Categoria: Para refletir

  • Para refletir – Os planos de Deus

    Planos, projetos e vários de seus sinônimos são palavras que constantemente e principalmente estão nos vocabulários das pessoas nos finais e inícios de ano. Durante os últimos dias, tenho pensado no contexto em que a sociedade pós-moderna tem vivido, principalmente nós cristãos protestantes, com toda a influência que, inevitavelmente o ambiente nos proporciona.

    A estabilidade financeira, o plano de saúde, as mensalidades da escola particular, a parcela do carro zero, o IPTU da casa. É incrível como, em tudo o que fazemos e vivemos é necessário planejamentos para simplesmente sobreviver. Em contrapartida, num tempo de extremas preocupações, sempre corremos atrás de soluções. E mesmo quando não há problemas visíveis, fazemos questão de criá-los.

    Existem, também, aqueles que olham para o ano de 2013 com pouca alegria. Talvez, um ano difícil, em vários aspectos. Financeiramente, intelectualmente, sentimentalmente. E, por mais que alcancemos muitas conquistas, é completamente diferente de quando percebemos que Deus está à frente de tudo. O ser humano, em sua vivência frenética e neurótica não possui uma visão ampla e atemporal de tudo. É por isso que, por mais que tentemos apresentar nossas vitórias a Ele, pouco valem diante dos Seus planos.

    Em Isaías 55, versículos 8 a 10, Deus faz várias metáforas mostrando nossas limitações. Ele sempre estará vendo tudo com mais amplitude. Diante disso, percebemos o quão é importante colocarmos tudo em Suas mãos, com destaque as nossas preocupações. Nossos planos, fora da vontade dEle também, automaticamente se revelam inúteis e fúteis. O mesmo Deus que, através de Jesus nos deu o melhor com a salvação também nos suprirá a cada dia, como nunca nos deixou faltar nada. Nosso esforço, com Deus não será vão. Nossas necessidades e sonhos que estão conforme a Sua vontade vão se cumprir.

    E por mais que eu tente te mostrar / Tudo que conquistei com os anos já não importa mais / E por mais que eu tente te mostrar / Hoje sei que meus planos não te importam mais

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=uVMzINyaxxQ]

  • Para refletir – Esperar é caminhar

    Os caminhos de Deus são perfeitos! O homem, na limitação de seu pensamento, propõe para si caminhos, planos, sonhos e projetos que são elaborados a partir da finitude humana. Deus, no entanto, em sua onisciência enxerga o todo. O grande Salomão deixou escrito em Provérbios 5.21 que os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele pesa todas as suas veredas.

    Em nossos planos, queremos sempre o agir de Deus para confirmar e viabilizar os desejos de nossos corações. Para isso, geralmente temos traçado em nossa mente todos os caminhos pelos quais Deus deve seguir a fim de que nossos sonhos se realizem. Mesmo de forma não intencional, por vezes, subjulgamos o agir de Deus às nossas vontades.

    A grande dificuldade humana é entender que Deus, em sua multiforme sabedoria (Ef 3.10), utiliza métodos que nem sempre, ou quase nunca, é o que esperamos ou mesmo concordamos.

    Quando esperamos que Deus mande sua chuva de abundancia, Ele envia seu vento para mexer em nossas estruturas. Quando esperamos que Ele fale conosco liberando sua voz de consolo, ouvimos ecoar nos céus um estrondoso silêncio. Quando esperamos que Deus abra o mar e nos faça passar em terra seca, Ele nos faz andar em segurança sobre as águas. Quando esperamos que o fogo de Divino venha poderoso e imponente, Deus nos envia sua suave brisa acalentadora.

    Duas coisas, no entanto são certas:

    1) Mesmo não sendo como esperamos, Deus não deixa de agir em nosso favor, mesmo em meio à sua aparente quietude;

    2) A vontade de Deus é sempre boa, perfeita e agradável (Rm 12.2). Ele é quem analisa todas as variáveis, até mesmo as que nem imaginamos que existam.

    Se Deus é quem mais nos ama, melhor nos conhece e sabe tudo, o que nos resta é apenas esperar e confiar nele, mesmo sem saber qual será sua maneira de agir.

