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  • Celebrai Music realiza coletiva de imprensa e apresenta lançamentos

    Nesta quarta-feira (17), a Celebrai Music reuniu a na FAECAD – Faculdade Evangélica das Assembleias de Deus na Vila da Penha – Rio de Janeiro, representantes de diversos veículos de mídia cristã além de público admirador da gravadora para apresentação de parte de seu cast bem como os mais recentes lançamentos da empresa.

    Presidida por Joel da Celebrai como é popularmente conhecido o fundador da gravadora, a Celebrai possui cerca de cinco anos de existência e vem se destacando a cada dia no mercado cristão como uma gravadora “pentecostal” principalmente devido ao fato de grande parte de seu cast cantar corinhos “de fogo” ou “hinos de reteté” como alguns costumam falar.

    Marcaram presença os cantores Alex Gomes, Zé Carlos, Ministério Ardendo em Fogo, Muro de Fogo, Marilene Santiago, Cristiane Medeiros, André da Carruagem, Wellington Junior, Família Weslley, Amanda d’Campos, Martinha, Rejane,  Petter e Neylma e Georgete Rocha, que foi recentemente contratada pela gravadora.

    O diretor artístico da Celebrai Music, Josefo Borduchi fez a abertura da coletiva fazendo uma breve apresentação da gravadora e em seguida passou a palavra para o anfitrião Joel Celebrai que se mostrou bastante empolgado com a primeira coletiva promovida pela gravadora.

    Após dar boas-vindas a todos, Joel apresentou o primeiro cantor a conversar com a imprensa. Zé Carlos contou detalhes de seu mais recente CD intitulado “Solte o grito” e respondeu perguntas dos presentes além de dar uma palhinha de uma de suas canções.

    Alex Gomes foi o próximo. Com um CD totalmente autoral, Alex relata que suas composições são frutos de seu dia-a-dia, de seu contato com Deus. “Às vezes coisas simples podem trazer grandes inspirações, como por exemplo a faixa título do novo CD ‘A chave’. Em uma ocasião encontrei uma chave para consertar pandeiro. No mesmo instante pensei que poderia tirar algo daquilo. A igreja está acostumada com chave de vitória, chave da benção, mas às vezes Deus também quer nos concertar perante Ele, por isso a canção fala da chave de conserto”, declara o cantor.

    O grupo Muro de Fogo também esteve presente e falou sobre o primeiro CD pela Celebrai “Não sou celebridade”. A cantora Sara Rodrigues, vocalista do grupo ao ser questionada sobre o motivo do nome do CD e também sobre o conceito da capa aproveitou para esclarecer o assunto que havia gerado polêmica nas redes sociais. “Muita gente não entendeu e nós já esperávamos algum questionamento sobre isso. A música fala que não somos celebridades, não somos artistas e de fato não somos. A estrela maior é Jesus e é Ele quem precisa brilhar em nós. Ele tem que crescer e nós diminuirmos. Alguns acharam contraditório o título ser não sou celebridade e estarmos na capa no tapete vermelho, no centro dos flashes, mas a realidade é que nós não sabemos aonde vamos chegar, aonde Deus vai nos levar. Quem sabe? Mas temos a certeza que vamos continuar sendo pessoas simples, lembrando quem somos, de onde viemos, sem permitir que o orgulho e a fama nos corrompa. Que Ele cresça através de nós”, conclui.

    Com uma longa carreira na música pentecostal, a cantora Marilene Santiago esteve presente e declarou que já tinha parado de gravar. “Pensei que já tinha gravado o suficiente”, declarou a cantora que hoje tem 76 anos – “Mas o Joel apareceu e me convidou para voltar a gravar pela Celebrai. Quando ele falou que era de Deus eu aceitei. Se é de Deus então eu aceito”, concluiu.

    Marilene Santiago está caminhando para o seu segundo CD pela gravadora. Não faltaram elogios e recordações dos presentes que cresceram ouvindo suas canções. A cantora ainda soltou o vozeirão cantando uma de suas canções emocionando a todos os presentes com sua voz potente, mas também suave.

