Será que estamos preparados para o dia da provação?
Quando esse dia chegar, seremos capazes de perdoar quem nos machucou, nos humilhou, armou para ver a nossa derrota? Não estamos isentos das dificuldades, dos problemas dessa vida, Deus permite que o dia da angústia, do desespero aconteça para provar a nossa fé. Deus prova quem Ele ama!
Seremos capazes de perdoar, de aguentarmos firme, de adorar ao Senhor quando contemplarmos tudo o que foi conquistado desmoronando? Meu irmão, minha irmã, neste momento eu não sei o que se passa na tua vida, mas Deus colocou essas palavras no meu coração e espero que elas penetrem na tu vida como bálsamo suave:
Deus nunca vai permitir provações que não podemos suportar. Quando chegar a hora insuportável, é nesse momento que a Graça dEle nos alcança. E como é glorioso quando somos alcançados por essa compaixão, por esse favor imerecido!
Aconteça o que acontecer, ame, perdoe, não negue a sua fé, mas exalte e glorifique o nome de Jesus porque a glória da segunda casa será maior que a da primeira.
Acima das nuvens escuras, o céu azul nunca deixou de existir. Toque o céu com os teus joelhos no chão. Sem problemas não existem milagres, só existe bonança depois da tempestade.
O inimigo nunca desistiu de tentar te derrotar, então você precisa nunca desistir da tua vitória! Hoje Deus pode mudar a tua trajetória, quem sabe não vai ser hoje o dia da tua vitória. Creia em Deus, siga em frente porque Ele é contigo!
Na Casa dos Profetas é o nono álbum inédito do Trazendo a Arca, o primeiro lançado pela CanZion Brasil. A produção musical ficou a cargo do próprio grupo, com mixagem e masterização de Jamba. O disco conta com 13 faixas, sendo a maioria de autoria de Luiz Arcanjo e Ronald Fonseca, que apesar de ter contribuído nos arranjos não integra mais o grupo, além da versão “Minha inspiração” de Marcos Brunet.
A identidade visual é assinada pela Agencia Excellence, que também assinou outros trabalhos do grupo, sempre apostando num visual temático e conceitual.
Num tom festivo, com riffs fortes de baixo, e pegada forte na bateria. É assim a introdução da faixa “Celebrai”, canção que abre o disco. Aqui está a prévia de um novo Trazendo a Arca, canção festiva, mostra que o disco promete! Composição de Ronald Fonseca e Luiz Arcanjo.
“Na casa dos profetas”, escolhida para single e título do CD, segue a linha festiva da canção anterior. Introdução com muita guitarra, bateria e arranjos bem elaborados. Destaque também para o refrão da canção com mensagem impactante. A pressão da bateria na ponte “profetiza” aliada a arranjos incríveis de guitarra trazem um TAA como você nunca ouviu. Excelente!
Em seguida mais uma música “pra cima”. “Kabod”, canção de título enigmático traz um excelente pop-rock cheia de arranjos impecáveis. Para que não gere confusão, Arcanjo durante a rápida ministração explica que “Kabod” é a glória de Deus. Mais uma vez, vê-se um TAA diferente.
“Isaías 45“, apesar de também vir forte na bateria traz a essência do Trazendo a Arca de antes, com uma canção mais suave, numa vibe congregacional. A canção é profecia cantada. Aqui o back vocal conseguiu ser destaque. Excelente canção.
Fala comigo começa suave, mais intimista e cresce no refrão com a bateria e back vocal. versa sobre a fidelidade de Deus para conosco. O refrão baseado apenas na frase “Tu és fiel” pode soar repetitivo. Esta faixa está como a canção seis no encarte, no entanto está na faixa cinco do disco.
Logo após, a dita faixa cinco, que na verdade se encontra na faixa seis, (percebe-se que houve uma troca de posição entre as faixa 5 e 6) é uma das mais belas do disco. “Fala comigo” é mais uma parceria de Luiz Arcanjo e Ronald Fonseca. Aqui guitarra, baixo, bateria, teclado se unem a Arcanjo de forma imponente! Canção vertical de pura exaltação a Deus como no refrão “Tu és o Grande Eu Sou que fala no fogo, o mar se aquieta ao som de Tua voz, preciso te ouvir, eu quero Te obedecer, uma palavra Tua e tudo se transformará”.
“Graça“, que foi cogitada para título do álbum é o perfeito exemplo da mistura novo e antigo Trazendo a Arca, com mesclas de instrumental com os riffs mais agressivos de guitarra, baixo e bateria dá um ar de novidade sem perder a essência do grupo. Versa sobre a graça, que nos foi dada com a morte e ressurreição de Jesus. Graça que lava as vestes removendo as manchas da culpa, graça que nos livra da sentença do pecado. Mais uma canção Top.
A próxima música é “Quero ser como tu” vem forte no instrumental, destaque para o violino e teclado. Aos poucos a canção ganha peso, mas permanece a leveza de canção de adoração. A mensagem do refrão merece destaque “Eu quero ser como Tu, negar-me a mim mesmo e tomar a minha cruz, ser mais submisso do que ser honrado, eu quero parecer mais contigo”. Segunda parte percebe-se back vocal dando show. Simplesmente linda!
“Minha inspiração” traz uma parceria bastante interessante neste disco. Arcanjo entoa em português a primeira parte da música, enquanto o autor da canção, Marcos Brunet, canta a segunda parte em espanhol, conferindo um som diferente do usual ao CD.
Em seguida mais uma com forte pegada no instrumental “Canção para Tua glória” vem com uma bateria mais discreta, destaque para violino e teclado. Como o título sugere, esta é uma canção de extrema rendição a Deus “Ó Deus toma minha vida, e enche-me de Ti, até não haver mais espaço para mim, me faz teu instrumento, me toca com Tuas mãos, que eu seja uma canção pra Tua Glória, pra Tua glória Senhor”.
Num tom profético vem a canção “A benção de José”. A canção declara benção do Senhor sobre as nossas vidas, que o Senhor seja a força de nosso braço, que seja aquele que nos guie. Destaque para violino e cordas. Back vocal cresce a partir da metade da canção, deixando-a mais impactante.
