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  • Para refletir – Diferente dos Anjos

    Basta andar pelas ruas, pensar em familiares, parentes e note o quão é notável a quantidade de pessoas enganadas por seus corações e convicções afetivas. Indivíduos que confiaram em amores não correspondidos, pessoas que aparentavam ser amigos verdadeiros, mas que os abandonaram em certo momento, e principalmente paixões vãs, fúteis e passageiras que, em muitos momentos parecem amor. Noto e fico chocado, por exemplo, com a quantidade de jovens homens e mulheres que cometem suicídio pelo fim de um relacionamento amoroso. E o motivo? O mesmo ao qual disse anteriormente: colocando a vida e suas expectativas em alguém que uma hora ou outra não se mostrará essencial para você.

    E num momento em que o engano se revela ao indivíduo, o que lhe acontece? Geralmente a frustração. Ela corrói o ser humano, porque o mostra que suas expectativas nem sempre se concretizam, que as pessoas falham, a imperfeição, e também falsidade existe. Mas, em contrapartida, conhecemos alguém que nos livra de nossas frustrações e angústias, um amor incondicional. É Deus.

    Talvez você chegue neste dia dos namorados triste e frustrado(a) por estar só, ou então lembrando um relacionamento belo, mas que acabou mal. Uma pessoa te feriu, te magoou com aquilo, que parecia ser tão sólido, tão verdadeiro na verdade era um mero castelo de areia. É aí que vemos, em situação prática que nada neste mundo, nem ninguém pode ser nossa “base”, realmente forte além de Deus. A Palavra de Deus diz em Isaías 51, no versículo 12: “Eu sou aquele que vos consola; quem pois és tu, para que temas o homem, que é mortal, ou o filho do homm que se tornará em feno?”. Apesar de um pouco não claro, este versículo transmite verdades poderosos. Não se firme em algo mortal, passageiro. Tanto o “amor” de alguém quanto a própria pessoa. E no mais, quem maior que o Senhor para você confiar e ser consolado? Ele é a sua base forte!

    Este amor verdadeiro e sólido, em versos é demonstrado na canção “Diferente dos Anjos”, da banda de rock Fruto Sagrado. A faixa faz parte do disco O que na Verdade Somos, lançado em janeiro de 2003 pela gravadora MK Music. Esta música cita sobre uma frustração amorosa, e como o amor de Deus levanta e nos livra desta situação. Um amor que nos livra de todos os espinhos, desentorta nossos caminhos, tirando as pedras e os tropeços e nos leva ao paraíso. Temos a possibilidade de amar, o que nos faz diferente dos anjos. Então ame-o mais, e saiba que o mais Ele fará! Ele conhece o seu coração e sabe o melhor para você.

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  • Análise: CD 20 Anos – Fruto Sagrado

    Análise: CD 20 Anos – Fruto Sagrado

    Em 1988, surgiria uma das bandas cristãs de rock mais influentes no Brasil nos anos 90 e 2000. Realmente, um grupo que evoluiu muito e lançou clássicos como O que a gente faz fala muito mais do que só falar, Na Contramão do Sistema e O que na Verdade Somos. O grupo que mudou por algumas vezes de sonoridade também passou por várias mudanças de integrantes, a qual nos dias de hoje não permanece ninguém da formação inicial.

    O Fruto Sagrado foi fundado por Marcão (Vocal e baixo), Bênlio Bussinguer (Teclado e guitarra), Flávio Amorim (Bateria) e Marcos Valério (Vocal e teclado). Segundo Marcão, logo após o lançamento do primeiro disco, Marcos Valério teve problemas com seu relacionamento com Deus e deixou a banda, fazendo com que Paulo de Barcelos trabalhasse com o grupo durante uns anos. Após sua saída, entrou Bene Maldonado, que sairia e voltaria anos depois. Flávio Amorim se casou, mudando para os Estados Unidos, saindo em 2000. Então, Sylas Jr. o substituiu, mas este já trabalhava com a banda desde o seu início.