    Georgete Rocha também falou sobre sua carreira, compartilhou momentos marcantes e se mostrou empolgada com seu novo CD pela gravadora “A Providência”. “Estou bastante ansiosa, o repertório está incrível. Foram mais de cem composições para escolhermos apenas 12, mas escolhemos com a direção de Deus. É o melhor repertório. Todas as canções dos meus CDs precisam ser verdades pra mim, precisam tocar no meu coração primeiro. Sempre que ouvirem alguma música minha podem ter certeza que é minha vida, é o que eu vivo”, declara Georgete Rocha.

    O novo CD deve chegar ao mercado até o fim de outubro e contém composições de Anderson Freire, Agailton Silva, Moysés Cleyton, Samuel Mariano e Rozeane Ribeiro.

    Por fim o Ministério Ardendo em Fogo, que conquistou Disco de Platina com o CD ao vivo, conversou com os presentes e também cantou o hino “Caco” uma das canções do novo CD do grupo pela Celebrai. Perguntados sobre o porquê do nome do grupo a pastora Girlene foi categórica na resposta: “Somos de uma igreja pentecostal, lá o fogo desce! Pra nós tudo começa e termina no fogo”, enfatizou a pastora.

    Perguntado sobre o crescimento da gravadora e como ela tem se tornado referência no país quando o assunto é “música de fogo” Joel Celebrai declara que não fica surpreso. “É a realização da promessa do Senhor. Em profecia ele falou comigo que este trabalho seria grande e creio que ainda temos muito a crescer. Estamos trabalhando para isso”, conclui animado.

    Atualmente a Celebrai Music possui vários artistas em seu cast, lojas físicas no Rio de Janeiro além de distribuição digital nas principais lojas de música do mundo.

    O saldo do evento foi positivo e é possível notar que a Celebrai Music vem aos poucos buscando se posicionar de forma mais efetiva no mercado e convidar a imprensa para conhecer mais sobre o trabalho da empresa foi um passo importante para isso.

    Confira fotos do evento abaixo:

  • Rocklogia – O movimento gospel

    Observando a linha do tempo, percebemos que as bandas de rock cristão, juntamente com outros grupos como o Vencedores por Cristo estavam na ponta da vanguarda na modernização da música cristã nacional. Durante os próprios anos 80, alguns sinais indicavam algo que estava por vir: o movimento gospel.

    A começar, como dito no post da contratação do Rebanhão com a gravadora PolyGram, alguns olhares começaram a ver que devido a fidelidade do público evangélico, a distribuição de álbuns era algo financeiramente promissor. E pelo fato destes trabalhos serem lançados por pequenos selos, a certificação e o cálculo de vendas (hoje pela ABPD) não eram feitos. Tem-se dito, por exemplo, que o disco Cem Ovelhas de Ozéias de Paula vendeu mais de dois milhões de cópias. E a informação é muito provável de ser verdadeira, já que é um dos álbuns cristãos nacionais mais conhecidos do século XX (se não o mais conhecido), mas lançado por uma pequena e extinta gravadora.

    Ozéias de Paula, Rebanhão e Álvaro Tito foram os nomes nos quais a gravadora apostou. Mas, outro aspecto, além da distribuição denomina o que chamamos de movimento gospel: se antes, a música cristã brasileira era envolvida por preconceito, principalmente no que se refere a uso de instrumentos e tecnologia, tais barreiras aos poucos eram quebradas. O próprio Rebanhão, como disse antes gravou seu álbum Luz do Mundo no estúdio Transamérica, onde os grandes artistas da música nacional gravavam, por ser o melhor estúdio da época. Carlinhos utilizava uma guitarra Fender (ao qual continuou a usar durante décadas), Pedro Braconnot um sintetizador Phophet-5, no qual era utilizado mundialmente por grandes músicos. Outro ponto é a apresentação em casas de shows seculares, nos quais Marina de Oliveira também passou a se apresentar logo depois.

    O olhar religioso para “música de igreja” deu lugar a uma visão horizontal, de evangelismo no fim dos anos 80, para letras que fugiam das previsíveis rimas, dando lugar a mensagens contextualizadas com o ambiente. Surgiu o Sinal de Alerta, Complexo J e em 1989 era fundada a promissora gravadora Gospel Records por Estevam Hernandes. Não apenas a gravadora, mas não há a menor dúvida de que a Igreja Renascer em Cristo foi o principal componente deste movimento, aliado aos grandes eventos que promovia, como o SOS da Vida e a Marcha para Jesus.