    Esperar em Deus é se manter em Seu caminho, é não parar diante das adversidades pois sabemos em Quem temos crido (2 Tm 1.12), é sempre continuar andando seja no deserto ou sobre as águas. Esperar é caminhar!

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  • Para refletir – Elo Perdido

    A guerra maior, hoje, não é entre nações e pessoas, todavia em si mesmo. O mundo mudou extremamente a partir do século XX. Após o capitalismo, o fortalecimento da indústria, iluminismo, humanismo e neste atual contexto pós-moderno a sociedade passou por várias transformações, dentre elas um gradual rompimento entre o que pode ser chamado de “tradições”, infiltrando um conceito raso e egocêntrico de liberdade e fuga de todo e qualquer padrão acrescido pela desilusão com o mundo.

    Com isto, a forma racional de pensar, contra a religião, até hoje enfraquecida levou, automaticamente, principalmente no viés cristão na desilusão no amor. O elo entre Deus e o homem, em nossa contemporaneidade é considerado como utópico. Em contrapartida, existe outro elo, ao qual, cientificamente é constantemente procurado: a espécie em comum do homem com outros primatas.

    Ainda, em nosso século XX, a primeira e segunda guerra mundial, e finalmente com a guerra fria criaram um contexto de angústia, pessimismo e descrédito no mundo. Uma tensão constante, agora inflamada pela nossa frustração. O triunfo sobre os mais fracos nas guerras não deu sequer motivação de sorriso em meio as nossas lágrimas interiores. Vencemos por fora, mas por dentro continuamos em ruínas. Lembro-me do velho ditado: por fora, bela viola, por dentro, pão bolorento.

    Como podemos ser felizes vivendo uma vida egoísta, remontando, em novos contextos e épocas os mesmos erros? Há uma estagnação em meio ao aparente progresso. A vaidade do coração humano prossegue intacta, embora aparentemente tudo tenha mudado. Não existem formas concretas e duradouras de ser amado sem amar.

    Enquanto isso, muitos, até mesmo cristãos praticantes vivem consumidos pela insatisfação e frustração pessoal. Na busca do antídoto, esquecemo-nos do elo perdido entre o homem e Deus desde o Éden, recuperado na morte de Jesus. E, enquanto não aprendermos a destruir esta guerra interior nEle, constantemente teremos o nosso coração de pedra ferido.

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  • Para refletir – Liberdade ou prisão?

    Certa vez estava meditando na instigante letra da música “Neófito” da banda Resgate. A mim, particularmente admira o trecho que diz: “Se dizem sim, se dizem livres, mas não podem dizer não”.

    A velha argumentação de prisão. O cristão é careta, vive numa base de regras aos quais se baseiam em “pode e não pode”, e outros sarcasmos que pessoas, em maioria não cristãs nos abordam dia a dia. Porém, perceba que a liberdade pregada por este mundo, apesar de parecer tão boa é utópica e mentirosa. De que adianta escolher o pecado e não conseguir evitar que se afunde nele cada vez mais? Esta questão, olhada superficialmente parece distante de nossa realidade, todavia não é preciso pensar muito para se encontrar conclusões que se encaixam nisto. O uso de drogas é extremamente preocupante na sociedade atual. Uma pessoa que possui contato com alguma dessas substâncias praticamente não se livra dela facilmente. E o que dizer da homossexualidade ou da prática do sexo indiscriminado? Aquele que possui mais contato com estes universos faz um caminho vicioso, ainda considerado por muitos como sem volta.

    O que temos considerado e feito com esta ‘liberdade’ a nós apresentada? Não vale a pena se vincular a um caminho sem garantia de volta. Não dá para viver e agir sobre coisas e situações as quais não nos levarão a lugar algum. Faltam racionalidade e discernimento espiritual para nós cristãos, tendo em vista que muitos estão iludidos acerca disto. Você, caro leitor deve conhecer uma ou mais pessoas nesta situação, ou quem sabe até mesmo você.

