Limão com Mel – Que venham as rosas, mas me poupem os espinhos

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E isso é normal. Como seres humanos, temos necessidade de reconhecimento pelo que fazemos. Apesar de alguns dizerem que não precisam ser reconhecidos por ninguém, fato é que o reconhecimento é importante sim. Imaginemos que façamos algo há algum tempo e ninguém reconhece o nosso esforço. A tendência é desistir, mudar de área, afinal qual o sentido de continuar fazendo algo apenas por fazer? Certamente na música também é assim.
Quem nunca ganhou um RT (retuite no Twitter) por falar: “nossa que canção linda @fulana! Arrepiei, Deus bradou através de sua voz!” isso é tão comum… Vejo casos inclusive de pessoas que vivem de bajular cantores em busca de 2 minutos de fama e atenção… (mas isso é assunto para outro post rs).
Mas e quando a música não é tão linda assim? E quando o clipe é medíocre e sem criatividade? Quando o CD é extremamente clichê e repetitivo? Se a capa é medonha? Quando a atitude do cantor em rede social é questionável? Quando se faz declarações polêmicas? Quando se manda indiretas no Twitter? O que fazer? Elogiar? Ignorar? Fingir que tudo é lindo e maravilhoso porque é para o Senhor?
Parece que sim. Pelo menos é o que dão a entender quando se critica (fala a verdade) a respeito de algum trabalho gospel. Infelizmente, os envolvidos, fãs e cantores não costumam separar o trabalho da pessoa, trabalho comercial de unção. Critique e verás!
Em sua coluna, há uns anos o jornalista Flávio Ricco publicou a seguinte observação:

“Escrever sobre televisão, por extensão sobre qualquer assunto, tem coisas hilariantes. Você elogia um alguém e o trabalho dele a vida toda, na primeira crítica essa pessoa vira inimiga de infância. Mas como não existe “vacina” pra isso, segue o jogo. O recado é pra um só, mas como existem vários na mesma situação, vai no geral. Pt, saudações”.

Digo idem para a música gospel. Maturidade mandou lembrança! Comemorar um post elogioso, dar RT num tuíte bajulador é normal, mas é preciso entender que nem tudo são flores, há espinhos também. É preciso aprender a lidar com eles.
É difícil compreender essa postura de quem diz “buscar e primar pela verdade”. Fala-se tanto do desnível de qualidade da nossa música gospel em relação à música gospel internacional, mas que diferença é essa se está tudo lindo? Tudo ótimo?
Oremos pelo dia em que fãs e cantores aprendam a separar trabalho, pessoa, unção. Que aprendam a lidar com a crítica, que vejam além do simples ato de criticar como forma de crescimento e mudança. Para que como diz Flávio Ricco, não se tornem nossos inimigos de infância. Oremos!

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