    O primeiro álbum “gospel” do Brasil, também lançado em CD foi Princípio do Rebanhão, e consequentemente marcou uma geração pela enorme evolução no repertório, produção musical e arranjos (em um post falaremos mais detalhadamente deste disco). Foi o primeiro álbum distribuído pela gravadora. A Gospel Records lançou vários nomes durante os anos 90, como o Renascer Praise, Resgate, Oficina G3, Fruto Sagrado, Katsbarnea, João Alexandre e muitos outros artistas. De uma pequena igreja árabe tornou-se um império, embora a partir dos anos 2000 a igreja infelizmente perdeu seu foco.

    Mas a Gospel Records não foi a única gravadora a apresentar algo diferenciado, e um pouco antes a Bom Pastor, do cantor Luiz de Carvalho tinha lançado alguns nomes, como a Banda Azul, Armando Filho e Cristina Mel. A MK Music apresentou Marina de Oliveira, Complexo J, logo se tornando a maior gravadora ‘gospel’ do Brasil. No mesmo período também surgia a Line Records.

    E por que o termo ‘gospel’? Em português, significa evangelho. O gospel aqui resume e facilita, num tom comercialmente melhor toda a música evangélica produzida no país. A ideia veio bem a calhar, pois até hoje a utilizamos, há quase 30 anos do início do movimento.

    Há certa controvérsia a respeito do fim do movimento gospel. O autor Salvador de Souza, colecionador do maior acervo de álbuns cristãos no Brasil acredita que foi em 1999, e eu particularmente concordo. Por volta deste ano, vários músicos e bandas encerraram a carreira e tivemos o boom do “louvor e adoração”, tendo o Diante do Trono como seu maior expoente com o álbum Exaltado. Por outro lado, outras pessoas afirmam que o movimento não morreu na década de 90, mas tomou outras ramificações e adaptações ao contexto.

    Nas próximas semanas, a Rocklogia apresentará a segunda geração das bandas de rock trazidas pelo movimento gospel.

    Leia também: O movimento gospelMovimento gospel, estratégias de proselitismo e as dinâmicas identitárias da juventude evangélica em Campina Grande / A explosão gospel: um olhar das ciências humanas sobre o cenário evangélico no Brasil

  • Cassiane passa mal e é proibida de cantar

    A cantora pentecostal que estava com agenda marcada para cantar nesta segunda (15) em Camaçari, na Bahia chegou à cidade, mas não teve condições de subir ao palco.

    Segundo informações de sua assessoria, Cassiane, que viajou à cidade baiana para participar do CONJUEC 2014 – Congresso da Juventude Evangélica de Camaçari – já chegou na cidade passando muito mal com febre alta e a pressão muito baixa, o que impossibilitou a cantora de marcar presença no evento.

    Atendida no hospital Santa Helena, Cassiane foi diagnosticada com laringofaringinte aguda. A cantora foi medicada e orientada pela doutora que a atendeu a ficar pelo menos três dias sem cantar ou mesmo falar.

    Através da fanpage oficial de Cassiane, a assessoria da cantora ainda pediu perdão à organização do evento pela falta e agradeceu aos responsáveis pelo carinho e por ter acompanhado o caso em todo o tempo.

    cassiane

    O evento contou com a presença de cantores como Bruna Karla, Davi Sacer, Gisele Nascimento, Oficina G3 e Banda Som e Louvor.

  • Um Brinde – Minha conversão e oratória

    Um Brinde – Minha conversão e oratória

    Quando criança, era muito levado pelos meus pais a várias religiões diferentes. A primeira que conheci foi o espiritismo. Ainda muito cedo, lembro parcamente de algumas coisas. Logo mais, me apresentaram os Testemunhas de Jeová, a qual tive longos meses estudando com um jovem que falava de Deus e da Bíblia conforme os princípios deles. Após, passei uma temporada na igreja católica, até que com 12 para 13 anos, me converti na igreja evangélica. Minha conversão foi na Igreja do Evangelho Quadrangular do Xavier Maia, mas, tive uma aceitação maior com Deus, na igreja do mesmo ministério, só que no bairro Chico Mendes com o Pastor Cléu (não tenho certeza se o nome dele é assim, faz tanto tempo). Meu relacionamento com Deus sempre foi um fogo de palha, até iniciarem minhas primeiras leituras diárias da bíblia. Sempre soube que Ele tinha (tem) algo tremendo para a minha vida. Diferente de todas as crianças, meu isolamento incomodava meus familiares, por gostar de coisas que crianças da minha idade não gostavam: ler livros e escrever, por exemplo. Com mais ou menos 14 anos, fui pra zona rural e me vinculei a Assembleia de Deus Ministério Madureira, mas antes disso, passei uma pequena temporada assistindo os cultos da Igreja Presbiteriana. Resolvi falar um pouco da minha experiência com Deus para que o caro leitor entenda um pouco da minha trajetória, até aqui. Na zona rural iniciei recebendo as primeiras oportunidades para ler uma palavra e explica-la. Cara, isso já era demais pra mim. Meu talento com a oratória deu-se um pouco distante da igreja. Sempre fui muito vidrado em programas de TV e em como as pessoas conversavam. Até hoje tenho um cômica mania de parar e admirar uma conversa entre duas senhoras. Encantante!