    Percebo que o grande motivo que tem sido levado a isto é o que ouvimos por vazio existencial. Às vezes, isso é até levado como um velho clichê, mas é mais atual e presente do que imaginamos. Na procura de suprirmos nossas carências em Deus, acabamos por procurar lá fora o que acharíamos em casa. Infelizmente, pessoas tem se corrompido, ferido e até se afastando dos caminhos do Senhor por isso. Mas não desista. Não esqueça que sem ele você não tem o controle de absolutamente nada. Ele é seu controle, o suprir do seu vazio, o descanso para as nossas almas. Não há motivos consistentes para seguir o caminho do erro.

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  • Para refletir – Um com todos

    O que é o amor para as pessoas hoje em dia?

    Diante desse mundo contemporâneo conturbado, esta é uma pergunta que eu faço a mim mesmo todos os dias, com certo pessimismo. E a resposta é doída. O que exatamente é não sei, mas estou certo de que está totalmente distante do significado do amor em sua essência cristã. Hoje, o sentimento doentio que rotulamos de amor é igualado a uma série de coisas, como troca de favores, interesses desleais, objetos, sexo e até mesmo um conjunto de regras sociais. Na busca deste conceito, nos perdemos em vivências superficiais que jamais se encaixarão no perfeito e único sentido do amor verdadeiro.

    O apóstolo Paulo deixou importantes reflexões sobre o amor. No décimo terceiro capítulo de 1ª Coríntios, é citado um amor que se sobressai a todo conhecimento, e sentimento de individualidade. Este é o primeiro ponto importante na busca de entendermos a diferença do que é chamado de “amor” hoje, e ao amor bíblico. Num mundo capitalista regrado pela individualidade, a prática do sentimento é falha devido às reservas pessoais. Por outro lado, a felicidade e realização pessoal têm sido cada vez mais buscadas no conhecimento, de todas as áreas. Mas a verdade é, que a vida só tem sentido para amar.

    Perceba como, finalmente tudo é baseado no amor. Deus realizou sua criação, e viu o quão foi bom tudo o que Ele fez. Amou a sua criação, ao ponto de entregar o seu filho em amor, vendo nosso colapso. Nos pontos mais humanos, ninguém pode ser só. Precisamos de amigos, família, companhias. Um momento da vida, a reprodução, em que somente é possível com duas pessoas. Tudo é um ciclo de união. Nascemos para amar, vivemos para amar, e este amor com dependências gera união. Não é fácil vivê-lo, mas é necessário. O amor é tão complexo e difícil de praticar porque é divino, eterno e único. O amor de Deus nos faz um. Um com as pessoas, e um com Ele.

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  • Para refletir – Superman

    As vezes me pergunto certas coisas que observo na sociedade. Quão triste é, sabermos no geral que ninguém é blindado de problemas e tristezas, mas todos acabam por ser obrigados a passar uma imagem de alegria e satisfação constante, como superhumanos.

    Outro fato importante a salientar é que, nos tempos atuais a maior parte das pessoas buscam por uma alegria pessoal por meio da experimentação excessiva e indiscriminada. Drogas, bebidas, sexo, amizades que mais parecem um titanic prestes a se afundar. Enquanto isso, um monstro interior grita por socorro, ajuda e atenção. O que fazer disto? Vivemos num tempo onde descobrimos o mundo, o universo, os planetas, mas não conseguimos entender nem dominar nossos sentimentos e o ser. Estamos fora de controle.

    Talvez, diante dessa situação desesperadora, você pergunta: onde está Deus em tudo isso? Onde Deus entra no seu universo particular, na sua identidade, nos seus problemas e conceitos? A resposta, para os mais racionais e reflexivos pode soar absurda, mas quando o “compartimento” é emocional, a razão não se mostra totalmente bem-sucedida na explicação de algo. Nós que cremos em Deus (o que é muito diferente de ter e seguir uma religião) experimentamos isso. Isto porque, para Ele não conseguimos de maneira alguma fugir ou esconder nossos problemas. A própria Palavra de Deus diz, que “sem mim nada podereis fazer” (João 15. 5). Ainda, no Salmo 139 é clara a ciência de Deus da nossa vida de forma tão quanto abrangente e profunda. Para seres mortais e limitados como nós, é fácil transmitir uma inverdade sobre nossos sentimentos, mas Deus possui ciência antes mesmo de confessarmos, e mais do que isso, mesmo sendo tão poderoso e grande, eles nos compreende e sabe como levantar-nos. Diante dEle você reconhece que é igual a todo mundo, e quem sem Ele você é absolutamente nada.