    O grupo também já fez parte de várias gravadoras, como a Gospel Records, Salmus Produções, Top Gospel, até chegar a MK Music em 2002, quando a banda lançou O que na Verdade Somos. Por divergências com os demais integrantes, Bênlio deixou o grupo. Anos depois, Marcão deixaria a banda para ser pastor na Igreja Presbiteriana Betânia da região Oceânica e entraria o jovem Vanjor. Apesar das diversas especulações do fim do grupo, a banda parou para produzir algo novo e criativo. Assim foi lançado, totalmente independente o disco Fruto Sagrado 20 Anos.

    Um fato é que a obra dividiu opiniões. Uns acham que a obra não caracteriza a essência do Fruto Sagrado, outros já elogiaram. Eu particularmente concordo com ambos os lados. Não diria que é um trabalho ruim, mas diferente e muito bem idealizado e produzido. É uma nova fase que o conjunto está vivendo.

    O disco seleciona as melhores baladas da banda, exclusivamente dos álbuns O que na Verdade Somos (2003) e Distorção (2005), além de duas inéditas.

    “Uma Noite de Paz” é integrante do primeiro disco da banda pela MK, e da versão original poucas coisas foram alteradas, mas nota-se uma grande evolução em relação à sua primeira gravação. Há uma presença maior do teclado e da bateria, então não presentes na anterior. Sua letra trata o Natal e o nascimento de Jesus como os temas principais, mas também fala de fome e miséria.

    A segunda e a terceira canção, “Diferente dos Anjos” e “O que na Verdade Somos” mantém a característica do disco, que é trazer maior atenção às letras que o instrumental em si. A última tem uma letra bastante reflexiva, sobre a nossa missão nesse mundo.

    A primeira inédita do trabalho é a quarta faixa. “Ao Fim do Dia” é escrita pelo novato Vanjor que chega ao grupo. É uma bela poesia, conduzida somente ao violão e mostra que o novo integrante não é só mais um com uma voz bonita.

    Ao contrário de sua versão energética de 2003, “A Sanguessuga” continua seguindo muito bem a proposta do disco, fazendo uma releitura, transformando-a uma balada. O texto de Provérbios 30:15 resume a letra da canção.

    Uma das principais baladas de Distorção, desta vez com uma presença maior da bateria e nula da guitarra é “Superman”, que descreve o ser humano dos dias de hoje. “Não Quero mais Acordar Assim” recebe um tom muito agradável, faz alusão à vida de Jó.

    Após isso, temos “Escravos do Porvir” é a segunda e última inédita do repertório. Outra canção que o músico Vanjor demonstra sua personalidade musical, usando a ansiedade pelo dia de amanhã como conceito da música.

    “O Sangue de Abel”, dentre o repertório, é uma dentre as minhas preferidas. Diferentemente da versão original, a qual o Fruto recebeu a participação de João Alexandre desta vez é conduzida unicamente pelo vocalista. Sua letra é uma oração, pedindo perdão a Deus por todo o mal causado pelo ser humano desde o primeiro homicídio ocorrido na Terra.

    Chegamos à última canção, “Ninguém me encontrará dentre os fracos”, a releitura mais irreconhecível do disco, totalmente diferente da primeira gravação. Ambas as duas versões ficaram muito boas.

    Talvez o conceito usado no disco não foi o mais correto, pois em todos os discos anteriores o Fruto Sagrado sempre apresentou um rock pesado. Mas o termo “balada” foi idealizado de forma fiel em cada traço do disco, desde os instrumentais, os vocais e o projeto gráfico. Concluo dizendo que Fruto Sagrado 20 Anos imprime muito bem a proposta que quer apresentar, o único problema talvez esteja no que o Fruto Sagrado fez no passado, que é bastante diferente do atual, porém isso não é um ponto negativo, mostra que mesmo após 20 anos, uma banda sabe se reinventar e mostrar uma nova sonoridade e novos conceitos, o que é raro no meio cristão. Parabéns a todos os músicos envolvidos na gravação do disco.