAS as canções da diva / deus grego gospel.

     

    Até quando você vai se omitir? É muito conveniente fingir que não enverga o óbvio, mas até quando? Até quando o lucro e o dinheiro valerá mais que almas? Provavelmente se impor, falar a verdade vai arranhar a imagem perante os fãs, poderá perder possíveis consumidores de seus inúmeros produtos, mas até quando? Será que é preciso ser engolido por uma baleia para que você fale? João Batista perdeu a cabeça por dizer a verdade ao rei Herodes. Paulo e Silas foram presos e mortos por pregarem o evangelho aos povos. No entanto, isso já é pedir demais para os “ministros modernos”, não? Até quando você vai aceitar ser um ídolo gospel?
  • TOP 10 – Músicas de alerta contra a Babilônia

    Estreou há pouco mais de um mês uma das novelas globais que mais deu o que falar nos últimos tempos: Babilônia. E não é pra menos. Logo no capítulo de estreia a trama causou um reboliço principalmente entre os cristãos, não apenas pelo título que por si só carrega uma conotação negativa para os conhecedores da Palavra, mas principalmente pela forma como a novela abordou a questão da homossexualidade, colocando um casal lésbico representado por duas senhoras trocando beijos e carícias.

    Evangélicos usaram as redes sociais para expor opiniões a respeito e demonstraram insatisfação acusando a novela de atentar contra a família e a moral. Nomes como Silas Malafaia, Marco Feliciano e o Magno Malta foram alguns de muitos que usaram suas redes sociais para manifestar desaprovação e até promover boicotes.

    No contexto bíblico, Babilônia era o império para onde o povo de Israel fora levado cativo e permaneceram escravizados por longos anos. Quem não conhece a história do profeta Daniel que foi jogado na cova dos leões por seguir sua rotina de oração quando o rei havia proibido? Ou  Hananias, Misael e Azarias, mais conhecidos por seus nomes pagãos como Sadraque, Mesaque e Abede-nego que foram lançados na fornalha ardente por não se curvarem à imagem de Nabucodosor?

    Esses quatro jovens foram separados entre os escravos hebreus para servirem no palácio real e chamaram a atenção por rejeitarem a comida que era oferecida no palácio, por comidas simples, como frutas e verduras. O que mais espantava era que estes jovens aparentavam estarem com mais vigor e saúde que os demais que comiam os manjares do palácio babilônico, conotando com o mundo e o que ele oferece.

    Tudo isso tem inspirado diversas canções que falam destes feitos e nos alertam sobre os perigos da “Babilônia”. Confira 10 que valem a pena ouvir e refletir.

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    [tab title=”10º”]

    O Decreto – Cristiane Medeiros

    Recentemente lançado pela gravadora Celebrai Music, o novo CD da cantora Cristiane Medeiros traz como single a canção “O Decreto”, a qual narra, justamente, a história dos jovens que foram lançados na fornalha. Uma canção impactante que faz uma ponte entre a história e os dias atuais. (2015)

    https://www.youtube.com/watch?v=zy0YxoWoQ1U

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    [tab title=”9º”]

    Babilônia – Wilian Nascimento

    Gravada por Wilian Nascimento no álbum Agir de Deus, a canção, assim como a anterior faz uma analogia entre a história narrada no livro de Daniel e os dias atuais, declarando fidelidade ao único Deus. É uma composição de Anderson Freire. (2010)

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    [tab title=”8º”]

    Contra a Babilônia – Leandro Vinícius

    Em seu primeiro CD, de título Santo, o jovem cantor Leandro Vinícius trouxe em seu repertório essa excelente canção, que traz uma mensagem de insatisfação com a atual situação, a qual, cada vez mais, a “Babilônia” tem influenciado as nações. (2012)

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    [tab title=”7º”]

    Eu Prefiro ser Fiel – Leandro Borges

    Uma grande revelação na música pentecostal, Leandro Borges, em seu belíssimo CD Pelo Reino de Deus trouxe-nos a canção “Eu Prefiro ser Fiel”. Com uma letra forte, a canção apresenta uma mensagem de não conformação com as coisas do mundo, buscando se manter vigilante, assim como Daniel, rejeitando os manjares do rei. Vale a pena ouvir. (2013)

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    [tab title=”6º”]

    Não vos Conformeis – Cassiane

    “Não vos conformeis” é mais uma canção de exortação. Gravada por Cassiane em seu último trabalho de inéditas distribuído pela Sony Music, Ao Som dos louvores, e diferentemente das anteriores, busca nos exortar sobre os perigos de nos conformarmos com as coisas do mundo. (2011)

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    [tab title=”5º”]