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  • Para refletir – Vivendo sem máscaras

    Por esses dias eu estava conversando com uma pessoa, sobre teatro, a qual concluiu, há pouco, a Faculdade de Direito. Então perguntei como a pessoa se comportava ao tribunal, diante do júri, e do juiz, por exemplo. Mas num dado momento, ela me falou: ‘‘Afinal de contas, o tribunal é um grande teatro’’.

    Algo que tem vindo, fortemente ao meu coração, nesses dias, é o quanto que nós vivemos uma vida de ‘‘máscaras’’. Uns com muitas, outros com poucas, mas todos têm a sua máscara. Assim, comecei a pensar no tanto de gente que vive aprisionada, dentro das igrejas, carregando um jugo e um fardo que não vem do Senhor, simplesmente para agradar aos outros. Afinal, o jugo de Jesus é suave e o seu fardo é leve (Mt 11.30).

    Nós vivemos numa sociedade onde os “pode, não pode” são obrigações, pois se você não seguir esse estilo de vida, automaticamente será excluído. E assim tem sido a igreja do Senhor na Terra. Eu entendo que devemos ter uma linha de raciocínio doutrinária, porém, nem tudo está pautado pela Palavra de Deus. São apenas costumes humanos que foram impostos. E muitos não sabem nem porque os seguem, mas para não contrariarem ou serem excluídos por suas igrejas locais, preferem segui-los.

    O texto de Mateus 9, do verso 9 ao 13 relata o encontro de Jesus com um homem chamado Mateus, seguido de uma cena muito interessante. O texto diz que Jesus foi para casa, e chegando ali, ele sentou-se à mesa com muitos publicanos e pecadores. Então os discípulos são indagados, sobre o motivo de o Mestre deles sentar-se à mesa, com aquele tipo de gente. Mas eis então, o “x” da questão. Você não vê Jesus explicando-se ou titubeando quanto ao que responder. E nas Suas palavras, Ele deixa bem claro, que sabia quem Ele era, e que o fato dele estar ali entre os desprezados, não o influenciava para o mal. Jesus não tinha compromisso em buscar ser o que não era, para agradar os homens, mas simplesmente era o que era.

    Outro texto no qual enxergo esse chamado de Jesus para nós, para que sejamos nós mesmos, sem máscaras, é o de Lucas 18:9-14, pelo qual o Senhor conta a parábola do fariseu e o publicano. Não me atentarei em contar a história (leia o texto). O notável é que, Jesus falou que o publicano, após desmascarar-se diante de Deus, voltou pra casa justificado. E aqui nós percebemos a importância de sermos nós mesmos. E não buscarmos títulos ou respeito humano por aquilo que nos é imposto, não buscarmos o respeito dos irmãos das nossas igrejas, enquanto massacramos quem nós somos. Fingindo ser/ter uma personalidade que não é real.

    Quando nos encontramos verdadeiramente com a Cruz, percebemos quão miseráveis homens somos e como necessitados da transformação de Deus em nós. O Senhor não se atenta ao que nós somos enquanto estamos mascarados. Ele nos conhece, e antes que falemos, Ele já sabe (Sl 139.4).

    Quando nós nos abrimos e mostramos a nossa verdadeira identidade, permitimos automaticamente que Deus trabalhe em nós. Alguém já disse que caráter é tudo aquilo que nós somos no escuro, ou seja, quando ninguém vê. Podemos enganar qualquer pessoa, fascinar a muitos com as nossas máscaras, mas diante de Deus o que prevalece são os nossos corações. E a caminhada diária com Jesus, é uma caminhada de retiradas e cada uma delas, e de reconhecimento de quem nós somos de verdade. Óbvio que nem todo mundo nos aceitará por sermos quem somos, mas não podemos nos preocupar com o que a outra pessoa pensa sobre nós, e sim, com o que o céu, de nós, pensa. Que o Senhor nos ensine e nos ajude a retiramos as nossas máscaras dia após dia!