    Depois de um ano e alguns meses, voltei a zona urbana de Rio Branco e migrei na Igreja Evangélica Pentecostal Deus é a Verdade. Ali foi onde aprendi 1/3 do que sei hoje sobre o cristianismo. Minha vocação e chamado desenvolveu-se a partir daquele momento. Não falo isso pra me gloriar, até porque as obras não nos justifica, mas ajudei a levantar um rebanho juntamente com a pastora do ministério, já que até então os cultos eram realizados na varanda de sua casa, e eu, um simples operador de som e de vez enquanto abria o culto e dava uma palavra. Quão prazeroso foi fazer a obra de Deus naquele lugar. Pertinho de onde me converti! Nesse período já havia composto minha primeira canção chamada “Deus” que logo depois foi mudada o título para “Cuida de Mim”, até que foi esquecida e abandonada.

    Passei uma curta temporada como líder de jovens, até mais tarde ser separado a diácono – que responsabilidade. Nesse período comecei a pregar em cultos considerados grandes. Vivi uma fase em que a onda de pregadores mirins era moda nas igrejas pentecostais. Quando entendi isto, resolvi recusar alguns convites pra ministrar. Passei também um ano dirigindo e apresentando um programa numa Rádio Comunitária chamada Gameleira FM com o encargo nominal de “Atitude Jovem”. Nessa época recebi uma considerável aceitação da juventude, mas logo não deu de manter-me lá, e juntamente com minha equipe, saímos.

    Bah! Calme, não sou gaúcho, mas amo a expressão “bah!”, e é tanto que vou fazer de novo: Bah! Hoje quero brindar minha trajetória de vida como um mero servo de Cristo e lhe convidar a também contar um pouco de sua história. Deixo meu e-mail ao caro leitor e um brinde á Cristo!

  • Análise: CD O Amor Venceu – Megafone

    Análise: CD O Amor Venceu – Megafone

    Sabe quando  um álbum não te chama atenção e você não se motiva a ouvir? Pois é.  Foi assim com o CD O Amor Venceu da banda Megafone.  Já tinha ouvido falar na banda, mas honestamente nunca tinha me motivado a conferir o som. Desde que recebi um exemplar da Sony que ele estava na minha pequena estante pedindo pra ser ouvido. Num dia resolvi ceder e dar uma chance ao disco.

    Confesso que valeu a pena. Logo de cara a banda brinda-nos com a canção “Real pra mim”: o suficiente pra que sentisse vontade de continuar ouvindo o restante do disco. “Real pra mim” é “pra cima” tanto pelos riffs e batidas contagiantes quanto pela letra.

    “Nada vai me fazer parar / Nem eu vou desistir / Com a minha voz eu vou gritar / Para o mundo ouvir / Tu és real pra mim”

    A escolha da primeira faixa do álbum precisa realmente ser extremamente criteriosa, pois é ela que vai fisgar o ouvinte, e foi o que a Megafone fez. Com canções singelas sem grandes malabarismos vocais a banda tem uma identidade bem definida principalmente por serem canções autorais (exceto a faixa 11, “Tire o pé do chão”, versão de Get up).

    A essência é passar a mensagem de forma objetiva. Apesar disso, o projeto nem de longe se torna enjoativo ou repetitivo. Com uma pegada “pop-rock-teen” com nuances do congregacional o disco vai de músicas pra curtir até canções com chances de cair nas graças dos ministérios de louvor e adoração das igrejas como a minha preferida “A casa é Sua” que convida o Senhor para entrar em nossas vidas e fazer conosco o querer dEle.