    Na Corte do Egito – Trazendo a Arca

    “Na Corte do Egito” foi escrita por Deco Rodrigues e Luiz Arcanjo, mas foi cedida inicialmente para Fernanda Brum, que a gravou no álbum Profetizando as Nações. No entanto, a versão do Trazendo a Arca foi muito mais bem sucedida, tanto em público e crítica, com um arranjo criativo de Ronald Fonseca. Esta versão pode ser encontrada no clássico Marca da Promessa. (2007)

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    [tab title=”4º”]

    Identidade – Anderson Freire e Bruna Karla

    A música, a qual intitula o primeiro disco solo de Anderson Freire tornou-se um verdadeiro hit e um dos grandes sucessos de sua carreira. Com participação de Bruna Karla, a música tem de tudo um pouco, pois vai do pentecostal ao que podemos chamar de rap e narra a história de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego (é recorrente, neste tema) e mostra que é preciso assumirmos a nossa identidade, independente dos riscos que isso venha nos oferecer, até mesmo a fornalha. (2010)

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    [tab title=”3º”]

    Daniel – Resgate

    Um dos primeiros sucessos do Resgate, “Daniel” foi escrita pelo vocalista e guitarrista Zé Bruno para o álbum Novos Rumos. A canção trata diretamente a respeito da vida de Daniel, fazendo alusão as coisas que o mundo nos oferece. Essa música foi regravada diversas vezes pela banda e pode ser encontrada em várias versões. (1993)

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    [tab title=”2º”]

    Fidelidade – Danielle Cristina

    Um dos maiores sucessos de Danielle Cristina, a canção “Fidelidade” caiu na boca do povo em diversas igrejas pentecostais. Seu refrão forte e impactante declara justamente a fidelidade para com Deus, não dando a nossa adoração a nenhum outro senão a Ele. A frase “Até diante da morte, prefiro ser fiel” mostra o quanto esta canção é forte e é preciso muita coragem para cantá-la. (2009)

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    [tab title=”1º Lugar” icon=”trophy”]

    O Lamento de Israel – Sérgio Lopes

    Provavelmente o maior sucesso da carreira do cantor Sérgio Lopes até hoje, a canção “O Lamento de Israel” foi lembrada pela maioria das pessoas perguntadas sobre músicas com este tema e foi lançada no álbum O Sétimo, produzido por Pedro Braconnot. Sua relevância não é a toa, pois realmente se diferente das demais por ter uma pegada mais suave, mas igualmente impactante por transmitir uma mensagem forte e de grande apelo emocional. Em palavras, Babilônia não é o lugar de Israel, mas é preciso chorar, clamar a Deus para que Ele liberte do cativeiro. Merecidamente, é um clássico. (1997)

    https://www.youtube.com/watch?v=_l-iqlPqq4c

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    Agora que você já conferiu o TOP 10 e ouviu as canções, vale a pena pensar: Será que estamos mesmo rejeitando os manjares do rei como costumamos cantar ou será que estamos nos curvando às coisas as quais nos são oferecidas pelo mundo? Diante de tudo que temos visto e ouvido, vale a reflexão. Com certeza, a nossa Babilônia não é mais o Império antigo e os manjares não são literais, mas tudo aquilo que possa nos distanciar do alvo. Até a próxima!

  • Limão com Mel – “Eu não sou artista!”

    Este é um assunto um tanto quanto espinhoso, mas necessário de ser discutido. Afinal, por que alguns (muitos) cantores não gostam e rejeitam o termo “artista”? Por que em pleno século XXI, ser um artista cristão ainda é tabu? E por que alguns “levitas adoradores” repudiam o termo artista, mas leva vida de astro e estrela? Hum…
     
    Com algumas perguntas que não querem calar abertas, tentaremos na medida do possível encontrar as respostas.
     
    Primeiro, há um equívoco na interpretação do termo artista! Segundo o pai dos burros Mini Luft, o termo artista significa:
     
    1. (Pessoa) que pratica arte ou que revela sentimento artístico. 2. (Pessoa) que tem talentos. 3. (Pessoa) que faz da arte um meio de vida.
     
    Cadê o problema cantores? Pessoa que pratica arte ou que revela sentimento artístico. E música é o quê? Para os desavisados, genericamente falando, música é a arte de combinar sons. Se você combina sons e grava num CD, e usa esses sons combinados como um meio de vida, queridinho e queridinha de Jesus, lamento informar, mas você é um(a) artista! (Ai que triste! rs).
     
    Assim entendemos o porquê de o termo artista ainda ser tabu no meio gospel: burrice, ignorância, idiotice, chame do que quiser.
     