Com uma pegada diferenciada das canções anteriores vem chegando “Magnífico Deus”. Apesar disso, a canção soa parecida com “Kabod”. Aqui o destaque é para os belos riffs de guitarra que não passam despercebidos. Apesar de letra razoável, a canção é um tanto linear, sem grandes surpresas.
A canção emenda no que pode ser considerado um “espontâneo” que é a faixa 13, “Nós queremos trazer a tua arca”. Que vem na mesma linha melódica de “Magnífico Deus”, encerrando o disco em grande estilo.
Considerações finais:
Apesar de a maioria dos cantores e ministérios afirmar que seus novos discos marcam uma nova fase em suas carreiras, o que acaba virando um chavão, no caso de Na casa dos profetas isto é real. O álbum representa a transição do TAA mais congregacional para um TAA mais pautado ainda no pop rock, apresentando essas duas vertentes, o que certamente já está agradando quem adquiriu o CD.
Percebe-se que a bateria e guitarra ganharam vieram com mais força neste novo trabalho do grupo. Canções mais verticais, fugindo dos desgastados chavões defendidos pelo grupo em trabalhos anteriores, como milagres e bênçãos, para canções mais voltadas para a real exaltação a Deus.
Poucos pontos negativos podem ser elencados. Não passa despercebido a inversão das faixas 5 e 6 que no entanto não diminui em nada a qualidade do álbum. Os destaques do disco sem dúvida são “Na casa dos profetas”, “Kabod”, “Fala comigo” (a melhor), “Graça” e “A Benção de José”.
Antiphona é uma banda carioca formada pelos amigos Syd Back e Gustavo Brown. Conversamos com Syd, vocalista e fundador, que falou sobre a formação da banda, o primeiro disco, mercado e projetos futuros. Confira!
O PROPAGADOR – Conte-nos sobre como surgiu a banda?
A banda começou em 2000, fundada por mim e dois grandes amigos, os primos Douglas Alves (baixo/teclado) e Marco Antônio (bateria). Conheci Douglas num ponto de ônibus quando éramos alunos da UFRJ, e enquanto esperávamos – às vezes o busão demorava e muito (risos) – conversávamos sobre música, bíblia, igreja e muitos outros assuntos, o que nos fazia perceber uma grande afinidade. Naquela época eu fazia parte de uma banda que de repente, ficou sem baixista e baterista. Douglas foi minha opção mais que imediata, que prontamente aceitou meu convite. Alguns dias depois me apresentou seu primo baterista, Marquinho. A primeira música que mostrei foi “Meu Escudo e Proteção”.
Essa banda acabou se dissolvendo poucas semanas depois, e a partir disso nós três, os remanescentes, fundamos o Antiphona, nome dado pelo Douglas. Essa formação durou quase 5 anos, até que Douglas deixou a banda para se dedicar ao seminário (hoje é pastor) e Marquinho acabou se mudando para outra cidade por motivos profissionais.
Depois da primeira formação, tivemos outras com músicos e amigos sensacionais que certamente foram importantes na estória da banda. Hoje o Antiphona é formado por mim (voz, guitarra e sintetizadores) e pelo Gustavo Brown (baixo, guitarra e sintetizadores), que era um admirador da banda em suas formações anteriores.
OP – De onde veio o interesse pela música e a certeza de querer viver dela?
Tive a sorte de ter família e amigos de excelente gosto musical. Lá em casa sempre tinha os LP’s e compactos dos grandes artistas nacionais e internacionais. A música acabou sendo uma paixão quase que natural.
Agora, o caminho entre ser um admirador de música e me tornar um músico é longo. Comecei a tocar violão já relativamente tarde, com 19 anos. Compor veio antes de começar a tocar, e essa é uma estória bem interessante. Tudo começou quando eu ainda era criança e ouvia em minha cabeça belas melodias que com o tempo fui percebendo que não existiam, ou seja, eu não tinha ouvido no rádio ou na TV. Eram canções originais, com começo meio e fim. Essas melodias eram minhas companheiras nos momentos de tristeza. Como eu era uma criança muito tímida e fechada, deixei isso quieto por anos com medo de que me achassem doido (risos). Na adolescência comecei a escrever poesias, totalmente inspirado pelos estilos literários que eu aprendia na escola, como o romantismo e o Simbolismo. Com 19, como disse, comecei a tocar violão, mas sem uma dedicação maior. Enfim, quando me converti, aos 20, em oração perguntei a Deus o que eu deveria fazer das canções que habitavam minha mente. A resposta? Compor canções que falassem do amor e da misericórdia d’Ele e que narrassem minha caminhada na fé. Daí comecei a levar o violão a sério para tocar no grupo de louvor da igreja e começar a escrever música.
Sobre viver de música, ainda não chegamos a esse estágio (risos). Mas a certeza de que queremos isso temos (risos).
OP – Todas as músicas do disco são autorais. Como se deu este processo de composição e seleção de repertório? De onde vem a inspiração?
Sim, é verdade, todas as músicas são de minha autoria e a inspiração para escrever cada uma delas foi meu relacionamento com Deus. É Ele quem me dá a inspiração para compor. Na grande maioria das vezes começa com a melodia e a harmonia, e depois escrevo a letra. As letras expressam meu testemunho de mudança de vida a partir do momento em que Cristo me resgatou da angústia, da depressão e da enfermidade, dando-me uma vida nova. São letras extremamente autobiográficas, pois ali estou abrindo meu coração e testificando o quanto Deus é maravilhoso. A única música que foge desse padrão é “Deserto” (http://www.youtube.com/watch?v=c5D5E2fgd0c), a qual foi inspirada no triste fato da morte da menina Gabriela Prado Maia Ribeiro, morta por bandidos nas escadarias do metrô da São Francisco Xavier, em 2003, no Rio de Janeiro. Foi algo que me entristeceu muito, pois a violência é um problema crônico em nosso país, e quando você vê vidas sendo destruídas dessa forma, e também o sofrimento gigantesco das famílias, é impossível não se sensibilizar. Sou da opinião de que as pessoas envolvidas com arte seja música, artes plásticas, teatro, cinema, o que for, e que tem como repercutir suas opiniões na mídia, devem se mobilizar e cobrar dos governantes que tomem medidas práticas para coibir a violência e não tolerar a impunidade. Eles são eleitos por nós, e tem o dever de tomar medidas para que tenhamos uma sociedade mais segura. Infelizmente mesmo tendo sido escrita há quase 10 anos, “Deserto” continua sendo uma música atual. Basta ligar a TV para nos depararmos com casos chocantes como o da jovem Daniela Nogueira Oliveira, de 25 anos, que foi baleada na cabeça, grávida de 9 meses, numa tentativa de assalto, em São Paulo. Triste isso…
OP – E a seleção do repertório?