    A casa é Sua Deus pode entrar / Mude as coisas de lugar / Mude as coisas de lugar”.

    Merece ser mencionada a desenvoltura da vocalista da banda, Rebeca Lacerda. É notável como sua voz soma ao som da banda. Suavidade no ponto certo. Em “Tu és Deus”, faixa de sua autoria, a cantora traz uma mensagem de adoração destacando a soberania do Senhor, e mesmo tão grande se importa e olha por nós.

    “Tu és Deus, Tu és Deus / Tão Glorioso e poderoso / Tu és Deus, Tu és Deus / Mesmo tão grande / Se importa e olha por mim”

    A faixa que dá nome ao disco, “O amor venceu” certamente é uma das melhores e traz a mensagem da ressurreição de Cristo, mas sem aquela melancolia característica de música do tema.

    “O amor venceu / Mais uma vez / Tudo novo se fez / Tudo novo se fez / […] / A fé anulou a dúvida / Tua luz brilhou nas trevas / Aquele que habita em nós / É o princípio de tudo”

    Depois de ouvir este trabalho (várias vezes, obviamente) chego a duas conclusões: a primeira é como o preconceito é prejudicial. Pensando bem, nem imagino quantos prováveis bons trabalhos deixei de ouvir por causa disso. Claro que Megafone acaba sendo uma exceção entre a profusão de novas bandas e ministérios que surgem a cada dia trazendo mais do mesmo. A segunda é: devia ter ouvido esse CD da Megafone muito antes!

    O Amor venceu de fato é um disco “pra cima”. As letras invariavelmente possuem frases de otimismo, motivação, de conquista. Lutas, mas com vitórias. Sim, o Amor venceu!

  • História de Bianca Toledo é destaque no Programa Hora do Faro

    Com uma história de fé, amor e superação, Bianca Toledo participou do quadro “Preciso dizer que te amo” do Programa Hora do Faro que foi ao ar neste domingo (14) na TV Record para fazer homenagem à mãe.

    No programa Bianca teve oportunidade de contar em rede nacional um pouco de sua história, desde a descoberta da gravidez, passando pelo momento mais crítico de sua vida quando nenhum médico acreditava que viveria por mais de 48h, até a sua completa recuperação e o reencontro com seu filho José Vittorio seis meses após vencer a morte.

    Na ocasião Bianca relatou que um dos momentos mais marcantes foi quando sua mãe colocou uma TV em seu quarto onde uma cantora (Ludmila Ferber) cantava uma música que ela conhecia, mas não conseguia se lembrar claramente. A música falava de cura (Sonhos de Deus) e sua mãe levantava as mãos em sua direção, mentalizando, como se de alguma forma aquela canção a estivesse envolvendo, estivesse a curando.

    no hora do faro
    Bianca Toledo – antes e depois

    A repórter do programa aproveitou a deixa para fazer um desafio à Bianca Toledo: cantar a canção Sonhos de Deus de Ludmila Ferber no palco do programa como forma de homenagem À sua mãe que tanto a ajudou no momento mais difícil de sua vida.

    “Há quatro anos eu estava morta, há três anos eu não falava, não andava, e as minhas conquistas foram milimétricas, até chegar ao ponto de eu achar que já estava completamente reestabelecida e cantar era com certeza a última das coisas que imaginei que voltaria a fazer”, relata Bianca. Antes do coma, Bianca Toledo havia consolidado uma carreira como cantora e compositora evangélica. Por conta dos tratamentos a que foi submetida, Bianca perdeu a voz. Hoje a voz de Bianca voltou, porém sem a potência que tinha antes e bem mais grave.

    O cantor e produtor musical Paulo César Baruk foi convidado por Bianca para fazer parte da homenagem “Estou muito feliz por somar e poder acrescentar de alguma maneira na vida dessa pessoa que tem um talento incrível, um talento que mesmo a enfermidade não conseguiu esconder” Declara Baruk dizendo que apesar de diferente a voz de Bianca Toledo continua tão bela quanto antes.

    “Muito mais do que superação, a história da Bianca é a prova de que milagres existem”, declara Rodrigo Faro – apresentador do programa. Rodrigo mostrou-se bastante emocionado com a história de Bianca e não poupou elogios por sua garra e pelo grande amor presente entre mãe e filha.

