Melhores discos de rock cristão nacionais: Década de 70

O portal O Propagador estreia uma nova série aqui, chamada “Melhores Discos Cristãos”, procurando compilar os melhores álbuns na história da música cristã nacional e internacional. Para introduzir as listas, nossa equipe, juntamente com alguns leitores que, selecionados, conhecem e muito acerca do tema, preparamos várias listas individuais com discos e através de votação, compilamos uma seleção final, que você vê aqui.

Nossa primeira lista é acerca dos discos de rock cristão nacionais da década de 70. Época cheia de propostas evangelísticas e, ao mesmo tempo, forte repressão religiosa, dava indícios à explosão que ocorreria nos anos 80. Com isso, escolhemos cinco álbuns que devem ser de audição obrigatória para quem deseja conhecer esta fase. Confira:

[infobox title=’5º: Quem deseja ser criança?’]Artista: Comunidade S8
Ano de lançamento: 1979
Número de faixas: 10[/infobox]

Comunidade S8 - Quem Deseja ser Criança - 1979João: Como o ressoar de um clarim celestial chamando a todos para se voltar à velha infância de uma fé simples, a faixa-título e várias outras desse álbum como “Quando as Flores Não Mais Existirem” e “Quando Vejo os Céus!” fazem qualquer um voltarem aos tempos do “Primeiro Amor”. As letras desse segundo disco da S8 me remetem aos trabalhos d’Os Meninos de Deus, com aquele ideal hippie de ‘voltar ao jardim’, ‘retorno ao paraíso’, ‘jardins floridos’ e etc, só que aqui esse ideal é remetido aos céus, com passagens bíblicas muito bem repassadas e poesias geniais, mostra que toda a sociedade sem Deus pode procurar em várias formas de escape, mas é totalmente inútil, pois continuam sendo ‘escravos do erro’; e que a vida é passageira e um dia as flores não mais existirão e o tempo parará de contar, dando lugar à certeza da companhia eterna no verdadeiro paraíso, ao lado do Pai. A sonoridade é muito na linha de bandas como Yes, Genesis e Os Mutantes, sendo portanto uma das bandas mais contemporâneas na sonoridade dos anos 70 a lançar material, e esse disco é muito superior ao antecessor ‘O Rio das Águas que Saram’, e o mais legal é que a S8 nos dois álbuns seguintes, já nos anos 80, até onde ouvi, fizeram trabalhos ainda mais esplêndidos e com uma poesia singela sobre a sociedade de sua época, e o mais impressionante, ‘Quem Deseja Ser Criança’ ainda parece uma canção feita ontem, basta olharmos pros lados e vemos que ‘os dias reclamam por transformação e os fatos imploram reformulação’ até hoje.

Phil: Um trabalho com cara bem brasileira! Não que os outros não tivessem, mas pude notar mais elementos de música brasileira nas canções. Na instrumentação, nos ritmos, mas nem tanto na forma de cantar; por outro lado temos um vocal feminino bem ajustado e bem presente. É um álbum feliz, daqueles que pra sorrir e cantar junto. Achei mais jovem que o trabalho do Jovens da Verdade (trocadilho não intencional, rs), no senso comum de dizer que isso ou aquilo “é pra jovem”. Acho que vocês entenderam, né? Para este álbum, destaque nas canções “Quem deseja ser criança?”, “Ó Senhor, livra a minha alma” e “O rio vivo”.

Thiago: A Comunidade S8 surgiu do objetivo de ajudar dependentes químicos. O grupo não girava só em torno da música, mas em volta de vários projetos de cunho social. Havia colocado outro álbum da banda na lista final, o qual o mesmo não havia tido um grande interesse. Com músicas em rock progressivo, o que vale ressaltar no projeto é o que fizeram com suas canções, que era contra a religiosidade da época. Poderia ter merecido o máximo a posição de quinto lugar. A faixa “Ó Senhor, Livra a Minha Alma!” lembrou-me a canção “Babe I’m Gonna Leave You” do Led Zeppelin.