Bom, é um trabalho minucioso que requer uma dedicação toda especial. Eu penso no cd como uma obra que será ouvida do inicio ao fim, onde o músico levará o ouvinte por uma viagem onde lhe mostrará todos os sentimentos que estão em sua alma. Apesar de hoje em dia pouquíssimas pessoas ouvirem um álbum na sequência, preferindo ouvir as faixas de maneira avulsa no mp3 player, tive o cuidado organizar as faixas numa ordem em que houvesse uma dinâmica, ou seja, que mantivesse o ouvinte interessado. A arte do disco remete ao disco de vinil, representante de uma época em que ouvir um álbum era algo que se parava para fazer, acompanhando as letras, cantando junto, esmiuçando a ficha técnica, vendo as fotos, etc. Conceitualmente queríamos essa ideia de convidar o ouvinte a ouvir na íntegra, na ordem.
OP – Alguma música que você considera que mereça um destaque especial? Por quê?
Essa é uma pergunta interessante, pois a maioria dos compositores diz que as músicas que compõem são como filhos, e desta forma, dizem ser impossível destacar a preferida. Comigo ocorre de forma diferente, pois há aquelas de que gosto mais. No entanto, nem sempre essas são as preferidas daqueles que apreciam nossas canções. Bom, diante disso prefiro omitir minhas preferências para não influenciar ninguém (risos). Por esse motivo optei por não por um título no cd que fizesse uma referência a uma das faixas, pois com isso acaba-se colocando um peso excessivo sobre a faixa-título, e na minha opinião a audição de um disco acaba sendo algo pessoal, pois cada ouvinte terá sua preferida, seja quanto à melodia ou quanto à letra que mais o emocionou.
OP – Ouvindo o disco, muito bom por sinal, a gente se depara com uma sonoridade muito pouco explorada no meio gospel brasileiro. Como você descreveriam seu trabalho em termos músicais?
Acho que a música é uma linguagem, e a maneira como fazemos uso dela é fruto de nossa criação desde a infância, experiências de vida, cultura, influências musicais e literárias, estudos, pesquisa etc. Pra mim é muito natural compor, fazer os arranjos e produzir as canções dessa forma porque é resultado de tudo que recebi de informação e formação musical. Não somos melhores nem piores do que ninguém, apenas essa é a única forma que sabemos fazer. Acredito que a partir das influências que recebe, o músico deve criar algo original, que tenha uma característica própria, sabe? Não podemos nos limitar a fazer meras cópias de outros artistas ou ficar se repetindo eternamente em fórmulas que se perpetuam a cada disco só porque deu certo um dia. Isso me assusta, pois acredito que o músico deve ser inquieto por definição, buscando sempre novos caminhos e trazer ao público algo diferente.
Não tenho a preocupação de ser comercial ou alinhado com aquilo que o mercado fonográfico convencionou que é bom. Não temos como meta sermos um fenômeno de popularidade, mas sim sermos honestos em nossa mensagem. Essa é a grande vantagem de sermos uma banda independente, ou seja, ter autonomia.
Eu e Gustavo somos aficionados por tecnologia do áudio, temos nosso próprio estúdio, e isso nos permite experimentarmos timbres e sons diferentes até encontrarmos o que realmente queremos. Gostamos dos timbres clássicos de guitarras les paul, telecaster, stratocaster e semi-acusticas e combinamos a isso os instrumentos virtuais (VST) que emulam minimoogs, melotrons, cordas e sintetizadores diversos. Gosto de experimentar cada preset de um desses instrumentos virtuais, cada preset das pedaleiras, cada combinação dos pedais analógicos, enfim, gostamos desse experimentalismo. É algo que nos deixa bastante entusiasmados.
OP – Quais são suas inspirações musicais? Quais artistas nacionais e internacionais vocês costumam ouvir?
Creio que um músico deve ouvir de tudo. Fui criado em lar não cristão, logo, era muito comum ter em casa os grandes clássicos do rock, pop, soul, MPB, progressivo, rhythm ´n´ blues, black music, etc. A lista de bandas e cantores que admiro é infindável. Minha mãe ama música e sempre teve um gosto bem diversificado. Em casa eu ouvia, Stevie Wonder, Barry White, Dire Straits, Queen, George Benson, Alcione, Roberto Carlos, Cauby Peixoto, Nelson Gonçalves…enfim, algo de um ecletismo admirável (risos).
Na segunda metade dos anos 80, ainda criança, tomei contato com bandas de synth pop como A-ha e Duran Duran. Durante a adolescência preferi “voltar no tempo” e ouvir música dos anos 60 e 70 e daí vieram influências do rock progressivo de Genesis, Yes e Pink Floyd, assim como do hard rock do Led Zeppelin e do pop-rock-melodia-redonda dos Beatles. As bandas dos anos 60 e 70 têm forte influência na minha maneira de tocar guitarra, assim como no uso de teclados vintage como minimoogs e melotrons, instrumentos que toquei bastante na gravação do disco.
Do segmento gospel nacional gosto muito de Oficina G3 (principalmente dos trabalhos mais recentes), Resgate, Livres para Adorar/Juliano Son e Rafael Lima (http://soundcloud.com/memorabilialima/sets/memorabilia-b-sides). Este último é um músico e produtor genial com o qual tive o imenso prazer de trabalhar em 2 faixas do cd do Antiphona: “Certeza de Vitória (https://soundcloud.com/antiphona-1/01-certeza-de-vit-ria) e “Meu Escudo e Proteção” (https://soundcloud.com/antiphona-1/04-meu-escudo-e-prote-o). Do gospel internacional me inspiram muito DC Talk, Neal Morse, Jesus Culture, Jars of Clay, Leeland e Hillsong United.