    Dona Regina que foi pega de surpresa pela produção do programa, questionada sobre o que a manteve de pé apesar de tudo foi categórica ao afirmar que foi a fé em Deus que a sustentou durante todo o tempo. “Em tudo a gente tem que ter fé, eu acho que a fé é o principal, a fé é uma coisa que te dá certeza absoluta de que está tudo bem”, enfatiza dona Regina – mãe de Bianca.

    Bianca Toledo atualmente é missionária e seu testemunho, seja através dos seus livros eu vídeos pela TV e internet têm inspirado milhões de pessoas no Brasil sobre o poder de Deus dando-lhe vida quando ninguém mais acreditava em sua sobrevivência.

    Confira abaixo o vídeo da participação de Bianca Toledo no programa Hora do Faro.

  • Conectados no Amor – Arrependimento e medo

    I JOÃO 04:18 No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor.

    Andam por aí propagando uma ideia errada sobre o arrependimento. Os pregadores do medo, do evangelho imposto e não exposto, nunca tem e nem terá um fim. Desde os remotos tempos da Igreja Católica, onde a salvação era comprada por indulgências, e o medo imposto nas pessoas de ver o fogo do inferno depois de suas mortes a induziam a comprar a sua salvação, as pregações que usam o medo como forma de propagar o evangelho é um dos instrumentos usados pelos protestantes, principalmente pela parte dos pentecostais.

    Sabe daqueles cultos típicos de pregações do fim do mundo, que a metade dos versículos usados vem de Apocalipse, o terrível livro temido pelos medrosos, e o pregador usa a frase que todos temem: “essa pode ser a última chance de você entregar a sua alma”? E para complementar a pregação, o pregador fica uma hora insistindo no microfone para novas pessoas levantarem as mãos e se converterem.

    Isso é o que eu chamaria de ideia completamente errada e confusa sobre arrependimento. As pessoas se ligam tanto no resultado de suas más obras do que na própria causa, ou seja, no próprio ego. Nem por uma confissão e repetição de palavras como “eu aceito Jesus como meu salvador” te livra do temível inferno. Não é do medo que vem o arrependimento e nem ele provoca algum tipo de arrependimento. Metades das pessoas que fizeram a confissão na frente de altar e também por medo pode talvez tiver seu destino direto no inferno.

    A salvação não é mérito de ninguém e não pode ser conquistada. Quando a gente se deparar com a ideia de que não podemos nem conseguir a salvação por nós mesmos, as coisas começam a ficar nos seus devidos lugares.

    Arrependimento não consiste em ter medo do inferno. Um culto sobre arrependimento não é algo que vem com uma temática de destruição de tudo e sobre o nosso destino depois que a vida passar. É uma chamada ao inconformismo contra o próprio ego, um incentivo ao medo do que nós mesmos podemos fazer, a uma mudança de interior e da forma de viver. Arrependimento não é choro, medo e palavras. É mudança de atitude e o reconhecimento de que não conseguimos mudar sozinhos sem a ajuda de Deus.

    Nós podemos achar que após uma confissão de salvação, poderemos estar salvos enfim de uma condenação, mas na verdade, ainda há um espaço oco e vazio dentro de nós clamando por um verdadeiro arrependimento e para ser preenchido pelo Espírito de Deus. Arrependimento verdadeiro é algo tão invisível, mas demonstrado por frutos que só uma pessoa que está com Deus conhece.

    Apocalipse não é um livro que veio pregar medo. Em meio a uma época de desespero e de perseguição contra os cristãos, o livro surgiu como para trazer esperança sobre aqueles que sofriam e um incentivo a busca de Deus.

    Arrependimento não é medo do inferno, mas medo de si mesmo.

    O mundo em volta de mim vende uma promessa vazia
    Constroem-lo só para ver você cair
    É hora de encontrar isto cara a cara

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=RG8yA4xq9KY]

  • Chegou “Mostra tua glória” o novo CD do clamor pelas nações

    Já está à venda em todo o Brasil “Mostra Tua Glória”, o novo CD do Clamor Pelas Nações. Gravado ao vivo na Conferência Profética do Clamor, na Igreja Batista da Lagoinha, o novo CD do Clamor tem as participações especiais de Fernandinho, Ana Paula Valadão, Ana Paula Nóbrega, Judson de Oliveira e do público presente.

