Parece óbvia essa afirmação, mas na prática, não é esse o entendimento que a maioria tem dos nossos cantores. O que vemos atualmente é uma enaltação dos mesmos, elevando-os a um nível além do restante dos mortais.
Isso certamente coloca o cantor em uma situação bastante desconfortável, visto que precisam manter uma postura condizente com este status – a do “politicamente correto”. É preciso andar “pisando em ovos”, em sua neutralidade forçada, não podendo sequer emitir opiniões, pois isso pode desagradar alguém, e isso não é permitido. Porém, como todo ser humano, os cantores NÃO SÃO PERFEITOS, e por isso são passíveis de erros. Mas quando isso acontece, quem se lembra disso? E algo ínfimo toma proporções gigantescas (é o poder do boca -a – boca entre os evangélicos) onde cada um quer emitir o seu juízo.
Pense: Você nunca errou? Nunca disse algo que se arrependeu depois? Então qual a diferença entre você e um cantor? Claro, os cantores são pessoas públicas. Mas isso os tornam diferentes de você?
É importante que não esqueçamos: todos nós somos humanos! E quanto a julgar? Crente julgando? Crente espalhando inimizades? Infelizmente, esses são mais comuns do que deveriam. Falar que não podemos julgar e que apenas Deus tem esse poder é fácil e de praxe, mas na prática…
Assim, nossos cantores acabam entre a cruz e a espada, sendo cobrados e julgados de negligentes e omissos por não opinarem e se engajarem nas campanhas promovidas por entidades e personalidades cristãs, e se o fazem, se opinam, também são criticados por polemizar. O fato é que andar sobre ovos não deve ser tarefa fácil, principalmente porque sabem: um dia a casca quebra! E quando isso acontecer…
Quando isso acontecer, ao invés de sairmos por aí disparando acusações, paremos e nos coloquemos no lugar de quem estamos a julgar.
Precisamos lembrar de amar o nosso próximo como a nós mesmos. Será que nos sentiríamos como se fossem conosco?
Se não pararmos para refletir, e mudarmos a nossa visão, haja advogado fiel para tantos julgamentos simultâneos.
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