OP – Vocês se tornaram notícia em diversos sites e blogs especializados devido ao lançamento do clipe da música “Carpe Diem” em dezembro. O vídeo, excelente, foi inclusive resenhado aqui no O Propagador. Qual a importância desse videoclipe para você?
Imagem do clipe “Carpe Diem” – Créditos: Dimitri Kozma
E inegável que um videoclipe é um meio de divulgação fantástico de um cd. Assim tem sido desde os anos 80, com advento da MTV e investimentos milionários por parte das gravadoras nesse veículo audiovisual. Sempre sonhei em ter um clipe em animação para uma música do Antiphona. Sou fã de animação desde criança e já frequentei incontáveis edições do festival Anima Mundi. O clipe de “Carpe Diem” foi feito pelo designer e cineasta brasileiro radicado no Canadá Dimitri Kozma. Eu era admirador do trabalho dele já há bastante tempo, e certa vez o adicionei no Facebook com o intuito de manifestar minha admiração. Disso resultou uma série de aprazíveis conversas e a proposta dele de fazermos esse projeto como uma parceria, ou seja, ele faria a animação em cima da música e eu cuidaria também dos efeitos, sons ambientes, enfim, dos detalhes finais. Foi um prazer indescritível trabalhar com o Dimitri, pois ele é uma pessoa bem humorada, inteligente, acessível e talentosíssima.
O clipe é lindo e agrada adultos e crianças graças a seus personagens cativantes e meigos. Tem todo um colorido que parece saltar pra fora da tela. A mensagem da canção é passada de forma plena e delicada. Estamos muito felizes com a repercussão que estamos obtendo. O clipe estreou bem nos festivais de animação, pois ficamos em 2º lugar no Festival do Minuto, do qual participamos com uma versão reduzida do clipe, e foi muito bem recebida, pois foi a única animação brasileira a ficar entre os 5 primeiros colocados. Enfim, o clipe tem sido fundamental para que as pessoas conheçam o Antiphona.
OP – O mercado da música gospel brasileira está em uma onda crescente, com isso, a concorrência se torna mais acirrada e as expectativas do público maiores. Como vocês, enquanto banda, se veem diante dessa realidade?
O público tem se tornado cada vez mais exigente e a quantidade de bandas, cantores e cantoras no mercado é enorme, o que torna ainda mais difícil a tarefa de chamar a atenção das pessoas que gostam de música. É preciso mostrar algo realmente diferente para que o ouvinte clique no link da sua música/clipe e ouça até o final, pois com o dinamismo da internet ninguém perde tempo com o que não interessa. Além do mais, é muito difícil disputar espaço com artistas de grandes gravadoras, os quais têm à sua disposição generosas quantias para serem investidas em divulgação. O Antiphona nesse cenário se posiciona do lado alternativo/independente, procurando usar de criatividade, com a internet como principal aliada, para compensar a falta de recursos para investir em marketing em rádio, TV, jornais, revistas, portais de internet, etc. Nós cuidamos de tudo relacionado à nossa música, desde a criação até o produto final que é o cd. Nosso objetivo é criar uma relação contínua e fiel com as pessoas que tem apreciado nossas músicas e comprado o cd, nos apoiando, dando-lhes exclusividade na audição prévia de nossos novos trabalhos. É o que faremos com as novas músicas que lançaremos ao longo de 2013.
OP – Vocês estão trabalhando a todo vapor na divulgação do disco. Quais ferramentas estão usando?
A internet é a grande ferramenta! Estamos divulgando via Facebook e Twitter, principalmente. Nossas músicas estão hospedadas no Soundcloud (http://soundcloud.com/antiphonarock) e em nosso site oficial (www.antiphona.com.br) e os vídeos estão em nosso canal no Youtube. Gosto dessa interação com as pessoas que têm curtido nossas músicas. Temos feito grandes amigos dessa forma. Temos uma equipe pequena, porém muito eficiente, de assessores que cuidam de nossa divulgação nas redes sociais. Alguns sites populares e blogs independentes têm publicado sobre o cd e o clipe de “Carpe Diem”, o que nos deixa muito felizes, pois faz repercutir para todo o país. Graças a isso estamos recebendo encomendas de diversos estados.
OP – Como vocês se veem daqui a alguns anos? Consolidados como uma banda forte no segmento mais alternativo da música gospel ou firme em uma grande gravadora?
Lidar com música para nós e como respirar, enfim, é algo que faz parte do nosso dia-a-dia, seja tocando, seja pesquisando novos timbres e possibilidades melódicas ou simplesmente ouvindo um cd de uma banda que gostamos. A todo o momento estamos buscando elementos para criar, escrever novas músicas num processo contínuo, com muita liberdade, fazendo música honesta, do fundo do coração, inspirados por Deus e fazendo tudo no ritmo que tem que ser. Por essas características do nosso trabalho, nos vemos dentro de um cenário alternativo/independente, pois o experimentalismo é um dos alicerces do nosso trabalho.
OP – 2013 está apenas começando. Quais as expectativas e planos da banda para este ano?
Estamos retomando os ensaios com o objetivo de tocarmos ao vivo, louvar e adorar a Deus nas igrejas, dando nosso testemunho de fé em Cristo. Paralelamente a isso estamos nos dedicando ao projeto cujo título provisório é “Acoustic Sessions”, que como o próprio nome diz, consiste de músicas em formato acústico, ou algo bem próximo disso, com violões de 12 cordas, bandolim, guitarras semi-acústicas, pianos, cordas, órgãos, etc. Traremos tanto versões de algumas músicas desse primeiro cd quanto composições inéditas. Lançaremos uma música por mês pela internet, sempre enviando com exclusividade antes para aqueles que adquiriram o cd. Será uma forma de demonstrarmos gratidão a aqueles que nos têm apoiado comprando nosso cd, pois isso contribuirá para que lancemos novos trabalhos de qualidade. Talvez após todas as 10 músicas serem lançadas transformemos o projeto em cd físico numa tiragem limitada apenas para registro formal. .