    Com produção de Marcos Roberto, “Mostra Tua Glória” possui 14 faixas, sendo uma delas espontâneo, a maioria inéditas, dentre elas: “Mostra Tua Glória”, “Tudo Pertence a Ti” e “Vem e Toma o Teu Lugar” – letra e música de Marcos Brunett com versão de Ricardo Robortella e participação especial de Ana Paula Valadão.

    A mensagem do disco versa sobre simplicidade e arrependimento como elementos de transformação de vidas e um caminho para nos achegarmos mais ao coração de Deus.

    O principal sonho de Ricardo Robortella, líder do Clamor, para este novo projeto, é de que ele se transforme em um registro histórico da marcante presença de Deus na Primeira Conferência profética do Clamor que aconteceu no mês de janeiro de 2014 na Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte.

    Nosso sonho com o lançamento de nossas conferências é ver um avivamento que gere arrependimento e transformação de vidas. Com esse coração e visão estaremos sempre reunindo ministros do Brasil e do exterior para que sobrenaturalmente possamos ser tocados por Deus. Cremos que precisamos unir unções.
    Quando existe uma verdadeira unidade o Senhor ordena a benção. Existe a partir de 2014 um novo tempo profético sobre nossa nação, comenta.

    Confira abaixo o lyric vídeo da faixa “Vem e toma o teu lugar” com a participação de Ana Paula Valadão.

  • Festival Promessas Minas 2014 reúne grandes nomes da música gospel

    Evento realizado pela Rede Globo Minas caminha para sua terceira edição com a presença confirma de grandes nomes da música gospel nacional.

    Com o objetivo principal de valorizar a música evangélica nacional, a terceira edição do Festival Promessas Minas acontecerá no dia 8 de novembro, no Ginásio Jornalista Felipe Drummond – Mineirinho. Neste ano, Eli Soares, Jonas Vilar, André Valadão, Thalles Roberto e Bruna Karla são os artistas que agitarão o palco do evento.

    Paralelo ao Festival Promessas, a Globo Minas traz novamente o “Concurso Novas Promessas”, que tem como proposta descobrir novos talentos da música evangélica no Estado. Assim como na primeira edição, em 2013, a banda vencedora vai abrir o Festival Promessas. Em 2013, mais de 1.700 artistas, entre cantores e bandas, se inscreveram para participar do concurso. O vencedor foi o grupo “Entre Salmos”. Neste ano, o público vai escolher por meio de votação pela internet. As inscrições começam no dia 15 de setembro de 2014, pelo portal www.g1.com.br/mg. Neste mesmo link o público pode acessar e conferir o regulamento.

    Os ingressos serão vendidos no site da Blue Ticket (http://www.blueticket.com.br/) e estandes nos shoppings Cidade, Itaú Power Shopping e Del Rey. A abertura de bilheteria será a partir desta quinta-feira, 11 de setembro.

    Os portões do Ginásio serão abertos às 13 horas. O Festival está previsto para iniciar às 15 horas.

    O evento é uma realização da Globo Minas com produção da Mov3. As imagens do Festival serão exibidas posteriormente no Especial Promessas Minas com data ainda a confirmar.

  • Rocklogia – Banda Azul e morte de Janires

    A segunda metade da década de 80 já tinha chegado e Janires já tinha provado, nos dois primeiros álbuns do Rebanhão que seu talento estava bastante acima do que a cena cristã da época (e antes dela) mostrava. Após criar e liderar uma banda de sucesso, gravou um disco solo bastante pretensioso, intitulado Janires e Amigos (que na década de 90 foi remasterizado e incluído na discografia do Rebanhão). Mas diferentemente do que se poderia presumir, o músico não era acomodado e queria fazer mais. Pedro Braconnot, em entrevista já disse que o grupo não conseguia acompanhar seu ritmo. A saída era algo necessário, mas tranquila o suficiente para que os três integrantes restantes (Braconnot, Paulo Marotta e Carlinhos Felix) soubessem qual caminho seguir.

    Do Rio de Janeiro, Janires foi acolhido na cidade de Belo Horizonte. Na capital mineira localiza-se a Mocidade para Cristo, mais conhecida como MPC, um movimento cristão. O cantor tornou-se locutor de um programa chamado Ponto de Encontro, e nesta época gravou um LP de mesmo nome que seria distribuído pela MPC.