Tiago: Embora temos um enxurrado de bandas que mantinham os pés na Jovem Guarda, a Comunidade S8 produziu um disco basicamente de rock progressivo, com os aspectos que esperamos de um disco deste gênero. Já no final da década, me parece que é mais tranquilo falar de temas que aos poucos deixariam de ser tabus na música cristã com bastante seriedade, mas sem deixar de soarem juvenis.

[infobox title=’4º: Bonança’]Artista: Os Cantores de Cristo
Ano de lançamento: 1975
Número de faixas: 12[/infobox]

Bonança - Os Cantores de CristoJoão: Muitos grupos na época investiram em Jovem Guarda, como os Embaixadores de Sião, Cades-Barneia, Triumpho, Os Atuantes, Os Ligados, mas Os Cantores de Cristo foram além, porque fizeram isso colocando pitadas do rock psicodélico e do progressivo (os Embaixadores de Sião fariam isso no seu segundo disco, já nos anos 80, mas aí é outra história). Desde Olhando o Infinito Os CDC já vinham surpreendendo, mas em Bonança eles investiram numa produção mais limpa e letras bem mais coloquiais do que no seu antecessor, como o verso da faixa-título: “Jatos de luz vêm colorir, dando beleza, nos fazendo sorrir”, e você ter na sua mente que esses jatos são emitidos pelo Sol da Justiça abrindo os céus em bonança é algo muito belo de se imaginar. Infelizmente foi o último disco deles com uma sonoridade mais juvenil, e logo eles se poriam a fazer canções mais suaves, mas sem perder o enfoque evangelístico.

Phil: Letras muito boas, sendo aqui não tão loucas quanto Rebanhão ou mesmo Jovens da Verdade, mas um pouco mais diretas. Arranjos mais uma vez bem ajustados para quem curte um baile de jovem guarda, mas bem animadinho em algumas faixas, e com guitarra mais presente no som. Ah, não tem como não agradecer aos céus pelo solinho na introdução de “O Caminho”, afinal é um sonzinho distorcido, finalmente! Haha. (E não duvido que alguns dos outros analisadores leram a faixa dois como “O mundo está por um Phil”. Estou de olho nessa zoeira, hein, colegas!) Aqui destaco a curtinha “Achei”, “O Caminho” e “Eli”.

Thiago: Havia listado dois álbuns do Os Cantores de Cristo na minha seleção dos melhores. Coloquei esse álbum como o primeiro lugar na minha classificação. Tiveram muita repercussão na época, com o som predominantemente rock progressivo, e uma qualidade musical que se assemelhava com bandas de grande porte. A qualidade musical do álbum é um avanço para época, e as guitarras foram o seu melhor aspecto. No resto, repetiram as ideias musicais da época, como o órgão, e as interpretações vocais em conjunto. “Bonança”, “Eli”, “O Mundo Está por um Fio” são as melhores músicas. O impacto do grupo foi bem grande, influenciando bandas e cantores como Novo Som, e no Janires e Amigos, do Rebanhão, a banda é citada, mostrando a importância do Os Cantores de Cristo.

Tiago: Confesso que a música dos Cantores de Cristo não despertou minha atenção, mas é inegável que o trabalho deles estava acima da maioria de seus contemporâneos. É o segundo trabalho, mais ousado que Olhando o Infinito, seu antecessor, e talvez o último lançamento que valha a pena ser mencionado.