    Mas se ser artista é algo “normal” por que cantores gospel rejeitam o termo? A conclusão é simples: por causa do bendito “politicamente correto”. Se a massa acha que cantor gospel não deve ser artista (como se isso fosse uma escolha), então não vamos ser. Não se pode passar uma “imagem” ruim. Tem-se que manter a aparência mais certinha possível (ainda que seja só aparência mesmo).
     
    Na verdade, há uma certa rejeição (aparentemente sendo superada) da postura de superstar adotada por alguns representantes da música gospel. Segundo o site Bem Falar, superstar é um indivíduo (artista, político, líder religioso, atleta etc.) que apresenta algum talento em alto grau e é por isso extremamente aplaudido, famoso e requisitado”. Conhece algum? Assim, ser artista não garante que se é ou será famoso, aplaudido e requisitado. Mas se é famoso, é porque faz alguma coisa (nem sempre arte, nem sempre algo bom).
    Por fim, por que há cantor que repudia o termo “artista”, mas leva vida de super astro? Sim, astro! Afinal, cobrar cachê de 40 mil, possuir jatinho e ser convidado para participar de programas de TV não é para qualquer um. Ou não? Isso é incoerência do que se fala para o que se vive. Faz muito tempo em que a diferença entre cantores seculares e gospel se tornou tênue. (e os seculares não foram os influenciados).
    Não há problema algum em ser artista, viver da arte que produz. O problema está em negar o que se vive. Se são astros, famosos e reconhecidos, então parem com a hipocrisia de fingir que não são. É aquela velha história citada por Jesus em Mateus 23 verso 24: “Condutores cegos! Que coais um mosquito e engulais um camelo”.
  • O que é o Estado Islâmico? Conheça o grupo que tem aterrorizado o povo cristão

    No último ano tem crescido exponencialmente a popularidade do Estado Islâmico, principalmente devido às suas ações atrozes divulgadas em vídeos pelo grupo na internet executando cruelmente todos aqueles que vão contra o que acreditam, em sua maioria, cristãos. Toda a repercussão dos atos do Estado Islâmico se dá devido ao alto poder viral da internet. Em tempos de Facebook, onde tudo se compartilha, não é raro diariamente nos depararmos com os vídeos onde cristãos e outras minorias são torturados e mortos sem nenhuma misericórdia. O grupo descobriu o poder da mídia como forma de disseminar o terror e está fazendo bastante uso dela. Mas afinal, o que é esse “Estado Islâmico”? Um país? Um grupo terrorista? Um grupo religioso? Entenda.

    DEFINIÇÃO: O QUE É O ESTADO ISLÂMICO?

    Apesar de ser denominado “Estado Islâmico”, o grupo não é um Estado de fato. Entende-se que Estado seja uma forma organizacional cujo significado é de natureza política. É uma entidade com poder soberano para governar um povo dentro de uma área territorial delimitada. O reconhecimento da independência de um Estado em relação aos outros é fundamental para o estabelecimento da soberania. Assim sendo, mesmo que o grupo se rotule enquanto “Estado Islâmico”, o grupo não é um Estado em toda a sua essência.

    Dessa forma, Estado Islâmico se configura como uma organização terrorista que possui como base ideológica o pan-islamismo – movimento político e religioso que procura reunir num só Estado todos os povos de religião mulçumana.

    O grupo detém controle de um território estratégico entre a Síria e o Iraque. Seus membros estabeleceram, ali, um califado islâmico, tendo como líder Abu Bakr al-Baghdadi, que se autodenominou califa.

    Não se sabe ao certo quantos indivíduos compõem o Estado Islâmico, mas a Agência Americana de Inteligência (CIA), estima que entre 20 mil e 31,5 mil homens façam parte do grupo terrorista. Já o Estado Islâmico garante ter 50 mil na Síria e 30 mil no Iraque.

    [infobox title=’O que é Califado?’]

    É um modelo político surgido no século 7, na península Arábica, a partir da liderança de Maomé, o profeta do islamismo. “Califado” significava “sucessão”. No caso, os líderes muçulmanos que vieram após a morte do profeta.

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    SURGIMENTO

    O Estado Islâmico ganhou destaque a partir de 30 junho de 2014 ao declarar controle de um território estratégico entre a Síria e o Iraque. Desde então, passou a ser considerado uma das maiores ameaças da atualidade principalmente depois de divulgar dois vídeos com a execução de jornalistas americanos. No entanto, o surgimento do grupo é bem mais antiga como informa o site História do Mundo:

    “A história do grupo terrorista Estado Islâmico está relacionada com o processo de crise política que se desencadeou no Iraque após a guerra iniciada em 2003. Como sabemos, a Guerra do Iraque se deu dois anos após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, chefiados por membros da organização Al-Qaeda, então liderada por Osama Bin Laden. A Al-Qaeda possuía grande espaço de atuação no território iraquiano e em parte da Síria. O grupo Estado Islâmico nasceu como uma derivação da Al-Qaeda, fundamentado nos mesmos princípios desta organização, que remontam à ideologia pan-islâmica de Sayyid Qutb, antigo líder da Irmandade Muçulmana. Contudo, as ações do EI ficaram gradativamente mais radicais, até mesmo para os padrões da Al-Qaeda, o que provocou a separação entre as duas organizações terroristas.”

