Análise: CD Entre – Paulo César Baruk

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Quando se diz “Entre” para alguém que está em sua casa, está automaticamente dando boas vindas e uma liberdade para que tal indivíduo esteja em seus aposentos. A sensação de ouvir o mais recente trabalho de Paulo César Baruk é esta. Canções excelentes levadas num clima descontraído, e ao mesmo tempo altamente técnico.

O músico abre sua caixa de canções e nos presenteia com bons arranjos, e nada melhor que participações especiais de conhecidos intérpretes do nosso gospel nacional. São 12 faixas, sendo 11 regravações, e a inédita “Senhor do Tempo”, que ganhou versão em videoclipe e indicação ao Troféu Promessas. O álbum também está sendo indicado ao prêmio.

Diferentemente do que estamos acostumados a ouvir, a obra é iniciada com uma faixa de adoração intimista. “Dependo de Ti”, traz toques de teclado e guitarra bem produzidos com a voz de Nívea Soares em dueto com Baruk. Esta é, sem dúvida, a melhor participação especial do álbum.

Outros pontos fortes do CD são “Espera em Deus”, com excelente interpretação de Soraya Moraes e, por incrível que pareça, na maçante “Viver o Amor” com os vocais de Luiz Arcanjo, vocalista do Trazendo a Arca. Diferentemente de André Valadão, que não contribuiu positivamente para “O Meu Querer”, aqui Luiz conseguiu abrilhantar uma canção de pouco valor no repertório. A participação de Juliano Son e Hélvio Sodré em “Não Há Outro Lugar” e de Fernandinho em “Jardim da Inocência” são medianas, enquanto Eyshila, Fernanda Brum e Danielle Cristina destacam-se em suas respectivas faixas, principalmente esta última.

A versão mais pop e alternativa de “Reina em Mim” é um tanto quanto cansativa, mas inegavelmente cumpre bem o estilo versátil de Baruk e Marcus Salles. “Em Todo Tempo” traz Silveira, menos conhecido que os demais convidados, entretanto faz uma boa interpretação, embora pouco destacável.

A inédita “Senhor do Tempo” é, de longe uma das melhores composições e interpretações vocais de Paulo César Baruk. Versando sobre um assunto bastante atual na sociedade, o músico imprime a necessidade de organizarmos melhor nosso tempo diário pra Deus, diante de tantas ocupações e entretenimentos que nos afastam dEle. Além de uma oração, a faixa cumpre bem sua missão reflexiva.

Finalmente, Baruk projetou com excelência seu trabalho comemorativo. É de certa forma raro encontrar um trabalho deste tipo que fuja do mais do mesmo. A escolha das participações especiais, no geral foram sábias, relacionando o estilo e a proposta de cada canção com o vocal dos convidados. Pela boa seleção do repertório, e as novidades trazidas num trabalho normalmente sem novidade, o CD é recomendado.

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