[infobox title=’3º: Viagem’]Artista: Jovens da Verdade
Ano de lançamento: 1973
Número de faixas: 12[/infobox]

Viagens - Jovens da VerdadeJoão: Um dos primeiros álbuns revolucionários da história da música cristã brasileira, tem uma pegada bem tropicalista, com letras bem na linha Movimento de Jesus, mesmo que possivelmente o pessoal do projeto JV nem conhecesse o que tava rolando nos EUA nessa época, pra mim é um disco que mexe ainda pra caramba com minha mente, em especial a faixa-título, que usa de um vocabulário extremamente cabuloso pra época, como a palavra ‘transas’, que devia horrorizar muito crente da época (e acho que até hoje, rsrs), letras que falam muito sobre a juventude como “Desligado”, “Um Jovem Triste”, “Jovens Vamos Lutar”, “Pra Viver Sorrindo”, e claro, a faixa-título, que vai bem no meio do assunto que de certo modo foi abordado de maneira mais direta e pesada no disco anterior, Drogas Matam. A capa também é um primor, a sacada do avião foi muito bem feita na minha opinião. Quando ouvi pela primeira vez esse disco, fiquei sem palavras, tentando me colocar, como historiador, na década de 70 e dizer ‘meu, esses caras eram doidos!’ (risos). Muito relevante e impossível não ser citado por alguém que pesquise sobre essa década.

Phil: “Jesus, amigão, quero fazer uma viagem com você”. Assim canta a primeira faixa do “Viagens”. É um LP bem classudo, com vocais bem trabalhados (como tudo na época, pois, se estou certo, as canções cristãs tinham mais um formato de “coral”, não necessariamente com 20 integrantes, mas raramente havia muito solo vocal). Se existisse uma espécie de “baile de jovem guarda” gospel na época (mamãe me contou que o baile se chamava “assustado”, porque era de uma hora pra outra, no susto, que se ficava sabendo dele), muito provavelmente teríamos o Jovens da Verdade tocando lá, até porque o Viagens é o terceiro registro deles (até onde sei), então eles já teriam bastante material pra palco, não acham? Em destaque, “Viagens” e “Não mais eu”. O curioso foi que comecei a ouvi-los num dia chuvoso, e caiu perfeito, a atmosfera tranquila do álbum com a reflexão que sentar à janela e olhar a chuva traz. É simples e belo assim.

Thiago: Os Jovens da Verdade não haviam entrado na minha lista pessoal. Um disco de qualidade baixa, não me chamou a atenção. O grupo é muito ligado a missões e obras como a Comunidade S8, e tem participação ativa na sociedade. Musicalmente, o álbum de modo pessoal, merecia o quinto ou quarto lugar nessa lista, mas ainda assim seu som era um tanto polêmico pelas regras religiosas da época.

Tiago: A capa do álbum é, de fato, antológica. Um disco bem mais maduro que seu anterior, Drogas Matam, Viagem apresenta um JV calcado na Jovem Guarda, porém um pouco mais ousado. É claro, as composições aqui e acolá são até ousadas, mas nada que se compare a alguns músicos dos anos seguintes.

[infobox title=’2º: Rebanhão’]Artista: Janires
Ano de lançamento: 1979
Número de faixas: 10[/infobox]

Rebanhão - Janires - Fita Cassete - 1979João: A demo que mais intriga tanta gente até hoje. As letras contidas nessa demo até hoje não vi iguais, Janires era muito inteligente, conseguiu colocar influências da psicodelia, tropicalismo, rock progressivo, até um samba, tudo num cadinho só que me remete aos clássicos trabalhos de Raul Seixas dos anos 70, principalmente o obscuro e estranho Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10. As letras, obviamente, são fora de tudo que já se viu. Cada letra merecia um review próprio, acho que mereciam é um livro (risos), “Castelo de Areia” como uma nova versão e genial da parábola dos homens que constroem suas casas na rocha ou na areia, “Aleluia” começa naquela pegada de músicas da Tropicália, mas depois fica piano, quase um canto congregacional, “General” é uma balada que fala da volta de Cristo, muito tocante, “Disco Voador (Bebê de Proveta)” é a primeira a mandar uma letra completamente pirada pra época, com menções à comerciais de cremes dentais, viagens espaciais, OVNIs (muito em moda na época a crença nisso, vide “Ouro de Tolo” de Raul Seixas) e a revolução da inseminação artificial e do bebê de proveta, ‘Taças de Cristais” eu gostei mais da versão dos anos 80, mas enfim, é uma letra muito boa, “Discoteca”… ah, se Janires soubesse que a turma dos anos 2000 ia fazer essa tal de discoteca gospel (risos), mas é uma ótima letra e que chegou a ser usados alguns dos seus versos pela banda Louvor Art e Cia na música “Milagres” do seu único álbum Criação de 1994, “Eu Tenho uma Casa no Céu” é uma das minhas prediletas, até de seriados e filmes da época ele fala, como Flash Gordon e King Kong, “Ponte” é uma polêmica e inacreditavelmente atual crítica aos usos e costumes de muitas igrejas, somado à falta de amor às pessoas e amor capitalista às coisas, “Cara a Cara” deve ter chocado na época igual se hoje em dia decidíssemos falar de programas da ‘satânica’ Rede Globo em uma música, e “Arco-Íris” fecha com uma beleza indescritível esse K7, com a temática predileta do Janires: A volta do Senhor. Pra mim essa fita merecia é ser colocada acima até do primeiro lugar, pq é incomparável demais.