    IDEAL

    O Estado Islâmico é alimentado pelo ódio aos xiitas, às minorias, – a exemplo dos cristãos – aos Estados Unidos e em menor grau, à Europa. O grupo tenta impor uma versão extremamente conservadora do islamismo contra o que acredita ser uma expansão do xiismo liderado pelo Irã, que possui forte influência no Iraque.

    [infobox title=’Xiitas’]

    Os Xiitas são uma subdivisão dentro do islã, sendo cerca de 10 a 20% do total de muçulmanos. A grande maioria são chamados de sunitas somando-se entre 80 e 90% dos muçulmanos Um adepto do Islamismo é chamado de muçulmano.

    [/infobox]

    Para disseminar sua ideologia, os jihadistas – extremistas islâmicos praticantes do terrorismo motivado por questões religiosas – do EI usam técnicas extremamente violentas, entre elas, decapitações, crucificações, apedrejamentos, genocídios e sepultamento de pessoas ainda vidas que se recusam a se converter ao islamismo sunita e divulga imagens das execuções. Segundo Visentini – Historiador, professor titular de Relações Internacionais da UFRGS – a violência é uma forma de mostrar força e desestimular respostas ao seu avanço, além de conquistar novos adeptos.

    OBJETIVOS

    O grupo EI pretende construir um estado islâmico sunita sob um regime radical. Como pontua o site História do Mundo, um dos objetivos do Estado Islâmico é expandir o seu califado por todo o Oriente Médio que se pautaria pela Sharia, a Lei Islâmica interpretada a partir do Alcorão, e estabelecer conexões na Europa e outras regiões do mundo, com o propósito de realizar atentados que lhes possam conferir autoridade através do terror. A concepção de Jihad, ou Guerra Santa para o Islã, que o EI possui é a mesma de outras organizações terroristas, como a Al-Qaeda ou o Hamas: expandir o modelo teocrático radical islâmico de governo pelo mundo, por meio dos métodos terroristas.

     PODER ECONÔMICO

    Um dos diferenciais do grupo Estado Islâmico para os demais grupos extremistas está o grande poder econômico do grupo. Isso se dá pelo fato de controlarem um grande território entre o Iraque e a Síria tornando-se autossuficiente. Essa organização terrorista controla poços e refinarias de petróleo na região, lucrando com seu contrabando. É cobrado também imposto da população. A renda inclui, por fim, o resgate cobrado por reféns e a pilhagem de bancos. Além disso, antes de se autodenominarem Estado Islâmico, o grupo recebeu apoio financeiro para entrar na guerra civil síria contra Bashar Al-assad.

    OFENSIVA AMERICANA

    O presidente Obama prometeu ampliar a ofensiva contra os jihadistas do EI, com um plano que prevê ataques aéreos contra santuários – centros de comando, capacidades logísticas e infraestruturas – dos terroristas na Síria e no Iraque e maior apoio às forças de segurança iraquianas. Nessa empreitada, Obama deverá contar com ajuda internacional de países da Europa e do Oriente Médio, além da Arábia Saudita, que disponibilizou uma base para treinamento. Soldados americanos não se envolverão diretamente no conflito (pelo menos por enquanto), mas cerca de 450 serão incumbidos de treinar rebeldes sírios, tidos como moderados. Mais de 145 bombas já foram lançadas contra alvos do EI no Iraque, até meados de setembro, como maneira de auxiliar o Exército local.

    Vale pontuar…

    TODO CALIFADO É TERRORISTA?

    Não. Nem todo muçulmano, aliás. As práticas terroristas são específicas de uma interpretação radical do islã que não é mainstream nem foi a regra durante os séculos de islamismo.

    TODO MUÇULMANO SEGUE O CALIFA Abu Bakr al-Baghdadi?

    Não. Essa seria a ideia de um califado, como foi o projeto de Maomé e de seus seguidores no início do islamismo. Mas Abu Bakr al-Baghdadi é seguido por uma pequena parcela dos muçulmanos, e enfrenta oposição de todos os Estados islâmicos. Ele não representa o islã.

    Com informações de História do Mundo, Zero Hora, Terra e Mundialíssimo