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  • Para refletir – Chamados para amar

    “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” João 13.35

    Basicamente na Bíblia, temos 4 palavras gregas para traduzir o sentindo de amor. São elas: Eros (físico, sexual), Storge (familiar), Philos (amizade) e Ágape (amor incondicional). Mas quero me atentar no amor Ágape, ou seja, o amor de Deus por nós, onde teve o seu ápice no sacrifício vicário de Jesus.
    Mas será que nós podemos amar uns aos outros incondicionalmente? Será que realmente obedecemos à palavra do Mestre Jesus em João 13.34?

    Jesus em “Mateus 24.12” diz:” E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos.” O amor tem-se enfriado dia após dia, a iniquidade tem tomado conta dos nossos corações de forma traiçoeira, e nos retirando a nossa identidade de discípulos de Cristo. Nós, os cristãos, falamos tanto que amamos que respeitamos, que isso, que aquilo. Mas na prática é algo totalmente diferente. Vou usar como exemplo esse momento que estamos vivenciando na nossa nação, a briga entre a comunidade gay versus os cristãos. Aí me vem à mente uma simples pergunta: Será mesmo que não somos preconceituosos? Será mesmo não somos homofóbicos? A minha resposta é “sim”, somos preconceituosos e homofóbicos, e seria muito mais justo se parássemos de negar isso. Mas não, subimos nas nossas tamancas e travestimos a verdade com a nossa célebre e falsa frase: Eu amo o pecador, mas aborreço o pecado!

    Mentira! Se analisarmos o texto de João 13, entenderemos que esse amor que Jesus fala, é um amor sacrificial. O mandamento de amar já existia (Lv 19.18), mas esse novo mandamento que Jesus falava era o de entregar-se pelo outro, sem questionar se ele é merecedor ou irá retribuir da mesma maneira. Óbvio que Jesus não concorda com as nossas práticas libertinas do pecado, mas Ele nunca nos tratará com preconceito, porque o amor dEle nos constrange a mudarmos o nosso estilo de vida. A primeira vez que os discípulos de Jesus foram chamados cristãos, está registrado em Atos 11.26. A maior característica de um verdadeiro cristão é o amor, um cristão que não é obrigado a concordar com as ideologias do outro, mas é obrigado amar. Porque quando nos relacionamos com a fonte do amor ágape, e somos trabalhados pelo Espírito em nossos corações, começamos a amar automaticamente sem fingimentos.

    Mas não para por aí, Jesus falou em Mateus 5.23-25 algo bem interessante sobre o nosso momento da entrega da oferta. Que antes de colocarmos a nossa oferta no altar, lembrarmo-nos que algum irmão tem algo contra nós. E aqui tem algo interessante que vale a pena salientar. Quem tem algo contra, é o irmão, e não eu. Aos olhos humanos eu sou a vítima, mas Jesus não tem compromisso com o homem pensa. Ele fala que eu devo ir ao irmão, reconciliar-me com ele, e então voltar e deixar a oferta no altar. E sinto muito informar-lhe, que se você está fazendo a entrega da sua oferta sem reconciliar-se com seu irmão, Deus não tem recebido a sua oferta. E vale lembrar que não pode ser uma reconciliação interesseira, para que Deus receba o que eu tenho entregue, mas de coração. Entendendo que está praticando o amor de Deus, que se move dentro de nós.

    Em 1 João 4, o autor nos adverte sobre a comunhão, reafirmando aquilo que Jesus já tinha falado no capítulo 13 de João. Que eu devo amar ao outro como Deus nos amou e enviou o seu Filho como propiciação dos nossos pecados, devemos nós também amar uns aos outros. Porque quem não ama, não é nascido de Deus e nem o conhece (1 Jo 4.7-11).

    Eu sei o quanto que é difícil praticar o mandamento do amor, porque sou ser humano assim como qualquer um. Mas a minha oração ao Abba e verdadeira fonte do amor, é que Ele nos ajude a sermos mais parecidos com Ele, e que amemos sem distinção e sem olhar a quem. E assim como está nas Sagradas Escrituras a possibilidade de amarmos incondicionalmente, que busquemos esse amor incondicional para os nossos corações. Revelando o ápice do amor de Deus por nós, quando Ele entregou Jesus pra morrer na cruz do Calvário. E devemos buscar esse amor Nele, porque Ele nos amou primeiro, por isso que nós amamos (1 Jo 4.19).