Phil: Cheio de atitude, como um bom rock deve ter! Como não ficar encantado? Caraca! Tanta criatividade e loucura, vivacidade e cultura. E olha que era apenas uma demo mas mesmo assim merece demais entrar na lista. Confesso que só tinha ouvido poucas canções, soltas, do Rebanhão antes dessa empreitada auditiva e agora que dei atenção a um álbum inteiro eu captei uma boa parte do que a galera vive dizendo sobre a banda. Impressiona a atualidade, pois certas afirmações cabem muito bem nas situações de hoje, 30 e tantos anos depois! Como diria Paulo Bonfá, é totalmente excelente. Fico imaginando a polaridade na época, uns dizendo “que loucura é essa? por Deus, não dá pra mim, tô fora disso!” e outros exclamando “que loucura é essa? por Deus, que maravilha, era isso o que eu tava procurando!”. Quebrando paradigmas, encantando meus ouvidos! Destaco aqui as boas zoeiras de “Eu Tenho uma Casa no Céu” e “Disco Voador (Bebê de Proveta)”.

Thiago: Janires é um distinto compositor e notoriamente conhecido por ter fundado a banda Rebanhão. Apesar de ter colocado em quinto lugar na minha lista pessoal, esse álbum tem um dos melhores arranjos da época. O que o disco perde demais é na questão técnica, com uma gravação claramente amadora, cheia de falhas, o que poderia ser normal para época. Mas apesar dos defeitos, o cassete em comparação ao rock cristão setentista apresenta uma das melhores sonoridades, e os arranjos de teclados foram os melhores até aqui. “Disco Voador (Bebê de Proveta)” e “Eu Tenho uma Casa no Céu” com suas influências de blues, “Cara a Cara” com seu solo de guitarra distorcida (o que poderia ser quase um absurdo), “Ponte” com sua bela letra de crítica a ingratidão e religiosidade dos cristãos, são as melhores músicas do registro.

Tiago: As vezes soa estranho uma fita demo, de produção amadora tomando o lugar de vinis. Mas é isso mesmo. O trabalho de Janires estava muito acima do que seus contemporâneos poderiam alcançar (e até hoje muitos ainda não conseguem entender a genialidade deste capixaba). Este trabalho, gravado em São Paulo e que, mais tarde tornaria-se a banda que o cantor fundaria no Rio de Janeiro é talvez o primeiro registro de um rock cristão que consegue fugir das rimas previsíveis “Jesus-luz-Jesus-conduz” e apresenta um repertório contextualizado com sua época. Com faixas que são um verdadeiro tapa na cara dos cristãos, como “Ponte”, e faixas dançantes como “Aleluia”, o que não falta no disco é espontaneidade.