Certamente lançaremos novos videoclipes. No momento estamos trabalhando com um artista plástico e designer aqui do Rio de Janeiro chamado Rafael Costa. Foi ele que cuidou de toda arte do nosso cd captando com grande inteligência o clima retrô das músicas. Alem disso há grande probabilidade de que voltemos a trabalhar com Dimitri Kozma. Enfim, virão boas surpresas por ai.
OP – Gostaria de deixar um recado para os leitores do GM?
Gostaria de deixar um grande abraço em meu nome e do Gustavo a todos os leitores do Gospel Musikas e que Deus os abençoe grandemente. Agradeço pelo carinho que tem tido conosco, nos apoiando e ajudando a divulgar nosso trabalho.
Imagem do clipe “Carpe Diem” – créditos: Dimitri Kozma
OP – Como o leitor pode conhecer mais sobre vocês e adquirir o disco? Deixem seus contatos.
Nós mesmos estamos vendendo o cd enviando para todo Brasil. O cd custa R$7,00. O preço final com frete incluso é R$ 9,00. O cd tem encarte com todas as letras, foi fabricado em Manaus na Microservice/Videolar e conta com arte do talentoso artista plástico e designer Rafael Costa.
Para conhecer mais do nosso trabalho e só entrar em um dos seguintes links:
Chris Tomlin, o líder de louvor, músico e compositor por trás das canções de sucesso “How Great Is Our God” (Quão Grande é o nosso Deus), “Jesus Messiah” (Jesus Messias) e “Our God” (Nosso Deus), está lançando seu mais novo disco, “Burning Lights”. Abertura com uma vibração instrumental, “Burning Lights” (Luzes Acesas) leva–se perfeitamente para a canção destaque “Awake My Soul” (Desperta Minha Alma), com Lecrae.
A música mostra um lado mais contemporâneo do som de Chris Tomlin, que abriu seus últimos três álbuns com os hinos de adoração “Our God”, “Sing, Sing, Sing” e “How Can I Keep from Singing”. O último album de Tomlin, vencedor do Grammy ‘And If Our God Is For Us…” Marcou o inicio da experimentação musical com batidas eletrônicas, cordas e vocais de banda, misturando com seu estilo de adoração tradicional e Brit-rock. Este álbum tem como marca registrada músicas que expressam a verdade bíblica combinada com algumas letras pessoais que refletem sua caminhada com o Senhor.
Tive a satisfação de perceber o equilíbrio, em especial da letra “Fale comigo, Palavra de Deus, fale comigo”, que reflete a busca da presença de Deus em cada canção, acentuada por Lecrae fazendo o rap a Verdade de Ezequiel, “Tua Palavra dá vida aos meus ossos secos…” Amém.
“Whom Shall I Fear /God of Angel Armies” (A quem temerei /Deus dos Exércitos de anjos) está cheia da verdade de que como cristãos, precisamos ter completa confiança em Deus para enfrentar as lutas da vida. A música expressa perfeitamente essa dependência: “Eu estou me segurando em suas promessas, Tú és fiel … Eu sei quem vai adiante de mim, eu sei quem está por trás, o Deus dos exércitos de anjos, está sempre do meu lado, aquele que reina para sempre, Ele é amigo meu”.
“Lay Me Down” (Me deito) é uma franca declaração de fé e desejo de servir a Deus no mesmo estilo rock de “I Will Wait” da Mumford & Sons. “Eu me deito, eu não sou meu, eu pertenço a Você sozinho, me deito, me deito … não há vida Longe de Ti, me deito” é o ousado testemunho desta música que é um excelente hino para os cristãos em toda parte para viver pra glória de Deus. Todas essas letras apontam para as maravilhas do nosso Deus, combinadas com melodias deslumbrantes e refrões contagiantes que serão repetidos na sua cabeça diversas vezes. Você pode experimentar a majestosa natureza de Deus na música de Chris Tomlin. As faixas iniciais deram brilho a este excepcional álbum de louvor, certeza de ser um dos melhores do ano. Estou muito emocionado com essas músicas de abertura. Me encontro levantando minhas mãos em adoração depois dessas faixas, e então eu sou obrigado a estender a mão para ajudar mostrar as outras pessoas o amor de Jesus.
“God’s Great Dance Floor” (Pista de dança do Deus Grande) foi escrita com Martin Smith do Delirious e é uma franca declaração da fé em Deus em um novo estilo musical eletrônico contemporâneo. Eu amo a verdade da canção: “Você nunca vai deixar de nos amar, não importa quão longe nós corremos, Você nunca irá desistir de nós, todo o céu gritará, vamos começar o futuro. Eu vivo, eu me sinto vivo / Eu estou vivo na pista de dança do Deus Grande”. “Você provavelmente não vai adicionar essa canção para louvar na igreja, mas a música é viciante, divertida e você vai cantar alto, uma vez que você aprender o refrão”.
Desde a última gravação “Paixão: Bandeira Branca”, eu amei “White Flag” (Bandeira Branca) e “Jesus, Son of God” (Jesus, Filho de Deus), com Christy Nockels, que são os dois excelentes hinos para a Igreja. Os Álbuns de Tomlin têm de tudo incluso como canções de adoração congregacional como “Amazing Grace (My Chains Are Gone)” e “All The Way My Savior Leads Me”. “Crown Him /Majesty” (Coroe-O / Majestade) apresenta Kari Jobe e é uma fantástica reescrita do hino clássico de fé.
“Sovereign” (Soberano) tem a assinatura do poderoso vocal de Tomlin e reflete uma profunda fé no senhorio de Deus sobre nossas vidas. “Do princípio ao fim, eu posso confiar em você, Deus não importa o que vier meu caminho eu confio em você.” Amém.