    Que Deus, em Jesus, nos abençoe e nos ajude a seguirmos adiante. Amando-O acima de todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos, porque não existe mandamentos maiores que estes (Mc 12.28-34).


    Leia também

    “Tipos de amor na Bíblia”, por Leandro Teixeira
    http://liberdadeepensar.blogspot.com.br/2007/10/tipos-de-amor-vamos-entender-melhor-o.html

    Dicionário Vine: O significado Exegético e Expositivo das Palavras no Antigo e Novo Testamento
    E. W. Vine, Merril F. Unger e William White Jr. Editora CPAD

    Bíblia de Estudo: A Bíblia Anotada e Expandida
    Charle C. Ryrie. Editora Mundo Cristão

    Complete sua reflexão ouvindo essa canção:

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=cBsxoaePZZY]

  • Para refletir – Desperta-me

    Alguma vez você já se sentiu espiritualmente sonolento? Você já sentiu que deveria fazer mais do que está fazendo? Já sentiu que precisa orar mais, jejuar mais, meditar mais, amar mais? Se sim, a palavra pra você é: DESPERTE!

    Quem está dormindo não tem consciência da passagem do tempo. O relógio está correndo, o fim está próximo. Desperte!

    Quem dorme à luz da candeia não percebe que, sem reposição, o seu azeite vai acabando e corre o sério risco de ficar irremediavelmente no escuro. Desperte!

    Quem dorme não se dá conta da chegada do noivo. Desperte!

    É tempo de despertar para um verdadeiro compromisso com Deus. Acordar antes que o azeite se acabe, antes que a chama se apague, antes que a noite chegue, antes que a escuridão domine, antes que o noivo se vá e, em seu lugar, reste apenas a saudade do tempo em que caminhavam juntos.

    Hoje ainda é tempo oportuno. Ainda dá tempo de despertar e voltar ao caminho do qual você nunca deveria ter saído. Não deixe que sua chama seja definitivamente extinta, antes, reavive-a, renove seu amor por Cristo, restaure seu compromisso, renove sua aliança, fortaleça seus pés e continue trilhando o caminho para o céu.

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  • Para refletir – Errando e Aprendendo

    Quantas vezes um ser humano comum, como eu e você erramos na busca de um acerto? Quantas vezes pensamos estar preparados para algo, e no grande momento notamos que estivemos enganados? Quantas vezes, pensamos que estamos puros diante de Deus, e Ele nos convence que não é esta a nossa realidade? Perguntas francas, diretas, e que, para a maioria de nós tem uma resposta incalculável diante de tantas situações vividas.

    A incoerência dos nossos pensamentos e ações certamente nos levam, na maioria das situações a resultados equivocados, afinal, o erro é algo comum neste ambiente humano. E é através de nossos erros que aprendemos a acertar, ou muitas vezes reconhecer que necessitamos ser dependentes de Deus, afinal, o nosso orgulho e soberba impedem que viermos a alcançar a vida que Deus deseja pra nós através do arrependimento dos nossos pecados. Em Provérbios, capítulo 16 verso 18 diz: “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda”. Ou seja, devemos sempre estar abertos a analisar nossas ações e decisões, e reconhecer que precisamos rever muitos conceitos para vivermos a vontade de Deus.

    Existem pessoas que oram tanto na busca de se verem blindadas contra erros, mas nunca pararam para perceber que eles nos moldam e nos levam a aperfeiçoar em nossos atos. O medo de errar, muitas vezes causa um receio enorme de, ao menos tentar. A Palavra de Deus diz, por exemplo que foi posto um espinho na carne de Paulo, uma fraqueza a qual ele não pode se livrar. E o mesmo cita as palavras de Deus, em 2ª Coríntios, 2:9: “E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade pois me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo”. Este versículo é claro e direto ao assunto. Não interessa a fraqueza, dificuldade mas sim a forma com a qual nos encaramos. É necessário sabermos que o Mestre nos ensina com nossas fraquezas, e que tudo é usado em nossas vivências para estes propósitos.

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