Em 2006, o Katsbarnea seria reformulado. A banda, agora como um trio, seria formada por Paulinho Makuko (vocal/guitarra), Déio Tambasco (guitarra/vocal de apoio) e Marcelo Gasperini (bateria). Déio veio de uma turnê agitada com a Oficina G3, na divulgação do álbum Além do que os Olhos Podem Ver, o qual possui sua participação. No baixo, dois músicos estiveram responsáveis, Villaça e Robinho Tavares. O toque final – e mais que especial – seria Dudu Borges, pianista e produtor do Resgate, na produção musical.
Com esta equipe, foi lançado talvez o último álbum realmente interessante do Katsbarnea, A Tinta de Deus. Aqui, Makuko provou ser mais que um intérprete de composições do ex-vocalista Brother Simion, apresentando seu estilo lírico nas letras. Mas é claro, ele sozinho não conseguiria. Déio Tambasco faz um desempenho excelente nas guitarras, com riffs marcantes. O timbre da bateria de Gasperini também é um show à parte. Claro, todos estes bons elementos são evidentemente êxitos de Dudu Borges, com sua proficiência como produtor.
O trio aproveitou para gravar um DVD ao vivo, lançado em 2009, que revisitou as canções deste disco e outras mais antigas. No geral, o trabalho ficou muito bom, sendo produzido pelo próprio grupo, e serviu como uma lembrança dos anos mais antigos. Ex-membros, como Jadão e Simion, não participaram.
A instabilidade surgiria novamente. Déio Tambasco retornou para a carreira solo, e Marcelo Gasperini decidiu deixar o grupo. Assim foi o retorno do Katsbarnea.
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