“Countless Wonders” (Incontáveis Maravilhas) é uma ótima ilustração da palavra de Deus aplicando para nós as palavras bíblicas. “Sua beleza enche o céu, Grande Deus de incontáveis maravilhas, Elevo os meus olhos”.
“Thank You God for Saving Me” (Obrigado Deus por me salvar) com Phil Wickham é uma música incrível para os adoradores. Esta é uma maravilhosa canção de gratidão para cantar diretamente para Deus em plenos pulmões: “Meu coração é seu, minha alma é livre, obrigado Deus por me salvar”.
A deslumbrante canção de encerramento “Shepherd Boy” (Menino Pastor) fecha o conceito “Burning Lights”. Os versos iniciais resumem o tema do álbum: “Eu não sou nenhum herói da fé, eu não sou tão forte quanto eu pensei que eu era, eu sou apenas um menino pastor cantando para um coral de luzes acesas, eu estou apenas cantando, cantando sobre você, venha e coloque suas preocupações para baixo, porque o amor está rompendo”. Amém.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O que é mais impressionante é como você cantará estas canções grudentas a plenos pulmões após escutar apenas duas vezes. Burning Lights é meu novo álbum favorito de Chris Tomlin. Existe a verdade bíblica casada com letras pessoais nas canções “Awake My Soul,” “Whom Shall I Fear (God of Angel Armies),” “Lay Me Down” e a comovente canção “Shepherd Boy”. O álbum está carregado com músicas incríveis para a Igreja, em especial “Crown Him (Majesty)”, “White Flag”, “Jesus, Son of God”, “Countless Wonders” e “Thank You God for Saving Me”.
Os temas deste álbum são Confiando em Deus, amando-O e amando os outros como Ele nos amou. Todas as músicas são cativantes, emocionantes e de adoração. Depois de ouvir o álbum, eu estou movido com compaixão para amar as pessoas como Jesus nos ama. Este é o coração por trás deste álbum, e obrigado Chris por nos abençoar com a sua música e por cantar a verdade do Evangelho do Reino de Deus.
Nota: Esta resenha foi traduzida da análise publicada pelo New Release Tues Day.
Após vários anos sem qualquer material novo, eis que Brother Simion está prestes a voltar com tudo no meio gospel. Cantor, compositor, escritor e guitarrista, sendo fundador e ex-vocalista do Katsbarnea desde 1999, possui uma discografia considerável, com vários trabalhos elogiados pelo público e mídia.
Após passar vários anos na gravadora Gospel Records e deixar o Kats, o cantor lançou Na Virada do Milênio, produzido por Amaury Fontenele que misturou a música eletrônica com o rock. Com sua alta popularidade, foi indicado pela Oficina G3 em 2001 para entrar no cast da MK Music, onde lançou os álbuns Redenção e A Volta de Johnny, com influências do pop rock. Após deixar a gigante do meio gospel, Brother preferiu seguir de forma independente, e lançou Eclipse (2005) e Genesis for new generation (2007), com características do new metal e rock progressivo.
Morou por alguns anos na Europa e atualmente de volta ao Brasil, o cantor mantém contato constante com seu público através de seu site e das redes sociais, onde divulgou no início do ano de 2012 a canção “Beautiful”, na qual era parte de um possível repertório de um futuro trabalho do músico. A música esteve disponível no site oficial do cantor até que este ficou fora do ar. Simion voltou ao Brasil no final do ano passado e participou de eventos.
Nesta segunda-feira (07), os cantores Thalles e André Valadão surpreenderam o público ao posarem para foto com camisetas estampando a sigla “P.Q.P”. Boa parte dos internautas relatou surpresa ao verem a imagem, associando instantaneamente a imagem à sigla “PQP”, famosa na internet por representar expressão torpe e pejorativa.
Porém a sigla da camiseta, apesar de parecer dúbia, nada tem a ver com a expressão torpe. Na verdade se refere ao “Programa de Qualificação Profissional” desenvolvido por Leandro Moreira, diretor do Grupo Seven, que fala sobre diversos aspectos da carreira profissional, como pode ser visto no canal do programa no YouTube. Thalles e André Valadão apenas cederam suas imagens para divulgação do P.Q.P.
Apesar disso, muitos consideraram a ideia de usar a tal sigla imprópria devido à repercussão negativa que pode causar no público que desconhece o programa (como no caso em questão). Porém houve quem defendesse a iniciativa como se pode ver pelos seguintes comentários: “A maldade está na cabeça de cada um, mentes ungidas não pensariam besteiras ainda mais vindo de uma equipe tão usada por Deus nesses últimos dias como esta!”. “Acho incrível a capacidade e a mentalidade de algumas pessoas em levantarem acusações e ideias baseadas em coisas que a cultura ensina, por que um palavrão tem a mesma sigla que um programa que tem abençoado a vida das pessoas!”
Críticas à ideia de usar uma estratégia de “duplo sentido” para causar também não faltaram. Exemplo disso pode ser visto nos seguintes comentários: “Me desculpem, mas independente do duplo sentido na abreviação, a maioria das pessoas entendem como palavrão, portanto, foi de péssimo gosto o propósito deles, deveriam analisar os fatos antes de tomarem uma atitude dessas, e principalmente com essa abreviação!”
“Vocês podem falar o que quiser… mostre a sigla para seus amigos “aqueles que vocês querem ganhar para JESUS” e depois me fale algo. Não é questão de julgar, é questão de não se igualar ao mundo. Não estou falando do ministério, muito menos das estrelas famosas, o que é LAMENTÁVEL é você fazer algo para edificar e, para todos, o significado ser um jogo de marketing que não ajudou muito. O que é feito com sabedoria não gera 50% de criticas meus irmãos, vamos pensar!”
O cantor e pastor Kleber Lucas se casou pela terceira vez com a ex mulher do jogador e então deputado federal Romário.
Segundo o site Extra, a notícia foi confirmada pela assessoria de Kleber Lucas nesta quarta-feira. No Domingo, Daniella postou uma foto em seu facebook vestida de noiva. O casal passa a lua de mel em Búzios.
Vamos torcer para que enfim Kleber Lucas tenha encontrado a metade definitiva de sua laranja e termine aí sua saga de casamentos. Oremos. Boa sorte ao novo casal!