[infobox title=’1º: O que a Lua não pôde, não pode e não poderá’]Artista: Wolô
Ano de lançamento: 1975
Número de faixas: 12[/infobox]

O que a Lua não pôde, não pode, nem poderá - WolôJoão: Tecnicamente nem é um disco de rock, tendo uma ou outra música realmente nessa pegada, como “Cara” e “Amor Amor de Cristo”, mas é um disco muito bom, de uma produção soberba, rara de se ouvir de lançamentos dessa época, especialmente nos meios cristãos, e com uma das capas mais legais, e Wolô é um poeta, né, véi, conseguiu imprimir muitas das pirações da era hippie (o misticismo de venerar a natureza, a lua e o sol, etc), as gírias (“Cara”), e as viagens filosóficas e parciais sobre Jesus da época (“Duas Fáceis e Duas Difíceis”) numa visão cristocêntrica e com uma linha que lembra Ronnie Von, que conseguiu misturar a Jovem Guarda com a psicodélica da época, muito criativo, sem sombras de dúvidas. Por isso merece o primeiro lugar, por ser um corajoso precursor.

Phil: De toda a lista que obtivemos para audição, eu corri logo para esse. Fui pego pelo nome do cara. “Wolô? Que maluco é esse, em plenos anos 70?” Uma rápida busca na internet e entendi: trata-se de Wolodymir Boruszewski, ucraniano que é enraizado em terra brasileira desde que Renato Russo era um bebê (e talvez até antes disso). Bem, à medida que eu ia escutando outros álbuns, a liderança do belo “O que a lua não pôde, não pode e não poderá” foi muito ameaçada, mas não saiu do topo. Curti demais! Me cativou, me prendeu a atenção. Quando se fala de rock pensa-se em jovialidade, energia, animação, mas esquece-se que há vertentes e originalidades e particularidades, e o Wolô não fez um álbum loucão. Fez um álbum consistente! Destaco as faixas “Cara” e “Pai Nosso”, esta última provavelmente você já ouviu por aí.

Thiago: Ao contrário da dificuldade de gravações de muitos na época, a falta de tecnologia, as vozes extenuantes e bregas da maioria das bandas e cantores brasileiros da década de 70, Wolô consegue se superar na maior parte desses quesitos. Wolodymir Boruszbwski, conhecido como Wolô, é descendente de sérvios, cientista (geólogo), mestre em Meteorologia pelo INPE, doutor em Engenharia Aeronáutica na área de Estruturas e Mecânica dos Sólidos, pelo ITA. Com um extenso currículo na área cientista, suas músicas mostram o outro lado do compositor. O vinil O que Lua não pôde, não pode, nem Poderá possui letras com um jogo de palavras poéticas, que brincam com as palavras, e canções de rock bem características da época, principalmente o progressivo. O que poderia ser classificado como um escândalo na época, o uso de guitarras, bateria para acompanhar o órgão que era costume nas canções evangélicas da época, a parte lírica vence nesse álbum. Canções como “Cara”, “O Olhar Sorrir” pela influência da bossa nova, se destacam como as melhores canções do conjunto.

Tiago: Já deu para notar que a maioria das bandas e cantores desta época ainda eram fortemente influenciados pela música da Jovem Guarda. Mas Wolô foi mais longe. Mesclando vários gêneros musicais, como o samba, o disco é ousado também nas composições. Com um título instigante e uma capa conceitual (o que é raro para a época), o disco de Wolô era uma escolha óbvia para os primeiros lugares desta lista.


A lista foi compilada através de votos dos participantes, além de Jhonata Fernandes e Maycom Franklin, que não puderam comentar desta vez. Para saber, com maiores detalhes o processo de escolha dos álbuns, acesse esta página.

Comentários

3 respostas a “Melhores discos de rock cristão nacionais: Década de 70”

  1. […] também as listas anteriores: Década de 70, década de 80 e […]

  2. […] também as listas anteriores: Década de 70, década de 80, 1990-1994 e […]

  3. […] também as listas anteriores: Década de 70, década de 80, 1990-1994, 1995-1999 e […]

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