Análise: CD Como Águia – Bruna Karla

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Bruna Karla, de certa forma é um sucesso esperado no mercado gospel nacional. A artista, que despontou com o álbum Advogado Fiel, com canções de qualidade inquestionável acomodou-se, e pior, aos poucos perde seu patamar a cada disco que lança. Como Águia dá sequência à este contexto, fazendo uma combinação desagradável entre produção musical sem personalidade, musicalidade duvidosa, interpretações vocais equivocadas e repertório confuso.

Primeiramente, o que soa mais contraditório no álbum é que os compositores das canções que compõem o projeto são de peso, mas percebe-se, evidentemente que não há nenhum conceito por trás do disco, nem no aspecto lírico, muito menos melódico. Algumas, para piorar possuem fraseados desconexos. A faixa-título fala em fazer do tempo uma sala de intimidade. A incoerência deste verso é evidente. O que mais prejudica as canções, no entanto são o toque do marido de Bruna Karla, Bruno Santos e também do arranjador Tadeu Chuff. A produção musical não soube valorizar as músicas, transformando possíveis hits em faixas sem o menor destaque.

Bruna Karla tem exagerado nos melismas, ao invés de se centrar na simplicidade. Sendo assim, ao invés de agregar valor ao repertório torna-o cansativo. Mais surpreendente, porém é o fato da capa do CD ser o único aspecto completamente positivo. A gravadora MK Music certamente fez o seu melhor projeto gráfico do ano. A partir disso, há a confirmação de que a frase “não julgue um livro pela capa” é adequada com o que foi apresentado em Como Águia.

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