Innocence & Instinct é o segundo trabalho da RED, composto por 10 músicas, tendo 4 faixas bônus. E eu começo falando delas: a primeira é uma introdução básica de piano que traz aquela tensão de filme de terror com uma mistura – razoável – de emoção ao ver alguém partir. Overtake You, em contrapartida, é um hardcore bem executado. Forever decai um pouco o peso da anterior, mas continua com aquele peso rediano. Uma mistura pop no refrão mostra de forma mais latente o lado básico do grupo, com guitarras limpas. Nothing and Everything é uma versão acústica e um pouco mais diferente de Fight Inside, que abre o disco. Confesso que ambas as versões são muito agradáveis. Death of Me vem em seguida, mostrando que o peso do álbum ainda vai ser mostrado e que a primeira faixa foi só um prelúdio do que a banda tem a oferecer. Um fator que considero muito interessante no RED é que no mesmo tempo em que eles parecem referenciar um aglomerado de outras bandas, eles não parecem com ninguém e acabam sendo simplesmente eles. É, de longe, o trabalho mais seguro do que eles são por essência.
Carregada de referências hard rock, Mystery of You vem em seguida, oscilando o nível de agressividade do disco. Start Again suaviza mais ainda, abrindo espaço para a faixa seguinte, Never Be the Same, que começa com um dedilhado de violão e ganha peso mais na frente. O álbum segue uma linha melódica agradável. Diferente dos outros do gênero, Innocence & Instinct não tem a intenção de mostrar solos, guturais e nem fazer com que a galera pire numa roda punk. Em contrapartida, é muito mais enfático nas conduções melódicas, como um todo. É claro que há guturais como no final de Confession (What’s Inside My Head). Mas, em comparação ao seu primeiro trabalho, que já começa meio gritado e tem uma influência eletrônica bem presente, este projeto propõe novos caminhos, mostrando a essência do grupo. É possível ver a evolução dos integrantes em Shadows. A música tem uma pegada pulsante de baixo e refrão um tanto pegajoso. Ordinary World é um cover do Duran Duran com o arranjo todo modificado e a cara da banda sendo impressa.
Out From Under resgata o lado eletrônico do grupo e os guturais. Uma coisa que certamente agrada é a oscilação vocal apresentada pelo vocalista, que passeia dentre agudos e guturais com proficiência. Take It All Away suaviza o álbum e o fecha com chave de ouro. A canção é acústica e desperta aquela essência trovadoresca com o arranjo de cordas e piano. É um disco claramente direto, e tem poucas faixas, se adequando completamente ao que foi proposto no projeto.
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