A nossa série de textos tão intrigante chega em sua fase final. Diante mão, quero ressaltar que essa é apenas uma simples visão. Não se limite a esses textos que escrevi, busque saber mais e conhecer mais sobre o assunto. Nesse artigo falo sobre os prédios ditos como sagrados. E na maioria das vezes, são chamados de igreja. O que diferencia um prédio de uma empresa para um de uma denominação cristã? Chefe e pastor, salário e dízimo, empregados e fiéis, se confundem. Mas por favor, não me interpretem mal. Não estou afirmando e nem induzindo que, as congregações [igrejas] são empresas religiosas ou comercio da fé. O que quero dizer, é que há uma semelhança mesmo que pequena, no sentido organizacional dos templos com os de uma empresa comercial. Escrevo isso como um técnico em administração. Agora, falando como um simples cristão, digo que isso é muito perigoso. Pois com semelhanças assim, correm-se sérios riscos de se tornarem de fato, uma empresa, e não um lugar onde se louvam e adoram a Deus celebrando Suas misericórdias. Nesse texto quero aplicar fatos verídicos que vivi como ponto concreto do que proponho passar aos caros leitores.
Atualmente, estou bem distante de congregações. Porém, sou bíblico, vivo em igreja. Há um ano me reúno com minha família e amigos em um grupo ministerial chamado Adoração Livre. Acreditamos que é sim projeto de Deus, pois resistimos a tempestades, resistimos ao ego tentador de querer fazer o que queremos pelos desejos carnais, resistimos aos “não dá pra ser crente sem congregar”. Congregar. Essa parte é importante pois eu congrego sim. Nós congregamos. Não numa congregação específica onde nós precisamos ir até lá, mas estamos congregados em Cristo vivendo em união como igreja. Notou a diferença? Eu não posso me reunir com duas ou três pessoas, atender clientes e chamar aquilo de empresa, pois a estrutura física e mesmo burocrática, não condiz com os padrões de empresa. É necessário uma matriz física a qual as pessoas tenham ciência do que se trata. Mas eu posso me reunir com duas ou mais pessoas, viver com elas em Cristo e juntos sermos igreja. Por isso igreja e empresa não podem se assemelhar. Seria uma heresia para os fiéis e falcatrua para os clientes.
Portanto, também não digo que precisamos ou devemos abandonar nossas congregações, até porque somos aconselhados biblicamente a não fazer isso (Hebreus 10:25), mas digo que não podemos fazer de nossa congregação um templo de egos, ou visitar o lugar afim de me sentir melhor ou por cronograma ministerial. Temos que fazê-lo por amor e para a glória de Deus (I Co 10:31). Caso contrário, estaremos sendo ativistas religiosos e fazendo de nossas congregações o que o próprio Jesus rejeitou: um comércio. Não dá pra vender fé e nem esperança. Fé e esperança são inegociáveis. Então assim encerro essa serie de textos: brindando o bom senso e dando um grito de liberdade intelectual para que entendamos que nossos prédios “sagrados” não passam de construções humanas a qual Cristo jamais vai habitar (At 17:24). Somos nós que constituímos a a igreja de Cristo. Vivendo em unidade e amor! Um brinde!

Deixe um comentário