    O álbum Ponto de Encontro, apesar de pouco conhecido é de certa forma importante para entendermos a cena musical cristã da época que se esforçava para fugir do patamar comum. Como artista solo, Janires regravou “Casinha”, mas o destaque fica para a inédita “Paz pra Cidade”, do compositor, gravada com o Rebanhão. Essa canção é sua última gravação com a banda. No disco, também tem “Pra Você” da Sinal Verde, e também músicas dos Vencedores por Cristo, Grupo Pescador, Jovens da Verdade, entre outros.

    Um projeto que deu certo e teve Janires como um dos mentores foi o Som do Céu. Em abril de 2014, foi realizado mais uma de suas edições, comemorando 30 anos de Som do Céu. O evento reúne vários músicos e bandas cristãs comprometidos com a arte. Sua primeira edição ocorreu em 1985, e conteve a participação do Rebanhão, Vozes da Promessa, Grupo Logos e Quarteto Vida.

    Janires passou a frequentar e tocar no “Clubão” da MPC. Alguns jovens, que estavam montando uma banda também o frequentavam. Eram Guilherme Praxedes, Dudu Guita, Moisés di Souza e Dudu Batera. Logo, Janires tornou-se vocalista daquele grupo, que não tinha nome. A princípio era Banda MPC, mas no ano seguinte mudaram para Banda Azul.

    Durante essa época, a vida do cantor prosseguiu bastante agitada. Conheceu vários músicos, amigos e realizou o sonho de viajar ao exterior. No contexto nacional, o Brasil vivia o fim da ditadura militar e a chegada da redemocratização. Todos estes acontecimentos influenciaram as letras do álbum de estreia da Banda Azul. E Janires seria o principal letrista delas.

    Em julho de 1987, a banda já estava gravando o álbum num estúdio do Rio de Janeiro, com Janires trabalhando como produtor musical. A sonoridade, além da própria pegada progressiva se misturava a outros gêneros musicais. Do projeto, “Veleiro”, “Canção das Estrelas”, “Foi por Você” e “Meninos da Rua” são os grandes destaques. Já, a faixa-título, “Espelho nos Olhos” é especial pela sua abordagem autobiográfica, um pouco nostálgica. Nesta faixa, o cantor relembrou sua infância, sonhos e como Cristo mudou sua vida. Por suas várias viagens, diz no final: “Mas, agora já é hora / De ir embora viajar / Descobrir outro mundo, outro lugar / Levo no peito saudades de vocês…“. Por coincidência, os versos fariam bastante sentido com sua morte.

    Curioso que, Janires não planejava ter uma vida “normal”: casar, ter filhos, bom emprego. Aos quase 35 anos, sua família eram seus amigos. Sua vida era vivida através da música. E compor, projetar músicas era atividade constante. A Banda Azul mal gravou Espelho nos Olhos e o cantor já sonhava com um álbum conceitual. Em seu disco solo Janires e Amigos, Janires gravou “Mamãe”. Nesta época, ele já tinha uma música para os pais e até mesmo uma homenagem à sogra. Em importância a família, o músico queria fazer um trabalho sobre este tema.

    O tempo passava e Janires não podia parar. Ele precisava viajar do Rio de Janeiro para Belo Horizonte, onde participaria de mais um Clubão. Mas, como muitos devem saber, as estradas no trajeto entre as duas capitais são cheias de curvas e relativamente perigosas. E, numa destas curvas, no município de Três Rios, o ônibus em que Janires viajava envolveu-se num acidente. Somente o músico morreu. Deus o levou para si. Eram 11 de janeiro de 1988.

    Janires foi sepultado em Brasília, cidade na qual viveu parte de sua vida. Dentre os presentes, familiares do cantor, integrantes da Banda Azul, além de outros músicos, como Carlinhos Felix.

    A Banda Azul decidiu continuar. Espelho nos Olhos foi lançado depois da morte de Janires, no final de maio de 1988. Reunindo canções não gravadas do músico, retrabalhadas e outras de demais integrantes, depois lançaram Final do Túnel no ano seguinte. Mas nenhum trabalho posterior da Banda Azul conseguiria alcançar o mesmo patamar de Espelho nos Olhos.

    Leia também: Depoimento de Carlinhos Veiga sobre Janires / Entrevista com Moisés di Souza

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