“Creio que Tu És a Cura”, sucesso do momento na voz doce marcante de Gabriela Rocha, é uma versão do sucesso internacional “Healer” de Mike Guglielmucci.
No Brasil, “Healer” ganhou algumas versões e já foi gravada por Suelen de Jesus com o nome “Cura”, Luciano Claw e Rodrigo Soeiro que gravaram como “Creio que tu és a cura”, além da Gabriela Rocha. No meio internacional, Kari Jobe e Planetshakers também a regravaram.
A polêmica por trás da música
Mike Guglielmucci, autor de “Healer”, e ex-pastor da Planet Shakers Church, disse que foi diagnosticado com câncer terminal. Ao chegar em casa e sentar ao piano, teve uma grande inspiração e foi daí que surgiu a canção “Healer”. “Eu entrei no meu estúdio em casa e por alguma razão… Eu me sentei o piano e começou a adorar. Eu cantei aquela música do início ao fim. Foi quando percebi que eu estava chorando. Só então percebi que Deus havia me dado um presente incrível e eu percebi que esta canção ia ser a minha força”, fala Mike sobre “Healer”. A canção foi gravada pela Planetshakers e agradou muito o Hillsong que também a incluiu no repertório do CD “This Is Our God”. A canção estourou, principalmente impulsionada pelo testemunho do pastor Mike Guglielmucci, que aparecia cantando inclusive com balão de oxigênio. Healer tornou-se um hino de fé para os cristãos, muitos dos quais estão sofrendo de serias doenças e estavam orando por um milagre para Michael.
Veja vídeo onde Mike aparece com tubo de oxigênio cantando com Hillsong:
O que ninguém esperava era que tudo fosse uma farsa. Mike, nunca esteve doente! Segundo o site Adelaidenow, sequer a família de Mike sabia que tudo era mentira. A notícia caiu como uma bomba na mídia sendo noticiada no mundo inteiro. Além do sucesso, e claro do retorno financeiro a Mike por ser o autor da canção, ainda houve problemas com doações de pessoas sensibilizadas com a história do pastor.
Segundo as declarações de Mike, na verdade ele escondia o vício da pornografia. Veja algumas declarações dele: “Eu sou assim… viciado nesta coisa, e ela consome minha mente,” foram suas palavras sobre pornografia em sua primeira entrevista no programa Today Tonight. “… Estou doente e é por isso que vim trazer uma explicação sobre o que está acontecendo com o meu corpo”.
A vergonha de seu vício se manifestou fisicamente, resultando na queda de cabelo e expurgando seu corpo.
“Eu não sei como alguém pode fingir vomitar sobre si mesmo noite após noite, eu não sou um bom ator,” disse ele.
Para esconder o seu vício de sua esposa e família, sustentando por 2 anos a mentira sobre o suposto câncer, ele mandou e-mails falsos para seus familiares e líderes de sua igreja através de médicos inexistentes.
Ele disse “tenho vivido uma mentira por um longo tempo. Tenho escondido quem eu sou por tanto tempo. Posso dizer honestamente que, fisicamente e emocionalmente, meus últimos 2 anos foram , para mim, um inferno, mas que eu nunca disse a mim mesmo… vamos tentar enganar o mundo.”
Mike era considerado na Austrália como um superstar cristão, que inspirou milhares de pessoas cantando a canção “The Healer” com um tubo de oxigênio no nariz. O pai de Mike, o Sr. Guglialmucci, que afirma ter escrito esta canção, também insistiu que todo o dinheiro recebido através dos direitos desta canção fosse devolvido.
Apesar disso, a música é sucesso até hoje, como pode-se ver pela quantidade de versões.
Dona de uma voz marcante e inegável talento, Gabriela Rocha começou a cantar ainda na infância, aos cinco anos na igreja que frequentava. Em 2007 Gabriela venceu o concurso Jovens Talentos no Programa Raul Gil, fazendo seu nome ser conhecido pelo Brasil.
Em 2011 Gabriela Rocha participou do DVD “Uma história escrita pelo dedo de Deus” do Thalles, sendo este um marco em sua carreira, principalmente pela grande repercussão alcançada.
Já em 2012, Gabriela deu mais um passo para a consolidação de seu ministério, assinando contrato com gravadora Sony Music, pela qual lançou seu primeiro disco com título “Jesus”.
O álbum tem produção mais que especial de Thalles Roberto em parceria com Fábio Aposan. A arte ficou por conta da Imaginar Design, que apostou num conceito retro para o encarte. São doze canções, das quais, duas são versões de sucessos internacionais, e também a música que consagrou Gabriela Rocha, “Nada além de Ti”.
Abrindo o álbum vem “Cuida de mim” de autoria de Thalles Roberto. A canção soa como uma oração e começa bem intimista, reforçado pelo timbre diferenciado de Gabriela Rocha. Em seguida, a música cresce principalmente com a bateria. Um dos trechos mais significantes é “Sei que tudo que eu preciso está no projeto que Tu tens pra mim”. Percebe-se que a canção foi inspirada no Salmo 23.
Em seguida, bem mais pop, chega “Unção de Deus” também de Thalles. Canção simples, em forma de adoração, poucos versos que se repetem. Destaque para o back vocal, bateria e cordas. Apesar de animada, a canção ficou repetitiva.
“Eu sou teu”, composição de Denyse Bittencourt e Felipe Cruz, começa com algumas batidas e em seguida a entrada das cordas tornou a introdução excelente. O ápice da canção é o refrão, bateria, back vocal e riffs imponentes de guitarra tornaram a canção esplêndida. “Chamado por Deus, não há nada que possa impedir, eu sou teu, e o que me importa é te servir”.
Logo após, vem “Jesus” faixa-título do álbum. A canção aposta num ritmo suave, destaque para instrumentos de cordas. Versa sobre a importância do nome de Jesus. Apesar dos poucos versos, a canção não ficou cansativa graças aos excelentes arranjos e a impecável interpretação de Gabriela juntamente com o back vocal, principalmente nos “Aleluia”.
“Não há nome mais doce” mais uma canção que aposta numa introdução com cordas. Extremamente suave, impossível não se deixar se levar pela voz de Gabriela Rocha. A canção fala sobre o quão bom é estar na presença do Pai. “Não há lugar melhor pra estar, que a tua presença”. Destaque para bateria e back vocal no refrão. Composição de Thalles Roberto.
A sexta canção, também de Thalles é “Reconhecemos”. A mudança de faixa é tão natural que mal se percebe. Esta é uma canção bem ao estilo de ministério de adoração, marcada pelo teclado e bateria, destaque também ao back vocal. Canção vertical – aliás todo o disco tem este viés – sendo perceptível isso em toda a música. “Recebe a honra e o louvor eterno Deus supremo És, E o meu prazer é me prostrar e Ti adorar, sua presença é o lugar que eu quero estar pra sempre”.
A canção escolhida para single, “Creio que tu és a cura” e que ganhou videoclipe é a próxima. Versão de “Healer” de Mike Guglielmucci, que já foi gravada por nomes como Kari Jobe, ganhou uma bela interpretação de Gabriela Rocha. Sem dúvida, a melhor do álbum. Mensagem impactante sobre o poderio de Deus de curar, de que nada é impossível para Ele.
Em seguida temos “Morreu na Cruz” de Thalles. A canção começa com uma pegada mais pop, bem marcada pela guitarra e bateria, dando vivacidade à canção. Versa sobre o sacrifício de Jesus na cruz por amor a nós.
“Nada além de ti” é a penúltima canção de Thalles no disco. Trata sobre a nossa confiança em Deus, de estar na dependência dEle. “Oh Deus, eu vim aqui só pra dizer que minha esperança está em Ti, que eu não tenho nada além, nada além de Ti”. Foi esta a canção que deu visibilidade a Gabriela Rocha através do dueto com Thalles no DVD “Uma história escrita pelo dedo de Deus”. Só o vídeo no canal da Gabriela no Youtube ultrapassa três milhões de visualizações. melodia
Em seguida temos mais uma versão. “Estas comigo” é versão de “You are for me” de Kari Jobe. Mais uma vez Gabriela dá show e não fica devendo à versão original. Voz doce, teclado marcante, em seguida o acréscimo das cordas tornam a canção perfeita.
“Casa do Pai” é a penúltima canção do disco. Com uma introdução diferenciada, foco na voz de Gabriela, acompanhada de batidas que em seguida vai ganhando o frescor do teclado e das cordas. “Casa do pai” faz analogia à parábola do filho pródigo, como pode-se ver neste trecho: “Eu quero voltar pra cada do Pai, Eu quero o amor da casa de meu Pai, e repousar tranquilo nos braços de meu Pai”. Uma das mais fracas do álbum. Ah, essa também é do Thalles.
Por fim, temos “Conversa de filho” que (de novo) aborda o tema pai e filho, porém é melhor que a anterior. Excelentes arranjos de guitarra e a boa e velha bateria dão um UP à canção de autoria de Leandro de Abreu Moreira.
Gabriela Rocha sem dúvida é uma cantora talentosíssima. Voz doce, suave e muito marcante, explicam seu sucesso. Em todas as canções é possível perceber a qualidade dos arranjos, a participação sempre correta do back vocal, e claro, a interpretação impecável e expressiva de Gabriela.
Em alguns momentos o álbum pode soar repetitivo e até ser cansativo. A repetição de temas nas canções, o fato de a maioria das canções virem num tom intimista, mais reflexivas chegando às vezes soar melancólico, e, por fim, ter muitas composições de um único compositor. De 12 músicas, 8 são de Thalles. Um risco que se corre.
Merecem destaque, claro, além da inegável qualidade do trabalho em si, as versões impecavelmente interpretadas por Gabriela, sem deixar nada a dever às versões originais, também a nova roupagem dada à canção “Nada além de ti”, e as excelentes canções “Eu sou Teu” e “Não há nada mais doce”.
Fernanda Brum é, sem dúvida, uma das maiores (e melhores) cantoras do cenário gospel brasileiro. A dona do famoso cabelão timbre grave lançou em agosto seu mais recente disco, Liberta-me e, após quatro meses de sucesso de vendas, apresenta o primeiro videoclipe do trabalho, sendo este justamente da música tema.
O clipe de “Liberta-me” veio com banca de super produção e cercado de expectativas. O resultado final, no entanto, divide opiniões.
O vídeo dirigido por Marina de Oliveira e Dayane Andrade é um pouco inconstante. Tem partes muito boas e outras absolutamente dispensáveis.A contraposição de claro/escuro faz alusão à libertação, a passagem das trevas para a luz. Ponto positivo! O início do vídeo, as sobreposições de imagens e as sequencias da praia também são boas. Fernanda é linda e tem uma imagem que fica muito boa no vídeo. Considerando estas partes, o clipe seria muito bom, nada inovador como se desejava, mas ainda bom.
O ponto mais questionável fica por conta da parte “… do fogo do Egito, da escravidão…”. A tentativa de inovar utilizando efeitos especiais acabou tendo um resultado um pouco estranho e forçado. Ficou com aparência de filme trash.
No geral, o vídeo é regular, mas merece comprimentos a tentativa da MK de inovar em sua produção de clipes, mesmo que o resultado não tenha sido excelente. Sendo assim, dou 9 pela intenção e 6 pela execução, totalizando 15 pontos, que se divididos pelos dois quesitos resulta em um 7,5. Acho justo!
Assista:
UPDATE: Estão surgindo na internet diversas comparações do “Liberta-me” com outros videoclipes de cantores internacionais, como Demi Lovato e Michael Jackson. O vídeo realmente tem “inspirações” bem marcantes mas, ainda assim, acho super válida a tentativa da MK de fazer algo diferente do que ela própria tradicionalmente faz.
Se “Liberta-me” pode ser acusado de plágio por suas “inspirações” internacionais, pior seria fazer um clipe sem roteiro e ao ar livre e plagiar, de uma só vez, 90% da produção nacional de videoclipes cristãos. Certo?
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